Arquivos

Amigos da onça

Dois caçadores conversam em seu acampamento:
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
— Ora, dava um tiro nela.
— Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu matava ela com meu facão.
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanhava um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Há alguns anos atrás meu pai me contou pela primeira vez a anedota (historinha) que você acabou de ler. Eu achei muito engraçado, pois amigos de verdade não colocam amigos em confusão, certo?

Queria meditar com você em um trecho muito interessante da Bíblia: a conversa de Jó com seus amigos.Elifaz, Bildade e Zofar eram amigos de longa data do rico e bondoso Jó. Mas um dia, quando Jó foi pego por alguns desastres em sua casa e família, esses amigos vieram questionar o que tinha acontecido com ele.

Não sabiam, entretanto, que o que se passava com Jó era uma provação, um momento de dificuldade, imposto pelo inimigo de Deus. 

Quando lemos a história completa, vemos que Jó sempre foi inocente em todos os acontecimentos. Ele perde seus bens, rebanhos, casa e filhos, não por que tinha feito algo de errado. Tudo foi causado pela inveja que Satanás tinha, de pessoas que eram fiéis à Deus.

Deus tem muitas pessoas fiéis aqui nesta terra, como Jó. Eu e você podemos ser fiéis! Note tambémque Deus, no final, restitui todos os bens, filhos e prosperidade a Jó, quando a prova de sua lealdade se acaba e quando o Universo inteiro consegue ver a bondade de Deus, em contraste com a maldade de Satanás.

Mas no meio da história vemos os “amigos” de Jó, tentando ajuda-lo, mas de forma errada. Amigos de verdade não se acusam. Amigos de verdade não entristecem uns aos outros com palavras desencorajadoras. Amigos de verdade não pioram a situação!

Elifaz acusou Jó de ter pecado (Jó 4). Bildade força Jó a pedir perdão por algo que ele não tinha cometido (Jó 8). Zofar o acusa de ser culpado e diz que ele merecia esse castigo (Jó 11). Mas Jó sabia que ele não tinha culpa nenhuma, muito embora estivesse sofrendo.

Ao final, vemos Jó clamando a Deus e Deus lhe dando alívio.

Querido amiguinho, amiguinha. Lembre-se que as pessoas nesta terra podem nos decepcionar. Muitas vezes o farão. Elas podem nos deixar pra baixo, nos acusar de coisas que não fizemos. Mas faça como Jó! Mantenha a confiança em Deus.

Em Jó 19:25 nos lemos uma das passagens mais bonitas sobre confiança escritas na Bíblia, ditas por Jó: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”. Não importa o que aconteça. Confie em Deus, ele jamais irá te decepcionar.

Isso que é amigo!

E como pagar o mal que os “amigos da onça” nos fazem? Faça como Jó. Vamos ler o final da história, em Jó 42:7-9?

Tendo o SENHOR falado estas palavras a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós. O meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão, para que eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes ordenara; e o SENHOR aceitou a oração de Jó.

Jó pagou o mal que recebeu dos seus amigos com bem, orando por eles. Quando ele fez isso, diz a Biblia que “Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42:10).

Quando você encontrar um “Amigo da Onça”, ore por Ele. Deus vai abençoa-lo e muito mais você!

Pr. Harley Souza Costa Burigatto
Pastor Distrital em Naviraí/MS 

Líder Master Avançado

Você sabe escolher?

“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Isaías 30:21

Há um mês li essa meditação e achei muito interessante, gostaria de compartilhá-la com vocês. É interessante que, como o pastor José Maria fala, temos que fazer escolhas o tempo todo e algumas delas vão influenciar muito o nosso futuro.

Então leia e medite nesse texto para que possamos estar preparados quando tivermos que fazer escolhas importantes:

Desde o momento em que nos levantamos até o fim do dia, milhares de escolhas são feitas. Muitas delas não estão relacionadas ao conceito de certo e errado. Exemplo: O que vou comer em meu desjejum? Que roupa vou usar hoje? Internato ou externato? Filipe ou Marcelo? Bia ou Mariana? Vou caminhar no parque ou vou ao shopping? Considere, na hora de comprar, a variedade de produtos à sua disposição: você tem 36 tipos de cremes dentais, 100 marcas de iogurtes, milhares de DVDs, 200 tipos de celulares…

Outras escolhas terão que ser feitas com mais calma. São aquelas que têm impacto e consequências em nosso futuro: Que curso vou fazer: fisioterapia, medicina ou comunicação? Que emprego vou aceitar? Com quem vou me casar? Onde vamos morar? Que impacto essa escolha terá em minha vida a curto prazo? E a longo prazo? E sobre aqueles que dependem de mim?

Ninguém ignora a importância de uma escolha, porque quando alguém está dizendo “sim” para uma coisa, está dizendo “não” para muitas outras. E as escolhas mais difíceis não são entre o bom e o ruim, mas entre o bom e o melhor.

Podemos fazer algumas escolhas erradas e sobreviver: escolher o trabalho errado, a cidade errada onde morar, o carro errado e até o cônjuge errado (o que seria um desastre).

Antes de escolher, procure levar em conta alguns itens:

1. Não adie a escolha. Há pessoas que costumam adiar ao máximo a tomada de decisões. Vão além do tempo regulamentar e da prorrogação. A indecisão crônica desgasta não somente o indeciso, mas também aqueles que o cercam ou dependem dele.

2. Veja as circunstâncias. Aceite que não há coincidências. Deus está no controle de sua vida e usa cada incidente para dirigir e orientar seus passos. Às vezes, um telefonema, um dinheiro que surge, uma breve conversa informal podem servir de indicação da escolha a ser tomada.

3. Busque conselho. Não despreze a sabedoria dos mais experientes. Pais, professores, líderes, amigos que torcem por você podem ajudar muito. Quem sabe já enfrentaram a mesma situação antes e podem dar uma palavra de conselho.

A atitude de entrega e submissão nos dará tranquilidade e confiança no Deus que diz: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; Eu o aconselharei e cuidarei de você” (Sl 32:8).

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2011/md052011.html#4

 

A placa

“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” Atos 17:11


Sábado passado tínhamos uma importante missão, ir até a cidade de São João d’Aliança/GO fazer uma programação especial dos desbravadores na igreja. No ano passado o Escritório da DSA “adotou” a igreja realizando o projeto impacto esperança, reformando a igreja e mantendo um obreiro bíblico na cidade. Entretanto, depois que o obreiro bíblico foi embora, a igreja esfriou e nossa idéia é fundar um clube de desbravadores como meio de evangelizar a cidade.

O processo de fundação do clube levará alguns meses e essa programação foi o pontapé inicial. Nas semanas anteriores revisamos todos os detalhes: pessoas para passar a lição, música especial, sermão motivador e convidamos um clube animado para mostrar para os irmãos quem são os desbravadores.

Tudo certo? Quase. Não sabíamos chegar à cidade que fica a uns 180 km de nossa casa. Então ligamos para o pastor do distrito e ele deu as coordenadas.

Saímos de casa antes das seis da manhã. No caminho vimos uma placa indicando que devíamos virar à esquerda, mas o pastor disse que devíamos seguir reto, então seguimos reto. 95 km depois, preocupados, pois já devíamos ter chegado, paramos em um posto e pedimos informação. Estávamos no caminho errado. Se não tivéssemos errado estaríamos lá por volta de oito horas. Já era quase isso e mal sabíamos onde estávamos.

Foi triste, mas para resumir a história, fizemos todo o caminho de volta, encontramos a placa e viramos à esquerda como deveríamos ter feito. Quando chegamos à igreja, às 10h45min, desci do carro direto para o púlpito. Com a graça de Deus ocorreu um bom programa e os irmãos estão animados em ter um clube.

Todo esse transtorno nos fez pensar em um problema muito sério: muitas pessoas deixam de confiar na Bíblia para dar ouvidos a pastores, padres e outros líderes espirituais. Às vezes a contradição é evidente, mas assim como fizemos, deixam de lado a placa [Bíblia] para seguir uma opinião.

É o que acontece com aquelas seitas que promovem suicídios coletivos, ou que anunciam o fim do mundo, ou ainda as inúmeras religiões que dizem que deve-se guardar o domingo enquanto a Bíblia é clara em apontar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda. Estão todos errando o caminho!

Não adianta culpar exclusivamente os líderes espirituais. Temos a responsabilidade de pesquisar e investigar por nós mesmos. No nosso caso não teria nos custado nada dar uma olhadinha no Google Maps antes de sair de casa. rs
Não adianta só escutarmos o sermão, temos de ler a Bíblia! Só ela pode nos mostrar a direção segura.
E aí, você está atento?


Nova Terra

“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite.” Salmo 19:1-2

“E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia.” Gênesis 1:31. O nosso planeta, ao sair das mãos do Criador tinha uma beleza incalculável. Ao olhar para a obra de Suas mãos, o próprio Deus viu que tudo era “muito bom”!.

“Quando a terra saiu das mãos de seu Criador, era extraordinariamente bela. Variada era a sua superfície, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos lagos; as colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas e escabrosas, tendo em grande quantidade tremendos despenhadeiros e medonhos abismos como hoje elas são; as arestas agudas e ásperas do pétreo arcabouço da terra estavam sepultadas por sob o solo fértil, que por toda parte produzia um pujante crescimento de vegetação. Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos. Graciosos arbustos e delicadas flores saudavam a vista aonde quer que esta se volvesse. As elevações estavam coroadas de árvores mais majestosas do que qualquer que hoje exista. O ar, incontaminado por miasmas perniciosos, era puro e saudável. A paisagem toda sobrepujava em beleza os terrenos ornamentados do mais soberbo palácio. A hoste angélica olhava este cenário com deleite, e regozijava-se com as obras maravilhosas de Deus.” Patriarcas e Profetas, p. 17.

É até difícil imaginarmos a cena, não? Vamos fazer um exercício, imagine o lugar mais bonito que você já viu… agora, imagine como ele poderia ser ainda mais bonito… multiplique infinitas vezes… agora podemos ter uma noção de como era a terra recém-criada!

Infelizmente, com a entrada do pecado neste mundo, a natureza também sofreu degradação. Após o dilúvio, os delicados traços da natureza foram apagados e pouco sobrou da sua beleza natural. Que terrível é o pecado!

Porém, ainda temos muitas belezas naturais ao nosso redor, as quais continuam proclamando a glória e poder do Criador.

Nesta semana vimos um vídeo montado a partir de uma sequência de fotos tiradas pelo fotógrafo norueguês Terje Sorgjerd, que passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha, El Teide, para captar imagens impressionantes do céu. Confira abaixo:

 

O vídeo mostra cenas incríveis da natureza, de beleza extraordinária! Não há como pensar que tamanha beleza tenha surgido do acaso! Há um Deus Todo-Poderoso e detalhista por trás dessa obra! 

E pensar que a Terra original era muito mais bonita… Mas aqui temos uma grande promessa de Deus, Ele vai restaurar a Terra à sua forma original! “Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.” Apocalipse 21:1.

Você quer viver nessa nova Terra? Então, é só entregar totalmente a sua vida a Jesus que Ele vai nos levar para morar lá! 

Andando a segunda milha

Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.” Mateus 5:41

No último mês estávamos com alguns problemas na direção de um Clube de Desbravadores aqui na nossa região. Então, marcamos uma reunião para que pudéssemos conversar e tentar resolver o problema. A reunião foi marcada para o último domingo, dia 1º, logo após a reunião.

Desde que começamos a enfrentar o problema, pedi ajuda a Deus para que nos conduzisse e para que conseguíssemos resolver o impasse. Afinal, os nossos garotos não podem ser prejudicados pela falta de compromisso da diretoria.

Antes de sair de casa, na minha devoção pessoal, Deus me mostrou as palavras que eu deveria dirigir a eles, para iniciar a conversa. A meditação “andando a segunda milha” era exatamente o que estávamos precisando. Coincidência? Acho que não! Confira abaixo:

Não gostamos de fazer as coisas por obrigação. Dá a impressão de que estamos nos submetendo a um pedido despropositado e sendo inferiorizados. Esperneamos, argumentamos, reclamamos, mas não adianta. Obrigação significa ausência de diálogo. Não há opção. Não opine! Não discuta! Não há escolha.

Acredito que, fora do momento de combate, em nenhum outro momento o soldado romano era mais odiado do que quando recrutava um civil para carregar suas armas e equipamento. Mas Jesus não limitou a questão ao soldado romano: “Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.”

Uma das características do verdadeiro cristianismo é produzir homens e mulheres da segunda milha. E o importante é como caminhar a segunda milha. Tenho que andar nela com alegria, com entusiasmo, sem ressentimento e sem reclamação.

Na primeira milha, você vai se encontrar com gente que chega na hora e sai na hora. Na segunda, vai se encontrar com quem chega antes e sai depois.

Na primeira milha, você vai ver pessoas que fazem até 95% do trabalho. Na segunda, pessoas que vão dos 95% aos 100%. Na primeira milha, você vai se encontrar com gente que inventa qualquer motivo para se ausentar do trabalho. Na segunda, vai se unir a gente disposta a dar mais energia do que se espera e até a se sacrificar.

A primeira milha está sempre cheia, congestionada. Os que viajam nela são os que perguntam: “Como é que eu posso fazer o mínimo e, mesmo assim, sobreviver no emprego?”

Somos chamados a andar a segunda milha mesmo quando a mesa está abarrotada de trabalho e as pessoas chegam fora de hora. Quando vem um pedido no fim do expediente e você está com acúmulo de trabalho. Quando passam para você uma carga extra de trabalho de outra pessoa que é “folgada” e preguiçosa. Você anda a segunda milha quando faz mais do que estão lhe pedindo. Até mesmo quando lhe pedem que faça uma coisa de que você não gosta, ou que seja desinteressante para você.

Em todos os postos de trabalho, em todas as posições, precisamos hoje de gente da segunda milha. Se a lei do menor esforço prevaleceu durante algum tempo, você deve estar atento porque, mesmo sem se falar de “segunda milha”, valoriza-se a tenacidade e a dedicação no trabalho.

Será que você pode honestamente dizer que é uma pessoa da segunda milha?

O Clube de Desbravadores é um ministério maravilhoso, mas para que alcancemos o nosso objetivo, precisamos de líderes da segunda milha. Parafraseando: na primeira milha você encontra líderes que [talvez] cheguem na hora e saem na hora. Na segunda milha, você tem líderes que chegam antes e saem depois de todos os desbravadores irem embora e você organizar o local de reuniões.

Na primeira milha você tem líderes que mal iniciaram a classe de líder ou classes agrupadas. Na segunda milha, você tem líderes que estão se preparando para serem investidos no próximo Campori. Na primeira, você encontra líderes que fazem o possível para não visitar os desbravadores, ou deixam para preparar a instrução no sábado à noite. Na segunda, você cumpre com todas as suas obrigações e ainda ajuda as unidades/classes que estão precisando.

Na primeira milha encontramos líderes que pensam: ah, não preciso fazer esse cartão, mas como preciso ser líder, qual o mínimo que preciso fazer para ser investido? Na segunda, líderes que pensam: estou terminando os meus trabalhos, como posso ajudá-lo?

O Clube de Desbravadores carece desse tipo de líder e, com isso, nossos desbravadores estão carecendo também. Reflitam na última frase do pr. José Maria Barbosa [um dos maiores líderes de desbravadores que conhecemos!]: Será que você pode honestamente dizer que é uma pessoa [um líder] da segunda milha? 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...