Para que serve a tempestade

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Esta é uma premissa que deveríamos ter em mente. Ao se lançar ao mar, o marinheiro deve saber aonde chegar, e ele tem isso bem claro. Também sabe o seu propósito ao partir.

Ao encontrar uma tempestade no meio do caminho, suas habilidades vão ser testadas ao limite, e aonde o mar encontrar a sua fraqueza, lá será travado uma batalha. Passado o mau tempo um dia o barco chegará ao porto seguro. Feliz e com um forte sentimento de vitória, o marinheiro olhará para trás e agradecerá ao mar.

Sabemos que bons marinheiros são forjados nos mares tempestuosos, e por saber disso ele reconhece a oportunidade e agradece.

Ele sabe que a tormenta tem um propósito, ele sabe do seu também. Se não fosse o caos, quem daria a ele a referência e a noção do melhor, como ele aprenderia a lidar com o imponderável, como ele poderia dormir no aconchego da sua cama, ou mesmo dar valor a um prato quente de comida.

Em certo momento da vida do navegador, ele para de julgar o mar, o vento forte, a marejada, os cortes nas mãos e as noites mal dormidas. Ele simplesmente aceita tudo, e aprende que cabe a ele buscar seus recursos internos e toda sua experiência para viver a vida entre os elementos. Sem viver o caos, nunca aprenderia sobre o discernimento, e sem o discernimento ele jamais saberia como fazer suas escolhas e assim nunca saberia como tomar uma decisão, e sem tomar decisões, ele jamais chegaria onde ele sabe que tem que chegar.

Navegamos muitas vezes sem rumo, esquecemos onde queremos chegar, e nos negamos a vivenciar todas as experiências, por simplesmente não entendermos a natureza dos acontecimentos. Por isso quando o caos se apresenta nos apressamos em julgar. Julgamos quem nos fere, julgamos o mundo, julgamos os que erram nos julgamos e nos esquecemos de que a dificuldade mora ao lado da superação, pois ela tem a tarefa de nos dar a referência de onde estamos e de onde podemos chegar.

Não existe viagem segura se não sabemos onde queremos chegar.

Beto Pandiani

Este texto traz algumas lições para a vida retiradas da experiência do autor como velejador. Várias delas podem (e devem) ser trazidas para a nossa vida espiritual. Para mim, dois aspectos se destacam.

O primeiro é que na vida precisamos de um objetivo. Assim como ninguém veleja sem saber aonde quer chegar, nós não devemos viver sem ter um rumo. “Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer ir” (Sêneca). A vida cristã deve ser um constante velejar em direção ao Céu, não uma navegação sem rumo.

O segundo é que, assim como podem existir tempestades ao velejar, podem surgir obstáculos neste trajeto. Os obstáculos servem para nos fazer crescer, trazer aprendizado, dar experiência. Satanás não nos tenta naquilo em que somos fortes, ele procura nossas fraquezas. Não somos “velejadores” experientes em relação à vida cristã, portanto não podemos confiar em nosso próprio conhecimento, mas confiar em Deus (Pv. 5:3).

E nesses momentos ter um objetivo faz toda a diferença, assim como o velejador deve manter seu foco no porto seguro, nós cristãos devemos manter os nossos olhos no nosso Porto Seguro. Pois “Quando não se sabe para onde vai, qualquer caminho serve” (Lewis Carrol). Se nos esquecermos do nosso objetivo, qualquer coisa que o mundo oferecer estará de bom tamanho.

E ao final da jornada, o cristão olhará para trás e agradecerá por tudo o que Deus fez para que ele chegasse ao destino.

Sempre que penso ou vejo algo sobre navegar ou velejar, lembro de uma música da qual gosto muito, que faz essa analogia entre a vida cristã e a navegação. Ela foi o tema do meu primeiro acampamento de desbravadores e tema do CD do Ministério Jovem de 1999.

Rumo ao Porto Seguro

tempestade acalmada 2O meu barco vai firme ao porto seguro,Meu barco navega no mar de águas revoltas, sem paz; Terríveis trovões, tempestades de alto-mar.
Eu vou confiante pois sei que o meu Redentor vai também,
E tem em suas mãos o controle da embarcação.
Mas se tento o timão controlar quase deixo o barquinho afundar,
Pois meus braços não podem a força do mar suportar.
Cristo então me estende sua mão e controla a embarcação,
Sorrindo pra mim, me oferece a salvação.

Pois seu rumo está sob as mãos de Jesus.
Navegando nas águas geladas da Terra
Sinto o calor daquEle que a tudo liberta.

Depois que entreguei a Jesus o rumo da embarcação
Não tive mais medo das ondas do alto-mar.
Em breve irei atracar no mar onde a água é cristal,
E onde estarei para sempre liberto do mal.
Só então saberei como foi que Jesus até ali me guiou,
Só então saberei como foi que ele o barco salvou.
Finalmente atraco no cais, que alegria poder encontrar
Os barcos de irmãos que também chegaram ao lar.

1- Mateus

Especialidade de Estuário: aprendendo a pesquisar

estuario-picinguabaEsta especialidade foi uma sugestão do nosso amigo Weslhes para a seção de especialidades do Cantinho da Unidade.

É uma especialidade do novo manual, que até agora só existe na Divisão Sul-Americana.

Os estuários estão entre os ambientes mais ricos em diversidade e produtividade natural, o que os torna fonte de aprendizado e interesse por parte de todos que amam a criação. Nesta especialidade você vai aprender o que é um estuário, quais são seus tipos, como eles se formam, que benefícios trazem ao homem, que espécies de animais são encontrados lá, quais espécies vegetais são as mais comuns, que atividades podemos fazer sem trazer prejuízo para este ecossistema.

  1. EstuárioO que é um estuário?
  2. Listar 3 tipos de estuário e dar um exemplo pra cada tipo.
  3. Como é definido o comprimento de um estuário?
  4. Que fatores tornam o estuário um dos biomas mais vulneráveis do mundo?
  5. Explicar as razões da grande produtividade e diversidade ecológica nos estuários.
  6. Qual a importância dos estuários para o equilíbrio do ecossistema?
  7. Citar, ao menos, um processo de formação de estuário.
  8. Conhecer, no mínimo, 3 benefícios dos estuários aos homens.
  9. Em estuários existe a presença de água doce e salgada. Qual o nome dado aos peixes que têm a capacidade de sobreviver nesses dois ambientes? Citar 5 exemplos.
  10. Listar 3 pássaros e 1 mamífero comuns nos estuários de sua região ou país.
  11. Citar, ao menos, 2 fatores que tornam a vegetação de mangue indicada e presente nos estuários tropicais.
  12. Listar, ao menos, 3 gêneros de mangue comuns em estuários tropicais.
  13. Citar 5 atividades recreativas que podem ser realizadas em regiões estuarias, sem lhes causar dano ou prejuízo.
  14. Qual o estuário mais próximo de sua cidade?
  15. Completar uma das seguintes atividades:
    1. Fazer uma visita a um estuário. Durante a visita, observar sinais de conservação ou de degradação desse ambiente. Em conjunto com o grupo, sob a orientação de seu líder, organizar um projeto de preservação desse estuário e colocar o projeto em prática.
    2. Ler um livro, ou assistir a um vídeo sobre estuários. Realizar uma pesquisa e escrever um relatório sobre 15 diferentes estuários ao redor do mundo. Nessa pesquisa devem constar: nome do estuário, localização, estado de conservação atual e possíveis motivos para esse estado, fotos, etc. Citar as fontes de pesquisa.

Logo abaixo estão as alguns sites na internet com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade. Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos”, “processos evolutivos”, “ancestrais”, “antepassados”, etc. Desconsiderem essas informações.

Caso você tenha uma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

1- Mateus

Classes regulares e avançadas – requisitos

No segundo semestre do ano passado, a Divisão Sul-Americana publicou os novos cartões de classes. Além do novo visual, diversos requisitos foram atualizados.

Para aqueles que ainda não tiveram acesso aos novos cartões, estamos disponibilizando os requisitos de todas as classes regulares e avançadas. Para acessá-los, basta clicar abaixo na capa do cartão que deseja.

IMPORTANTE: Os requisitos publicados pela Equipe Cantinho da Unidade não substituem a compra dos cartões originais. Inclusive, nossa Equipe incentiva todos a adquirirem os materiais oficiais, pois somente eles têm validade no território da DSA. 

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1- Equipe

Respeito à diversidade, para a classe de Companheiro (PI)

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“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”. Atos 10:34

Tanto perante Deus quanto perante os homens, todos somos iguais. Deus não faz acepção de pessoas e “todos somos iguais perante a lei”. Ao mesmo tempo, somos todos diferentes! Temos diferentes opiniões, personalidades, maneiras de vestir, agir, profissões, preferências pessoais, aparências, cor, corte de cabelo… O conjunto de todas essas coisas nos torna únicos em nosso planeta.

Uma importante crença fundamental da nossa Igreja é a Unidade no Corpo de Cristo, que nos ensina que devemos manter a unidade na diversidade. Apesar de parecer paradoxo, essa é exatamente a ideia de Deus, visto que Ele mesmo foi o autor da diversidade! Imaginem um mundo onde todos os homens e mulheres fossem iguais! Não seria nada legal, não é mesmo?!

O que precisamos ensinar aos nossos desbravadores, em especial aos da classe de Companheiro, é a respeitar as diferenças entre as pessoas. Abaixo segue uma sugestão de plano de instrução para o ensino deste requisito. Para aprender mais sobre a importância do plano de instrução no ensino das classes, clique AQUI.

Caso você tenha sugestões de atividades para nos ajudar, deixe seu comentário ou entre em contato conosco. Abaixo segue o plano de instrução. Caso prefira, clique AQUI para baixar.

  1. Objetivos
    1. Promover reflexão sobre as diferenças e a riqueza contida na diversidade;
    2. Refletir sobre intolerância e suas consequências;
    3. Comparar diferenças e igualdades;
    4. Desenvolver o raciocínio lógico, o sentido reflexivo e crítico, de tal maneira que possam tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos;
    5. Refletir sobre bullying.
  2. Materiais
    1. Papel pardo.
    2. Durex.
    3. Papel sulfite.
    4. Lápis preto e de cores.
    5. Borracha.
    6. Giz de cera.
    7. Tesoura.
    8. Vídeos do Youtube.
    9. Equipamento para passar os vídeos (computador, caixa de som).
  3. Vídeo interessante
    1. Eu quero ser negro.
  4. Metodologia
    1. Dinâmica;
    2. Discussão livre em grupo;
    3. Apresentação de vídeo;
    4. História.
  5. Desenvolvimento
    1. Encontro Único (50 minutos)
      1. Introdução: Realizar a seguinte dinâmica: Faça o desenho de um aquário do tamanho de um papel pardo e fixe-o na sala. Entregue aos participantes um pedaço de papel sulfite e peça-lhes que desenhem um peixinho, como desejarem e depois recortem. Peça que, assim que terminem, vão ao papel pardo e fixem seu peixinho no aquário. Após todos fixados, peça para que eles observem o que realizaram e manifestem o que entenderam sobre a atividade, deixe-os à vontade para falar. Observar as diferenças entre cada peixinho e, se necessário, vá conduzindo a conversa para o lado moral, da ética, do respeito às diferenças individuais.
      2. O instrutor pode ampliar a discussão, promovendo a reflexão sobre as diferenças entre as pessoas, entre homens e mulheres, meninos e meninas. Questionar com seus desbravadores coisas do cotidiano como “isso não é coisa de menino?” Exemplo: “Gostar de estudar é coisa de menino ou menina?” “Chorar é coisa de menino ou menina?”… Diga que em uma perspectiva histórica, podemos afirmar que o conceito de gênero menino e menina foram produzidos no interior das relações sociais e faz parte do nosso cotidiano, por isso, aprendemos a repeti-los e naturalizamos. Deve-se questionar comportamentos preestabelecidos e com isso desconstruir os estereótipos. Tratar do bullying como uma das implicações da intolerância às diferenças.
      3. Conte de forma resumida a historia de Eliseu e as duas ursas, um caso clássico de bullying e a intolerância de Deus a esta prática: Elias tinha sido trasladado para o Céu, e o seu manto tinha caído sobre Eliseu. Então rapazes ímpios, que haviam aprendido com seus pais a desprezar o homem de Deus, seguiram Eliseu, e, zombando, gritavam: “Sobe, calvo, sobe, calvo!” II Reis 2:23. Insultando assim o Seu servo, insultavam a Deus e atraíam Sua punição de imediato. Eliseu era um homem de espírito brando e bondoso; mas que podia também ser severo, como é mostrado pela maldição que lançou quando, a caminho de Betel, foi escarnecido por rapazes ímpios que haviam saído da cidade. Esses rapazes tinham ouvido da ascensão de Elias, e fizeram deste solene acontecimento o assunto de suas zombarias, dizendo a Eliseu: “Sobe, calvo; sobe, calvo.” Ao som de suas zombeteiras palavras o profeta voltou-se e, sob a inspiração do Todo-Poderoso, pronunciou uma maldição sobre eles. O terrível juízo que se seguiu foi de Deus. “Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles pequenos.” II Reis 2:23 e 24.
      4. Pergunte se as crianças sabem o que é raça e etnia? Tratar sobre o racismo e sua crueldade com as pessoas. Sobre a legislação brasileira, que proíbe essa prática, sobre o mandamento: ama a teu próximo como a ti mesmo; e como Deus não faz acepção de pessoas. Os versos que muitos se utilizam para argumentar que Deus ama a todos indistintamente, e por isso não faz acepção de pessoas são: “Porque, para Deus, não há acepção de pessoas” [Rm 2.11]; e, ainda: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” [At 10.34]. Raça se expressa nas características visíveis da pessoa, ela engloba as características físicas, tais como tonalidade de pele, formação do crânio e do rosto e tipo de cabelo. A etnia também se refere a isso, mas ela vai além das características físicas da pessoa, ela inclui a cultura, nacionalidade, afiliação tribal, religião, língua e tradições. A partir dessa união de raças desenvolveu-se o que é o país hoje em dia, e como passaram a ser criados novos costumes e tradições, nascendo assim a etnia.
      5. Além das diferenças individuais há as diferenças sociais e culturais, incluindo as diferenças típicas de cada região do país e de outros países em relação ao Brasil. Aborde o tema e os conceitos estereotipados também fixados pela sociedade. Piadas são frequentemente realizadas em sentido pejorativo, reforçando tais conceitos. Pode-se perguntar se eles conhecem algumas e o que há de estereótipos nelas. Mencione que a intolerância a diferenças produziu massacres como o promovido pelo nazismo ao povo judeu.
      6. De um modo geral, mulheres, negros, indígenas e nordestinos são sub-representados no espaço escolar, na mídia e no mercado de trabalho, com diferenças salariais marcantes entre homens e mulheres.
      7. Conclusão: Ensinar que a diferença pode ser bela, que a diversidade é enriquecedora e não pode ser sinônimo de desigualdade. Pode-se apresentar, neste momento, o vídeo sobre o menino que queria mudar de cor: Eu quero ser negro. Com isso, buscamos romper com as verdades socialmente construídas de que para ser belo, tem que ser branco ou magro.
  6. Avaliação
    1. Criar uma frase que expresse o que você entende por respeitar as diferenças.

1- Edneide

Dia do Desbravador 2013

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O mês de abril se foi e nele milhares de desbravadores em toda a Divisão Sul-Americana comemoraram o Dia do Desbravador!

Abaixo temos algumas fotos enviadas por líderes que nos acompanham. Como foi a programação na sua Igreja/Distrito/Região? Envie para a nossa Equipe, através do formulário Contato, as fotos da sua programação, para que possamos completar esse post com o máximo de Clubes possível!

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1- Equipe

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