Arquivo por Autor | Alberto Souza

Classes regulares e avançadas – requisitos

No segundo semestre do ano passado, a Divisão Sul-Americana publicou os novos cartões de classes. Além do novo visual, diversos requisitos foram atualizados.

Para aqueles que ainda não tiveram acesso aos novos cartões, estamos disponibilizando os requisitos de todas as classes regulares e avançadas. Para acessá-los, basta clicar abaixo na capa do cartão que deseja.

IMPORTANTE: Os requisitos publicados pela Equipe Cantinho da Unidade não substituem a compra dos cartões originais. Inclusive, nossa Equipe incentiva todos a adquirirem os materiais oficiais, pois somente eles têm validade no território da DSA. 

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1- Equipe

Respeito à diversidade, para a classe de Companheiro (PI)

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“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”. Atos 10:34

Tanto perante Deus quanto perante os homens, todos somos iguais. Deus não faz acepção de pessoas e “todos somos iguais perante a lei”. Ao mesmo tempo, somos todos diferentes! Temos diferentes opiniões, personalidades, maneiras de vestir, agir, profissões, preferências pessoais, aparências, cor, corte de cabelo… O conjunto de todas essas coisas nos torna únicos em nosso planeta.

Uma importante crença fundamental da nossa Igreja é a Unidade no Corpo de Cristo, que nos ensina que devemos manter a unidade na diversidade. Apesar de parecer paradoxo, essa é exatamente a ideia de Deus, visto que Ele mesmo foi o autor da diversidade! Imaginem um mundo onde todos os homens e mulheres fossem iguais! Não seria nada legal, não é mesmo?!

O que precisamos ensinar aos nossos desbravadores, em especial aos da classe de Companheiro, é a respeitar as diferenças entre as pessoas. Abaixo segue uma sugestão de plano de instrução para o ensino deste requisito. Para aprender mais sobre a importância do plano de instrução no ensino das classes, clique AQUI.

Caso você tenha sugestões de atividades para nos ajudar, deixe seu comentário ou entre em contato conosco. Abaixo segue o plano de instrução. Caso prefira, clique AQUI para baixar.

  1. Objetivos
    1. Promover reflexão sobre as diferenças e a riqueza contida na diversidade;
    2. Refletir sobre intolerância e suas consequências;
    3. Comparar diferenças e igualdades;
    4. Desenvolver o raciocínio lógico, o sentido reflexivo e crítico, de tal maneira que possam tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos;
    5. Refletir sobre bullying.
  2. Materiais
    1. Papel pardo.
    2. Durex.
    3. Papel sulfite.
    4. Lápis preto e de cores.
    5. Borracha.
    6. Giz de cera.
    7. Tesoura.
    8. Vídeos do Youtube.
    9. Equipamento para passar os vídeos (computador, caixa de som).
  3. Vídeo interessante
    1. Eu quero ser negro.
  4. Metodologia
    1. Dinâmica;
    2. Discussão livre em grupo;
    3. Apresentação de vídeo;
    4. História.
  5. Desenvolvimento
    1. Encontro Único (50 minutos)
      1. Introdução: Realizar a seguinte dinâmica: Faça o desenho de um aquário do tamanho de um papel pardo e fixe-o na sala. Entregue aos participantes um pedaço de papel sulfite e peça-lhes que desenhem um peixinho, como desejarem e depois recortem. Peça que, assim que terminem, vão ao papel pardo e fixem seu peixinho no aquário. Após todos fixados, peça para que eles observem o que realizaram e manifestem o que entenderam sobre a atividade, deixe-os à vontade para falar. Observar as diferenças entre cada peixinho e, se necessário, vá conduzindo a conversa para o lado moral, da ética, do respeito às diferenças individuais.
      2. O instrutor pode ampliar a discussão, promovendo a reflexão sobre as diferenças entre as pessoas, entre homens e mulheres, meninos e meninas. Questionar com seus desbravadores coisas do cotidiano como “isso não é coisa de menino?” Exemplo: “Gostar de estudar é coisa de menino ou menina?” “Chorar é coisa de menino ou menina?”… Diga que em uma perspectiva histórica, podemos afirmar que o conceito de gênero menino e menina foram produzidos no interior das relações sociais e faz parte do nosso cotidiano, por isso, aprendemos a repeti-los e naturalizamos. Deve-se questionar comportamentos preestabelecidos e com isso desconstruir os estereótipos. Tratar do bullying como uma das implicações da intolerância às diferenças.
      3. Conte de forma resumida a historia de Eliseu e as duas ursas, um caso clássico de bullying e a intolerância de Deus a esta prática: Elias tinha sido trasladado para o Céu, e o seu manto tinha caído sobre Eliseu. Então rapazes ímpios, que haviam aprendido com seus pais a desprezar o homem de Deus, seguiram Eliseu, e, zombando, gritavam: “Sobe, calvo, sobe, calvo!” II Reis 2:23. Insultando assim o Seu servo, insultavam a Deus e atraíam Sua punição de imediato. Eliseu era um homem de espírito brando e bondoso; mas que podia também ser severo, como é mostrado pela maldição que lançou quando, a caminho de Betel, foi escarnecido por rapazes ímpios que haviam saído da cidade. Esses rapazes tinham ouvido da ascensão de Elias, e fizeram deste solene acontecimento o assunto de suas zombarias, dizendo a Eliseu: “Sobe, calvo; sobe, calvo.” Ao som de suas zombeteiras palavras o profeta voltou-se e, sob a inspiração do Todo-Poderoso, pronunciou uma maldição sobre eles. O terrível juízo que se seguiu foi de Deus. “Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles pequenos.” II Reis 2:23 e 24.
      4. Pergunte se as crianças sabem o que é raça e etnia? Tratar sobre o racismo e sua crueldade com as pessoas. Sobre a legislação brasileira, que proíbe essa prática, sobre o mandamento: ama a teu próximo como a ti mesmo; e como Deus não faz acepção de pessoas. Os versos que muitos se utilizam para argumentar que Deus ama a todos indistintamente, e por isso não faz acepção de pessoas são: “Porque, para Deus, não há acepção de pessoas” [Rm 2.11]; e, ainda: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” [At 10.34]. Raça se expressa nas características visíveis da pessoa, ela engloba as características físicas, tais como tonalidade de pele, formação do crânio e do rosto e tipo de cabelo. A etnia também se refere a isso, mas ela vai além das características físicas da pessoa, ela inclui a cultura, nacionalidade, afiliação tribal, religião, língua e tradições. A partir dessa união de raças desenvolveu-se o que é o país hoje em dia, e como passaram a ser criados novos costumes e tradições, nascendo assim a etnia.
      5. Além das diferenças individuais há as diferenças sociais e culturais, incluindo as diferenças típicas de cada região do país e de outros países em relação ao Brasil. Aborde o tema e os conceitos estereotipados também fixados pela sociedade. Piadas são frequentemente realizadas em sentido pejorativo, reforçando tais conceitos. Pode-se perguntar se eles conhecem algumas e o que há de estereótipos nelas. Mencione que a intolerância a diferenças produziu massacres como o promovido pelo nazismo ao povo judeu.
      6. De um modo geral, mulheres, negros, indígenas e nordestinos são sub-representados no espaço escolar, na mídia e no mercado de trabalho, com diferenças salariais marcantes entre homens e mulheres.
      7. Conclusão: Ensinar que a diferença pode ser bela, que a diversidade é enriquecedora e não pode ser sinônimo de desigualdade. Pode-se apresentar, neste momento, o vídeo sobre o menino que queria mudar de cor: Eu quero ser negro. Com isso, buscamos romper com as verdades socialmente construídas de que para ser belo, tem que ser branco ou magro.
  6. Avaliação
    1. Criar uma frase que expresse o que você entende por respeitar as diferenças.

1- Edneide

Dia do Desbravador 2013

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O mês de abril se foi e nele milhares de desbravadores em toda a Divisão Sul-Americana comemoraram o Dia do Desbravador!

Abaixo temos algumas fotos enviadas por líderes que nos acompanham. Como foi a programação na sua Igreja/Distrito/Região? Envie para a nossa Equipe, através do formulário Contato, as fotos da sua programação, para que possamos completar esse post com o máximo de Clubes possível!

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1- Equipe

Dia do Desbravador 2013 – ideias para o JA

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Chegamos agora praticamente ao final do nosso Dia do Desbravador. Neste momento, creio que todos já prepararam sua decoração e têm sua programação da manhã toda pronta, então vamos definir como será nosso programa jovem.

Nesta programação faremos total uso do cenário que propomos no primeiro post desta série sobre o Dia do Desbravador.

Programa JA

Tenha um grupo de desbravadores para recepcionar as pessoas que forem chegando para o programa.

Inicie a programação com um louvor bem animado. Prepare uma equipe para dirigir estes momentos. Escolha músicas alegres e que toda a Igreja possa participar deste momento.

Abaixo temos a ordem de como deve ficar o seu programa:

  1. Boas Vindas
  2. Louvor (03 músicas)
  3. Oração iniciar
  4. Peça – parte 01
  5. Desafiando o desbravador
  6. Peça – parte 02
  7. Mensagem musical
  8. Peça – parte 03
  9. Entrada das bandeiras
  10. Entrada dos candidatos à investidura
  11. Ideais e Hino dos Desbravadores
  12. Investidura (entrega dos emblemas)
  13. Voto de investidura
  14. Oração final
  15. Saída dos investidos
  16. Saída do Clube para cumprimentar a Igreja à porta 

Encenação

Para o programa JA nós faremos uma peça que será dividida em três partes.

#parte01

Uma garota que chamaremos de Elizabeth entrará em seu quarto e começará a se arrumar para ir a uma programação especial do seu Clube (a desbravadora já deve estar com a saia do uniforme quando entrar no quarto).

Elizabeth entra no quarto bonito e se dirige ao cabide central do cenário, onde esta pega o seu uniforme de gala (e veste a camisa, coloca o cinto e calça os sapatos).

Elizabeth: Como gosto das programações do Clube de Desbravadores, e hoje será um dia muito especial, irei receber mais 15 especialidades que fiz neste semestre. A que mais estou ansiosa para receber é a de Serviço Comunitário. Como aquele emblema é bonito! Aquela mão aberta com um coração tem tudo a ver comigo, pois sou uma pessoa boa, prestativa, educada, meiga, linda e, claro, muito modesta. Nossa, já estou quase atrasada, falta só a minha faixa (ela pega uma faixa com muitas especialidades). Que faixa linda, está repleta de especialidades, nem sei como encaixar as que vou receber hoje…

Cida (Mãe de Elizabeth): Vamos, Elizabeth, já está na hora de sairmos, senão chegaremos atrasadas à programação do Clube.

As duas saem de cena e entra um garoto no quarto feio (Ricardo), também se arrumando para a reunião do Clube.

Ricardo: Nem acredito que hoje é a cerimonia de admissão em lenço do Clube, foram três meses de aprendizado e hoje finalmente poderei usar meu lenço amarelo, ainda bem que o Felipe me emprestou um uniforme de gala, pois eu não poderia comprar um.

Ricardo sai de cena e entra a Dona Cida e Elizabeth empolgadas pelo meio do corredor central da Igreja/auditório.

Cida: Que cerimonia linda Beth, mais uma vez parabéns pelas novas 15 especialidades, sua faixa está linda.

Elizabeth: Obrigada, mamãe, eu realmente mereci muito estas especialidades, eu trabalhei muito duro para conquistá-las.

Cida: Eu sei que sim minha filha, você é sempre muito dedicada.

Neste momento as duas já devem estar no quarto de Elizabeth

Mas, Beth, que legal aquele projeto que foi lançado pelo diretor de visitar aqueles garotos no orfanato e poder ajudar as crianças levando roupas. Você já sabe o que vai fazer?

Elizabeth: Ah, mãe, eu vou mandar algumas roupas, tenho algumas que já não estão servindo mais, eu não vou visitar o orfanato não, afinal, já cumpri todos os requisitos que pediam na especialidade e no cartão. Eu já cansei de ir a estes lugares.

Cida: Mas minha filha, não tem problema você faltar à programação? Achei o projeto tão bonito.

Elizabeth: Não, mamãe, eu já fiz tudo isso, agora posso só enviar as roupas.

Cida: Tudo bem minha filha, você que sabe…

Dona Cida sai do quarto da filha e fica só Elizabeth em cena.

Elizabeth: Eu é que não vou a este orfanato, mas vou enviar algumas roupas. Deixe-me ver quais posso mandar…

Elizabeth separa algumas roupas do seu cabideiro cheio de roupas, e quando já tiver separado algumas sai de cena levando as roupas.

Enquanto a garota está separando as roupas, entra Ricardo em cena no quarto mais feio.

Ricardo: Que cerimonia linda, como estou feliz por meu novo lenço.

Entra Pedro, um dos garotos do orfanato

Pedro: E aí, Ricardo, como foi a programação?

Ricardo: Foi ótima! O mais legal de tudo é que o diretor lançou um projeto de visitar as crianças menores aqui do orfanato, pediu para os desbravadores trazerem roupas e passaremos todo o dia aqui.

Pedro: Nossa! Que legal que o Clube virá ao orfanato. Você tem alguma coisa para dar para os menores?

Ricardo: Bem que gostaria de ter algo para dar a elas, mas não tenho nem uma roupa que possa dar… Humm, mas tive uma ideia! Vou montar algumas atividades para fazer com elas junto com minha unidade, já que não posso dar nada, pelo menos tentar proporcionar a elas um dia especial.

Pedro: Excelente ideia, Ricardo, e se você quiser, posso te ajudar.

Ricardo: Beleza, Pedro, vamos lá!

Ricardo e Pedro saem de cena empolgados.

#fimparte01

#parte02

Entra o diretor do Clube com os desbravadores no orfanato cheio de sacolas com roupas e brinquedos na mão.

Diretor: Atenção, Clube! Nós já chegamos ao lar da criança e hoje nós passaremos todo o dia brincando e ajudando elas. O Ricardo preparou algumas atividades que poderemos fazer juntos. Ricardo, explique para nós.

Ricardo: Bem, primeiro, para a parte da manhã, eu montei um carrossel de atividades que poderemos fazer. Em seguida, pensei em dividirmos em grupos e ensinarmos eles a fazerem origami ou pintura em vidro. O diretor do Clube já providenciou todo o material. Então, depois do almoço, pensei em representarmos uma história da Bíblia com fantoches. A tia Patrícia lá da Igreja emprestou para nós os fantoches dela. E, para terminar o dia, daremos os presentes que trouxemos.

Clube começa a conversar… Nossa! Que legal! Será o máximo este dia! E começam a ficar empolgados…

Diretor: Atenção, Clube, cessar a conversa! Bem, vimos que será um dia bem intenso de atividades para vocês, e enquanto vocês brincam com as crianças, eu e alguns membros da direção iremos fazer alguns reparos no orfanato que estão sendo necessários. Então deixarei a diretoria associada Cristina com vocês. Tudo bem?

Clube: Sim senhor!

Diretor: Bem, então mãos à obra.

Os desbravadores começam a sair pelo corredor central da Igreja.

Daniela (conselheira da unidade) e algumas meninas da unidade de Elizabeth ficam no quarto do orfanato.

Daniela: Meninas, vocês sabem porque a Elizabeth não veio?

Beth entra no quarto dela com fones de ouvido, deita na cama e começa a ouvir musica.

Cintia (desbravadora): Dani, ela disse que não gosta muito das atividades comunitárias e que iria ficar em casa hoje para descansar um pouco. Ela disse que anda fazendo muitas atividades ultimamente.

Bianca (outra Desbravadora): Olha, Dani, mas ela mandou aquela sacola enorme de roupas, de todos nós foi a que mais está dando roupas para as crianças.

Daniela: Meninas, mais importante do que mandar as roupas é vir ajudar aos outros. Muitas vezes as pessoas precisam muito mais de nossa atenção do que de nosso dinheiro ou nossos presentes. Mas tudo bem, esta semana eu vou visitar a Elizabeth e converso melhor com ela. Mas agora vamos, meninas, que as atividades já devem estar começando.

Todas saem de cena pelo corredor central da Igreja/auditório.

Elizabeth levanta da cama.

Elizabeth: Ainda bem que eu fiquei em casa hoje, eu realmente precisava de um dia de descanso, eles devem ter ficado maravilhados com a quantidade de roupas que mandei, afinal, eu sempre fui muito caridosa.

Elizabeth sai de cena.

#fimparte02

#parte03

Daniela chega à casa de Beth para conversar com ela

Daniela: Boa tarde, Elizabeth! Tudo bem?

Elizabeth: Dani, que surpresa boa, vamos, entre.

Daniela: Obrigada.

As duas entram, sentam e começam a conversar.

Daniela: Então, Elizabeth, como andam as coisas e a escola?

Elizabeth: Tudo está ótimo, hoje teve um prova super complicada, mas acho que me saí bem.

Daniela: Que bom! E seus pais, estão em casa?

Elizabeth: Não. Meu pai está trabalhando e minha mãe foi ao mercado.

Daniela: Mas, Beth, eu vim te visitar hoje porque senti sua falta na visita ao orfanato. Por que você não foi?

Elizabeth: Ai, Dani, eu estava muito cansada, tenho feito muitas atividades, mas eu mandei uma sacola enorme de roupas, você não viu?

Daniela: Vi sim, mas as roupas eram a parte menos importante do nosso projeto, o mais importante era participar de um dia com as crianças. Sabe, aquele dia foi muito especial, desenvolvemos diversas atividades e a alegria que estava estampada no rosto de cada criança foi mais importante do que as muitas coisas que levamos.

Elizabeth: Mas roupas também são importantes, eu também fiz a minha parte.

Daniela: Sabe, Beth, eu vou te contar uma história… O rei Saul havia sido escolhido como rei de Israel. Em certo momento do seu reinado, os filisteus entraram em guerra contra Israel…

Elizabeth: Nossa, Daniela, como Saul foi covarde.

Daniela: Era Saul que deveria ter ido para a batalha, mas no lugar disso ele quis colocar suas roupas em Davi. Como você disse, Saul foi um covarde e quis enviar só as roupas. Mesmo que ele não fosse lutar contra Golias, ele deveria ter ido junto com Davi e permanecido ao seu lado. Mas Saul era covarde, ele queria ficar no seu palácio, curtindo sua vida de rei, enquanto outro fazia aquilo que era sua obrigação. E você, Beth, no dia em que recebeu aquela especialidade de Serviço Comunitário, também estava assumindo uma responsabilidade de ajudar os outros sempre. Quando você deixa de assumir uma responsabilidade, você passa a ser como Saul, um covarde. Você ficou em casa achando que só mandar as roupas já era o suficiente.

Elizabeth: Nossa, Dani, que palavras duras. Mas o pior é que você tem razão, eu fui uma covarde e só envie as roupas.

Daniela: Muitas vezes, mais do que nossos presentes, as pessoas precisam de nós, precisam de nossa atenção, nosso carinho. As pessoas precisam que eu tenha atitude.

Elizabeth: Dani, eu estou muito arrependida e sei que errei, eu realmente não quero ser como Saul.

Daniela: Mas, Beth, sabe o que é mais especial em tudo isso? É que Deus pode fazer de nós pessoas corajosas! Muitas vezes nós somos covardes, mas aí nós podemos orar a Deus e pedir para Ele fazer de nós pessoas corajosas. E o primeiro passo você já está dando, em admitir o erro e se arrepender.

Elizabeth: Eu realmente preciso que Jesus me ajude a não ser mais uma covarde.

Daniela: E com certeza Ele vai ajudar. Fico muito feliz que você tenha tomado consciência de tudo isso. Você é uma menina muita especial e dedicada, e Deus quer usar você em Sua Obra.

Elizabeth: Ai, Dani, que bom saber que Deus me perdoa.

Daniela: Beth, vamos fazer uma oração e pedir para Jesus nos ajudar a sempre sermos corajosos?

Daniela e Beth oram.

Daniela: Bem, Elizabeth, agora preciso ir, ainda tenho aula da faculdade mais tarde.

Elizabeth: Daniela, muito obrigado pela visita. Agradeço muito por você se preocupar comigo.

As duas se abraçam.

Daniela: Tchau, Beth, e até a próxima reunião do Clube.

Elizabeth: Tchau, Dani, e mais uma vez obrigado pela visita.

Daniela vai embora.

Elizabeth senta na cama e fica pesando. Enquanto isso sua mãe chega.

Cida: Elizabeth, filha! Já cheguei.

Elizabeth: Oi, mamãe, estou aqui.

Cida: Oi, filha, o que foi que você está tão quietinha aí?

Elizabeth: Sabe, mãe, a Dani esteve aqui.

Cida: A Dani? O que ela queria?

Elizabeth: Ela veio porque sentiu minha falta na visita ao orfanato, e me fez perceber que fui uma covarde quando enviei só as roupas. Eu deveria, muito mais do que enviado as roupas, ter dedicado um tempo para aquelas crianças.

Cida: Filha, que bom que você percebeu isso. Quando você me disse que não iria, eu fiquei pensando que às vezes precisamos fazer muito mais do que só enviar coisas. As pessoas, muitas vezes, precisam de nossa atenção.

Elizabeth: Sabe, mamãe, o que eu estava pensando? Amanhã à tarde a senhora vai comigo ao orfanato? Eu queria poder passar uma tarde com as crianças.

Cida: Claro que sim, minha filha. Sabe o que mais? Eu vou preparar uns sanduíches e bolo para podermos fazer um piquenique com eles. O que você acha?

Elizabeth: Boa ideia, mãe, eu te ajudo a preparar tudo.

As duas saem de cena.

Entra alguém que fará o encerramento da peça. Pode ser o capelão do Clube, o diretor, um membro da direção ou outro.

Encerramento da peça: Sabe amigos, muito mais importante do às vezes só enviarmos coisas, precisamos arregaçar as mangas e fazer algo mais. Vimos nesta história dois contrastes, de um lado um garoto pobre que, mesmo sem ter nada para dar aos outros, deu seu tempo em prol do próximo. E do outro lado, alguém que deu muita coisas, mas deixou de lado o essencial: a atenção.

O Clube de Desbravadores, acima de qualquer outra atividade que desenvolve, trabalha para ensinar a cada juvenil e adolescente que por aqui passa que eles precisam sempre fazer algo a mais, eles precisam sair e fazer sua parte. Seja em sua casa, escola, Igreja, comunidade… Os desbravadores sempre estão dispostos a ir aonde Deus mandar. Mais importante do que orações, Deus também quer que tenhamos ação.

Não adianta nada eu orar pedindo para me sair bem em uma prova e não fizer a minha parte, que é estudar. Não adianta eu ver alguém passando fome e orar por ela. Eu preciso lhe oferecer pão. Não adianta eu ver uma criança sofrendo e lhe mandar uma caixa de presentes, eu preciso lhe dar carinho e atenção.

A Bíblia nos fala, em Mateus 25:34-40: “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’ ”.

Como vimos, Deus deseja que nós nos dediquemos uns aos outros e que façamos sempre o nosso melhor (Eclesiastes 9:10) e hoje temos aqui um grupo de jovens que também aprenderam e se dedicaram às atividades do Clube. Alguns estarão recebendo o lenço, outros especialidades ou botons de classes. Mas todos eles aprenderam que precisam, com as novas habilidades que adquiriram, ensinar outros também a trilharem pelo caminho da salvação.

Neste momento, estaremos participando de uma cerimônia de condecoração dos futuros lideres desta Igreja e de jovens que se comprometem de hoje em diante serem sempre corajosos para irem aonde Deus mandar, tendo em vista sempre o objetivo de salvar pessoas.

#fimparte03

Começa a investidura

Atividade desafiando o Desbravador

Este é um dos quadros do JA, onde pessoas da plateia serão desafiadas a enfrentar um desbravador.

Escolha atividades que membros da Igreja e desbravadores sejam desafiados a mostrarem seu conhecimento e ver quem sabe mais. Aqui indicamos algumas sugestões: perguntas bíblicas, perguntas sobre o que foi falado no culto pela manhã, desafio de fazer um nó (mostre um nó para os dois e veja quem faz mais rápido), cantar uma música, falar de cor todos os livros da Bíblia, saber o nome de todos os filhos de Jacó, e outras atividades que vocês acharem interessante…

Desenvolva atividades que tanto o desbravador como o membro da Igreja possam usar seus conhecimentos. Ao final, entregue um brinde para cada pessoa que aceitar o desafio de enfrentar o desbravador.

Amigos, espero os posts tenham ajudado vocês a preparem sua programação. Estarei orando para que o Dia do Desbravador de todos vocês seja bastante especial e que Deus use cada Clube de Desbravadores.

Antes que eu me esqueça, tire fotos de sua programação e mande para nós, para que possamos ver como foi este dia todo especial em seu Clube. Quando recebermos as fotos, postaremos aqui no nosso Cantinho!

Um grande abraço e feliz Dia do Desbravador!

1- Paulo

Dia do Desbravador é data oficial do Distrito Federal

Sessão solene

Os desbravadores do Distrito Federal têm muito a comemorar! No dia 13 de março deste ano, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal a Lei nº 5.075/2013, que inclui no calendário oficial de eventos do Distrito Federal, o Dia do Desbravador.

Para comemorar a conquista, na noite de hoje tivemos uma Sessão Solene na Câmara Legislativa. Vários líderes marcaram presença, representando seus Clubes.

“Cada criança que você tira do crime é uma vida que você poupa”, diz o Deputado Distrital Wellington Luiz, autor da Lei.

Ao final das falas, o Deputado fez uma cerimônia de entrega de Moções de Louvor a alguns líderes previamente selecionados, pelos relevantes serviços prestados à comunidade do Distrito Federal.

Essa foi apenas a primeira de muitas comemorações que ainda teremos por aqui!

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1- Alberto

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