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Liderança X idade mínima e outras dúvidas

Foto de Guilherme Borgo

Acompanhando o Clube de Líderes Online e o Desbravaclube notamos que algumas dúvidas como: qual a idade mínima para ser investido em líder ou quem pode assinar as classes regulares surgiram em alguns líderes e houve uma certa discordância na resposta de outros. Então decidimos trabalhar um pouquinho esses temas para esclarecer essas questões.

Existem 2 caminhos para um desbravador ser líder investido. O primeiro deles é cumprindo todas as classes regulares e depois cumprir o cartão de líder. O segundo deles é para aqueles que já entraram no Clube mais velhos, ou que não concluíram as classes por qualquer outro motivo. Neste caso, faz-se o cartão de Classes Agrupadas.

Nas duas classes temos o seguinte requisito: Ter no mínimo 16 anos de idade (Ter completado 16 anos de idade, no mínimo). Aqui temos o ponto de partida. Ou seja, a idade mínima para se iniciar a classe é 16 anos. Mas qual seria a idade mínima para ser investido? 

O cartão de Líder pede que seus requisitos sejam cumpridos em até 2 anos, ou seja, depois que o iniciamos, temos ATÉ 2 anos para terminar. Fora isso, não determina qualquer outra idade. O que determina o tempo mínimo de cumprimento é o requisito: “2. Manter-se no cargo de Conselheiro(a) ou Conselheiro(s) Associado(a) em um Clube de Desbravadores durante o período mínimo de UM ANO.”

Isso quer dizer que se o candidato a líder começar o cartão com os seus 16 anos (logo após ter terminado todas as classes), ele pode ser investido com 17, unicamente porque ele precisa ser conselheiro por no mínimo 1 ano. Pode acontecer também de um líder ser investido aos 16? Sim, pouquíssimas vezes. Mas como? Vejam, se ele conclui a classe de guia aos 15 anos, faz aniversário de 16 em dezembro, por exemplo. No ano seguinte ele faz toda a classe de líder e é conselheiro em todo o ano “letivo” de atividades. Daí ele é investido na última atividade do ano, que pode ser pouco antes do seu aniversário. Mas isso é a exceção.

Resumindo, a idade mínima, salvo raríssimas exceções, será 17 anos. E no caso de Classes Agrupadas? Bem, na classe também encontramos o requisito para ser conselheiro ou associado por UM ANO, mas o tempo mínimo de conclusão da classe é UM ANO E MEIO. Ou seja, se ele começa a classe com 16 anos (requisitos antes disso não serão contados), ele será investido com 17 anos também! Neste caso, é inviável a investidura de alguém com 16 anos, por exemplo.

Um ponto que foi tocado é que uma pessoa com 17 ainda não atingiu a maioridade civil/penal. Porém, isso não pode ser contado para a investidura em líder.

Com a atualização das classes de liderança e agrupadas, essas dúvidas foram todas resolvidas pela DSA. Atualmente, só existe um caminho para se tornar líder: o cartão de líder. Ele tem como pré-requisito ter concluído todas as classes regulares, que podem ser feitas uma a uma ou através do cartão de classes agrupadas.

Ainda, no novo cartão, é especificada a idade mínima de 16 anos para iniciar o cartão e 18 para ser investido. Problema resolvido =D Mas lembrem-se, ser líder não é apenas ser investido, é exercer liderança, e isto não depende de idade, sexo, cor. A liderança é um dom de Deus! Portanto, só a teremos se o Espírito Santo nos der, independente da nossa idade. Ellen White, por exemplo, começou seu ministério profético aos 17 anos!

O mais importante na investidura de um novo líder é que ele realmente esteja interessado e disposto a ser um líder, de trabalhar pelo Clube e pela salvação dos desbravadores. E, mais uma vez, isso não depende da idade, mas sim da maturidade e responsabilidade dele.

Outro ponto envolvendo as Classes Agrupadas é que o candidato é investido apenas nas CLASSES REGULARES (amigo, companheiro, pesquisador, pioneiro, excursionista e guia) e LÍDER. Apesar de conter muitos requisitos das Classes Avançadas, se o líder quiser ser investido nelas, ele terá que fazer uma a uma, as mesmas que acompanham o cartão das Classes Regulares. É importante lembrar que ele NUNCA poderá contar para as Classes Avançadas um requisito que ele já tenha usado nas Classes Agrupadas.

Este também foi um problema resolvido, considerando que o novo cartão de agrupadas não contempla mais a classe de líder, e sim todas as regulares e avançadas. Não é possível escolher apenas as regulares…

Quem deve fazer Classes Agrupadas? Aqueles que, por qualquer motivo, não tenham concluído as classes regulares. Se ele preferir, o candidato pode, ao invés de fazer o cartão de Classes Agrupadas, concluir todas as classes regulares, uma por uma e depois líder. As duas alternativas são válidas, ou seja, cada um deve escolher o que achar que for mais proveitoso para o seu aprendizado e desenvolvimento. Porém, se ele escolher concluir as classes regulares, é claro que o critério de avaliação será completamente diferente do usado para avaliar as crianças! Devemos exigir que ele cumpra os requisitos como líder, buscando sempre o melhor e mais completo!

Por último, e também por ser o assunto mais recente, quem pode assinar os cartões das classes regulares? Esse foi um dos assuntos que mais rendeu comentários, e há discordância entre os líderes que participaram do debate.

Num mundo ideal, onde toda a direção do Clube é investida em líder, apenas os líderes devem assinar as classes. Ou seja, os próprios instrutores assinam. Mas, como sabemos, isso não existe, pelo menos não conheço nenhum Clube que todos são investidos. Mas então, quem assina afinal? Na verdade NÃO EXISTE NENHUMA REGULAMENTAÇÃO A ESSE RESPEITO!!! Ou seja, temos que usar o bom senso mais uma vez.

Uma vez que não existe regulamentação, não há nada definindo que seja apenas líderes investidos ou o diretor do Clube, ou mesmo apenas aqueles que têm a classe… Usando o bom senso, é interessante que os instrutores das classes sejam investidos nelas, e em seguida eles podem assinar o requisito. Mas não precisamos transforar isso numa regra, não precisamos burocratizar o trabalho do Clube de Desbravadores!

O melhor então é que o instrutor esteja capacitado a dar a instrução e a avaliar o que foi instruído. Ele deve estar capacitado a avaliar o que ele mesmo instruiu. Ou seja, o importante não é definir regras sobre quem vai assinar ou não, e sim capacitar os instrutores que temos (líderes investidos ou não, tendo a classe regular ou não)! Até porque, ao terminar a classe, o diretor precisa avaliar o desbravador e em seguida o regional (há um campo no cartão que deve ser assinado pelos dois). 

Também com a publicação do Manual Administrativo, temos uma resposta a essa dúvida. O texto não explicita: somente este ou aquele podem assinar, mas em todo ele, somente a figura do instrutor aparece avaliando e assinando o cartão da criança. Considerando que é necessário ser instrutor de classe para ser investido em líder, é possível sim alguém que não é líder assinar o cartão.

Para ajudá-los nesse assunto, recomendamos os seguintes posts: O instrutor de classes, Provas finais, Manuais das classes regulares e a nossa página Classes. Neles vocês encontrarão informações básicas para ajudá-los no trabalho com as classes. Qualquer dúvida ou comentário a esse respeito, nos envie um email ou deixe um comentário abaixo.

Atualizado em 8/2/16.


Dez erros que os pais cometem e afastam os filhos adolescentes

Como líderes de desbravadores precisamos saber lidar com as mudanças que acontecem com os nossos juvenis e adolescentes. Gostaríamos de compartilhar uma matéria que foi publicada no UOL, que trata sobre os erros que os pais cometem que afastam os filhos adolescentes.

Nosso objetivo, ao divulgar, não é que vocês adotem as orientações para lidar com os seus desbravadores, até porque são orientações específicas para pais e algumas vezes acabam se chocando com alguns dos nossos princípios. A idéia é que vocês saibam o que os seus desbravadores (e às vezes até conselheiros e instrutores) podem estar passando em casa, para que vocês estejam preparados para ajudá-los e aproveitar a oportunidade para levá-los até Jesus. Confiram:

A adolescência é um período complicado para pais e filhos. As relações ficam mais difíceis, as preocupações aumentam e é preciso administrar com calma essa fase cheia de experiências novas para os jovens. Para evitar o distanciamento, duas especialistas listam dez erros comuns, cometidos pelos pais, em relação aos adolescentes.

1º ERRO: não entender que os filhos cresceram

As crianças são muito ligadas aos pais. Mas, na adolescência, há um afastamento natural, para que os filhos possam testar sua independência e autonomia. E isso não significa que os jovens não gostam mais de seus pais. A psicóloga Marina Vasconcellos explica que os adultos devem entender esse momento e dar mais liberdade (claro, com limites). “Não dá para permitir tudo, mas é um erro impedir que os adolescentes tenham experiências novas, afinal, eles cresceram e precisam disso para a construção da identidade.”

2º ERRO: minimizar as descobertas

Os pais costumam dizer aos filhos que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho. Marina diz que isso é um erro. “É preciso respeitar o momento do filho, sem impor seu modo de pensar. Por mais que tenhamos ideia de como é, agora é a vez deles”, diz a psicóloga. “É impossível impedir o sofrimento dos filhos. Todos têm tristezas e dificuldades. Os jovens também.”

3º ERRO: não saber como controlá-los

Os adolescentes se consideram maduros e não gostam de dar satisfações. Mas precisam. E o ideal é fazer com que isso aconteça naturalmente, sem a necessidade de cobrar explicações. De acordo com Marina, “se os adolescentes são tratados com respeito, geralmente, retribuem da mesma maneira”, diz ela. “Pais que julgam bloqueiam os filhos, que se fecham. Em uma relação saudável, as conversas fluem normalmente. Isso inclui falar sobre que estão passando, apresentar os amigos, compartilhar as experiências”. O conselho dela é dar espaço para que o filho se abra, sem que sinta medo de ser julgado. “Quebre o clima de tensão entre vocês com bom humor.”

4º ERRO: exagerar nas cobranças

A adolescência é uma fase de muitas cobranças. Os pais querem que os filhos tenham um bom futuro, estudem, tenham boas companhias, criem responsabilidade, não se envolvam com drogas… A sugestão de Marina é escolher a forma certa de cobrar. “Os pais devem ser afetuosos, senão não funciona. Não podem apenas cobrar. A cobrança precisa ser intercalada com carinho, diversão, momentos descontraídos e diálogos. Muita pressão cansa os dois lados: adolescentes e pais.”

5º ERRO: não saber dar liberdade

Podar demais não dá certo. “Deixe que o seu filho durma na casa dos amigos”, exemplifica Marina Vasconcellos. “Ligue para os pais do amigo, certifique-se de que é seguro e permita”. De acordo com a psicóloga, os pais têm dificuldade para saber qual é o momento certo de permitir que os filhos saiam à noite.Combine um horário condizente com a idade e a maturidade do seu filho.”

6º ERRO: demonstrar falta de confiança

Certificar-se de que o seu filho está em segurança é bem diferente de vigiá-lo. De acordo com a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, o filho pensa que, se o pai não confia nele, pode fazer o certo ou o errado, pois não fará diferença. “Investigar exageradamente não estimula a responsabilidade. Gera um clima de desconfiança –e as relações íntimas são baseadas na confiança”, alerta a especialista. “Diga para o seu filho que quer se assegurar de que ele estará bem e informe-se, mas não aja às escondidas.”

7º ERRO: desesperar-se nas crises

Os adolescentes dão trabalho. Mas é essencial agir com cautela. “As reações precisam ser proporcionais aos fatos”, diz Cecília. “Se o seu filho entrou em coma alcoólico é uma coisa, se chega cheirando a bebida é outra. Os pais devem hierarquizar a gravidade dos problemas”. De acordo com a psicóloga, ter uma reação desmedida (ou dar broncas muito frequentes) estimula o filho a mentir. “Para o adolescente, o problema é a bronca. Ele não pondera se suas atitudes podem ser perigosas. Por isso, converse com calma, para entender as razões que o levaram a fazer escolhas erradas. Descubra se é algo frequente e explique as consequências.”

8º ERRO: constranger os filhos

Na adolescência, é comum os filhos terem vergonha dos pais. Tente compreender isso. Cecília explica que os pais são munidos de informações que podem envergonhar o filho diante dos amigos. Particularidades que só os pais sabem, mas que o jovem não quer que sejam reveladas. “Os adultos precisam evitar expor a intimidade dos filhos, pois, muitas vezes, o deixam constrangido. Evite, também, estender muito as conversas com os amigos dele. “Pai e mãe não são amigos. Pais que querem ser amigos não estão sendo bons pais”, alerta Cecília. “A relação precisa ser hierárquica. Isso não significa que tenha de ser ruim. A diferença é que, com amigos, temos relações de igual para igual. Entre pais e filhos não é assim”, diferencia a psicóloga. “Os pais podem ser bacanas, compreensivos, divertidos, mas são pais.”

9º ERRO: colocar seu filho em um altar

Pare de pensar que ninguém está à altura do seu filho. É comum os pais colocarem defeitos em todos os amigos e, principalmente, nos namorados que os adolescentes têm. Cecília lembra que o excesso de julgamento faz com que os filhos se fechem. “O resultado de tantas críticas é que os filhos passam a esconder namorados e amigos dos pais. Eles perdem a vontade de apresentar pessoas com quem convivem e começam a ficar mais na rua do que dentro de casa”, alerta.

10º ERRO: fazer chantagens

Ameaçar cortar a mesada, caso o filho não obedeça, é muito comum. Assim como dizer que, enquanto ele viver às suas custas, não poderá tomar certas atitudes. “Isso é uma chantagem e não educa”, resume Cecília. “Os pais devem explicar as razões que os levam a proibir determinados comportamentos. Com ameaças, o jovem apenas obedece para não perder um benefício”. A psicóloga diz, ainda, que, agindo assim, a relação entre pais e filhos fica muito rasa. “É como beber e dirigir: quem não faz, pois sabe que é perigoso para si e para as outras pessoas, compreende o problema. Quem deixa de fazer apenas por medo da multa, não entende os riscos”, exemplifica.

Fonte: UOL 

Nossa Herança – Simulado

15 de maio, já estamos na metade de mais um mês… 2011 está voando. Você pode estar agora na reta final do semestre na faculdade; ou ter um trabalho bem difícil para entregar; ou as duas coisas! Mas, além das atividades do dia-a-dia, ainda temos as nossas responsabilidades com o Clube e com a Igreja. Semana que vem, dia 22, será a prova de líder aqui na APlaC.

Na semana passada você viu AQUI no seu Cantinho da Unidade um simulado para essas provas. Como você foi? Se saiu bem? Independente disso, espero que tenha sido mais uma ajuda para o aprendizado de vocês. Procure nos livros as questões que vocês erraram e estudem mais essas partes dos livros.

Como prometido, confira hoje mais dois simulados, o tipo B de cada uma. Confiram AQUI e AQUI.

Nossa Herança – simulado

No mês de março, vimos AQUI no nosso Cantinho, um material de apoio para ajudá-los na prova de história denominacional da classe de líder. Todos os líderes que eu já tive contato ficaram no mínimo preocupados com essa prova.

Tanto a prova de doutrinas bíblicas quanto a de história denominacional são bem dinâmicas e costumam mudar todos os anos. Aqui na APlaC mesmo funciona assim, a cada ano temos novas versões delas. Então, para ajudá-los, cliquem AQUI, AQUI e AQUI para conferirem alguns simulados, para que vocês possam fixar melhor o conteúdo estudado.

Dica: não façam as provas antes de terem terminado os livros e não se baseiem somente nelas também. Elas são apenas mais um instrumento de estudo e não o objeto de estudo. Por isso, estamos postando hoje apenas os modelos A da prova. Depois de terminá-los, confiram as respostas nos seus livros e corrijam os erros. Na semana que vem, postaremos aqui as versões B delas. Não percam!

O problema dos elogios

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos [desbravadores]. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos [desbravadores] precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito  legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos [desbravadores] recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.

[1] Notícia veiculada na revista Galileu de jan de 2011.

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