Livros do ano 2018

Como de praxe por meados de outubro, a Casa Publicadora Brasileira edita uma lista com os livros do ano seguinte, para aventureiros, desbravadores/juvenis, jovens, universitários e adultos.

Nossa Equipe consultou o Serviço de Atendimento ao Cliente, que gentilmente nos enviou a lista oficial, a qual passamos aqui para vocês, em primeira mão! Confiram.

Aventureiros

Meu primeiro livro de saúde, Julie McPherson

Este livro foi feito para que você aprenda a ser feliz e saudável enquanto é criança, para continuar sendo assim quando for adulto e até bem velhinho. Já pensou em como seria bom se sentir bem e jovem para sempre? Você pode! E este livro mostra como.

Desbravadores

Quem foi esse Jovem?, Maria Isabel Mateo Larrea

Conheça a história de jovens que viveram durante os tempos bíblicos e descubra suas forças e fraquezas em mais de 50 atividades.

Jovens

Ouse pedir mais, Melody Mason

Este não é apenas um livro sobre oração. É um testemunho pessoal e marcante do poder da oração na vida da autora e de pessoas que se entregaram completamente a Cristo. Por experiência própria, Melody Mason pode dizer que a oração é uma “chave que abre um novo mundo de vida e possibilidades infinitas”.

Se em sua vida o poder da oração já foi sentido como sendo real, esse livro irá ajudar você a se fortalecer em sua jornada de fé. Mas se você ainda deseja encontrar o sentido de uma conversa com o Deus que é invisível, essa obra irá abrir seus olhos para uma nova realidade do mundo espiritual.

Deus é real e se comunica com você. não se limite apenas àquilo que está ao alcance de suas mãos. Os planos de Deus são sempre maiores. Por isso, tome hoje uma decisão: ouse pedir mais.

Universitários

Um milagre após o outro, Greg Budd

Pavel Goia já sabia aos cinco anos de idade que Deus o havia chamado para cumprir uma missão. No entanto, quando chegou à adolescência, desfrutar a vida com seus amigos era bem mais importante do que a religião de sua família. Além do mais, a Romênia comunista era hostil ao cristianismo.

Deus captou sua atenção em uma noite inesperada, e sua vida deu uma reviravolta. Pavel fez uma aliança com Deus, e sua dedicação a essa aliança foi testada quase imediatamente. Ele, porém, permaneceu fiel. Muitos milagres se sucederam em favor desse jovem rapaz que confiou cada aspecto de sua vida a Deus.

Qual foi o resultado dessa constante lealdade a Deus? Mil e oitocentos quilos de vidros suspensos no ar em uma caixa sem fundo; uma lei aprovada pelo presidente Ceausescu que obrigou uma universidade a permitir que Pavel continuasse seus estudos; e um morto ressuscitado, só para citar alguns.

Sim, Deus ainda realiza grandes milagres!

Adultos

Conselhos sobre o regime alimentar, Ellen White

As afirmações enquadradas neste volume foram escritas, muitas delas, em uma época em que a ignorância prevalecia no setor dietético e quando a reforma alimentar era impopular. Tem sido uma satisfação testemunhar com o evoluir da marcha do estudo científico, a plena veracidade dos grandes princípios expostos nesta obra.

Que os conselhos dados contribuam para a conservação de nosso mais rico tesouro: A saúde.

1- Alberto

Orientação do Ministério de Desbravadores 2017/015

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A Divisão Sul-Americana publicou anteontem a OMD 2017/015, datada de 30/3/2017. A medida atende a um grande clamor dos líderes de desbravadores ao substituir o livro Pela Graça de Deus, para a classe de Amigo, para o livro Vaso de Barro. Além disso, a OMD inclui mais uma opção de especialidade no item 1 de saúde e aptidão física.

Dia mundial do desbravador 2017 – ideias para o JA

Esse ano nosso programa da tarde será intercalado entre quatro cenas e as demais partes do programa. Mescle o programa com louvor, dinâmica, mensagem musical e mensagem final. Caso tenha algum desbravador para receber especialidades ou lenço, ao final do programa pode-se fazer a cerimônia. A ideia é termos um programa rápido e dinâmico, não estendendo mais do que uma hora de programação.

O cenário da peça será basicamente uma sala de uma casa, não precisa ser algo muito elaborado. Um sofá ou poltronas e um tapete já ajudam a criar a cara do ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

CENA 01 | Cena acontece na sala de uma casa. Pedro está correndo de um lado para o outro se arrumando e calçando o sapato enquanto o narrador fala.

Narrador: Pedro é um adolescente de 14 anos e é bastante elétrico, cheio de energia e motivação. Quando chega em algum lugar todos logo notam sua presença e entusiasmo. Pedro é membro da Igreja Adventista do bairro Promento, sua igreja não é muito grande e praticamente não tem outros jovens da sua idade.

Pedro: Mãe, estou indo jogar bola com o Túlio.

Mãe: Tudo bem, filho, mas não fique até muito tarde, quero você de volta em casa às 17h30min.

Pedro: Tá bom, mãe.

Pedro sai com uma bola embaixo do braço e com roupa de futebol.

Cena acontece com Pedro e seu amigo em outra parte do cenário.

Túlio: E aí, Pedro, tudo certo?

Pedro: Tudo certo, brother.

Túlio: Olha só essa música nova que eu baixei aqui no meu celular, esse funk é muito da hora.

Pedro: Nossa, a batida é muito legal e a letra é fácil. [Com um fone de ouvido].

Túlio: Sem falar que faz maior sucesso com as gatinhas [dá uma risadinha maliciosa]. Você tem que ir na festa da Valentina no próximo sábado, vai ser muito da hora.

Pedro: Sábado eu não posso, eu tenho compromisso na igreja.

Túlio: Igreja, Pedro? Larga disso meu. Que coisa mais chata esse lance de igreja, sem falar que eu acho que a Alice está muito afim de você.

Pedro: A Alice? Será? Nossa! ela é muito gatinha.

Túlio: Tá vendo meu? Muito melhor que esse papo de igreja, vamos lá na festa, vai ser muito da hora.

Pedro: Vou pensar, tenho que falar com meus pais.

Túlio: Vê se não me enrola, eu vou esperar você lá. Agora vamos que a galera já está chegando para o futebol.

O dois saem de cena.

Narrador: Pedro ficou bem balançado com o convite do amigo, ele estava acostumado a ir à igreja todos os sábados, mas de fato lá era meio chato, não tinha ninguém da sua idade para conversar e o sermão sempre demorava muito para acabar.

__________FIM DA CENA 01__________

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Sermão do Dia Mundial do Desbravador 2017 – Sobre a rocha

Atenção líderes!

Já está disponível para download o sermão oficial do Dia Mundial do Desbravador 2017, a ser comemorado no dia 16 de setembro. O cartaz já havia sido divulgado e pode ser acessado AQUI.

Baixe agora mesmo e já vá preparando o seu Clube para essa grande festa na sua Igreja! Fique de olho que postaremos aqui dicas para o JA, ornamentação e muito mais!

Download SERMÃO

1-Alberto

Dia mundial do desbravador 2017 – cartaz

A Divisão Sul-Americana lançou esta semana o tema oficial para o dia mundial do desbravador 2017: Sobre a Rocha! Abaixo disponibilizaremos os links para download do cartaz tanto em formato JPG quanto PDF.

Imprima, já comece a lançar a ideia na sua igreja e fique de olho para o sermão oficial e para as nossas sugestões para programa!

PDF

JPG

Calculadora de membros – VII Campori da UCB

Recentemente elaboramos uma calculadora de membros para o III Campori da UCOB, para auxiliar as diretorias dos clubes da União Centro-Oeste Brasileira a calcular quantos desbravadores e membros da direção poderão levar para o Campori.

Agora, atendendo ao pedido do Danilo Gibin, da Associação Paulista Oeste/União Central Brasileira, elaboramos esta para o VII Campori da UCB.

A proporção entre desbravadores e membros da direção definida para o VII Campori da UCB encontra-se na página 6 do Manual de Orientações, mas foi corrigida pelo Boletim Informativo #1, e agora está da seguinte forma:

“A quantidade mínima de inscritos será de 15 membros do clube, sendo que 60% tem que ser de desbravadores, na idade de 10 a 15 anos. Os demais, até 40% são membros da diretoria acima de 16 anos. Exemplo: 60% = 9 desbravadores e, 40% = 6 diretores”

Desta forma, elaboramos as três seguintes calculadoras;

1) para quem deseja calcular a quantidade de membros da direção com base no número de desbravadores;

2) para calcular a quantidade (mínima ou máxima) de desbravadores com base no número de membros da direção;

3) para confirmar se a quantidade de desbravadores e membros da direção que você pretende levar obedece a proporção apresentada no Manual de Orientações do Campori.

Como não somos da União Central Brasileira, caso tenham alguma dúvida, sugerimos que procurem o seu regional ou a secretária do seu Campo.

Calculadora de membros – III Campori da UCOB

Ansioso para garantir uma das 13 mil vagas disponíveis para o III Campori de Desbravadores da UCOB?! Coração palpitando e emoções a mil! Fique atento, pois o sistema será liberado para a a compra de vagas dia 13 de março (segunda-feira), às 9h00min.

E uma coisa que sempre nos passa à mente ao inscrever um Clube para um Campori é a relação entre o número de desbravadores e membros da direção. Em geral, recorremos à boa e velha regra de 3. Para cada Campori há uma proporção definida. Sobre isso, o Manual de Orientações do III Campori da UCOB apresenta as seguintes informações:

“2. A quantidade mínima de inscritos por Clube será de 20 pessoas, sendo no mínimo 20% e no máximo 40% diretoria. E no mínimo 60% a 80% Desbravadores. (p. 8).

“7. As Inscrições devem Respeitar as Seguintes Proporções:

“a) no mínimo 60% dos inscritos pagantes deverão ter entre 10 e 15 anos […] (p.9).

“b) no máximo 40% do número total de inscritos pagantes de cada Clube poderá ser de diretoria, ou seja, com idade a partir de 16 anos. Além da equipe de apoio do Clube, crianças abaixo de 10 anos que são filhos de membros da diretoria também contam entre os 40%. […]” (p.10).

Para facilitar a vida dos líderes de desbravadores nesse cálculo, elaboramos três calculadoras bem práticas [finalmente poderemos deixar as mil combinações de regras de 3 de lado, rs].

A primeira delas é para quem deseja calcular a quantidade (mínima ou máxima) de membros da direção com base no número de desbravadores.

A segunda é para calcular a quantidade (mínima ou máxima) de desbravadores com base no número de membros da direção.

A terceira é apenas para confirmar se a quantidade de desbravadores e membros da direção que você pretende levar obedece a proporção apresentada no Manual de Orientações do Campori.

Se tiver qualquer dúvida quanto às proporções do Manual do Campori, nos pergunte. Se não soubermos, procuraremos a resposta o mais breve possível.

O que fazer quando não quiser ficar perdido

Apresentar 10 regras para uma caminhada e explicar o que fazer quando estiver perdido.

Esse é um requisito muito importante da classe de Amigo, uma das primeiras coisas que um desbravador precisa saber e que os Clubes trabalham relativamente bem (daqui a pouco vou explicar o porquê do relativamente).

Porém, mais importante que saber o que fazer quando estiver perdido, é saber como evitar se perder em caminhadas, excursões, trilhas e acampamentos. Conforme o ditado popular, “É melhor prevenir do que remediar“. Por isso, esse aspecto deveria ser mais trabalhado nas regras de caminhada e ainda mais enfatizado com os membros da direção, especialmente com aqueles responsáveis pela organização das saídas do Clube em meio à natureza.

Mas, infelizmente, existem Clubes que negligenciam esse ponto e põem seus membros em risco. Na maioria das saídas, nada de ruim acontece, ninguém se perde, mas eventualmente algum Clube de Desbravadores aparece em uma manchete por causa de um incidente com todo o grupo ou parte do grupo de acampantes/excursionistas. E alguns desses incidentes (talvez todos) poderiam ser evitados se fosse mais enfatizado o “como não se perder” ao invés do “o que fazer quando estiver perdido”. “Acidentes” que poderiam ser evitados não são acidentes.

Grupo resgatado na Serra do Mar pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Existem alguns prejuízos que podem advir desses incidentes, entre eles:

  1. Trabalho dado aos órgãos públicos;
    • Muitos recursos humanos e materiais são empregados em operações de busca e resgate. Esses recursos públicos estão disponíveis e devem ser utilizados quando necessário. Mas não é porque eles estão disponíveis que devemos utilizá-los.
  2. Trauma que pode ser causado em alguns desbravadores;
    • As pessoas são diferentes umas das outras, e por essa razão elas terão reações diferentes em uma situação dessas. Algumas podem manter a calma, buscar encontrar soluções, tirar lições (por exemplo, perceber o que poderiam ter feito para evitar que isso acontecesse). Mas para outras pessoas, a situação de estar perdido em um ambiente desconhecido e sem sensação de segurança pode ser angustiante e desesperadora. Alguns desbravadores podem ficar traumatizados e nunca mais querer acampar ou fazer caminhadas em meio à natureza.
  3. Imagem do Clube de Desbravadores e da Igreja que são manchadas ante a sociedade;
    • A imagem que o Clube de Desbravadores possui perante a sociedade depende das ações (tanto positivas quanto negativas) que os Clubes adotam e do nível de repercussão dessas ações na sociedade. As ações podem não ter repercussão, repercutir no bairro, no Município, no Estado, no País ou mesmo mundo. Quando qualquer grupo se perde ou se acidenta numa trilha, excursão ou acampamento, em geral, a repercussão é muito grande. E, em geral, passa uma impressão de falta de organização, falta de preparo, etc.
    • Vários Clubes podem ser manchados pela ação de um só, dependendo da repercussão  do incidente, fechando portas e criando barreiras para ações futuras. Por exemplo, a administração de um Parque pode não conceder autorização para o Clube “X” acampar ou fazer trilhas no Parque devido a um incidente anterior que aconteceu com o Clube “Y”.
  4. Perda da credibilidade do Clube junto aos pais dos atuais desbravadores e possíveis futuros desbravadores;
    • Esse aspecto é um desdobramento do anterior, e pode ter consequências no próprio Clube ou atingir outros Clubes, conforme a repercussão do incidente:
      • Pais podem retirar seus filhos do Clube em razão de um incidente, por considerarem que a direção do Clube é irresponsável, etc.;
      • Pais podem retirar seus filhos de um Clube em razão de um incidente que ocorreu com outro Clube, por considerarem que a instituição Clube de Desbravadores é irresponsável, etc;
      • Por exemplo, quando houve uma morte de uma pessoa ao fazer rapel em uma cachoeira em que eu costumava fazer rapel, minha avó insistia comigo para que eu parasse de fazer rapel.
  5. Os aspectos 3 e 4 podem ainda manchar a imagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma vez que o Clube de Desbravadores é um departamento da igreja.

Então, para evitar ou minimizar as chances de acontecerem incidentes desse tipo, aqui estão algumas dicas do que fazer para não ficar perdido, além de outras dicas de preparação, caso fique perdido:

  1. Nunca faça trilhas e acampamentos sem avisar alguém sobre seus planos
    • Informe local de início e fim da excursão, duração, trajeto. Assim, caso aconteça algum atraso, alguém perceberá a demora e poderá informar as autoridades.
  2. Nunca faça trilhas e acampamentos sozinho
  3. Conhecimento do local
    • Nunca faça uma caminhada sem conhecer muito bem a região – e não vá além do trecho que conhece! Caso não esteja familiarizado com o local, vá acompanhado de um guia. Em ambos os casos, ande apenas pela trilha, inclusive para evitar degradar o local.
    • Sempre olhe para trás durante a trilha. A volta parece diferente da ida. E o cansaço também não colabora para reconhecer melhor o caminho. Olhar para trás pode ajudar a tornar o caminho de volta mais conhecido.
  4. Condicionamento físico
    • Escolha uma caminhada compatível com o preparo físico de seu grupo. Tenha certeza que o preparo físico do grupo é adequado ao nível de dificuldade da trilha. Se a dificuldade for superior ao preparo físico, as pessoas se cansarão mais rápido, demorarão mais que o planejado, e com isso precisarão de mais água e comida.
  5. Condições meteorológicas
    • Acompanhe a previsão do tempo meteorológico para a data/período em que planeja fazer a atividade. Não pense duas vezes em remarcar/cancelar caso as condições não sejam aquelas para as quais vocês se prepararam. E se planeje para possíveis mudanças que possam acontecer, leve roupas para caso isso aconteça.
  6. Tenha sempre um kit de primeiros socorros à disposição
    • Esperamos nunca precisar, mas é essencial sempre ter um bom kit para coisas mais simples, além de saber utilizá-lo corretamente.
  7. Tenha um GPS ou uma bússola e um mapa da região
    • Essa orientação é especialmente importante caso a trilha seja desconhecida. Ter equipamento(s) de orientação pode fazer a diferença entre permanecer perdido e sair de uma situação de desorientação.
  8. Tenha um celular com bateria
    • Apesar de existirem locais em que não há sinal, hoje em dia a cobertura das operadoras está aumentando. Ter um celular com bateria para solicitar o socorro em caso de emergência é um bom recurso. E, havendo sinal, será possível enviar a localização utilizando o WhatsApp, o que facilitaria o socorro, como já aconteceu com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
  9. Faça a previsão de alimentos e água para o caso de imprevistos
    1. Esses imprevistos tanto podem ser mudanças no tempo, quanto acidentes (entorses, fraturas, etc.). Além desses, existe outro “imprevisto”, o de subestimar o tempo que o grupo gastaria numa determinada trilha/excursão.
    2. Imprevistos aumentam a duração da trilha/excursão. Mais tempo na trilha = maior consumo de alimentos e água.

Nossas dicas foram adaptadas das seguintes fontes:

http://webventureuol.uol.com.br/h/noticias/regras-para-a-caminhada-na-mata-nao-virar-pesadelo/8046

http://oglobo.globo.com/rio/especialistas-dao-dicas-de-como-se-preparar-para-trilhas-6933824

http://www.trekkingbrasil.com/10-erros-comuns-na-trilha-e-camping/

http://www.sc.gov.br/mais-sobre-defesa-civil-e-bombeiros/8995-aplicativo-de-telefonia-movel-auxilia-operacoes-de-busca-e-resgate-do-corpo-de-bombeiros

Segurança básica na água

Uma das especialidades mais importantes do Clube de Desbravadores, ao meu ver, é a de Segurança básica na água. Especialmente o requisito 11, que trata das regras de segurança quando estiver próximo à água. No post de hoje vamos apresentar algumas regras importantes.

  • Regras gerais

    • Evite brincadeiras como simulações de afogamentos ou forçar a cabeça de um amigo para dentro da água;
    • Oriente as crianças sobre os perigos e não deixe que elas entrem na água sozinhas;
    • É indispensável a presença de um adulto quando as crianças estiverem na piscina;
    • Boias infláveis, colchões e outros artefatos infláveis de borracha não substituem coletes salva-vidas e podem dar a falsa sensação de segurança. Além disso, ventos ou ondas podem levá-los para longe;
    • Instale e disponibilize boias salva-vidas em locais visíveis, ao redor de piscinas, lagos e rios;
    • Não mergulhe de cabeça em lugares rasos ou em que você não conhece a profundidade;
    • Não nade à noite, exceto em piscinas que sejam bem iluminadas;
    • Não insista em ficar dentro da água caso esteja com frio;
    • Não entre em águas profundas logo após alguma atividade cansativa;
  • Segurança no rio

    • Antes de entrar na água, fique atento às informações de profundidade e correnteza no local;
    • Não salte de pedras ou galhos de árvores para dentro da água;
    • Se não souber nadar, não se afaste da margem e evite atravessar de uma margem à outra;
    • Mesmo sabendo nadar, evite tomar banho em rios caudalosos.
  • Segurança na piscina

    • Evite correr e pular em volta da piscina, pois geralmente a borda da piscina fica molhada e escorregadia;
    • Nunca se aproxime dos ralos instalados nas piscinas, nem tente obstruir a passagem de água.
  • Segurança no mar

    • Tome banho perto das guaritas dos salva-vidas e se informe do horário em que eles estão nas guaritas;
    • Não se afaste da borda do mar. O ideal é que a água não passe da cintura;
    • Não fique perto de pedras e costeiras, é escorregadio e você pode se ferir ou ser surpreendido por uma onda forte.

Como pedir por socorro dentro da água?

  • Mantenha-se apenas flutuando e acene por socorro. Só grite se realmente alguém puder lhe ouvir, caso contrário, você estará se cansando e acelerando o afogamento. Acenar por socorro geralmente é menos desgastante e produz maior efeito.
  • No mar, uma boa forma de se salvar é nadar ou deixar se levar para o alto mar, fora do alcance da arrebentação e a favor da correnteza, acenar por socorro e aguardar. Ou se você avistar um banco de areia tentar alcançá-lo.
  • Em rios ou enchentes, procure manter os pés à frente da cabeça, usando as mãos e os braços para dar flutuação. Não se desespere tentando alcançar a margem de forma perpendicular, tente alcançá-la na diagonal, utilizando a correnteza a seu favor.

Como se livrar de uma cãibra dentro da água?

  • Mantenha a calma;
  • Se possível, tente sair da água ou chegar a um lugar mais raso;
  • Procure flutuar de costas;
  • Avise alguém que esteja por perto, para que te ajude(m);
  • Procure reverter as contrações, alongando o membro acometido, forçando os músculos no sentido contrário ao que eles estão se contraindo, até que a dor e o espasmo cessem;
  • O músculo que mais frequentemente sofre com cãibras na natação é a panturrilha. Para se livrar de uma cãibra na panturrilha, flutue de costas, estique bem a perna e force a ponta dos pés em direção à sua cabeça;
  • Saia da piscina e não volte a nadar após, você pode ter outra cãibra facilmente.

Fontes:

Curta o Acampamento de Verão com Segurança

Manual do Curso de Emergências Aquáticas da SOBRASA

Natação: cãibras em águas abertas

Tenha cuidado com cãibras musculares na prática de natação no Inverno

Saiba como evitar e lidar com cãibras na água

5 maneiras de conseguir recursos para o seu Clube

Acredito que sempre há dinheiro disponível para bons projetos/ideias. E não pensem que sempre frequentei Clubes “ricos”. Pelo contrário, a maior parte de todo o meu tempo estive em Clubes cujos membros tinham grande dificuldade financeira, bem como a igreja local. Mas nunca deixamos de participar de qualquer evento ou atividade por causa de dinheiro! Pode parecer um pouco utópico, mas até hoje mantenho firme minha fé nisso aí, rs.

Nesse sentido, vamos apresentar hoje 5 maneiras práticas que qualquer Clube de Desbravadores pode empenhar para arrecadar fundos para as suas atividades.

1. Apadrinhamento | Talvez a forma mais fácil na maioria dos casos. Apesar de ser um método bastante simples, exige alguns “detalhes” importantes por parte do Clube. Para conseguir um padrinho, é necessário que ele saiba exatamente qual o custo deste desbravador no ano. Assim, o Clube precisa ter um bom planejamento financeiro. Sugerimos, neste caso, que se faça um levantamento de todas as atividades do ano, mensalidades, saídas, uniforme e etc. Ao agir assim, o Clube não apenas evidencia sua transparência financeira, como demonstra ao patrocinador excelente planejamento administrativo e financeiro, garantindo-lhe que seu dinheiro será bem investido. Abaixo um exemplo:

A vantagem deste método é que você pode oferecer ao padrinho formas facilitadas para pagar, dividindo em 3, 4, 6 ou 10 vezes, conforme ficar melhor para ele e para o Clube. Assim, em momentos de eventos e saídas, não ficará pesado para ele.

Caso o valor fique elevado para uma única pessoa ajudar, você pode perguntar com quanto ele pode contribuir. Assim, você tenta conseguir mais alguém para financiar o mesmo desbravador.

A busca pelo padrinho pode começar na própria igreja local, em seguida pais e familiares, amigos, empresários, políticos, etc. Em geral conseguimos no próprio círculo de amizades/familiares/igreja.

2. Patrocínio | Neste método, busca-se patrocínio financeiro de terceiros, como empresas, pequenos comércios, recursos públicos*, ONGs, etc. A diferença principal é que o patrocínio é para o Clube em si, e não para um membro específico, uma vez que estamos falando em valores mais altos! Mais uma vez, o requisito do planejamento administrativo e financeiro é obrigatório, afinal, nenhum empresário, ONG ou setor público investirá seu dinheiro em algo que não acreditem!

Insistimos neste momento na elaboração de um planejamento anual, com uma estimativa real dos gastos do Clube para aquele ano, incluindo todas as despesas. O tesoureiro e o diretor do Clube deverão gastar um bom tempo neste sentido, para fazer algo palpável, real e que demonstre confiança a “investidores” externos.

Há neste sentido uma ressalva importante: em geral, patrocinadores exigem/pedem alguma contrapartida. Nestes casos, deve-se atentar a não ferir os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia e a filosofia do Clube de Desbravadores. Em caso de dúvidas a esse respeito, consulte o departamento de desbravadores do seu Campo.

3. Vendas | Outra opção que pode ser interessante em muitos casos é obter recursos através de vendas: bazar, almoço/jantar beneficente, produtos artesanais, sociais, etc. Neste sentido, é obrigatória a leitura da Filosofia do Clube de Desbravadores sobre Vendas, p. 91-92 do Manual Administrativo, também disponível AQUI.

Além de ficar atento a respeito da filosofia de vendas ,é preciso verificar se esta será uma opção viável para arrecadar fundos. Isto porque, se não planejada, a ação pode gerar mais despesas do que receitas e trazer mais uma dívida para o Clube! Assim, tente ao máximo conseguir arrecadar tudo o que precisa para a ação: se for almoço/jantar, tente arrecadar os alimentos; se for bazar, arrecade todos os itens que serão vendidos, etc.

Ainda, é possível obter uma grande vantagem deste método: a realização de uma feira dos desbravadores! Uma feira bem organizada, planejada e divulgada envolverá todos os desbravadores na execução de especialidades de Artes e habilidades manuais, evidenciará os benefícios do Clube para a comunidade e, com isto, consequentemente trará mais patrocinadores para outras ações, saídas, etc.

4. Parcerias | Este método assemelha-se ao patrocínio, porém, neste caso o auxílio virá mediante oferta de materiais e/ou mão-de-obra. Por exemplo: parceria com empresa fornecedora de tecidos; alguém que se disponibiliza a confeccionar os uniformes gratuitamente ao Clube. Em alguns casos, o Clube pode obter grande apoio do Poder Público. Por exemplo, algumas Prefeituras possuem fanfarra e não têm ninguém para tocá-la! Neste caso, o Clube não ganharia a fanfarra, mas teria a oportunidade de usá-la e, ainda, representar o Município em desfiles, etc., o que aumentaria ainda mais a visibilidade do movimento. Outras formas de parceria incluem gratuidade de transporte, fornecimento de água para eventos, etc. Vasculhem as grandes empresas da sua cidade/estado, pois muitas possuem recursos (financeiros e materiais) já separados para ações voluntárias!

5. Apoio financeiro da Igreja | Por último, e não menos importante, gostaríamos de salientar a participação da igreja local no orçamento do Clube. É sabido de todos que a igreja deve destinar uma parte de suas ofertas para cada departamento. A divisão varia de acordo com cada igreja.

O foco aqui não é incentivá-los a sair por aí brigando com o tesoureiro falando que o Clube tem direito a uma porcentagem da oferta! Mas sim, através de uma conversa amigável e de um processo gradual de relacionamento, mostrar à Igreja que o Clube tem cumprido com sua função de ganhar/manter almas. Um Clube que caminha de mãos dadas com os propósitos da Igreja, só tem a ganhar!

Com uma relação já madura, é possível pleitear maiores valores para o Clube. Um exemplo é o Clube Bandeirantes, que participei de 2008 a 2015 e tive a oportunidade de dirigi-lo em 2014-2015. A igreja local destina a segunda maior porcentagem da oferta ao Clube, a primeira é dos jovens! Já pensou que maravilha?! Isto porque a igreja vê o Clube com excelentes olhos. Claro que essa visão não foi do dia para a noite, foi um processo que já dura 30 anos!

Desta forma, crie uma relação positiva com a sua Igreja e envolva o Clube nos projetos, de forma a contribuir com a sua missão. É uma via de benefício a todos os envolvidos.

Tentamos listar acima algumas maneiras práticas e amplamente disponíveis a todos os Clubes para arrecadar fundos. Já tivemos a oportunidade de adotar todas elas e todas foram eficazes! Uma dica é não se apegar a apenas um método. Use o método que for mais vantajoso para aquela situação específica. A variedade deles é que tornará ainda mais fácil conseguir os recursos.

Mais uma vez ressalto a importância de o Clube ter um excelente projeto financeiro e administrativo. O Clube tem que ser relevante para a comunidade para que a comunidade queira apoiá-lo! Um Clube que não faz diferença no seu bairro/cidade, não vai conseguir ir muito longe em nenhum aspecto…

Você conhece outras formas de arrecadar fundos? Então comente aqui embaixo! E não se esqueça de compartilhar este post nas redes sociais. Para ajudá-los no planejamento financeiro, clique AQUI e veja nossa planilha de tesouraria.

*A utilização de recursos públicos geralmente envolve uma série de requisitos. Verifique na sua Prefeitura o que é necessário para obtê-los. Talvez será necessário que a sua igreja intermedeie esse processo para vocês.

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