Arquivo por Autor | Mateus Campos

O que fazer em caso de incêndio?

Recentemente um grande incêndio em uma boate de Santa Maria (RS) deixou 235 mortos e dezenas de feridos, o segundo maior incêndio registrado no Brasil em relação ao número de mortos. Grandes incêndios podem acontecer em diversos  lugares, como circos, boates, edifícios e fábricas, portanto é importante ter uma base de como agir em situações assim.

A especialidade de Alerta vermelho aborda alguns pontos importantes relativos ao que fazer em caso incêndios, além de outras emergências.

Um dos pontos mais importantes em caso de emergência é saber os telefones que devem ser acionados em cada tipo. No Brasil os três telefones mais importantes, que todos devem conhecer, são:

  • Polícia Militar – 190
  • SAMU – 192
  • Corpo de Bombeiros – 193

Em caso de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente. Tão importante quanto saber os números de emergência é saber o que deve ser falado ao telefone, para facilitar a chegada ao local, a preparação e o socorro. Portanto, quando acionar serviços de emergência, o atendente fará algumas perguntas:

  1. Nome e número do telefone utilizado;
  2. Endereço do local, informando ponto(s) de referência;
  3. Natureza da emergência;
  4. Número de vítimas, condição das vítimas e providências tomadas.

Existem algumas ações que podem/devem ser tomadas a fim de se proteger e proteger os outros que estão por perto, evitando ferimentos e mortes:

  • Ao perceber indícios de incêndio (fumaça, cheiro de queimado, estalidos, etc.), aproxime-se a uma distância segura para ver o que está queimando e principalmente a extensão do fogo;
  • Dê o alarme, através de algum meio disponível, aos responsáveis pela administração do prédio, a seguranças e/ou telefone para o Corpo de Bombeiros através do telefone 193;
  • Caso não saiba combater o fogo ou não consiga dominá-lo, saia imediatamente do local, fechando todas as portas e janelas atrás de si, sem trancá-las, desligando a eletricidade e alertando os demais ocupantes do andar;
  • Mantenha a calma e ajude a acalmar os outros;
  • Não perca tempo tentando salvar objetos, sua vida é muito mais importante;
  • Mantenha-se vestido, pois a roupa protege o corpo contra o calor e a desidratação;
  • Procure descer até a saída no térreo, só suba se for impossível descer, pois o fogo tende a se propagar para cima;
  • Evite abrir qualquer porta que esteja saindo fumaça pelas frestas e/ou a maçaneta encontre-se superaquecida;
  • Ao ser surpreendido pela fumaça, procure uma saída mantendo-se abaixado sob a fumaça com um lenço sobre as vias respiratórias. Como a fumaça é mais leve que o ar, existirá mais oxigênio próximo ao chão, especialmente nos cantos;
  • Procure evitar a propagação do incêndio evitando abrir janelas desnecessariamente, janelas abertas aumentam a quantidade de oxigênio disponível para o incêndio;
  • Em um incêndio em um edifício nunca pegue os elevadores, desça pela escada – sempre pelo lado direito. A energia é normalmente cortada e o elevador poderá ficar parado, sem contar que existe o risco que ele abra justamente no andar em chamas;
  • Se localizar alguém em meio à fumaça, arraste-o para um local ventilado. Caso a pessoa tenha parada respiratória ou parada cardiorrespiratória e você possua treinamento, realize a reanimação;
  • Quando conseguir sair, não retorne ao local. Ninguém deve entrar lá sem equipamento adequado;
  • Estou preso no incêndio, como devo proceder?
    • Se não puder sair mantenha-se próximo a uma janela, de preferência com vista para a rua. Sinalize sua posição até que seja percebido.
    • Feche a porta do cômodo onde estiver, sem trancá-la. Vede as frestas com um cobertor, tapete ou qualquer outro tecido, para não deixar entrar fumaça.
    • Em caso de fumaça, mantenha-se junto ao chão. O uso de pano molhado no rosto pode ajudar em algo, mas não é um jeito determinante de se salvar.
    • Atire pela janela o que puder queimar facilmente ( papéis, tapetes, cortinas,etc.), mas com cuidado para não machucar quem estiver na rua.

Os primeiros socorros que devem ser adotados em caso de queimaduras são:

  • Se a vítima estiver com fogo nas vestes, rolá-la no chão ou envolver um cobertor em seu corpo a partir do pescoço em direção aos pés;
  • Interromper a propagação de calor para tecidos mais profundos, resfriando a vítima com soro fisiológico ou água limpa à temperatura ambiente;
  • Retirar as vestes com delicadeza, sem arrancá-las, cortando-as com tesoura. Não arrancar o tecido se ele estiver aderido à queimadura, apenas resfriá-lo com soro fisiológico ou água limpa à temperatura ambiente, deixando-o no local;
  • Retirar das extremidades anéis, pulseiras, relógios ou jóias antes que o membro edemacie e a retirada fique impossibilitada e comprometa a circulação;
  • Avaliar as regiões do corpo acometidas, a profundidade da lesão (1º, 2º ou 3º grau) e sua extensão por meio da porcentagem da área corpórea atingida (regra dos nove);
  • Caso haja acometimento da face (queimadura de pele, cabelos ou pelos do nariz e das pálpebras ou fuligem na região orofaríngea) ou possibilidade de que a vítima tenha inalado fumaça ou gases, dar especial atenção às vias aéreas e respiração;
  • Cobrir os olhos da vítima com gaze umedecida em soro ou água limpa;
  • Proteger as áreas queimadas com compressa de hidrogel ou plástico de queimaduras estéril ou ainda com gaze umedecida e bandagens limpas;
  • Se a área afetada envolver mãos ou pés, separar os dedos com pequenos rolos de gaze umedecida em soro fisiológico antes de cobri-los ou utilizar a compressa de hidrogel para essa finalidade, porém não utilize de forma circular, e sim em escamas;
  • Prevenir a hipotermia, envolvendo a vítima com plástico estéril, prevenindo, assim, o estado de choque;
  • Em caso de queimadura por choque elétrico, observar atentamente a qualidade do pulso, pois nessas situações podem ocorrer arritmias cardíacas. Verificar os pontos de entrada e saída do choque elétrico;
  • Tratar as áreas queimadas conforme orientações para atendimento de vítimas de queimaduras.

Conhecer as rotas de escape também é um fator que influencia bastante sair do local com vida e sem ferimentos. Os meios de escape devem ser constituídos por rotas seguras que proporcionem às pessoas escapar em caso de incêndio, de qualquer ponto da edificação a um lugar seguro, fora da edificação, sem assistência exterior. (The Fire Service College, 1995).

Se o local onde você mora ou trabalha possuir sistemas de prevenção contra incêndio previstos nas normas federais e/ou estaduais/distrital, as chances de sair ileso do incêndio são grandes. Caso não possua, é importante planejar sua rota de fuga. Clique aqui para acessar a cartilha “Planejando a fuga em caso de incêndios”, elaborada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina, juntamente com o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina.

Fontes:

Faça você mesmo!

As atividades no Clube de Desbravadores são muito variadas e divertidas, entretanto, para praticá-las  às vezes são necessários equipamentos e/ou ferramentas muito específicas que alguns podem não ter acesso por causa do preço ou da dificuldade em encontrar mesmo.

Aqui no Brasil materiais de camping, por exemplo, costumam ser caros, especialmente as marcas mais renomadas. Porém, com criatividade e conhecimento, é possível fazer quase tudo por conta própria e com um custo mais baixo. Essa é um prática conhecida como faça você mesmo (em inglês do it yourself, ou diy). A maioria dos equipamentos feitos “em casa”  não vai ter a mesma qualidade de um produto de empresa especializada, mas vai “quebrar o galho” muito bem, dependendo das suas habilidades manuais.

Estamos estreando uma seção nova no blog: Faça você mesmo. O objetivo é publicar tutoriais encontrados na internet, feitos por nossa equipe ou enviados por vocês leitores, que mostrem como fazer algum equipamento ou ferramenta a um custo mais baixo e com qualidade.

A sessão está iniciando hoje, mas já publicamos um post de faça você mesmo: fogareiro à álcool de latinhas de alumínio.

Fez algum material por conta própria ou encontrou um bom tutorial para isso? Mande um e-mail para a nossa equipe!

 

Escolhendo seu calçado para trilhas e acampamentos

Um dos aspectos mais importantes (se não o mais importante) que devem ser observados para caminhadas ao ar livre e acampamentos é a escolha do calçado adequado. Quando se escolhe o calçado errado para a atividade, uma caminhada ou acampamento que tinha tudo para inesquecível (positivamente!) pode ser arruinada por um tornozelo torcido, uma bolha no pé, uma unha arrancada, etc. E tudo o que você vai lembrar da atividade é do incidente com seu pé e de como ele poderia ser evitado usando o calçado certo. A escolha de um calçado inadequado é um dos 10 erros mais comuns dos excursionistas, e como nós desbravadores gostamos muito de atividades ao ar livre, é essencial não cometermos esse erro.

Quando se fala em calçado para atividades ao ar livre não se deve colocar o fator economia acima de tudo, pois é a sua segurança e seu lazer que estão em risco. Não precisa ser a marca e modelo mais caro do mercado, mas tem que ser um calçado adequado, um calçado técnico. Outra coisa que deve ser pensada é que não existe um calçado perfeito ou ideal, a escolha vai depender de onde se pretende usar e como você  é (e seus pés estão inclusos aqui).

Existem algumas opções de diferentes tipos de calçados que podem ser utilizados em atividades ao ar livre e todos os tipos são adequados para uma determinada atividade. Estas são suas opções:

  • Sandálias esportivas (papetes) – cada vez mais abundantes no mercado, são sandálias de fitas ou couro, com solado de borracha ou poliuretano. Começaram como sandálias para esportes aquáticos, pois secam muito rápido, e, hoje, até sandálias para corridas e trekkings já existem. Algumas podem ser usadas com meias e são ótimas como calçados para áreas de camping, por deixarem os pés respirarem e serem muito confortáveis. Algumas pessoas caminham em trilhas com elas, mas não são recomendadas pois oferecem pouca proteção e apoio para os pés e tornozelos contra torções etc. Mas são ideais para rafting, caiaque e outras atividades aquáticas, bem como trilhas muito curtas e planas.
  • Tênis de aproximação/Tênis de corrida em trilhas – por ser feito para usar em trilhas, ele protege mais do que os tênis comuns de corrida. Possuem solados aderentes e entressolas macias. Por ser leve, respirável e flexível, costuma ser o escolhido para caminhadas mais longas também, o que não é indicado, pois ele não oferece o apoio e proteção ideais. Lembre-se, que ele será ainda menos recomendável se você estiver carregando uma mochila pesada!
  • Botas para caminhadas leves – normalmente feitas de uma combinação de couro e tecido, estas botas costumam ser leves e possuem modelos com três tipos de cano: alto, médio ou baixo. Costumam, também, ser flexíveis e são indicados para caminhadas de um dia ou com o uso de mochilas cargueiras não muito pesadas (menos de 10 kg). As de cano alto protegem o tornozelo de torções, mas não são tão eficientes assim.
  • Botas de Trekking – mais duráveis e de construção mais rústica, estas botas são as mais indicadas para a maioria dos trekkings, incluindo aqueles com um ou mais pernoites. A maioria é feita de couro com algum tipo de tratamento para a umidade. O solado é mais resistente e protege melhor das pedras no caminho. Elas são mais pesadas que os modelos do item acima e, por isso, mais duráveis. Também deverão proteger melhor seus tornozelos de torções etc.
  • Botas de aproximação – nós não temos, no Brasil, condições para usar estas botas. Muito resistentes e duráveis, com canos bem altos e um solado agressivo e durável, estas botas são feitas para serem usadas em terrenos desiguais e acidentados, como as morenas e suas pedras cortantes e afiadas. Por apoiarem muito bem seus pés, são as indicadas para uso com mochilas pesadas. Costumam ser muito pesadas e não são indicadas para qualquer trekking – no entanto, são perfeitas para caminhadas com mochilas cargueiras com carga pesada, distâncias longas e viagens de várias semanas, como expedições à alta montanha…
  • Botas duplas ou de gelo – são as mais pesadas, resistentes, duráveis e que melhor protegem os seus pés. Foram desenhadas para serem usadas com mochilas extremamente pesadas nos piores terrenos e com os piores climas – são impermeáveis e oferecem boa proteção contra o frio. Mas não se engane! Por tudo isso, elas são, também, as mais desconfortáveis. A maioria é compatível com o uso de crampons e são usadas em expedições a lugares remotos da Terra ou onde caminhar sobre glaciares e escalar em rocha e gelo é uma constante.
Veja  abaixo um vídeo mais objetivo sobre os tipos de calçados para trilhas.

Existem ainda outros pontos que devem ser observados, como o tipo de solado, material constituinte, amortecimento, peso etc. Nos vídeos abaixo vemos algumas dicas sobre essas características.


Na hora de comprar, estas dicas também são bastante importantes:

  1. Conheça o tipo do seu pé e procure por calçados que sejam feitos para ele;
  2. Procure por calçados que tenham amortecedor para impactos;
  3. Compre à tarde/noite ou depois de caminhar/correr, quando seus pés aumentam pelo inchaço e/ou pelas longas horas de ‘uso’…;
  4. Experimente o calçado  já com as suas meias que vai utilizar com ele (veja aqui como escolher suas meias). Tenha certeza de que está comprando e experimentando o pacote completo…;
  5. Tenha certeza de que o calcanhar não aperta e nem deixa seu pé deslizar;
  6. Em caso de calçados fechados, você precisa conseguir mexer os dedos com o calçado no pé, mas este espaço não pode ser muito grande, ou você terá o calçado ‘sambando’ no pé, principalmente toda vez que estiver descendo alguma trilha – pior, o calcanhar tenderá a “sambar” também!;
  7. Procure uma rampa ou uma escada para experimentar o calçado tanto subindo quanto descendo – se o dedão bate no bico dele ou o calcanhar sobe e desce livremente nos fundos dele (ele não deve mover mais do que meio centímetro), experimente outro número;
  8. Sempre experimente os dois pés ao mesmo tempo, fechando-o completamente como se fosse sair para caminhar naquele instante;
  9. Caminhe ou corra pela loja, antes de tomar a decisão – é sempre bom lembrar que seus pés podem aumentar de tamanho ao colocar peso sobre eles. Portanto, não experimente os calçados apenas sentado. Levante-se, caminhe etc.;
  10. O movimento que você faz ao caminhar também é importante e, por isso, você deve caminhar pela loja;
  11. O calçado que você está experimentando deverá fazê-lo sentir-se bem com ele imediatamente – você nunca deverá ter de alargar ou algo mais do que simplesmente amaciar o couro de um calçado para atividades esportivas. Aliás, esta é uma regra que deveria valer também para seus calçados sociais!
  12. Considere as condições que você irá utilizar suas botas. Como é o clima de onde você costuma caminhar? Qual o peso que você costuma carregar? Como costumam ser as trilhas que você vai? Estes fatores são determinantes na hora de escolher uma bota. Ainda falaremos mais sobre eles…
  13. Procure calçados leves, sempre que possível, mas não sacrifique o apoio, a proteção ou a durabilidade por isso… Existe um ditado que diz: “cada grama que você carrega nos pés equivale a 5 gramas extras nas costas”;
  14. Experimente. Experimente. E experimente de novo… Experimente todos os modelos e tipos de botas e calçados que estiver ao seu alcance. Cada fabricante tem desenhos diferentes e nem mesmo dois pares do mesmo fabricante calçarão iguais. Não descanse nunca, mesmo quando você acha que encontrou o par perfeito! Você deve considerar todas as opções – aquele modelo que você tinha certeza de que não serviria, poderá surpreendê-lo…
  15. Como você se sente? Desconfortável? Simplesmente esqueça-os! Por mais bonito, barato etc que você o ache. Se eles não vestiram bem na loja, o que dirá em uma trilha em terreno desigual, subindo ou descendo por horas a fio?

Uma dica muito importante sobre seu calçado é nunca estreá-lo no acampamento ou trilha. Você deve amaciá-lo antes, utilizando-o às vezes durante uma ou duas semanas, dependendo da frequência de uso.

Fontes:

Também sugerimos este tutorial para escolher botas corretas para práticas esportivas: http://www.mochileiros.com/tutorial-escolher-botas-corretas-para-praticas-esportivas-t55086.html

Você tem outras dicas de como escolher um bom calçado para trilhas e acampamentos? Deixe-nos um comentário!

Insetos usam secreções antibacterianas para proteger os filhotes

Cientistas confirmaram que besouros-coveiros [tradução livre para burying beetles] revestem a comida de seus filhotes com uma substância antibacteriana para garantir sua sobrevivência.

Sem as secreções antibacterianas, os filhotes não ganham peso e morrem

Os besouros-coveiros depositam seus ovos na carcaça de pequenos animais, como pássaros e roedores. Os pesquisadores mostram que, sem as secreções antimicrobianas, os filhotes não ganhariam peso e morreriam. Os resultados foram apresentados no 13º Congresso da Sociedade Européia de Biologia Evolutiva.

A maioria dos animais tenta fazer o melhor para seus filhotes, mas os besouros-coveiros, do gênero Nicrophorus, encontrados nas regiões temperadas na Europa e América do Norte, são realmente pais apaixonados. Como pais em potencial, os besouros-coveiros encontram um animal morto, como um rato ou pássaro, e enrolam a carcaça na forma de bola. Então eles enterram a carcaça (que não é pequena para um besouro de apenas 15 mm de comprimento), escondendo-a de predadores que possam comê-la ou utilizá-la como berçário para seus próprios filhotes. Os besouros então colocam seus ovos na carne do animal e esperam para receber seus filhotes no mundo.

Mas a carcaça enterrada não vai permanecer fresca por muito tempo, e as comunidades bacterianas que colonizam a carcaça podem ameaçar o desenvolvimento das larvas.

Então os besouros-coveiros usam secreções de suas glândulas anais para revestir a pele ou penas com substâncias que garantam que a carcaça permaneça livre de germes e fresca por mais tempo.

Agora os cientistas da Universidade de Manchester têm trabalhado para descobrir o que faz essas secreções tão boas para matar germes. Os pesquisadores extraíram secreções da glândula anal de uma espécie de besouro-coveiro chamada Nicrophorus vespilloides, e mostraram que quando a substância foi adicionada às células bacterianas, elas foram destruídas.

O biólogo evolucionista Andres Arce, que lidera o estudo, e seus colegas, suspeitando que estivessem lidando com uma enzima que “picam as paredes das células microbianas”, investigaram e confirmaram que as secreções são ricas em lisozimas, que são enzimas antimicrobianas, e um componente comum dos sistemas imunológicos de animais. Lisozimas também são secretadas no leite materno de mamíferos e em lágrimas humanas.

A equipe mostrou que larvas crescidas na ausência das secreções dos pais tinham 40% mais probabilidade de morrer antes da idade adulta.

O Dr. Arce explicou que para um inseto não-social, estes besouros-coveiros já são conhecidos por apresentar níveis bastante consideráveis de cuidado parental.

Fonte: BBC [Alterações em negrito e comentários entre colchetes são meus]

A mortalidade de insetos em geral antes da fase adulta é elevada, e o texto afirma que sem a produção das lisozimas os besouros teriam 40% mais chance de morrer antes da fase adulta. Como a evolução é definida como um processo lento e gradual, as espécies de besouro-coveiro (com uma taxa de mortalidade tão alta sem a produção das lisozimas) deixariam de existir antes mesmo de “pensar” em produzi-las. A sua existência nos dias de hoje evidencia que eles foram criados para ser assim!

Métodos para acender fogo sem fósforo, parte 2

Ao pensar em fogo sem fósforo, com certeza muitos devem se lembrar do filme “Náufrago” e o personagem fazendo fogo por atrito. O atrito é o princípio mais simples para realização de fogo e o que menos necessita de materiais artificiais, podendo ser feito exclusivamente com o que é encontrado na natureza.

Além do fogo por atrito (ou fricção), hoje mostraremos como acender uma fogueira utilizando o princípio do ar comprimido, da faísca elétrica e dois métodos utilizando produtos químicos.

  • Atrito
    • Fogo com arco

    • Fogo por atrito em placa

    • Fogo por atrito com bambu

  • Ar comprimido (pederneira de pistão)

Abaixo temos um vídeo (em inglês) explicando o funcionamento de uma pederneira de pistão.

  • Faísca

  • Produtos químicos
    • Permanganato de potássio e glicerina
    • Água e carbeto de cálcio (carbureto)

Num post anterior mostramos como fazer fogo utilizando pedras de fogo (sílex, quartzo, pirita), pederneira (iniciador de fogo), lente e outras formas que utilizam o mesmo princípio da lente. Caso você ainda não tenha visto ou queria relembrar, clique aqui.

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