Arquivos

Lagartos-de-chifres espirram sangue nos olhos como defesa contra predadores

Lagarto de chifres usa o sangue como defesa – Foto Reprodução do vídeo de Nat Geo Wild (veja no final do post)

Lagarto de chifres usa o sangue como defesa – Foto: Reprodução do vídeo de Nat Geo Wild (veja no final do post)

Se algum dia você encontrar um lagarto do gênero Phrynosoma, tome cuidado! O bicho tem sangue nos olhos! Conhecidos como horned lizards (lagartos de chifres na tradução literal do inglês) algumas espécies conseguem esguichar o próprio sangue pelos olhos e acertar qualquer coisa que tente ameaçá-los.

Formigas constituem o prato principal dos lagartos de chifres, e os animais precisam de mais ou menos 200 insetos para saciar o apetite. Consumir essa quantidade demanda esforço e tempo. Ele tem que ficar exposto em campo aberto por um longo período para pegar suas presas. Suas cores pasteis o ajudam a se camuflar nas areias dos deserto, seu habitat natural, mas ele precisa se movimentar em busca do alimento, o que denuncia a sua presença. Porém, existe uma segunda linha de defesa contra predadores.

Os lagartos de chifres receberam seu nome devido às escamas em forma de espinhos que possuem. Eles podem perfurar o estômago de cobras, que precisam engolir o alimento inteiro. Mas a armadura não é impenetrável, a barriga do lagarto é mole e pode ser cortada por dentes ou bicos afiados.

No entanto, alguns agressores não são intimidados facilmente – seus maiores predadores são coiotes, raposas e cães domésticos –, os lagartos inflam o corpo para parecerem maiores e começam a sibilar. Se isso não for suficiente entra em ação a arma secreta: eles aumentam a pressão sanguínea na cabeça, rompem os vasos ao redor do globo ocular e esguicham o próprio sangue pelos olhos na direção da boca do predador.

Lagartos do gênero Phrynosoma são conhecidos como horned lizard (lagarto de chifres na tradução literal do inglês). Foto - Tom Tietz-iStock-Thinkstock

Lagartos do gênero Phrynosoma são conhecidos como horned lizard (lagarto de chifres na tradução literal do inglês). Foto: Tom Tietz/iStock/Thinkstock

O sangue possui uma substância que não é agradável ao paladar de canídeos, que preferem procurar por uma refeição mais saborosa.

Veja o vídeo que mostra o processo:

Fontes: National Geographic Brasil

Nesse sistema, todas as engrenagens (sangue com substância com gosto desagradável + aumento da pressão sanguínea rompendo vasos no lugar certo + pontaria certeira) teriam que funcionar bem desde a primeira vez, caso contrário o primeiro lagarto-de-chifre que tentasse não teria vivido pra contar história. Parece mais provável esses fatores acontecerem ao mesmo tempo por serem projetados assim ou por um processo lento e gradual? Eu escolho a primeira alternativa.

1- Mateus

Grand Canyon não é tão antigo quanto se pensava, diz estudo

Toroweap PointO Grand Canyon é mais jovem do que se pensava: ele só tem entre 5 e 6 milhões de anos, de acordo com um estudo publicado esta semana na revista “Nature Geoscience”. Estimativas anteriores chegaram a estabelecer que o cânion, que fica no sudoeste dos Estados Unidos, havia se formado há 70 milhões de anos.

Segundo o pesquisador Karl Karlstrom, da Universidade do Novo México, o estudo demonstra que existem alguns segmentos de rocha mais antigos ao longo do Grand Canyon, mas que a formação como a conhecemos hoje é recente.

“O que é diferente aqui, eu acho, é que nós finalmente temos uma descrição do Grand Canyon que faz juz a todos os dados coletados”, disse Karlston à BBC.

O cânion tem um comprimento de 450 quilômetros e uma profundidade de 1.800 metros. Cerca de 5 milhões de turistas visitam o local a cada ano. Toda essa vastidão é um dos desafios para pesquisadores que estudam o local, já que é preciso coletar material de vários pontos da formação.

Nesse estudo, os cientistas usaram o método de termocronologia para obter a datação. A técnica permite descobrir a época em que as rochas foram trazidas à superfície da terra devido à remoção das camadas de rocha mais superficiais pela erosão.

A medida foi feita em quatro segmentos ao longo do cânion. Apesar de os pesquisadores terem encontrado alguns segmentos mais antigos, a conclusão é de que o Grand Canyon tornou-se o gigante que conhecemos hoje quando todos os segmentos menores de cânion  se uniram devido à eroção do Rio Colorado, o que ocorreu em um período mais recente.

Fonte: G1 – Ciência e Saúde

54 – 55 milhões de anos é uma grande diferença entre dois métodos de datação. Nada garante que daqui algum tempo esse método seja considerado ultrapassado, inadequado ou incorreto e uma nova “idade” para o Grand Canyon seja estabelecida. Quem sabe no futuro se admita que o formador desse cânion não foi o rio Colorado ou um “rio ancestral”, mas uma grande catástrofe hídrica?

1- Mateus

Concha de moluscos inspira a criação de vidro super-resistente

bioinspired_glassIntrigados com a dureza das conchas dos moluscos, que são compostas de minerais frágeis, porém são muito resistentes, engenheiros encontraram inspiração em sua estrutura para produzir um vidro 200 vezes mais forte do que uma vidraça padrão.

Segundo estudo publicado nesta terça-feira (28) na revista Nature Communications, ao contrário do que se possa pensar, o vidro é fortalecido com a introdução de uma rede de fendas microscópicas.

Uma equipe de cientistas da Universidade McGill, em Montreal, inciou suas pesquisas com um estudo detalhado sobre materiais naturais como as conchas dos moluscos, ossos e unhas, que são assombrosamente resilientes apesar de feitas de minerais frágeis.

O segredo consiste no fato de que os minerais se encaixam em uma unidade maior e mais forte. A junção significa que a concha contém minúsculas ranhuras denominadas interfaces. Externamente, isto pode parecer uma fraqueza, mas na prática é um defletor habilidoso da pressão externa.

Para dar um exemplo, a concha interna e brilhante de alguns moluscos, conhecida como nácar ou madrepérola, é cerca de 3 mil vezes mais dura do que os minerais de que é feita.

“Fazer um material mais duro introduzindo interfaces fracas pode parecer um contrassenso, mas parece ser uma estratégia universal e poderosa em materiais naturais”, destacou o artigo.

Usando o que aprendeu, a equipe utilizou um laser tridimensional para esculpir fissuras microscópicas em lâminas de vidro, as preencheram com um polímero e descobriram que isso a deixou 200 vezes mais dura.

O vidro seria capaz de absorver melhor os impactos, cedendo e curvando-se suavemente em vez de se estilhaçar.

“Um recipiente feito de vidro padrão quebraria e se estilhaçaria se o deixassem cair no chão. Ao contrário, se feito com nosso vidro bio-inspirado, ele tem a possibilidade de se deformar um pouco, sem se quebrar completamente”, disse à AFP François Barthelat, co-autor do estudo.

“O recipiente poderia, assim, ser usado novamente após uma ou algumas quedas”, prosseguiu. O vidro entalhado pode “se esticar” quase 5% antes de trincar, em comparação com uma capacidade de apenas 0,1% do vidro padrão.

Um vidro mais forte pode ser usado em janelas à prova de bala, óculos e até mesmo telas de smartphones.

O vidro é funcional por causa de sua transparência, dureza, resistência a produtos químicos e durabilidade, mas a principal desvantagem é sua fragilidade. O novo método para lidar com esta fraqueza é “muito econômico”, segundo Barthelat.

“Tudo o que se precisa é um feixe de laser pulsado, que pode ser direcionado precisamente para alguns pontos pré-determinados”, prosseguiu. “Nossa técnica de entalhamento com laser 3D pode facilmente ser aumentada e aplicada em componentes maiores e mais espessos, de formatos diferentes”, continuou.

Tentativas anteriores de copiar a estrutura robusta das conchas do molusco tinham se concentrado em criar novos materiais, ao juntar minúsculos “blocos de montar”, como a construção de um muro microscópico.

“Nossa ideia foi atacar o problema de um novo ângulo: começar com um bloco maior de material sem microestrutura inicial e esculpir interfaces mais frágeis nele”, disse Barthelat.

Fonte: G1 Ciência e Saúde

Os avanços tecnológicos precisam de alguém por trás, demandam tempo e dinheiro, quase sempre se utilizam de um modelo existente na natureza. Mas os pesquisadores continuam afirmando que esses modelos, que são muito superiores aos materiais desenvolvidos com bastante trabalho, surgiram sem que haja um Projetista por trás.

1- Mateus

Andorinhas podem estar evoluindo para evitar carros

Andorinha-de-dorso-acanelado (1)[Comentários entre colchetes e grifos são meus.] Andorinhas-de-dorso-acanelado que constroem seus ninhos próximos a estradas desenvolveram asas mais curtas e mais manobráveis, o que pode tê-las ajudado a fazer desvios rápidos de carros em sentido contrário, de acordo com o estudo Where has all the road kill gone? [Para onde foram todas as mortes por atropelamento?, em tradução livre], publicado na revista Current Biology.

Os autores do estudo descobriram a tendência após perceber que o número de aves mortas por veículos havia diminuído ao longo das últimas três décadas. Eles sugeriram que as duas descobertas fornecem evidências de adaptação relacionadas a estradas.

“Eu não estou dizendo que é tudo por causa do comprimento das asas”, diz Charles Brown, um biólogo da Universidade de Tulsa, em Oklahoma, e um dos autores do estudo. Mas ele diz que o encurtamento apoia a ideia de que as aves estão se adaptando a ambientes perturbados, assim como outros organismo presumivelmente estão.

Juntamente com Mary Bomberger Brown, uma ornitologista na Universidade de Nebraska – Lincoln, Brown rastreou populações de andorinhas-de-dorso-acanelado que vivem próximas a estradas no oeste de Nebraska por 30 anos, sobretudo para estudar os hábitos comportamentais dentro de suas colônias.

Andorinha-de-dorso-acanelado (3)Esses pássaros invernam na América do Sul, mas se reproduzem na América do Norte, em colônias com mais de 12.000 adultos. Eles geralmente constroem seus ninhos cônicos feitos de barro dentro das laterais dos penhascos, mas também passaram a viver debaixo de pontes e viadutos.

Enquanto os dois pesquisadores verificavam as colônias próximas a estradas, Brown, taxidermista amador, coletou andorinhas mortas para empalhar – reunindo 104 adultos mortos por veículos e 134 adultos mortos acidentalmente em redes utilizadas para o estudo. Quando ele e Bomberger Brown notaram uma queda no número anual de atropelamentos – mesmo com o aumento da população geral – eles compararam as medidas dos dois grupos de aves empalhadas.

A equipe descobriu que as aves mortas por veículos tinhas asas mais longas que as aves que morreram em redes e que enquanto o tamanho das asas das aves que morreram atropeladas havia aumentado, o tamanho das asas daquelas mortas pelas redes – que representam a população geral – tinha diminuído.

Brown diz que existe evidência de que asas mais curtas tornam os animais mais ágeis: “eles podem fazer curvas em 90° mais rapidamente”, ele diz. Isso poderia ajudar as aves a evitar o tráfego quando saem ou entram em seus ninhos, ou quando levantam voo do chão, explica Brown. Isso por sua vez permite que elas sobrevivam e produzam mais descendentes de asas curtas.

Os pesquisadores tentaram descartar outros fatores que poderiam ter explicado a diminuição dos atropelamentos – incluindo mudança nos métodos de encontrar os animais, padrões de tráfego, predadores, doenças e animais carniceiros – mas reconhecem que isso pode ter sido causado por mudanças de comportamento, tais como as aves aprendendo a evitar os carros.

O taxidermista Johannes Erritzoe, da House of Birdresearch, em Christiansfeld – Dinamarca, também notou uma diminuição no número de atropelamentos de aves pela Dinamarca, e suspeita de seleção natural. Embora ele ainda não tenha medido o tamanho das asas, diz que pretende fazê-lo.

É difícil provar definitivamente que os animais estão se adaptando a vida em torno das estradas, diz o ecologista comportamental Colleen St. Clair, da Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá. Mas ela diz que “esta é a melhor demonstração de que eles têm essa capacidade”.

Fonte: Nature

As andorinhas-de-dorso-acanelado estão se adaptando ao ambiente em que estão vivendo. As aves mais adaptadas estão sobrevivendo e gerando mais descendentes, enquanto as menos adaptadas estão morrendo. Aves com asas curtas vão transmitir aos seus descendentes genes de asas curtas, então menos descendentes terão asas longas. Se um dia as asas curtas se tornassem prejudiciais, aconteceria o mesmo processo descrito acima, porém selecionando aves com asas mais longas. As evidências apresentadas pelo estudo dão suporte à seleção natural, que é um fato. Mas a seleção natural não é capaz de explicar a “macroevolução”, tão defendida pelos darwinistas, mas que não possui outras evidências além da “microevolução”.

1- Mateus

Fotossíntese utiliza física quântica

A vida animal e humana depende, direta ou indiretamente, da vida vegetal. E toda a vida vegetal depende de máquinas bioquímicas extraordinariamente precisas que capturam e convertem a energia luminosa em energia que as células vivas podem usar. Pesquisadores do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois, estão utilizando espectroscopia ultra-rápida para descobrir exatamente como esses sistemas trabalham. Sua descoberta mais recente os deixaram perplexos sobre a recente complexidade da fotossíntese em bactérias púrpuras. Acontece que as máquinas de fotossíntese são de uma tecnologia tão avançada que aproveitam a natureza quântica da luz.

Diagrama de estruturas coletoras de luz, cada uma com mais de uma dúzia de moléculas de clorofila suspensas em arranjos circulares, encontradas bactérias púrpuras fotossintetizantes. A luz incidente é capturada em coerência quântica. Áreas abaixo da ilustração da lente de aumento mostram detalhes internos. Créditos da imagem: Copyright © 2012 American Chemical Society. Adaptada para uso de acordo com a lei de direitos autorais (doutrina de uso justo). Uso pelo Cantinho da Unidade não implica em aprovação pelos detentores dos direitos autorais.

Diagrama de estruturas coletoras de luz, cada uma com mais de uma dúzia de moléculas de clorofila suspensas em arranjos circulares, encontradas bactérias púrpuras fotossintetizantes. A luz incidente é capturada em coerência quântica. Áreas abaixo da ilustração da lente de aumento mostram detalhes internos.
Créditos da imagem: Copyright © 2012 American Chemical Society. Adaptada para uso de acordo com a lei de direitos autorais (doutrina de uso justo). Uso pelo Cantinho da Unidade não implica em aprovação pelos detentores dos direitos autorais.

Os pesquisadores primeiramente resfriaram as bactérias fotossintéticas a  -150ºC para que as interações super rápidas dos fótons e elétrons no interior dos complexos de proteínas coletoras de luz da bactéria ocorressem lentas o suficiente para investigar mais detalhadamente.

Eles emitiram um comprimento de onda de luz sobre as moléculas de pigmento específicos dentro dos complexos de proteínas coletoras bioquímicas de luz. Cada complexo contém vários pigmentos em modalidades específicas. “Os cientistas de Argonne disseram algo que ninguém havia observado anteriormente: um único fóton pareceu excitar diferentes cromóforos (pigmentos) simultaneamente”, de acordo com uma reportagem do Laboratório Nacional Argonne.

Isso corresponde com estranhas observações de “coerência quântica” da luz [ou superposição quântica], onde uma única partícula se movendo rapidamente aparece em dois lugares ao mesmo tempo. A bioquímica bacteriana explora essa propriedade da luz enquanto a coleta, mas como? Os pesquisadores escreveram no Preceedings of the National Academy of Sciences que a captura da luz em sua coerência quântica era “provavelmente devido a ligação eletrônica entre o cofator [pigmento]”, e as proteínas precisamente posicionadas para especificar o acoplamento.

Como aquelas algas de pouca luz, os complexos coletores de luz das bactérias estão dispostas de forma a explorar a luz quântica para maximizar a transferência de energia ao longo de grandes distâncias. Isso aumenta drasticamente a sua eficiência de coleta.

Em outras palavras, bactérias são equipadas com máquinas que só podem ter sido construídas por alguém – ou por outra máquina, que por sua vez foi construída por alguém – que tenha entendimento complexo da natureza quântica da luz. O co-autor Gary Wiederretch, bastante surpreso, perguntou “Como pode a Mãe Natureza criar esta solução incrivelmente elegante?”. Claro, “ela” não fez. Se ela tivesse feito, ele nunca teria pensado em fazer essa pergunta.

Da mesma forma, o bioquímico e autor sênior da Argone, David Tiede disse “Isso nos faz perguntar se eles realmente estão lá apenas por acidente, ou se eles estão nos contando algo sutil e único sobre esses materiais”.

A Mãe Natureza e sua varinha mágica de acidentes não poderia ter criado tal tecnologia avançada. Está além da vanguarda da tecnologia humana atual e até mesmo da atual compreensão humana da coerência quântica. E se as regras das máquinas de fotossíntese descarta a Mãe Natureza, então sua origem só pode ser explicada da mesma forma que outras máquinas encontram suas origens – em alguém fora da natureza.

Institute for Creation Research

Quanto mais o ser humano estuda a natureza, mais ele vê que não sabe nada. E cada vez mais ele percebe a complexidade por trás de coisas aparentemente simples. O questionamento do pesquisador David Tiede tem uma resposta simples que nem todos querem ouvir: eles estão sim nos contando algo sutil e único: Deus é o Criador de todas as coisas. E isso também responde à pergunta do co-autor Gary Wiederretch: a Mãe Natureza não pode criar essa solução, apenas Deus pode ter feito isso.

1- Mateus

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...