Arquivo por Autor | Mateus Campos

Especialidade de Insetos – avançado: aprendendo a pesquisar

Esta especialidade é uma continuação ao fascinante estudo dos insetos.

Você aprenderá os ciclos de vida de diferentes grupos de insetos e sobre seus hábitos. Vai conhecer insetos que podem transmitir doenças para o homem e como se prevenir delas.

Você sabe o que é um puçá? Além do puçá, você vai aprender outras ferramentas e técnicas que podem ser utilizadas para coletar insetos, inclusive insetos aquáticos e insetos atraídos por luz.

Nesta especialidade você terá que identificar, pelo menos, 50 espécies por conta própria, além das identificadas na especialidade básica. Divirta-se!

Para se aprofundar no estudo da entomologia cumpra os seguintes requisitos:

 

  1. Completar a especialidade Insetos.
  2. Acrescentar à sua coleção atual, 50 insetos representando pelo menos dez ordens diferentes (sem contar os lepidópteros). As etiquetas devem incluir o nome da pessoa que capturou o inseto, data, ordem, família e gênero. (Espécimes estragados ou mal colados não serão aceitos.)
  3. Como as estruturas especiais e hábitos dos insetos os preparam tão notavelmente para a vida?
  4. Contar o ciclo de vida de quatro insetos de quatro famílias diferentes.
  5. Dar o nome de dois tipos de insetos sociais. Como diferem dos insetos insociais?
  6. Dar o nome de pelo menos quatro insetos que transmitem doenças ao homem, e dar o nome de pelo menos uma doença transmitida por causa de um desses insetos.
  7. Realizar uma das tarefas a seguir: construir uma rede aérea, rede de arrasto ou rede aquática.
  8. Construir uma armadilha para insetos noturnos, e usá-la.
  9. Mencionar pelo menos um inseto correspondente a cada um dos seguintes: aquático, que comem folhas, que se enrolam em folhas, que perfuram madeira, que comem papel, parasitas no corpo de um pássaro ou mamífero; ou descrever as castas de cupins e abelhas; ou comparar os graus de inteligência exibidos por um gafanhoto ou besouro, com a formiga, abelha ou vespa.

Para ajudar no requisito 1, leia também Especialidades de Estudo da Natureza, coleções e legislação ambiental.

Logo abaixo estão as alguns sites na internet com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha uma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

Testamos

Hoje estamos iniciando uma nova seção, a seção “Testamos”. Nosso intuito nesta seção é o de mostrar materiais para desbravadores e líderes que tenhamos testado e aprovado, apresentar a descrição do produto, suas vantagens e desvantagens e relatar brevemente a experiência com o material.

Caso tenha testado algum material e queira nos recomendar, nos mande um e-mail.

 

Dry Lite Towel – Sea to Summit

Trata-se de uma toalha confeccionada em microfibra, macia e ultra-absorvente. Cada kg do material da toalha absorve até 5 kg de água. Além dessa grande capacidade de absorção de água, ela também seca muito rapidamente. É macia, leve e compacta, ocupando pouco espaço na mochila e realizando o mesmo trabalho de uma toalha grande convencional. Por estas características, a Dry Lite Towel é ideal para viagens, trilhas, acampamentos, rapel e outras atividades de aventura.

Ela pode ser encontrada em 5 tamanhos diferentes: extra-pequena (XS), pequena (S), média (M), grande (L), e extra-grande (XL) (veja na tabela abaixo).

Eu comprei uma M e uma XS, para usar como toalha de rosto. A média é mais que suficiente para me secar bem, sem deixá-la encharcada após o uso. E mesmo a pequena já me quebrou um galho quando esqueci de levar a média, só precisei torcê-la pra terminar de me enxugar. Elas realmente são bastante macias e o espaço ocupado é muito pequeno, dando espaço para colocar outras coisas na mochila ou simplesmente reduzir o peso e volume de material a carregar.

O vídeo abaixo demonstra bem a capacidade de absorção e secagem de uma Dry Lite Towel e porque ela é uma boa toalha para atividades outdoor.

Aqui estão algumas lojas nas quais é possível encontrar essa toalha (alguns tamanhos podem estar indisponíveis):

http://www.penatrilha.com.br/catalogsearch/result/index/?manufacturer=630&q=toalha&x=0&y=0

http://www.arcoeflecha.com.br/busca.asp?palavra=toalha%20dry%20lite

http://www.territorioonline.com.br/catalogsearch/result/?q=toalha+dry+lite

http://behard.com.br/lojavirtual/produto/toalha-drylite-micro-towel/21

Teste você também e nos diga o que achou!

Especialidade de Samambaias: aprendendo a pesquisar

Cyathea sp. por Edson Grandisoli

O que são samambaias? Como elas são diferentes dos arbustos e árvores? Onde e como elas se desenvolvem? Quais samambaias possuem importância medicinal? Tudo isso você vai aprender nesta especialidade.

Ainda aprenderá a reconhecer plantas que parecem samambaias, mas não são, como os licopódios e cavalinhas, e dizer que semelhanças possuem. Além, é claro, de aprender a identificar corretamente diferentes espécies de samambaias.

  1. Qual a diferença das samambaias e arbustos e árvores?
  2. Onde fica o caule de uma samambaia? Que parte cresce acima da terra? Qual o ambiente mais favorável pra o crescimento das samambaias?
  3. Como se reproduzem as samambaias? Localizar e descrever três tipos de soros a partir de três tipos de samambaias.
  4. Como os esporos viajam da planta mãe para um novo local? Quanto tempo leva para um esporo desenvolver-se até a planta adulta? Observar em samambaias ao natural, ou fotografias de samambaias jovens, como são diferentes das samambaias adultas.
  5. Conhecer o uso medicinal de três samambaias.
  6. Desenhar ou fotografar dez tipos de samambaias, e identificá-las corretamente.
  7. Além das samambaias comuns, existem plantas semelhantes a samambaias que são conhecidas como licopódio e cavalinha. Ser capaz de reconhecer duas licopodiáceas e uma cavalinha. Quais as suas semelhanças com as samambaias?
Logo abaixo estão as alguns sites com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha alguma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

 

Como cultivar hábitos de leitura

O gosto pela leitura vem com a prática. Quem gosta de ler, com raras exceções, são pessoas que foram incentivadas a ler desde criança. Provérbios 22:6 nos diz que devemos ensinar a criança no caminho que deve andar, e até quando for velha não se desviará dele. Esse verso se aplica a tudo, inclusive ao gosto pela leitura. É um aprendizado contínuo, que deve ser bem conduzido. Pessoas que não passam por esse aprendizado quando criança, não se sentem à vontade e não gostam quando precisam fazer isso. E cada vez mais as pessoas passam menos tempo lendo livros e mais tempo fazendo quaisquer outras coisas.

As lições e testemunhos que os livros do ano trazem são muito boas e importantes. Mas além desse papel, estamos fazendo ainda mais quando lemos o livro do ano no Clube: estamos ajudando os juvenis e adolescentes a criar gosto por leitura de qualidade.

Como existem crianças que não gostam do momento de leitura do livro, precisamos adotar algumas práticas para motivá-las a criar esse hábito. Aqui estão algumas dicas para incentivar as crianças nesse aprendizado:

1. Dê o exemplo para os mais jovens, goste de ler e mostre que a literatura é uma forma de diversão.

  • Esteja sempre lendo algo: sempre que terminar um livro, procure outro.
  • Os membros da direção devem participar dos momentos de leitura com os juvenis nas reuniões do Clube ou ter um livro para a direção ler na reunião.
  • Não faça comentários depreciativos sobre os livros que devem ser lidos no Clube, como: “ainda bem que eu não preciso ler tal livro”, ou “tal livro é muito chato”, etc.

2. Escolha um ambiente adequado para a leitura. O ambiente deve ser livre de distrações e deve ser confortável. O ambiente deve propiciar que a leitura do livro seja o foco do momento de leitura.

3. Converse com outras pessoas sobre pontos interessantes do livro que estão lendo, faça isso de uma maneira natural.

4. Quando o juvenil ou adolescente citar algum assunto de interesse, sugira um livro interessante sobre o tema (“li um livro legal sobre isso, …”). Caso tenha o livro, pergunte se ele quer emprestado.

5. Crie uma biblioteca com livros interessantes na Igreja ou no Clube.

Clique aqui e veja algumas sugestões de bons livros e alguns textos sobre literatura. Fique à vontade para sugerir livros e deixar sugestões de como incentivar juvenis e adolescentes a gostar de ler, deixe um comentário ou nos mande um e-mail.

Como esse é um assunto de extrema relevância, a Equipe Cantinho da Unidade vai trabalhar uma seção nova por aqui: o Clube de Leitura. Nela teremos ideias e materiais para desenvolvermos um projeto de leitura no Clube. O responsável pela seção é um colaborador muito especial, que vocês conhecerão semana que vem! Não percam!!!

Cuidados para conservação de cordas

A corda é o principal elo entre o praticante de esportes (rapel, escalada, espeleologia, etc) e a proteção da vida. Sendo assim um dos equipamentos para atividades ao ar livre de maior exigência de conservação e uso.

No requisito 1 da seção de Arte de Acampar da classe de Amigo nos é pedido para “Demonstrar como cuidar corretamente de uma corda” e no requisito 2 da especialidade de Nós para “Conhecer os cuidados para conservação de cordas”.

As dicas que serão dadas aqui não substituem a formação magistral do praticante nem as precisas recomendações dos fabricantes. Leia com total atenção o manual de uso de seus equipamentos antes de qualquer limpeza e/ou uso.

Vamos dividir os cuidados que devemos ter em cuidados antes do uso, durante o uso e depois do uso. Na próxima semana falaremos sobre quando se deve aposentar uma corda, e numa outra postagem falaremos sobre os cuidados ao se escolher uma corda.

Ao contrário do que muitos pensam, as cordas possuem vida útil limitada independente de sua utilização, podendo ser maior ou menor de acordo com a frequência de uso (ocasional ou intenso) e sua forma de uso (leve ou extremo). Mesmo que mantida adequadamente armazenada em uma loja, as fibras que compõem a sua estrutura entram em processo lento de deterioração natural pelo simples contato com o ar. E este processo ainda pode ser acelerado com a exposição à fontes de luz ou mesmo com o toque das mãos, possivelmente impregnadas com resíduos de sujeira e com oleosidade nociva aos tecidos. Ou seja, com os melhores cuidados apenas pode-se aproveitar o máximo da vida útil da corda, mas que um dia deverá ser aposentada. Recomenda-se que, quando esse dia chegar, ela seja destruída para reduzir a possibilidade de acidentes.

Calcular com precisão a longevidade dos materiais têxteis é bastante complexo, mas os fabricantes consideram que a vida útil das cordas não poderia se estender mais do que 5 anos (10 anos, considerando os 5 anos que a corda pode ficar estocada em perfeitas condições antes de começar a ser utilizada). De forma geral, recomenda-se que uma corda deva ser aposentada de 3 meses a 1 ano, se usada diariamente; de 2 a 3 anos caso seja usada semanalmente; e de 4 a 5 anos com usos ocasionais!

Preste atenção também ao limite de Quedas de Fator 2 estipulado pelo fabricante para o seu modelo de corda. Faça um controle o mais preciso possível do uso de sua corda para saber quando aposentá-la, mesmo que seu aspecto ainda pareça excelente.

Jamais compre equipamentos de segurança usados e evite emprestar a sua corda. Na hora de investir em uma nova corda, procure uma loja especializada. Somente quando recebemos um mínimo de informações sobre certo assunto é que compreendemos a importância de certos cuidados.

Cuidados antes do uso

É importante que uma corda nova seja desenrolada com cuidado antes do uso. Outra coisa que os fabricantes recomendam fazer é que se molhe a corda e deixe-a secar lentamente à sombra. Desta forma, ela encolherá cerca de 5% e reduzirá o risco de deslizamento da alma.

Não marque o meio de sua corda com canetas comuns, pois os agentes químicos da tinta podem enfraquecer o ponto marcado com o tempo. Use apenas canetas especiais.

Evite transportar a sua corda do lado de fora da mochila e, principalmente, sem uma boa proteção em bagageiros de veículos, que podem conter vestígios de substâncias altamente corrosivas (ácido de bateria, etc).

Cuidados durante o uso

Uma das principais dicas sobre como cuidar de sua corda resume-se ao seu uso adequado. A utilização inadequada pode danificar a corda, reduzindo a sua vida útil e resistência. Como exemplos: Nunca utilize uma corda semi-estática em atividades que possam gerar quedas próximas a Fator 1; Usar uma corda de certo diâmetro em um equipo não desenvolvido para tal medida também pode danificar ou acelerar a deteriorização da mesma; Jamais guarde a sua corda com nós caso não seja necessário, para não danificar a sua corda pelo “vício” inapropriado de suas fibras; Também, evite realizar rapéis rápidos para não acelerar o desgaste da corda e superaquecer o descensor, que poderá derreter os tecidos. A temperatura de fusão do poliéster e da poliamida é de 250ºC e 230ºC respectivamente, valores alcançados em descidas superiores a 2 metros por segundo. Rapelar rápido desnecessariamente traduz-se em ignorância de técnicas e dos riscos inerentes às atividades. Deixe para Hollywood! A lista é grande, procure o máximo de informação possível sobre a sua prática para usar a sua corda adequadamente.

Em atividades aquáticas, cuidado redobrado com as arestas cortantes, pois a corda molhada perde resistência e torna-se muito mais sensível à abrasão neste estado.

A escolha dos nós utilizados também conta. Por exemplo, o nó Oito é um dos que menos agridem a estrutura da corda em longo prazo devido à geometria de sua confecção.

Evite também pisar em sua corda. As fibras de poliamida (nylon) que constitui a corda são material têxtil e estragam com abrasão. Grãos de areia e cascalhos podem cortar as fibras e danificar a corda. Um fragmento rochoso ou mineral que penetre no interior de uma corda pode também causar danos internos. Então você não só deve evitar de pisar, mas também de deixar em locais sujos com detritos como areia e pó. É sempre boa idéia utilizar sacos de corda ou forração de nylon para manusear a corda no chão.

Cuidados depois do uso

Após cada utilização, vistorie visualmente e manualmente toda a extensão de sua corda em busca de possíveis deformações, desfiados ou cortes. Danos aos quais não se pode estipular o grau de comprometimento da corda devem ser considerados como severos e irreversíveis. Quando houver dúvida, a corda deverá ser eliminada imediatamente.

Você pode limpar a sua corda com um pano úmido. Caso seja realmente necessário, lave-a com água fria, de preferência sem cloro. Se a sujeira estiver muito impregnada (muita terra, areia ou magnésio), deixe de molho por umas duas horas em água aquecida a no máximo 30ºC. Depois, esfregue levemente a corda entre si, com sabão neutro e auxílio de uma escova sintética de cerdas macias.

Existe um aparelho para limpeza de cordas desenvolvido pela marca francesa Beal chamado Rope Brush, que consiste em uma escova em forma de espiral e que é utilizado junto a um sabão não agressivo chamado Rope Cleaner. Mas não improvise. Evite esfregar ou jatear água para não introduzir minúsculas partículas minerais no interior da corda, incapazes de realizar estragos a olho nu, mas que poderão romper os delgados filamentos de poliamida da alma, diminuindo parcialmente as suas capacidades de absorção de energia e a sua resistência à ruptura.

Seque sempre à sombra, suspensa, espalhada em voltas e sem o auxílio de qualquer fonte de calor. O tempo de secagem leva de 2 a 4 dias. Lembrando que os raios ultravioletas são extremamente prejudiciais às fibras sintéticas, comprometendo a elasticidade e resistência das cordas em longo prazo.

Em hipótese alguma lave a sua corda em máquina de lavar ou use alvejante. Mesmo que não se constate danos visíveis, a sua corda deverá ser aposentada ao menor contato com produtos químicos (gasolina, óleos, ácidos, etc – especialmente os derivados de hidrocarbonetos), substâncias altamente prejudiciais para os tecidos.

Reserve um espaço especial em seu armário para o seu correto armazenamento – desenrolada, em local seco, arejado e escuro. Não a guarde úmida, suja ou dentro da mochila, evitando a proliferação de fungos e bactérias. Proteja o seu armário com desumidificadores e inseticidas que contenham paradiclorobenzeno (para traças, sem cheiro e inócuo aos tecidos), mas não deixe em contato direto com sua corda.

Fontes:

http://www.penatrilha.com.br/cuidados-com-sua-corda
http://resgate.com.br/index.php?op=NEArticle&sid=81
http://www.halfdome.com.br/code_hd/index.php/informes/index/es/esca12

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