Arquivo por Autor | Alberto Souza

Café aumenta o risco de morrer!

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Uma coisa que me chama bastante a atenção é a maneira como algumas pessoas afirmam categoricamente que alguns dos escritos de Ellen White são absurdos e desprovidos de comprovação científica. Em alguns casos, afirmam que alguns princípios são  contra o que a ciência “comprova”.

O mais interessante da história é que com o passar dos dias, vemos nos jornais e na internet que as novas “descobertas científicas” são, na verdade, exatamente o que nossa irmã nos escreveu há mais de 100 anos! Apesar da linguagem não ser técnica, os princípios que foram revelados a ela são o tema de muitas “novidades” da comunidade acadêmica!

Esta semana, a Éveni me encaminhou um artigo bem interessante, publicado na BBC Brasil. Ele contraria um conceito muito forte na nossa cultura – o consumo do café, e reforça, mais uma vez, um princípio há muito deixado para o nosso povo. Acompanhe:

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que as pessoas têm um risco maior de morrer prematuramente se tomarem mais de quatro xícaras (de 250 ml) de café por dia – especialmente as com menos de 55 anos.

No estudo, realizado por cientistas da Universidade da Carolina do Sul e divulgado na publicação científica Mayo Clinic Proceedings, a saúde de 43.727 participantes entre 20 e 87 anos de idade foi analisada por, em média, 17 anos, entre os anos 1971 e 2002.

No período, foram registradas 2.512 mortes, sendo que 32% dos óbitos foram causados por doenças cardiovasculares.

Homens e mulheres com menos de 55 anos mostraram ter mais tendência à mortalidade mesmo que tivessem consumido menos café. Mas, no caso de um consumo de mais de 28 xícaras por semana, os cientistas comprovaram um aumento de mais de 50% na incidência de óbitos (56% no caso de homens), incluindo-se todas as causas de morte, em relação aos que bebiam menos café.

Levando-se em conta homens de todas as idades, o mesmo consumo de café foi associado a um risco 21% maior de mortes prematuras.

No entanto, os cientistas não encontraram uma associação “estatisticamente significativa” entre número de mortes e consumo de café especificamente nos voluntários com mais de 55 anos.

“Nós criamos a hipótese de que a associação entre café e mortalidade pode ocorrer por causa da interação entre idade e consumo de café, combinado com um componente genético de vício à bebida”, diz a pesquisadora Xuemei Sui, que participou do estudo.

Fumo

Outro dado importante detectado pelos pesquisadores foi uma correlação entre café, fumo e baixa performance respiratória.

Os homens e mulheres que relataram ter consumido quantidades maiores de café apresentaram estatisticamente maior tendência a fumar e a ter pouco condicionamento respiratório, duas características comuns em quem desenvolve problemas cardíacos.

O café é uma complexa mistura química que consiste em milhares de componentes. Estudos recentes demonstraram que a bebida é uma grande fonte de antioxidantes na dieta e traz benefícios na redução das inflamações e na melhora das funções cognitivas.

Entretanto, o café tem efeitos adversos por causa da cafeína, que leva à liberação de adrenalina, inibe a atividade da insulina, aumenta a pressão sanguínea e os níveis de homocisteína – um tipo de aminoácido associado a problemas no coração e demência.

“Todos estes mecanismos (bons e ruins) podem contrabalançar uns aos outros. Pesquisas também sugerem que aqueles que consomem o café excessivamente podem apresentar riscos adicionais por meio de mecanismos genéticos, devido aos efeitos de outros fatores de risco com os quais o consumo de café está associado”, explica a pesquisadora que liderou o estudo, Junxiu Liu, do Departamento de Bioestatística e Epidemiologia, da Universidade da Carolina do Sul.

Devido às conclusões da pesquisa, os cientistas sugerem que pessoas mais jovens, em particular, evitem o consumo de mais de 28 xícaras por semana, ou quatro xícaras num dia. Entretanto, eles enfatizam que mais estudos são necessários em diferentes populações.

Além disso, mais pesquisas seriam necessárias para entender melhor a possível relação entre consumo demasiado de café e mortes por qualquer tipo de doença ou, mais especificamente, a relação entre o alto consumo da bebida e mortes por doenças cardiovasculares.

Para Carl Lavie, do Departamento de Doenças Cardiovasculares do Centro Médico Ochsner, em New Orleans, e coautor do estudo, “continua a haver um debate considerável sobre os benefícios da cafeína e do café, principalmente com alguns estudos sugerindo a toxicidade da bebida e outros relatando seus benefícios”.

O texto confirma muitos dos pontos que Ellen White escreveu em A Ciência do Bom Viver, até mesmo algumas construções do texto são semelhantes:

A ação do café, e de muitas outras bebidas populares, é idêntica. O primeiro efeito é estimulante. São agitados os nervos do estômago, que comunicam irritação ao cérebro, o qual, por sua vez, desperta para transmitir aumento de atividade ao coração, e uma fugaz energia a todo o organismo. Esquece-se a fadiga; parece aumentar a força. Estimula o intelecto, torna-se mais viva a imaginação.

Em virtude desses resultados, muitos julgam que seu chá ou café lhes faz grande benefício. Mas é um engano. Chá e café não nutrem o organismo. Seu efeito produz-se antes de haver tempo para ser digerido ou assimilado, e o que parece força não passa de excitação nervosa. Uma vez dissipada a influência do estimulante, abate-se a força não natural, sendo o resultado um grau correspondente de abatimento e fraqueza.

O uso continuado desses irritantes nervosos é seguido de dores de cabeça, insônia, palpitação, indigestão, tremores e muitos outros males, pois eles gastam a força vital. Os nervos fatigados necessitam repouso e sossego em lugar de estimulantes e hiperatividade. A natureza necessita de tempo para recuperar as exaustas energias. Quando suas forças são aguilhoadas pelo uso de estimulantes, conseguir-se-á mais durante algum tempo; mas, à medida que o organismo se enfraquece mediante o uso contínuo, torna-se gradualmente mais difícil erguer as energias ao desejado nível. A exigência de estimulantes se torna cada vez mais difícil de controlar, até que a vontade é vencida, parecendo não haver poder capaz de negar a satisfação do forte apetite contrário à natureza. São exigidos estimulantes mais fortes e ainda mais fortes, até que a natureza exausta já não pode corresponder.

O estudo comprova o aumento de morte somente para aqueles que consomem mais que 4 xícaras por dia. Porém, isso não quer dizer que, abaixo disso, estamos livres para ingerir. Precisamos ter em mente que essa é uma pesquisa pioneira, foram 17 anos de estudo e eles chegaram a um resultado. Ainda não temos uma “comprovação científica” dos malefícios de uma ingestão menor, o que não implica dizer que eles não existem, apenas que não há pesquisas nesse sentido.

Isso me faz concluir que, quando não temos uma evidência científica sobre um trecho de Ellen White (principalmente os que dizem respeito à saúde), prefiro acreditar e esperar, pois, ainda que levem mais 100 anos, o Espírito de Profecia mais uma vez prevalecerá!

1- Alberto

Autoestima e amizade, para a classe de Pioneiro (PI)

Amizade

A origem etimológica da palavra amizade não pôde ser determinada de forma precisa. Há quem afirme que provém do vocábulo latim amicus (“amigo”) que, por sua vez, deriva do termo amore (“amar”). Contudo, outros especialistas afirmam que amigo será um vocábulo grego composto por a (“sem”) e ego (“eu”), pelo que amigo deverá significar qualquer coisa como “sem o meu eu”.

A amizade engloba uma diversidade de sentimentos e valores. Os amigos buscam um ao outro à procura de confiança, companhia, amor, respeito e confiança, dentre outros. A amizade está presente em todas as fases da vida, ainda que manifeste-se de formas e em graus diferenciados.

Já a autoestima é o conjunto de crenças e sentimentos que temos sobre nós mesmos, são as nossas “auto-percepções.” A forma como nos definimos influencia as nossas motivações, atitudes e comportamentos, afetando ainda o nosso equilíbrio emocional. A construção dos padrões de autoestima começa muito cedo na vida. Por exemplo, uma criança que atinge um objetivo pretendido experimenta um sentimento de realização que reforça a autoestima.

A autoestima é um conceito individual que se constrói ao longo de uma vida. Em tenra idade os pais e líderes têm um papel fundamental na regulação e promoção da autoestima nas crianças. Para o bem e para o mal, aquilo que vamos dizendo, ou não vamos dizendo, a forma com reforçamos a criança e o que vamos associando ao valor pessoal que expressamos reconhecer na criança, certamente influencia a construção da autoestima dela. Uma boa autoestima é essencial para o desenvolvimento das crianças. É o alicerce de tudo o que fazem, de tudo o que elas são. Podemos afirmar que é o alicerce do seu futuro.

Como líderes de desbravadores, somos em grande parte responsáveis por desenvolver em nossos garotos e garotas um alicerce seguro para o seu futuro. Por esse motivo, esses dois temas (e/ou outros dois) são debatidos com os garotos de Pioneiro, a fim de ajudá-los a consolidar esses conceitos fundamentais para sua vida futura, tanto nesta terra quanto no céu! Abaixo segue uma sugestão de plano de instrução para o ensino deste requisito. Para aprender mais sobre a importância do plano de instrução no ensino das classes, clique AQUI.

Para ajudar no ensino deste requisito, clique AQUI para baixar o material de apoio para o tema amizade e AQUI para o tema autoestima.

Caso você tenha sugestões de atividades para nos ajudar, deixe seu comentário ou entre em contato conosco. Abaixo segue o plano de instrução. Caso prefira, clique AQUI para baixar.

  1. Objetivos
    1. Promover maior nível de autoestima entre os participantes;
    2. Oportunizar maior conhecimento pessoal;
    3. Perceber a própria importância;
    4. Compreender que os “rótulos” só se fixam em nós, se assim for permitido por cada um;
    5. Favorecer à criança condições de refletir sobre a possibilidade de resistência à pressão do grupo;
    6. Favorecer a valorização dos padrões de Deus ao invés dos padrões do mundo;
    7. Promover reflexão sobre a amizade e sua influência sobre cada um;
    8. Fortalecer vínculos afetivos entre os participantes;
    9. Conhecer os benefícios da amizade sobre a saúde;
    10. Meditar sobre o que a Bíblia fala sobre amizade;
    11. Refletir sobre os conselhos bíblicos para proteção de amizades negativas;
    12. Promover o desejo de tornar-se amigo de Jesus, o verdadeiro amigo.
  2. Materiais
    1. Caixa de presente (de camisa) com espelho no fundo.
    2. Cópias da folha de atividades “Identidade”.
    3. Caixinha com perguntas.
    4. Papel sulfite.
    5. Caneta hidrocor.
    6. Fita crepe.
    7. Matéria da Super Interessante: Por que fazemos amigos?
    8. Aparelho de som e um cd de música (ou similar);
    9. Vídeo “você é especial“;
    10. Vídeo “só sendo quem você é“;
    11. Apresentação de slides auto-estima;
    12. Apresentação de slides amizade.
  3. Dinâmica: falando pelas costas
    1. Faça um grande círculo com todos os participantes;
    2. Fixe nas costas de cada um deles uma folha em branco, usando a fita crepe;
    3. Distribua uma caneta hidrocor ou pincel atômico para cada participante;
    4. Escolha uma música bem agradável;
    5. Peça a todos que circulem livremente e escrevam nas costas de cada colega uma característica positiva dessa pessoa. Ex.: amigo, sincero, inteligente, etc.; ressaltar que só pode escrever qualidades.
    6. Socializando experiências: após o término da dinâmica, cada um poderá ler o que os colegas escreveram sobre si mesmo, e ainda poderá compartilhar com o grupo o que considera que é realmente parte de sua personalidade, se concorda ou não, como se sentiu, etc.
    7. Avaliação: a aplicação da dinâmica cria vínculos afetivos maiores entre os participantes.
  4. Metodologia
    1. Dinâmica de grupo, apresentação de slides, debate, atividade escrita, apresentação de vídeo, interpretação por meio de perguntas e respostas da “caixinha do vídeo”, com aplicação pessoal.
  5. Desenvolvimento
    1. 1º encontro (50 minutos)
      1. Realizar a seguinte dinâmica (Um presente especial):
      2. Preparar uma caixa de presente bem bonita (preferencialmente de camisa) com um espelho fixo no fundo;
      3. Reunir as crianças, sentadas e apresentar o primeiro slide. Perguntar quem gosta de ganhar presente. Perguntar qual foi o melhor presente que elas já receberam em suas vidas? Após ouvi-las, dizer que elas já ganharam um presente muito especial em sua vida. Perguntar se elas sabem que presente foi este. Em seguida, levar uma criança por vez para um local reservado, no momento indicado no slide, onde as outras crianças não escutem o que está sendo falado, nem vejam o conteúdo da caixa. Perguntar se ela imagina (falar com voz mansa e suave) que presente especial é este que ela recebeu um dia em sua vida. Mostrar o espelho e perguntar: Você pode vê-lo? Há crianças que não conseguem identificar que o presente é ela, porém, auxilie-as (a todas) a verem seu corpo e o quanto ele é útil e perfeito! À medida que identificarem “o presente”, um a um, devem retornar para o seu lugar, mas é um “segredo” e não podem dizer, em hipótese alguma para o colega;
      4. Dar continuidade à apresentação de slides, que deverá seguir até o momento do slide que indica a palavra identidade. Neste momento, todos deverão receber uma cópia da atividade (em anexo), e após sua conclusão, compartilhar suas respostas com o grupo;
      5. Lembrar aos participantes que somos todos diferentes fisicamente, diferentes nos gostos e na história de vida de cada um. Cada um é ESPECIAL, assim como é!
    2. 2º Encontro (50 minutos)
      1. Relembrar as atividades do último encontro com o grupo;
      2. Iniciar a apresentação de slides “características físicas”. Mencionar algumas transformações próprias da puberdade e o desconforto que elas causam ou solicitar que as crianças o façam. Ressaltar que os padrões de Deus são os mais seguros e confiáveis, pois Ele nos criou e estabeleceu o que era bom. Solicitar comentários sobre o que viram. Continuar as apresentações de slides e ao final apresentar o vídeo “Você é especial”;
      3. Realizar a atividade: Em uma caixinha colocar papeizinhos com as seguintes perguntas e passar para os participantes retirarem um papelzinho e responder a pergunta ou solicitar a ajuda do grupo:
        • O que significava para os xulingos receber estrelas e bolinhas?
        • Na vida real acontece o mesmo que acontecia com os xulingos?
        • Quem são os colocadores de marcas na vida real?
        • Sua família já tratou você como se colocasse bolinhas?
        • Na escola você já foi tratado como se alguém colocasse bolinhas em você?
        • Como Marcinelo se sentia ao receber as marcas? E você?
        • O que Marcinelo fez para sair daquela situação em que estava tão marcado?
        • Qual a sua atitude, quando você foi tratado como Marcinelo, ao receber marcas?
        • O que uma pessoa deve fazer para sair da situação em que está muito marcada com bolinhas?
        • Você já recebeu estrelas?
        • Qual a importância do Carpinteiro para a vida de Marcinelo?
        • Se Marcinelo não tivesse ouvido de sua amiga Lúcia a respeito do Carpinteiro, será que ele teria conseguido viver feliz e sem marcas?
        • Como nós podemos ajudar as pessoas a viverem sem marcas?
      4. Finalizar as atividades com o vídeo: “Só sendo quem você é”.
    3. 3º Encontro (60 minutos)
      1. Realizar a atividade de introdução: dinâmica falando pelas costas;
      2. Perguntar ao grupo se conhecem o significado da palavra amizade e qual a importância da amizade na vida de cada um;
      3. Apresentação dos slides, fazendo intervenções e permitindo comentários dos participantes;
      4. Enfatizar a necessidade de conhecer o que Deus ensina e o seu propósito em nossas vidas em todos os aspectos, inclusive em relação às amizades;
      5. Estimular cada participante a expressar sua opinião a respeito do tema apresentado;
      6. Ressaltar as características de um bom amigo, expressas no Salmo 119 – temer a Deus e guardar seus mandamentos;
      7. Conclusão:  Solicitar que comentem o slide “Meu compromisso” e auxiliá-los na compreensão dos benefícios de seguir os ensinamentos bíblicos e ter a Jesus como “melhor amigo”.
  6. Avaliação
    1. Relatório das atividades realizadas.
    2. Ao final do terceiro encontro, solicitar que cada um mencione uma característica importante que alguém tem que ter para ser seu amigo e que esteja de acordo com o que a Bíblia nos apresenta.

1- Edneide

Solidão e adolescência

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Sentir-se sozinho e desprezado já está se tornando epidemia emocional em vários países do mundo. A dolorosa consciência de que nossas vidas não estão ligadas a de outros é a triste definição de solidão. Este sentimento não faz distinção de classe social, sexo e nem idade. Contudo, os adolescentes costumam experimentar esse sentimento de forma mais intensa. Para a pessoa que está enfrentando essa etapa tão delicada e conflitiva, como a adolescência, a solidão é esperar o que parece que nunca chega!

Vamos analisar algumas possíveis causas para esse conflito:

  • Caraterísticas do momento histórico que vivemos: nessa era de alta tecnologia, muita gente se sente descartável. Por mais paradoxal que seja, as redes sociais podem destruir amizades, pela falta de presença física, e separar muitas famílias.
  • Separação dos pais durante essa etapa do desenvolvimento: o apoio dos pais quando o adolescente está lutando entre sua dependência emocional e psicológica e sua tentativa de formar a identidade é sumamente importante. A falta desse apoio gera muito sentimento de solidão e desamparo.
  • Necessidade de intimidade: é natural e saudável que nessa etapa surja a vontade de estabelecer novas ligações emocionais (namoro e aceitação social). Se isso não ocorre como o esperado, pode gerar solidão.
  • Desejo de autonomia: ter que decidir e se responsabilizar pelas escolhas pode gerar muita angústia e medo, fazendo com que o jovem se sinta sozinho.
  • Comparação social: comparações irreais sobre felicidade, sucesso e popularidade de outros jovens pode criar a sensação de fracasso e solidão em muitos meninos e meninas.
  • Relacionamento difícil com os pais: não se sentir amparado, ser rotulado negativamente pelos pais como fracassado, isolado e sem graça, ou até mesmo ser pressionado por eles a pertencer a um grupo. Isso tudo pode gerar afastamento e solidão.
  • Luta pelo próprio valor: o adolescente que não encontra uma forma de demonstrar o próprio valor, normalmente se torna desinteressado, desmotivado e, por fim, solitário.

Agora vejamos como os pais e líderes de jovens podem ajudar:

  • Se o adolescente confessar que está se sentindo solitário, pode ter certeza de que está realmente querendo ajuda. Ajude-o a considerar os motivos pelos quais está sofrendo de solidão. Elogie-o pela coragem de falar sobre o problema e conforte-o.
  • Faça-o entender que embora ele creia que essa sensação durará para sempre, é diferença da depressão e de outros conflitos, e que nesse caso, a recuperação costuma ser mais rápida e fácil. (Terapia poderá ajudá-lo).
  • Não adianta pensar que porque um jovem está sorridente e aparentemente feliz em um grupo, ele está bem. O adolescente não é solitário por falta de atividades e distrações. Na verdade ele não se sente solitário porque está isolado das pessoas, mas porque está alienado de si mesmo.
  • Quebrar o mito de que a intimidade curará a solidão. Na verdade esse sentimento só terminará com uma mudança de atitude. Não sentir solidão é uma atitude e uma maneira de ser que só se consegue controlando a ansiedade de ficar sozinho e lidando com a relação mais básica de todas, da qual todas as outras são construídas: a relação que o adolescente tem consigo mesmo.
  • Incentivar a que esse jovem aprenda a fazer coisas que lhe agrade quando não esteja na presença de ninguém. Por exemplo: ler, escrever, ver filme, contato com a natureza, esportes que não sejam em grupo e etc.
  • Com a ajuda de um profissional psicólogo, verificar se essa solidão encobre sentimentos de inferioridade e timidez.
  • Encaminhar a um profissional que trabalhe com jovens para que o mesmo possa ajudá-lo a enfrentar essa dificuldade.

A seguir estão alguns versículos que podem ser úteis para trabalhar com nossos jovens:

“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade”. Salmos 145:18

“E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. Mateus 28:20

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”. João 14:18

“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam”. Atos 17:17

“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si”. Romanos 14:7

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações”. Tiago 4:8

“Aprendi que eu posso caminhar sozinho e isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária”

1- Samira

Qualidades de um líder

Vamos dar prosseguimento aos exemplos positivos e negativos das 21 qualidades que todo líder precisa ter. Hoje vamos nos debruçar nas qualidades COMPROMETIMENTO, COMUNICAÇÃO, CORAGEM e DISCERNIMENTO.

838_g_21_indispensaveis_qualidades_de_um_lider5ª qualidade – COMPROMETIMENTO

Exemplo positivo – Atos 7

Quando um líder está comprometido, ele ultrapassa as emoções e a razão e age com a vontade. “Os antigos chineses diziam que a vontade de um homem é igual a uma carroça puxada por dois cavalos: a razão e a emoção.” Para que essa carroça se locomova, esses dois cavalos devem ir na mesma direção. O comprometimento só existe quando o líder deixa a razão e a emoção agir, independente do preço que deva ser pago.

Muitos líderes esperam que seus seguidores tenham um nível de comprometimento maior do que eles têm. Se esse desejo permanecer, o Clube não chegará a nenhum lugar, pois os seguidores não demonstrarão um comprometimento maior do que o líder. Os seguintes valores devem ser compreendidos para que o comprometimento seja desenvolvido:

  • Comprometimento começa no coração;
  • Comprometimento é avaliado pela ação;
  • Comprometimento abre portas para o cumprimento da missão;
  • Comprometimento pode ser medido;
  • Comprometimento capacita um líder a tomar decisões;
  • Comprometimento floresce com demonstração pública de sua responsabilidade.

Exemplo negativo – Lucas 22:54-62

Nestes versos vemos o exemplo de quando Pedro negou a Cristo. Ele tinha afirmado para Jesus que nunca o negaria, entretanto, ele negou seu Mestre 3 vezes.

6ª qualidade – COMUNICAÇÃO

Exemplo positivo – 1 Samuel 10:3-12:25

Todo líder deve possuir o dom da comunicação, pois é através da fala que ele lidera o grupo. Estudos mostram que cerca de 60% dos problemas relacionados à administração está em falhas de comunicação. O líder que deseja motivar sua equipe deve se comunicar de maneira clara e objetiva.

O líder que deseja desenvolver a sua comunicação deve seguir os seguintes passos:

  • Simplificar a mensagem falando de maneira clara, direta e simples;
  • Fale a linguagem do seu ouvinte;
  • Viva o que você fala;
  • Fale com um propósito.

Exemplo negativo – Gn 2:15-17;3:1-6

Um exemplo bem prático, sobre falha na comunicação, é a brincadeira do “telefone sem fio”. Para brincar, as pessoas sentam-se em círculo ou semicírculo e uma pessoa sussurra uma frase no ouvido da pessoa ao seu lado, e a pessoa que recebeu a mensagem sussurra no ouvido da outra pessoa, e assim sucessivamente até chegar à última pessoa. Quando chega na última, ela deve falar a frase que recebeu, mas, na maioria das vezes, nem sempre é a frase que foi dita pelo primeiro jogador.

Você pode não ter o dom da oratória, mas você deve se perguntar se é um bom comunicador. Deus está constantemente se comunicando conosco, devemos estar de ouvidos abertos para receber a mensagem.

7ª qualidade – CORAGEM

Exemplo positivo – 1 Rs 18:1-40

A coragem é como se fosse um “fogo” que desce sobre o líder. A pessoa que deseja ter uma mudança na sua vida deve ser corajosa para enfrentar os desafios que possam vir a existir na jornada. Quando uma pessoa tem coragem ela defende o que é certo, sem se preocupar com o que possa ocorrer. Entretanto, essa coragem não vem assim do nada, ela provem de Deus.

Exemplo negativo – 1 Sm 10:17-13:14

Saul tinha as características exteriores necessárias para ser um bom rei, ele era alto e de boa aparência, entretanto, por dentro ele era vazio. Analisando a história de Saul podemos chegar às seguintes conclusões:

  • Covardia é algo contagioso, pois Golias estava desafiando os israelitas e eles estavam escondidos;
  • Não adianta ter boas intenções se não tiver coragem para realizar;
  • É necessário coragem para fazer o que se pretende;
  • Se a pessoa é covarde, ela se tornará insegura e descomprometida;
  • A falta de coragem fará com que o líder seja sabotado.

8ª qualidade – DISCERNIMENTO

Exemplo positivo – 2 Sm 12:1-15

O discernimento pode ser adquirido de duas maneiras, pode ser um dom ou ser adquirido pela experiência de vida. Uma pessoa que consegue fazer um discernimento sobre o que de fato está acontecendo, olha de maneira mais profunda para as pessoas, analisando assim o seu exterior e seu interior.

Para aperfeiçoar a sua capacidade de discernir, o líder deve:

  • Aprender a ouvir a voz de Deus
  • Possuir a capacidade de solucionar problemas
  • Descobrir o que as pessoas pensam
  • Fazer uma avaliação do seu sucesso
  • Ouvir o que é seu coração está falando

Exemplo negativo – Nm 22:21-35

Mesmo sabendo o que era correto, Balaão decidiu desobedecer a Deus. Foi necessário que uma jumenta falasse para que ele percebesse a presença do anjo. Ele estava completamente cego e só depois do milagre que seus olhos foram abertos. Devido à falta de discernimento, Balaão quase morreu.

Muitos líderes hoje sofrem desse mesmo mal que sofreu o profeta. Para que essa habilidade seja desenvolvida é necessária uma intervenção divina, então ore e peça a Deus para que Ele lhe ajude a desenvolver o seu discernimento e lhe deixe com os olhos abertos para perceber as possibilidades de colocar em prática os seus princípios.

1- Andressa

Casamento no escuro

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mateus 28:19

paquistanesa

Hoje estamos iniciando uma seção muito especial no nosso Cantinho, o Correspondente Internacional! A partir de hoje, mensalmente, acompanharemos aqui experiências que mudarão nossa maneira de ver a vida. Um missionário adventista que está no Iêmen nos enviará um pouco do que está vivendo lá. Queremos que cada líder e desbravador que nos acompanha tenha a oportunidade de desenvolver e enriquecer sua fé, através dos testemunhos desta nova seção! Acompanhe agora mesmo o primeiro!

Em países árabes em geral (mas especialmente em países de cultura mais restrita como o Iêmen), o relacionamento entre garotos e garotas é muito diferente do que conhecemos no Brasil. É proibido namorar e, mesmo quando se está noivo, não se pode conversar um com o outro, nem por internet ou telefone. Na verdade, o noivo só poderá ver o rosto de sua futura esposa no dia do casamento.

Os homens têm mais liberdade quanto à maneira de se vestir, mas as mulheres são obrigadas a usar um longo vestido preto (no Iêmen chamado de balto). Além disso, elas devem cobrir totalmente os cabelos e, na maioria das vezes, também o rosto.

Temos um amigo muçulmano chamado Hussein e temos ensinado muitas coisas para ele, dentre elas alguns princípios bíblicos sobre o relacionamento entre homem e mulher. Desde muitos meses, Hussein está vivendo um verdadeiro dilema em sua vida: ele quer ter uma experiência como a que eu, sendo um cristão, tive com minha esposa, isto é, fazer amizade, namorar, ficar noivo e, então, se casar. Sua família, contudo, o está pressionando para se casar imediatamente, pois como ele já está com 26 anos, a cultura Iemenita o considera velho, de modo que sua hora de casar já está passando.

O pai de Hussein já arrumou várias candidatas para ser sua esposa. Geralmente, os casamentos acontecem dentro de uma mesma família, entre primos distantes. Os pais dos jovens se assentam e tratam dos detalhes do casamento mesmo sem o conhecimento dos filhos, que deverão aceitar a escolha dos pais.

Hussein está determinado a ter um casamento diferente daquele ordenado pela sua cultura, mas a pressão está muito forte por parte de sua família. Hussein afirmou que gostaria de se casar com alguma garota adventista, mas talvez não consiga resistir à pressão da família e tenha que se casar em breve com alguma das escolhas feitas por seu pai.

Ore por Hussein, a fim de que a vontade de Deus se cumpra em sua vida. Mesmo sendo muçulmano, ele está orando a Deus pedindo sabedoria e ajuda a fim de ter um casamento feliz, com a bênção do céu.

1- Iêmen

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