Arquivo por Autor | Mateus Campos

Testamos

Duas semanas atrás a Éveni nos contou sobre o saco de dormir Deuter Orbit -5°, que comprou por sentir muito frio e a satisfez bastante. No mesmo dia comprei um novo pra mim, já que o meu velho companheiro de 12 anos não estava mais tão bem assim. Optei pelo Deuter Orbit +5°.

Aqui está a descrição do equipamento encontrada no site da Deuter:

Orbit +5° - descrição Como vimos no post sobre escolhas de saco de dormir, é temperatura que um homem deve observar na compra é a Limite e uma mulher é a Conforto. Já que os locais onde normalmente acampo (região Centro-Oeste) não são frios e eu também não costumo sentir tanto frio assim, +5°C é uma boa temperatura.

Orbit +5°

E para mim foi uma boa escolha. O tecido interno é agradável, não me gerou nenhum incômodo, como já aconteceu com outro saco de dormir que tive. O enchimento é bem macio, mas usar um isolante ou colchonete vai proporcionar um conforto maior. Em relação à temperatura, os +5° até agora foram mais que suficientes para as condições que enfrentei, inclusive em algumas eu tive que deixá-lo parcialmente ou totalmente aberto na lateral. Ainda não o utilizei ao relento, mas pelo que percebi, não vou sentir nenhum frio.

Assim como o Orbit -5°, o “desconforto” da compra desse saco de dormir fica por conta do preço. Mas o Orbit +5° é um saco de dormir de alta qualidade, que vale o investimento. E você pode encontrá-lo em diversas lojas de material de camping, veja aqui algumas:

http://www.territorioonline.com.br/saco-de-dormir-orbit-5-deuter

http://www.mundoterra.com.br/camping-e-trekking/sacos-de-dormir/saco-de-dormir-orbit-mais5-regular-mais15c-a-mais5c_deuter.html

http://www.orientista.com.br/produto/1051-saco-de-dormir-deuter-orbit-5

Também encontramos ele no tamanho L.

http://www.arcoeflecha.com.br/p-4361-Saco-de-Dormir-Deuter-Orbit-+5-graus-Large.html

http://www.mundoterra.com.br/camping-e-trekking/sacos-de-dormir/saco-de-dormir-orbit-mais5-large-mais9c-a-mais5c_deuter.html

Caso achem que o Orbit -5° vai ser quente demais pra você e que o Orbit +5° não vai te aquecer o suficiente, existe um saco de dormir intermediário na linha, o Orbit 0°.

Orbit 0°

Aqui estão algumas opções de lojas online para comprá-lo:

http://www.territorioonline.com.br/saco-de-dormir-orbit-0-deuter

http://www.orientista.com.br/produto/1397-saco-de-dormir-deuter-orbit-0-regular

http://www.arcoeflecha.com.br/p-4359-Saco-de-Dormir-Deuter-Orbit-0-graus.html

1- Mateus

Grand Canyon não é tão antigo quanto se pensava, diz estudo

Toroweap PointO Grand Canyon é mais jovem do que se pensava: ele só tem entre 5 e 6 milhões de anos, de acordo com um estudo publicado esta semana na revista “Nature Geoscience”. Estimativas anteriores chegaram a estabelecer que o cânion, que fica no sudoeste dos Estados Unidos, havia se formado há 70 milhões de anos.

Segundo o pesquisador Karl Karlstrom, da Universidade do Novo México, o estudo demonstra que existem alguns segmentos de rocha mais antigos ao longo do Grand Canyon, mas que a formação como a conhecemos hoje é recente.

“O que é diferente aqui, eu acho, é que nós finalmente temos uma descrição do Grand Canyon que faz juz a todos os dados coletados”, disse Karlston à BBC.

O cânion tem um comprimento de 450 quilômetros e uma profundidade de 1.800 metros. Cerca de 5 milhões de turistas visitam o local a cada ano. Toda essa vastidão é um dos desafios para pesquisadores que estudam o local, já que é preciso coletar material de vários pontos da formação.

Nesse estudo, os cientistas usaram o método de termocronologia para obter a datação. A técnica permite descobrir a época em que as rochas foram trazidas à superfície da terra devido à remoção das camadas de rocha mais superficiais pela erosão.

A medida foi feita em quatro segmentos ao longo do cânion. Apesar de os pesquisadores terem encontrado alguns segmentos mais antigos, a conclusão é de que o Grand Canyon tornou-se o gigante que conhecemos hoje quando todos os segmentos menores de cânion  se uniram devido à eroção do Rio Colorado, o que ocorreu em um período mais recente.

Fonte: G1 – Ciência e Saúde

54 – 55 milhões de anos é uma grande diferença entre dois métodos de datação. Nada garante que daqui algum tempo esse método seja considerado ultrapassado, inadequado ou incorreto e uma nova “idade” para o Grand Canyon seja estabelecida. Quem sabe no futuro se admita que o formador desse cânion não foi o rio Colorado ou um “rio ancestral”, mas uma grande catástrofe hídrica?

1- Mateus

Faça você mesmo: protetor de vento para fogareiro

Protetor de vento 1Protetor de vento é uma barreira para que o vento não te atrapalhe quando estiver usando um fogareiro ou uma espiriteira. É um material muito útil e prático, principalmente em locais em que venta bastante. E a Carol Emboava, autora do blog Cozinha na Mochila, postou o projeto de um protetor de vento que ela encontrou num tópico do Mochileiros. Ele é bem simples de fazer e com um custo muito abaixo dos que são encontrados à venda no mercado.

Para fazer o seu você vai precisar dos seguintes materiais:

  • esteira de madeira
  • papel alumínio
  • cola em bastão
  • tesoura

Protetor de vento 2

Agora vamos à montagem:

  1. Coloque em seu fogareiro a panela que costuma usar e meça a distância do chão até metade da panela. Esse é o tamanho que deve ter o seu para-vento.
  2. Corte a esteira com uma tesoura ou estilete.
  3. Passe a cola na madeira, não deixando nenhuma tira sem cola e vá colando o papel alumínio.
    • Obs: Não cole muito esticado, ou o papel alumínio poderá rasgar na hora de enrolar o protetor de vento, fazendo com que você tenha que remendá-lo, deixando-o mais grosso e duro.
  4. Cole o papel alumínio dos dois lados da esteira, com o lado mais brilhante voltado pra fora. Deixe uma borda de 0,5 cm em toda a volta, passe cola e dobre, dando um acabamento e não deixando nenhuma parte da madeira exposta, para evitar que ela queime.

Protetor de vento 3

Se ficar curto (como nas fotos abaixo), você pode emendar outra esteira costurando e fazendo o acabamento com papel alumínio.

Protetor de vento 4      Protetor de vento 5 Protetor de vento 6      Protetor de vento 7

O ideal é que o comprimento fique como na imagem abaixo.

Protetor de vento 8

Agora você tem um protetor de vento para fogareiro leve, auto-portante e que pode ser enrolado para facilitar o transporte. E isso usando menos de R$ 10,00, caso você não tenha nenhum dos materiais.

Caso esteja ventando muito, você pode colocar algumas pedras em volta dele para que fique firme e não saia voando.

Fonte: http://www.cozinhanamochila.com.br/protetor-de-vento/

1- Mateus

Como desenhar uma rosa dos ventos , para a classe de Companheiro

Na classe de Companheiro, na seção de Arte de Acampar, requisito 1, devemos “Descobrir os pontos cardeais sem a ajuda de uma bússola e desenhar uma Rosa dos Ventos”.

A Rosa dos Ventos é uma figura que mostra a orientação das direções cardeais num mapa ou carta náutica. Contém quatro pontos cardeais principais (Norte, Sul, Leste e Oeste) e quatro pontos colaterais (Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste), mas também pode conter oito pontos subcolaterais (Norte-nordeste, Leste-nordeste, Leste-sudeste, Sul-sudeste, Sul-sudoeste, Oeste-sudoeste, Oeste-noroeste e Norte-noroeste).

Agora vamos à nossa Rosa dos Ventos em 12 passos!

  1. Em uma folha de papel grosso, desenhe uma cruz no centro.
    Faça duas marcas equidistantes do topo do papel, com um lápis, levemente desenhando uma linha horizontal da esquerda para a direita entre eles.
    Marque o ponto central do papel alguns centímetros acima e abaixo da linha horizontal, em seguida desenhe levemente uma linha vertical de cima para baixo. Deve estar assim:670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-1
  2. Desenhe um grande círculo usando seu compasso. Para este exemplo, vamos usar um raio de 7,5 cm. Este círculo irá marcar as bordas externas da nossa Rosa dos Ventos assim que ela estiver concluída.670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-2
  3. Usando um transferidor, marque o círculo externo a 45°, 135°, 225° e 315°, e com seu lápis, levemente desenhe linhas conectando as marcas de 45º a de 225º e a de 315º a de 135º.670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-3
  4. Usando o transferidor novamente, faça marcas ao redor do círculo externo nos seguintes pontos:
    • 22,5°
    • 67,5°
    • 112,5°
    • 157,5°
    • 202,5°
    • 247,5°
    • 292,5°
    • 337,5º670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-4
  5. Conecte os seguintes pontos:
    • 22,5° e 202,5°
    • 67,5° e 247,5°
    • 112,5° e 292,5°
    • 157,5° e 337,5°670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-5
  6. Desenhe um segundo círculo com 5 cm de raio.670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-6
  7. Ajuste o compasso para um raio de 2.5cm e levemente desenhe um terceiro círculo no meio.670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-7
  8. Levemente desenhe as setas para os pontos cardeais principais. Comece no ponto 0° (N) no círculo externo e desenhe até a interseção da marca de 45º e o círculo mais interno.
    • Faça o mesmo da marca 0º até a interseção da marca 315º do círculo mais interno.
    • Repita este processo no ponto 90º (L), desenhando linhas para cruzar o círculo mais ao centro e os pontos 45º e 135º; no ponto 180º (S), desenhe linhas para cruzar o círculo mais ao centro e os pontos 135º e 225º; e do ponto 270º (O), desenhe linhas para cruzar o círculo mais ao centro e os pontos 225º e 315º. Sua Rosa dos Ventos deve estar assim:670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-8
  9. Levemente desenhe os pontos colaterais. Comece no ponto 45º (NE) no círculo externo e desenhe até a interseção da marca de 22.5º e o lado direito do ponto cardeal N.
    • Faça o mesmo da marca de 45º até a interseção com a marca de 67.5° e a lateral do ponto cardeal L.
    • Repita este processo no ponto 135º (SE), desenhando linhas para cruzar a parte inferior do ponto cardeal L e a direita do ponto cardeal S; no ponto 225º (SO), desenhe linhas para cruzarem o lado esquerdo do ponto cardeal S e a parte inferior do ponto cardeal O; e do ponto 315º (NO), desenhe linhas para cruzarem a parte superior do ponto cardeal O e o lado esquerdo do ponto cardeal N. Sua Rosa dos Ventos deve estar assim:670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-9
  10. Adicione os pontos finais. Começando com o ponto NNE. Comece na interseção do círculo externo e a marca de 22.5º e desenhe uma linha do círculo externo até a interseção do círculo do meio e o lado direito do ponto cardeal N. Faça o mesmo da marca de 22.5º até a interseção do círculo do meio e a parte superior do ponto cardeal NE.
    • Repita o processo no ponto 67.5º (ENE), desenhando linhas para cruzar o círculo do meio e a parte inferior do ponto cardeal NE e a parte superior do ponto cardinal E.
    • Do ponto 112.5° point (ESE) para a parte inferior do ponto cardeal E e a parte superior do ponto cardeal SE.
    • Do ponto 157.5° point (SSE) para a parte inferior do ponto cardeal SE e o lado direito do ponto cardeal S.
    • Do ponto 202.5° point (SSO) para o lado esquerdo do ponto cardeal S e a parte inferior do ponto cardeal SO.
    • Do ponto 247.5° point (OSO) para a parte superior do ponto cardeal SO e a parte inferior do ponto cardeal O.
    • Do ponto 292.5° point (ONO) para a parte de cima do ponto cardeal O e a parte inferior do ponto cardeal NO.
    • E do ponto 337.5° (NNO) para o topo do ponto cardeal NO e o lado esquerdo do ponto cardeal N. Sua Rosa dos Ventos deve estar mais ou menos assim:670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-10
  11. Adicione os nomes do pontos.670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-11
  12. Adicione a cor para dar o acabamento e boa navegação!670px-Draw-a-Compass-Rose-Step-12

Para aprender como encontrar os pontos cardeais sem o auxílio de uma bússola, clique aqui.

Fontes:

http://www.cdcc.sc.usp.br/cda/dispositivos/pdf/painel-rosa-dos-ventos-790x790mm.pdf

http://pt.wikihow.com/Desenhar-uma-Rosa-dos-Ventos

1- Mateus

Concha de moluscos inspira a criação de vidro super-resistente

bioinspired_glassIntrigados com a dureza das conchas dos moluscos, que são compostas de minerais frágeis, porém são muito resistentes, engenheiros encontraram inspiração em sua estrutura para produzir um vidro 200 vezes mais forte do que uma vidraça padrão.

Segundo estudo publicado nesta terça-feira (28) na revista Nature Communications, ao contrário do que se possa pensar, o vidro é fortalecido com a introdução de uma rede de fendas microscópicas.

Uma equipe de cientistas da Universidade McGill, em Montreal, inciou suas pesquisas com um estudo detalhado sobre materiais naturais como as conchas dos moluscos, ossos e unhas, que são assombrosamente resilientes apesar de feitas de minerais frágeis.

O segredo consiste no fato de que os minerais se encaixam em uma unidade maior e mais forte. A junção significa que a concha contém minúsculas ranhuras denominadas interfaces. Externamente, isto pode parecer uma fraqueza, mas na prática é um defletor habilidoso da pressão externa.

Para dar um exemplo, a concha interna e brilhante de alguns moluscos, conhecida como nácar ou madrepérola, é cerca de 3 mil vezes mais dura do que os minerais de que é feita.

“Fazer um material mais duro introduzindo interfaces fracas pode parecer um contrassenso, mas parece ser uma estratégia universal e poderosa em materiais naturais”, destacou o artigo.

Usando o que aprendeu, a equipe utilizou um laser tridimensional para esculpir fissuras microscópicas em lâminas de vidro, as preencheram com um polímero e descobriram que isso a deixou 200 vezes mais dura.

O vidro seria capaz de absorver melhor os impactos, cedendo e curvando-se suavemente em vez de se estilhaçar.

“Um recipiente feito de vidro padrão quebraria e se estilhaçaria se o deixassem cair no chão. Ao contrário, se feito com nosso vidro bio-inspirado, ele tem a possibilidade de se deformar um pouco, sem se quebrar completamente”, disse à AFP François Barthelat, co-autor do estudo.

“O recipiente poderia, assim, ser usado novamente após uma ou algumas quedas”, prosseguiu. O vidro entalhado pode “se esticar” quase 5% antes de trincar, em comparação com uma capacidade de apenas 0,1% do vidro padrão.

Um vidro mais forte pode ser usado em janelas à prova de bala, óculos e até mesmo telas de smartphones.

O vidro é funcional por causa de sua transparência, dureza, resistência a produtos químicos e durabilidade, mas a principal desvantagem é sua fragilidade. O novo método para lidar com esta fraqueza é “muito econômico”, segundo Barthelat.

“Tudo o que se precisa é um feixe de laser pulsado, que pode ser direcionado precisamente para alguns pontos pré-determinados”, prosseguiu. “Nossa técnica de entalhamento com laser 3D pode facilmente ser aumentada e aplicada em componentes maiores e mais espessos, de formatos diferentes”, continuou.

Tentativas anteriores de copiar a estrutura robusta das conchas do molusco tinham se concentrado em criar novos materiais, ao juntar minúsculos “blocos de montar”, como a construção de um muro microscópico.

“Nossa ideia foi atacar o problema de um novo ângulo: começar com um bloco maior de material sem microestrutura inicial e esculpir interfaces mais frágeis nele”, disse Barthelat.

Fonte: G1 Ciência e Saúde

Os avanços tecnológicos precisam de alguém por trás, demandam tempo e dinheiro, quase sempre se utilizam de um modelo existente na natureza. Mas os pesquisadores continuam afirmando que esses modelos, que são muito superiores aos materiais desenvolvidos com bastante trabalho, surgiram sem que haja um Projetista por trás.

1- Mateus

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