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Planejar um acampamento, para a classe de Líder

Sabemos que um líder não é formado apenas por cumprir 16 ou 88 requisitos de um cartão. Existe muito mais além disso: espiritualidade, dedicação, garra, esforço, amor… E se existe um requisito, tanto na classe de Líder quanto em Classes Agrupadas, que junta todos esses fatores é: “Demonstrar o crescimento de sua liderança e habilidade no ensino, completando três dos seguintes requisitos: Ajudar a planejar e coordenar um acampamento de Clube ou unidade.” 

Na coordenação de um acampamento o líder encontra diversas situações onde pode desenvolver de maneira prática as habilidades que tem aprendido nas instruções teóricas da classe. O que ele aprender, jamais esquecerá!

Existem vários pontos a considerar ao se planejar e coordenar um acampamento: segurança, tipo de terreno, acesso, água, transporte, alimentação… Aqui mesmo no Cantinho da Unidade vocês já viram dicas para montar o programa, as provas, além de diversas outras dicas sobre: mapas topográficos, bússola, declinação magnética, purificação de água, barracas, sacos de dormir… Tudo isso você encontra na nossa seção Arte de Acampar.

O foco de hoje é no planejamento do acampamento pelo aspirante a líder. O modelo abaixo é bastante útil e didático, pois delimita bem as atribuições de cada um, facilitando a organização geral. A idéia é que o instrutor explique cada atribuição e faça a divisão, conferindo, posteriormente, o andamento de cada uma das seções.

Para um melhor aproveitamento, é recomendado que este planejamento seja iniciado com pelo menos 3 meses de antecedência, para que haja tempo hábil para todos cumprirem satisfatoriamente as suas funções. Lembrem-se que o planejamento adequado é a chave do sucesso!

São sete as áreas a serem trabalhadas: I – Programação espiritual; II – Provas; III – Instrução; IV – Inspeção e Disciplina; V – Civismo; VI – Infra-Estrutura; VII – Intendência.

Eis as atribuições de cada uma:

I – Aos responsáveis pela Programação Espiritual compete:
a. Planejar e dirigir as meditações matinais;
b. Planejar e dirigir o Programa de Abertura;
c. Planejar e dirigir o Programa de Encerramento;
d. Planejar e dirigir o Fogo do Conselho;
e. Planejar e dirigir o culto noturno;
f. Providenciar pessoas responsáveis em dirigir o momento de cântico das programações;
g. Providenciar, no mínimo, um cantor para cada programação.

II – Aos responsáveis pelas Provas compete:
a. Planejar todas as provas do acampamento, sejam instrutivas, recreativas ou histórias;
b. Listar, para cada prova, o tempo necessário para a realização, número de pessoas envolvidas, objetivos, materiais necessários;
c. Dirigir e fiscalizar a realização de todas as provas;
d. Desenvolver as planilhas do sistema de pontuação.

III – Aos responsáveis pela Instrução compete:
a. Listar todas as atividades das classes possíveis de serem realizadas no acampamento;
b. Planejar e desenvolver uma metodologia de ensino para cada uma destas atividades;
c. Providenciar meios para o cumprimento das mesmas.

IV – Aos responsáveis pela Inspeção e Disciplina compete:
a. Fazer a inspeção de toda a área do acampamento, incluindo: barracas, uso de pioneirias, cozinha, latrina;
b. Fazer anotações referentes aos atos de indisciplina cometidos pelos desbravadores durante todo o período do acampamento;
c. Assegurar o cumprimento das normas estabelecidas para o bom funcionamento do acampamento;
d. Desenvolver as planilhas a serem utilizadas na inspeção.

V – Aos responsáveis pelo Civismo compete:
a. Providenciar um local para o hasteamento das bandeiras;
b. Coordenar o hasteamento e arriamento das bandeiras;
c. Conduzir a apresentação dos ideias e hino dos desbravadores;
d. Providenciar e responsabilizar-se pelos materiais necessários à realização desta atividade.

VI – Aos responsáveis pela Infra-Estrutura compete:
a. De acordo com a realidade do local do acampamento, montar uma planta de toda a estrutura a ser montada;
b. Providenciar os materiais necessários para a construção das cozinhas e dos sanitários;
c. Construir os sanitários;
d. Auxiliar as unidades na montagem das cozinhas e do acampamento;
e. Responsabilizar-se pela segurança estrutural de todos os locais onde será realizada alguma atividade.

VII – Aos responsáveis pela Intendência compete:
a. Fazer um levantamento de todo o material que será utilizado pelas outras equipes;
b. Fazer um orçamento deste material;
c. Providenciar a aquisição destes materiais;
d. Responsabilizar-se por ele durante todo o evento.

VIII – À secretaria compete:
a. Providenciar as autorizações para a participação dos desbravadores no evento;
b. Providenciar o seguro;
c. Gerenciar o sistema de pontuação do acampamento;
d. Cuidar do equipamento de primeiros socorros. 

Não se esqueçam que, ao final do acampamento, é necessária uma avaliação.

Mapas: de orientação x topográfico

Algum tempo atrás escrevi alguns posts sobre mapa topográfico, declinação magnética, bússola e, mais recentemente, sobre a especialidade de orientação. Resolvi escrever este post de esclarecimento porque em alguns sites com especialidades respondidas há uma confusão entre os sinais usados nos mapas topográficos e nos mapas de orientação.

Como já falamos no post sobre mapa topográfico, mapas diferentes servem a diferentes finalidades. É a mesma coisa com esses dois mapas, servem para objetivos diferentes. Mapas topográficos são uma representação gráfica detalhada e precisa dos relevos naturais e artificiais, permitindo que se tenha uma visão tridimensional de uma paisagem a partir de uma superfície bidimensional, o mapa. Os mapas de orientação são uma versão dos mapas topográficos, sendo utilizados para corridas de orientação, sendo que a principal característica de ambos são as curvas de nível. Porém eles possuem uma diferença considerável nos símbolos utilizados na legenda, poucos são os símbolos comuns aos dois.

Abaixo temos um mapa topográfico e um mapa de orientação.

Mapa topográfico, Brasília – NO, DF, Brasil, 1:25.000

 

Mapa de Orientação do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Brasília – DF

Como pode-se observar, os mapas possuem uma diferença significativa nos símbolos encontrados nas legendas e, consequentemente, na aparência do mapa. Portanto, conhecer bem a legenda de um mapa topográfico não significa conhecer a legenda de um mapa (de corrida) de orientação e vice-versa, por isso é tão necessário ter cuidado ao ensinar e/ou cobrar os requisitos que falam sobre mapa topográfico.

Cozinhando no acampamento – Receitas

Em continuidade ao post Cozinhando no acampamento, listamos aqui algumas receitas fáceis de preparar, que não necessitam de muitos utensílios e são gostosas.

Arroz Caipira

Com essa receita é possível fazer o arroz e as verduras em uma mesma panela. É bem prático. Serve de cinco a seis pessoas.

Ingredientes

2 xíc. de arroz

1 cenoura grande ou duas pequenas

1 espiga de milho

Alho ou tempero pronto

3 c.s. de óleo

2 c. chá de sal

Mais ou menos 1 litro de água

Modo de fazer

Doure o alho ou tempero, em seguida adicione o arroz e refogue até ficar brilhante. Acrescente a cenoura ralada e em seguida o milho cortado. Refogue por mais um minuto e acrescente a água. Quando a água do arroz estiver secando tampe a panela e reduza o fogo.

Roasted potato (batata assada)

É uma receita muito fácil que dispensa o uso de panelas, mas é um pouco demorada.

Ingredientes

Uma batata grande para cada membro da unidade

Requeijão ou molho de tomate

Sal

Papel alumínio

Modo de fazer

Lave bem as batatas e fure-as com um garfo, enrole-as em um papel alumínio e coloque nas brasas da fogueira. O tempo de cozimento depende da quantidade de brasas, mas costuma demorar de 1h00min à 1h30min. Espete a batata com um grafo ou palito para conferir se estão macias e retire da fogueira com cuidado. Retire a batata do papel alumínio, corte a batata ao meio e coloque uma pitada de sal. Coloque o molho de tomate ou requeijão por cima e sirva.

Tabule de acampamento

Ingredientes

1 pepino grande

2 tomates

1 cebola pequena

½ xíc. de triguilho

Sal

Modo de fazer

Coloque o triguilho de molho por 45 min. Corte o tomate, o pepino e a cebola em cubinhos. Escorra a água do triguilho e esprema-o bem. Misture tudo e acrescente o sal.

Maçã com goiabada

É uma sobremesa muito fácil e gostosa, também dispensa panela.

Ingredientes

Uma maçã para cada membro da unidade

Canela em pó

Goiabada

Papel alumínio

Modo de fazer

Lave as maçãs e corte-as ao meio. Retire o miolo, polvilhe canela em pó em cada uma das metades. Coloque um pedacinho de goiabada na maçã, junte as duas metades e enrole no papel alumínio. Coloque as maçãs nas brasas da fogueira. Fica pronto em uns 30 minutos.

Mingau de aveia

Ingredientes

4 xíc. de leite

1 canela em pau

8 c.s. de aveia em flocos

4 c.s. de açúcar

Modo de fazer

Coloque todos os ingredientes em uma panelinha e leve ao fogo baixo. Mexa sem parar até atingir a consistência desejada. Retire a canela e sirva. Serve 4 pessoas. 

Cozinhando no acampamento

Existem vários tipos de acampamento: de instrução, recreativo, fixo, móvel, rústico e etc. Algo em comum entre todos é a “cozinha”, desde a mais rústica até a mais “equipada”. Quando alguns clubes acampam, geralmente levam uma cozinheira que prepara as refeições para todos; em outros casos, cada unidade é responsável pelo seu alimento podendo ou não levar fogareiros ou fogões de acampamento.

Não há nenhum empecilho para que o clube tenha uma só cozinha, mas ao menos uma vez no ano deve haver um acampamento em que as unidades cozinhem. Disso depende o cumprimento de vários requisitos de classes e especialidades que vão desde fazer o cardápio até dispor corretamente do lixo.

Para ter uma alimentação saudável, higiênica e gostosa no acampamento em que a unidade vai cozinhar é necessário ensinar aos desbravadores algumas técnicas que até mesmo alguns líderes desconhecem, são elas:

Cardápio

Muitos clubes ainda permitem o uso de alimentos cárneos no acampamento, como igreja temos recomendação de que esse tipo de alimento não seja utilizado. O clube de desbravadores é um departamento da igreja, portanto deve observar essa regra.

O cardápio deve ser preparado com antecedência, as unidades devem ter a oportunidade de, segundo as preferências de seus membros, elaborar o seu. Entretanto, a diretoria deve supervisionar o trabalho das unidades.

No cardápio deve haver alimentos de todos os grupos (aqueles aprendidos na classe de amigo!): carboidratos, proteínas, leite e ovos, verduras e frutas e oleaginosas, além dos alimentos energéticos, que devem ser utilizados com moderação.

Alimentos desidratados são aqueles que passaram por um processo de secagem, onde a água do alimento é retirada, aumentando assim a sua conservação. Também utilizamos esse tipo de alimento, pois ele é mais leve e, portanto, mais fácil de carregar. São exemplos de alimentos desidratados: leite em pó, frutas em passas, proteína vegetal, sopas instantâneas, etc. Granola e macarrão instantâneo (tipo Miojo) não são alimentos desidratados; a granola é composta por cereais e o macarrão instantâneo é como todos os tipos de macarrão, devem ser cozidos em água, mas não quer dizer que são desidratados.

Em relação ao macarrão instantâneo é necessário ter cuidado para que ele não seja a principal refeição do acampamento. Tanto o macarrão convencional quanto o instantâneo são carboidratos e devem fazer parte de uma dieta balanceada, por exemplo, não se deve colocar macarrão, arroz e batata em uma mesma refeição. Assim o macarrão deveria ficar restrito a duas ou três refeições.

Outro alimento que muitos gostam e alguns acham até mesmo indispensável é o feijão, mas muitos consideram impossível ter esse alimento no acampamento. Realmente levar uma panela de pressão é incomodo, mas não é necessário ter este utensílio para cozinhar o feijão. Deixando os grãos de molho durante a noite eles vão cozinhar mais rápido no outro dia. Para não perder tempo, deixe a fogueira com o fogo baixo ou só com brasas (nesse caso deve ter bastante) e coloque o feijão para cozinhar durante o período da manhã. Deste modo na hora do almoço basta temperar. Para que o feijão não estrague, ferva-o uns cinco minutos à noite e tente deixá-lo em lugar mais fresco durante o dia.

Os ovos são alimentos muito versáteis, entretanto levá-los para o local do acampamento é um pouco complicado. Para que você não chegue lá com um omelete pronto, deixe os ovos na embalagem que você comprou no mercado, se for aquela de uma dúzia, ou corte ao meio a bandeja (aquela de trinta ovos) e coloque uma parte por cima e amarre com barbante. Acondicione-os na parte de cima da mochila dentro de um saquinho plástico para evitar acidentes.

Batata, beterraba, chuchu, cenoura, repolho, brócolis, couve flor, abobrinha, vagem, milho, pimentão e tomate são exemplos de alimentos de fácil conservação e preparo, além de possuir elevado valor nutricional. Alface, cheiro verde, espinafre, agrião, enfim todas as folhas tendem a ficar murchas fora da geladeira, além de ser difícil transportá-las sem danificá-las, portanto é melhor substituí-las. 

Não perca na semana que vem dicas de receitas para fazer no seu acampamento!

Utensílios de cozinha

Quando se pensa nos utensílios, geralmente lembra-se das panelas, talheres, pratos e copos. Alguns clubes esquecem de levar bacias para picar os alimentos e até mesmo faca. Para evitar esse incomodo atente-se à lista dos utensílios indispensáveis para o acampamento.

Faca – Deve ser boa de corte. Os desbravadores menores só devem usá-las sob a supervisão do conselheiro. Facas de serra são inapropriadas para descascar e cortar verduras, portanto evite-as. Não utilizar a faca da cozinha para cortar madeira, sisal ou abrir latas.

Conchas e colheres – É perigoso utilizar colheres e conchas de cabo muito curto para preparar as refeições. Para saber se está levando a quantidade certa conte quantos pratos haverá em cada refeição, deve haver uma para cada e mais uma de reserva.

Panelas – três costuma ser suficiente. O tamanho de cada uma depende do tamanho da unidade, de preferência que se encaixem entre si, assim há uma melhor utilização do espaço. Talvez possa incluir um fervedor para facilitar na hora de aquecer o leite ou prepara um chá ou cevada.

Ralador – é um pouco incomodo para transportar, mas facilita muito na hora de fazer a salada ou uma farofinha de cenoura.

Bacias – são indispensáveis para lavar e cortar os vegetais ou preparar uma salada.

Pano de prato – além de enxugar a louça, serve para tirar as panelas quentes da fogueira, cobrir os alimentos e etc.

Além desses é importante levar jarra, abridor de latas, potes ou vasilhas com tampa, fósforo e sacos para lixo. Não podemos esquecer também de levar bucha, sabão e esponja de aço.

Higiene

Mesmo estando no acampamento devemos manter os hábitos higiênicos como lavar as mãos, lavar frutas e verduras e não deixar lixo acumulado. Além destes, é necessário também outros cuidados:

Água – para cozinhar deve ser utilizada água filtrada ou fervida. Mesmo que a água venha de um riacho limpo é necessário purificá-la.

Armazenamento – os alimentos não devem ficar expostos diretamente ao sol e muito menos no chão. O mesmo em relação aos utensílios da cozinha.

Mesa – deve haver uma pequena “mesa”, um lugar para colocar os alimentos depois de prontos e servir de apoio no momento de prepará-los. Pode ser um caixote virado para baixo ou uma pioneiria. Seja criativo.

Lixo – para dispor do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas e verduras) cavar um buraco no chão de uns 20 cm de largura por 40 cm de profundidade. Somente o lixo orgânico deve ser depositado nele. Jogar uma camada de terra para cobrir o lixo. O lixo seco deve ser levado de volta para casa. Para não gerar mau cheiro, enxágüe as embalagens e deixe tudo em um saco bem fechado.

Louça – deve ser lavada logo após a refeição. Se deixada para depois fica mais difícil de lavar além de atrair insetos. Se for lavar a louça em uma fonte de água corrente, usar sabão biodegradável e não deixar restos de alimentos por perto.

Alimentos perecíveis – muito cuidado com maionese, iogurte, queijo, leite, molho de tomate, etc., são alimentos que estragam facilmente fora da geladeira, principalmente depois de abertos.


O importante cuidado com os pés

Na postagem Os 10 erros mais frequentes dos excursionistas, dois dos erros listados estão diretamente ligados com os pés: calçados impróprios e pisada errada. Nesta postagem vamos falar sobre outro ponto que deve ser observado na prática de atividades físicas: a escolha da meia adequada.

Os esportes de aventura exigem mais energia e força do seu corpo inteiro, e por isso é imprescindível garantir pés seguros e confortáveis, para sustentar uma atividade saudável e manter o alto desempenho.

As bolhas são lesões que costumam prejudicar muitos aventureiros, causando dores desconcertantes e transformando a melhor atividade em uma experiência insuportável. A dor pode ser tão incômoda que chega a tirar a concentração, provocando quedas e outros acidentes que poderiam ser evitados.

Alguns cuidados essenciais com os pés são indispensáveis para evitar tais consequências. Entre eles, escolher meias adequadas, que beneficiam a transpiração e mantém os pés secos durante a atividade, para evitar a formação de bolhas e feridas.

  • Evite usar meias de algodão em atividades de alta transpiração, pois elas absorvem o suor e deixam a pele mais suscetível às lesões.
  • Priorize meias fabricadas com materiais respiráveis sintéticos, que beneficiam a respirabilidade da pele, mantendo os pés mais arejados e confortáveis.
  • Antes de sair para atividades mais intensas, procure fazer uma experiência de uso para testar conforto e resistência.
  • Lembre-se que a melhor opção de meias, sempre dependerá do tipo de atividade que você irá praticar. Fique atento às informações e garanta bons resultados.

Fonte: Pé na Trilha

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