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Adolescentes e mídias sociais

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A maioria dos adolescentes tem pelo menos uma conta em algum tipo de rede social. As redes mais populares são o Facebook e o Twitter, mas novos tipos de redes sociais continuam a surgir e algumas como o Instagram ou o Pinterest começam a ganhar bastantes adeptos. A importância das redes sociais na cultura adolescente é cada vez maior e estas fazem parte integrante do seu estilo de vida. Mais do que na era do conhecimento, vivemos na era da comunicação digital, do acesso imediato à informação contínua. Contudo, vários estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais pode causar problemas, como a depressão.

Alguns estudiosos afirmam a existência, cada vez maior, do que eles denominaram de “depressão Facebook”, a qual atinge, especialmente, adolescentes que ficam horas do dia navegando nas redes sociais. De acordo com a pesquisa, o uso sem moderação poderia acarretar atos de cyberbullying, ansiedade social e isolamento severo. Nesse sentido, é essencial que os pais acompanhem a vida virtual dos filhos.

A forte adesão de adolescentes às redes sociais reflete características próprias da juventude, como formação da identidade, necessidade de socialização e autoafirmação. E nós que somos pais e líderes sabemos que em épocas diferentes, outros interesses aglutinavam a juventude e também requeriam limites por parte dos responsáveis.

É de fundamental importância que os pais avaliem se o período dedicado aos relacionamentos virtuais não estão interferindo na construção de relacionamentos reais.

Algumas ferramentas que podem colaborar no controle dos responsáveis, como o bloqueio de sites, devem ser usadas. Outra medida, a qual requer acordo entre pais e filhos, é a definição de horários para uso da internet. Os pesquisadores orientam que os adolescentes devem ter uma vida equilibrada, com responsabilidades escolares, atividades extras e tempo livre para lazer, que pode ser utilizado também para uso da internet.

Quando e como saber se as mídias sociais estão prejudicando a vida dos adolescentes? Estas mídias sociais se tornam um problema quando elas começam a influenciar diretamente na vida dos jovens.

Um grande problema de quem passa muito tempo se expondo nas redes sociais é o “cyberbullying”, pois qualquer ação que seja reprovada por outros usuários acaba na maioria das vezes resultando em uma avalanche de comentários ofensivos, que podem acabar influenciando negativamente a vida dessas pessoas.

Adolescentes também podem ter sua atenção desviada, pois muitos acessam frequentemente o seu perfil nas redes sociais, gerando jovens com graves dificuldades de concentração. O professor de psicologia Barry Rosen realizou uma pesquisa com alunos do ensino médio e descobriu que alguns deles não conseguem ficar mais de 15 minutos sem espiar o Facebook. Ainda segundo Rosen, quanto mais meios de comunicação consumiam por dia, piores eram as notas dos alunos. Nós não podemos deixar estes meios de comunicação se tornarem um vício, pois isto em longo prazo pode formar uma população com dificuldades de comunicação e pessoas incapazes de expressar seus sentimentos na vida real.

Como tudo na vida, o uso de internet e de mídias sociais deve ser feito moderadamente e com sabedoria. Não podemos negar sua existência e fazer vista grossa. Devemos, como líderes e como pais, trabalhar e discutir abertamente com nossos desbravadores/filhos sobre o uso seguro e racional desses meios. Lembrá-los sempre que nada na vida substitui o contato direto e genuíno entre pessoas.

1- Samira

Adolescência: vícios em internet e jogos de computador

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Dizer que alguém é viciado é o mesmo que dizer que ele não consegue controlar a ânsia por alguma coisa ou a dependência dela. Quando o indivíduo é viciado, a necessidade interior é tão forte e tão consumidora que são declarações como: “não consigo me controlar”. Com a invasão dos avanços tecnológicos e a extraordinária expansão da internet, não é de surpreender que cada vez mais os pais e terapeutas ouçam os adolescentes dizerem que estão perdidos no ciberespaço.

Os viciados on-line e em jogos de computador apresentam os mesmos sintomas das pessoas que abusam do álcool e das drogas: negação, privacidade, extravasamento, compulsão, falta de atenção e afastamento da família e dos amigos.

As principais causas do problema:

  1. Solidão: os fãs das redes sociais dizem que elas favorecem a interação, o encontro e o relacionamento. O termo preferido é “comunidade”. Porém, na realidade, a web fornece apenas uma sombra da verdadeira comunidade. Contudo, esse desejo de entrar em contato com alguém e de sair da solidão, empurra alguns adolescentes para uma dependência doentia da web.
  2. Pornografia: o fato de trazer o mundo para dentro da privacidade de nossas casas é um dos grandes horrores da web. É essa condição que torna a pornografia mais acessível que nunca. Para alguns adolescentes, com toda aquela avalanche hormonal, essa tentação é simplesmente grande demais para resistirem.
  3. Estar por dentro de tudo: todo adolescente quer fazer parte do que todo o mundo está falando ou fazendo. Quando surge um burburinho sobre alguma coisa do mundo virtual, pode apostar que eles correram rapidamente para o computador mais próximo.
  4. Dinheiro: alguns jovens especialistas no mundo cibernético encontraram uma maneira de ganhar dinheiro com o tempo que passam na internet. Por exemplo, fazem download de um software ilegal e depois vendem aos colegas. Inclusive pesquisas indicam que os “cibercrimes” colocam os adolescentes como os maiores contraventores.
  5. Privacidade: o adolescente pode visitar sites e fazer coisa no ciberespaço que pai nenhum aprovaria, e ninguém jamais tomaria conhecimento. A ideia de poder explorar tabus sem sair de casa leva muitos jovens a praticar atividades cibernéticas prejudiciais.

Como os pais podem ajudar:

  • Ressaltar a gravidade do tempo gasto nessas atividades. Experimentem fazer um registro das horas gastas pelos seus filhos na internet, e depois mostrem a eles a anotação! Costuma causar um forte impacto.
  • Tantos os pais como os terapeutas devem aprender a linguagem da internet a fim de melhorar a comunicação com os jovens que usam esse meio de comunicação com frequência.
  • Devemos estar sempre atentos ao conteúdo dos videogames. Evitar os que se utilizam de violência e outros valores contrários à cultura familiar e aos valores espirituais.
  • Ser cuidadosos no monitoramento. Uma boa dica é que o computador fique na sala à vista de todos que passem por aí.
  • Usar filtros: há ferramentas que podem filtrar conteúdos ofensivos ou perigosos com a maior facilidade.
  • Ajudar seu filho a reconhecer a dependência. Um psicólogo pode ser útil nessa questão, já que muitos filhos nessa idade têm dificuldade em ouvir os pais.
  • E saber quando encaminhar a um terapeuta é a chave para evitar que cada vez mais seu filho fique preso a maus hábitos por conta do uso prejudicial da internet.

“Todos devem vigiar os sentidos, do contrário Satanás alcançará vitória sobre eles; pois essas são as avenidas da alma. Deves tornar-te fiel sentinela de teus olhos, ouvidos e todos os sentidos, se quiseres dominar a mente e impedir que vãos e corruptos pensamentos te manchem a alma. Só o poder da graça pode realizar esta tão desejável obra. Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões, ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida”. Ellen White, O Lar Adventista, p. 401.

1- Samira

A importância do grupo de pares para o adolescente

4245-teen-action-group-tacomaA maioria dos adolescentes, inevitavelmente, dá muito mais importância ao seu grupo de amigos do que à sua família. Esta se ressente, tenta reverter a situação conversando ou então alertando sobre o perigo das “más” companhias, mas tudo isso às vezes parece inútil.

O que acontece de fato é que os adolescentes precisam dessa convivência para desenvolver habilidades sociais que começaram a adquirir com a família. Papéis sociais importantes como liderança, par sentimental, amizades permanentes, palhaço, negociador e tantos outros só são aprendidos na convivência com o grupo de pares. Não é exagero dizer que a entrada em um grupo é um acontecimento inevitável na passagem da infância para o mundo adulto. Faz parte do processo de elaboração da identidade. Quando chega a puberdade, o adolescente não se contenta mais apenas com a rede protetora da família e busca fora de casa outras referências para se formar como sujeito. É por isso que, nessa hora, os amigos crescem em importância. Por meio deles, o jovem exercita papéis sociais, se identifica com comportamentos e valores e busca segurança para lutar contra a angústia da solidão típica da fase.

Se a família inibe esse exercício, terá consigo um indivíduo com habilidades sociais pouco desenvolvidas e, o que é pior, com a exigência dessa mesma família para que viva os papéis que não aprendeu, de forma inteligente e bem sucedida.

Ao invés de atormentar o adolescente com ameaças e avisos, muitas vezes descabidos, os pais deveriam acompanhar os seus filhos à meia distância, cuidando para que a sua individualidade e autonomia não sejam desconfirmadas, mas demonstrando que o seu filho não é alguém solto no mundo, avulso e desamparado.

Aqui vão algumas dicas aos pais para viver melhor esta fase:

  1. Saiba o máximo que puder sobre as pessoas as quais o adolescente se ligou e como o grupo funciona. Há, em muitos grupos, um excesso de agressividade e morbidez.
  2. Não tente fazer parte da turma. Não é por aí que a coisa funciona.
  3. Nem todo adolescente “esquisito” é maconheiro. Não generalize e nem fale mal sem argumento dos amigos de seus filhos para evitar que se revoltem, já que o sentimento de rebeldia frente às injustiças é muito grande nessa etapa do desenvolvimento.
  4. No entanto, as drogas são uma possibilidade real no grupo. Saiba identificar os sinais que demonstram quando alguém está usando.
  5. Abra todos os canais de comunicação para saber, sem dar palpites, como o adolescente está se sentindo no grupo – suas queixas e demandas.
  6. A entrada, desde pequenos, em grupos como aventureiros, desbravadores, grupos de oração entre outros, cujos objetivos sejam espirituais, vai fazer com que este sentimento de pertencimento se desenvolva e sem os riscos de se unirem a grupos pouco recomendáveis.

Acredito que para evitar problemas maiores na adolescência como o uso de substâncias indevidas, grupos de pares perigosos e etc., é importante construir laços sólidos de amor, confiança e apoio desde a infância a fim de evitar que os conflitos sejam muitos entre pais e filhos na adolescência. Crie seu filho cercado de amor, afeto e genuína comunicação. Pois como a Bíblia mesma afirma em Provérbios 22:6 “ensina a criança o caminho que deve andar e ainda quando for velho, não se desviará dele”. Os valores ensinados na infância, mesmo que temporariamente deixados de lado na adolescência, deverão voltar com mais força, atendimento e aceitação quando esta esteja sendo finalizada. Trabalhe desde hoje e confie na promessa do Senhor de que tudo volta ao seu caminho original.

Um abraço a todos e até a próxima.

1- Samira

Solidão e adolescência

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Sentir-se sozinho e desprezado já está se tornando epidemia emocional em vários países do mundo. A dolorosa consciência de que nossas vidas não estão ligadas a de outros é a triste definição de solidão. Este sentimento não faz distinção de classe social, sexo e nem idade. Contudo, os adolescentes costumam experimentar esse sentimento de forma mais intensa. Para a pessoa que está enfrentando essa etapa tão delicada e conflitiva, como a adolescência, a solidão é esperar o que parece que nunca chega!

Vamos analisar algumas possíveis causas para esse conflito:

  • Caraterísticas do momento histórico que vivemos: nessa era de alta tecnologia, muita gente se sente descartável. Por mais paradoxal que seja, as redes sociais podem destruir amizades, pela falta de presença física, e separar muitas famílias.
  • Separação dos pais durante essa etapa do desenvolvimento: o apoio dos pais quando o adolescente está lutando entre sua dependência emocional e psicológica e sua tentativa de formar a identidade é sumamente importante. A falta desse apoio gera muito sentimento de solidão e desamparo.
  • Necessidade de intimidade: é natural e saudável que nessa etapa surja a vontade de estabelecer novas ligações emocionais (namoro e aceitação social). Se isso não ocorre como o esperado, pode gerar solidão.
  • Desejo de autonomia: ter que decidir e se responsabilizar pelas escolhas pode gerar muita angústia e medo, fazendo com que o jovem se sinta sozinho.
  • Comparação social: comparações irreais sobre felicidade, sucesso e popularidade de outros jovens pode criar a sensação de fracasso e solidão em muitos meninos e meninas.
  • Relacionamento difícil com os pais: não se sentir amparado, ser rotulado negativamente pelos pais como fracassado, isolado e sem graça, ou até mesmo ser pressionado por eles a pertencer a um grupo. Isso tudo pode gerar afastamento e solidão.
  • Luta pelo próprio valor: o adolescente que não encontra uma forma de demonstrar o próprio valor, normalmente se torna desinteressado, desmotivado e, por fim, solitário.

Agora vejamos como os pais e líderes de jovens podem ajudar:

  • Se o adolescente confessar que está se sentindo solitário, pode ter certeza de que está realmente querendo ajuda. Ajude-o a considerar os motivos pelos quais está sofrendo de solidão. Elogie-o pela coragem de falar sobre o problema e conforte-o.
  • Faça-o entender que embora ele creia que essa sensação durará para sempre, é diferença da depressão e de outros conflitos, e que nesse caso, a recuperação costuma ser mais rápida e fácil. (Terapia poderá ajudá-lo).
  • Não adianta pensar que porque um jovem está sorridente e aparentemente feliz em um grupo, ele está bem. O adolescente não é solitário por falta de atividades e distrações. Na verdade ele não se sente solitário porque está isolado das pessoas, mas porque está alienado de si mesmo.
  • Quebrar o mito de que a intimidade curará a solidão. Na verdade esse sentimento só terminará com uma mudança de atitude. Não sentir solidão é uma atitude e uma maneira de ser que só se consegue controlando a ansiedade de ficar sozinho e lidando com a relação mais básica de todas, da qual todas as outras são construídas: a relação que o adolescente tem consigo mesmo.
  • Incentivar a que esse jovem aprenda a fazer coisas que lhe agrade quando não esteja na presença de ninguém. Por exemplo: ler, escrever, ver filme, contato com a natureza, esportes que não sejam em grupo e etc.
  • Com a ajuda de um profissional psicólogo, verificar se essa solidão encobre sentimentos de inferioridade e timidez.
  • Encaminhar a um profissional que trabalhe com jovens para que o mesmo possa ajudá-lo a enfrentar essa dificuldade.

A seguir estão alguns versículos que podem ser úteis para trabalhar com nossos jovens:

“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade”. Salmos 145:18

“E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. Mateus 28:20

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”. João 14:18

“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam”. Atos 17:17

“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si”. Romanos 14:7

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações”. Tiago 4:8

“Aprendi que eu posso caminhar sozinho e isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária”

1- Samira

Rivalidade entre irmãos

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Esse assunto me chamou a atenção sempre! Por que os irmãos apresentam tanta rivalidade? É claro que existem exceções, contudo, podemos observar que essa rivalidade é relatada desde os primeiros registros bíblicos. Desde Caim e Abel, até os contos de fada, como o de Cinderela e suas irmãs adotivas, esse fenômeno é comentado.

Crescer em uma família com outros irmãos é uma experiência comum entre os brasileiros. Geralmente quem tem irmãos passa mais tempo com eles do que com os próprios pais. Eles promovem um papel sumamente importante no desenvolvimento infantil.

O primeiro filho é, de certa maneira, forçado a se diferenciar do outro e, em geral, seguindo os valores dos pais. Isso acontece porque ele sente que precisa manter sua posição “privilegiada”.

Geralmente o desenvolvimento do primeiro filho é mais acelerado, enquanto o segundo mantem uma postura que requer mais atenção dos pais.

Existem, pelo menos, três formas de rivalidade:

  1. Herdeiro: os irmãos consideram que um dos filhos é o preferido dos pais;
  2. Competidor: acham que o filho favorito muda conforme o comportamento dos demais irmãos;
  3. Semelhante: os irmãos entendem que cada um é especial para os pais e, por isso, os conflitos são mínimos.

A rivalidade mal resolvida pode vir a ocasionar sentimento de inveja, intriga, manipulação, rancor, alienação, vingança, sabotagem, entre outros. A intervenção psicoterapêutica poderá ser muito eficaz para garantir que esses indivíduos superem seus inevitáveis conflitos.

Algumas causas para esses conflitos são:

  • Favoritismo (por parte dos pais): pode causar grandes ressentimentos entre os filhos;
  • Transferência da raiva: às vezes, sentimentos de hostilidade em relação aos pais ou outras pessoas significativas são descontados num irmão mais novo;
  • Sentimento de inferioridade: acontece quando um irmão se vê como vivendo à sombra do outro. Sente como se sua individualidade lhe fosse roubada;
  • Mudanças durante o desenvolvimento: as mudanças hormonais da adolescência podem ocasionar raiva. Questões referentes à identidade e à autopercepção contribuem bastante para os conflitos entre irmãos na adolescência;
  • Ambiente doméstico: a estrutura familiar pode ser fonte de conflito. Podem competir por espaço e outros bens.

Como os pais podem ajudar:

  • Analisar seu próprio papel: verificar se você não contribuiu para que o conflito fosse criado ou mantido;
  • Descobrir a verdadeira causa do conflito: examinar se um irmão não está descarregando as frustrações no outro. Se é fruto de um sentimento de rancor aguardado. Ver se é fruto de alguma revolta, etc.;
  • Examinar as suposições: é comum que irmãos façam suposições sobre o comportamento do outro sem nenhuma base real. Ajude-o a verificar se suas conclusões são ou não fruto da realidade;
  • Levar em consideração o trato: o trato é que diante de um mediador, cada um dos irmãos discutam seus pontos de vista e que se estabeleça um trato que deverá ser cumprido por todos. Exemplo: quando um está estudando, o outro deverá diminuir o som da TV ou rádio. Isso deverá ficar, se possível, escrito e posto às vistas de todos.
  • Detectar o abuso: não permitir, nem compactuar com nenhuma forma de abuso ou violência de qualquer tipo. Exemplo: não permitir xingamentos, brigas físicas e/ou humilhações;
  • Ensinar o perdão: devem aprender a perdoar e a se perdoar;
  • Encaminhar a um profissional psicólogo: quando observar que é necessário alguém para mediar e ensinar aos irmãos a se relacionarem.

Vou colocar aqui alguns versículos para que reflitam sobre o tema:

  • “Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as conseqüências de um pecado”. Levítico 19:17
  • “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” Salmos 133:1;
  • “Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo”. Filipenses 2:14-15;
  • “Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz”. Tiago 4:11;
  • “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”. 1 João 4:20;
  • “Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram”. 1 João 2:11.

Apesar dos conflitos, todos sabemos que os irmãos são fonte de alegria e amizade. Deus nos ajude a amar e a nos relacionarmos melhor com nosso “HERMANOS”.

1- Samira

Ansiedade e adolescência

Todos sabemos, ouvimos ou observamos que nos últimos tempos o número de pessoas com diagnóstico de ansiedade tem aumentado enormemente.  Há inclusive quem diga que o estresse e a ansiedade são os fenômenos psicológicos mais conhecidos e comentados nos nossos dias.

Dentro do contexto clínico, a ansiedade vem acompanhada de vários sintomas físicos. Alguns deles (os mais comuns) são:

  • Insônia
  • Aceleração dos batimentos cardíacos
  • Micção frequente
  • Perda do apetite ou aumento exacerbado
  • Respiração entrecortada
  • Tontura
  • Tremores

O adolescente com ansiedade experimenta diariamente alguns desses sintomas. Vive num estado constante de tensão, apreensão e inquietação. É comum observar que essas pessoas são mais sensíveis nos relacionamentos interpessoais além, de muitas vezes, se sentirem socialmente desconfortáveis. É corriqueiro observar a dificuldade que os portadores de ansiedade apresentam para se concentrar e para tomar decisões por medo de errar. Em consultório os relatos sobre tensão muscular, insônia, mãos frias e etc. são frequentes.

É claro que para ser realizado o diagnostico é necessário procurar um profissional (psiquiatra), contudo, vamos ver hoje algumas das principais causas do conflito:

  • Autossugestão negativa: se trata da avaliação que o adolescente faz de um acontecimento. Muitas vezes essa avalição negativa é fonte de estresse. Por exemplo: tira uma nota ruim na escola. Daí ele interpreta não como um resultado negativo, o que pensa é: sou um estupido, não sirvo pra nada!!! (a ansiedade vem dele começar a acreditar nisso).
  • Insegurança: a ansiedade se deveria ao fato de o jovem ver-se mergulhado em dúvidas sobre si mesmo.
  • Incoerência: o adolescente com pouca estabilidade na vida provavelmente sofrerá de ansiedade.
  • Crítica formalista: doses constantes de críticas por parte de colegas ou adultos pode provocar ansiedade.
  • Permissividade: a falta de limites claramente definidos pode gerar insegurança e essa levar à ansiedade.
  • Perfeccionismo: a expectativa de perfeição por parte dos adultos costuma gerar ansiedade em grande parte dos adolescentes.
  • Neurologia: a ansiedade por ser causada por problemas neuroquímicos. (O psiquiatra recomendará um remédio que ajude o organismo a produzir ou a suprir a produção de hormônios essenciais ao bom funcionamento).
  • Distúrbios físicos: o uso de drogas, bebidas alcoólicas, hipertireoidismo, diabetes entre outros pode causar o estresse.
  • Falta de significado: vazio existencial.

Como pais, educadores e líderes podemos ajudar esses adolescentes a superar essas dificuldades:

  • Ajudar esse jovem a encarar sua ansiedade não como falta de força psicológica, força espiritual ou determinação, e sim como algo capaz de solução.
  • Evitar tapinhas nas costas: dizer que é normal!!! que vai passar, é coisa da idade!!!. Nada disso vai ajudar. O ideal é buscar ajuda profissional, com um psicólogo, e se ele encaminhar ao psiquiatra é importante que o tratamento seja feito com muita responsabilidade.
  • Reconhecer as vantagens da ansiedade: o primeiro passo para se livrar do problema é parar de ter medo de sentir a ansiedade e reconhecer que ela pode até ser produtiva. Por exemplo: o aluno ansioso pode se ver impulsionado a estudar muito com o intuito de ser aprovado. A ansiedade também pode ser um alerta que indica que o individuo violou algum aspecto do seu código moral.
  • Reconhecer a ansiedade como um agente de crescimento: é comum que cada fase do desenvolvimento venha marcada por alguma ansiedade. Um adolescente, por exemplo, que sai de casa para ir estudar fora, num internato ou em outra cidade, vai se sentir ansioso durante um tempo, mas essa ansiedade poderá fazer com que ele cresça emocionalmente. Se o tempo para recuperar dessa angústia excede o tempo considerado normal, é necessária, muitas vezes, a ajuda do terapeuta.

O trabalho que o terapeuta fará com os pacientes ansiosos dependerá da orientação e da formação que ele tenha, contudo, geralmente são trabalhados os seguintes aspectos:

  1. Determina-se a gravidade da do caso;
  2. Poderá solicitar exames físicos, a fim de descartar distúrbios orgânicos;
  3. Neutralizar algumas ansiedades: técnicas utilizadas em consultório, como relaxamento, etc., treinamento em autossugestão positiva (hoje eu não tirei uma boa nota, mas na próxima vou conseguir!!!);
  4. Ensinar a fazer relaxamento muscular profundo;
  5. Ver a necessidade de encaminhá-lo a um psiquiatra a fim de unir o benefício da medicação com os objetivos terapêuticos.

Alguns versículos bíblicos são muito bons para serem lidos por esses jovens. Aqui deixo alguns:

Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado. Salmos 55:22

A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra. Provérbios 12:25

Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mateus 6:34

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. João 14:1

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Filipenses 4:6-7

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7

Pais divorciados

É notável o aumento alarmante do número de divórcios a cada ano em todo o mundo.

A grande maioria dos jovens com pais divorciados terminam vivendo com um deles. Outra parte “ganha uma família nova”. E não é incomum ver alguns adolescentes assistirem um segundo divórcio de um dos pais.

Existem estudos que apontam que os filhos que moram com um dos pais têm o dobro ou o triplo de chances de padecer de problemas emocionais e comportamentais, são mais propensos a serem expulsos, suspensos da escola ou até a abandonar os estudos. Aumenta-se o risco de gravidez na adolescência, uso de drogas e de terem problemas com a justiça.

Não é difícil encontrar esses indivíduos enfrentando dificuldades na vida adulta. Essas dificuldades costumam ser observadas na hora de estabelecer um relacionamento amoroso, construir uma família e até para conseguir um emprego estável.

Os “filhos do divórcio” costumam reagir com depressão, retraimento, pesar, medo, raiva, vergonha, queda no rendimento escolar e sentimento de perda ou rejeição.

Esse é sem duvida um dos problemas modernos que mais necessitam de ajuda profissional, para ajudar a superação desse momento crítico.

Vamos citar aqui algumas das causas do conflito na vida dos adolescentes:

  • O aumento mundial desse fenômeno: nos últimos 30 anos o aumento dos divórcios cresceu assustadoramente em todo o mundo.
  • Falta de modelo do papel feminino e masculino: 8 de cada 10 casos a guarda dos filhos fica com a mãe. O fato de se verem pouco dificulta a formação de modelos parentais saudáveis. Embora a guarda compartida seja possível, ainda é muito rara.
  • A insuportável dor da perda: é muito comum escutar dos adolescentes que o divórcio dos pais foi a experiência mais dolorosa que viveram. O trauma emocional e a dor de perder os pais por causa da dissolução do casamento sem dúvida é um dos fatores que mais contribuem para os conflitos que o adolescente sofrerá em seguida.
  • O gênero: o divórcio afeta mais os meninos que as meninas. E quanto mais idade ele tiver, mais dificuldades escolares ele terá.
  • Saúde emocional dos pais: esse é outro fator que pode prejudicar o adolescente. Os pais ficam menos capazes para realizar seus papeis parentais, têm dificuldade de manter a disciplina e podem cobrar excessiva maturidade dos filhos e se mostrarem menos afetuosos.

Os pais devem preparar-se para ajudar esses filhos a enfrentarem esse período da forma menos daninha possível.

Aqui vão algumas dicas para esses pais:

  1. Esperar o luto: entender que esse divórcio é inconscientemente elaborado como um luto. É preciso ter paciência e esperar o tempo necessário para que o impacto seja absorvido.
  2. Permitir a raiva: de todos os estágios que existem na superação do luto, a raiva é o maior e mais intenso deles. Tente dar a ele a oportunidade de expressar a sua raiva e expressá-la de forma não violenta e nem negativa.
  3. Esperar sentimento de culpa: isso acontece principalmente nos primeiros meses após o ocorrido. A terapia pode ajudar muito nesse aspecto, facilitando a compreensão do conflito.
  4. Ajudar a evitar problemas na escola: buscar ajuda de tutores, orientadores, psicopedagogos e até psicólogos, a fim de minimizar as possíveis dificuldades escolares.
  5. Não obrigá-lo a ser intermediário do conflito: isso acontece quando o jovem se vê obrigado a transmitir informações de um elemento do ex casal para outro. Isso é nefasto. A ansiedade e angústia geradas podem ser agonizantes.
  6. Não esperar que a outra família resolva os problemas: os problemas eventuais que surjam do divórcio são de responsabilidade dos pais e não dos cônjuges da segunda família.
  7. Atenção ao risco de suicídio: as pesquisas mostram que a taxa de suicídio é maior no caso de filhos de pais divorciados. Um profissional psicólogo pode ser de grande ajuda.
  8. Esperar efeitos duradouros.

Embora seja um fato lamentável, devemos usar de sabedoria para ajudar nossos filhos a enfrentarem essa situação da maneira menos dolorosa possível.

Espero que essas dicas sejam uteis também a você que é filho de pai separado, para que ao identificar-se com algum ponto mencionado, entenda que esse processo é doloroso, mas que existe ajuda possível e profissional para todos.

Um grande abraço a todos e até a próxima coluna.

Desenvolvimento infantoadolescente e liderança: Desenvolvimento infantoadolescente

Seguindo a proposta de currículo que apresentamos para o Curso de Treinamento de Diretoria – nível básico, damos continuidade hoje à nossa série de posts com a 5ª aula. Trabalhamos com juvenis e adolescentes de 10 a 15 anos, faixa etária em que ocorrem as principais transformações da vida. Só teremos êxito em nossa missão, se compreendermos o que acontece com essas pequenas mentes em formação.

Para ajudá-lo no preparo teórico para essa aula, confira também nossa seção Compreendendo o desbravador.

Alguns slides possuem comentários embaixo, então é necessário baixar o arquivo e ler com atenção. Qualquer dúvida, estamos à disposição.

Um elemento importantíssimo da aula é o vídeo Adolescência: cérebro em formação:

 

Sentimento de inferioridade na adolescência

O sentimento de inferioridade é algo extremamente comum em pessoas de todas as idades e mais comum ainda na adolescência.

A inferioridade e a autoestima costumam ser os assuntos mais tratados quando se fala de psicologia do adolescente. É necessário que nos lembremos que uma autoestima saudável é um excelente remédio para outros problemas comuns dessa etapa. Está comprovado pela ciência que a inferioridade é um fator determinante em distúrbios da ansiedade, fobias sociais, compulsão alimentar, baixo rendimento escolar, depressão, abuso de drogas, gravidez precoce e até mesmo dificulta as aspirações vocacionais. É fundamental que esse problema seja tratado ainda na adolescência a fim de evitar que esse jovem entre na vida adulta arrastando sentimentos negativos sobre si.

Existem vários indicadores de baixa autoestima ou inferioridade na adolescência:

  • Origem da atribuição: o indivíduo acredita que seu sucesso, assim como seu fracasso, depende de suas ações ou capacidade interna ou depende de fatores externos como a sorte ou o acaso. O problema é que o adolescente com baixa autoestima considera que seus sucessos dependem da sorte e que seus fracassos se devem a características pessoais. Um exemplo poderia ser aquele jovem que considera haver tirado uma boa nota em uma prova porque esta estava fácil. Esse mesmo jovem afirma, em outra oportunidade, que tirou uma nota baixa porque é incompetente ou incapaz.
  • Falta de confiança em si mesmo: existem adolescentes que acreditam que podem mudar uma situação adversa. Esses indivíduos apresentam mais resistência e propósito. Por outro lado, alguns não acreditam e desistem. Esse é o caso de quem tem uma baixa autoestima, apresentam uma maior chance de sofrer por desvalorizar-se.
  • Posição defensiva: o adolescente com inferioridade costuma sentir-se magoado, e para defender-se de possíveis magoas futuras, cria barreiras. Escondem-se atrás da hostilidade, crítica, arrogância, desconfiança e negação.

Principais causas do conflito

  • Superproteção: a criança superprotegida cresce sem confiar na sua capacidade e tem mais medo de errar. Costumam ser mais tímidas e não conseguem desenvolver de maneira eficiente os sentimentos de autoconfiança, eficiência e domínio próprio.
  • Expectativas perfeccionistas: alguns pais criam expectativas muito altas para seus filhos e não aceitam os erros que possam cometer. Esse fardo que as crianças carregam acaba gerando o sentimento de inferioridade.
  • Influencias físicas: as características físicas pessoais podem gerar problemas na autoimagem e influenciar negativamente a inferioridade.
  • Raciocínio falho: é comum que adolescentes criem autossugestões irreais. Por exemplo: sou feio, sou burro, e vivem com essas mentiras como se fossem verdades e por isso se sentem inferiores.
  • Teologia falha: infelizmente alguns jovens creem que Deus não se importa com eles. Outros pensam que Deus quer que eles se sintam inferiores, por não entenderem o conceito de humildade, comum no linguajar religioso. Chegam, às vezes, a pensar que o amor-próprio é pecado. Quão equivocados estão! Deus nos exorta a que amemos uns aos outros assim com a nós mesmos.
  • Exemplo: quando os próprios pais se sentem inferiores, é comum que os filhos copiem esse modelo.

Como ajudar esses adolescentes

Não sei se vocês, amigos leitores, puderam observar que muitas das causas do conflito têm influência no estilo de criação desses indivíduos. Nesse caso será necessário que os pais revejam algumas condutas e tratem de mudar de atitude. Nesse caminhar é bom contar com a ajuda de um profissional psicólogo a fim de verificar a melhor maneira de mudar esses comportamentos negativos, ajudando assim os filhos e até a si mesmos. A ajuda profissional será bem-vinda porque é necessária uma pesquisa profunda na personalidade desse jovem a fim de buscar ferramentas para ajudá-lo a superar seus complexos, suas crenças irracionais e a criar metas mais razoáveis para sua vida.

O trabalho quase sempre reúne a família e o jovem. Mas também é possível a terapia individual. O importante é que busquem ajuda para superar essa dificuldade e serem mais felizes!!!

Recomendamos

O Cérebro Nosso de Cada Dia

Ultimamente nós do Cantinho da Unidade temos pesquisado bastante sobre processos de aprendizagem e sua relação com o programa dos desbravadores. Temos notado durante as palestras que damos nos treinamentos e através do relato de alguns de vocês que o Clube está carente de formação. Conselheiros que não compreendem seus desbravadores, instrutores que não têm nem noção de didática, diretores que não sabem administrar, capelães que nem sequer fazem o ano bíblico e por aí vai.

Temos tentado de alguma forma contribuir para melhorar esse quadro. O Blog é uma das ferramentas, pois sabemos que o conhecimento é fundamental para se ter um bom desempenho no trabalho com os desbravadores. E é por isso que recomendamos esse site. O Cérebro nosso de cada dia foi pensado por uma neurocientista que tem com um de seus ideais tornar o conhecimento sobre o cérebro acessível ao maior número de pessoas possível.

Nesse site você poderá encontrar desde curiosidades e joguinhos de atenção para fazer com seus desbravadores no cantinho da unidade até informação de alta relevância para você conhecer melhor os mecanismos de cognição e compreender ainda melhor seus meninos e meninas. Vai entrando e clicando em cada uma dessas figurinhas que com certeza você vai encontrar muita coisa interessante.

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