Arquivo por Autor | Mateus Campos

Faça você mesmo: saco estanque

Saco estanque

Primeiramente, o que são sacos estanque? Com certeza alguém já passou (ou conhece alguém que tenha passado) pela desagradável situação de levar algo que precisava ficar seco pra um acampamento e a chuva ou a travessia de um rio frustrou esse plano. Os sacos estanques servem justamente pra isso, manter secos os materiais que estão dentro dele, evitando que coisas importantes sejam molhadas na mochila, trazendo prejuízo, desconfortos ou até riscos (por exemplo, um saco de dormir molhado). Como esses sacos são um pouco caros (alguns são muito caros), algumas pessoas utilizam sua criatividade e experiência para fazer o próprio saco estanque.

Abaixo temos um modelo bem simples de fazer, retirado do site Ciclorgânico.

Materiais:
Tesoura
Silvertape
Saco plástico resistente
Fechos para mochila
Faixa
Isqueiro

1 – Corte a faixa num tamanho que seja duas vezes a largura do saco + 10cm

2 – Queime a ponta da faixa para não desfiar

3 – Coloque as pontas no meio e o fechos nas extremidades

4 – Deixe cada fecho a uma distância de quase 2cm para o saco plástico

5 – Una as pontas da faixa com silvertape (ou costure-as)

6 – Faça um corte medindo aproximadamente 3 vezes a largura da fita em ambos os lados da boca do saco

7 – Enrole a faixa até onde existir o corte e depois faça uma “bainha” com a fita

8 – Faça a “bainha” em toda a extensão da boca do saco

9 – Para usar, basta enrolar a boca do saco e prender os fechos

No site  Trilhas do Mar tem um modelo mais resistente, com outros materiais, que exige um pouco mais de dedicação e habilidade.

Faça o seu e nos diga o que achou!

 

Testamos

Conjunto Tent Kit Coleman

É composto composto por 4 estacas de aço de 25 cm cada, garantindo uma noite tranquila de sono, onde sua barraca não sairá voando no meio da noite! Um martelo com cabeça de borracha – assim você não precisará usar as mãos ou mesmo procurar algo pesado como pedras, para pregar suas estacas. Não machuque suas mãos e dedos na hora de retirar as estacas – está incluso também ao kit um saca-estacas, facilitando ainda mais seus trabalhos. Não deixe de acampar por causa de uma barraca suja.. Use a escovinha com pá para limpar e deixar tudo em ordem. Finalmente, tenha tudo isso em mão com uma conveniente bolsa respirável de transporte.

O Tent Kit Coleman, pode ser encontrado em lojas de materiais de camping e pesca.

Esse é um kit bem simples, mas bastante  útil para um acampamento e ocupa pouco espaço. Justamente por essa simplicidade, é possível montar um kit similar a este gastando pouco: a escovinha e pá podem ser encontradas em supermercados e lojas de utilidades para o lar, as estacas e o saca estaca podem ser confeccionados em serralherias ou mesmo e o martelo pode ser encontrado em lojas de ferragens e materiais de construção. A bolsa respirável também é simples de ser confeccionada.

Como o vaga-lume emite sua luz?

Microphotus angustus (Lampyridae) – por Debbi Brusco

Os vaga-lumes, devido a sua emissão de luz, são um dos seres mais fascinantes da natureza – e podem ser estudados para o benefício humano. É o que vem fazendo o biólogo molecular Vadim Viviani, docente do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus de Rio Claro. “É importante preservar os vaga-lumes para manter o equilíbrio do meio ambiente, e também para investigar a sua luz e aplicá-la para fins biotecnológicos e biomédicos”, afirmou Viviani, que também é conselheiro científico da Sociedade Internacional de Bioluminescência e Quimioluminescência.

Viviani explica que a emissão de luz realizada pelo vaga-lume é chamada de bioluminescência e visa a comunicação biológica. Ela é feita por certas espécies de insetos, algas, peixes, bactérias, fungos, celenterados, anelídeos e artrópodes, sendo os vaga-lumes os mais conhecidos. Existem, ao redor do mundo, aproximadamente duas mil espécies de vaga-lume, das quais cerca de 500 podem ser encontradas no Brasil, o país de maior diversidade destes insetos. “Estima-se que outras duas mil espécies não descritas estejam ainda para ser descobertas em nossas matas”, afirmou o biólogo.

A reação de produção de luz pelos vaga-lumes ocorre na presença de uma enzima chamada luciferase, cuja estrutura é o objeto da pesquisa do Grupo de Bioluminescência e Luciferases do Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do IB, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Analisamos a estrutura e a função enzimática das luciferases com a finalidade de descobrir como essas enzimas produzem a luz e por que resultam em diferentes cores”, diz Viviani.

A luz é produzida quando a molécula de luciferina é oxidada por oxigênio na presença da ATP (adenosina trifosfato) e da enzima luciferase, perdendo sua energia em forma de luz, e não de calor. “Por isso a luz produzida é chamada de luz fria”, explica o docente do IB. Os pesquisadores fazem a clonagem do material genético das luciferases e a inserção deste material em bactérias e mutações genéticas, sempre com o objetivo de obter enzimas com propriedades diferentes. “O grupo também investiga diversidade e ecologia de espécies de vaga-lumes da Mata Atlântica e outros ecossistemas brasileiros”, conta o docente do IB.

Os genes das luciferases podem ser utilizados como biomarcadores luminosos, já que, ao serem transferidos para uma bactéria, esta fica iluminada. “Quando a bactéria adquire luz, é possível acompanhar a sua progressão dentro do organismo”, explica Viviani. “Esse procedimento já é utilizado para testar o funcionamento de medicamentos, para detectar se há contaminação bacteriana em alimentos e para mostrar a evolução de células cancerígenas em modelos animais, visando encontrar novas terapias para o ser humano”, afirma.

Lampyridae – Fonte: BugDreams

Apesar de sua importância para o equilíbrio ecológico e para estudos na área de biotecnologia e biomedicina, os vaga-lumes estão desaparecendo. As principais causas são a poluição, o desmatamento e o aumento da presença de luzes artificiais em áreas onde, antes, os vaga-lumes se localizavam. “O vaga-lume utiliza a própria luz para encontrar seu parceiro sexual. Quando há um aumento das luzes artificiais, ele não consegue enxergar a luz do sexo oposto e não consegue se reproduzir. A continuidade da espécie fica, então, comprometida”, conclui.

Os vaga-lumes são besouros e podem ser classificados em três famílias: os lampirídeos, ou pisca-pisca, que têm estágio larval de cerca de um ano, no qual se alimentam de caramujos, e fase adulta, que dura apenas um mês; os elaterídeos, conhecidos como besouros tec-tec, cuja larva, que se alimenta de insetos, dura até dois anos, e o adulto até dois meses; e os fengodídeos ou larvas trenzinho, que são os vaga-lumes mais raros. Estes últimos, encontrados apenas na América do Sul, além de produzirem luz verde-amarelada por fileiras de lanternas ao longo do corpo, são os únicos que produzem luz vermelha, localizada na cabeça. A larva, que se alimenta de piolhos-de-cobra, dura dois anos e o adulto, em média, uma semana. “Estes resultados correspondem aos insetos criados em laboratório”, esclarece Vadim Viviani, do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus de Rio Claro.

As famílias de vaga-lumes podem utilizar sua luz para diversas funções. Todas a emitem, principalmente, para atrair parceiros sexuais. O trenzinho e o besouro tec-tec a utilizam também para assustar predadores – emitindo um sinal improvisado – e as larvas do último, emitindo luz contínua, ainda podem usá-la para atrair uma presa. “As larvas de algumas espécies de besouros tec-tec infestam cupinzeiros da região central do Brasil, os quais ficam repletos de centenas de pontos luminosos, dando a aparência de prédios iluminados durante a noite”, comenta o docente do IB. De um modo geral, as cores das luzes dos vaga-lumes variam do verde-amarelado ao vermelho. “Apenas poucas espécies de trenzinho são capazes de produzir luz vermelha e as larvas de alguns mosquitos, encontrados em regiões temperadas, produzem luz azul”, conclui Viviani.

Fonte: Portal UNESP

Se o vaga-lume produzisse apenas a luciferase, não emitiria luz. Se produzisse apenas a luciferina, também não emitiria luz. É necessária a produção das duas substâncias para que o fenômeno de bioluminescência nos vaga-lumes aconteça. Outra coisa interessante é que a luz produzida tem função vitais para esses animais (atrais parceiros sexuais, espantar predadores e atrair presas), portanto sem a bioluminescência a continuidade da espécie ficaria comprometida, como afirma o trecho que eu destaquei. Essas coisas nos indicam a existência de um projeto e, consequentemente, um Projetista por trás do vaga-lume.

Especialidade de Insetos: preparando a instrução

Esta especialidade é uma fascinante introdução ao estudo dos insetos e o objetivo deste post é auxiliá-lo na preparação desta especialidade para ser ensinada para seus desbravadores da melhor maneira possível.
  1. Objetivos
    1. Caracterizar os insetos e diferenciá-los de outros animais. (requisito 1)
    2. Caracterizar algumas das principais ordens de insetos. (requisito 2)
    3. Relacionar os insetos com outros seres vivos, explicando a importância dos insetos, com exemplo de, pelo menos, cinco insetos úteis e cinco insetos prejudiciais. (requisitos 3 e 4)
    4. 4. Mostrar que alguns insetos podem ser benéficos quanto prejudiciais, dependendo da situação. (requisito 5)
    5. Apresentar trechos da Bíblia em que os insetos tiveram papel importante. (requisito 6)
  2. Materiais
    1. Coleção de insetos (caso possua ou conheça alguém que possua);
    2. Fotografias e imagens de insetos representando diferentes ordens;
    3. Fotos de insetos mostrando utilidade e prejuízo (por exemplo: abelha polinizando uma flor, mosquito picando uma pessoa, etc);
    4. Textos bíblicos sobre insetos e, se possível, ilustrações dos textos.
  3. Vídeo interessante
    1. Os insetos e o homem – o vídeo pode ser utilizado como revisão da especialidade, caso necessário. (Obs.: o vídeo apresenta alguns dados sob o ponto de vista evolucionista).
  4. Trabalhos
    1. Apresentar um trabalho contendo desenhos, pinturas, recortes ou fotografias de 20 insetos diferentes, representando pelo menos seis ordens diferentes, com nome da ordem e nome científico. (requisito 1)
    2. Pesquisar três insetos que podem ser úteis em algumas situações e prejudiciais em outras. (Trabalho extra com o objetivo de entender que mesmo alguns insetos prejudiciais podem ser úteis e insetos úteis podem ser prejudiciais)
  5. Metodologia
    1. 1º Encontro
      1. Atividade introdutória: realizar uma atividade diagnóstica sobre o conhecimento prévio dos desbravadores sobre o tema, por meio de algumas perguntas ao grupo. Anotar as respostas em um quadro e comparar ao final da aula.
        • Elenque 20 insetos, no mínimo.
        • Que características você conhece sobre os insetos? Estas são comuns a todos os insetos de sua lista?
      2. Dar a aula sobre os objetivos 1 e 2.
      3. Explicar o trabalho 1 e passar para casa.
      4. Duração: 30 min.
    2. 2º Encontro
      1. Atividade introdutória: realizar uma atividade diagnóstica sobre o conhecimento prévio dos desbravadores sobre o tema, por meio de algumas perguntas ao grupo. Anotar as respostas em um quadro e comparar ao final da aula.
        • Qual a importância dos insetos para a natureza e para o homem? Os insetos são prejudiciais ou benéficos?
      2. Fazer uma revisão sobre a instrução anterior.
      3. Dar a aula sobre os objetivos 4 e 5.
      4. Explicar o trabalho 2 e passar para casa.
      5. Duração: 30 min.
    3. 3º Encontro
      1. Receber os trabalhos
      2. Aplicar a prova

Para ver fontes confiáveis para responder a especialidade e preparar a aula, sugerimos a leitura do post Especialidade de Insetos: aprendendo a pesquisar.

Clique aqui para baixar este plano de aula.

Fique à vontade para nos ajudar, sugerindo atividades que possam ser feitas na especialidade e boas fontes para responder seus requisitos.

Especialidade de Mariposas e borboletas: preparando a instrução

Esta especialidade trata sobre um grupo de insetos bastante particular, interessante e que fascina o ser humano há bastante tempo, e o objetivo deste post é auxiliá-lo na preparação desta especialidade para ser ensinada para seus desbravadores da melhor maneira possível.
  1. Objetivos
    1. Caracterizar os lepidópteros e diferenciá-los dos outros insetos. (sugestão para melhor compreensão da especialidade)
    2. Observar e descrever as escamas da asa de um lepidóptero em lente de aumento. (requisito 4)
    3. Aprender o significado de termos aplicados aos lepidópteros. (requisito 2)
    4. Descrever o ciclo de vida de um lepidóptero. (requisito 9)
    5. Retirar uma lição do ciclo de vida dos lepidópteros relacionada à ressurreição dos justos. (requisito 9)
    6. Conhecer uma espécie de borboleta que realize uma grande migração. (requisito 7)
    7. Diferenciar borboletas e mariposas. (requisito 1)
    8. Distinguir espécies diferentes por meio do casulo. (requisito 3)
    9. Aprender a importância dos lepidópteros para o meio ambiente e para o homem, descrevendo como podem ser prejudiciais e como podem ser benéficos, e definindo em que fase da vida isso acontece. (requisitos 5 e 6)
  2. Materiais
    1. Coleção de lepidópteros (caso possua ou conheça alguém que possua);
    2. Fotografias e imagens de diferentes espécies de lepidópteros e casulos;
    3. Fotos de lepidópteros mostrando utilidade e prejuízo (por exemplo: borboleta polinizando uma flor, lagarta brocando um fruto, etc);
    4. Lentes de aumento e escamas das asas de um lepidóptero;
    5. Textos bíblicos sobre ressurreição dos justos e ilustrações sobre o ciclo de vida de um lepidóptero.
  3. Curiosidades e vídeos interessantes:
    1. A longa viagem das borboletas-monarca – https://cantinhodaunidade.com.br/a-longa-viagem-das-borboletas-monarca/
    2. Criacionismo – A migração da borboleta – http://www.youtube.com/watch?v=fjkTEzj7-V8
    3. Ciclo de vida e migração da borboleta-monarca (em inglês, sem legenda, mas muito bons e simples de entender):
      1. Cresce borboleta – http://natgeotv.com/pt/grandes-migracoes/videos/cresce-borboleta
      2. Acasalamento monarca – http://natgeotv.com/pt/grandes-migracoes/videos/acasalamento-monarca
      3. Ameaça Monarca – http://natgeotv.com/pt/grandes-migracoes/videos/ameaca-borboleta
      4. Marcar borboletas http://natgeotv.com/pt/grandes-migracoes/videos/marcar-borboletas
  4. Trabalhos
    1. Apresentar um trabalho contendo desenhos, pinturas, recortes ou fotografias de 25 mariposas e borboletas diferentes. (requisito 8)
  5. Metodologia
    1. 1º Encontro
      1. Dar a aula sobre os objetivos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
      2. Explicar o trabalho 1 e passar para casa.
      3. Duração: 1 hora.
    2. 2º Encontro
      1. Atividade introdutória: realizar uma atividade diagnóstica sobre o conhecimento prévio dos desbravadores sobre o tema, por meio de algumas perguntas ao grupo. Anotar as respostas em um quadro e comparar ao final da aula.
        • Qual a importância dos lepidópteros para a natureza e para o homem? Os lepidópteros são prejudiciais ou benéficos?
      2. Fazer uma revisão sobre a instrução anterior.
      3. Dar a aula sobre os objetivos 7, 8 e 9.
      4. Duração: 50 min.
      5. Sugestão: realizar a instrução em uma visita a um borboletário.
    3. 3º Encontro
      1. Receber o trabalho
      2. Aplicar a prova

Para ver fontes confiáveis para preparar a aula, sugerimos a leitura do post Especialidade de Mariposas e Borboletas: aprendendo a pesquisar.

Clique aqui para baixar este plano de aula.

Fique à vontade para nos ajudar, sugerindo atividades que possam ser feitas na especialidade e boas fontes para responder seus requisitos.

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