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Calculadora de membros – III Campori da UCOB

Ansioso para garantir uma das 13 mil vagas disponíveis para o III Campori de Desbravadores da UCOB?! Coração palpitando e emoções a mil! Fique atento, pois o sistema será liberado para a a compra de vagas dia 13 de março (segunda-feira), às 9h00min.

E uma coisa que sempre nos passa à mente ao inscrever um Clube para um Campori é a relação entre o número de desbravadores e membros da direção. Em geral, recorremos à boa e velha regra de 3. Para cada Campori há uma proporção definida. Sobre isso, o Manual de Orientações do III Campori da UCOB apresenta as seguintes informações:

“2. A quantidade mínima de inscritos por Clube será de 20 pessoas, sendo no mínimo 20% e no máximo 40% diretoria. E no mínimo 60% a 80% Desbravadores. (p. 8).

“7. As Inscrições devem Respeitar as Seguintes Proporções:

“a) no mínimo 60% dos inscritos pagantes deverão ter entre 10 e 15 anos […] (p.9).

“b) no máximo 40% do número total de inscritos pagantes de cada Clube poderá ser de diretoria, ou seja, com idade a partir de 16 anos. Além da equipe de apoio do Clube, crianças abaixo de 10 anos que são filhos de membros da diretoria também contam entre os 40%. […]” (p.10).

Para facilitar a vida dos líderes de desbravadores nesse cálculo, elaboramos três calculadoras bem práticas [finalmente poderemos deixar as mil combinações de regras de 3 de lado, rs].

A primeira delas é para quem deseja calcular a quantidade (mínima ou máxima) de membros da direção com base no número de desbravadores.

A segunda é para calcular a quantidade (mínima ou máxima) de desbravadores com base no número de membros da direção.

A terceira é apenas para confirmar se a quantidade de desbravadores e membros da direção que você pretende levar obedece a proporção apresentada no Manual de Orientações do Campori.

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Se tiver qualquer dúvida quanto às proporções do Manual do Campori, nos pergunte. Se não soubermos, procuraremos a resposta o mais breve possível.

O que fazer quando não quiser ficar perdido

Apresentar 10 regras para uma caminhada e explicar o que fazer quando estiver perdido.

Esse é um requisito muito importante da classe de Amigo, uma das primeiras coisas que um desbravador precisa saber e que os Clubes trabalham relativamente bem (daqui a pouco vou explicar o porquê do relativamente).

Porém, mais importante que saber o que fazer quando estiver perdido, é saber como evitar se perder em caminhadas, excursões, trilhas e acampamentos. Conforme o ditado popular, “É melhor prevenir do que remediar“. Por isso, esse aspecto deveria ser mais trabalhado nas regras de caminhada e ainda mais enfatizado com os membros da direção, especialmente com aqueles responsáveis pela organização das saídas do Clube em meio à natureza.

Mas, infelizmente, existem Clubes que negligenciam esse ponto e põem seus membros em risco. Na maioria das saídas, nada de ruim acontece, ninguém se perde, mas eventualmente algum Clube de Desbravadores aparece em uma manchete por causa de um incidente com todo o grupo ou parte do grupo de acampantes/excursionistas. E alguns desses incidentes (talvez todos) poderiam ser evitados se fosse mais enfatizado o “como não se perder” ao invés do “o que fazer quando estiver perdido”. “Acidentes” que poderiam ser evitados não são acidentes.

Grupo resgatado na Serra do Mar pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Existem alguns prejuízos que podem advir desses incidentes, entre eles:

  1. Trabalho dado aos órgãos públicos;
    • Muitos recursos humanos e materiais são empregados em operações de busca e resgate. Esses recursos públicos estão disponíveis e devem ser utilizados quando necessário. Mas não é porque eles estão disponíveis que devemos utilizá-los.
  2. Trauma que pode ser causado em alguns desbravadores;
    • As pessoas são diferentes umas das outras, e por essa razão elas terão reações diferentes em uma situação dessas. Algumas podem manter a calma, buscar encontrar soluções, tirar lições (por exemplo, perceber o que poderiam ter feito para evitar que isso acontecesse). Mas para outras pessoas, a situação de estar perdido em um ambiente desconhecido e sem sensação de segurança pode ser angustiante e desesperadora. Alguns desbravadores podem ficar traumatizados e nunca mais querer acampar ou fazer caminhadas em meio à natureza.
  3. Imagem do Clube de Desbravadores e da Igreja que são manchadas ante a sociedade;
    • A imagem que o Clube de Desbravadores possui perante a sociedade depende das ações (tanto positivas quanto negativas) que os Clubes adotam e do nível de repercussão dessas ações na sociedade. As ações podem não ter repercussão, repercutir no bairro, no Município, no Estado, no País ou mesmo mundo. Quando qualquer grupo se perde ou se acidenta numa trilha, excursão ou acampamento, em geral, a repercussão é muito grande. E, em geral, passa uma impressão de falta de organização, falta de preparo, etc.
    • Vários Clubes podem ser manchados pela ação de um só, dependendo da repercussão  do incidente, fechando portas e criando barreiras para ações futuras. Por exemplo, a administração de um Parque pode não conceder autorização para o Clube “X” acampar ou fazer trilhas no Parque devido a um incidente anterior que aconteceu com o Clube “Y”.
  4. Perda da credibilidade do Clube junto aos pais dos atuais desbravadores e possíveis futuros desbravadores;
    • Esse aspecto é um desdobramento do anterior, e pode ter consequências no próprio Clube ou atingir outros Clubes, conforme a repercussão do incidente:
      • Pais podem retirar seus filhos do Clube em razão de um incidente, por considerarem que a direção do Clube é irresponsável, etc.;
      • Pais podem retirar seus filhos de um Clube em razão de um incidente que ocorreu com outro Clube, por considerarem que a instituição Clube de Desbravadores é irresponsável, etc;
      • Por exemplo, quando houve uma morte de uma pessoa ao fazer rapel em uma cachoeira em que eu costumava fazer rapel, minha avó insistia comigo para que eu parasse de fazer rapel.
  5. Os aspectos 3 e 4 podem ainda manchar a imagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma vez que o Clube de Desbravadores é um departamento da igreja.

Então, para evitar ou minimizar as chances de acontecerem incidentes desse tipo, aqui estão algumas dicas do que fazer para não ficar perdido, além de outras dicas de preparação, caso fique perdido:

  1. Nunca faça trilhas e acampamentos sem avisar alguém sobre seus planos
    • Informe local de início e fim da excursão, duração, trajeto. Assim, caso aconteça algum atraso, alguém perceberá a demora e poderá informar as autoridades.
  2. Nunca faça trilhas e acampamentos sozinho
  3. Conhecimento do local
    • Nunca faça uma caminhada sem conhecer muito bem a região – e não vá além do trecho que conhece! Caso não esteja familiarizado com o local, vá acompanhado de um guia. Em ambos os casos, ande apenas pela trilha, inclusive para evitar degradar o local.
    • Sempre olhe para trás durante a trilha. A volta parece diferente da ida. E o cansaço também não colabora para reconhecer melhor o caminho. Olhar para trás pode ajudar a tornar o caminho de volta mais conhecido.
  4. Condicionamento físico
    • Escolha uma caminhada compatível com o preparo físico de seu grupo. Tenha certeza que o preparo físico do grupo é adequado ao nível de dificuldade da trilha. Se a dificuldade for superior ao preparo físico, as pessoas se cansarão mais rápido, demorarão mais que o planejado, e com isso precisarão de mais água e comida.
  5. Condições meteorológicas
    • Acompanhe a previsão do tempo meteorológico para a data/período em que planeja fazer a atividade. Não pense duas vezes em remarcar/cancelar caso as condições não sejam aquelas para as quais vocês se prepararam. E se planeje para possíveis mudanças que possam acontecer, leve roupas para caso isso aconteça.
  6. Tenha sempre um kit de primeiros socorros à disposição
    • Esperamos nunca precisar, mas é essencial sempre ter um bom kit para coisas mais simples, além de saber utilizá-lo corretamente.
  7. Tenha um GPS ou uma bússola e um mapa da região
    • Essa orientação é especialmente importante caso a trilha seja desconhecida. Ter equipamento(s) de orientação pode fazer a diferença entre permanecer perdido e sair de uma situação de desorientação.
  8. Tenha um celular com bateria
    • Apesar de existirem locais em que não há sinal, hoje em dia a cobertura das operadoras está aumentando. Ter um celular com bateria para solicitar o socorro em caso de emergência é um bom recurso. E, havendo sinal, será possível enviar a localização utilizando o WhatsApp, o que facilitaria o socorro, como já aconteceu com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
  9. Faça a previsão de alimentos e água para o caso de imprevistos
    1. Esses imprevistos tanto podem ser mudanças no tempo, quanto acidentes (entorses, fraturas, etc.). Além desses, existe outro “imprevisto”, o de subestimar o tempo que o grupo gastaria numa determinada trilha/excursão.
    2. Imprevistos aumentam a duração da trilha/excursão. Mais tempo na trilha = maior consumo de alimentos e água.

Nossas dicas foram adaptadas das seguintes fontes:

http://webventureuol.uol.com.br/h/noticias/regras-para-a-caminhada-na-mata-nao-virar-pesadelo/8046

http://oglobo.globo.com/rio/especialistas-dao-dicas-de-como-se-preparar-para-trilhas-6933824

http://www.trekkingbrasil.com/10-erros-comuns-na-trilha-e-camping/

http://www.sc.gov.br/mais-sobre-defesa-civil-e-bombeiros/8995-aplicativo-de-telefonia-movel-auxilia-operacoes-de-busca-e-resgate-do-corpo-de-bombeiros

Elaboração de projetos ambientais para clubes de Desbravadores

Se pesquisarmos no Google as expressões “clube de desbravadores” e “projetos ambientais”, encontraremos diversas ações que Clubes de Desbravadores em todo o Brasil desenvolvem: plantio de mudas, limpeza de parques, trilhas e cursos d’água, produção de sacolas ecológicas, confecção de lixeiras para parques, campanhas de conscientização ambiental, são vários projetos diferentes!

E elaborar um projeto ambiental relevante para sua comunidade não é uma coisa complicada. Para te ajudar nesta tarefa, abordaremos de uma maneira básica alguns passos para fazer um projeto interessante com o seu Clube.

  1. A primeira etapa para a elaboração de um projeto ambiental para o seu Clube é o levantamento de problemas ambientais a serem resolvidos. Existem algumas ações que podem ser feitas para identificar os problemas, tais como:
    1. Realizar uma palestra com os desbravadores sobre problemas ambientais e dar um prazo para que eles tragam uma lista de problemas que eles observaram em seu dia-a-dia;
    2. Fazer uma atividade com os desbravadores em um local que tenha algum problema ambiental, mostrar o problema e fazer um levantamento rápido de ações que poderiam ser feitas;
    3. Entrar em contato com o setor responsável pela parte ambiental do seu Município, bairro, etc. Esse contato visa mostrar o interesse do Clube em trabalhar em prol do meio ambiente, conhecer projetos em que o Clube poderia trabalhar e descobrir problemas que a Administração Pública enxerga como prioritários. Além disso, serve para estabelecer uma conexão para buscar apoio para a fase de execução do projeto;
  2. A segunda etapa é a definição de soluções para os problemas. As soluções podem ser de curto, médio ou longo prazo. Considero que o ideal para se trabalhar com os desbravadores são as soluções de curto e/ou médio prazo (no máximo 3 anos) por dois motivos principais: 1. quanto mais longo for o projeto, mas difícil será sua elaboração e execução; 2. Quanto mais longo for o projeto, maior a chance de os desbravadores não verem o resultado de suas ações. A definição das soluções pode ser feita de diversas formas, como:
    1. Conversa com especialistas (pesquisadores, profissionais da área, ONG’s);
    2. Pesquisa em livros e artigos;
    3. Brainstorming com os desbravadores que vão participar. É essencial que a pessoa que vá conduzir o brainstorming já tenha feito um bom levantamento de soluções;
  3. A terceira etapa é a elaboração de um cronograma detalhado. O cronograma do projeto deve conter:
    1. Todas as fases de execução;
    2. Duração de cada fase;
    3. Início e fim do projeto:
      1. O início e/ou o fim do projeto pode ser obrigatório, dependendo do projeto escolhido. Por exemplo, projetos de plantio de mudas e de limpeza de corpos d’água são diretamente influenciados pelo período de estiagem e período chuvoso. Fique atento
    4. Pessoa ou equipe responsável pela execução de cada fase;
    5. Materiais necessários à execução de cada fase;
  4. A quarta etapa é o levantamento de custos. Após fazer o levantamento do material necessário para todas as fases do projeto, é a hora de fazer os orçamentos. O ideal é fazer orçamento em pelo menos três locais, para reduzir ao máximo os custos.
  5. A quinta etapa a busca por apoio. Esse apoio pode ser tanto financeiro quanto logístico. E pode ser buscado em empresas ou órgãos públicos. Essa etapa pode ser realizada em conjunto com a quarta etapa, aproveitando o levantamento de custos para conseguir doações e/ou apoio logístico. É comum encontrar empresas que gostariam de ter seu nome vinculado a algum projeto ambiental.

Clube de Desbravadores Bandeirantes, de Patos de Minas, em mutirão de limpeza no Parque Municipal do Mocambo.

Caso você queira se aprofundar, aqui estão dois manuais de elaboração de projetos socioambientais:

Guia de Elaboração de Pequenos Projetos Socioambientais para Organizações de Base Comunitária, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

E fique de olho no nosso Cantinho que em breve postaremos modelos de projetos para você desenvolver no seu Clube.

Novas Orientações do Ministério de Desbravadores – OMDs

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A Divisão Sul-Americana publicou novas 3 OMDs, a 2015/012, 2015/013 e 2016/014. Apesar das duas primeiras serem do ano passado, ainda não estavam disponíveis no site oficial. As alterações incluem pequeno acerto no manual administrativo e alterações nos cartões de classe de liderança e de liderança de regionais. Confira abaixo:

1- Alberto

Jovens são ouvidos no Concílio Quinquenal da DSA

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Está acontecendo nesta semana o Concílio Quinquenal da Divisão Sul-Americana. Entre as principais atribuições desta comissão está nomear os administradores das Uniões com status de união-missão (que são 12 de 16), fazer mudanças necessárias nos departamentos da própria DSA e discutir estratégias e definir metas para o trabalho da Igreja na América do Sul pelos próximos 5 anos.

Um momento diferente fez parte das reuniões de ontem. Apesar de ser desconhecida a forma de seleção, um grupo de adolescentes de 11 a 18 anos foi chamado para dizer aos delegados da comissão a sua opinião sobre “como tornar a igreja mais relevante”.

O site oficial de notícias da Igreja, ASN, publicou ontem algumas das sugestões que os jovens fizeram: “os líderes da igreja local precisam aceitar as novas gerações”, “a igreja precisa ser mais simples e mais alegre”, “a igreja precisa dar mais oportunidades para os jovens trabalharem”.

Porém, o pastor Ted Wilson (presidente da Associação Geral da Igreja Adventista) publicou em sua página do Facebook alguns outros comentários, que acho extremamente relevante pontuar: “viva o que você prega como pastor”, “não tenhamos um posicionamento hipócrita na igreja”, “nossos pés estão na terra, mas nossos olhos precisam estar focados no céu”, “pais e filhos devem participar juntos das atividades da Igreja”, “vamos prosseguir com a missão de salvar almas”, “escolham corretamente os líderes de jovens, que saibam o que estão fazendo”, “mostrem Jesus de maneiras práticas”, “perguntem aos jovens o que eles gostariam nos eventos e serviços da igreja”. (tradução livre)

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Fiz questão de trazer as adições do pastor Ted Wilson porque elas mudam um pouco o quadro mostrado pela ASN. Ele nos fez abrir os olhos para alguns pontos muito importantes!

Frases como “viva o que você prega como pastor”, “não tenhamos um posicionamento hipócrita na igreja”, “mostrem Jesus de maneiras práticas” e, principalmente, “escolham corretamente os líderes de jovens, que saibam o que estão fazendo” nos mostram que os jovens estão atentos às escolhas da Igreja e não estão satisfeitos com elas! Isso porque, pelo contexto, eles não estão vendo em seus líderes alguém que mostre Jesus em seus atos, que vive o que prega e muito menos que demonstre saber o que deveria saber!

Isso nos prova o que há muito ouvimos falar nos treinamentos do Clube: os juvenis/adolescentes percebem as coisas. Eles notam quando algo é feito de coração ou não. Eles percebem as incoerências entre discurso e prática muito melhor do que imaginamos. Eles percebem quando o líder não está preparado para a função. Sobre nós repousa a sagrada responsabilidade de cuidar dos desbravadores que Deus nos confiou, precisamos fazer esse trabalho com muito zelo.

Declarações como a desses adolescentes e jovens não deixam de ser incômodas. A Igreja em todas as suas esferas, desde a comunidade local até a Associação Geral, precisa ter consciência da força da juventude, mas precisa também compreender que essa força só será usada para o bem se receber o direcionamento adequado.

1-Alberto

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