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Pressão de Grupo

A meditação de hoje tem uma excelente mensagem para os líderes de desbravadores. Trata sobre pressão de grupo, que inclusive é tema de discussão na classe de Pesquisador. Diretor do Ministério Jovem por mais de 20 anos, o pastor José Maria Barbosa tem uma importante experiência para compartilhar conosco.
Pressão de Grupo

Não acompanhe a maioria para fazer o mal. Êxodo 23:2


Charles Swindoll relata um estudo com adolescentes sobre a pressão de grupo. O método era simples: colocar grupos de dez adolescentes numa sala para um teste. Cada grupo foi instruído a levantar a mão quando o professor mostrasse a linha mais comprida em três diferentes cartazes. O que um deles no grupo de dez não sabia era que os outros nove tinham sido anteriormente instruídos a votar “sim” para a segunda linha mais comprida. Isso deveria fazer com que o décimo estudante fosse o único a votar corretamente pela linha mais comprida. Você imagina o que aconteceu? Vez após vez, esse décimo estudante dava uma olhadinha para ver como os outros nove estavam votando, franzia a testa e mudava de atitude, acompanhando o grupo. As instruções eram repetidas e o próximo cartaz era mostrado. O décimo candidato afirmava que a linha mais curta era a mais comprida porque lhe faltava coragem de desafiar o grupo. Essa atitude de conformidade ocorreu em 75% dos casos.

Antes de condenar esses adolescentes, seria bom refletir sobre quantos de nós nos conformamos com algumas coisas que sabemos não serem corretas.

Quem não conhece a pressão de grupo? Ela é comum e acontece com todos. Ela vem da mídia, dos amigos e colegas de trabalho. É aquele mecanismo de força emocional que os amigos usam para nos levar a fazer o que eles querem.

Ela pode ser tanto negativa quanto positiva. Positivamente, estudos mostram que os amigos são o grupo mais importante para levar seus pares a abandonar o cigarro, as drogas e a bebida. Também são eles que motivam outros a aceitar Cristo e a valorizar a vida espiritual.

Seu lado negativo é que a pressão de grupo leva a desafiar a autoridade, a incorrer em comportamentos de alto risco e a deixar de lado valores cristãos, etc.

Como você pode encarar a pressão do grupo? Deixe que as pessoas saibam que, mesmo que você goste delas, não pode participar de determinadas atividades.

Os grupos, principalmente de jovens, quando pressionam, são como tubarões: se percebem hesitação, partem para cima da presa. Por isso, sabendo para onde você vai e com quem vai se encontrar, decida com antecipação o que irá ou não fazer. Se sua atitude for: “vou esperar a situação para ver como é, e então eu decido”, as chances de ceder são maiores.

Com todo o cuidado que você tomar, ainda assim poderá enfrentar situações que vão requerer muita oração silenciosa, pedindo a Deus que lhe dê forças e sabedoria para fazer o que é certo.

Problemas

Essa semana li um texto muito interessante no blog http://www.paicoruja.eu/ que é escrito pelo Pastor Odailson. Se eu fosse reescrevê-lo com minhas palavras certamente ele não ia ficar tão bom. Também não aceito usar ideia de outro como se fosse minha, então coloquei o texto dele mesmo. O Pai Coruja é um blog excelente, vale a pena seguir.

Problema todo mundo tem. Sem exceção. E quando me disseram “o problema não é o problema, mas o que você faz com o problema”, concluí impaciente “ok, mas isso ainda é um problema!”.

Por falar nisso, semana passada escutei uma daquelas frases célebres que arregalam os olhos da gente numa explosão pirotécnica sob Céu estrelado.  O pensador disse: “Problema é uma decisão não tomada.” “É isso!”, concluí como Arquimedes gritando ‘Eureka!’, “nós ficamos muitas vezes atolados na fumaça da dificuldade enquanto deveríamos investir o máximo da nossa energia focando a tomada de decisões!” Não é verdade? Os grandes líderes, gestores e personalidades de influência não gastam seu tempo ‘perdendo tempo’ com enigmas indecifráveis, no entanto, já partem impacientemente obcecados por entender, avaliar, arriscar e, corajosamente, decidir. Se precipitação é a deturpação da coragem ousada, procrastinação é a acomodação da covardia medrosa. A questão aqui é como equalizar a prudência nos braços do imprevisível com a sabedoria pra distinguir o que é mais certo do que é apenas confortável. Afinal, no banco de reservas ninguém decide, nem arrisca – mas também não faz gol! Entende por que esta frase incendiou minha apatia?

O livro mais administrativo do mundo também é a maior vitrine biográfica de decididos que pisaram por aqui. Um pirralho cantor arrisca mais que toneladas de saradões indecisos e, até a pedrada encravar na testa do gigante, a única certeza de Davi era ter tomado uma decisão. E quando Abraão decidiu virar nômade arrastando consigo uma cidade inteira de bípedes e quadrúpedes que viviam sob o guarda-chuva do seu sobrenome? Ninguém pode discordar da cara-de-pau de uma mulher amaldiçoada, com seus rastros de sangue pra trás, decidindo arriscar sua vida pra frente: tocando a roupa dAquela Celebridade inexplicável! Já pensou na maluquice ilógica de um General das Forças Armadas depenando seu mega-exercito até ficar só com 300 soldados? E o rei que decidiu obedecer à receita médica de tomar sete banhos numa água que não tinha nada de mais? Todas foram ações escolhidas, e o resultado veio. Claro que também tiveram aprendizes: Moisés socando a rocha, Pedro fatiando a orelha do outro, Paulo mandando seu pupilo “pra rua”, e Elias chispando apavorado com medo de uma mulher maluca. Mesmo assim, a falha humana por decidir sempre foi mais fácil de consertar do que o desânimo da indiferença.

Problema é uma decisão não tomada. Escolhemos a cor da tinta pra parede, onde aplicamos nosso dinheiro, se falamos ou calamos, e inúmeras outras opções por aí. O problema não é decidir com possibilidade de errar, é não decidir com impossibilidade de acertar! Sempre fui adepto de outra frase, que agora se reveste de ouro precioso: é melhor errar por fazer do que não errar por nunca fazer. Quem quiser sair do anonimato, neste panelão com 7 bilhões de seres vivos dentro, terá de tomar decisões. Sem alternativa! Que tal algumas dicas rápidas pra você sair “de trás da moita” da indecisão?

1 – Identifique o problema. Use um microscópio pra saber o que se passa e ganhe depois o telescópio que lhe trará as vitórias mais distantes.

2 – Seja imparcial pra cada lado. Derreta os preconceitos, ouça cada versão do fato, liberte-se de apegos pessoais e investigue racionalmente prós e contras.

3 – Aceite conselhos, mas não seja hipnotizado. Você precisa escutar pessoas de confiança, mas ninguém nunca terá a percepção do seu coração. Não despreze aquela sua premonição inexplicável.

4 – Ponha uma noite no meio. Enquanto você baba no travesseiro, o cérebro prossegue com sinapses nervosas. É bom dar um tempo pras outras soluções germinarem – questão de horas.

5 – Ore sem máscaras. Fique de alma nua perante o Altíssimo. Tenha absoluta certeza de que suas intenções são puras e sinceras. Não ouse manipular o Céu com auto-piedade. Seja genuíno.

6 – Tome uma decisão. E pronto! Agora é queimar os barcos e encarar a terra à vista.

7 – Seja humilde pra virar o volante. Ôpa! Reconhecer o erro é muito mais esperto do que a burrice de empacar nele. Verdade! Saia daí logo – ao perceber que entrou numa fria. Acontece!

Viu só? Problema é uma decisão não tomada. A fila dos indecisos dá voltas no quarteirão da vida. E se você não sabe pra onde vai é porque estão lhe empurrando pra lugar nenhum. Já é hora de ousar sair do banco de reservas. Tomo decisões o tempo todo, e quer saber se eu erro? Inúmeras vezes! Mas aprendi encarar mais o desconhecido do que me esconder atrás da zona de conforto.

E você, quer vencer seus problemas? Em cima do muro, derrota certa! Tomando decisão, quem sabe? “Antes seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em juízo” (Tiago 5:12). Os Céus sempre preferirão um aprendiz arriscando se afogar por andar nas águas com Deus, do que o especialista em se esconder titubeando dentro do barco. Decida, sem covardia medrosa, e encare seus problemas confiando nAquele que estará sempre ao seu lado. Talvez você não vire uma celebridade por aí, mas virará um herdeiro da eternidade. Pois o que torna alguém admirável não é o que está ao redor de si, mas a sabedoria consistente de quem sabe pra onde vai.

Decidindo assim, você chegará lá. Persista nisso. 

A resposta de Deus

Por isso eu digo, vivam pelo Espírito e de modo algum satisfarão os desejos da carne. Gálatas 5:16.

Olá líderes de plantão. Vocês devem estar estranhando essa mensagem bíblica em plena quinta-feira, o dia dela não é o Sábado? É sim, mas interrompemos a nossa programação normal porque tenho que compartilhar algo que me deixou muito feliz. 

Ontem no meu devocional supliquei a Deus forças para vencer meu próprio eu e fazer a vontade dEle. E hoje fiquei emocionada com a resposta que Ele me deu. Sob a direção do Espírito Santo abri a Bíblia e Ele guiou meus dedos até o livro de Gálatas, exatamente nesse texto que transcrevi aí em cima. 

Essa mensagem me encheu de esperança, pois Deus me mostrou que eu não preciso lutar contra o meu próprio eu sozinha. Ele entende o que nós passamos, veja como Paulo escreve este texto “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário a carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” Gal 5:17.

Se vivermos pelo Espírito, crucificaremos os desejos de nossa carne, é o que Paulo diz adiante no verso 24. Vivendo pelo Espírito não precisamos nos preocupar com a Lei, porque cumpri-la vai ser algo tão natural, tão intrínseco da nossa personalidade que será impossível desobedecê-la, é isso o que ele quer dizer quando escreve no verso 18 “Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei”.

Sim, mas aí você me pergunta: como eu aprendo a viver pelo Espírito? Não é fácil. E eu não tenho como ensinar para vocês. Mas eu posso indicar o caminho, posso mostrar onde eu encontrei a direção e como dar os primeiros passos de uma vida Guiada pelo Espírito. Não perca o Recomendamos de amanhã.

Voltamos agora com nossa programação normal.


Palavras

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”. Provérbios 15:1 NVI

Esse é um verso bíblico muito conhecido e não conheço ninguém que duvide de sua veracidade. Tenho presenciado essa verdade de um modo interessante e gostaria de compartilhar com vocês.

Sou conciliadora voluntária em um Juizado Especial aqui em Taguatinga/DF, essa seção especial em um Fórum é o que as pessoas chamam de “juizado de pequenas causas”. Lá só pode haver causas de até R$ 20.400,00, se for um valor menor que R$10.200,00 nem precisa de advogado.

A audiência de conciliação é uma oportunidade das partes de um processo entrar em um acordo. Se isso acontece não é necessário o juiz julgar, vale o que as pessoas decidirem.

E é aí que eu entro, tento intermediar os conflitos para que a maioria das pessoas consiga entrar em acordo. Geralmente os autores da ação chegam na audiência muito nervosos, não querem abrir mão de um centavo ou querem receber uma indenização absurda. Nessa hora a postura da parte contrária faz toda a diferença.

Se ele demonstra empatia pelo desgosto do autor e se fala com palavras calmas e educadas, a possibilidade do acordo aumenta muito. Às vezes, o autor concorda em receber um valor menor e sai de lá satisfeito.

Mas se a parte contrária debocha do autor ou fala palavras ríspidas, raramente fechamos um acordo e mesmo que isso aconteça a pessoa sai de lá magoada. Muitas vezes as empresas têm que pagar uma alta indenização a um consumidor só porque seu funcionário não soube negociar, não soube usar as palavras certas nas horas certas. Se saber conversar é importante quando há três mil reais em jogo, mais ainda é quando o que está jogo é a salvação de nossos garotos, uma amizade de anos ou um casamento.

Reuniões de comissão ou de diretoria muitas vezes terminam com várias pessoas feridas por palavras ríspidas. E aí surge um problema muito sério. Pessoas podem afastar-se da igreja quando se sentam humilhadas pelas nossas palavras. Nossas idéias serão muito mais aceitas se falarmos com carinho e delicadeza.

Outro fator é como abordar o desbravador problemático? NUNCA podemos gritar com um desbravador e menos ainda xingar. Isso pode trazer problemas para o desenvolvimento dele, afastá-lo do clube e até mesmo dificultar que os pais não adventistas apreciem a igreja. Devemos falar com ele com firmeza e amor, se ele é pequeno devemos nos abaixar e falar olhando nos olhos dele.

Também há a questão das brincadeiras “sem graça”. Eu particularmente não gosto de chamar ninguém de apelidos, mesmo que a pessoa aparentemente não se importe em ser chamada de “japa”, “girafa”, entre outros. Não sabemos se a pessoa está de bom humor naquele dia. Se ela estiver passando por um problema e fizerem com ela uma “brincadeira” que ela costuma aceitar quando está tudo bem, a reação dela pode não ser nada divertida e uma amizade pode ser perdida.

Por último, nunca discuta quando estiver nervoso. Quando estamos com raiva falamos asperamente e não filtramos nossas palavras. Muitas vezes nos arrependemos depois, aí já é tarde demais, não há como dar um Ctrl+Z e voltar, você vai ter que conviver com a conseqüência.

Quanto mais mansos e humildes formos mais conseguiremos chegar ao coração das pessoas.

Coisas que você queria saber sobre a Bíblia e não tinha para quem perguntar…

Você está fazendo ano bíblico?

Se a resposta for sim, provavelmente você já se deparou com algumas dúvidas e não tinha para quem perguntar.

Há uma forma de resolver isso! Navegando no site dos Desbravadores da Divisão Sul do Pacífico (http://pathfinders.adventistconnect.org/) encontramos um guia de ano bíblico bem diferente. É a série Encontros, nele você não vai ler a Bíblia toda em um ano, mas vai estudá-la de forma bem aprofundada, pois para cada dia, além do texto bíblico, há a indicação de um capítulo de um dos livros da Série Conflito (Patriacas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito). Estes livros estão disponíveis para leitura no site: www.ellenwhitebooks.com.

Os livros de Ellen White são, nas palavras dela mesma, uma luz menor guiando para a luz maior. Muitos textos da Bíblia são um pouco complexos e nesses livros encontramos respostas para a maior parte de nossas dúvidas.

O programa tabém pode ser utilizado para concluir o requisito 1 da seção Desenvolvimento Pessoal e Espiritual da classe de líder master. Você pode baixar o guia de estudos clicando AQUI. Através dele você conclui a leitura da Bíblia e dos cinco livros da Série Conflito em quatro anos. Está em inglês, mas não é difícil de entender.

Há também uma opção em português, mas seguindo a cronologia dele você deve concluir a leitura em um ano. Você pode encontrá-lo AQUI.

 

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