Arquivo por Autor | Mateus Campos

Cientistas encontram evidências de uma enorme reserva de água no centro da Terra

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Pesquisador com a amostra obtida em solo brasileiro (Foto: divulgação – Universidade de Alberta, Richard Siemens).

Uma pesquisa publicada na Nature sugere que a Terra tem uma reserva secreta de água. De acordo com cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, a descoberta de um mineral raro, que nunca foi encontrado em estado natural antes, indica que há enormes quantidades de água dentro do manto terrestre – em um local chamado de “zona de transição”, localizado entre a camada inferior e superior do manto.

As conclusões vieram após o estudo de um mineral de apenas 3 milímetros e 0,09 gramas encontrado em 2008, na cidade de Juína, no Mato Grosso. Um pequeno ponto da amostra revelou ser feita de ringwoodite, a rocha é uma espécie rara de olivina, que havia sido obtida anteriormente apenas em meteoritos. Desde a sua descoberta em solo brasileiro, a amostra estava passando por análises que determinaram que ele era, sim, proveniente da Terra e não do espaço.

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Um close na amostra (Foto: divulgação – Universidade de Alberta, Richard Siemens).

Os pesquisadores afirmam que essa rocha é capaz de conter água. Como ela, provavelmente, foi expelida para a superfície por atividade vulcânica, seria um indicativo de que o interior da Terra teria reservas maiores dessa rocha – e, consequentemente, de água. No entanto, vale notar que a água não estaria em estado líquido e, sim, seria contida nesse mineral.

Mas se não podemos consumir (pelo menos não imediatamente) a água, qual seria a vantagem da descoberta? Basicamente, seria possível entender melhor o funcionamento do planeta e de suas placas tectônicas, levando em consideração que há água em seu interior. “A presença de água em seu interior muda profundamente a nossa compreensão do planeta”, declarou o cientista Graham Pearson, que conduziu a pesquisa.

Fonte: Revista Galileu

Mais uma descoberta da ciência que vai ao encontro do que a Bíblia nos ensina:

“E depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram” (Gênesis 7:10-11).

1- Mateus

Como montar sua barraca

Para que algo assim não aconteça com você ou seus desbravadores é preciso aprender a montar a barraca antes que você precise, ou seja, vocês precisam praticar antes de ir para um acampamento ou pernoite. Quando se aprende na hora como montar uma barraca, alguns pontos importantes podem passar desapercebidos e gerar desconfortos e prejuízos durante o acampamento, como passar frio, ter suas coisas molhadas com a chuva, etc.

Além de não passar necessidade durante o acampamento, outros motivos pelo qual os desbravadores devem saber como montar, desmontar, limpar e guardar uma barraca é a conservação do equipamento. Não adianta comprar a melhor barraca disponível no mercado, se eu não cuidar dela adequadamente.

Esses são alguns dos motivos pelos quais a classe de Amigo pede para o desbravador “Aprender e montar três tipos de barracas em locais apropriados” e, antes de ser reformulada, pedia para  “Armar, desarmar, limpar e guardar uma barraca …”. Não só os desbravadores de Amigo devem ter essa instrução, mas todas as pessoas que entrarem no Clube.

Outra coisa importante é que cada tipo de barraca (iglu, canadense, tubular, etc) possui uma montagem diferente, e mesmo modelos diferentes possuem peculiaridades na montagem. Então, quando o Clube adquire uma barraca com montagem diferente da barraca que tinha antes, todos devem aprender a montar o novo modelo.

Assista abaixo vídeos sobre montagem de três tipos de barracas: um modelo de barraca iglu, um de barraca canadense e um de barraca tubular.

Há um verso na bíblia que nos fala de dois pontos importantes na montagem de barracas, de qualquer tipo e modelo.
Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas.” Isaías 54:2
 Aqui estão algumas dicas sobre como montar a barraca:
  • Firme suas estacas. Fixe corretamente os espeques do quarto da barraca (a parte de dentro), deixando-o o mais esticado possível e firme no solo. O mesmo deve ser feito com o sobre-teto da barraca (camada de tecido que vai por cima do quarto da barraca).
    • Os espeques devem ser fixados em um ângulo de 45º, com a ponta na direção da barraca.
    • Em solos mais fofos, coloque pedras sobre os espeques, para evitar que o vento faça o sobre-teto arrancá-los do chão.
    • Em terrenos mais duros utilize um martelinho, pedra ou pedaço de madeira (nada muito pesado) para fixar o espeque. Não pise no espeque, pois pode entortá-lo, já que nem sempre a pessoa pisa seguindo a inclinação do espeque.
  • Estique suas cordas. A maioria das barracas possui cordas de fixação, os tirantes. Eles servem para reforçar a fixação da barraca e são responsáveis por manter o sobre-teto ficar bem esticado e não encostar no quarto, evitando assim que a umidade passe para o quarto .
  • Forre sua barraca. Existem prós e contras sobre colocar uma lona sob a barraca, então essa decisão vai depender da qualidade da sua barraca, do tipo de acampamento, do terreno e do clima do local para onde vai. Caso opte por colocar a lona, nunca deixe sobras, use uma lona pouco menor que a barraca ou dobre-a. Abaixo algumas vantagens e desvantagens:
    • Vantagens
      1. Facilita a limpeza em caso de muita chuva/lama (é mais fácil limpar uma lona do que o piso da barraca).
      2. Diminui ou elimina a entrada de água pelo piso em barracas de pior qualidade (em barracas melhores não há necessidade nesse sentido).
      3. Minimiza o frio que emana do solo.
      4. Aumenta a vida útil do piso da barraca, protegendo-a de pedras, galhos e outras coisas que possam danificá-la.
    • Desvantagens
      1. Acumula água entre a lona e a barraca, podendo fazer com que a água entre na barraca, caso a lona seja mal colocada.
      2. Aumenta o peso a ser carregado (dependendo do tipo de acampamento pode fazer muita diferença).

Tão importante como saber como montar sua barraca é saber onde montá-la. Não adianta ter uma excelente barraca, saber como montá-la, mas escolher o local errado ou esquecer alguns detalhes. Aqui estão algumas dicas sobre

  • Observe a inclinação do terreno. Procure montar a barraca em locais planos e que não sejam rota de escoamento de água de áreas inclinadas. Não montar o acampamento em depressões no terreno, barrancos ou ribanceiras, pois além de serem rota de escoamento de água da chuva, existe a possibilidade de deslizamento.
  • Observe a vegetação. Evite montar a barraca embaixo de árvores, para evitar os galhos (ou frutos, dependendo das árvores) que podem cair, causando danos à barraca e machucando os acampantes. Caso seja necessário fazer isso, inspecione muito bem a(s) árvore(s) à procura de galhos e/ou frutos.
  • Observe as trilhas. Se montar a barraca em áreas de passagem de pessoas, provavelmente as pessoas vão esbarrar na barraca ou tropeçar nos tirantes dela, podendo causar prejuízos à barraca.
  • Observe o terreno. Limpe o terreno, retirando galhos e pedras. Assim você melhora o conforto e previne o surgimento de furos no chão da barraca.
  • Não cave valas ao redor da barraca. Esta prática degrada o solo e ainda acumula água perto da barraca.
Se o seu acampamento for em época chuvosa, outros pontos também devem ser bem observados. No post montando sua barraca em um dia chuvoso nós falamos um pouco mais sobre eles.

Veja também as postagens que fizemos para conhecer os tipos de barracas, ver dicas de como escolher sua barraca e aprender alguns cuidados básicos de conservação.

Especialidade de Araras, papagaios e periquitos: aprendendo a pesquisar

PsitacídeosO Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade, sendo atualmente o 3º país em diversidade de aves, com cerca de 1700 espécies. A ordem Psittaciforme, da qual as araras, papagaios e periquitos fazem parte, é constituída por 332 espécies, das quais 72 ocorrem no Brasil. O Brasil é considerado o país mais rico em representantes da família Psittacidae, tendo sido denominado nos primeiros mapas como Terra dos Papagaios (Brasilia sive terra papagallorum). Das 72 espécies encontradas no Brasil, 14 estão ameaçadas de extinção, 1 é considerada extinta na natureza e um já está extinta. Os objetivos desta especialidade são desenvolver no desbravador o amor à criação de Deus por meio do conhecimento destes exemplares dos mais impressionantes da avifauna tropical e saber como é possível criar esses animais em conformidade com a legislação, desenvolvendo noções de cidadania e cuidado com os animais.

Veja aqui os requisitos para você aprender mais sobre este fascinante grupo de aves e concluir esta especialidade.

  1. EN-Araras_Papagaios_e_PeriquitosAs araras, os papagaios e os periquitos pertencem a qual ordem e qual família de aves? Quais são as principais características que diferenciam esta ordem dos outros pássaros.
  2. Dar o nome de 15 espécies de araras, papagaios e periquitos comuns em seu país e ser capaz de identificá-los ao ar livre, em cativeiro ou em fotos.
  3. Onde as araras, os papagaios e os periquitos constroem seus ninhos?
  4. Quais são as características destas aves chamam atenção e os tornam bons animais de estimação? Quais aves deste grupo são as mais criadas em seu país?
  5. Quais são as maiores ameaças enfrentadas pelas araras, papagaios e periquitos? Cite quatro espécies que estão ameaçadas de extinção?
  6. Escolher uma espécie entre as ameaçadas de extinção e dizer:
    1. Nome popular e nome científico;
    2. Habitat e distribuição geográfica;
    3. Alimentação;
    4. Principais ameaças;
    5. Estratégias de conservação.
  7. Escolher uma espécie não ameaçada de extinção e dizer:
    1. Nome popular e nome científico;
    2. Habitat e distribuição geográfica;
    3. Alimentação.
  8. Quais espécies estão representadas na insígnia desta especialidade?
  9. Onde é possível adquirir uma arara, um papagaio ou periquito com origem legal? Por que não se recomenda comprar animais que não tenham origem legal?

Logo abaixo estão as alguns sites com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade.

Caso você tenham dúvidas ou indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.

1- Mateus

Testamos

Linha X-Series, da Sea to Summit

Linha X-Series

Linha X-Series da Sea to Summit é composta de diversos acessórios de cozinha colapsáveis feitos em silicone. Eles são leves e super compactos, não agregando peso ou volume significativos à sua mochila se comparados com os itens normais de cozinha, como: pratos, canecas, tigelas e etc. Uma ótima escolha para quem precisa ou gosta de se aventurar sem carregar peso extra.

A Linha X-Series é composta de seis itens diferentes, todos vendidos separadamente: (X-Plate; X-Bowl – 2 tamanhos; X-Cup; X-Mug e X-Shot). O X-Plate é um prato, os dois modelos do X-Bowl são tigelas e os itens X-Mug, X-Cup e X-Shot são respectivamente caneca, copo e copo pequeno.

As bordas do X-Cup e do X-Mug foram feitas de um material que impede que o calor dos líquidos queime os lábios ou os dedos do usuário, como é comum acontecer com as canecas metálicas. Já os fundos do X-Plate e X-Bowl são rígidos permitindo o uso de facas para cortar algum alimento sem que eles sejam danificados.

Características:
Material: Silicone e Nylon (produtos sem BPA)

Volume e Peso de cada item:
X-Plate (prato): Volume 1170 ml | Peso: 164 g
X-Bowl (tigela): Volume 650 ml | Peso: 80 g
X-Bowl XL (tigela grande): Volume 1150 ml | Peso: 110 g
X-Shot (copo pequeno): Volume 75 ml | Peso: 24 g
X-Cup (copo): Volume 250 ml | Peso: 45 g
X-Mug (caneca): Volume 480 ml | Peso: 60 g

Garantia: 06 (seis) meses contra defeitos de fabricação. Assistência Técnica permanente.

Uma excelente opção é o conjunto X-Set 3. Ele é composto por uma caneca, uma tigela e um prato. O conjunto é muito prático e versátil. Cabe facilmente em qualquer lugar, já que seus componentes são colapsáveis. São bons para usar tanto ao ar livre quanto no dia-a-dia. Não são difíceis de limpar. Não aquecem tanto quando algo quente é colocado dento deles ou quando são levados ao microondas. O conjunto vale mais a pena que comprar alguns itens separadamente. Por exemplo, em um dos sites o valor do kit é praticamente o mesmo que o valor do prato e do copo. E pra compensar ainda mais a compra do kit, ele vem dentro de uma bolsa de armazenamento, a X-Pouch, que não é vendida separadamente.

X-set 3 aberto

O X-Set 3 pode ser encontrado em lojas de materiais de camping, tanto lojas físicas quanto lojas online, como essas:

http://www.orientista.com.br/produto/2140-kit-sea-to-summit-xset-3-pecas

http://www.casadepedra.com.br/prod/busca/1452/7215/kit-sea-to-summit-x-series-full-set.aspx

http://www.mundoterra.com.br/acessorios-e-cia/aventura-e-cia/kit-xset-3_sea-to-summit.html

1- Mateus

Os magníficos pombos de Darwin

[Comentários entre colchetes e grifos são meus.]

Charles Darwin viu a [micro]evolução nos pombos. O princípio-chave da teoria da evolução de Charles Darwin é a seleção natural, isto é, a modificação de seres vivos ao longo de inúmeras gerações de acordo com a capacidade de se adaptar ao seu ambiente. Uma gazela lenta é devorada pelo leão que, ao matá-la, não permite que seus genes “lentos” passem adiante. Apenas as gazelas mais rápidas conseguem se reproduzir e as mais lentas são extintas. O mesmo ocorre com leões lentos e fracos: não conseguem propagar seus genes.

Em busca de confirmações Darwin compreendeu que a seleção artificial funciona de maneira semelhante, mas ao invés das características serem escolhidas naturalmente pela capacidade do animal sobreviver e se reproduzir são escolhidas por humanos que querem ver animais exóticos, com aparências curiosas. Darwin juntou-se ao clube de criadores de pombas da região onde morava, era o único nobre a participar da atividade. Mas obviamente não se interessava especialmente em pombos bonitos, mas nas evidências que a seleção artificial poderia agregar a sua teoria.

Junto com os criadores aprendeu que em algumas gerações um criador de pombos poderia selecionar qualquer característica física que desejasse: um bico curto ou pescoço longo ou penas encaracoladas. Basta reproduzir aves que exibem a característica desejada com outra semelhante, sempre selecionando os filhotes que tivessem estas características mais acentuadas. Repetindo o processo durante algumas gerações é possível chegar a resultados encantadores como os que você vê a aqui.

[tribulant_slideshow post_id=”4649″]

Darwin dissecou centenas, senão milhares destes pombos para explorar os processos por trás da seleção natural. Durante sua viagem ao redor do mundo ele conseguiu observar claramente que as espécies se modificam, mas não conseguia explicar como. Então ele usou as pombas para experimentar como as características podem ser herdadas pelas gerações seguintes e como os criadores usavam isto para manipular as espécies ao longo do tempo.

É incrível observar como todos estes pombos são, em realidade, variações de uma única espécie de pombo doméstico. Transportando essa noção para a seleção natural, ao longo de tempo e gerações suficientes é fácil de entender como uma espécie se transforma em outra de maneira muito gradual e lentamente [o difícil é aceitar como fato uma extrapolação como essa sem nenhuma comprovação]. A diferença é que na seleção natural é o ambiente que seleciona as características físicas.

É a velha piada darwiniana que todos conhecemos: quando você está passeando pelo zoológico com um amigo e um urso foge vocês começam a correr. Seu amigo diz: “nós não conseguimos correr mais rápido do que um urso” e você responde que não precisa ser mais rápido do que o urso, mas apenas mais rápido do que seu amigo. Se o seu amigo tem alguma característica indesejada para este ambiente, como obesidade, por exemplo, a tendência é que suas características desapareçam do acervo genético. Do contrário pode ser você que vire lanche de urso.

Estas fotos são do britânico Richard Bailey e retratam animais criados especialmente para exposições, feiras e exibições.

Fonte: Hypescience

O que Darwin observou nos pombos, tal qual ele observou nos tentilhões, são evidências que dão suporte à seleção natural, que é um fato. Mas a comprovação da seleção natural não implica em comprovação da macroevolução, só confirma que ocorre microevolução, ou “diversificação de baixo nível”, como define o biólogo James Gibson. Microevolução não é macroevolução. Assim como os tentilhões não se transformaram em outro tipo de ave, assim como os pombos domésticos de Darwin, por mais exóticos que tenham se tornado, continuam sendo pombos domésticos, ainda por cima da mesma espécie.

1- Mateus

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