Arquivo por Autor | Mateus Campos

“Caminho mais curto” das abelhas poderia proporcionar internet mais rápida

As abelhas parecem nunca nos decepcionar. Organizadas, altruístas, diligentes, são os principais polinizadores do mundo, fabricantes de própolis, cera de abelha e mel. São exímios comunicadores e fantásticos aviadores. Elas fazem tantas coisas tão bem que nós não entendemos como elas as fazem [como o funcionamento de sua visão].

Agora mais uma habilidade pode ser acrescentada à lista de inexplicáveis atributos das abelhas. Biólogos da Queen Mary’s School of Biological and Chemical Sciences da Universidade de Londres descobriram que, por meio de um método desconhecido, as abelhas calculam a rota mais eficiente  possível entre todas as flores em seu ambiente, minimizando a energia necessária para coletar néctar. Com cérebros muito simples, elas resolvem complexos problemas de rota que confundiriam a maioria dos seres humanos.

“Ao contrário dos programadores e matemáticos que podem resolver problemas simples do caixeiro viajante por comparação do comprimento de todas as rotas possíveis, as abelhas encontram soluções semelhantes com um cérebro apenas 950 mil neurônios”, disse Mattieu Lihoreau, um pós-doutor que liderou a nova pesquisa, à Life’s Little Mysteries. Esse número é aproximadamente 100.000 vezes menos do que possuímos em nossas próprias cabeças [86 bilhões de neurônios].

Qual o segredo das abelhas e o que podemos aprender com seu movimento eficiente?

Lihoreau e seus colegas organizaram seis flores de forma que usar o modelo do  “vizinho mais próximo” para navegar entre as flores não seria o mais rápido. Em outras palavras, das 720 rotas possíveis entre as seis flores, haviam opções mais ideais do que simplesmente voar de uma flor para a não-visitada mais próxima (a estratégia de forrageamento mais simples). Os pesquisadores registraram que flores as abelhas visitaram e em que ordem.

Conforme detalhado na edição de 17 de agosto da revista Biology Letters, as abelhas encontraram o caminho mais curto possível após 80 expedições de forrageamento. “Porque as abelhas têm cérebros simples”, explicou Lihoreau, “elas necessitam encontrar a rota mais curta com uma solução simples. Exatamente como as abelhas procedem ainda não é entendido completamente.

Para se orientar de sua colmeia e uma única flor, as abelhas usam uma série de ferramentas de navegação, tais como posição do sol, pontos de referência no terreno, memória das distâncias percorridas e da direção escolhida. Segundo os pesquisadores, os insetos provavelmente usam uma combinação dessas ferramentas para desenvolver rotas mais complexas entre várias flores – mas como?

Uma possibilidade é que eles gravam a rota mais curta encontrada até o momento e a comparam novas rotas. A cada erro de escolha, as abelhas aprendiam algo a não ser feito na rota, o que eliminava algumas possíveis rotas e as aproximava do acerto.

Nós somos muito melhores do que as abelhas em planejar rotas com antecedência, entretanto podemos aprender com as abelhas como otimizar projetos para redes de informação, cujas rotas não pode ser planejada com antecedência. “Um entendimento claro de como as abelhas resolver complexos problemas de roteamento sem computador ou assistência de GPS tem o potencial para desvendar regras simples movimento [para otimização de redes complexas]”. Por exemplo, podemos imaginar que algoritmos inspirados nas abelhas poderiam vir a ser utilizados para melhorar projetos de redes de informação de crescimento rápido (por exemplo, redes de telefonia móvel, internet) ou redes de transporte (ônibus, trens) nos quais nossas sociedades modernas dependem”.

Mas para que isso aconteça, teremos que descobrir que algoritmo elas realmente utilizam.

Fonte: Life’s Little Mysteries [Alterações em negrito e comentários entre colchetes são meus]

Você sabe o que é um algoritmo? É um conjunto finito de regras que fornece uma seqüência de operações para resolver um problema específico. É um conceito central para toda a computação e é uma grande dificuldade para programadores iniciantes. A utilização de algoritmos dão ideia de planejamento, de organização, nunca de aleatoriedade. As abelhas utilizam um algoritmo para resolver um problema complexo, o do caixeiro viajante, e o fazem melhor que o ser humano (que tem 100.000 vezes mais neurônios) usando computadores. Isso não me parece resultado do acaso. O que você acha?

Especialidade de Algas marinhas: aprendendo a pesquisar

Nessa especialidade você vai conhecer um grupo basante variado, com seres que podem ser unicelulares ou pluricelulares, que podem variar de poucos milímetros até mais de 60 m, das mais diversas formas e cores.

Esse grupo, assim como as plantas, realiza fotossíntese. E por esse motivo, muitas vezes é confundido com as plantas. Também são grandes responsáveis pela produção de oxigênio atmosférico.

Você vai aprender sobre o importante papel ecológico deste grupo. Sabia que as algas produzem mais oxigênio que as plantas? E que elas podem estar presentes em nossa alimentação, em nossas roupas e em remédios? Além dos benefícios, vai aprender também o que é floração tóxica e como ela pode ser prejudicial.

Vai ainda fazer sua própria coleção de algas marinhas, identificando e catalogando pelo menos 20 espécimes.

  1. O que são algas marinhas?Algas
  2. Onde são encontradas?
  3. Como se chama o órgão de fixação ao substrato? Como difere-se de uma verdadeira raiz?
  4. Qual a variação de tamanho das algas marinhas?
  5. Dar o nome de quatro grupos de algas marinhas, indicando, ao lado do nome de cada grupo, se é unicelular, pluricelular ou ambos.
  6. A maioria das algas verdes são encontradas em água doce ou salgada?
  7. Que são diatomáceas?
  8. Onde as algas se desenvolvem mais: na zona polar, temperada ou tropical?
  9. Onde são mais comumente encontradas as algas marrons: em água doce ou salgada?
  10. Qual a maior profundidade em que crescem as algas no oceano? Por que não se desenvolvem em águas mais profundas?
  11. Nomear três partes de uma alga de grande porte. Como podem ser comparadas à folha, caule e raiz de uma planta?
  12. Descrever as duas formas de reprodução das algas.
  13. Quais são algumas das vantagens comerciais oferecidas pelas algas? Dar pelo menos uma para cada grupo.
  14. Fazer uma coleção de pelo menos 20 espécimes de algas marinhas identificadas e catalogadas corretamente. Deve haver pelo menos quatro espécimes do grupo das algas marinhas verdes, oito das marrons e oito das vermelhas.
  15. Ser capaz de identificar pelo nome genérico, pelo menos dez tipos de algas marinhas.
Logo abaixo estão as alguns sites na internet com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha uma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

Especialidade de Taquigrafia: aprendendo a pesquisar

O que será que está escrito aqui?

Você já tentou anotar tudo que uma pessoa diz, mas não conseguiu porque ela falava muito depressa? Bom, é justamente para isso que serve a taquigrafia. Esse tipo de escrita, desenvolvido para ser tão rápido quanto a fala, usa símbolos especiais para registrar diálogos. Como o segredo é anotar tudo rápido, os sinais da taquigrafia não são baseados em letras, mas em fonemas. Se você não fugiu de todas as aulas de gramática, vai lembrar que fonemas são os sons das sílabas de cada palavra. Você também não se esqueceu de que “sa” e “ça” possuem o mesmo som e, portanto, o mesmo fonema, certo? Pois a taquigrafia usa sinais para representar fonemas básicos e outros para indicar as vogais. Como cada língua tem fonemas diferentes, cada idioma precisa desenvolver um tipo diferente de taquigrafia.

No Brasil existem vários métodos, sendo os mais antigos o Marti e o Leite Alves (método mais utilizado no Brasil). A essa altura, você pode estar se perguntando: se todo mundo tem gravador, quem ainda usa essa técnica? A taquigrafia é muito utilizada em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Ministério Público e Tribunais, via concursos públicos, e na iniciativa privada, como empresas de eventos, pesquisa de mercado, etc.

  1. Ser capaz de anotar material ditado, ao ritmo de 80 palavras por minuto, durante três minutos consecutivos, e transcrever corretamente as anotações feitas.
  2.  Ter um dicionário de taquigrafia.
  3. Se possível, seria interessante para o candidato à essa especialidade contar com um instrutor dessa área.

Abaixo temos links de cursos online grátis para dois  métodos utilizados no Brasil.

Método Leite Alves: http://taquigrafia1.blogspot.com.br/

Método Maron: http://www.taquigrafiaemfoco.com.br/

Caso encontre outros sites de cursos de taquigrafia online grátis, nos mande um e-mail ou deixe um comentário.

P.S.: Para quem ficou curioso sobre o que está taquigrafado na imagem, aqui está a tradução:

Aprender taquigrafia é diferente de inventá-la. No primeiro caso, trata-se de adquirir, mediante treinamento, definida aptidão; no outro, de construir o instrumento para os fins dessa técnica. A taquigrafia tem por objetivo representar a palavra oral no tempo de produzir-se. Consequentemente, dever-se-á estudar, primeiro, a natureza fonológica do idioma correspondente; depois, a escrita gráfica; por último, a racional adaptação do símbolo ao som, não ao contrário, o que equivale a dizer a técnica dos artifícios empregados no fugaz momento de serem pronunciadas as palavras.

Métodos para acender fogo sem fósforo, parte 1

Um conhecimento importante para acampantes é como fazer fogo, pois ter uma fogueira no acampamento é fundamental para várias coisas, como aquecer o corpo, secar roupas, purificar água, cozinhar alimentos, iluminar o acampamento, repelir insetos, espantar animais perigosos, dar senso de segurança e conforto, fornecer fumaça para sinalização a equipes de resgate, etc.

Mas o que fazer se você estiver sem fósforo ou sem isqueiro? Existem vários métodos, alguns mais simples, outros mais complexos. Mas todos necessitam de prática. Saber essas técnicas pode aumentar sua autoconfiança ao acampar e também são uma forma de diversão para algumas pessoas.

Na especialidade de Acampamento III pede-se para conhecer seis diferentes maneiras de se acender uma fogueira sem o uso de fósforos e construir uma utilizando uma das maneiras. Para explicar melhor cada um dos métodos e suas variações, vamos dividi-los em dois posts. Após conhecê-las, experimente as que você achar mais viável e pratique.

  • Pedra de sílex ou quartzo ou pirita

Veja aqui como fazer o char cloth utilizado no vídeo acima.

  • Pederneira (iniciador de fogo)

  • Lente de vidro
As técnicas que serão apresentadas abaixo têm princípio semelhante: aproveitar a energia de raios solares refletidos ou refratados. Essa energia se “concentra” no foco – o ponto onde os raios convergem antes de divergirem novamente.

  • Variações do método da lente
    • Gelo – A técnica é uma variação do método que usa uma lente de aumento, no caso substituída por gelo. O gelo precisa ser transparente para que o método funcione.Remova as porções turvas do gelo e apare o gelo em formato redondo e abaulado como uma lente de aumento. Veja o vídeo abaixo (em inglês).

    • Lata e chocolate: este método só dá certo em dias de sol forte. A base da lata funciona como um espelho côncavo. É preciso polir o alumínio, esfregando um pedaço de chocolate (fig. 1) e depois um pano (fig. 2) até o fundo da lata ficar bem brilhante. Aí você deve posicionar o material inflamável – algo como um palito com capim seco na ponta – no ponto focal, onde os raios refletidos convergem. Para localizar esse ponto, é recomendável usar óculos escuros, tanto para a proteção dos olhos quanto para reduzir a luminosidade do ambiente. (Não coma o chocolate, ele fica cheio de alumínio).
    • Água e plástico transparente: Junte as pontas do plástico, formando um saco que deve ser preenchido com um pouco de água que você tiver, por exemplo, num cantil. Aqui também o sol é essencial: o saco d?água vai funcionar como uma lente para concentrar os raios e incendiar sua “isca”: materiais como palha, capim seco, estopa ou casca de árvore.

    • Água e garrafa pet

No próximo post da seção falaremos sobre atrito, ar comprimido e faísca.

Testamos

Novo testamento à prova d’água

Certa vez, há quase 10 anos, participei de um acampamento com caminhada no início de janeiro. Levei uma mochila que não era tão resistente à água quanto a que eu costumava utilizar e não tomei as devidas precauções em relação aos meus pertences e a chuva. Resultado: todo meu material encharcado por algum tempo. Inclusive a minha Bíblia, que tinha há 4 anos na época. Desde aquele acampamento fiquei pensando como seria bom ter uma Bíblia à prova d’água, mas não encontrei nenhuma a venda no Brasil.

Essa dupla, água + Bíblia, deixou de ser um problema, pelo menos em parte: a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lançou um Novo Testamento à prova d’água. Ela é impressa 100% em material plástico, totalmente impermeável, permitindo que a Bíblia seja lida em qualquer lugar – na praia, na beira da piscina, na chuva, até mesmo durante a prática de mergulho -, sem que ocorra qualquer tipo de dano à publicação.

Marcio Ponciano, praticante de mergulho autônomo, a 10 metros de profundidade lendo o evangelho de João, capítulo 5 e versículo 39 (“Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor.”).

Inédita no mercado nacional, o Novo Testamento à prova d’água foi desenvolvido com tecnologia que permite fazer anotações em suas páginas com canetas esferográficas e lápis. É altamente resistente, e indicada especialmente para os praticantes de esportes, em particular os aquáticos e os de aventura. Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) e adaptado à reforma ortográfica da língua portuguesa.

Recurso

Texto bíblico: NTLH

Vocabulário

Como encontrar ajuda no Novo Testamento

Mapas

Características

Código: NTLH250

ISBN: 978-85-311-1226-3

Páginas: 280 Formato: 12,0 x 18,0 cm

Cor da capa: Azul e laranja ou Rosa

As folhas são de plástico e bem finas, lembrando levemente a aparência do papel-bíblia, apesar de serem mais grossas e pesadas. Suas folhas realmente são impermeáveis, não se degradando quando molhadas. A letra é de um tamanho bom, bastante agradável à leitura. O texto bíblico da NTLH é bom para trabalhar com juvenis e adolescentes, pois é um texto que pode ser compreendido mais facilmente, por sua linguagem simples e coloquial, aproximando o texto bíblico da língua falada no dia-a-dia.

O vocabulário possui 8 páginas, com 125 verbetes. Pode parecer pouco comparado aos vocabulários de algumas Bíblias, mas é um bom número quando se leva em consideração a linguagem mais simples da NTLH.

O recurso “Como encontrar ajuda no Novo Testamento” possui 3 páginas é composto de duas partes: Ajuda em circunstâncias especiais e Confrontando sentimentos que perturbam. É semelhante aos encontrados em algumas Bíblias, com uma situação ou pergunta é textos bíblicos (nesse caso apenas do Novo Testamento) para a ocasião, porém com mais situações e perguntas que os outros que já encontrei.

Ela apresenta dois mapas: Mundo do Novo Testamento e Jerusalém nos tempos de Jesus. Outras Bíblias apresentam mais mapas referentes ao Novo Testamento, como as viagens de Paulo e a terra de Israel no tempo do Novo Testamento.

O plástico utilizado permite a utilização de caneta para se fazer anotações, porém a tinta pode borrar quando ainda fresca, portanto cuidado para não esfregar o dedo sobre a anotação. Da mesma forma, quando a tinta ainda está fresca é possível apagar a anotação (e os borrões) utilizando álcool, quando seca pode produzir borrões de tinta grandes. Já as anotações à lápis ficam muito boas e é possível apagá-las com borracha, sem que fique qualquer mancha. Não é bom escrever com força, pois as folhas ficam com marcas (tipo baixo relevo), semelhantes à quando se escreve com força em papel. Em relação à escrita esse plástico é um material muito bom, já que permite escrever e apagar, tanto à caneta quanto à lápis, o que não é possível em papel-bíblia.

As folhas podem grudar uma nas outras quando estão molhadas ou úmidas (fato comum quando encostamos duas superfícies plásticas com água entre elas) e elas demoram um pouco (algumas horas) até ficarem completamente secas novamente, soltando um pouco de água no início e ficando com algumas páginas grudadas, porém é fácil separá-las e praticamente não há risco de rasgá-las ao tentar separar uma página da outra.

Para mim é uma boa Bíblia para se levar em acampamentos, pernoites, trilhas, rapel e outras atividades ao ar livre, ou qualquer lugar no qual você queira ler sua Bíblia sem o risco de estragar alguma parte dela devido à água. Uma desvantagem é de ser apenas o Novo Testamento, e não a Bíblia completa.

Onde comprar? Na loja online da SBB.

Azul e laranja – http://www.sbb.com.br/detalhes.asp?idproduto=1116421

Rosa – http://www.sbb.com.br/detalhes.asp?idproduto=1116422

Teste você também e nos diga o que achou!

P.S.: Daqui há nove dias, no dia do aniversário de 2 anos do nosso blog, estaremos sorteando um Novo Testamento à prova d’água. Para concorrer basta acessar a nossa página do Facebook e se inscrever na promoção!

 

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