Sermão do Dia Mundial do Desbravador 2014 – Um personagem escondido

Um personagem escondido

Atenção líderes de plantão,

Já está disponível para download o sermão e o cartaz oficiais do Dia Mundial do Desbravador 2014 (com a readequação da data por parte da Divisão Sul-Americana, agora sim estamos comemorando uma data mundial).

Baixe agora mesmo e já vá preparando o seu Clube para essa grande festa na sua Igreja! Fique de olho que postaremos aqui dicas para o culto divino, JA, ornamentação e muito mais!

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Download CARTAZ

1- Alberto

Dicas para escolher equipamentos mais baratos

Uma dúvida que muitos de nós com certeza já tivemos é essa: “Meu orçamento está apertado e eu preciso comprar meus equipamentos de camping. Dentro do meu orçamento tem alguma marca que seja boa? Qual marca eu escolho?” Escolher um equipamento com um bom custo-benefício e que caiba no orçamento nem sempre é um trabalho fácil, já que existem equipamentos baratos que valem a pena investir e outros que só vão dar dor de cabeça e tomar nosso dinheiro. Para ajudá-lo nessa escolha, segue abaixo o post Dicas de equipamentos mais baratos, do Trekking Brasil, que traz várias dicas excelentes para quem precisa de um equipamento de qualidade e não está com tanto dinheiro em caixa.

Mundo Terra Moema 2 - Eduardo Andreassi

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No outro dia recebemos aqui um email pedindo uma matéria falando de algumas indicações de equipamentos mais baratos para quem está começando a acampar e a fazer trekking/hiking por aí. Quando eu resolvi escrever este texto achei melhor falar tanto dos equipamentos quanto dessa consideração sobre valer ou não a pena comprar algum equipamento mais barato. É bom desmistificar alguns pontos que eu explicarei em detalhes a seguir, como por exemplo:

  • Não é por ser mais barato que o equipamento é pior. Existem bons equipos com preços baixos e existe muita porcaria também.
  • Se for feito na China é ruim – mesma coisa que o item anterior, muita coisa boa é feita na China ou em outros países asiáticos, inclusive produtos de marcas top do mercado.
  • Será que vale a pena economizar em tudo e depois comprar itens melhores ou seria uma boa ideia juntar algum dinheiro e tentar logo de cara algo melhor?

Como eu comecei a comprar meus equipamentos?

Eu comecei como todo adolescente sem grana começa: comprando as piores coisas possíveis! Todas baratas e a grande maioria sem qualidade. Duas coisas me levaram a isso: primeiro eu não tinha grana, e segundo eu não tinha muito acesso à informação, coisa que hoje é bem diferente. Sendo assim eu comprei péssimas barracas, mochilas terríveis e sem ergonomia nenhuma, canivetes mais que vagabundos, nenhuma roupa muito técnica e nada de bota de trilha top. Isso me levou a evoluir os equipos, perrengue após perrengue, acredito que algumas pessoas irão se identificar com esta situação. E o que isso me ensinou? A não comprar qualquer equipo só porque ele está super barato em relação aos outros ou por ter um visual bacaninha.

Quais tipos de equipamentos eu aprendi que devem ser bons o mais rápido possível?

Na verdade quase tudo tem que ter um certo padrão de qualidade (coisas simples como pratos, talheres e outros mais podem evoluir sem pressa), porém eu tenho uma regra que me persegue e que eu repasso sempre. Três coisas devem ser boas logo de cara se possível: barraca, mochila e bota. Eu cansei de remendar alça de mochila, vareta de barraca, fugir de infiltrações e goteiras e remendar bico de bota que abriu. Assim eu decidi que logo de cara esses itens deveriam ser os melhores possíveis, ainda que “os melhores possíveis” não sejam aqueles top de linha disponíveis.

Mas ainda assim eu não tenho tanta grana e preciso economizar o máximo possível, como eu faço?

PESQUISE, PESQUISE e PESQUISE MAIS!

Pesquisando para fugir das roubadas!

Esse é o grande macete, esqueça as compras por impulso e se apoie em alguns pontos: opiniões de amigos, especificações do fabricante e reviews sérios. Pergunte para pessoas que tem o equipamento, mesmo que você não conheça tanto assim a pessoa – hoje em dia com as redes sociais e uma boa dose de educação você pode perguntar para alguém sobre uma mochila ou barraca que a pessoa usa e que você viu numa foto, por exemplo.

Reviews, isso é uma coisa interessante para explicar, existem muitos reviews de muita coisa por aí, mas nem todos são confiáveis e mesmo que sejam nem todos se adaptam a todo mundo. Isto é: uma mochila que me atende pode não atender a outra pessoa, por mais que seja uma ótima mochila. Isso acontece pois as pessoas pensam em usos diferentes de acordo com a necessidade de cada um, quer ver um exemplo?

Eu revisei uma cargueira há muito tempo que não tinha alças de compressão laterais muito longas, o que seria um problema para quem usa um isolante térmico de EVA mais volumoso e gosta de prende-lo ali. Eu uso um isolante inflável que vai dentro dos bolsos laterais da mochila, ou seja, não dou a mínima pro tamanho das fitas de compressão laterais. Mas mesmo assim citei essa questão das fitas serem mais curtas.

É isso que você precisa observar ao ver um review, será que o equipamento em questão atende a minha necessidade em todos os detalhes? Como eu costumo levar a minha barraca (dentro ou fora da mochila) ou que detalhes uma mochila deve ter que são fundamentais pra mim? Sempre pense nisso antes de comprar qualquer coisa! Se imagine na situação onde você irá usar aquele equipamento. E outro detalhe, não veja um review apenas, veja todos que você achar! E assim crie a sua opinião.

Mas vale a pena comprar e evoluir ou é melhor esperar e comprar logo algo melhor?

Particularmente eu prefiro segurar o dinheiro e comprar o equipo um pouco melhor logo de cara, assim você evita duas coisas: perrengue por causa de um equipamento muito ruim e gastar dinheiro duas vezes.

Um exemplo: esse ano eu acampei na Ilha Grande com a minha namorada, perto da nossa barraca estava um grupo de adolescentes com uma barraca muito barata que quebrou a vareta na primeira noite! Eles montaram a barraca naquele dia, ela era nova! Quando eu fui falar com eles a primeira coisa que um deles me disse é que da próxima vez ele juntaria mais dinheiro e compraria alguma coisa melhor. Pois é…

Eu tenho equipos que eu comprei há muito tempo, que não foram caros e que estão comigo até hoje, exemplo:

- Meu kit de panelas que eu comprei no supermercado por R$ 30,00 reais! Um kit chinês e que me atende muito bem.
- Meu anorak da Trilhas e Rumos (Abrigo Parkha) – uso desde 2007 mais ou menos.
- Um saco de dormir pequeno e leve da Azteq (Raptor) – comprei usado e uso até hoje.
- Fleeces de 60 reais da Quechua – gosto muito.

Comprando materiais usados

Essa é outra boa dica para comprar um equipamento mais caro por um preço menor – desde que ele esteja em boas condições, obviamente. Eu comprei meu GPS assim, usado e através do Facebook (existem vários grupos online dedicados a isso, esse aqui é um deles). A questão aqui é: compre de alguém com referências ou que já costuma vender normalmente. Peça fotos do produto, informações detalhadas sobre o estado, veja se existem comentários negativos sobre a pessoa, etc.

Cuidado especial com barracas, eletrônicos e calçados usados. O estado desses itens depende muito de como foram cuidados. Não é anormal vermos barracas com fungos ou com pequenos rasgos e furos, bem como calçados usados com desgaste grande do solado ou com pontos descolando. Novamente, quanto mais fotos do produto melhor! No caso dos eletrônicos até mesmo fotos/vídeos deles funcionando.

Outra dica com 100% de confiança é uma loja online que vende equipamentos usados e pontas de estoque onde eu comprei alguns equipos meus: Armazém Aventura – eles tem um bom atendimento e o material que eu comprei sempre veio em perfeito estado.

Será que vale importar da China diretamente?

Eu costumo importar pequenos acessórios de camping, facas e canivetes, acessórios de fotografia, etc. Nada muito grande – mas eu sei de gente que importa até barraca.

Nem tudo que é feito na China é ruim, isso é outra coisa que precisa ser desmistificada. Muitas das grandes marcas mundiais – não só do segmento outdoor – fabricam seus produtos na Ásia, por uma questão simples – o mercado mundial de certa forma “exige” isso para que eles consigam concorrer com outros fabricantes. A grande questão aqui é a qualidade e não a procedência! Existem ótimos materiais vindo da China como mochilas, barracas, calçados, facas, vestuário técnico, etc. E existe muita porcaria também!

Se você olhar as etiquetas dos seus equipamentos verá que muita coisa é feita na China ou em outros países asiáticos, mesmo no caso daqueles equipamentos mais tops.

Outra coisa que eu tenho como regra aqui: nenhum equipamento de segurança em montanha (desde um mísero mosquetão até um porta ledge) deve ser comprado de marcas desconhecidas ou importado da China! Neste caso não tem pra onde fugir, compre das marcas tradicionais e ponto.

Com a internet você consegue comprar algumas boas coisas em sites como o DealExtreme.comAliexpress.comBangGood.com, etc.

Claro que volta e meia você pode comprar alguma coisa da qual não goste da qualidade. E outro detalhe: aqui no Brasil você pode parcelar uma barraca mais cara no cartão de crédito, lá fora todas as compras serão feitas sem parcelamento e em dólar.

Eu não posso comprar lá fora ou não tenho muita grana mesmo, pode me indicar algumas marcas nacionais mais baratas?

Ok, posso. Mas vamos fugir das muito baratas. Isto é: nada de barracas do “telhadinho amarelo” que você vê no supermercado ou nas lojas de departamentos, mochilas genéricas do camelô, etc… A lista a seguir tem um mix das marcas mais básicas disponíveis no mercado nacional, algumas delas com equipamentos que atendem até usuários mais experientes (eu tenho e uso equipos de todas até hoje).

Barracas: Nautika, Trilhas e Rumos, Guepardo e Quechua. (todas elas tem modelos bons que atendem diversos tipos de usuário)

Vestuário de frio: Trilhas e Rumos e Quechua (bons fleeces e anoraks em ambas as marcas)

Acessórios de cozinha: pratos, talheres e canecas você pode comprar na loja de 1,99 (plástico e alumínio – pra canecas prefira as de plástico)

Lanternas em geral (de cabeça e de mão): Nautika e Guepardo são as mais comuns, mas você encontra muitas genéricas boas no mercado. Procure pelos modelos de LED.

Panelas: Nautika e Guepardo tem uns kits básicos. Eventualmente você acha algum kit importado legal nos supermercados grandes (o meu foi comprado assim há anos, da marca chinesa Kingcamp).

Fogareiro/Combustível: Nautika e Guepardo.

Mochilas: Nautika, Azteq, Trilhas e Rumos, Quechua e Guepardo. (no caso das cargueiras 60+ a Trilhas e Rumos, Azteq e Quechua se destacam com boas opções no conjunto preço/detalhes técnicos).

Facas e canivetes: Nautika e Guepardo (pesquise os modelos de acordo com a sua necessidade de uso, no caso do trekking canivetes multifunção e facas médias são mais que suficientes).

Isolantes térmicos: qualquer um de EVA para quem está começando vai servir.

Sacos de dormir: Nautika, Trilhas e Rumos, Guepardo e Quechua. (algumas marcas aqui tem modelos indicados até para usuários intermediários)

Botas: as mais baratas e com qualidade são as da Quechua. Conheço usuários com botas da Bull Terrier e MacBoot que estão felizes, mas já vi muita gente reclamando também. Saiba de uma coisa: botas são o calcanhar de Aquiles do aventureiro – todo mundo sempre tem alguma coisa pra reclamar de todas as marcas.

Basicamente esse é o equipamento que um iniciante precisa. Essa é uma lista para usuários iniciantes e em alguns casos até para os intermediários – dependendo do que a pessoa faz. Note que eu listei somente o que pode ser encontrado no Brasil em lojas normais do ramo de “camping-pesca-outdoor”.

Todas as marcas tem equipamentos legais e outros nem tanto!

Pra mim isso é uma verdade! Não é pelo fato de que você gosta muito da sua barraca ou mochila de uma certa marca que tudo daquela marca será bom para você, ou irá te atender melhor do que um equipamento de outro fabricante. Meu armário de equipos é uma verdadeira salada de marcas e em alguns casos eu já comprei um certo equipamento achando que seria legal e quando usei não gostei muito, mesmo sendo de uma ótima marca. Não que ele fosse ruim tecnicamente, mas algumas características dele não se adaptaram bem ao meu uso!

A lição que você aprende com isso?

COMPRE EQUIPAMENTOS POR CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E SEMPRE OBSERVE BEM SE AQUILO LHE ATENDE MESMO ANTES DE COMPRAR. OBSERVOU? OK, OBSERVE DE NOVO!

Espero que eu tenha ajudado os iniciantes, qualquer coisa deixem um comentário e nós vamos trocando ideias.

Bons ventos e boas trips!

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Hoje em dia a tarefa de pesquisar está muito mais fácil, já que existem várias boas lojas online. Mas isso não dispensa a pesquisa em lojas físicas.

Outra dica é não deixar pra comprar em cima da hora, pois você pode não ter o seu equipamento a tempo devido ao prazo de entrega ou ter que pagar mais caro para que ele venha de SEDEX.

Faça pesquisas ao longo do tempo, “namore” os equipamentos que você quer. Recentemente comprei uma mochila que eu queria com quase R$200,00 de desconto porque não tinha pressa de comprá-la e pesquisava os preços com certa frequência.

1- Mateus

Fanfarra vs banda marcial

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Como diferenciar uma banda marcial de uma fanfarra? Simples! A diferença está na variedade e quantidade de instrumentos de percussão e sopro e na extensão de notas que os instrumentos alcançam. Melodicamente falando, a fanfarra é mais simples do que a banda marcial.

  • Fanfarra: predominam os instrumentos de percussão. Pode ser dividida em fanfarra simples e fanfarra com um pisto (pistão ou válvula – botão que aperta para liberar ou restringir a passagem do ar).
    • Fanfarra simples: é composta por instrumentos de percussão (bumbos, surdos, tarol, pratos, etc.) e pelos metais que não possuem pisto (corneta, cornetão, trombone de vara). Como os metais não possuem o pisto, eles só alcançam no máximo 3 notas.
    • Fanfarra com um pisto: mais complexa que a fanfarra simples, pois os metais alcançam mais notas por possuírem o pisto (trompete, trombone, bombardino, etc.).
  • Banda marcial: também possui instrumentos da família da percussão e da família dos metais. É mais completa, pois possui metais usados em orquestras, que são mais completos por possuem todos os pistos, então alcançam todas as notas. A diferença entre a banda e a orquestra é que a banda têm características militares e as apresentações são em marcha.
  • Banda musical: composta pelos instrumentos da banda marcial e pelos instrumentos da família da madeira (flauta, sax, clarineta, etc.). As apresentações são em locais fechados.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a quantidade e quais instrumentos colocar na fanfarra ou banda marcial do seu Clube. Isso vai depender de quantas pessoas você terá para tocar, seus recursos financeiros e se você terá alguém para ensinar (principalmente os metais).

Uma coisa que vale ressaltar é que não importa o tamanho da sua fanfarra, ou quais instrumentos você possui. Até o ano passado a fanfarra do meu Clube era composta apenas por instrumentos de percussão (bumbo, surdo, tarol, prato e triângulo) e mesmo sendo uma fanfarra pequena participamos de vários desfiles. Neste ano vamos incorporar instrumentos com um pisto e instrumentos melódicos.

Então se você não tiver condições de ter vários instrumentos, não deixe que isto seja um empecilho para o seu Clube, pois o simples também é belo! Só depende da sua dedicação!

1- Andressa

A Classe Bíblica e o estudo bíblico individual

LEITURA BIBLICA

Não resta dúvida de que o grande objetivo de uma classe bíblica é levar seus participantes ao batismo e que o maior objetivo do líder de desbravadores deve ser livrar do pecado e guiar no serviço:

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6

Para que esse líder alcance êxito em sua missão, através da classe bíblica, deve conhecer as características das crianças e adolescentes e estar preparado para lidar com as diferenças e especificidades de cada um. Por isso, ao programar a classe bíblica deve-se levar em consideração e buscar contemplar as diferentes fases do desenvolvimento dos participantes.

O crescimento espiritual ocorre em todas as fases de desenvolvimento e em todos os aspectos da vida. Estas fases do desenvolvimento da fé da criança e do adolescente não devem ser consideradas como períodos fechados e podem, em cada idade, se estender um pouco mais até a próxima, porém, nos limitaremos a apenas duas fases, que compreendem de:

a)      7 a 12 anos: Fé relacional

Neste momento, a criança começa a realizar operações e conceitos de maior complexidade. A noção da gravidade do pecado só é compreensível por volta dos 11 anos, quando compreende que para cometer um pecado se requer a intenção de fazer mal. É por esta idade que se sente culpada quando uma má ação sua prejudica a alguém. E, torna-se cada vez mais importante pertencer a grupos, mas a família ainda é a influência central. Ao final desta fase, pode ocorrer, também, certo ceticismo religioso. A criança pode não acreditar em algumas narrativas bíblicas, que podem lhe parecer fantasiosas. A piedade e o sentimentalismo decaem. Prefere uma religião de ação.

b)      13 a 18 anos: Buscando a fé

Durante os anos que correspondem ao ensino fundamental II e ao ensino médio, as crianças e adolescentes mantêm uma relação de interdependência com sua família. Eles estão desenvolvendo um claro sentido de identidade e formando seu próprio sistema de valores internos. Eles são capazes de vivenciar a fé segura e assumir compromissos com as causas. Nesta idade é percebido como pecado aquilo que está proibido e a sua gravidade parece depender da gravidade da proibição e da severidade da admoestação. Pode ocorrer, ainda, uma luta interna entre o “espiritual” (Deus) e o “carnal” (sexo), em plena “crise sexual”, que é comum acontecer por volta dos 15 anos, e esta leva-os a várias respostas:

  • Aos fervorosos, ajuda-os a superar-se;
  • Aos vacilantes, depois de vaguearem entre o fervor e o desleixo, leva-os a tomar posição: ou pelo fervor, ou pelo indiferentismo;
  • Aos viciados no prazer, leva-os ao rompimento com a religião.

O estudo em grupo, nas classes bíblicas, favorece as interações entre os pares, enriquecendo a aprendizagem por meio de trocas de experiências e conhecimentos. Podem surgir questionamentos que despertem a curiosidade e o interesse de outros, ampliando as oportunidades de aprendizagem. É neste espaço de construção de conhecimento que o instrutor pode observar necessidades individualizadas e diferentes em seus participantes. É possível que alguns desbravadores tenham dificuldades em manter a atenção e a compreensão em grupo, como em casos de crianças e adolescentes com hiperatividade ou com distúrbios do processamento auditivo ou, ainda, com ritmo mais lento de aprendizagem. Poderá observar, ainda, outros participantes que demonstrem interesse significativo por aprofundarem-se nos estudos bíblicos. Então, poderá ser necessário realizar estudos bíblicos individualizados. Estes estudos deverão contemplar aquilo que o estudo em grupo não for capaz de suprir, como as dúvidas e as angústias pessoais, a falta de compreensão de algo que está além da fase de desenvolvimento do participante, dificuldades devido à timidez, e ainda o tempo e a qualidade da concentração individual.

Para que a classe bíblica e o estudo bíblico individualizado sejam bem sucedidos, deve-se dispensar atenção especial à escolha do instrutor bíblico, considerando:

  • Sua habilidade pessoal para lidar com crianças e adolescentes, sendo ideal amá-las;
  • A capacidade no ensino e no conhecimento, devendo ser um estudante da Bíblia;
  • Sua paixão pela salvação das pessoas, estar comprometido com a Igreja e sua missão;
  • A dedicação de tempo ao seu preparo pessoal.

A seguir, encontramos alguns elementos relevantes que contribuirão para o bom andamento de cada encontro da classe bíblica e estudo bíblico individualizado:

  • Reunir a família para participar, incentivando, motivando a criança ou adolescente, demonstrando interesse pela classe e em sua participação;
  • O local escolhido deve ser muito bem preparado para torná-lo atrativo, silencioso e sem excesso de estímulos visuais;
  • Deve ser estabelecido o dia e a hora da semana para os estudos e cumpri-los, pontualmente;
  • A classe bíblica deve começar e terminar com oração e deve ter duração de 45 minutos até 1 hora;
  • O planejamento deve ser realizado utilizando materiais complementares para estudo, como comentários bíblicos, livros do Espírito de Profecia, estudos bíblicos diversos, etc.;
  • Metodologia diversificada, dinâmicas, vivencias, etc., que tornem prático o ensino aplicado;
  • Todo o material de suporte deve ser providenciado com bastante antecedência: Bíblias, lápis, borracha, tesoura, quadro e giz ou pinceis, projetor, DVD, material para dinâmica, etc.;
  • Deve-se realizar a contextualização e aplicação do tema, a partir de conhecimentos já dominados pela criança;
  • O vocabulário utilizado deve ser de domínio de todos;
  • Preparar um glossário para ser trabalhado e disponibilizado em local visível para que o participante consulte facilmente, se necessário;
  • Iniciar um estudo sempre recapitulando com os participantes o anterior, permitindo perceber se restaram dúvidas ou pontos a serem retomados;
  • Concluir com uma avaliação simples, oral, do conteúdo e um compromisso firmado com Deus, que preferencialmente deve ser verbalizado;
  • Ao contar história, use entonação de voz atraente, sem exageros, faça suspense, faça drama, se emocione, expresse sua opinião sobre o tema e dê oportunidade para que o participante, também, apresente sua opinião;
  • Quando um instrutor está apaixonado pelo que ensina, isso é contagiante. Mesmo quando o desbravador não está muito interessado no conteúdo, a energia e o entusiasmo do instrutor podem despertar seu interesse. Essa é uma descoberta das neurociências e tem a ver com empatia. Alguns neurônios (neurônios espelho) disparam quando veem ou identificam coisas que outra pessoa está fazendo.

O que não se deve fazer em uma classe bíblica ou estudo individual:

  • Negligenciar o planejamento;
  • Desconsiderar o nível de conhecimento dos participantes sobre o tema;
  • Utilizar gírias e termos vulgares;
  • Transmitir impressões negativas sobre o participante ou sobre sua aprendizagem;
  • Demonstrar estar despreparado, sem o máximo de conhecimento sobre o assunto;
  • Deixar de dar o melhor exemplo: desde a pontualidade, interesse, reverência, conhecimento e conduta.

Você deverá ter em mente que o Espírito Santo o capacitará a executar o melhor!

Referências:

Arellano, José de Jesús Suárez. Desenvolvimento da ideia de Deus, da religiosidade e da consciência moral. Disponível em: <http://www.mh2.dds.nl/port/diversos/arellano.htm>. Acesso em: 13 mar. 2014.

Bryson, Judy. Os estágios do desenvolvimento espiritual. Disponível em: <https://sites.google.com/site/mecriibf/artigos/fundamentos-para-o-ministerio-infanto-juvenil/os-estagios-do-desenvolvimento-espiritual>. Acesso em: 13 mar. 2014.

1- Edneide

Recomendamos

a formação de um discípuloA formação de um discípulo

Discipulado. Esse é o “segredo” para um Clube de Desbravadores forte e que cumpre os seus ideais. Este também é o melhor método para formar líderes para atuar nos mais diversos cargos da Igreja.

Coloquei a palavra segredo entre aspas porque, na verdade, não é nenhum segredo para nós que o discipulado foi a forma escolhida por Cristo para transformar simples pescadores em grandes evangelistas.

Mas quais são os passos que devemos seguir para formarmos um discípulo? A resposta a essa pergunta está nesse livrinho de apenas 167 paginas. Apesar do tamanho reduzido, o livro é grande em conteúdo. Veja algumas citações:

“Quanto mais eu estudava o Novo Testamento, mais firme se tornava a minha convicção de que o discipulado é a única forma de evitar a má nutrição espiritual e a fraqueza dos filhos espirituais pelos quais sou responsável” p. 18.

“Talvez o erro fundamental cometido por muitos cristãos seja fazer distinção entre receber a salvação e tornar-se um discípulo. Colocam as duas coisas em níveis diferentes da maturidade cristã, presumindo que é aceitável ser salvo sem assumir compromisso com as exigências mais radicais de Jesus como ‘tomar a sua cruz’ e segui-Lo”.

Declarações fortes, não é mesmo? Há muitas outras além dessas. O meu livro está todo sublinhado, já li mais de uma vez porque é um texto tremendamente inspirador. O autor trabalha com discipulado há mais de quarenta e dois anos, ou seja, ela sabe bem do que está falando.

Gostaria de chamar a atenção para um detalhe, este livro não é da CPB e o autor não é um adventista, mas há muito pouca coisa que diverge de nossa doutrina. Quem me indicou foi o meu líder JA (na época o Pr. Fernando Lopes), então não precisam ficar com o pé atrás, basta só desconsiderar as referências à Escola Dominical e coisas do tipo.

Vocês podem encontrar o livro para comprar AQUI. Ele é tão baratinho que dá até para comprar um para cada membro da direção.

1- Éveni

10 coisas para não fazer na classe bíblica

matrícula-frequencia-classe-bíblicaMaio é o mês de início da classe bíblica, vocês estão preparados? A Equipe Cantinho da Unidade quer te ajudar a fazer um excelente programa para seus desbravadores, afinal, o desenvolvimento espiritual é uma das bases do tripé do nosso movimento.

Com esse intuito já colocamos diversos posts no ar sobre capelania, é só você olhar aqui do lado direito do blog que você verá uma seção com esse nome. E vamos colocar vários outros, inclusive uma sugestão de estudos bíblicos avançados, fique de olho!

Hoje trazemos para você uma lista de 10 cosas que NÃO se deve fazer para ter uma classe bíblica de sucesso.

  1. Fazer o estudo bíblico tudo junto e misturado: o que é atrativo para um menino de 10 anos não é para o adolescente de 15. Então se você quer que sua classe seja incompreensível para alguns e chata para outros, faça o estudo bíblico para todos juntos, se não, separe em grupos.
  2. Escolher alguém chato para liderar o estudo: existem pessoas na Igreja que possuem um conhecimento bíblico maravilhoso, mas não sabem transmitir. Essas pessoas devem passar longe da classe bíblica se você quiser que os desbravadores gostem do estudo.
  3. Variar muito o instrutor: as crianças precisam se identificar com alguém. Se a cada dia o instrutor for uma pessoa diferente, ela não criará o vínculo necessário. Por isso mantenha sempre a mesma pessoa para fazer os estudos. Claro que uma ou outra substituição não será problema, o que não pode é virar rotina.
  4. Não ter material: todos os anos a DSA produz um material específico para a classe bíblica. Geralmente ele é distribuído gratuitamente pelo Campo. Ainda que seu Campo não forneça gratuitamente, é necessário ter este ou outro material equivalente para a classe bíblica.
  5. Fazer um estudo longo: todos nós sabemos que a criança tem tempo limitado de atenção, portanto, cada estudo não pode passar de 40 minutos, isso já incluindo o tempo de fazer as atividades propostas.
  6. Não se preparar devidamente: como já dissemos, o desbravador vai notar se o estudo foi preparado em cima da hora. Se isso acontecer ele dificilmente vai prestar atenção ou participar. Por esse motivo o instrutor sempre deve preparar o estudo com a maior antecedência possível.
  7. Deixar uma criança ou adolescente sem resposta: naturalmente curiosas, as crianças ficam extremamente insatisfeitas se não tiverem suas dúvidas respondidas. Sempre abra espaço para as perguntas e esteja preparado para respondê-las.
  8. Não incentivar a interação e a participação: a participação das crianças é o termômetro que indica o quanto ela está assimilando o que está sendo ensinado. Incentive sempre a interação e assim o conhecimento adquirido em determinada lição ficará sedimentado na cabecinha delas.
  9. Fazer mais de um estudo por dia: por mais que haja dificuldade em encaixar os estudos bíblicos no calendário para terminar a tempo do batismo da primavera, não se pode fazer mais de um estudo por dia! O conhecimento não será aprofundado e as crianças vão se cansar. Depois vamos dar algumas ideias de como conseguir completar os estudos caso o cronograma esteja apertado. Fique atento aos próximos posts!
  10. Ter um instrutor que não vive o que ensina: o instrutor da classe bíblica passará a ser um modelo para os desbravadores. Já pensou que trágico se eles começaram a imitar alguém que não mantém os princípios cristãos durante todo o tempo?

O desafio é grande, mas com muita oração e dedicação podemos alcançar nosso objetivo. Se você tiver mais ideias pode compartilhar conosco, teremos o maior prazer em publicar!

Como não transformar a Cerimônia de Admissão em um pesadelo

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No início do ano recebemos comentários de várias pessoas dizendo que receberam diversos desbravadores novos. Isso é uma grande bênção! Mas cuidado, se seu Clube não estiver preparado, podem ocorrer sérios problemas. Fizemos questão de fazer um post sobre isso, pois já trabalhamos vários anos como regionais e vimos muitas situações chatas acontecerem por pura falta de planejamento.

A Cerimônia de Admissão precisa ser algo marcante e bem organizada, por isso fique atento a esses “detalhes” não tão pequenos assim.

Data

Geralmente os Clubes faziam a Cerimônia de Admissão no Dia do Desbravador, em abril. Entretanto, agora o Dia Mundial do Desbravador é em setembro e não se pode deixar para entregar o lenço tão tarde assim. Por isso é necessário programar a data da cerimônia com a Igreja o mais rápido possível. De acordo com o Manual Administrativo, o desbravador deve ser admitido três meses depois de entrar no Clube, então, se suas atividades começaram em fevereiro, a entrega do lenço deveria ser ainda esse mês ou no mais tardar em maio.

Uniforme

Também está bem claro no Manual Administrativo que o desbravador só pode receber o lenço se estiver com o uniforme de gala completo. Por favor, não passem por cima dessa regra. Se você abrir uma exceção para a entrega do lenço, os pais vão se acomodar e vai ser muito mais difícil conseguir um uniforme para aquele desbravador depois.

Se os pais da criança não têm condições, faça um carnê em que o pai possa pagar parcelado ou consiga um padrinho, mas não deixe a menina ou o menino sem uniforme. Também é possível fazer um contrato de empréstimo do uniforme de gala (explicaremos esse sistema em um próximo post).

Receber o lenço de camiseta e saia (ou calça) jeans é a coisa mais sem graça do mundo! (Digo isso por experiência própria) Não faça o seu desbravador passar por isso.

Outro detalhe importante sobre o uniforme de gala é que ele precisa ser bem costurado. Arrume uma pessoa de confiança, que, de preferência, não seja parente de ninguém do Clube, e explique que a roupa precisa seguir estritamente o modelo do manual, do contrário vocês não receberão os uniformes.

Obviamente, você só poderá fazer isso se não estiver em cima da hora para a investidura, por isso trate de providenciar os uniformes com urgência.

Preparação do desbravador

De nada adianta organizar uma linda programação, providenciar uniformes impecáveis se a criança não sabe o mínimo necessário para ser um desbravador. Aquele cartãozinho “Nosso Clube” é um excelente guia de requisitos e, em nossa opinião, todos deveriam adotar. É inadmissível que uma criança receba o lenço se não souber TODOS os ideais na ponta da língua ou se desconhece informações básicas sobre o Clube (quando foi fundado, quem compôs o hino, quem desenhou os emblemas e etc.).

Por isso prepare todos os aspirantes a desbravadores e certifique-se com ao menos duas semanas de antecedência que eles sabem tudo o que for necessário. Assim você evita deixar pendências (o que vai tirar o senso de responsabilidade do futuro desbravador) ou decepcionar a criança (e arrumar confusão com os pais) por não entregar o lenço para quem não cumpriu os requisitos.

O desbravador lembrará para sempre da Cerimônia de Admissão dele. Faça o possível para dar a ele boas lembranças. Estamos fazendo esse alerta para que você não deixe nenhuma situação chata acontecer com seu Clube.

1- Éveni

Xilogravura, você sabe o que é?

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Fonte: http://onggrauna.blogspot.com.br/2009/11/expisicao-das-obras-de-xilogravuras.html

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Fonte: http://casadocordel.blogspot.com.br/p/xilogravura-erick-lima.html

Só fui saber o que era xilogravura no ensino médio, quando uma professora nos levou a uma exposição sobre literatura de cordel (aqui no Brasil essas duas manifestações culturais estão muito ligadas). Sempre via essa especialidade no manual e nem sequer sabia do que se tratava, por isso nunca cogitei fazê-la. Acho que essa também é a situação de muitas pessoas, pois não conheço ninguém que tenha essa especialidade.

Então que tal você ensinar para os seus desbravadores essa especialidade super rara? Pode ter certeza que eles vão se achar o máximo por ter uma especialidade que quase ninguém tem. Você pode estar achando que é muito difícil, etc., etc. Entretanto, a Equipe do Cantinho resolveu facilitar as coisas e reunimos informações suficientes para que qualquer Clube tenha condições de promovê-la.

Esta é uma arte muito interessante e não exige muito conhecimento de desenho para fazer modelinhos básicos. Esses que ilustram o post são bem complexos, mas no seu Clube você pode fazer coisas mais fáceis, como o nome da Unidade ou do Clube, ou uma versão simplificada do triângulo.

Mas atenção! Como as goivas e os formões são cortantes, é melhor que só desbravadores acima de 14 anos ou membros da direção façam esta especialidade.

E aí ficou interessando? Então confira o material que nós reunimos!

AH - XILOGRAVURA1. Definir o que é xilogravura e onde surgiu essa arte contemporânea.

CASA DA XILOGRAVURA. Xilogravura. Disponível em: <http://www.casadaxilogravura.com.br/xilo.html>. Acesso em: 1 fev. 2014.

2. Explicar os princípios básicos da preparação de um desenho e leitura aplicada em uma xilogravura.

3. Fazer uma lista de ferramentas e equipamentos necessários para uma xilogravura.

Nessa apostila você também encontra as respostas dos itens 5 e 6.

4. Explique a diferencia entre desenho e matriz. Que tipos de papeis são mais recomendados para a realização de uma xilogravura?

5. Identificar as ferramentas e materiais que podem ser usados para confeccionar uma matriz. Que preparos e cuidados devem ser tomados com o manuseio da mesma?

FRUTO DE ARTE. Goivas para xilogravura. Disponível em: <http://www.frutodearte.com.br/index.php?cPath=35_167>. Aceso em: 1 fev. 2014.

CASA DO ARTISTA. Ferramentas. Disponível em: <http://www.acasadoartista.com.br/categoria/gravura-xilogravura/ferramentas.html>. Acesso em: 1 fev. 2014.

CASA DO RESTAURADOR. Rolo para xilogravura. Disponível em: <http://www.casadorestaurador.com.br/loja/grupo/01.05/arte/gravura-e-xilogravura/produto/ac-sfa101-10/rolo-para-xilogravura-10-cm.aspx>. Acesso em: 1 fev. 2014.

6. Como as modalidades de uma xilogravura são classificadas?

7. Que tintas são mais adequadas para uma boa impressão em xilogravura?

BRICOLAGEM. Artesanato, arte, xilografia. Disponível em: <http://bricolagem.wordpress.com/2007/05/21/artesanato-arte-xilografia>. Acesso em: 1 fev. 2014.

8. Pesquisar um tipo de arte ou literatura em que tenha sido utilizada e/ou propagada a xilogravura. Mencionar o local, período e importância histórica.

Imagem2

Fonte: http://casadocordel.blogspot.com.br/p/xilogravura-erick-lima.html

9. Usando as técnicas da Xilogravura (desenhar, esculpir e imprimir), fazer, pelo menos:

  1. Um cartão de saudação
  2. Uma capa de um livro
  3. Um objeto de livre escolha diferente dos anteriores

1- Éveni

7 Qualidades essenciais para ser um instrutor de classe bíblica

BIBLE1O tempo está passando depressa e daqui a pouco estamos em maio, o mês em que devemos começar a classe bíblica. Já está tudo certo no seu Clube? Já pegou os estudos bíblicos na sede do Campo ou com seu pastor? Essas são providências muito importantes, mas não podemos esquecer o elemento que vai definir o sucesso ou o fracasso de sua classe, o instrutor.

Listamos abaixo algumas das principais características desta pessoa que vai passar a ser reconhecida pelas crianças como um líder da vida espiritual.

  1. Amar as crianças e adolescentes: Não adianta ser um ótimo palestrante se a pessoa não gostar de crianças. O método de ensinar uma criança é muito diferente do método de ensinar um adulto, por isso a pessoa que for escolhida deve estar disposta a “entrar de cabeça” no mundo infanto-juvenil.
  2. Estar conectado com o mundo em que as crianças e adolescentes vivem: Sim, estar conectado com o mundo das crianças é fundamental. Só assim o instrutor poderá contextualizar o estudo tornando-o interessante para elas. Além disso, quando o desbravador percebe que aquele adulto conhece os assuntos que as interessa o diálogo e a interação terão muito mais profundidade.
  3. Ser didático: Certamente essa é a qualidade mais difícil de encontrar. Se você não conseguiu alguém que já tenha essa qualidade, então precisará treinar o instrutor. As professoras da Escola Sabatina das crianças poderão dar dicas muito valiosas.
  4. Dispor de tempo para preparar as lições: De que adianta amar as crianças, conhecer o mundo delas, ser didático se a pessoa não tem tempo para preparar as lições? Os desbravadores, especialmente os mais velhos, conseguem detectar perfeitamente quando algo foi feito de improviso.  Nesses casos, geralmente a resposta deles é a apatia e falta de interesse no que a pessoa estará ensinando.
  5. Ter conhecimento bíblico: Este é um requisito meio óbvio, não é mesmo? Mas não podemos deixar de mencionar. Até porque as crianças vão fazer perguntas além do que está escrito nos estudos e se o instrutor não souber responder, inevitavelmente a credibilidade dele vai diminuir.
  6. Ser consagrado: Viver o que prega é fundamental. Todos percebem quando há incoerência, por isso é imprescindível que o instrutor seja consagrado, só assim ele poderá ser uma influência positiva para os desbravadores.
  7. Ter bom relacionamento com a liderança da Igreja: Outra qualidade muito importante é ser uma pessoa de fácil relacionamento. Durante os estudos com as crianças, certamente surgirá a necessidade de estudar a Bíblia com os pais dos desbravadores. Nessas situações, ter um bom trânsito entre a liderança da Igreja irá garantir que esses pais serão bem atendidos também fora das atividades do Clube.

1- Éveni

Nicodemos, para a classe de Excursionista [PI]

nicodemos-e-jesus

O encontro secreto de Nicodemos com Jesus é, sem dúvida, uma história de onde tiramos lições espirituais importantíssimas para a nossa vida cristã! João 3:16, talvez o verso mais conhecido da Bíblia, foram palavras do Mestre ao fariseu interessado.

Um adolescente de 14 anos está passando por muitas mudanças em sua vida. Este é o momento em que ele está completamente sensível à espiritualidade, assim, precisamos aproveitar essa oportunidade. Ao mesmo tempo que está sensível à religião, também se preocupa por, talvez, nunca ter tido uma conversão muito marcante, como muitas histórias que ouvimos. Porém, a história de Nicodemos nos ensina que o processo de conversão é gradual e contínuo e Jesus usa algumas analogias para ensinar isso ao fariseu e a todos nós.

Abaixo segue uma sugestão de plano de instrução para o ensino deste requisito. Para aprender mais sobre a importância do plano de instrução no ensino das classes, clique AQUI.

Caso você tenha sugestões de atividades para nos ajudar, deixe seu comentário ou entre em contato conosco. Abaixo segue o plano de instrução. Caso prefira, clique AQUI para baixar.

3. Recapitular a história de Nicodemos e relacioná-la com o ciclo de vida da lagarta ou borboleta, acrescentando um significado espiritual.

  1. Objetivos
    1. Conhecer a história de Nicodemos;
    2. Conhecer o ciclo de vida da lagarta;
    3. Entender o processo natural da conversão, correlacionando a história de Nicodemos com o ciclo de vida da lagarta.
  2. Materiais
    1. Bíblia.
    2. Vídeos do Youtube.
    3. Equipamento para passar os vídeos (computador, caixa de som).
    4. Materiais para o trabalho: cartolinas, cola, tesouras, canetinhas, lápis, revistas para recortar, pincéis atômicos, computador, folhas em branco, tinta guache, pincéis, giz de cera, etc.
  3. Vídeo interessante
    1. Jesus fala a Nicodemos nascer de novo – vídeo de abordagem inicial ao requisito.
    2. Ciclo de vida de uma monarca (está em inglês, mas dá para entender bem o ciclo de vida apenas observando as imagens, que estão em excelente qualidade).
  4. Trabalhos
    1. Ilustrar o ciclo de vida da Borboleta através de cartaz, exposição, apresentação de slides, vídeo ou qualquer outra forma criativa.
  5. Metodologia
    1. 1º Encontro (50 minutos)
      1. Atividade introdutória: assistir ao vídeo Jesus fala a Nicodemos nascer de novo.
      2. Discutir a história com os desbravadores e enfatizar os pontos principais do encontro: nascer de novo; movimento do vento e trabalho do Espírito Santo; carne versus espírito; vida, morte e ressurreição de Cristo.
      3. Assistir ao vídeo Ciclo de vida de uma monarca.
      4. Discutir com os desbravadores como o ciclo de vida da borboleta se relaciona à história de Nicodemos e como elas se relacionam com a vida de um cristão.
      5. Se possível, levar os desbravadores a um borboletário ou a algum lugar onde possam visualizar o ciclo da borboleta in natura.
      6. Explicar aos desbravadores o trabalho 1 e pedirem para se preparar para fazê-lo no próximo encontro.
    2. 2º Encontro (50 minutos)
      1. Atividade introdutória: realizar uma atividade diagnóstica sobre o conhecimento prévio dos desbravadores sobre o tema.
      2. Deixar tempo para que os desbravadores preparem o trabalho. Leve o máximo de recursos necessários para isso: cartolinas, cola, tesouras, canetinhas, lápis, revistas para recortar, pincéis atômicos, computador, folhas em branco, tinta guache, pincéis, giz de cera, etc.
  6. Avaliação
    1. Pedir para os desbravadores fazerem um relatório das atividades realizadas.
    2. Apresentação do trabalho.

1- Alberto

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