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Limites e disciplina na adolescência

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Este artigo tem dois objetivos principais. Um deles é ajudar aos meus queridos líderes de desbravadores a lidar com a disciplina de uma maneira sábia e válida. O outro é uma singela homenagem a um dos grandes mestres da educação do nosso país, falecido neste ano. Seu nome é conhecido pela maioria dos educadores e psicólogos do Brasil: Içami Tiba.

Em um de seus livros este autor menciona que as crianças não têm noção dos limites que separam sua segurança física dos perigos, nem do que é ou não adequado a se fazer. Por isso os pais, professores ou cuidadores devem ensiná-las a não fazer algo simplesmente porque sentiram vontade de fazer, mas a conhecer o limite na medida certa para cuidar da própria vida e segurança.

Mais difícil ainda é a vida dos adolescentes! Estes já tendo noção infantl de limites, querem aventurar-se pela vida afora, ampliando, em diversas aventuras, esses limites que tinha na família e na escola. O grande drama é que sobra energia para “estirar” estes limites, porém, falta experiência para enfrentar os desafios dessa fase. Um bom exemplo disso é a entrada no mundo das drogas, a vida sexual precoce, esportes radicais sem toda segurança necessária, entre outros. A tentativa é entrar no mundo dos adultos sem a proteção deles. Uma grande aventura essa!

O grande trunfo para lidar de forma sabia com essas questões de limites e disciplina consiste em não permitir que as crianças façam em casa e nas suas respectivas escolas o que “não podem fazer na sociedade”. Será que ouvimos bem? Vou repetir de outra forma: se não pode fazer na rua, no bairro, na casa de outras pessoas, então não pode ser feito na própria casa ou escola! As crianças e púberes devem exercitar em casa e nas escolas com a ajuda de seus pais e mestres a disciplina. Esta deve ser praticada e aprendida como se fosse “uma língua-mãe”. É preciso educar para formar cidadãos responsáveis.

Nossos Clubes de Desbravadores são um excelente campo para o desenvolvimento dessas habilidades. Através das dinâmicas e atividades nossos meninos e meninas aprendem a respeitar o próximo e a natureza. Essas mentes impressionáveis estão alerta a tudo o que seus instrutores e lideres dizem e fazem! Que grande missão! Que ministério abençoado e necessário.

Estamos contribuindo para a formação de homens e mulheres de bem. Cidadãos estes que serão exemplo para a sociedade em que vivemos. Não negligenciemos essa sublime missão com vans teorias contemporâneas onde tudo está permitido em nome da “liberdade”. Sem limites não se vive! Uma bússola só serve porque tem um norte!

Só para que reflitamos um pouquinho, quem tem disciplina dentro de si é mais competente, ético, mais livre e muito mais feliz!

Um grande abraço a todos e meu sincero desejo de que perseveremos nessa missão até a breve volta de Jesus.

1- Samira

Socorro, o ano está acabando!

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Estamos a pouco mais de 60 dias do final do ano. Muitos nesse período começam a se desesperar sobre o que fazer com todos os seus sonhos, projetos e planos que não deram certo. Muitos se vêm sem saída e acham que será mais um ano marcado pelo insucesso…

Esse também é um período que muitos tentar correr atrás do tempo perdido e tentam de alguma forma reverter a situação como um todo. Trabalho em uma escola e acabo vendo o desespero de alguns alunos nessa época do ano correndo atrás das notas que largaram pra trás. Só que pra muitos o tempo restante já não é suficiente para recuperar todo o tempo desperdiçado.

No Clube esse dilema não é diferente, muitos conselheiros, instrutores, diretores e até mesmo desbravadores começam a ficar angustiados, sem saber o que fazer, pois faltam apenas 2 meses para o encerramento das atividades do Clube, e tem muita coisa pra fazer.

A pergunta que fica então é será que dá para fazer alguma coisa pelo meu Clube ainda?

A resposta é depende. Depende? Como assim depende? Depende de como está o estado do seu Clube, então precisamos fazer uma análise simples:

  1. Fiz um bom planejamento no início do ano, executei boa parte do que era proposto, mas ainda ficaram algumas coisas para trás, alguns desbravadores ainda estão devendo relatório? Pois bem, para você ainda tem solução!
  2. Não fiz um planejamento no início do ano, conduzi meu Clube como uma colônia de férias e agora quero fazer tudo que devia ter feito e não fiz em dois meses? Sinto muito, para o seu caso não tem solução. Por que digo isso? Porque em dois meses não é possível fazer tudo que é necessário com qualidade. Logo, você terá de arranjar “jeitinhos” pare concluir as coisas, só que essa não é a maneira de se trabalhar com o Clube de Desbravadores. Isso para mim é, na realidade, jogar contra toda a nossa filosofia. Então para você que se encaixa nessa situação, o melhor é admitir que errou e começar um planejamento novo e mostrar para os desbravadores como conquistar as coisas de maneira correta.

Mas para você que fez um planejamento, mas ainda faltam algumas pontas para serem amarradas, temos 4 dicas que podem te ajudar a sair do sufoco.

Dica 1: Reúna seus conselheiros e instrutores para diagnosticar qual é a real situação do Clube | Nessa etapa você deverá avaliar se existem atividades a serem desenvolvidas pelo Clube ainda, quais são os desbravadores que ainda apresentam dificuldade para completar algum requisito do cartão, quais instruções ainda precisam ser dadas. Feito um levantamento específico da condição do seu Clube, é hora de partir para a segunda dica.

Dica 2: Monte um quadro com as atividades levantadas | Recomendo você fazer três quadros diferentes nessa etapa, um para as atividades do Clube, outro para as instruções por classe e outro com os desbravadores e suas dificuldades, por classe.

Quadro 1: Pegue todas as atividades do Clube que ainda precisam ser feitas e coloque em uma coluna, na frente classifique essas atividades como indispensável, importante e dispensável. Observe o exemplo:

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Quadro 2: Cada instrutor deve preparar um quadro similar ao primeiro e colocar quais instruções ainda precisa ser ministradas e classificar da seguinte forma: urgente, necessário e alternativo. Urgente: seria uma instrução que precisa ser dada imediatamente. Importante: seria algo que precisa ser feito, mas ainda pode esperar um pouco, logo não é urgente. Alternativo: seria uma atividade que você tem condições de buscar uma alternativa para solucioná-la fora do seu ambiente de instrução.

Quadro 3: Cada instrutor também precisa relacionar cada um dos desbravadores de sua classe e verificar como está a situação de cada um. Aqui no Cantinho já disponibilizando um cartão para acompanhando de cada desbravador, que você pode usar para fazer essa etapa.

Feita essa etapa, vamos para a dica 3.

Dica 3: Relacionar quais são as datas que você tem disponível até o final das atividades do Clube desse ano | Nesta fase você vai pegar as datas que você ainda tem disponível e colocar na sua tabela, seguindo a seguinte ordem: 1) colocar as datas de realização das atividades no quadro 1, seguindo os critérios de indispensável, importante e dispensável; 2) em seguida, cada instrutor deve preencher a data no seu quadro de instrução, vendo quais das atividades do Clube são úteis para aproveitar para concluir os requisitos das classes; 3) feito isso, o instrutor deverá montar um cronograma de apoio a cada desbravador, envolvendo o conselheiro nesse cronograma. Marque horários alternativos para atender os juvenis.

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Veja que no nosso quadro ilustrativo a última atividade ficou fora, porque não tinha dias suficientes para ela ser realizada. Mas era uma atividade dispensável, o que não comprometeu as principais atividades do Clube.

Colocada as datas, vamos à última dica.

Dica 4: Mãos à massa | Pegue agora esse seu planejamento e corra, não perca tempo e sempre que possível vá marcando em um check list aquilo que está sendo feito. Foco é fundamental nessa etapa, para não incluir atividades que possam prejudicar seu planejando emergencial.

Espero que essas dicas possam te ajudar! Sucesso no seu planejamento final.

1- Paulo

5 ideias para chegar com ânimo ao final do ano

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Um dos objetivos dos eventos de desbravadores (camporis, feiras, olimpíadas, etc.) é manter o ânimo do Clube durante o ano, além de ajudá-lo a manter o foco no programa. Já estamos na parte final de outubro e a maior parte de todos os camporis e eventos locais/regionais na DSA já passou. E um fenômeno comum que já observamos é que neste intervalo entre o campori e a cerimônia de encerramento muitos Clubes praticamente morrem.

Assim, é importantíssimo atenção especial nesse período para que o Clube chegue com força total até a festa de encerramento, no final de novembro ou início de dezembro. E para ajudá-los a reverter essa triste realidade, nossa Equipe separou 5 dicas que, se seguidas com planejamento e dedicação, poderão dar o restinho de fôlego que tanto precisam. Confiram!

1. Reunião com a direção

Pode parecer bobagem ou que não vai adiantar em nada, mas manter uma regularidade de reuniões com a direção do Clube faz uma diferença enorme! Isso porque ninguém recebe para trabalhar com desbravadores, logo, todos têm emprego ou estudam, enfim. Atividades que consomem a nossa energia. Com isso, uma hora ou outra a gente acaba naturalmente desanimando.

Na reunião com a direção, o diretor tem a oportunidade de conduzir um momento de desabafo, de incentivo, de apoio. É o momento perfeito para que um anime o outro. Nessas horas, quem estiver mais forte vai ser um apoio para quem estiver com mais dificuldade.

Mas é claro que para a reunião com a direção seja efetiva, é necessário planejamento e que o diretor saiba conduzi-la adequadamente. Para isso, sugerimos a leitura do post Reunião de direção: como conduzir?

2. Pernoite

O princípio é exatamente o mesmo que ocorre com os eventos de Campo/União. Ao realizarmos um evento interno, conseguiremos mobilizar as unidades, afinal, qual desbravador não gosta de um acampamento?! Considerando que o acampamento de instrução provavelmente já ocorreu, faça um evento mais recreativo, até mesmo para ficar mais fácil de o Clube se organizar.

3. Atividades com as unidades

As atividades da unidade, extra-clube, já deveriam ser uma rotina nos Clubes. Porém, sabemos que infelizmente essa não é a realidade. O sistema de unidades é o núcleo de funcionamento do Clube de Desbravadores, portanto, tudo o que puder ser trabalhado nesse formato terá excelentes resultados.

Em todos os treinamentos que tivemos a oportunidade de participar, sempre batemos na tecla de que a unidade não se restringe apenas às reuniões regulares! O conselheiro deve manter um vínculo com as suas crianças durante a semana.

Uma das melhores maneiras de integrá-las é realizar um evento próprio da unidade, uma noite do pijama, por exemplo. Pode parecer meio feminino, mas a ideia é excelente para os garotos também, é só mudar o nome, rs. Nesse post destacado, você encontra algumas sugestões de como desenvolver a sua atividade. Além da noite do pijama, outras sugestões são uma social ou mesmo assistir a um BOM filme (que seja 100% adequado com os princípios bíblicos). E se a criatividade estiver pouca, uma pizzada ou qualquer outro evento “comestível”, rs, sempre agradará, hehe.

4. Gincana/competições

Posso afirmar tranquilamente que mais de 90% de todas as crianças se amarram em gincanas e competições! Então, vamos fazer bom uso delas! Podem ser de diversos tipos como, por exemplo, competição de ordem unida/evoluções, gincana com brincadeiras e lanchinhos (parecido com as que as escolas fazem), campeonatos esportivos, etc.

Uma outra sugestão também é desenvolver uma atividade que incentive as crianças a arrecadar alimentos para o Mutirão de Natal. A tarefa de arrecadação pode ser facilmente incluída em praticamente qualquer uma das atividades acima. Assim, além de oferecer uma atividade recreativa saudável para os seus garotos e garotas, vocês ainda vão estar colaborando grandemente com a ASA da Igreja local.

Não se esqueçam que competições, campeonatos e etc. precisam de prêmios! Portanto, pensem em bons prêmios, que não sejam caros para vocês, mas que sejam suficientes para fazer com que todos queiram ganhar!

5. Festival de especialidades

Uma excelente opção também é realizar um festival de especialidades! Já vimos ótimos resultados com esse método, mas é necessária muita cautela ao se preparar a atividade. Isso porque, muitos tendem a oferecer as especialidades pela metade, o desbravador assimila apenas metade do que foi ensinado e, no final, ele recebe a insígnia tendo aprendido, na verdade, apenas 25% do conteúdo. Certamente o objetivo do programa das especialidades não será atingido e traremos mais males que benefícios para as crianças.

Mas é plenamente possível realizar um ótimo festival, com especialidades diversas e muito bem preparadas. O primeiro passo é o tempo! Um período de 50 a 60 minutos por dia e 3 reuniões seguidas. Esse tempo é suficiente para concluir com qualidade muitas especialidades do manual! Uma dica é que se escolha especialidades práticas, que colocarão o desbravador para por a mão na massa. Assim, a área de Artes e habilidades manuais é a mais repleta de sugestões.

O segundo passo é escolher bem as especialidades, pensando exatamente na qualidade da instrução e no tempo disponível. Em seguida, escolha bons instrutores e prepare o ambiente e os materiais necessários para que todos os desbravadores possam cumprir. Nesse item, é importante lembrar que os grupos devem ser pequenos, pois como serão especialidades práticas, o instrutor vai ter que acompanhar de perto o desenvolvimento do desbravador, para ajudá-lo sempre que necessário. Clique AQUI e confira um post com algumas dicas sobre esse assunto.

 

Estas são apenas algumas sugestões, que entendemos serem práticas e fáceis de fazer. Mas um bom planejamento é essencial para o sucesso e para alcançar o objetivo pleiteado. Portanto, veja o que se adapta melhor ao seu Clube e nos conte aqui quais foram os resultados =D. Caso você tenha alguma outra sugestão e quer compartilhar conosco, basta nos mandar um email ou deixar um comentário nesse post ou nas redes sociais.

1-Alberto

Legislação aplicada ao Clube de Desbravadores: responsabilidade penal e civil

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A legislação brasileira protege o ser humano desde antes dele nascer. Todavia, o exercício de alguns direitos só são plenamente permitidos após certa idade. Até os 16 anos a criança/adolescente é considerada absolutamente incapaz, dessa forma necessita ser representado pelo responsável em qualquer ato da vida civil.

O Código Civil Brasileiro define como relativamente incapaz os maiores de 16 e os menores de 18 anos. O relativamente incapaz pode praticar alguns atos da vida civil assistido por seus representantes legais. A capacidade civil é alcançada aos 18 anos. A partir de então a pessoa pode exercer plenamente qualquer direito e é a partir dessa data também que o indivíduo passa ser o único responsável por todos os seus atos.

No ordenamento jurídico brasileiro há duas formas básicas de responsabilidade: a penal e a civil.

Uma pessoa só pode ser penalmente responsabilizada a partir dos 18 anos, antes disso o adolescente é inimputável, todavia, se cometer algum ato tipificado como crime configura-se ato infracional e será julgado nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Já a responsabilidade civil decorre da agressão a um interesse jurídico em virtude do descumprimento de uma norma. A responsabilidade pode ser contratual, que deriva de um contrato, ou aquiliana, que deriva de uma ação ou omissão que gera dano a outrem. A responsabilidade civil é precipuamente reparatória. Já a responsabilidade penal tem caráter eminentemente punitivo.

É importante que a direção do Clube compreenda o instituto da responsabilidade civil para saber quais circunstâncias ensejam obrigação de reparação de danos e assim evitar essas situações ou saberem como reagir caso sejam vítimas de danos praticados por terceiros.

Os artigos do Código Civil mais relevantes para este assunto são o art. 927 e 186.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

O artigo acima institui a obrigatoriedade de reparar o dano quando se comete ato ilícito que o gera. Uma leitura superficial pode levar o leitor a interpretar o termo “ato ilícito” apenas como comportamento tipificado como crime. Todavia, essa não é a interpretação correta. O artigo 186 explica o que é ato ilícito:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Desta forma fica claro que qualquer ação ou omissão, desde que cometida com imprudência, imperícia ou negligencia, enseja reparação de dano.

Para uma melhor compreensão cabe analisar a definição de cada um desses termos:

Imprudência – configura-se quando se sabe o grau de risco envolvido e mesmo assim realiza o ato acreditando que seja possível a realização do mesmo sem que ocorra nenhum dano, ou seja, excede os limites do bom senso, não age com cautela.

Imperícia – é caracterizada pela falta de habilidade ou técnica que o agente deveria demonstrar em razão de seu conhecimento ou função.

Negligencia – também conhecida como desatenção ou falta de cuidado. Significa não agir de forma diligente, prudente, ou seja, com o cuidado exigido para a ocasião.

Outro termo que é necessário compreender bem é o nexo de causalidade:

Nexo de causalidade – não basta que tenha ocorrido um ato ilícito e um evento danoso, é preciso que estas duas situações estejam inter-relacionadas, ou seja, deve-se ter a certeza que sem que houvesse o ato não ocorreria o dano.

Assim tem-se a equação:

Legislação aplicada ao clube de desbravadores

Dessa forma, se estão presentes esses três elementos há dever de indenizar.

Um ponto importantíssimo que merece destaque especial é o parágrafo único do art. 927 do Código Civil:

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Esta determinação legal quer dizer que se a atividade oferece riscos (qualquer tipo, mas especialmente à integridade física) independentemente da ocorrência de negligência, imprudência ou imperícia, se houver nexo de causalidade e dano haverá o dever de indenizar.

Portanto, todo o cuidado deve ser dispensado tanto quanto na prática de esportes radicais, por exemplo, rapel e escaladas, quanto em atividades comuns em acampamentos, como uma falsa baiana ou escada de cordas. Pois se um desbravador cai de uma falsa baiana e se machuca (estão presentes o nexo de causalidade e o dano) o responsável pelas crianças terá o dever de reparar o dano.

A reparação do dano se dá através do pagamento de indenizações pelos danos materiais e morais sofridos pela vítima. Os valores costumam ser elevados, todavia, não são suficientes para realmente reparar o sofrimento. Muitas vezes o dano à imagem do Clube e/ou da Igreja é um prejuízo muito maior que o a perda financeira. Por este motivo é dever de cada membro capaz da diretoria zelar pelo maior patrimônio que o Clube possui: os desbravadores.

1- Éveni

Recomendamos

a formação de um discípuloA formação de um discípulo

Discipulado. Esse é o “segredo” para um Clube de Desbravadores forte e que cumpre os seus ideais. Este também é o melhor método para formar líderes para atuar nos mais diversos cargos da Igreja.

Coloquei a palavra segredo entre aspas porque, na verdade, não é nenhum segredo para nós que o discipulado foi a forma escolhida por Cristo para transformar simples pescadores em grandes evangelistas.

Mas quais são os passos que devemos seguir para formarmos um discípulo? A resposta a essa pergunta está nesse livrinho de apenas 167 paginas. Apesar do tamanho reduzido, o livro é grande em conteúdo. Veja algumas citações:

“Quanto mais eu estudava o Novo Testamento, mais firme se tornava a minha convicção de que o discipulado é a única forma de evitar a má nutrição espiritual e a fraqueza dos filhos espirituais pelos quais sou responsável” p. 18.

“Talvez o erro fundamental cometido por muitos cristãos seja fazer distinção entre receber a salvação e tornar-se um discípulo. Colocam as duas coisas em níveis diferentes da maturidade cristã, presumindo que é aceitável ser salvo sem assumir compromisso com as exigências mais radicais de Jesus como ‘tomar a sua cruz’ e segui-Lo”.

Declarações fortes, não é mesmo? Há muitas outras além dessas. O meu livro está todo sublinhado, já li mais de uma vez porque é um texto tremendamente inspirador. O autor trabalha com discipulado há mais de quarenta e dois anos, ou seja, ela sabe bem do que está falando.

Gostaria de chamar a atenção para um detalhe, este livro não é da CPB e o autor não é um adventista, mas há muito pouca coisa que diverge de nossa doutrina. Quem me indicou foi o meu líder JA (na época o Pr. Fernando Lopes), então não precisam ficar com o pé atrás, basta só desconsiderar as referências à Escola Dominical e coisas do tipo.

Vocês podem encontrar o livro para comprar AQUI. Ele é tão baratinho que dá até para comprar um para cada membro da direção.

1- Éveni

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