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Mudar o estilo de vida pode reverter o envelhecimento celular
Há algum tempo os adventistas eram conhecidos por serem vegetarianos (ao menos na região em que eu morava). Quando alguém convidava um adventista para almoçar nem se perguntava nada em relação aos hábitos de alimentação, a refeição era vegetariana e ponto final!
Mais ou menos marcante, conforme o lugar, o vegetarianismo é uma característica do povo adventista. Nossa mensagem de saúde é forte e precisa, ainda que em alguns lugares esteja um pouco ofuscada pelo estilo, de certa forma, insalubre das grandes cidades.
Temos inúmeras razões para não comer carne e minha intenção aqui não é lista-las, você já sabe muito bem a maioria delas. Também não estou fazendo campanha contra o consumo deste alimento, cada um deve tomar suas decisões de acordo com a luz que recebeu. Quero apenas compartilhar com vocês este interessante estudo que encontrei há algum tempo.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mudar-o-estilo-de-vida-pode-reverter-envelhecimento-celular
Estes estudos confirmam uma verdade que conhecemos há muito tempo. E não estou falando de quando a escritora americana Ellen White alertou sobre a nocividade dos produtos de origem animal. Se compararmos os anos vividos dos pré e pós-diluvianos veremos uma drástica redução.
Pré-diluvianos
Sete – 912 anos (Gen 5:8)
Enos – 905 anos (Gen 5: 12)
Jerede – 962 anos (Gen 5:20)
Pós-diluvianos
Serugue – 230 anos (Gen 11:22 e 23)
Naor – 148 anos (Gen 11: 24 e 25)
Abrãao – 175 anos (Gen 25:7)
Viu como a mudança é drástica? Em Gênesis 25:8 a Bíblia diz que Abraão morreu em boa velhice, avançado em dias. Ou seja, ele ainda viveu mais que os contemporâneos dele. E qual a principal diferença entre estes dois grupos? Exatamente! O consumo da carne.
Quando os seres humanos passaram a usar os animais como alimentos seus anos de vida reduziram significativamente. E agora este fato está começando a ser explicado pela ciência. Além de reduzir o risco de ter câncer, a dieta vegetariana associada a um estilo de vida regrado aumenta a longevidade.
Leia a reportagem completa e veja que interessante os resultados. Você pode usá-la também na instrução da especialidade de Temperança ou para requisitos das classes que envolvam o estudo da saúde física. Espalhe o conhecimento, afinal quem não quer viver bem por mais tempo?
Conjuração ou voto de investidura?
Desde que entrei no Clube de Desbravadores (em 1999, não sou tão velho assim, rs) tenho ouvido o termo conjuração, sempre nas investiduras, com uma conotação de exortação, compromisso, juramento, bênção. Acredito que a maioria dos que nos leem também já ouviram, inclusive, o termo foi dito em alto e bom som na última sexta (10) durante a investidura do IV Campori Sul-Americano.
Mas enfim, o que quer dizer este termo tão “nobre” e “solene”?
Este assunto veio à tona quando em um grupo de amigos, um questionou o significado da palavra. A princípio, uma indagação sem sentido, porém, para todos foi uma grande surpresa! Vamos ver o que significa conjuração, conforme dicionário online Michaelis:
con.ju.ra.ção. sf (lat conjuratione) 1 Ato de conjurar. 2 Conspiração contra a autoridade estabelecida. 3 Combinação de várias pessoas para causar dano; maquinação, trama. 4 Esconjuro, exorcismo, imprecação.
Espanto para todos! Durante todos esses anos, fizemos exatamente o oposto do objetivo, estávamos amaldiçoando nossos líderes e desbravadores e levando-os a “causar dano, maquinação, trama”, “conspiração contra a autoridade estabelecida”. Após um tempo de discussão, foi feita uma sugestão de modificação do termo para VOTO DE INVESTIDURA, agora sim representando uma exortação de compromisso e dedicação cristãos.
Inclusive, o novo Manual Administrativo traz o termo voto de investidura. Por este motivo, solicitamos a todos que nos acompanham que optem pelo uso do termo VOTO DE INVESTIDURA, trazido pelo Manual, e façam uma campanha em seus Clubes e Igrejas, para que não mais usemos este termo de significado sombrio, e sim que possamos ajudar nossos desbravadores a assumirem um compromisso real ao lado do nosso grande líder Jesus!
Geocaching, uma aventura
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Neurônios-espelho???
Quase todos sabem que Brasília é a capital dos concursos públicos. Por aqui a maioria das pessoas sonham com a aprovação. Assim, obedecendo à lei da demanda e da oferta, surgem vários sites sobre o assunto. É claro que tem muito lixo, mas alguns são mais confiáveis.
É o caso de um site de um juiz que se dedicou a estudar os processos cognitivos afim de ajudar outros a também conseguirem aprovação. Não sou uma “concurseira”, como se denominam aqueles que vivem para estudar para um concurso, mas o título de um artigo me chamou muito a atenção: Quem você imita? A influência dos neurônios-espelho!
Fiquei curiosa e resolvi ler. O autor fala de como é importante, durante a preparação para concurso, tomar cuidado com o tipo de pessoa que o candidato se associa. Ele aponta estudos que demonstram que há um processo neurológico que leva as pessoas conscientemente ou não imitarem outros com os quais convivem. Há inclusive referências bibliográficas que fundamentam o tema: Segundo esclarece o grande neurocientista Eric Kandel, “…Rizzolatti chamou esses neurônios de ‘neurônios-espelho’ e sugeriu que eles fornecem a primeira pista para compreendermos a imitação, a identificação, a empatia e possivelmente a capacidade de imitar vocalizações – os processos mentais intrínsecos à interação humana…” (Em busca da memória. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 456).
É claro que resolvi investigar o assunto por mim mesma e também encontrei vários artigos sobre o assunto. Um deles, de uma revista da USP, traz a seguinte declaração: “Os neurônios espelho foram associados a várias modalidades do comportamento humano: imitação, teoria da mente, aprendizado de novas habilidades e leitura da intenção em outros humanos (Gallese, 2005; Rizzolatti, Fogassi, & Gallese, 2006) (…). Além disso, considerando que a capacidade humana de abstrair intenção a partir da observação de conspecíficos é considerada crucial na transmissão de cultura (ver revisão em Tomasello, Carpenter, Call, Behne, & Moll, 2005), a descoberta dos neurônios-espelho é de importância fundamental para compreendermos o que nos faz diferente de outros animais, em termos cognitivos.” (http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1678-51772006000400007&script=sci_arttext).
Impressionante, não é mesmo? É, mas o assunto não é nenhuma novidade. A mensageira do Senhor, Ellen White, há mais de um século atrás, muito antes das tomografias computadorizadas e das modernas pesquisas, já havia escrito:
Pela constante contemplação de temas celestiais nossa fé e amor se fortalecerão.(Mente, caráter e personalidade, v. 2, p. 406). Uma contemplação reverente de assuntos como esses [o sacrifício de Jesus] não pode deixar de abrandar, purificar e enobrecer o coração, e ao mesmo tempo infundir no espírito nova força e vigor. (Mensagens aos Jovens, p. 263).
“As Conseqüências da Leitura de Ficção. Tenho observado crianças a quem se permitiu crescerem dessa maneira. Seja em casa, seja fora, elas ou estão desassossegadas ou sonhadoras, e são incapazes de conversar, a não ser acerca dos assuntos mais comuns. As mais nobres faculdades, as que se adaptam às mais altas realizações, foram rebaixadas à contemplação de assuntos triviais, ou ainda piores, até que a pessoa se satisfaz com esses temas, mal podendo alcançar qualquer coisa mais elevada.“(Mensagens aos Jovens p. 279)
Vocês conseguem notar como isso é assustador?! O que esses textos tão diferentes um do outro dizem é a mesma coisa!!! Nosso comportamento, nossa personalidade e até mesmo nosso caráter é influenciado pelo tipo de situações a que nos expomos. Esse tipo de preocupação não é só de uma senhora religiosa do século passado. Um juiz, que talvez nem tenha religião, alerta aos candidatos que as influências externas podem atrapalhá-los a conquistar o cargo que tanto anseiam. Isso inevitavelmente nos leva a pensar em que tipo de coisa estamos contemplando através da convivência com as pessoas, com os filmes que assistimos ou os livros que lemos.
Ainda cético? É só observar como várias pessoas vão perdendo o sotaque depois que saem da sua terra natal. Alguns nem precisam de muito tempo viajando para “pegar” o sotaque dos outros. Outro fato já percebido pelos grandes empresários, as coisas que aparecem nas novelas viram “febre”, pode ser uma cor, uma roupa ou até uma frase.
Essas coisas são simples e são as que conseguimos notar, mas a contínua exposição a certas imagens ou atitudes vão gradualmente mudando a programação cerebral do indivíduo. Pouco a pouco vamos ficando mais tolerantes à violência, à imoralidade e à maldade comum em tudo.
Pense nos filmes que você assiste, se você praticasse atitudes semelhantes às dos personagens principais, você estaria seguro? Ou se você se comportar de forma semelhante às pessoas com quem você mais convive, ainda assim você estará no caminho do céu?
Precisamos ter isso em mente quando vamos escolher nossos entretenimentos, nossos amigos e até mesmo nosso local de trabalho! Não podemos controlar a recepção desses estímulos neurológicos, a única segurança está em evitar se expor a situações que você não gostaria de imitar.
Agora faço uma pergunta ainda mais difícil, se o seu desbravador te imitar (e ele faz isso, às vezes, deliberadamente) como será a vida dele? Ele será um estudante dedicado? Como será o relacionamento com a família dele? Que tipo de cristão ele será?
Vamos pensar nisso!






