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Como construir diferentes tipos de abrigo, para a classe de Guia de Exploração

Os acampamentos são uma das atividades mais comuns aos desbravadores, e uma coisa muito legal para se fazer em um acampamento é construir um abrigo e passar uma noite nele. Só quem já passou uma noite em um abrigo construído com suas próprias mãos (usando materiais naturais ou artificiais) consegue descrever a sensação.

Na classe de Guia de Exploração é pedido para três tipos diferentes de abrigo, explicar seu uso e utilizar um deles em um acampamento.

Ao escolher o tipo de abrigo que faremos devemos observar alguns pontos:

  • Tempo meteorológico: parâmetros como temperatura, chuva, vento, umidade, etc. devem ser considerados ao escolher o tipo de abrigo. Por exemplo, abrigos que servem para dias chuvosos podem não ser os mais recomendados para dias ensolarados, assim como locais que têm ventos fortes exigem abrigos diferentes dos locais que têm ventos fracos.
  • Disponibilidade de material: ao construir um abrigo devemos levar em consideração os materiais que temos à disposição, tanto materiais naturais quanto artificiais. Devemos pensar também nas outras utilizações que esses materiais podem ter durante o acampamento. Por exemplo, a madeira pode ser utilizada também na construção de pioneirias e como lenha para fogueira.
  •  Tipos de abrigos:
    • Abrigos permanentes: são os construídos com material da região e destinados a dar condições de permanência na mata por um longo período de tempo.
    • Abrigos temporários: são os construídos com material da região, utilizando também, se necessário, partes do próprio equipamento e destinados a permitir a permanência na mata por curtos períodos de tempo.
  • Disponibilidade de tempo:
    • Qual a duração do acampamento? Se o meu acampamento é curto, não compensa gastar muito tempo na construção de um abrigo permanente, muito elaborado e trabalhoso, a menos que as condições de tempo meteorológico exijam um abrigo desse tipo.
    • Caso o meu acampamento seja móvel, também não há necessidade de gastar muito tempo na construção de um abrigo permanente.

Observando esses pontos com bom senso, com certeza teremos uma atividade construtiva.

Veja abaixo dois vídeos de abrigos que podem ser construídos, cada um para condições bastante diferentes:

Clique na imagem abaixo para ver no site da Discovery o passo a passo deste tipo de abrigo rápido e simples, bem como a escolha do lugar onde montá-lo.

E agora mais algumas imagens (retiradas do manual de Abrigos e Barracas, Coleção Tafara, Série Ar Livre, nº 2) de modelos de abrigo que podem ser utilizados em seu acampamento, tanto com utilização de lona quanto sem sua utilização. Vários outros modelos podem ser desenvolvidos, basta colocar a criatividade e o conhecimento de amarras em prática.

Particularmente, sou contra derrubar árvores e cortar galhos para a construção de abrigos e pioneirias, tanto pela curta duração dos nossos acampamentos quanto pela “necessidade” de degradar o meio ambiente para essa finalidade. Considero que abrigos suspensos, apesar de serem bonitos, funcionais e utilizarem bem os conhecimentos de amarras, não são muito interessantes sob o ponto de vista ambiental, pois é difícil encontrar a quantidade de madeira nas dimensões necessárias sem derrubar árvores, portanto, o ideal é que só fossem utilizados em caso de real necessidade.

Especialidade de Insetos – avançado: aprendendo a pesquisar

Esta especialidade é uma continuação ao fascinante estudo dos insetos.

Você aprenderá os ciclos de vida de diferentes grupos de insetos e sobre seus hábitos. Vai conhecer insetos que podem transmitir doenças para o homem e como se prevenir delas.

Você sabe o que é um puçá? Além do puçá, você vai aprender outras ferramentas e técnicas que podem ser utilizadas para coletar insetos, inclusive insetos aquáticos e insetos atraídos por luz.

Nesta especialidade você terá que identificar, pelo menos, 50 espécies por conta própria, além das identificadas na especialidade básica. Divirta-se!

Para se aprofundar no estudo da entomologia cumpra os seguintes requisitos:

 

  1. Completar a especialidade Insetos.
  2. Acrescentar à sua coleção atual, 50 insetos representando pelo menos dez ordens diferentes (sem contar os lepidópteros). As etiquetas devem incluir o nome da pessoa que capturou o inseto, data, ordem, família e gênero. (Espécimes estragados ou mal colados não serão aceitos.)
  3. Como as estruturas especiais e hábitos dos insetos os preparam tão notavelmente para a vida?
  4. Contar o ciclo de vida de quatro insetos de quatro famílias diferentes.
  5. Dar o nome de dois tipos de insetos sociais. Como diferem dos insetos insociais?
  6. Dar o nome de pelo menos quatro insetos que transmitem doenças ao homem, e dar o nome de pelo menos uma doença transmitida por causa de um desses insetos.
  7. Realizar uma das tarefas a seguir: construir uma rede aérea, rede de arrasto ou rede aquática.
  8. Construir uma armadilha para insetos noturnos, e usá-la.
  9. Mencionar pelo menos um inseto correspondente a cada um dos seguintes: aquático, que comem folhas, que se enrolam em folhas, que perfuram madeira, que comem papel, parasitas no corpo de um pássaro ou mamífero; ou descrever as castas de cupins e abelhas; ou comparar os graus de inteligência exibidos por um gafanhoto ou besouro, com a formiga, abelha ou vespa.

Para ajudar no requisito 1, leia também Especialidades de Estudo da Natureza, coleções e legislação ambiental.

Logo abaixo estão as alguns sites na internet com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha uma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

Especialidade de Samambaias: aprendendo a pesquisar

Cyathea sp. por Edson Grandisoli

O que são samambaias? Como elas são diferentes dos arbustos e árvores? Onde e como elas se desenvolvem? Quais samambaias possuem importância medicinal? Tudo isso você vai aprender nesta especialidade.

Ainda aprenderá a reconhecer plantas que parecem samambaias, mas não são, como os licopódios e cavalinhas, e dizer que semelhanças possuem. Além, é claro, de aprender a identificar corretamente diferentes espécies de samambaias.

  1. Qual a diferença das samambaias e arbustos e árvores?
  2. Onde fica o caule de uma samambaia? Que parte cresce acima da terra? Qual o ambiente mais favorável pra o crescimento das samambaias?
  3. Como se reproduzem as samambaias? Localizar e descrever três tipos de soros a partir de três tipos de samambaias.
  4. Como os esporos viajam da planta mãe para um novo local? Quanto tempo leva para um esporo desenvolver-se até a planta adulta? Observar em samambaias ao natural, ou fotografias de samambaias jovens, como são diferentes das samambaias adultas.
  5. Conhecer o uso medicinal de três samambaias.
  6. Desenhar ou fotografar dez tipos de samambaias, e identificá-las corretamente.
  7. Além das samambaias comuns, existem plantas semelhantes a samambaias que são conhecidas como licopódio e cavalinha. Ser capaz de reconhecer duas licopodiáceas e uma cavalinha. Quais as suas semelhanças com as samambaias?
Logo abaixo estão as alguns sites com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

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Especialidade de Flores: aprendendo a pesquisar

Tulipas, por Lélis Ribeiro
As flores são admiradas no mundo todo por sua beleza. Mas, muito além da beleza, as flores possuem grande importância para as plantas.

Nesta especialidade você vai aprender a identificar flores silvestres de sua região, as diferentes partes da flor, importância dos animais na polinização das flores.

Também vai aprender que algumas plantas são tóxicas e descobrir quais podem ser encontradas no seu bairro.

  1. Desenhar ou fotografar 35 tipos de flores silvestres e identificá-las corretamente.
  2. Desenhar e classificar corretamente, ou apontar numa flor ao natural, as partes da mesma: pistilo, estame, pétala e sépala.
  3. Dar o nome de seis famílias de flores e suas características peculiares. Dar o nome de pelo menos duas flores em cada família.
  4. Descrever o ciclo de vida de uma flor em particular, incluindo o papel dos insetos ou vento na polinização.
  5. Citar pelo menos duas plantas que sejam venenosas ao toque, e mencionar, se houver, alguma que exista em seu bairro.
  6. Fazer três das exigências a seguir:
    • a. Desenhar ou fotografar uma série de pelo menos seis flores, mostrando, na ordem, as cores do arco-íris – vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, violeta.
    • b. Apresentar flores frescas, secas ou prensadas que tenham: cinco pétalas, quatro pétalas, três pétalas, nenhuma pétala.
    • c. De olhos vendados, distinguir e dar o nome de duas entre cinco flores silvestres ou cultivadas, usando apenas o sentido do olfato.
    • d. Alistar flores que você observou enquanto eram visitadas – para fins de alimentação – por:
      • pássaros
      • abelhas
      • borboletas
      • mariposas
      • besouros
    • e. Observar uma flor durante pelo menos dez minutos, à luz do sol, e pelo menos dez minutos após o anoitecer, e relatar os insetos que a visitaram. Mencionar o número de visitantes, e o nome da flor.

Logo abaixo estão as alguns sites com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

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Fórmula de Da Vinci explica o porquê da forma das árvores

À esquerda, variáveis do modelo matemático. À direita, modelo fractal de uma árvore. Crédito: C. Eloy et al., Phys. Rev. Letters (2011).

A graciosa divisão do tronco de uma árvore em ramos, galhos e gravetos é tão familiar que poucas percebem o que Leonardo da Vinci observou: uma árvore quase sempre cresce de modo que a espessura dos ramos em uma determinada altura seja igual à espessura do tronco. Embora a regra seja válida para quase todas as espécies de árvores e seja usada desde então por artistas para desenhar árvores mais realistas, até agora ninguém havia sido capaz de explicar o porquê das árvores obedecem essa regra.

A regra de da Vinci diz que quando um tronco de árvore se divide em dois ramos, a seção transversal total dos ramos secundários será igual a seção transversal do tronco. Se cada um desses dois ramos se dividir em dois, a área das seções transversais dos quatro ramos será igual à área da seção transversal do tronco. E assim sucessivamente.

A hipótese dos botânicos era de que a observação de Leonardo estava relacionada com a forma com que as árvores bombeiam a água das raízes para as folhas. A ideia era que isso acontecia para que a árvore distribuísse a água de maneira uniforme até as folhas.

Chistophe Eloy, físico visitante das Universidades da Califórnia (San Diego, EUA) e de Florença (França), especialista em mecânica dos fluidos, concorda que a equação está relacionada com as folhas das árvores, não com a forma de distribuição de água, mas com a força do vento contra as folhas.

Eloy fez seus cálculos modelando árvores como uma série de feixes sustentados uns nos outros formando uma rede fractal. Cada feixe se sustenta ancorado em uma de suas extremidades e solto na outra. Um fractal é uma forma que se ramifica em porções menores que são parecidas com a estrutura como um todo. A maioria das árvores naturais crescem de maneira parecida com a fractal.

Eloy modelou a força do vento soprando sobre as folhas da árvore como uma força pressionando sobre a extremidade não ancorada dos feixes. Quando ele inseriu a equação da força do vento em seu modelo e assumiu que a probabilidade de um ramo se quebrar devido ao esforço do vento é constante, chegou à regra de Leonardo. Em seguida, resolveu testar a regra com uma simulação numérica por computador da força do vento sobre os galhos, calculando qual a espessura que os ramos deveriam ter para resistir a quebra. A simulação numérica previu acuradamente os diâmetros dos ramos, como descreve em um artigo aceito para publicação na revista Physical Review Letters.

“Este estudo coloca as árvores no mesmo patamar que as estruturas feitas pelo homem que foram planejadas levando em conta as consideração sobre o vento de carregamento, sendo a torre Eiffel talvez o exemplo mais conhecido”, diz Pedro Reis, engenheiro do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge.

Fonte: Biblioteca de Ciências Mário Schenberg

Leia mais em: Science NOW

É maravilhoso ver como as coisas que aparentemente sem explicação, como a relação matemática entre o diâmetro dos galhos de uma árvore e seu tronco, possuem um motivo fantástico. Também é maravilhoso ver como a natureza serve de modelo para a criação e aperfeiçoamento de obras de engenharia. Se grandes obras de engenharia precisam ser planejadas, se a descoberta dessa relação matemática necessita de pesquisa e inteligência, por que a natureza “precisa” ter surgido ao acaso num processo aleatório?

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