Crítica construtiva?

crítica construtiva

Aposto que você já ouviu essa expressão em algum lugar. Acertei? Ela é usada geralmente pelas pessoas mais próximas para amenizar a “paulada” que vem depois. Mas convenhamos, a crítica, mesmo a que leva o nome de construtiva, pode destruir a autoestima de uma pessoa.

Como bem menciona Dale Carnegie em seu famoso livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, “não há meio mais capaz de matar as ambições de um homem do que a crítica dos seus superiores.”

Há várias explicações psicológicas para isso, mas empiricamente posso afirmar que isso ocorre principalmente pela vergonha e pela sensação de fracasso que advém de perceber que não atendemos a expectativa de alguém.

No Clube de Desbravadores trabalhamos com uma das classes mais sensíveis às críticas, as crianças e adolescentes. Por uma ou outra palavra de censura podemos afetar grandemente a autoestima dos nossos meninos e meninas.

Os motivos para crítica são muitos, às vezes é a letra feia, outras um relatório que não está bem escrito ou ainda o uniforme não está bem limpo e passado. Mas antes de abrir a boca para dizer alguma coisa precisamos pensar como aquilo que diremos afetará o desbravador.

Cada ser humano possui uma personalidade distinta. Analisar os traços típicos do seu desbravador vai te ajudar a ter mais tato na hora de falar de alguma coisa que precisa ser corrigida. Por exemplo, uma menina perfeccionista ficará arrasada se for criticada em relação ao seu caderno. Já um menino mais relaxado não estará nem aí se você disser que o uniforme dele está imundo.

É por isso que broncas gerais são uma péssima ideia. Colocar o Clube em forma e fazer com que desbravadores que não merecem escutem um “sermão” junto com aqueles que precisam ser corrigidos magoa uns e não afetam os que realmente estavam precisando ouvir.

Por isso deve-se prestar muita atenção no que se diz e em como se diz. Para os mais sensíveis, a abordagem deve ser em forma de sugestão, ou ainda perguntar a opinião deles sobre o assunto. Geralmente eles já até reconheceram o erro, mas não sabem como melhorar. Sua tarefa então será ensinar e motivar.

E quando o desbravador é mais “difícil”? Ainda assim é necessário ser cuidadoso. Precisamos saber quais são as circunstancias pessoais pelas quais ele está passando. Muitas coisas podem afetar o comportamento da criança ou adolescente (veja quais são algumas delas no Manual Administrativo do Clube de Desbravadores, seção II). E quando alguém está passando por um problema, a última coisa que ele precisa é de críticas. Assim, seja carinhoso mesmo com aqueles que dão muito trabalho.

É necessário ainda ressaltar que esses mesmos cuidados devem ser observados com os adultos também. Se você é diretor, deve prestar muita atenção em como fala com seus conselheiros e associados. A motivação da sua equipe também depende de como você os trata.

Para não ter erro é só pensar em como Jesus tratava as pessoas. Gastar tempo meditando no caráter de Cristo fará com que você também adquira sabedoria e brandura para saber se relacionar bem com os outros.

1- Éveni

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