Arquivo | maio 2011

Planejando um acampamento para os desbravadores – Programa

Acampar é uma das atividades que os desbravadores mais gostam de fazer no Clube, se não for a que eles mais gostam! Todo domingo aqui no seu Cantinho você acompanha a seção Arte de Acampar, encontrando várias dicas para os seus acampamentos.

Daqui a um mês teremos um feriado prolongado e com certeza muitos clubes irão aproveitar para acampar. Como toda atividade do Clube, o acampamento precisa ser muito bem planejado, pois o sucesso dele dependerá fundamentalmente disso! Não adianta chegar lá e ir fazendo o que vier na cabeça, além de não dar certo, os desbravadores irão notar a falta de compromisso… péssimo exemplo.

Por isso, vamos aprender aqui algumas dicas para planejar um bom acampamento de desbravadores. O nosso foco hoje será no programa.

A primeira coisa que precisamos ter em mente é que o programa do acampamento precisa abranger com equilíbrio as áreas física, mental e espiritual. Uma não pode estar em sobreposição à outra.

Física: As atividades físicas são as que mais impactam o desbravador no acampamento. São as provas e a recreação, que, se forem bem elaboradas, independente do que tenha acontecido de ruim, eles vão se lembrar do evento como algo muito bom! Quem aqui não se recorda com carinho de um Campori pelas provas que realizou?!

Mas agora no Clube, como membros da diretoria, somos nós que temos que elaborar essas provas super legais para eles. Ao planejar uma prova, (tendo em mãos papel e caneta, é claro), você precisa dar um nome a ela, descrever exatamente como ela acontece, relacionar os materiais necessários, quantos desbravadores estão envolvidos e como será a avaliação. Você pode até achar que não é necessário tudo isso, mas eu te garanto que se assim for feito, eu que nunca fui no seu Clube poderei pegar o seu planejamento e executar a sua prova, caso você não possa. Inclusive é essa a idéia, qualquer pessoa que pegar o planejamento entenderá claramente o que deve ser realizado.

Algumas das provas mais esperadas nos acampamentos são: torta na cara, caça ao tesouro, circuitos, fogueiras, nós, barracas, ordem unida… Uma idéia para deixá-las ainda mais interessantes é colocar algum fator complicante. Desbravadores não gostam de coisas fáceis! Então, por exemplo, em vez de fazer uma corrida de nós simples, por que não fazer uma corrida de nós na água?

Confiram o modelo abaixo (clique para ampliar):

Se você quer exemplos de provas para o seu acampamento, não percam o post de quinta feira que vem!

A recreação também faz parte das atividades físicas e deve ser trabalhada nos acampamentos. Ela vai depender muito da estrutura que vocês tiverem, por exemplo, se na fazenda que vocês estão tem alguma cachoeira, não deixem de levar os desbravadores lá pelo menos 1 dia! Lembrem-se que o momento da recreação também deve ser planejado e dirigido, principalmente em relação à segurança dos desbravadores!

Mental: As atividades mentais são basicamente as instruções e os concursos. É impossível a um desbravador ser investido numa classe sem participar de um acampamento! Então, sente com todos os seus instrutores e anote todos os requisitos de todas as classes que precisam ser cumpridos lá, inclusive especialidades.

Já procure saber como ensinar cada um deles e quais os materiais que você vai precisar. O desbravador precisa voltar do acampamento sabendo fazer bem o que é exigido na sua Classe!

Os concursos são muito usados em Camporis, como concurso de música, oratória, perguntas e respostas, clube do livro, ano bíblico… mas nada impede de os utilizarmos nos nossos acampamentos internos também.

Se você planejar algum concurso, lembre-se que ele deve ser divulgado com bastante antecedência, para que os desbravadores possam se organizar para participar. Deixe bem claro, por escrito, todas as regras e quais serão os critérios avaliados, para evitar dor de cabeça. Bem conduzidos são uma ótima opção para as tardes de sábado e programas noturnos.

Espiritual: Infelizmente, hoje vemos muitos líderes que não trabalham a parte espiritual no acampamento, ou é a mais mal planejada de todas. Outro extremo disso são aqueles que trabalham apenas a parte espiritual, não fazem nada de físico e mental. Em qualquer atividade do Clube deve haver o equilíbrio entre as três áreas!

As principais atividades envolvidas são os cultos (programações noturnas), as meditações matinais e o fogo do conselho.

No culto tenha à frente da programação um líder carismático, que anime os desbravadores. Peça a ele para dirigir o momento de cânticos, para tornar esse momento o mais esperado do evento! 

O tema do programa noturno deve ter conexão com o tema do acampamento. Envolva os desbravadores no programa, seja dando um testemunho, demonstrando alguma habilidade, apresentação musical… A mensagem espiritual deve ser clara, breve e ter uma aplicação prática na vida dos desbravadores. Temos que tomar muito cuidado para não tornar esse momento chato. Para isso, um bom planejamento ajuda!

O devocional deve ser cristocêntrico. Parece óbvio, mas não é bem o que acontece. O que você costuma ler no seu devocional pessoal? Estorinhas? Acredito que não. Você lê a Bíblia, a meditação, a lição. Então por que insistimos em ficar contando essas estorinhas no devocional das crianças? Não podemos subestimar a capacidade delas. No devocional temos que abordar um tema bíblico, assim como fazemos o nosso em casa.

Uma aplicação prática é fundamental para que o desbravador possa realmente adotar aquela atitude para a sua vida. Fazer alguma meditação relacionada ao local do acampamento ou a alguma coisa que aconteceu ajuda muito a eles entenderem o contexto.

Uma coisa que NUNCA pode acontecer é você pedir (no acampamento!) para uma unidade fazer o devocional. Se você que é líder, já trabalha há tempos com desbravadores deixou de última hora e não programou nada, quanto mais os desbravadores!!! É importante que eles saibam dirigir o momento devocional, mas peça a eles com pelo menos 3 semanas de antecedência!

O fogo do conselho é uma das atividades mais tradicionais que temos. Faz parte da história do movimento mundial. Deve ter uma boa música, animada, brincadeiras apropriadas ao redor  da fogueira, momentos de humor, descontração, reflexão sobre acontecimentos do dia, sobre a vida espiritual, relembrar de acampamentos passados… Este é o momento em que todos os desbravadores se reúnem ao redor da fogueira para ouvir o que os líderes têm a ensinar a eles. Faça o fogo do conselho ser tradição no seu Clube também, guarde sempre um pouco das cinzas para colocar no próximo fogo do conselho e assim por diante.


Cristianismo, para a classe de Pioneiro

Hoje em dia muitas pessoas professam ser cristãs. Em cada esquina que você passa tem pelo menos 1 igreja, todas dizendo seguir o nosso Mestre. Mas afinal, o que é ser cristão de verdade? É apenas acreditar em Jesus e pronto?! Como diria Paulo: de maneira nenhuma!

O Clube de Desbravadores desempenha uma função importantíssima na vida de cada garoto: ensinar o verdadeiro cristianismo, com base nos princípios bíblicos. Esse assunto é tratado com mais profundidade na classe de Pioneiro, na seção Descoberta Espiritual, requisito 1: “Conversar em seu clube ou unidade sobre: a. O que é o cristianismo. b. Quais são as características de um verdadeiro discípulo. c. O que fazer para ser um cristão verdadeiro.”

No Manual de Pioneiro temos uma parábola muito interessante, que ajudará a cumprir a primeira e a última exigência do requisito. Clique AQUI para baixar.

O texto é um pouco longo, logo, não daremos ele aos desbravadores para lerem durante a instrução, ok? rs. Dê uma cópia a cada um e estudem durante a semana. Na reunião seguinte, montem uma peça, para que vocês possam encená-la para todo o Clube no devocional. Ao ler em casa, ensaiar e encenar, certamente eles memorizarão e fixarão o que é cristianismo e o que fazer para ser um cristão verdadeiro!

Com relação às qualidades de um verdadeiro discípulo, leve para a classe revistas e jornais velhos, leve também cola, tesouras e folhas em branco. Peça para cada desbravador fazer um anúncio de jornal (usando palavras recortadas das revistas e jornais), procurando um discípulo. Dessa maneira, eles terão que descrever as características do discípulo que estão procurando e concluirão a segunda exigência do requisito! Depois, exponha o trabalho dos desbravadores no mural da Igreja, da sala da escola sabatina ou na recepção.

 

Especialidade de Felinos: aprendendo a pesquisar

Saiba mais sobre a magnífica família dos gatos – tigres, pumas, onças, jaguares, leopardos, linces e, naturalmente, o rei dos animais. Existe o seu gatinho de estimação – e todas as diferentes raças de gatos.

Alguma vez você já se perguntou como os gatos enxergam no escuro, como suas orelhas são protegidas, ou porque têm bigodes? As patas dos gatos e seus dentes, você diz, são usados para destruir coisas em sua casa – ou há mais que isso?

Há histórias famosas da família dos gatos na história e, mais importante, na Bíblia. Esta tudo na especialidade de Felinos.

Esses são os requisitos para se tornar um “especialista” em felinos:

  1. Qual é o nome científico do gato doméstico?
  2. Como a estrutura da pata é semelhante em todos os felinos?
  3. De que maneira os olhos de todos os felinos são semelhantes?
  4. Qual é o principal alimento da família dos gatos? De que forma os dentes dos gatos estão preparados para isto?
  5. Para que servem os bigodes dos gatos?
  6. Como são protegidos os ouvidos dos gatos?
  7. Identificar, a partir de fotografias/ilustrações, ou ao natural, quatro tipos de gatos domésticos. Descrever o temperamento de cada um.
  8. Qual o benefício, para o homem, dos gatos domésticos?
  9. Identificar a partir de fotografias/ilustrações, ou ao natural sete tipos de gatos selvagens. Dizer em que parte do mundo são encontrados.
  10. Que animal é conhecido como o rei dos animais? Por que recebe este título? Como é o seu temperamento?
  11. Contar a história de Androcles e o leão.
  12. Contar quatro histórias da Bíblia nas quais um membro da família dos felinos é mencionado.

Esta especialidade apresenta erro de tradução na primeira questão, o requisito da especialidade original pergunta o nome científico da família do gato e não o nome científico do gato doméstico. Para cumprir o requisito da melhor maneira possível, sugerimos que se cumpram as duas coisas.

Logo abaixo estão as alguns sites com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha alguma indicação de fonte, nos mande um e-mail ou deixe um comentário.

Mochilas – parte 1

 

Existem três coisas essenciais que precisamos saber em relação à mochilas de camping: como escolher, como organizar, como regular e como cuidar de sua mochila.
Hoje começamos uma série sobre esse tema, dividida em três postagens. A primeira vai tratar sobre pontos importantes que devemos observar ao escolher nossa mochila de camping.

A escolha da mochila certa exige atenção. A mochila ideal é aquela que mais se adequa às suas atividades e à sua estrutura física. A primeira característica que deve ser observada é o tamanho e a segunda são os detalhes técnicos da mochila.

  • Tamanho

O tamanho de uma mochila é determinado pela sua capacidade em litros. Isso sempre soa muito abstrato para quem está pouco familiarizado com o assunto e pode não significar absolutamente nada para quem está comprando sua primeira mochila. As mochilas pequenas, de uso diário, têm capacidade entre 10 e 40 litros. Elas são uma boa alternativa para um dia de caminhada ou pedalada. A capacidade das mochilas médias varia de 40 a 60 litros, são chamadas mochilas de uso misto, e as grandes tem capacidade entre 60 e 90 e são chamadas cargueiras.

Para escolher o tamanho da mochila, pense antes o tipo de atividade que você vai praticar. O mais razoável é que uma mochila de fim de semana, para uma atividade como o excursionismo, tenha um tamanho que oscile entre os 55 até 75 litros, sendo que para crianças devemos diminuir esse tamanho para volumes entre 35 e 60 litros. Caso você escolha uma capacidade inferior à necessária, acabará sendo obrigado a transportar bens pelo lado de fora da mochila, o que muitas vezes acaba se transformando num transtorno, principalmente em caminhadas em meio a vegetação mais densa. Por sua vez, escolher mochilas com capacidade superior farão com que se possa transportar muitas coisas, algumas delas extremamente desnecessárias, o que resultará em fadiga e desequilíbrio ao usuário, podendo causar acidentes.

Portanto a norma geral demanda que se deve realizar uma previsão correta do volume e peso a transportar e, uma vez estudado o que vai se colocar na mochila, escolher uma com capacidade justa, ou inclusive menor, para acostumar-se a levar só o imprescindível, descartando carregar uma grande quantidade de roupa para trocar ou aqueles acessórios que nunca se usam.

Outro ponto importante, mais até do que a quantidade de equipamento que você pretende carregar, é saber o que se agüenta carregar! Lembre-se que uma pessoa acostumada a trilhas e que esteja bem preparada fisicamente deverá carregar, no máximo, 1/3 de seu peso. Pouco preparo? Diminua para ¼. Sem preparo ou nenhuma experiência? 1/5 e não se fala mais nisso!

Os detalhes técnicos que vamos falar agora são para mochilas cargueiras, mas os principais podem e devem ser aplicados para mochilas de uso misto.

Principais características de uma boa mochila cargueira:

  • Barrigueira

É aqui que o peso principal da mochila será aliviado, sobre seu quadril, sendo assim escolher uma mochila com a barrigueira fina demais, curta ou mesmo longa demais ou com um ajuste ruim pode arruinar a sua viagem ou trilha. Ao vestir a mochila na loja, principalmente se você for magro(a), peça ao vendedor para enche-la com alguma coisa – sacos de dormir são ótimos pra isso – assim você poderá testar o ajuste da barrigueira e saber se ela fecha bem ou se machuca quando a mochila tem alguma carga. Além do ajuste frontal da barrigueira uma boa mochila tem também um ajuste entre a barrigueira e a mochila em si, esse ajuste também deve ser verificado na compra e é importante para uma boa dispersão do peso.

  • Divisão para saco de dormir e abertura frontal 

A divisão para o saco de dormir existe na maioria das mochilas cargueiras, contudo em algumas mochilas chamadas de “alpinas” essa abertura não existe. Caso sua mochila tenha uma abertura frontal grande, a divisão para o saco de dormir não fará tanta falta, porém se a sua mochila não tiver uma boa abertura frontal e não tiver abertura para o saco de dormir vai ser muito ruim para remover os itens que estão mais no fundo.

A abertura frontal é, na visão de muitos, uma obrigatoriedade em qualquer boa cargueira atual. É muito bom poder pegar algum objeto durante uma viagem ou trilha sem ter que abrir a mochila por cima. Esse é um item que, com certeza, merece destaque como diferencial na compra de uma cargueira. Se eu tiver que escolher entre duas mochilas, uma mais cara com abertura frontal e uma mais barata sem abertura eu fico com a mais cara, sem pensar muito.

Na parte de dentro de algumas mochilas a divisão do saco de dormir tem um ziper que permite separar o interior da mochila em duas partes, uma acima da divisão do saco de dormir e a outra sendo a própria área do saco de dormir, coisa muito útil em algumas situações.

  • Fitas de compressão laterais

Essas fitas laterais tem duas funções, comprimir o conteúdo da mochila e prender alguma coisa que vai do lado de fora da mochila, como o isolante térmico ou mesmo uma corda.

  • Bolsos laterais e porta garrafas

Os porta garrafa não são considerados fundamentais. Os bolsos laterais, quando bem espaçosos, são muito mais interessantes que os porta garrafas, principalmente por que é possível carregar em um desses bolsos uma bolsa de água, um camelback, e assim dispensar o uso das garrafas e ainda facilitar a ingestão de água durante o percurso.

  • Regulagem de altura das alças

As cargueiras são mochilas que transportam muito peso por isso mesmo o ajuste de altura das alças é um item fundamental para que o peso na mochila não prejudique a coluna do usuário. Uma boa mochila deve ter algum ajuste para permitir que a altura dela se adapte ao corpo do usuário, uma mochila com alças fixas pode se transformar em um problema e um grande desconforto durante uma caminhada maior.

  • Alças e costado acolchoados

Por mais que o peso esteja bem distribuído e a barrigueira bem ajustada ainda assim você vai querer ter um bom costado e alças bem acolchoadas. Dois outros fatores são importantes nestes itens, o costado além de bem acolchoado deve ser bem desenhado e com uma confecção que permita as costas do usuário respirar sem maiores problemas. O material usado tanto no acolchoamento das costas quanto das alças deve ser macio para evitar que alguma blusa mais frágil seja danificada pelo atrito entre a alça/costado e a roupa – o que acontece com muitas blusas de dry-fit.

  • Barras de estabilização nas costas

Esse item nem sempre é notado quando olhamos ou mesmo pegamos rapidamente a mochila, mas essas barras de metal – que podem ser acessíveis ou não – são fundamentais para o conforto de quem vai transportar muita carga. As barras mantém a mochila reta e assim evitam que os usuários dobrem de forma incorreta as costas, sobrecarregando a coluna. Essas barras são importantes em qualquer mochila acima dos 40-50l, mochilas sem elas costumam ser muito desconfortáveis.

  • Fita de peito ou fita peitoral

A função desta fita é estabilizar ainda mais a mochila nas costas do usuário, ela é importante quando a mochila está carregada e a pessoa está em terreno acidentado. Essa fita deve deslizar pela alça permitindo ajustar a altura dela para que fique mais acima ou abaixo do tórax, esse ponto da regulagem é uma coisa que deve ser levada em conta principalmente pelas mulheres. A fita peitoral no caso de uma mochila usada por uma mulher tem que obrigatoriamente ser ajustável já que não deve ficar por cima dos seios pressionando eles.

  • Capa de chuva
Pode até ser que isso já venha na sua mochila. Mas mesmo que você opte por uma cargueira sem esse acessório reserve algum dinheiro para comprar uma capa de chuva que caiba nela. A capa de chuva, além do uso óbvio, serve para proteger a sua mochila nos bagageiros de trens, ônibus, jipes, etc. Uma mochila sem capa de chuva irá se tornar um grande problema se você for pego de surpresa por uma tempestade durante uma trilha mais longa.

Caso a sua mochila venha com capa de chuva, observe se ela pode ser separada da mochila. Isso será uma boa opção quando você tiver que trocar a capa de chuva ou mesmo lavar a cargueira.

Se a diferença de preço entre as mochilas que você escolheu for muito grande e as características forem as mesmas, opte por aquela que vem sem capa de chuva e compre uma capa a parte depois. Existem boas capas no mercado por preços baixos.

Itens secundários na escolha da mochila cargueira:

  • Porta piolet ou bastão de caminhada

Este item não é de fundamental importância para quem não faz uso de bastões de caminhada ou piolets (aquelas piquetas usadas em escalada na neve/gelo). O uso de piolets pode ser incomum para muita gente, mas os bastões de caminhada são usados por muitos trekkers e acondicioná-los dentro da mochila pode fazer com que eles furem alguma coisa caso não estejam com as pontas protegidas. Portanto pense se este item é ou não importante para você. Para quem vai pra alta montanha o porta piolet é um item importante para facilitar o transporte deste equipamento.

  • Alça de transporte

Não é um item tão importante, mas está em todas as mochilas em geral, vai fazer falta na hora de fazer alguns movimentos durante o transporte da mochila, mas nada que vá lhe prejudicar caso a sua mochila não tenha.

  • Bolso na barrigueira

Esse também não é um item obrigatório, mas lhe ajudará muito naquelas situações onde você precisa pegar a carteira ou algo do gênero e então descobre que nem sempre é fácil tirar o que você quer do bolso quando a sua mochila está nas costas. Algumas coisas que podem ser colocadas nesse bolso durante a caminhada são a bússola, lanterna e pilhas ou algumas besteiras para comer.

Outros itens que merecem ser comentados:

  • Bolsos, em geral, quanto mais melhor. Na maioria das cargueiras bem feitas você encontrará dois bolsos na tampa da mochila, no alto. Um interno e outro acessível por fora, que fica voltado para parte de trás da cabeça do usuário, dentro deste bolso muitas mochilas trazem um bolso telado menor para servir como porta objetos – pilhas, chaves, alguma outra miudeza.
  • Dentro da mochila – pelo menos em muitas delas – existe um bolso grande e bem largo, esse bolso tem a função de carregar itens que estejam úmidos, como toalhas por exemplo. Outra coisa que pode ser carregada nesse bolso é uma lona que para colocar embaixo da barraca.
  • Algumas mochilas são forradas duplamente por dentro para aumentar a capacidade de resistência à água. Esse é um ponto positivo mas não obrigatório. Uma boa capa de chuva ajuda nesta questão.
Dicas:
  • Existem mochilas desenvolvidas para proporcionar mais conforto para as mulheres, com ajustes para se adaptar perfeitamente à anatomia feminina.
  • Existem mochilas que se ajustam ao tamanho da carga a ser carregada. Assim você evita levar materiais desnecessários apenas para preencher espaço na mochila ou que sua carga fique passeando dentro da mochila caso não esteja cheia. Esses ajustes são indicados na capacidade em litros da mochila (exemplos: 35+10L, 50+10L, 60+15L, 75+15L) e são muito úteis.

Assista este vídeo que mostra alguns pontos importantes na escolha de sua mochila cargueira.

Fontes:
http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2045
http://mochileiroliso.blogspot.com/2009/01/uma-vez-que-este-blog-trata-de.html
http://trekkingbrasil.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/
http://www.trilhaserumos.com.br/dicas_ler.asp?IdDica=24

A longa viagem das borboletas-monarca

A migração anual das borboletas-monarca fascina os seres humanos há mais de um século. Quando o inverno se aproxima, milhões desses insetos deixam diversos lugares do norte dos Estados Unidos e sul do Canadá e voam ininterruptamente até uma única localidade, com cerca de 100 km², na região central do México. Como elas são capazes de tal precisão é a pergunta que sempre se fizeram muitos cientistas.

Vários estudos mostraram nos últimos anos que o instrumento de navegação das borboletas-monarca é na verdade seu relógio biológico, que funciona como uma espécie de bússola solar que se orienta pela duração do dia e da noite. As engrenagens desse relógio biológico, no entanto, só foram reveladas recentemente numa pesquisa realizada na Universidade de Massachusetts.

Os pesquisadores identificaram um novo mecanismo associado ao relógio biológico, diferente do de outros insetos e de mamíferos, levando a crer que a bússola solar das borboletas-monarca é um marca-passo interno ainda mais antigo do ponto de vista evolutivo. “Esses resultados estão nos ensinando muito sobre a evolução dos relógios biológicos em geral”, diz o biólogo Steven Reppert. Segundo o pesquisador, essas borboletas se orientam por dois mecanismos: um deles é parecido com o de outros insetos e o outro, com o dos mamíferos. “Em algum ponto da história deste planeta, essas engrenagens bioquímicas seguiram caminhos diferentes”, acredita o autor.

Fonte: Mente e Cérebro

Nota: Esse relógio biológico migratório das borboletas-monarca é realmente fantástico: se elas demorassem demais para iniciar a migração morreriam, pois são uma espécie que não suporta o frio do inverno das regiões de origem; se iniciassem sua migração muito cedo também morreriam, pois temperaturas mais amenas (como as encontradas durante a migração) mantém seu metabolismo mais baixo, proporcionando uma economia de energia. Além disso, se errarem o caminho, morrem por exaustão (assim como ocorre com outras espécies migratórias). Se o relógio biológico migratório das borboletas-monarca e seu senso de orientação são resultado de milhões de anos de evolução (como afirmam os darwinistas), essa espécie estaria extinta. Sua existência é resultado de uma combinação de fatores que deveriam funcionar perfeitamente desde o princípio.

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