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14 ideias de especialidades para a sua classe bíblica!

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Com a nova reformulação e atualização do Manual de Especialidades, cada Clube ganhou de presente muitas ideias para tornar sua classe bíblica muito mais interessante.

O caminho para ter um programa realmente cheio de coisas relevantes para a vida de seus desbravadores sempre foi os cartões das classes e as especialidades, onde as atividades ali propostas completarão o tempo das atividades da forma mais satisfatória possível.

As novas especialidades poderão tornar as classes bíblicas muito mais interessantes. Segue algumas dicas sobre algumas delas em especial.

Arte em fantoches (AM 002)Arte em fantoche

  • Para os líderes, contar as histórias bíblicas na CB (classe bíblica) usando fantoches será uma forma interessante de cumprir os requisitos.

 

Cidadania cristã (AM 006)Cidadania cristã

  • Uma forma interessante de conhecer melhor seu país é através da Bíblia, entender nossos deveres como cristãos e cidadãos.

 

Evangelismo pessoal (AM 008)Evangelismo pessoal

  • Para os conselheiros e instrutores da CB, o fato de fazê-la já preenche vários requisitos da especialidade.

 

Testemunho juvenil (AM 010)Testemunho juvenil

  • Programas de testificação da Igreja podem ser usados para cumprir requisitos.

 

 

Temperança (AM 013) e Mordomia (015)Temperança

  • Essas duas especialidades têm muitos requisitos, que pedem versos decorados, atividades de testificação e discussões em grupo que podem ser usadas na CB.

 

Aventuras com Cristo (AM 016)Aventuras com Cristo

  • Praticamente todos os requisitos podem ser atividades missionárias que podem ser desenvolvidos na CB ou a partir dela, em tarefas especiais missionárias.

 

Marcação bíblica (AM 019)Marcação bíblica

  • Uma ótima atividade prática para desenvolver na CB, tornando os momentos mais dinâmicos e divertidos.

 

Santuário (AM 022)Santuário

  • Essa nova especialidade pode ser usadoa como forma lúdica (jogos, encenações, todos se vestindo a caráter, etc.) e com certeza tanto os diretores quanto os desbravadores gostarão.

 

Dramatização cristã (AM 024)Dramatização cristã

  • Cumprir os requisitos do cartão usando essa especialidade, de forma prática, poderá tornar sua CB muito mais gostosa!

 

Adoração cristã (AM 029)Adoração cristã

  • Preparar seus desbravadores na CB para executar atividades na Igreja. Assim, o Clube será mais exposto para os membros e pais, nas suas liturgias.

 

Escatologia (AM 038)Escatologia

  • Cumprir os requisitos dessa especialidade preparará os membros da Igreja e as crianças que ainda não são com o aprendizado da doutrina central da fé cristã, do qual até nosso nome nos identifica: ADVENTISTA, os que esperam o advento (volta de Jesus = Escatologia, o estudo desse tema).

 

Evangelismo web (AM 040)AM-040-EVANGELISMO-WEB

  • Que ótima oportunidade de executar essa especialidade em uma CB, onde o local de reunião tem acesso à internet? E a criançada está totalmente conectada hoje em dia!

 

Intercessor (AM 042)Intercessor

  • Dentro do programa de discipulado de nossa Igreja na América do Sul, a comunhão com Deus está em ênfase. Que ótimos requisitos desta especialidade ao ensinar os meninos e meninas orarem por si mesmo e pelos outros, não é?

 

Investigador bíblico (AM 047)AM-Investigador_Bíblico

  • Uma especialidade um pouco mais avançada para os da idade entre 14-15 anos e seus conselheiros. Um bom desafio que poderia ser feito por um grupo de elite do Clube.

 

Depois dessas ideias, não me diga que suas classes bíblicas estão sem inspiração e conteúdo, pode ser? (risos)

Queridos líderes, usemos nosso vasto material no desenvolvimento das atividades de seu Clube, no âmbito espiritual. Um Clube nasce para muitas coisas, mas não se esqueça da maior delas: LEVAR SEUS MENINOS E MENINAS PARA O CÉU!

Maranata!

1- Harley

Reavivados por Sua Palavra

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Por três anos, os adventistas do sétimo dia de todo o mundo estiveram unidos em um projeto de reavivamento e reforma conhecido como Reavivados por Sua Palavra. Simples e funcional, o projeto consistiu na leitura diária de apenas 1 capítulo da Bíblia por dia. A leitura do último capítulo se deu por ocasião da 60ª Assembleia da Associação Geral, em San Antonio, Texas, EUA.

E o projeto não acabou por ai! Ainda durante a assembleia, foi lançada sua 2ª fase. Novamente, será lido um capítulo da Bíblia por dia, só que dessa vez, o estudo será integrado com leituras semanais de trechos do Espírito de Profecia.

Hoje é o início oficial, a leitura do capítulo 1 de Gênesis. Concomitantemente, durante esta semana, leremos também os capítulos 1 e 2 de Caminho a Cristo. Vejam que a leitura recomendada do Espírito de Profecia é semanal, não diária. Assim, programem-se para ler um pouco a cada dia, juntamente com a leitura da Bíblia.

Eu convido todos os líderes a participarem desse projeto! Quem participou do primeiro, certamente continuará. E quem não participou, não tem problema, é tempo de iniciar agora!

Segue AQUI o link para baixar o calendário de leitura de 2015. Peço desculpas porque o arquivo é em inglês, já que a Igreja na América do Sul ainda não publicou o material em português… Apesar de ser em inglês, é de fácil compreensão, já que os livros da Bíblia têm nomes semelhantes. Em 2015 serão apenas dois livros do Espírito de Profecia: Caminho a Cristo (Steps to Christ) e Parábolas de Jesus (Christ’s Object Lessons).

 

1-Alberto

A Classe Bíblica e o estudo bíblico individual

LEITURA BIBLICA

Não resta dúvida de que o grande objetivo de uma classe bíblica é levar seus participantes ao batismo e que o maior objetivo do líder de desbravadores deve ser livrar do pecado e guiar no serviço:

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6

Para que esse líder alcance êxito em sua missão, através da classe bíblica, deve conhecer as características das crianças e adolescentes e estar preparado para lidar com as diferenças e especificidades de cada um. Por isso, ao programar a classe bíblica deve-se levar em consideração e buscar contemplar as diferentes fases do desenvolvimento dos participantes.

O crescimento espiritual ocorre em todas as fases de desenvolvimento e em todos os aspectos da vida. Estas fases do desenvolvimento da fé da criança e do adolescente não devem ser consideradas como períodos fechados e podem, em cada idade, se estender um pouco mais até a próxima, porém, nos limitaremos a apenas duas fases, que compreendem de:

a)      7 a 12 anos: Fé relacional

Neste momento, a criança começa a realizar operações e conceitos de maior complexidade. A noção da gravidade do pecado só é compreensível por volta dos 11 anos, quando compreende que para cometer um pecado se requer a intenção de fazer mal. É por esta idade que se sente culpada quando uma má ação sua prejudica a alguém. E, torna-se cada vez mais importante pertencer a grupos, mas a família ainda é a influência central. Ao final desta fase, pode ocorrer, também, certo ceticismo religioso. A criança pode não acreditar em algumas narrativas bíblicas, que podem lhe parecer fantasiosas. A piedade e o sentimentalismo decaem. Prefere uma religião de ação.

b)      13 a 18 anos: Buscando a fé

Durante os anos que correspondem ao ensino fundamental II e ao ensino médio, as crianças e adolescentes mantêm uma relação de interdependência com sua família. Eles estão desenvolvendo um claro sentido de identidade e formando seu próprio sistema de valores internos. Eles são capazes de vivenciar a fé segura e assumir compromissos com as causas. Nesta idade é percebido como pecado aquilo que está proibido e a sua gravidade parece depender da gravidade da proibição e da severidade da admoestação. Pode ocorrer, ainda, uma luta interna entre o “espiritual” (Deus) e o “carnal” (sexo), em plena “crise sexual”, que é comum acontecer por volta dos 15 anos, e esta leva-os a várias respostas:

  • Aos fervorosos, ajuda-os a superar-se;
  • Aos vacilantes, depois de vaguearem entre o fervor e o desleixo, leva-os a tomar posição: ou pelo fervor, ou pelo indiferentismo;
  • Aos viciados no prazer, leva-os ao rompimento com a religião.

O estudo em grupo, nas classes bíblicas, favorece as interações entre os pares, enriquecendo a aprendizagem por meio de trocas de experiências e conhecimentos. Podem surgir questionamentos que despertem a curiosidade e o interesse de outros, ampliando as oportunidades de aprendizagem. É neste espaço de construção de conhecimento que o instrutor pode observar necessidades individualizadas e diferentes em seus participantes. É possível que alguns desbravadores tenham dificuldades em manter a atenção e a compreensão em grupo, como em casos de crianças e adolescentes com hiperatividade ou com distúrbios do processamento auditivo ou, ainda, com ritmo mais lento de aprendizagem. Poderá observar, ainda, outros participantes que demonstrem interesse significativo por aprofundarem-se nos estudos bíblicos. Então, poderá ser necessário realizar estudos bíblicos individualizados. Estes estudos deverão contemplar aquilo que o estudo em grupo não for capaz de suprir, como as dúvidas e as angústias pessoais, a falta de compreensão de algo que está além da fase de desenvolvimento do participante, dificuldades devido à timidez, e ainda o tempo e a qualidade da concentração individual.

Para que a classe bíblica e o estudo bíblico individualizado sejam bem sucedidos, deve-se dispensar atenção especial à escolha do instrutor bíblico, considerando:

  • Sua habilidade pessoal para lidar com crianças e adolescentes, sendo ideal amá-las;
  • A capacidade no ensino e no conhecimento, devendo ser um estudante da Bíblia;
  • Sua paixão pela salvação das pessoas, estar comprometido com a Igreja e sua missão;
  • A dedicação de tempo ao seu preparo pessoal.

A seguir, encontramos alguns elementos relevantes que contribuirão para o bom andamento de cada encontro da classe bíblica e estudo bíblico individualizado:

  • Reunir a família para participar, incentivando, motivando a criança ou adolescente, demonstrando interesse pela classe e em sua participação;
  • O local escolhido deve ser muito bem preparado para torná-lo atrativo, silencioso e sem excesso de estímulos visuais;
  • Deve ser estabelecido o dia e a hora da semana para os estudos e cumpri-los, pontualmente;
  • A classe bíblica deve começar e terminar com oração e deve ter duração de 45 minutos até 1 hora;
  • O planejamento deve ser realizado utilizando materiais complementares para estudo, como comentários bíblicos, livros do Espírito de Profecia, estudos bíblicos diversos, etc.;
  • Metodologia diversificada, dinâmicas, vivencias, etc., que tornem prático o ensino aplicado;
  • Todo o material de suporte deve ser providenciado com bastante antecedência: Bíblias, lápis, borracha, tesoura, quadro e giz ou pinceis, projetor, DVD, material para dinâmica, etc.;
  • Deve-se realizar a contextualização e aplicação do tema, a partir de conhecimentos já dominados pela criança;
  • O vocabulário utilizado deve ser de domínio de todos;
  • Preparar um glossário para ser trabalhado e disponibilizado em local visível para que o participante consulte facilmente, se necessário;
  • Iniciar um estudo sempre recapitulando com os participantes o anterior, permitindo perceber se restaram dúvidas ou pontos a serem retomados;
  • Concluir com uma avaliação simples, oral, do conteúdo e um compromisso firmado com Deus, que preferencialmente deve ser verbalizado;
  • Ao contar história, use entonação de voz atraente, sem exageros, faça suspense, faça drama, se emocione, expresse sua opinião sobre o tema e dê oportunidade para que o participante, também, apresente sua opinião;
  • Quando um instrutor está apaixonado pelo que ensina, isso é contagiante. Mesmo quando o desbravador não está muito interessado no conteúdo, a energia e o entusiasmo do instrutor podem despertar seu interesse. Essa é uma descoberta das neurociências e tem a ver com empatia. Alguns neurônios (neurônios espelho) disparam quando veem ou identificam coisas que outra pessoa está fazendo.

O que não se deve fazer em uma classe bíblica ou estudo individual:

  • Negligenciar o planejamento;
  • Desconsiderar o nível de conhecimento dos participantes sobre o tema;
  • Utilizar gírias e termos vulgares;
  • Transmitir impressões negativas sobre o participante ou sobre sua aprendizagem;
  • Demonstrar estar despreparado, sem o máximo de conhecimento sobre o assunto;
  • Deixar de dar o melhor exemplo: desde a pontualidade, interesse, reverência, conhecimento e conduta.

Você deverá ter em mente que o Espírito Santo o capacitará a executar o melhor!

Referências:

Arellano, José de Jesús Suárez. Desenvolvimento da ideia de Deus, da religiosidade e da consciência moral. Disponível em: <http://www.mh2.dds.nl/port/diversos/arellano.htm>. Acesso em: 13 mar. 2014.

Bryson, Judy. Os estágios do desenvolvimento espiritual. Disponível em: <https://sites.google.com/site/mecriibf/artigos/fundamentos-para-o-ministerio-infanto-juvenil/os-estagios-do-desenvolvimento-espiritual>. Acesso em: 13 mar. 2014.

1- Edneide

10 coisas para não fazer na classe bíblica

matrícula-frequencia-classe-bíblicaMaio é o mês de início da classe bíblica, vocês estão preparados? A Equipe Cantinho da Unidade quer te ajudar a fazer um excelente programa para seus desbravadores, afinal, o desenvolvimento espiritual é uma das bases do tripé do nosso movimento.

Com esse intuito já colocamos diversos posts no ar sobre capelania, é só você olhar aqui do lado direito do blog que você verá uma seção com esse nome. E vamos colocar vários outros, inclusive uma sugestão de estudos bíblicos avançados, fique de olho!

Hoje trazemos para você uma lista de 10 cosas que NÃO se deve fazer para ter uma classe bíblica de sucesso.

  1. Fazer o estudo bíblico tudo junto e misturado: o que é atrativo para um menino de 10 anos não é para o adolescente de 15. Então se você quer que sua classe seja incompreensível para alguns e chata para outros, faça o estudo bíblico para todos juntos, se não, separe em grupos.
  2. Escolher alguém chato para liderar o estudo: existem pessoas na Igreja que possuem um conhecimento bíblico maravilhoso, mas não sabem transmitir. Essas pessoas devem passar longe da classe bíblica se você quiser que os desbravadores gostem do estudo.
  3. Variar muito o instrutor: as crianças precisam se identificar com alguém. Se a cada dia o instrutor for uma pessoa diferente, ela não criará o vínculo necessário. Por isso mantenha sempre a mesma pessoa para fazer os estudos. Claro que uma ou outra substituição não será problema, o que não pode é virar rotina.
  4. Não ter material: todos os anos a DSA produz um material específico para a classe bíblica. Geralmente ele é distribuído gratuitamente pelo Campo. Ainda que seu Campo não forneça gratuitamente, é necessário ter este ou outro material equivalente para a classe bíblica.
  5. Fazer um estudo longo: todos nós sabemos que a criança tem tempo limitado de atenção, portanto, cada estudo não pode passar de 40 minutos, isso já incluindo o tempo de fazer as atividades propostas.
  6. Não se preparar devidamente: como já dissemos, o desbravador vai notar se o estudo foi preparado em cima da hora. Se isso acontecer ele dificilmente vai prestar atenção ou participar. Por esse motivo o instrutor sempre deve preparar o estudo com a maior antecedência possível.
  7. Deixar uma criança ou adolescente sem resposta: naturalmente curiosas, as crianças ficam extremamente insatisfeitas se não tiverem suas dúvidas respondidas. Sempre abra espaço para as perguntas e esteja preparado para respondê-las.
  8. Não incentivar a interação e a participação: a participação das crianças é o termômetro que indica o quanto ela está assimilando o que está sendo ensinado. Incentive sempre a interação e assim o conhecimento adquirido em determinada lição ficará sedimentado na cabecinha delas.
  9. Fazer mais de um estudo por dia: por mais que haja dificuldade em encaixar os estudos bíblicos no calendário para terminar a tempo do batismo da primavera, não se pode fazer mais de um estudo por dia! O conhecimento não será aprofundado e as crianças vão se cansar. Depois vamos dar algumas ideias de como conseguir completar os estudos caso o cronograma esteja apertado. Fique atento aos próximos posts!
  10. Ter um instrutor que não vive o que ensina: o instrutor da classe bíblica passará a ser um modelo para os desbravadores. Já pensou que trágico se eles começaram a imitar alguém que não mantém os princípios cristãos durante todo o tempo?

O desafio é grande, mas com muita oração e dedicação podemos alcançar nosso objetivo. Se você tiver mais ideias pode compartilhar conosco, teremos o maior prazer em publicar!

7 Qualidades essenciais para ser um instrutor de classe bíblica

BIBLE1O tempo está passando depressa e daqui a pouco estamos em maio, o mês em que devemos começar a classe bíblica. Já está tudo certo no seu Clube? Já pegou os estudos bíblicos na sede do Campo ou com seu pastor? Essas são providências muito importantes, mas não podemos esquecer o elemento que vai definir o sucesso ou o fracasso de sua classe, o instrutor.

Listamos abaixo algumas das principais características desta pessoa que vai passar a ser reconhecida pelas crianças como um líder da vida espiritual.

  1. Amar as crianças e adolescentes: Não adianta ser um ótimo palestrante se a pessoa não gostar de crianças. O método de ensinar uma criança é muito diferente do método de ensinar um adulto, por isso a pessoa que for escolhida deve estar disposta a “entrar de cabeça” no mundo infanto-juvenil.
  2. Estar conectado com o mundo em que as crianças e adolescentes vivem: Sim, estar conectado com o mundo das crianças é fundamental. Só assim o instrutor poderá contextualizar o estudo tornando-o interessante para elas. Além disso, quando o desbravador percebe que aquele adulto conhece os assuntos que as interessa o diálogo e a interação terão muito mais profundidade.
  3. Ser didático: Certamente essa é a qualidade mais difícil de encontrar. Se você não conseguiu alguém que já tenha essa qualidade, então precisará treinar o instrutor. As professoras da Escola Sabatina das crianças poderão dar dicas muito valiosas.
  4. Dispor de tempo para preparar as lições: De que adianta amar as crianças, conhecer o mundo delas, ser didático se a pessoa não tem tempo para preparar as lições? Os desbravadores, especialmente os mais velhos, conseguem detectar perfeitamente quando algo foi feito de improviso.  Nesses casos, geralmente a resposta deles é a apatia e falta de interesse no que a pessoa estará ensinando.
  5. Ter conhecimento bíblico: Este é um requisito meio óbvio, não é mesmo? Mas não podemos deixar de mencionar. Até porque as crianças vão fazer perguntas além do que está escrito nos estudos e se o instrutor não souber responder, inevitavelmente a credibilidade dele vai diminuir.
  6. Ser consagrado: Viver o que prega é fundamental. Todos percebem quando há incoerência, por isso é imprescindível que o instrutor seja consagrado, só assim ele poderá ser uma influência positiva para os desbravadores.
  7. Ter bom relacionamento com a liderança da Igreja: Outra qualidade muito importante é ser uma pessoa de fácil relacionamento. Durante os estudos com as crianças, certamente surgirá a necessidade de estudar a Bíblia com os pais dos desbravadores. Nessas situações, ter um bom trânsito entre a liderança da Igreja irá garantir que esses pais serão bem atendidos também fora das atividades do Clube.

1- Éveni

Como os desbravadores podem ajudar na semana do calvário?

Semana santa 2014

Estamos nos aproximando do período denominado Semana Santa. Como Adventistas do Sétimo Dia não temos esta comemoração em nosso corpo de doutrinas. Entretanto, sempre fazemos programação especial nessa época, pois é um momento propício para o evangelismo.

Tradicionalmente, a Semana Santa é feita na Igreja e os desbravadores ajudam basicamente de duas formas: entregando folhetos na rua ou na recepção, cumprimentado as pessoas. Entretanto, vamos ser sinceros, essa participação geralmente é só para aparecer na foto e/ou contar pontos para o Campori.

Que tal esse ano fazer diferente? Nosso alvo é levar a mensagem do advento a todo mundo em nossa geração e para que isso aconteça precisamos unir todas as forças possíveis, trabalhar juntos, não importando qual o departamento esteja à frente do projeto. Veja abaixo algumas ideias de como participar de forma mais relevante nessa semana especial.

Oferecer ajuda antecipadamente: Converse o mais rápido possível com o responsável pela programação e ofereça o apoio do Clube. Se queremos o apoio da Igreja, primeiro precisamos oferecer o nosso. Pergunte em que o Clube pode ser útil e esteja disposto a ajudar no que for preciso.

Entregar convites de forma personalizada: Entregar folhetos e convites é algo que o Clube está acostumado a fazer. Mas o que geralmente ocorre é que se entrega “no atacado” e poucas das pessoas que recebem o convite vão à Igreja. Seria muito mais efetivo se fossem entregues poucos convites, mas que a entrega fosse personalizada, ou seja, que se entregue para amigos e conhecidos e ressalte como você ficará feliz em vê-lo na Igreja.

Recepcionar de forma acolhedora: Colocar um desbravador bonitinho vestido de uniforme de gala só falando boa noite não é recepção de verdade. O ministério de acolher as pessoas que nos visitam vai muito além de simplesmente cumprimentar. Escolha apenas os desbravadores mais velhos e certifique-se que eles receberam o devido treinamento para desempenhar essa função.

Auxiliar na programação: Os desbravadores de 15 anos já são capazes de participar do programa, seja na equipe de louvor, dirigindo os momentos de oração ou apresentando uma música especial.

Trabalhar nos bastidores: Ajudar na decoração, organização, limpeza também será extremamente útil, além de ensinar à criança a importância de todas as funções para o bom andamento das coisas.

Presença: Pode ser que sua Igreja não precise muito da ajuda dos desbravadores, mas ainda resta uma excelente forma de apoiar a programação, a sua presença! Não falte e peça para que os seus meninos, meninas e principalmente a direção estejam presentes todos os dias.

E se minha Igreja for fazer a semana do calvário em pequenos grupos? Seus desbravadores também podem ajudar! Inclusive em grupos menores eles poderão ficar mais à vontade para orar ou cantar. O mais importante é participar.

E aí, você topa fazer diferente esse ano? Depois conta pra gente como foi!

1- Éveni

Projeto: Rede de intercessão

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Já estamos no último final de semana de março. Como o tempo voa não é mesmo? Vários Clubes já estão completando o primeiro mês de reunião e nesse curto período de tempo certamente já apareceram desafios para enfrentar. Às vezes é aquele desbravador inquieto ou algum conselheiro passando por problemas pessoais que o impedem de ir para a reunião ou ainda a falta de apoio de quem mais deveria se importar com o Clube.

São várias coisas que acontecem que nos deixam sem saber o que fazer. Humanamente falando não tem solução mesmo. Então, qual é a saída? Nesses casos a única saída é orar! Mas são tantas pessoas pelas quais temos que orar que acabamos nos esquecendo e quando lembramos só mencionamos o nome da pessoa genericamente.

Sabemos que para termos poder precisamos de orações poderosas. E orações poderosas são aquelas em que se gasta tempo conversando com Deus. Não é simplesmente “Senhor abençoe o Fulano” e pronto.  Interceder por alguém é além de orar por uma questão específica, é colocar todas as áreas da vida da pessoa nas mãos de Deus.

Compreendendo isso queremos sugerir um projeto para fortalecer a vida de oração da sua direção e consequentemente fortalecer o seu Clube. A ideia é fazer uma rede de oração intercessora onde cada membro da direção ora por pessoas específicas. Veja só:

O diretor ora pelos associados, secretário(a), tesoureiro(a) e capelão(ã).

Os associados oram pelos conselheiros (a diretora associada ora pelas conselheiras, obviamente)

Cada conselheiro ora pelos seus desbravadores.

E o secretário(a), tesoureiro(a) e capelão(ã) oram pelo diretor.

Para ficar mais fácil de visualizar, aí vai um esqueminha.

Rede de intercessão

Assim todos os membros da direção estarão intercedendo por alguém. Quando se ora por outra pessoa, naturalmente ficamos mais próximos e assim o grupo se torna unido.

Em algum momento da reunião semanal chame a direção à parte e dê tempo para que cada um faça seus pedidos e conte as bênçãos alcançadas. Essa atividade também pode ser realizada em um Pequeno Grupo de membros da direção (depois faremos um post com dicas de como montar um PG com sua direção).

Com o tempo os resultados vão surgir. Quando colocamos Deus em primeiro lugar Ele tem a oportunidade de derramar Suas bênçãos sobre nós. E aí, topa fazer o teste?

1- Éveni

7 passos para devocionais inesquecíveis

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Geralmente todo domingo, após hastear a bandeira e recitar os ideais, temos o momento devocional. Entretanto, algo que era para ser um estímulo para pensar mais em Deus e um momento de reflexão acaba sendo algo chato que ninguém presta atenção. Para que isso não seja um problema no seu Clube, separamos 7 dicas para fazer momentos devocionais de qualidade, vejam só:

  1. Seja breve: 15 minutos é o máximo de tempo que se deve gastar com essa parte do programa, por dois motivos: 1) as crianças vão perder o foco caso você se prolongue muito e 2) você pode comprometer o restante da reunião. Deixar todo mundo com “gostinho de quero mais” vai ajudar você a ter ainda mais atenção quando você for dirigir o devocional da próxima vez.
  2. Contextualize: A Bíblia tem histórias maravilhosas que trazem lições altamente relevantes para os nossos dias. Todavia, para a compreensão dessas verdades, é necessário ter um pensamento abstrato bem desenvolvido, o que as crianças menores não têm. A solução é contextualizar a história traçando paralelos entre os tempos antigos e atuais.
  3. Use recursos visuais: Não estou falando de vídeos ou slides, embora essas coisas também possam ser usadas. Levar objetos que tenham a ver com o que você vai falar torna sua mensagem bem mais interessante. Ainda mais se o objeto em questão for algo que a maioria não conhece.
  4. Mantenha o contato “olho no olho”: Sempre que possível, sente-se no chão junto com as crianças nesse momento. Mas mesmo que não seja possível sentar-se mantenha o contato visual com suas crianças. Olhe no rostinho de cada uma delas, com o cuidado de não se fixar em nenhuma.
  5. Prepare-se com antecedência: Não há como fazer um devocional interessante se você pega a Bíblia ou a Inspiração Juvenil de última hora pera tentar encontrar algo para falar. Se você começa a se preparar com antecedência terá tempo para elaborar uma linha de raciocínio interessante e providenciar os materiais necessários para pender ainda mais a atenção das crianças
  6. Use lições do dia a dia: Um dos métodos de ensino preferidos de Jesus era o uso das parábolas. Ele utilizava fatos cotidianos das pessoas para ensinar-lhes conceitos celestiais. Se naquela época a analogia era com ovelhas e plantações, hoje você pode usar descobertas científicas ou redes sociais. Use a criatividade!
  7. Sempre que possível, inclua as crianças: De vez em quando encontre uma forma de colocar as crianças para participar também. Caracterizar como um personagem da história ou ensaiar uma unidade para que possa apresentar uma dramatização são ideias para incluir os menores. Os desbravadores da classe de Excursionista e Guia podem, com o devido preparo, até apresentar o devocional sozinhos.

Temos que ter em mente que às vezes é no Clube o único momento que a criança vai ouvir falar em Deus. Por isso temos que aproveitar todas as oportunidades para fixar a mensagem no coraçãozinho delas. Estar bem preparado para dirigir os devocionais é um meio para que isso ocorra. Você tem outras ideias para tornar um devocional inesquecível? Pode colocar aqui nos comentários. Boas ideias sempre são bem-vindas!

1- Éveni

Uma “loooonga” estrada!

uma longa estrada

Desde junho de 2011, vimos por aqui no Cantinho algumas excelentes contribuições do Pr. Harley Burigatto. Ele entrou em contato conosco por email, à época, e se disponibilizou a colaborar com o nosso Cantinho da Unidade. A partir de hoje, a assinatura dele será comum por aqui, pois agora ele é oficialmente um colaborador da nossa Equipe! Em nome da Equipe Cantinho da Unidade e de todos os leitores, gostaria de dar as boas vindas oficiais ao senhor, pastor! Clique AQUI e conheça um pouquinho da sua história.

Certa vez uma pessoa me disse, assim que eu terminei de estudar a Bíblia com ela: “Estou muito feliz por aprender tudo sobre a Bíblia, pastor…”. E eu respondi: “Mas nem começamos ainda!”.

A Bíblia é uma fonte inesgotável de água pura da Palavra de Deus: quanto mais cavarmos, mais água pura encontraremos. Ou uma mina de pedras preciosas para enriquecer nossas vidas: quanto mais fundo, mais preciosidades.

Não podemos estar satisfeitos de estudar a Bíblia um pouco, ou apenas uma vez. Apresento a Bíblia como uma looooonga estrada a ser percorrida.

Às vezes, nossos pais, nosso capelão ou alguma pessoa especial estuda a Bíblia conosco. Aprendemos, nos surpreendemos e então aceitamos Jesus como nosso Salvador. E depois?

Continue escavando!

A Classe Bíblica é essencial para nossa decisão ao lado de Jesus, mas como continuar nessa jornada? Segue algumas dicas:

  1. Procure estudar outros tipos de Curso Bíblico, que podem ser conseguidos com o Ministério Pessoal de sua Igreja. Existem estudos que aprofundam mais o conhecimento e os encontramos para cada faixa etária que vai desde Aventureiros (6-9 anos) até os Jovens (16 anos ou mais)
  2. Leiam bons livros, sobre assuntos da Bíblia. Ela se tornará mais atrativa à medida que aprendermos sobre:
    1. Arqueologia bíblica, que ajuda aumentar nossa fé à medida que comprovamos sua autenticidade.
    2. História, que ajuda-nos a entender como a Bíblia é confiável.
    3. Profecias, que nos ajudam a entender o cumprimento da Palavra de Deus.
    4. Personagens da Bíblia, que ajuda-nos a compreender a vida, a cultura e o cotidiano deles.
  3. Acesse sites com bons conteúdos bíblicos. O site www.novotempo.com vai lhe dar muitas sugestões. Existem sites especializados em explicar textos e versos bíblicos, sobre criacionismo, sobre arqueologia. Um bom vídeo no YouTube® ou programa da Novo tempo ajudará você a aprender sempre mais!
  4. Estude você mesmo com um coleguinha da sua idade. Se tiver alguma dúvida, peça ajuda a seu conselheiro, diretor ou alguém mais velho na Igreja. Lembre-se… quando você estuda, você aprende junto!
  5. Estude diariamente a lição da escola sabatina de acordo com sua idade. Esse material é preparado para ensinar, continuamente, coisas de Deus para nós.
  6. Leia a Meditação Matinal, dos juvenis, um livro feito com muito carinho para ajudá-lo a aprender coisas interessantes da Palavra de Deus.
  7. Compre Bíblias com suplementos de estudo, comentários adicionais, cadeias temáticas, que ajudará você tornar seu estudo bem mais edificante e interessante.

Enfim, quando você terminar seu estudo bíblico, pode acreditar que é apenas o primeiro passo de uma grande caminhada de aprendizado: quanto mais você lê a Bíblia, mais perto de Deus você está, mais conhecimento você adquire e mais perto do céu você fica!

Maranata!

1- Harley

Dramatização cristã

Dramatização cristã

Uma das novidades do novo Manual de Especialidades foi a especialidade de Dramatização Cristã, que foi traduzida do manual da Divisão Norte-Americana. Clique aqui para ver os requisitos necessários para a conclusão desta especialidade.

A dramatização cristã é um instrumento de evangelização que vem sendo cada vez mais utilizado nas igrejas e é uma ferramenta frequentemente utilizada nos Clubes de Desbravadores. Porém, é comum haver divergências na Igreja sobre a utilização de dramatização cristã ser correta ou não.

Segue abaixo um texto que o Pr. Alberto Timm escreveu sobre a utilização da dramatização na Igreja, o qual faz um apanhado sobre o assunto na Bíblia, nos escritos de Ellen White e no uso pela Igreja, além de definir alguns critérios necessários para o estabelecimento de parâmetros para a utilização correta deste recurso evangelístico.

Todos os direitos reservados à Igreja Adventista do Sétimo Dia

Todos os direitos reservados à Igreja Adventista do Sétimo Dia

O uso de dramatizações na igreja

O Antigo e o Novo Testamento estão permeados de dramatizações simbólicas.

Alberto R. Timm

Especialistas na área de comunicação têm afirmado que aprendemos 83% das informações do mundo exterior através da visão; 11% através da audição; e 6% distribuídos entre o tato, o olfato e o paladar. Isto significa que nos lembramos muito mais daquilo que vemos do que daquilo que meramente ouvimos.

Se a visão é tão eficaz no processo da comunicação, deveria a Igreja Adventista do Sétimo Dia valer-se apenas de recursos auditivos na proclamação do “evangelho eterno” (Apoc. 14:6)? Até que ponto poderia esta denominação incorporar recursos visuais e dramatizações em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White?

A fim de respondermos a estas questões, consideraremos, inicialmente, alguns antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e nos escritos da Ellen White.  Procuraremos, então, identificar alguns princípios básicos que poderão nos ajudar a estabelecer parâmetros seguros sobre o assunto.

No Antigo Testamento

A liturgia do Antigo Testamento centralizava-se nos rituais simbólicos, primeiro, dos altares patriarcais; depois do tabernáculo mosaico; e, por último, do templo de Jerusalém. Esses serviços ministrados por sacerdotes (cf. Êxo. 28 e 29; Lev. 8) constituíram uma prefiguração dramática da salvação  que haveria de se concretizar através do sacrifício e do sacerdócio de Cristo. Animais representavam a Cristo; a imolação desses animais simbolizava a morte de Cristo; e o sangue deles prefigurava o sangue de Cristo. Também as festas de Israel eram marcadas por inúmeras dramatizações (ver Êxo. 12:1-27; Lev. 16 e 23). Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de “o evangelho em figura”[1].

Outro ato religioso dramático do Antigo testamento era a cerimônia da circuncisão. Esse ato foi ordenado por Deus como um símbolo exterior do concerto entre Ele e Seu povo.

Em números 21:4-9, Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo. Todos aqueles que olhassem com fé para aquela serpente, viveriam.

Dramatizações são encontradas também nos livros proféticos do Antigo Testamento. O próprio Deus usou recursos pictóricos para descrever realidades sócio-políticas e religiosas nas visões proféticas registradas em tais livros, como Ezequiel, Daniel e Zacarias.  Por exemplo, no capítulo 2 do livro de Daniel, a Segunda Vinda de Cristo é representada pela grande pedra que feriu os pés da estátua. Já no capítulo 1 de Oséias, encontramos Deus ordenando que o próprio profeta (Oséias) dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta.

Portanto, o uso de recursos visuais (incluindo dramatizações) permeava o culto do Antigo testamento. Tais recursos eram parte do serviço do santuário, da cerimônia da circuncisão e dos ensinos proféticos. Mas o emprego de tais recursos visuais não se limita apenas ao Antigo Testamento.

No Novo Testamento

Os quatro evangelhos apresentam inúmeras ocasiões em que Cristo usou ilustrações vívidas da natureza e da vida diária para ensinar lições espirituais. Ele não apenas se valeu do recurso didático das parábolas, mas até comparou-Se  a Si mesmo com tais figuras como a água (João 4:10), o pão (6:41 e 48), a luz (8:12), a porta (10:9), o pastor (10:14) e a videira (15:1-5).

A própria cerimônia do Batismo é uma dramatização simbólica, instituída por Cristo para marcar o início de uma vida de consagração a Deus. Cristo não apenas submeteu-Se a essa cerimônia (Mat. 3:13-17), mas também ordenou que ela fosse ministrada a todos quantos aceitassem o evangelho (28:18-20).

Até mesmo Sua morte dramática sobre a cruz tinha propósitos didáticos. Ellen White declara que “a cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus” [2]. Ela acrescenta que “o Calvário aí está como um monumento do estupendo sacrifício exigindo para expiar a transgressão da lei divina” [3].

Esse evento dramático ocorreu sobre uma cruz com o objetivo de tocar os “nossos sentidos embotados” [4]. Ele é relembrado simbolicamente através da cerimônia da Santa Ceia (ver Mat. 26:17-30;  João 13:1-20), que é, por sua vez, uma dramatização litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores (cf. João 13:13-17; I Cor. 11:23-26).

À semelhança de alguns livros proféticos do Antigo Testamento, o conteúdo do Apocalipse de João é caracterizado por dramatizações simbólicas, que descrevem pictoricamente o desenvolvimento do plano da salvação no contexto do grande conflito entre as forças do bem e os poderes do mal.

Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamento estão permeados de dramatizações simbólicas. Especialmente o Batismo e a Santa Ceia são dramatizações do plano de salvação, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia da igreja.

Nos Escritos de Ellen White [5]

Analisando-se os escritos de Ellen White, percebe-se, por um lado, que ela: (1) endossa reiteradas vezes as dramatizações litúrgicas do Antigo Testamento (o cerimonial do santuário, etc.); (2) enaltece as dramatizações litúrgicas do Novo Testamento (o Batismo, o Lava pés, a Santa Ceia, etc.); (3) engrandece o ritual sacerdotal de Cristo no Céu; (4) não criticou a dramatização a que assistiu na Escola Sabatina de Battle Creek, em 1888 [6], (5) não condenou a encenação do Natal de 1888, em Battle Creek, mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovação aos pontos negativos [7]; e (6) não condenou o uso das bestas de Daniel e do Apocalipse como ilustrações evangelísticas.

Por outro lado, várias citações de Ellen White desaprovam o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral [8]. Estariam essas citações condenando indistintamente todo tipo de dramatização? Eu creio que não, pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas Igrejas.

É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre essas características destacamos as seguintes: (1) afastam de Deus; (2) levam a perder de vista os interesses eternos; (3) alimentam o orgulho; (4) excitam a paixão; (5) glorificam o vício; (6) estimulam o sensualismo; e (7) depravam a imaginação [9].

Na Igreja Adventista

Grupos de dramatização têm participado freqüentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produção de filmes e/ou videocassetes Um em Vinte Mil (EUA), O Grande Conflito (Argentina), Heróis da Fé (Austrália), O Barquinho Azul (Brasil) e muitos outros. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em suas séries de conferências públicas.

Dramatizações fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominação. Elas são usadas também em nível de Igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e Natal, como nos departamentos infantis da Escola Sabatina.

Várias dessas dramatizações têm elevado espiritualmente tanto os apresentadores como os que a ela assistem. Existem, no entanto, aqueles que pensam que os fins justificam os meios e que as boas intenções são o único critério determinante para a aceitação de um determinado programa. Mas se restringíssemos os critérios apenas ao nível das intenções, certamente incorreríamos no grave erro de abrirmos as portas a todo e qualquer tipo de programação “culturalmente” aceitável.

Critérios Básicos

Cuidadosa consideração deve ser dada não apenas às intenções, mas também à própria natureza do programa, à escolha dos participantes, bem como ao tempo e local adequados tanto para o ensaio quanto para a apresentação da cena.

As dramatizações devem: (1) evitar o elemento jocoso e vulgar; (2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.); (3) ser bíblica e historicamente legais aos fatos, como estes realmente ocorrem; e acima de tudo, (4) exaltar a Deus e a Sua palavra (e não os apresentadores da programação).

Já os apresentadores devem ser pessoas cuja vida espiritual e conduta estejam em plena conformidade com os princípios adventistas, e que estejam dispostos a acatar as orientações da liderança da congregação local e das organizações superiores da denominação. Prudente seria que todos os participantes de um elenco de dramatização fossem escolhidos com base nas diretrizes sugeridas pelo Manual da igreja Adventista do Sétimo Dia para a seleção dos “membros do coro da igreja” [10].

A liderança da Igreja, por sua vez, é responsável por prover orientações adequadas aos apresentadores das dramatizações. A ela compete exercer uma função equilibradora, para que as programações sejam um meio (e não um fim) de melhor glorificar a Deus e de mais efetivamente comunicar o evangelho ao mundo. Jamais deve permitir que dramatizações venham obliterar a centralidade da pregação da palavra na liturgia adventista.

Portanto, as dramatizações permeiam a liturgia tanto no Antigo como no Novo Testamento; Ellen White, por sua vez, não condena todo o tipo de dramatização, mas apenas as exibições teatrais que afastam de Deus, levam a perder de vista os interesses eternos, alimentam o orgulho, excitam a paixão, glorificam o vício, estimulam o sensualismo e depravam a imaginação.

Se alegarmos que toda e qualquer dramatização é inapropriada, teremos consequentemente, de suspender: (1) o uso de filmes, que são o produto de dramatizações; (2) a maior parte das programações dos departamentos infantis na Escola Sabatina (colocar coroas na cabeça das crianças, cenas do céu, etc.); (3) todas as “cantatas” e grande parte das apresentações musicais de nossas igrejas; e, até mesmo (4) a celebração da cerimônia do Batismo e da Santa Ceia.

Por outro lado, devemos ser cuidadosos tanto na avaliação da natureza do programa, como na escolha dos apresentadores e do tempo e do local dos ensaios e da apresentação. O uso adequado de dramatizações implica não meramente agirmos em conformidade como nossa própria consciência (sendo ela santificada), mas também com base nos princípios bíblicos e dos escritos de Ellen White. Toda cena deve glorificar a Deus e não aos apresentadores.

 Referências

  1. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238.
  2. Educação,  pág. 263.
  3. Caminho a Cristo, pág. 33.
  4. Educação, pág. 263
  5. Para um estudo mais detido das declarações de Ellen White sobre dramatizações, ver Arthur L. White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas” (documento disponível no Centro de Pesquisas Ellen White, Instituto Adventista de Ensino – Campus Central, Engenheiro Coelho, SP). Tais declarações podem ser mais bem compreendidas através da leitura do artigo intitulado “Divertindo as Massas”, de Benjamim McArthur, em: Gary Land, ed. , The World of Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1987), págs. 177-191.
  6. A. L.  White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas”, pág. 1.
  7. Idem, págs. 5 e 6.
  8. As principais citações de Ellen White nas quais ela expressa sua desaprovação ao uso de exibições teatrais, encontram-se no livro Evangelismo, pág. 136-140.
  9. Ver A. L. White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas”.
  10. Ver Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992), pág. 111.

Fonte: Centro de Pesquisas Ellen G. White

1- Mateus

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