O verdadeiro presente de natal

O Natal é a época do ano mais favorável para que compartilhemos o amor de Cristo com as pessoas. Devido ao clima típico desta semana especial, as pessoas estão com o coração mais aberto às mensagens e reflexões.

Nesse sentido, gostaríamos de compartilhar com vocês uma sugestão de peça de natal, para ser executada em sua igreja no programa especial de natal.

A história passa na cidade de Curitiba e conta a história de duas famílias.

Cenários:

  • De um lado do palco montar a sala de uma casa de uma família rica, sala elegante com sofá, uma árvore de natal e um espaço com uma mesa de jantar.
  • Do outro lado do palco montar uma casa simples de uma família pobre. Montar uma sala bem humilde.
  • Ao meio, uma avenida do centro da cidade, se conseguir fazer ao fundo imagens de fachada de lojas com decoração de natal;
  • Uma pequena mesa, como de uma atendente, com um telefone e um computador (cenário móvel, a ser montado para a cena necessária).

2 famílias

1ª Cena: sala da família rica

Uma senhora muito elegante (de nome Sofia) comanda seus empregados (todos uniformizados, se não tiver uma roupa de empregado, todos devem usar camisa branca e calça/saia preta, para caracterizar o uniforme e as mulheres um avental branco) nos preparativos da ceia de natal. Conversa ao telefone com a filha que está no aeroporto chegando da Europa para participar da ceia, ela organiza os presentes de natal ao redor da árvore, deixando sua casa impecável para aquela que seria uma noite de natal inesquecível.

  • Sofia (ao telefone): Filha, vocês já estão no salão de desembarque? Já pegaram as malas? Ótimo, que maravilha; o Augusto já está aí para pegar vocês. O voo foi bom? Que bom, minha filha, não vejo a hora de vocês chegarem aqui. Um beijo, até daqui a pouco.
  • Sofia (falando sozinha, alto): Nossa!!! Quanta coisa para fazer aqui ainda…
  • Sofia: (falando com a empregada). Aí não, Ana, coloca esses embrulhos ali perto daqueles outros. Isso, mais para esquerda. Ótimo, perfeito.

Muda a cena

2ª Cena:

Do outro lado da cidade uma família simples com cinco filhos observa o movimento das pessoas na rua.

  • Joana (uma das filhas da família carente): Papai, nós teremos alguma coisa hoje à noite? Está tudo tão bonito, as outras crianças estão ganhando presentes, eu queria que nós tivéssemos também uma linda noite de natal.
  • Pai (Marcelo): Minha filha, eu sei que nós não podemos fazer algo grandioso como as outras pessoas, mas lembre-se que a verdadeiro significado do natal é o amor, o amor de Deus para conosco e o amor de nossa família, podemos não ter presentes, árvore ou uma linda ceia, mas nós temos uns aos outros e isto deve ficar gravado em seu coração como o verdadeiro sentido do natal.

Narrador: Apesar daquele pai dizer lindas palavras de consolo para sua filha, ele sente um aperto no peito e pensa: “meu Deus, como eu gostaria de poder dar um natal especial à minha família”.

3ª Cena:

Neste momento, passando pela rua, um senhor de provavelmente 50 anos, de cabelos brancos, porte elegante, certamente um médico, caminha pela rua carregado vários pacotes e vê alguns meninos brincando e fica olhando a cena imaginando seu tempo de criança e como ele queria poder voltar a ser criança e brincar um pouco.

Os meninos vendo aquele homem parado vão até ele e perguntam:

  • Menino 1 (Pedro): Moço, tudo bem? O senhor está perdido? Precisa de ajuda?
  • O homem de branco (Dr. Roberto): Não, não. Obrigado. Estava apenas olhando vocês brincarem e tudo parece tão divertido, o que vocês estão fazendo?
  • Menino 2 (José): Nós estamos brincando de faz de conta.
  • Menina 1 (Joana): Eu sou uma rainha, ele é o rei e nós estamos fazendo uma festa de natal.

Narrador: Aquele homem vai conversando com as crianças e passa alguns momentos agradáveis e até entra na brincadeira.

A cena se estende por alguns momentos com o senhor brincando com as crianças.

4ª Cena:

Enquanto isso, a senhora elegante que continua a arrumar a casa pensa: onde será que está o Roberto com o restante dos presentes? E decide ligar para ele.

  • Sr.ª Sofia: Oi meu amor, onde você está?
  • Dr. Roberto: Oi meu bem, só parei um pouquinho e já estou chegando.
  • Sr.ª Sofia: Tudo bem, mas vem depressa, nossos filhos e netos já estão quase chegando, já está tudo pronto, está faltando apenas os presentes.
  • Dr. Roberto: Tudo bem, querida, já estou a caminho (deliga o telefone).
  • Dr. Roberto: desculpem crianças, mas eu tenho que ir agora, é que estou levando os presentes dos meus filhos e netos para o natal, e minha esposa já está preocupada. Vocês também deveriam ir, provavelmente seus pais já devem estar deixando tudo pronto para a festa de natal de vocês
  • Menino 3 (Renato): Não moço, nossos pais não farão festa de natal, nós somos muito pobres. Mas acho que o senhor precisa realmente ir para a sua família, já devem estar todos te esperando!

Naquele momento o homem fica compadecido das crianças, tira do bolso o talão de cheque e preenche e entrega para os meninos dizendo:

  • Dr. Roberto: levem para seus pais e digam que é para eles fazerem uma linda festa de natal e comprar presente para todos.
  • Joana: Não, senhor Roberto, não precisa.
  • Dr. Roberto: Não, não, faço questão, é meu presente de natal para vocês, agora corram que já está quase na hora do natal e vocês ainda têm que ir às compras.
  • Crianças: Então tá, muito obrigado, seu Roberto, que Deus abençoe você e sua família. Tenha um feliz natal.
  • Dr. Roberto: Tchau crianças, feliz natal.

Todos saem de cena:

5ª Cena:

Crianças correm para casa e encontram os pais.

  • Joana: Pai, pai, pai, você não vai acreditar.
  • Pai: o que foi minha filha, o que aconteceu?
  • Crianças todas juntas eufóricas: Nossa, foi incrível, este ano será muito bom, nosso que leal aquele Roberto.
  • Mãe: Calma, crianças, fale um de cada vez, não estamos entendendo nada.
  •  Pedro: Deixa que eu explico. Estávamos brincando ali na rua, quando passou um senhor muito elegante e começou a conversar com a gente.
  • Joana: é, mamãe, ele até brincou com a gente.
  • Mãe: Mas minha filha, isso é muito perigoso, vocês não podem ficar falando com estranhos.
  • Pedro: Calma, mãe, não aconteceu nada!
  • José: que dizer, acontecer, acontecer, aconteceu, só que vocês não vão nem acreditar.
  • Pai: o que aconteceu? Falem logo.
  • Renato: Bem, este senhor que brincou conosco nos deu este cheque dizendo que era seu presente de natal para nós e que deveríamos voltar para casa para fazer uma ceia de natal e comprar presentes.

Pai pega o cheque e olha o valor

  • Pai: Nossa, é muito dinheiro. Mas quem é este homem?
  • José: Não sabemos pai, só sabemos que ele disse que era para ser nosso presente de natal, nós não queríamos aceitar, mas ele insistiu.

Pai olha para o cheque e mostra para esposa.

  • Pai: Olha aqui o nome: Roberto Edazim; nunca ouvi falar.
  • Mãe: nem eu, não é ninguém que eu conheça.
  • Joana: Então, vamos, vamos, vamos às compras.
  • Mãe: Meu bem, o que acha?
  • Pai: Olha, se este homem resolveu dar um presente para as crianças, pode ser que Deus que o tenha mandando, acho que não devemos desperdiçar a oportunidade.
  • Mãe: Concordo com você. Então crianças, vamos às compras!

Crianças: (comemoram, gritam).

Todos saem de cena.

6ª Cena:

Entre em cena um garoto bem vestido (Higor), de aproximadamente 14 anos, carregando algumas sacolas com presentes, quando ao atravessar a rua é atropelado.

A Família pobre vai passando pelo local quando vê aquela cena:

  • José: Olha pai, um acidente ali.
  • Pai: Nossa! O que será que aconteceu? Vou lá olhar.

O pai daquela família se aproxima da cena do acidente, vê o menino desmaiado no chão, todos olham e ninguém faz nada, o motorista que atropelou o garoto foge da cena do acidente.

O homem sem pensar duas vezes pega o menino e falar para a esposa:

  • Pai: Meu bem, tem um hospital aqui próximo, vou levar este menino urgente para lá, pois sua perna está sangrando muito.

O homem pega o menino e vai correndo em direção ao hospital. (Montar mais à frente uma maca para caracterizar uma cena hospitalar)

Chegando ao hospital o garoto é atendido e colocado em uma maca rapidamente e levado para fora do palco, então um dos atendentes fica ali e pergunta:

  • Atendente: O senhor é o pai deste menino?
  • Marcelo (Pai): Não, ele sofreu um acidente aqui próximo e o motorista fugiu.
  • Atendente: Olha, aqui é um hospital particular, nós até fazemos este primeiro atendimento emergencial, mas o restante o senhor precisará pagar ou teremos de solicitar a transferência do menino para um hospital publico.
  • Marcelo: Mas moça, este menino precisa ser atendido imediatamente, eu não sei quem é a família dele, vocês não podem dar todo o atendimento que ele precisa?
  • Atendente: Olha, senhor, me desculpe, mas sem pagamento não temos como prosseguir com o tratamento, ele terá de ser transferido.

Marcelo para, pensa um pouco, e lembra do cheque que está em seu bolso, pega o cheque, olha e entrega à moça.

  • Marcelo: Olha moça, pegue este cheque aqui, é possível pagar o tratamento deste menino com esse cheque?

Atendente pega o cheque, olha o valor e fala:

  • Atendente: Olha, esta é uma boa quantia, com isso é possível darmos início ao tratamento.
  • Marcelo: que ótimo, façam tudo que puderem por esse menino então, ficarei aguardando aqui.
  • Atendente: Tudo bem senhor, vou olhar também nos bolsos do menino pra ver se tem alguma identificação para chamarmos a família.

Atende sai levando o cheque.

A família de Marcelo, que havia ficado para trás, chega.

  • Joana: Pai, pai, como está o menino? Ele está bem?
  • Marcelo: Não sei ainda minha filha, mas acho que ficará bem. Eles estão lá dentro atendendo ele agora.
  • José:E nossos presentes pai, vamos indo, as lojas vão fechar daqui a pouco.
  • Marcelo:(olha para esposa, que já entende tudo): Crianças, cheguem aqui perto. Olhem só, o papai não sabe quem é a família desse garoto, e ele estava precisando muito ser atendido, e como este é um hospital particular, as pessoas precisam pagar para serem tratadas aqui. Eu então tive de entregar o cheque a eles, para poderem fazer todo o tratamento que o menino precisava.
  • Renato: e agora como ficam os nossos presentes?
  • Pedro: Renato, deixa disso, você não vê que o mais importante agora é ajudar esse menino. Os presentes podemos ficar sem eles.
  • Mãe:Isso mesmo crianças, Jesus nos ensinou que o mais importante é prestar ajuda ao próximo, como na história do bom samaritano. E além do mais, natal é lembramos do nascimento de Jesus e termos nossa família reunida. E isso nós já temos.
  • Marcelo:Muito bem, todos concordam?

Crianças respondem sim e todos se abraçam.

7ª Cena:

Passados alguns momentos, os pais de Higor chegam ao hospital.

  • Senhora bem vestida (Ellen): (aflita), meu filho, onde está meu filho?
  • Esposo, senhor de terno (Claudio): Acalme-se, Ellen, que vou buscar informações.
  • Atendente: Pois não, em que posso ajudá-los?
  • Claudio: Nos ligaram avisando que nosso filho foi trazido para cá, que ele sofreu um acidente.
  • Atendente: ah sim, vocês são os pais do Higor?
  • Ellen: Sim, como ele está?
  • Atendente: Fiquem tranquilos, ele já foi atendido, ele já está no quarto, ele não corre nenhum risco, foi apenas uma fratura na perna e alguns outros arranhões. Ele está no quarto, se quiserem, vocês podem ir vê-lo.
  • Claudio: Mas a senhora sabe o que aconteceu? Como ele veio parar aqui?
  • Atendente: Olha, não sei dizer muito, mas foi aquele senhor ali que trouxe ele.

Claudio e Ellen vão em direção a Marcelo.

  • Claudio: Foi o senhor que trouxe meu filho aqui? O que aconteceu?
  • Marcelo: Sim! Fui eu que o trouxe. Estava com minha família aqui perto quando presenciamos um acidente e o motorista fugiu, vimos que o menino ficou no chão e ninguém fazia nada, então eu o trouxe para cá e pedi para fazerem todo o atendimento. Como eu não sabia quem era a família dele eu fiquei aguardando para poder ver como ele estava.
  • Ellen: Moço, muito obrigado por socorrer o meu menino! Muito obrigado mesmo!
  • Marcelo: que é isso senhora! Só fiz aquilo que eu gostaria que fizessem pelo meu filho.
  • Claudio: Muito obrigado mesmo, nós vamos entrar para vê-lo, vocês querem ir também? Vou perguntar à atendente.
  • Claudio: Eles podem entrar conosco para ver o Higor?
  • Atendente: Nossa, é muita gente. Só posso deixar mais um com vocês.
  • Claudio: tudo bem. Marcelo, você vem conosco.

Entram os três para verem o Higor.

As crianças e a mãe ficam ali próximas à mesa da atendente aguardado.

Em seguida, chega o senhor Roberto e a senhora Sofia.

  • Joana: Senhor Roberto, senhor Roberto, oi, o senhor por aqui?
  • Roberto: Oi crianças, o que fazem aqui? Aconteceu alguma coisa com vocês?
  • Renato: Não, estamos bem, meu pai socorreu um garoto que sofreu um acidente aqui perto e ele trouxe para cá.
  • Roberto: que bom que vocês estão bem.
  • José: Mas o que o senhor faz aqui?
  • Roberto: Meu neto sofreu um acidente e está aqui, estou aqui para vê-lo.
  • Sofia: Roberto, anda, venha logo a moça já nos deixou entrar, venha.
  • Roberto: Crianças, deixa eu ir. Minha esposa está chamando ali.

Roberto e Sofia entram para visitar o neto.

  • José: Nossa mamãe, coitado do Sr. Roberto, um homem tão bom. O que será que aconteceu com o neto dele?
  • Pedro: Mamãe, vamos orar por ele?
  • Mãe: vamos sim, algum de vocês sabe o nome dele?
  • Crianças: Não.
  • Mãe: Tudo bem, Deus Sabe. Oremos.
  • Mãe: Querido Jesus, nesse momento queremos pedir pelo neto do Sr. Roberto, nós não o conhecemos nem sabem quem é, mas queremos que o senhor cuide dele. Um homem tão bom que não mediu esforços para ajudar meus filhos. Que o Senhor venha abençoá-los e que eles possam ter uma linda noite de natal. Em nome de Jesus, amém.

Assim que eles acabam a oração, o pai chega.

  • Mãe: como está o menino?
  • Marcelo: ele está bem. Já vão liberá-lo, para ir pra casa.
  • Pedro: que bom, graças a Deus!
  • Mãe: então vamos para casa.

Todos se abraçam e saem juntos.

Após a família sair, Roberto sai correndo.

  • Roberto: cadê a família que estava aqui?
  • Atendente: eles já foram.
  • Roberto: Mas foram para onde? Precisava muito encontrá-los.
  • Atendente: Senhor, realmente eu não sei.
  • Roberto: Você não sabe onde eles moram?
  • Atendente: acho que quando preenchemos a ficha do menino que ele trouxe, ele deixou marcado o endereço dele.
  • Roberto: você não poderia me passar? Eu precisava muito encontrar essa família
  • Atendente: senhor, isso é contra nossa política de sigilo.
  • Roberto: fique tranquila, não terá nenhum problema, a senhora me fornecer esse contato, qualquer coisa pode falar com o Dr. Washington, diretor do hospital, ele é um grande amigo, pode falar que é Roberto Edazim que está pedindo.
  • Atendente: senhor, só um momento que vou verificar a possibilidade.

Ela faz uma ligação, em seguida anota o endereço em um pedaço de papel.

  • Atendente: senhor, aqui está o endereço, está tudo certo. O Dr Washington autorizou.
  • Roberto: obrigado.

Sai de cena levando o papel.

8ª Cena:

Família pobre sentada na sala simples da casa

  • Joana: hoje é noite de natal. Mamãe, você poderia contar a história da noite do nascimento de Jesus?
  • Jose: é, mamãe conta essa história. Eu amo essa história.
  • Mãe: pois bem, era uma noite, como essa. Quando José e Maria estavam indo até Belém para um recadastramento da população. Só que Maria estava nos últimos momentos da gravidez e eles não tinham nenhum lugar onde se hospedar, então foram batendo em várias hospedarias ou hotéis, buscando um lugar onde pudessem passar a noite. Mas nenhum deles tinha lugar para eles ficarem

Narrador: nesse momento, Roberto chega à casa da família e pela janela da casa daquela simples família começou a ouvir a história que a mãe contava para as crianças. Ele ficou maravilhado com o tamanho do amor e felicidade que aquela família tinha. Aquela história também foi confortando seu coração. Roberto não conseguiu entender como uma família tão humilde podia ser tão feliz. E continuou ali ouvindo a história.

  • Mãe: então crianças, o único lugar onde eles acharam vaga foi em uma estrebaria.
  • Joana: uma o que? Estreba…
  • Mãe: estrebaria, como se fosse um estábulo, um local onde ficam os animais. Então ali, naquele local, Jesus nasceu. E quando ele nasceu, uma estrela ficou marcando o local do seu nascimento. E por meio dessa estrela alguns pastores e até mesmo alguns reis vieram para visitar Jesus e trouxeram alguns presentes também.

Narrador: enquanto a mãe continua a história, Roberto vai se sentido cada vez mais preenchido por esse grande amor, ele então resolve bater à porta e é recebido pela família que o convida a entrar.

  • Pedro: senhor Roberto, o que o senhor faz aqui?
  • Pai: crianças, vocês conhecem esse homem?
  • Pedro: esse é o senhor Roberto, aquele senhor que nos deu o cheque.
  • Pai (em estado de choque): esse é o senhor do cheque? Vocês não vão acreditar… Esse é o avô do Higor, o menino que nós ajudamos.
  • Mãe: nossa, como assim? Como assim, o senhor é o avô daquele menino?
  • Roberto: isso mesmo, vocês salvaram meu neto hoje. E quando fiquei sabendo da história pelo meu filho e pela enfermeira de como o senhor tinha deixado um cheque para pagar as despesas, pedi para ver o cheque para descobrir o nome do homem que ajudou meu neto. Então, qual não foi minha surpresa ao vermeu próprio nome escrito ali. Então lembrei que tinha visto vocês na recepção do hospital, então entendi tudo. Saí correndo para falar com vocês, mas vocês já tinham ido. Então consegui o endereço de vocês, e quando cheguei fiquei ali na janela ouvindo a história que a senhora contava para as crianças, que história maravilhosa, meu coração se encheu de esperança e uma felicidade incomum. Eu fiquei impressionado pelo que vocês têm um pelos outros, mesmo morando em um local tão simples. Essa união que vocês têm nessa noite de natal parece muito mais pura do que a que tenho na minha família, mesmo tendo todo o conforto que temos.
  • Mãe: o verdadeiro significado do natal é isso. Lembrarmos de Jesus, o nosso salvador, e termos a união da família e gratidão a Deus pelo cuidado que tem para conosco, mesmo que nós tenhamos passado por algumas dificuldades, Ele nos ama e cuida de nós.
  • Roberto: Que palavras maravilhosas, que definição do verdadeiro significado do natal. Eu queria agradecer por tudo que vocês fizeram por meu neto. Eu também sei que deixaram todo o cheque ali, mesmo aquela sendo uma oportunidade única de terem um natal totalmente diferente.
  • Pai: eu não fiz nada que eu não gostaria que fizesse por um dos meus filhos, e naquele momento aquele garoto precisava mais do que eu.
  • Roberto: nem sei o que dizer a vocês. Mas eu gostaria de fazer um convite, que vocês fossem passar a noite de natal com minha família.
  • Mãe: não senhor, não precisa.
  • Roberto: nada disso, faço questão. Crianças, vocês não querem ir à minha casa? Teremos um belo jantar, e toda a minha família quer conhecê-los. Não aceitarei um não como resposta.
  • Pai: senhor Roberto, não precisa. Não se preocupe conosco.
  • Roberto: de maneira nenhuma. Vamos todos.
  • Pedro: vamos pai.
  • José: é, pai, vamos.
  • Joana: mãe, fala pro papai deixar a gente ir, quero conhecer a casa do senhor Roberto.
  • Roberto: vejam, as crianças querem ir. Vamos, será uma noite muito especial.

Pais se entreolham

  • Pai: tudo bem. Vamos!

Crianças vibram

Todos saem de cena


Cena final

Todos sentados à mesa de jantar

  • Sofia: antes de começarmos o jantar gostaria de fazer um agradecimento a uma família especial que está conosco essa noite. Hoje mais cedo meu esposo conheceu essas crianças, e ele nunca poderia imaginar que essa família faria a diferença em nossa vida. Gostaria de dizer muito obrigado a vocês. Obrigado por ensinar o amor genuíno e o verdadeiro significado do natal. Nossa família nunca esteve tão unida como está hoje. Sem dúvida esse foi o melhor presente que podíamos receber nesse natal.

Todos batem palmas em gratidão à família e se abraçam.

Todos abraçados começam a catar a música Noite de Paz (HASD 42), convidar a igreja para cantar junto.

Apagar as luzes da igreja e sair distribuindo velas para todos da plateia para que o recinto fique iluminado pelas luzes.Concluir convidando todos a serem luzes a espalhar o amor de Jesus ao mundo nesse natal. E falar que o melhor presente que podemos dar a alguém durante esse período é o verdadeiro amor, assim com Deus ao enviar seu filho para nascer como um bebê para que pudéssemos ter a esperança da salvação.

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