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Modelos de ofícios para desbravadores

Tenho certeza de que se perguntassem para cada um de nós o que é o Clube de Desbravadores, faríamos aquela propaganda. Descreveríamos como são as nossas atividades, as classes, as especialidades, as caminhadas, os acampamentos, os ralas… Os nossos olhos brilhariam ao falar e tentaríamos transmitir para a pessoa o máximo do que é ser um desbravador!

Mas se o Clube é tão bom assim, por que as pessoas nem sequer ouviram falar? Acho que o problema é que nós não nos mostramos a elas, não nos mostramos à sociedade, não é verdade?

Nos últimos meses trabalhamos no projeto de fundação de um novo Clube em São João d’Aliança, interior de Goiás, mas que ainda é da APlaC. No último treinamento descobrimos algo que nos deixou de queixos caídos: a secretária municipal de educação tinha enviado uma carta para a Igreja pedindo algum tipo de projeto para as crianças da cidade!

Amigos, não existe nenhum programa melhor para crianças e adolescentes de 10 a 15 anos em qualquer cidade do que o Clube de Desbravadores! Então vamos parar de nos esconder! Isso não só prejudica por não termos mais membros por falta de conhecimento como por não termos patrocínio para as nossas atividades.

Para vocês terem uma idéia, em agosto estávamos visitando a Granja do Torto, em Brasília, para visualizarmos a área do nosso VI Campori de Desbravadores. Estava acontecendo um evento de motoqueiros (nada contra os motoqueiros). Descobrimos que eles haviam recebido um patrocínio do Governo de mais de 800 mil reais! Onde é que nós estamos até agora que não corremos atrás das necessidades dos nossos desbravadores? Os seus desbravadores já deixaram de ir a algum evento por causa de dinheiro??? Está na hora disso acabar!

Bem, para conseguirmos algum patrocínio ou ajuda de qualquer entidade, seja privada ou do Governo, precisamos nos comunicar através de ofícios, documentos oficiais específicos para isso. O assunto pode variar de solicitar o espaço físico de uma escola para as reuniões do Clube, passe livre no zoológico e até mesmo o aluguel de algum ônibus.

Para ajudá-los, vamos disponibilizar AQUIAQUIAQUI e AQUI quatro modelos diferentes de ofícios, elaborados conforme o Manual de Redação da Presidência da República. Com base neles, é só você substituir o assunto, os dados e o pedido. Os parágrafos 1, 3 , 4 e 7 (do primeiro modelo) podem ser usados em todos os ofícios, pois dão as informações básicas sobre o Clube e põe o Clube à disposição da empresa ou do Governo. Prestem bastante atenção no uso correto dos pronomes de tratamento, disponíveis no manual de redação acima.

FAQ – Perguntas Frequentes

Sabe aquelas perguntas simples que a gente tem dúvida e não sabe onde achar? Ou que para achar a gente precisa procurar numa apostila ou num livro imenso?

No caso dos desbravadores pode ser ainda pior, pois temos uma carência muito grande de materiais e manuais.

Pois é, pensando nisso resolvemos fazer um post com as principais dúvidas [e respostas, claro, rs] que as pessoas possam ter sobre o Clube de Desbravadores. Se sua dúvida não for listada abaixo é só enviar por email ou comentar abaixo, que respondemos para você!

1. O que é preciso para se iniciar um Clube de Desbravadores?

Como o Clube é um departamento da Igreja, ele precisa ser votado na Comissão. A Igreja deve procurar o regional (ou distrital) para informar o interesse em fundar o Clube e também para pedir a devida ajuda. Na Comissão, é preciso votar o funcionamento do Clube, o diretor e os associados e a sugestão de 3 nomes, na ordem de preferência. Depois o regional vai levar a cópia da ata da Comissão para a Associação. O departamental vai analisar os nomes e definir qual deles será o nome oficial. O Clube será registrado na Associação. Em seguida, a Comissão da Igreja deve votar novamente a aprovação do Clube, agora já com o nome definido!

2. Na minha Igreja tem poucos juvenis na idade de participar do Clube, mesmo assim posso fundar um Clube?

Deve! Esse é o objetivo do Clube, trazer novos juvenis para a Igreja. O Clube não é restrito apenas para os membros da Igreja, deve ser um instrumento de salvação a toda a comunidade. Então, vá nas escolas e convide os alunos para participarem do seu Clube, com o tempo sua Igreja terá muitos outros juvenis! Para saber mais sobre como aumentar o número de desbravadores do seu Clube, clique AQUI.

3. Na minha Igreja não tem ninguém que conheça o Clube de Desbravadores e nem sabemos por onde começar, o que devemos fazer?

Esse é o “problema” mais fácil de ser resolvido. Procure o Ministério de Desbravadores da sua Associação e confira se o treinamento básico de diretoria já aconteceu. Caso já tenha passado da data, procure o seu regional, ele é o responsável por ministrar esses cursos na sua região. O curso é a base para você iniciar os seus trabalhos, aprender a liderar o Clube mesmo, só na prática…

4. Acabamos de fundar um Clube novo, o que devemos fazer nas reuniões?

Existem muitas atividades a serem desenvolvidas durante as reuniões, principalmente o cantinho da unidade, as classes, especialidades e civismo. Esse foi um dos primeiros assuntos que tratamos aqui no blog, confira: AQUI e AQUI.

5. Todo pastor é líder investido?

Não. Todos que desejam ser investidos em líder precisam concluir a classe de líder. O que acontece é que em alguns cursos [de teologia] existe uma matéria sobre desbravadores, o que é um empurrãozinho para eles fazerem a classe. Mas eles precisam terminar todos os requisitos e serem investidos numa cerimônia igual você e eu fomos. Existe também um cartão específico para eles, assim como existe o de regionais.

6. Quando entra um desbravador novo no meu Clube, que classe ele deve fazer?

Ele deve cumprir a classe da idade dele, independente se tem ou não as outras anteriores. Antigamente o sistema era progressivo, você sempre iniciava em Amigo, porém, foi visto que não era o melhor para o desenvolvimento das crianças. Infelizmente alguns Clubes ainda adotam esse sistema de classes progressivas, mas esta prática está errada.

7. Quem pode fazer a entrega de lenços?

De preferência o conselheiro do desbravador ou os líderes do Clube, porém, os pais ou padrinhos do desbravador também podem entregar-lhe o lenço, mesmo que não sejam desbravadores.

8. Quem pode fazer a investidura das classes?

A investidura em uma classe deve sempre ser autorizada pelo regional. Somente os líderes investidos (ou o diretor do Clube, quando não houver nenhum líder investido no Clube) podem investir os desbravadores.

9. Se um desbravador completa 16 anos e ainda não concluiu todas as classes, ele pode terminar as que estão faltando ou iniciar as classes agrupadas?

Esse era um assunto muito complicado em alguns Campos, pois muitos diziam que após os 16 anos era proibido concluir as classes uma a uma. Porém, com a publicação do Manual Administrativo, temos bem claro que o membro da direção pode escolher o que for melhor para ele. Ainda, é importante ressaltar que o cartão de agrupadas atual não dá direito à investidura em líder, apenas nas classes regulares e avançadas. E este é um ponto que dificulta um pouco, pois ele só pode ser investido após concluir tudo, inclusive os requisitos das classes avançadas. Assim, fazer uma a uma as classes regulares pode empolgar mais, até porque ele pode ser investido em cada uma tão logo tiver concluído.

10. Quem pode assinar o cartão das classes?

Confira AQUI.

11. Qual a idade mínima para a investidura nas classes?

Para as classes regulares e avançadas, a idade correspondente aos cartões (Amigo – 10, Companheiro – 11, Pesquisador – 12, Pioneiro – 13, Excursionista – 14, Guia – 15). Para a classe de Líder 18 anos. Já máster e máster avançado não há uma idade mínima para ser investido, apenas para iniciar a classe: máster 18 e máster avançado 20.

12. Um desbravador pode fazer mais de uma classe por ano? Qual o máximo?

Pode, desde que ele tenha a idade mínima delas. Na verdade não existe um máximo de classes por ano, o que importa é a qualidade do cumprimento delas, o que vai depender de cada um, mas a média de 2 por ano se adéqua à maioria dos desbravadores. Mas conheço um grande líder (máster avançado, um dos melhores que conheço) que com 15 anos (quando ele entrou no Clube) concluiu 5 classes!

13. O que é o Clube do Livro Juvenil?

Esse é um requisito exigido em todas as classes. Todos os anos a Casa Publicadora Brasileira edita um livro para os juvenis. Esse deve ser o livro lido por todos os desbravadores. Mas se é só um, porque se chama Clube do Livro? Antigamente, eram 3 livros, por isso o nome, hoje [infelizmente] é apenas um! [lamentamos o retrocesso, mas…].

14. Como concluir uma especialidade? Quem pode assiná-la?

Para se concluir qualquer especialidade, o desbravador precisa cumprir TODOS os requisitos do manual. Elas podem ser instruídas por qualquer líder ou profissional da área, mesmo que não seja adventista. Existem muitos métodos de avaliação (clique AQUI), mas o próprio instrutor pode avaliar. Em seguida, elas precisam ser validadas pelo regional.

15. O Clube de Desbravadores é igual em todo o mundo?

Não! O funcionamento varia de acordo com cada Divisão. O uniforme, as insígnias, o lenço e até a idade alvo mudam. Em alguns lugares, até mesmo o hino é diferente. O modelo adotado pela Divisão Sul Americana é bem próximo ao original, praticado pela Divisão Norte Americana.

16. O dia mundial dos desbravadores é realmente mundial?

Não! Apesar do nome sugerir, o dia é comemorado em diferentes datas, de acordo com a Divisão [quem será que deu esse nome? rs]. Em alguns lugares, como na Divisão Norte Americana é chamado apenas de Dia dos Desbravadores (Pathfinders Day).

Com a publicação do novo Manual Administrativo do Clube de Desbravadores, houve a transferência da comemoração do Dia do Desbravador de abril para setembro. O objetivo é alinhar-se ao propósito da Associação Geral de definir um dia do ano em que todos deveriam comemorar o dia do desbravador. Porém, apesar de ser uma proposta para dia mundial, nem todas as regiões do mundo seguem, como era o nosso próprio caso, que comemorava em um dia distinto…

17. Existe um padrão de ordem unida adotado em toda a Divisão?

Mais ou menos. A Divisão ainda não tem um manual oficial de ordem unida, porém recomenda o uso do Manual de Campanha C 22-5 do Exército Brasileiro. Acontece que como não existe essa regulamentação, muitos Clubes acabam inventando muitos comandos… Os principais comandos [de acordo com o Manual do Exército] você encontra AQUI.

Também com a publicação do novo Manual Administrativo do Clube de Desbravadores, a Divisão Sul-Americana definiu os comandos básicos de ordem unida, de forma a adotar um padrão próprio. Mas este é apenas um pródomo de um possível manual oficial, que não sabemos se existirá um dia…

18. O que são as especialidades regionais?

A princípio seriam especialidades que fossem produzidas na nossa própria Divisão, adaptadas à nossa realidade… O que infelizmente não é verdade. A maioria são especialidades traduzidas de outras Divisões, como: arte de fazer esteiras (Divisão do Sul do Pacífico), cuidado de bebês (Divisão Euro-Africana), arte de trançar (Associação Geral), agricultura de subsistência (Divisão do Sul do Pacífico)…

Com a revisão do Manual de Especialidades, essa área foi extinta e as especialidades foram alocadas em suas respectivas áreas.

19. Uma pessoa pode dar a instrução de uma especialidade, mesmo sem tê-la?

Sim, desde que ela tenha domínio sobre aquele assunto. Nestes casos, mesmo pessoas que não sejam do Clube ou que não sejam adventistas podem dar a instrução.

20. Uma pessoa pode ser instrutora de uma classe, mesmo sem a ter concluído?

Em condições ideais não, pois a ideia é que toda a direção seja investida em líder. Porém, não há nenhum impedimento.

Atualizado em 8/2/16.

Os tempos são outros

Uma mensagem pra você, diretor e conselheiro

Esses dias atrás estava conversando com um jovem, na verdade adolescente, e ele me interrompeu dizendo: “pastor, os tempos hoje são outros”. Por alguns segundos, eu parei no tempo para refletir sobre isso. Realmente os tempos são outros.

Por mais difícil que seja lidar hoje com os juvenis e adolescentes dentro de um Clube de Desbravadores, tornou-se uma tarefa muito mais desafiadora. Em 1980 e alguma coisa (deixa pra lá saber exatamente … rs) eu me lembro de quando a nossa diretora Maria Rosa entrava na sala de aula e não importa o que nós estivéssemos fazendo, levantávamos rapidamente e só sentávamos quando ela dissesse que podíamos. Era uma atitude de respeito. Respeito por que ela era a diretora, alguém que estava numa posição que merecia respeito.

Todos silenciavam-se quando a Tia Helena entrava na sala de aula. Ela era nossa professora e merecia respeito. Quando meu pai falava comigo, eu o escutava pacientemente e respondia sempre “sim senhor” no final de minha frase, pois ele era meu pai e merecia respeito.

Quando meu pastor, Guerling, pedia para que eu o acompanhasse nas suas visitas aos membros de minha Igreja, eu o fazia com alegria e sentimento de honra, pois meu pastor merecia respeito.

Meus colegas mereciam respeito, porque gostava de brincar com eles. Os animais mereciam respeito, pois eram criaturas que Deus tinha criado. Os idosos mereciam respeito, por isso eu me levantava e dava meu lugar para eles sentarem. As meninas mereciam respeito, por isso eu não assistia novelas e filmes que diziam que elas eram objetos e que eu tinha que namorar, ficar (ou sinônimos mais modernos) com todas elas!

Meu diretor do Clube merecia respeito, porque ele perdia seu tempo, sono e dinheiro para me dar uma excelente atividade nos finais de semana. A barraca das meninas merecia respeito, pois eu não poderia ir contra as regras do acampamento.

Os tempos são outros…

Fui até um pai na semana passada e disse que seu filho não estava indo mais ao Clube. Ele disse: “eu faço a minha parte, o acordo…”. Nesse momento acabei de dar uma risada lembrando-me desse episódio. Ele faz a parte mais difícil, acordá-lo, e deixa a mais fácil para nós, aturá-lo!!!

Queria dizer algo pra você diretor, diretores associados ou conselheiros do Clube. Os tempos são outros porque Jesus está voltando. Por isso, mesmo a tarefa tendo ficado mais árdua, ela não deixa de ser mais importante. Mesmo com a falta de respeito aos diretores, professores, pais, idosos… ainda Deus lhe concede um privilegio ímpar: cuidar de criaturas fadadas ao fracasso, à perdição eterna e lhe dar uma chance, talvez a única de levá-los ao céu.

Algumas pessoas me conhecem do colégio, quando fiz teologia e ajudei a cuidar do Clube com mais de 120 meninos e meninas, pela frase que eu dizia: “desbravadores é a forma mais divertida de ir para o céu”. Quero dizer a você que mesmo que os tempos sejam outros, quando estivermos no céu, Jesus te levará a um alto lugar e mostrará uma multidão de jovens que você ajudou a levar para o céu e outros tantos que foram influenciados por eles. Eu não quero perder esse momento por nada…

Por isso, mesmo que os tempos sejam outros, quero ainda acreditar que Deus dirige todas as coisas. Por isso não desanime!

E desbravadores… aqueles tempos eram outros mesmo, mas podem acreditar, eram MELHORES!

Maranata!

Pr. Harley Souza Costa Burigatto
Pastor Distrital em Naviraí/MS
Líder Master Avançado

As coisas estranhas dos programas de TV

Quem não gosta ou já gostou de desenhos animados? Se nós adultos gostamos, quanto mais as crianças. Mas qual será a mensagem que eles estão passando? Muitas vezes a mídia utiliza a roupagem bonitinha dos desenhos para infundir na cabecinha das crianças e adolescentes terríveis mensagens, completamente contra os princípios bíblicos.

O jornalista Michelson Borges, editor do blog Criacionismo, publicou ontem um post abordando algumas dessas mensagens “subliminarmente” passadas pelos desenhos. Como nosso público alvo são crianças de 10 a 15 anos, acho que o texto é muito propício para nos ajudar a entender um pouco mais o desafio que temos que enfrentar. Confiram:

Recebi este e-mail com tom de piada, mas a coisa não deixa de ser séria: “O Tarzan corria pelado; Cinderela chegava em casa à meia-noite; Aladim era ladrão; Batman dirigia a 320 km/h; Pinocchio mentia; Bela Adormecida era uma folgada; Salsicha (‘Scooby-Doo’) tinha voz de maconheiro, via fantasma e conversava com o cachorro; Zé Colmeia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de piquenique; Branca de Neve morava na boa com sete homens; Olívia Palito tinha anorexia; Popeye fumava um matinho suspeito; Pac Man corria em uma sala escura com musica eletrônica comendo pílulas que o deixavam ‘ligadão’; Super-Homem colocava cueca por cima da calça; a Margarida namorava o Pato Donald e saía com o Gastão. Olha os exemplos que eu tive… Agora pedem pra eu me comportar?! Tarde demais.”

Havia muitos outros desenhos (e há piores hoje em dia) com conceitos distorcidos que envolviam moral e religião. No caso do Pato Donald, ali não há representada uma família normal sequer. Donald e Margarida são eternos namorados e os sobrinhos não têm pais. No desenho He-Man, o personagem Adam invoca poderes das trevas para se transformar no campeão do bem, e, quando precisa de ajuda, vai a uma caverna procurar uma feiticeira. Em “Cinderela”, a personagem aparece invocando Lúcifer, nome dado ao gato da história. Em Hércules, há uma sutil blasfêmia ao nome e à pessoa de Jesus. Isso sem contar a invasão do espiritismo, do evolucionismo, do sensualismo e da violência gratuita em muitas das produções voltadas para o público infantil. Contam-se nos dedos os desenhos animados que podem ser considerados educativos e positivos para as mentes em formação.

Será que esse tipo de cultura não tem lá sua influência na moralidade, na religiosidade e mesmo no comportamento das massas que a consomem? Filipenses 4:8 continua sendo uma boa “régua” para orientar nossos hábitos de consumo midiáticos.[MB]

Afinal, o que querem as mulheres do pop?

A música, ao mesmo tempo que é um instrumento de adoração a Deus, pode ser também um instrumento de satanás para deixar os crentes cada vez mais longes de Deus.

O músico Joêzer Mendonça escreveu um post muito interessante no seu blog Nota na Pauta sobre as cantoras da música pop e a influência desse movimento nas cabeças das adolescentes.

Você que é conselheira, confira o texto abaixo e saiba o que provavelmente está passando na cabecinha das suas desbravadoras. Assim você estará mais preparada para lidar com a situação.

Sabe a pole dance, aquela dança em que uma mulher fica seduzindo um poste? Pois é. A música pop virou concurso de pole dance. Britney Spears, Rihanna, Beyoncé, Shakira, Fergie, Kate Perry, Nicky Minaj, Ke$ha e congêneres viraram dançarinas de pole dance, barganhando a atenção do público por meio de megavoz (nem todas) e mini-roupas (todas).

Mas, afinal, o que querem as divas do pop? Vestir-se como stripper e rebolar pelo resto de suas vidas? Taí a Madonna, há 30 anos como porta-estandarte do rebolation made in USA.

Não estou atacando de moralista contra as belas moçoilas, que são bem grandinhas pra saber o que fazer da vida e podem se vestir e cantar do jeito que bem entenderem. E nem tenho moral pra ficar jogando pedra na Geni. Mas tem que ser moralista para se preocupar com o arrastão do sensualismo glamourizado das novas estrelas da música pop? Tenho outras razões.

A primeira é esse engodo sofisticado de parte de sociólogos e feministas dizendo que Beyoncé e cia. representam o “empoderamento da mulher contemporânea”. Então é isso? A mulher ganhou mais poder pra vestir lingerie de couro, passar a mão em dançarino sarado e mostrar o corpão para o delírio da galera? O poder conquistado serve para imitar os roqueiros descamisados e priápicos dos anos 70? Grandes proezas.

Empoderamento de fato é a mulher ganhar o mesmo salário que um homem quando ambos exercem mesma profissão. Empoderamento seria a mulher ter direito a muito mais tempo de licença-maternidade para cuidar dos pequenos. Empoderamento é não mais ser usada como isca em propaganda sexista na TV. Empoderamento é a mulher não entrar em casa noturna que facilita sua entrada anunciando, com um machismo atroz, que “até meia-noite mulher não paga”.

O segundo motivo é o fato de que as maiores estrelas do pop aderem ao “padrão stripper”. Sobra pouco espaço para outro tipo de música e outro tipo de cantora. Madeleine Peyroux? Esperanza Spalding? Sem chance. Estas duas não usam ventilador de palco para cabelos esvoaçantes, nem fazem coreografias com dez dançarinas, nem cantam refrões robotizados.

Por isso, para cada Adele que aparece, surgem dez Shakiras. Já há quem chame a jovem e bem-comportada estrela Taylor Swift de ingênua. Não demora e vão transformar a menina em mais uma periguete do pop do jeito que fizeram com Mariah Carey e Miley Cyrus.

E o Brasil? Oh, yes, nós temos material girls tupiniquins! O calypso, o funk e o axé fazem despontar as novas Gretchens. Os gringos mandam o poperô? A gente responde à altura com o “píri-pirí-pirípi”. A indústria pop americana reduz a mulher a uma caricatura de caras e bocas e pernas? Nossa indústria orgulhosamente apresenta a mulher-pomar (Melancia, Morango…)

Uma Britney Spears sozinha não faz verão. Mas, e a repercussão de uma legião de britneys e rihannas na cabecinha atenta das adolescentes, o que faz?

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