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Lei do pecado X lei da graça


Nós moramos perto do aeroporto, tá não é tão perto assim, mas da janela dá para ver quase todos os aviões que chegam a Brasília. Nós já estamos acostumados, nem notamos mais. Mas quando vem uma visita que não está acostumada, ela pára o que está fazendo e olha para o avião, principalmente as crianças.

Achamos graça, mas a verdade é que todos nós somos fascinados por aviões. Quem nunca olhou para um e ficou pensando, como é possível que isso voe?

Essa semana na Jornada Espiritual li um texto que gostaria muito de compartilhar com vocês, está na pagina 79.

“Certa vez eu estava no aeroporto de Florianópolis com minha filha Joice, que era bem pequena, aguardando alguém que iria chegar. Diante de nós estava um avião cargueiro sendo carregado com grande volume de mercadoria. A certa altura, minha filha virou-se para mim e disse: papai, este avião não vai conseguir subir para o céu com todo esse peso. Através de uma linguagem compreensível a uma criança, eu passei a explicar-lhe que enquanto o avião está na pista ele é mantido em terra pela lei da gravidade.

“Mas quando o piloto liga o motor e adianta os motores, o avião começa a se deslocar para frente. Quando sua velocidade atinge o ponto denominado ‘velocidade crítica’, a lei da aerodinâmica entra em ação e o impulsiona para cima, com uma força superior ao impulso para baixo da lei da gravidade. Com isso a aeronave fica livre do solo e eleva-se ao céu. Entendeu filha? Perguntei-lhe. Ela olhou-me expressando incredulidade, mas mesmo assim acenou a cabecinha em forma de confirmação.

“Após isso, o piloto do referido avião acionou as turbinas e o conduziu até a cabeceira da pista. As turbinas foram aceleradas e aquele avião avançou em velocidade crescente sob nossos olhares e, de repente, o aparentemente impossível aconteceu. Aquele grande aparelho, com várias toneladas de carga, rompeu a lei da gravidade e ‘subiu para o céu’.”

Mas por que você está contando essa história? Porque algo semelhante acontece na nossa vida. Nascemos, crescemos, vivemos e morremos subjugados pela lei do pecado. Ela nos mantém separados de Deus e distantes do céu. Mas a lei da Graça nos liberta do pecado e faz com que tenhamos a possibilidade de subir para o Céu também.

Não é que a lei do pecado deixe de existir, mas a partir do momento que vivemos na lei da Graça podemos experimentar a verdadeira liberdade. Tá, então como eu faço para “levantar vôo”? Não sabemos pilotar o avião. Só Deus, quem nos criou, é que está habilitado a ser o piloto. Se deixarmos Ele dirigir e guiar nossa vida, seremos libertados da lei do pecado e podemos ter a esperança de chegar ao Céu. Então passe o controle para Ele e levante vôo.


Coincidências? Acho que não.

“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais!” Mateus 10:29-31


Na quinta feira da semana passada chovia muito na hora em que eu deveria sair para a aula. Apesar de morar bem perto da faculdade, a chuva estava tão forte que ficaria ensopada só de ir até a esquina. Naquele dia deveríamos fazer um trabalho em sala que valeria nota. Esperei que a chuva passasse, mas ela só aumentava. Então não fui. Nove horas da noite uma colega me liga dizendo que a atividade havia sido cancelada, pois por causa da chuva não tinha como a turma ir para a sala de informática que fica em outro prédio. Coincidência?

Essa semana precisávamos fazer uma reunião com a diretoria do nosso clube. Mas estávamos com problemas em relação a datas. O único dia que seria possível fazer a reunião seria na segunda-feira, mas eu tinha aula. Resolvi colocar o clube em primeiro lugar e ir à reunião. Quando já estava quase de saída o professor mandou um email dizendo que estava gripado e sem voz e, por isso, não tinha como dar aula. Coincidência?

Quarta-feira tenho aula com um professor super metódico que não aceita atraso. Mas justo nesse dia eu ia me atrasar bastante. Fui à aula com a certeza de que iria levar falta no primeiro horário. Quando cheguei na sala, o professor estava se desculpando, pois estava participando de um júri e, por isso, estava chegando naquela hora (ele NUNCA tinha se atrasado antes!). Por isso, ele só fez a chamada na segunda aula e eu não fiquei com falta. Coincidência?

Acho que não!

Já ouvi uma frase que dizia: coincidência é quando Deus faz um milagre e quer ficar anônimo. É uma frase bonita, mas não concordo com ela. Deus não quer ficar anônimo. Ele não faz nada escondido e aprecia muito quando reconhecemos Seus milagres e agradecemos.

Acontece que só achamos que é milagre coisas grandiosas, como a cura de uma doença grave, livramento em um acidente, conversão de uma pessoa de coração duro… Mas Deus faz milagres de todos os tipos e tamanhos. Quem se importaria se eu ficasse com falta em uma aula? Ou se eu ia perder ou não uma atividade que vale um ponto da nota final? A resposta é Deus. Ele se importa. Mesmo. Até com as pequenas coisas. Afinal, Ele sabe até quantos fios de cabelo tem na minha cabeça (e na sua também!).

Ele se importa conosco e se colocarmos nossa vida nas mãos dEle, Ele nos guiará e nos protegerá nos auxiliando mesmo nas coisas mais simples da nossa vida. Só não podemos esquecer de agradecê-Lo. Poderia não significar nada para ninguém, mas eu ficaria triste em perder nota e Ele sabia disso, por isso me ajudou.

Ele está disposto a te ajudar também, não importa qual seja o desafio, seja grande ou pequeno, ou que só você (e Ele) saiba da importância.

Assim como Deus se preocupa em auxiliar-nos mesmo nas pequenas coisas, Ele também gostaria que nós estivéssemos atentos aos detalhes que O desagrada. Uma palavra ofensiva, ou mesmo de baixo calão, uma “mentirinha”, uma brincadeira de mal gosto, desleixo em fazer uma atividade de nossa responsabilidade, “esquecer” de fazer o culto de manhã…

Deus está atento aos pequenos detalhes, e você? Vamos pensar nisso.


Quantas vezes perdoar?

“Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Mt. 18:21

Jesus já estava mais ou menos no meio do Seu Ministério. A maior preocupação dele era ensinar os discípulos, mas eles eram como nós, demoravam muito a aprender.

Pedro amava muito Jesus, mas ele tinha problemas em perdoar. Então, um dia, Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? “ Mt 18:21

Os fariseus diziam que deveriam perdoar até 3 vezes. Mas Pedro, sabendo que Jesus era diferente, longânimo e paciente chutou o número 7. Então Jesus, com todo o cuidado, respondeu: “Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.” (v. 22).

Percebendo que até o momento os discípulos não haviam entendido muito bem os Seus ensinamentos, começou a contar a seguinte parábola: “Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos…”

Jesus estava tentando fazer que eles compreendessem o que era perdoar. O conceito de perdão de Deus está escrito em Miquéias 7:19: pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Quando Deus nos perdoa, Ele esquece e não se lembra nunca mais. Então Jesus continua contando a história:

(…) Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata. Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida. “O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir. “Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve! ’ “Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’. “Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. “Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? ’ Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. “Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão”. (v. 24-35).

Vamos pensar um pouco sobre nosso estilo de perdoar. É mais ou menos assim: eu te perdôo, mas nunca mais quero conversar com você; ou, eu te perdôo, mas ainda estou com raiva; ou ainda, ficamos contando quantas vezes nós já perdoamos. Vem cá, se nós perdoamos, não deveríamos esquecer??? Às vezes argumentamos que o que a pessoa fez foi imperdoável, mas será que existe pecado que Deus não possa perdoar? Vejamos o que está escrito em Isaías 1:18: “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.”

 

Deus está disposto a nos perdoar por mais tenebrosos que sejam os nossos pecados. E nós ainda temos a coragem de comparar nossas ofensas a Deus com as ofensas que outros nos fazem? Como podemos nos achar no direito de não perdoar?

Na oração que Jesus nos ensinou falamos: “perdoa-nos, assim como nós perdoamos” Mt 6:12 Mas será que realmente queremos que Deus nos perdoe como nós perdoamos os nossos irmãos?

Por isso não podemos julgar e nem condenar ninguém. Mas aí falamos aqui que devemos perdoar e esquecer. Mas como se faz isso de verdade?

Ellen White nos esclarece que o arrependimento é dado pelo Espírito Santo. Assim, a capacidade de perdoar também será dada por Ele. Mas para que Ele possa nos ajudar nessa tarefa precisamos permitir, entregar a Deus o sentimento ruim e pedir ajuda para transformar aquele sentimento.

Que possamos ter o coração aberto à atuação do Espírito Santo, para que Ele nos ajude a perdoar, para que também possamos ser perdoados.

Perfeccionismo

“Será que vocês são tão insensatos, que tendo começado pelo Espírito querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?” Gálatas 3:3

Quando li pela primeira vez a meditação de terça-feira desta semana, o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de vezes que o pastor José Maria Barbosa comenta sobre desbravadores. Realmente ele foi uma pessoa muito importante para o Ministério dos Desbravadores.

Mas, agora pelo final da semana, é que o principal sentido da meditação veio à tona para mim. Não sei bem o porquê, mas nesta semana eu me enrolei toda e todos os meus trabalhos escolares foram feitos em cima da hora. Anteontem eu estava muito triste e arrasada por causa disso e aí o meu esposo me falou: “mas os trabalhos não foram feitos? Então pronto!”

Foi aí que lembrei da meditação. Sei que é muito importante perseguirmos os nossos objetivos e devemos fazer tudo conforme as nossas forças. Isso não é perfeccionismo.

O perfeccionismo é quando, como o pastor falou, igualamos engano a fracasso e medimos o nosso valor em termos de desempenho. Nos sentimos mal por algo que só nós sabemos que não foi perfeito.

Paulo dá o conselho: “Não pretendo dizer que eu seja perfeito. Até agora não aprendi tudo quanto devia, mas continuo trabalhando para aquele dia, quando finalmente eu serei tudo aquilo para que Cristo me salvou e Ele quer que eu seja. Não, caros irmãos, não sou ainda tudo quanto deveria ser, porém estou concentrando todas as minhas energias para insistir nessa única coisa: esquecendo o passado e aguardando esperançoso aquilo que está à frente, esforço-me para chegar ao fim da corrida e receber o prêmio para o qual Deus está nos chamando ao Céu, em virtude do que Cristo fez por nós”. Filipenses 3:12-14, A Bíblia Viva.

Cansaço emocional

 “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. Mateus 11:28

Existe mais de um tipo de cansaço. Há o cansaço físico, quando se pratica atividade extenuante para o corpo. Há o cansaço mental, advindo do excessivo esforço intelectual. E há o esgotamento emocional, que sobrevém da constante exposição a frustrações emotivas, como, por exemplo, não ser correspondido afetivamente, sensação de ser desprezado pelas pessoas próximas, não ser compreendido, e várias outras situações desagradáveis. Para o cansaço físico e mental, a solução é simples. Geralmente uma boa noite de sono resolve, para casos mais graves, dez dias de férias também eliminam o problema. Entretanto, para o desgaste emocional, a solução é mais complexa, e os efeitos dele ainda mais nocivos.

Já vimos vários casos de adolescentes que entraram atirando em sua escola, pois estavam cansados do desprezo dos colegas. Também temos notícias de senhoras de respeito que planejam o assassinato dos maridos após sofrer anos de humilhação.

Mas mesmo para esse tipo de cansaço, há uma solução: Jesus disse para depositarmos nossos fardos sobre Ele e é claro que isso inclui todas as nossas tristezas e desesperanças.

Jesus estava falando para um povo extremamente sofrido e humilhado. Ele queria que aquelas pessoas (vale para nós também) soubessem que havia uma solução para isso. Ele quer nos dar colo.

Ah! e como isso é bom! Muitos tiveram o privilégio de ganhar colo dos pais ou avós e sabemos como a senação de ser ouvido e compreendido alivia o sofrimento. Jesus quer nos proporcionar esse alívio e para recebermos, basta pedirmos. Basta separarmos um tempo para contar a Ele tudo que se passa e concentrar-se para ouvir Sua suave voz restauradora.

Pode ter certeza, vale a pena!

Nesse feriado, reserve um tempo para Ele e sinta todo o seu ser renovado.

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