Dia mundial do desbravador 2018 – ideias para o JA

E aí galerinha de lenço?! Voltei para dar mais algumas dicas para o seu dia mundial! Vamos falar um pouco sobre o programa da tarde. Sei que muitas igrejas hoje não fazem mais programação à tarde, mas conversando com meu amigo Alberto concluímos que muitos de vocês ainda o fazem. Então, pensando nessas pessoas, estou aqui para compartilhar algumas ideias que tive para esse ano.

Na minha visão, o programa da tarde precisa ser rápido e significativo, por isso não vamos elaborar um programa muito extenso.

Cenário do programa

De um lado da igreja faça um ambiente de praça, para ser o ponto de encontro da turma. Você pode usar plantas ornamentais, ou um tapete de grama sintética para compor a paisagem e colocar um ou dois bancos. Veja algumas ideias abaixo de como fazer.

Do outro lado da igreja, faça uma sala de estar que será o outro ponto de encontro da turma. Coloque um sofá, um tapete, uma mesa de centro ou algum outro móvel que você conseguir para compor o cenário. Veja abaixo algumas ideias.

Cante duas músicas com a igreja, faça uma oração e comece o programa.

Programa: precisamos incluir todos

Um grupo de adolescentes (7 pessoas) chega até a frente da igreja e começa a conversar. Primeiro chegam 5 pessoas e começam a conversar em uma rodinha. Passado um tempinho, chega mais uma pessoa (uma menina).

Júlia: e aí galera, blz?

Turma: blz.

Yago: pô, Júlia, você demorou, marcamos às 15h00min aqui.

Júlia: foi mal gente, é que minha mãe deixou um monte de coisa para eu fazer em casa antes de sair.

Roberto: bem pessoal, agora que todos já chegaram podemos começar a planejar a confraternização da classe de pioneiro desse semestre.

Ana: quer dizer, todos não, né? Esqueceram que ainda falta o Ricardo?

Roberto: é que ele é tão esquisito e tão zé mané que nem lembrei dele. (dá uma risadinha de deboche).

Carlos: isso é verdade, Roberto, o Ricardo é muito estranho, é até melhor ele não ter vindo mesmo.

Priscilla: então galera, bora lá pra casa planejar essa festinha. Minha mãe preparou umas pizzas para a gente lanchar agora à tarde.

Carlos: pizza! Ô tia Marlene (com uma ênfase de entusiasmo), essa mulher é um anjo. #partiu

Todos: só se for agora!!!!

Todos saem de cena.

Passado um tempo, chega Ricardo ao ponto de encontro (praça)

Ricardo: cadê o pessoal? O Roberto me falou que era para estar aqui às 15h30min. Agora são 15h30min e não tem ninguém. Será que estão atrasados? Vou esperar eles aqui, afinal, só podemos começar quando estiverem todos.

Narrador: meia hora depois…

Ricardo: nossa, não chegou ninguém ainda! Será se aconteceu alguma coisa? Vou mandar uma mensagem aqui no grupo da classe.

Mensagem no grupo (você pode projetar no telão da igreja algo como se a conversa estivesse acontecendo) prepare um Powerpoint antes com a conversa e coloque aquele som tipo de mensagem sendo enviada pelo WhatsApp)

Mensagem: ei pessoal, onde estão vocês? Estou aqui esperando na praça há meia hora…

(envie essa mensagem e encerre a cena)

Entra um adulto na frente da igreja e faz as seguintes considerações:

Quem aqui já se sentiu excluído? Rejeitado? Ignorado? Com certeza todos nós já passamos por um momento em que nos sentimos o patinho feio da história. Pois bem, hoje quero falar de um assunto que acontece muito entre as crianças e adolescentes, que é o bullying. Apesar dessa palavra ter se popularizado há pouco tempo, o bullying é recorrente há muitos anos.

Uma pesquisa realizada pela ONU no ano de 2016 em 18 países e com 100 mil crianças e jovens, mostrou que metade dos pesquisados já sofreu algum tipo de bullying, por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem.

Esses números constam no relatório Pondo fim à tormenta: combatendo o bullying do jardim de infância ao ciberespaço, realizado pelo representante do Secretário-Geral da ONU para o combate à violência contra a criança e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No Brasil, esse percentual é de 43%, taxa semelhante a outros países da região: Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Uruguai (36,7%) e Colômbia (43,5%). Em países desenvolvidos, a taxa também gira em torno de 40% a 50%, como é o caso de Alemanha (35,7%), Noruega (40,4%) e Espanha (39,8%).

Segundo essa pesquisa, evidências mostram que tanto as vítimas como os perpetuadores desse tipo de violência na infância sofrem em termos de desenvolvimento pessoal, educação e saúde, com efeitos negativos persistindo na vida adulta.

“Quando as crianças são afetadas pelo bullying, elas não conseguem tirar vantagens das oportunidades de desenvolvimento aberta a elas nas comunidades nas quais vivem”, afirmou o relatório.

Pais e professores são os mais aptos a perceber os sinais de que uma criança está sofrendo bullying já que, em geral, o próprio não externa o seu problema para os demais. Deve-se estar atento a mudanças de comportamento da criança, falta de vontade de ir à escola, perda de interesse nos estudos e reações exageradas quando confrontadas com a iminência de encontrar com seu agressor.

(Fonte: https://nacoesunidas.org/pesquisa-da-onu-mostra-que-metade-das-criancas-e-jovens-do-mundo-ja-sofreu-bullying/amp/)

Veja esse vídeo:

É hora de dizermos: chega de bullying!

E a nossa história? Como será que ela termina? Vamos ver!

Começa uma cena na sala de estar da casa. Todos conversando e rindo sentados no tapete da sala, quando um som de mensagem apita no celular. Todos pegam seus celulares e leem a mensagem.

Projete no telão a mensagem:

Mensagem: ei pessoal, onde estão vocês? Estou aqui esperando na praça há meia hora.

Roberto: não acredito que o mané do Ricardo está esperando lá até agora!

Carlos: será que ele não se toca que ninguém gosta dele?

Yago: essa sua ideia, Roberto, de passar o horário errado pra ele foi ótima. Ele deve estar lá com a maior cara de trouxa.

Todos caem na risada. Marlene ouve as risadas e começa a observar a cena de longe…

Ana: quem mandou o Ricardo ser tão esquisito? Ele fica sempre querendo parecer o mais inteligente, sem falar que ele não curte nada que a gente faz.

Roberto: vamos ver quanto tempo mais ele ficará esperando lá. (risada sarcástica)

Chega outra mensagem (projetar no telão)

Mensagem: pessoal, ainda terá a reunião? Tem alguém online?

Todos começam a rir. Marlene observa tudo de longe.

Marlene: filha, vem aqui um pouquinho ajudar a mãe a pegar as pizzas.

Priscilla: já vou, mãe! Pessoal, vou ali ajudar minha mãe rapidinho e já volto.

Priscilla se levanta e vai ao encontro da mãe. Marlene e Priscilla conversam em um outro canto.

Marlene: filha, o que está acontecendo ali? Porque toda essa euforia?

Priscilla: nada mãe, é que a galera é animada.

Marlene: hum, sei. E quem é esse tal de Ricardo?

Priscilla: ninguém mãe.

Marlene: você não me disse que sua classe tinha sete pessoas, porque só vieram seis? Cadê o outro colega de vocês?

Priscilla: ah, não sei mãe.

Marlene: Priscilla, o que está acontecendo, filha?

Priscilla meio desconcertada.

Priscilla: bem mãe, é que a galera não gosta muito do Ricardo, que é o outro menino da classe, e aí decidirem pregar uma peça nele. Marcaram com ele o encontro na praça às 15h30min, ao invés de 15h00min e aí agora ele está lá esperando todo mundo há um tempão.

Marlene: mas filha, porque vocês fizeram isso com o pobre garoto? Isso foi muita crueldade da parte de vocês! E se fosse você no lugar dele? Como você se sentiria?

Priscilla: eu sei mãe, que isso não é legal, mas também o Ricardo não ajuda.

Marlene: nós precisamos respeitar e valorizar as pessoas independentes das suas diferenças.

Priscilla: poxa mãe, o que podemos fazer agora? o mal já está feito.

Marlene: deixa comigo filha, já sei o que vou fazer. Pode voltar lá para a sala com seus amigos, mas não fale nada com eles sobre o que conversamos.

Priscilla: Tá bom, mãe.

Priscilla volta pra sala.

Cena com o Ricardo sentado no banco.

Ricardo: poxa, ninguém me responde. Eu estava começando a achar que eles estavam querendo ser legais comigo. Mas acho que só estavam querendo rir da minha cara.

Ricardo permanece sentado no banco da praça de cabeça baixa.

Volta a cena na sala, Marlene entra com os lanches e depois entrega um presente para cada um.

Júlia: nossa, tia Marlene, o quê? presente? Não precisava, nossa!

Roberto: o que será que é?

Marlene: vamos, abram.

Todos abrem o presente e encontram um broche da classe de pioneiro.

Marlene: e aí, gostaram? Fiquei sabendo que vocês estão terminando a classe e gostaria de presentear cada um de vocês com o pin que vão usar quando forem investidos.

Carlos: já quero terminar logo esse cartão para poder usar o meu!

Priscilla: eu também não vejo a hora.

Ana: muito obrigada tia, você é d+.

Roberto: bem que você disse, Carlos, que essa mulher é um anjo.

Todos dão uma risadinha.

Yago: muito obrigado, tia, gostei muito, não precisava… Você já tá sendo tão legal deixando a gente se reunir aqui.

Marlene: isso é verdade, não precisava, mas é por isso que se chama presente. É algo que você recebe de graça, e muitas vezes até sem merecer.

Júlia: isso é verdade, tia. Presente é presente, rsrs

Todos riem.

Marlene: sabe o que isso me lembra? O quanto Jesus nos amou e morreu por nós, sem merecermos, para que pudéssemos ter de presente e de graça a oportunidade da vida eterna. E o mais legal de tudo é que ele morreu por todos, independente de quem somos ou do que já fizemos, Ele ama todos.

Ana: isso é verdade, Jesus ama mesmo todos nós.

Marlene: sabe, eu tenho aqui mais um presente. A Priscilla havia me dito que vocês eram sete, mas percebi que só seis de vocês chegaram aqui hoje.

(todos se entreolham meio sem graça)

Marlene: quando vocês chegaram eu ainda não tinha percebido o que estava acontecendo, então eu presenciei a cena em que vocês debochavam do Ricardo e zoavam dele, por achar que ele é diferente de vocês. E deixaram ele lá esperando sozinho na praça enquanto vocês estavam aqui rindo dele. E aí eu volto a falar de Jesus, lembra que Ele morreu por todos e deseja salvar todos? E se não me engano, o voto do desbravador diz: “serei um servo de Deus e amigo de todos”.

Júlia: nossa, estou me sentindo meio mal agora, eu não sei nem o que dizer.

Marlene: como vocês se sentiriam se estivessem no lugar do Ricardo?

Carlos: a senhora tem razão, nós erramos feio. Não devíamos ter feito isso com ele.

Roberto: mas e agora? O que podemos fazer?

Priscilla: é mãe, será que dá para fazer algo ainda?

Marlene: acho que vocês deveriam ir até a praça, pedir desculpas para o Ricardo e o chamarem para vir pra cá e se juntar a todos nós. (Marlene aponta para a igreja quando fala todos nós)

Yago: isso mesmo pessoal, vamos lá.

Todos levantam e saem correndo em direção à praça. Ricardo vê o pessoal chegando e abre um sorriso.

Ricardo: nossa pessoal, vocês chegaram. Achei que tinham me esquecido.

Roberto: nós queremos te pedir desculpas e dizer que estamos arrependidos de fazer você esperar aqui sozinho.

Ana: isso mesmo, o que fizemos foi errado e espero que você possa nos perdoar.

Ricardo: claro que sim pessoal, eu só quero fazer parte da turma.

Priscilla: nós afirmamos aqui que isso nunca mais vai acontecer e você já é parte da nossa turma.

Todos se abraçam

Júlia: bem pessoal, agora vamos verdadeiramente com todos.

Os personagens vão buscar todos os desbravadores que estão sentados no primeiro banco para a frente da igreja.

Depois que todos se posicionarem na frente, o diretor fala:

Diretor: querido desbravador, estamos aqui hoje para dizer que você é muito especial e que sem você nosso Clube não estaria completo. E que nosso maior sonho é um dia estejamos TODOS no céu. E para isso, gostaríamos de entregar uma lembrança para cada um de vocês, para que vocês saibam que são muito especiais.

Entregue uma lembrança para cada membro do Clube, use sua criatividade para criar algo especial para este momento. Se for possível, faça um cartão personalizado com o nome de cada um dizendo: querido “fulano”, sem você o TODO não estaria completo. Você é muito especial e queremos ver você no céu.

Depois de entregar o presente a todos o diretor fala à igreja:

Diretor: além de termos um voto, com o qual nos comprometemos a sermos “servos de Deus e amigo de todos”, temos uma lei que diz que nós iremos aonde Deus mandar. E essa é a missão do Clube “nome do seu clube”: ir aonde Deus mandar para levar a Sua mensagem a todas as pessoas, pois nosso sonho é um dia estarmos todos juntos no céu. Vamos orar.

Finalize com uma oração.

___ FIM ___

Amigos, espero que tenham gostado da proposta para esse ano. Lembrem-se, tentem fazer um programa curto, mas significativo.

Curtam nossa página no Facebook e fiquem ligados no Cantinho da Unidade. Um grande abraço!

MARANATA!

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