Arquivo | abril 2011

Tucano, por que esse bico tão grande?

Tucano-toco (Ramphastos toco). Foto: Thiago Filadelpho

O bico do tucano, responsável por um terço de seu tamanho, é o maior dentre todas as espécies de aves. Durante muito tempo, os cientistas ficaram intrigados com o tamanho do bico do tucano, até que descobriram exatamente para que ele serve. Charles Darwin pensava que o bico do tucano era usado para atrair o sexo oposto, e estava errado. Idéias mais recentes sugerem que a ave usava o bico apenas para descascar frutas, depredar ninhos e dar alertas visuais, porém  não estão de todo certas. Agora, três pesquisadores acabam de identificar uma nova função para essa estrutura: auxiliar na regulação da temperatura corporal da ave.

A conclusão foi feita em um estudo realizado com a maior e mais emblemática das espécies de tucano: o tucano-toco (Ramphastos toco), e relatada em um artigo publicado na revista Science, assinado pelos biólogos Denis Andrade e Augusto Abe, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, e Glenn Tattersall, da Universidade de Brock, em Ontário (Canadá).

Se o ambiente esquenta, o bico dos tucanos se aquece em questão de minutos, dissipando o calor do corpo da ave e permitindo que ela permaneça resfriada. O oposto também foi observado, pois quando as temperaturas são mais brandas, pouco calor irradia através do bico, permitindo que a ave conserve o calor.

Segundo artigo publicado na Science, o bico do tucano tem uma rede de vasos sanguíneos que podem aumentar ou restringir o fluxo de sangue. Ao alterar esse fluxo na superfície do bico, os tucanos podem conservar ou liberar o calor corporal para se resfriarem.

O estudo mostrou que o tucano é extremamente mais eficiente que os radiadores inventados pelo ser humano: o bico pode eliminar 100% do calor corporal ou apenas 5%, caso o fluxo sanguíneo seja interrompido. E isso é vital, pois, como as aves não suam, necessitam utilizar o bico para regular a temperatura corporal.

Nota: Os radiadores são peças essenciais para o funcionamento do motor dos carros e foram projetadas especialmente para a função que possuem. Como podemos acreditar que “peças” extremamente mais eficientes que as inventadas pelo ser humano, como o bico do tucano, são obra do acaso? Toda essa “tecnologia” só pode ser fruto da inteligência do Designer.

Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do Senhor fez isso?” Jó 12:7-9

Fontes: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/zoologia/bico-para-que-te-quero
http://hypescience.com/19007-o-segredo-por-tras-do-bico-do-tucano/
http://michelsondigitais.blogspot.com/2009/08/o-radiador-do-tucano.html

Inspiração da Bíblia, para a classe de Pioneiro

O Clube de Desbravadores tem como objetivo o desenvolvimento das faculdades físicas, mentais e espirituais dos garotos e garotas. Isso é obtido, principalmente, através do correto cumprimento de cada uma das classes regulares, pois seu programa inclui atividades de todas essas áreas, específicas para cada faixa etária.

Infelizmente, muitas vezes os requisitos espirituais são feitos de qualquer maneira, prejudicando essa ponta do tripé, a mais importante! A seção Descoberta Espiritual tem como objetivo abrir a mente dos desbravadores e mostrar-lhes a maravilhosa verdade de Deus. O item 2 dessa seção da classe de Pioneiro pede o seguinte: “Participar de um estudo especial sobre a inspiração da Bíblia.”

Essa é uma oportunidade ímpar, ensinar a meninos e meninas como Deus inspirou profetas a escreverem a Bíblia. Essa pode ser a única chance desses garotos aprenderem sobre o Livro de Deus. Que responsabilidade!

Para ajudar você, instrutor, a ensinar esse requisito, confira os materiais abaixo. O primeiro deles é um episódio da série Princípios, da Voz da Profecia. O pr. Fernando Iglesias aborda muito bem o assunto, com uma linguagem completamente acessível aos desbravadores de 13 anos.


Download

Download

Esta mesma série possui uma revista, com todos os temas apresentados. Clique AQUI para baixar o capítulo da inspiração da Bíblia, para usá-lo como guia na condução da discussão. No Blog do Michelson encontrei também um texto muito interessante que pode nos dar uma base maior para a nossa discussão com os desbravadores, clique AQUI para conferir.

Após assistir o vídeo e discutir sobre o tema, uma ótima opção para se concluir esse requisito é solicitar ao desbravador que elabore o seu próprio estudo sobre a inspiração da Bíblia. Aqui você tem um papel fundamental de tutor deles, para direcionar-lhes o trabalho corretamente. Abaixo, segue um modelo:

Desbravadores de Campo Grande se mobilizam para combater a dengue

A passeata percorreu as principais ruas da Vila Margarida em Campo Grande

[Campo Grande-MS] Acompanhados por uma animada fanfarra, desbravadores de Campo Grande, realizaram no domingo, 27 de março, uma ação de combate à dengue. O grupo percorreu as principais ruas da Vila Margarida, distribuindo folhetos com informações sobre a prevenção da dengue.

Após a passeata os desbravadores, juntamente com seus líderes, se organizaram em grupos para a segunda etapa da ação. Munidos de luvas e sacos de lixos, eles visitaram cerca de 220 casas, em três bairros. Além de orientações, o grupo recolheu 80 sacos de materiais que poderiam se tornar focos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.

A ação que contou com a participação de 85 pessoas, entre desbravadores, líderes e voluntários, chamou a atenção da comunidade. Cerca de 48 pessoas se cadastraram para participar do clube.

A iniciativa partiu do Clube “Diamante de Sangue”, localizado na Vila Margarida e recebeu o apoio e participação dos clubes Novo Tempo, Terra Nova, Pantanal, Guardiões do Cerrado e da fanfarra do clube de Monte Castelo.

Izaque Agueiro, diretor do clube Diamante de Sangue, salientou que este tipo de projeto traz diversos benefícios. Possibilita que os desbravadores ajudem a comunidade, colocando em prática o que aprendem no clube, e,  leva ao conhecimento da sociedade o trabalho social desenvolvido pela Igreja Adventista do 7º Dia.

Por Rosemeire Félix
Com informações de Izaque Agueiro

Fonte: UCOB

Desbravadores recolheram 80 sacos de materiais que poderiam se tornar focos de proliferação do mosquito da dengue
Os desbravadores visitaram 220 casas na região da Vila Margarida em Campo Grande

Especialidade de Astronomia: aprendendo a pesquisar

“Os Céus declaram a glória de Deus…” Salmos 19:1. Esta afirmação bíblica descreve bem esta especialidade. Você vai aprender sobre planetas, estrelas e constelações, identificá-los no céu à noite e vê-los com seus próprios olhos. E há muito mais: marés, zênite e nadir, aurora boreal, entre outros.

Olhar para o céu em uma noite clara, que maravilha… Acima de tudo, divirta-se.

Esses são os requisitos necessários para começar a se tornar um especialista em Astronomia:

  1. Responda as seguintes perguntas:
    • O que causa um eclipse?
    • O que é uma estrela cadente?
    • Qual a velocidade da luz?
  2. Sobre o corpo celeste mais próximo da Terra, responda:
    • Dê se nome.
    • Qual sua distância da Terra?
    • Qual sua influência nas marés?
  3. Fazer um diagrama mostrando as posições relativas e movimentos da Terra, Sol e Lua. Mostre as posições e os movimentos nos eclipses lunares e solares.
  4. Faça um diagrama do sistema solar, nomeando os planetas na ordem correta a partir do Sol.
  5. Identifique no céu 5 estrelas fixas. Qual a diferença entre um planeta e uma estrela fixa?
  6. Sobre constelações:
    • Explique o que é uma constelação.
    • Nomeie e aponte 6 diferentes constelações.
    • Nomeie 2 constelações que são visíveis durante o ano todo.
  7. Desenhar um esquema das constelações Cruzeiro do Sul, Orion e Escorpião.
  8. O que é a Via Láctea? Observar a Via Láctea no céu noturno.
  9. O que é estrela da manhã ou estrela vespertina? Por que ela recebe esses nomes?
  10. Explique o que é zênite e nadir.
Logo abaixo estão as alguns sites na internet com informações confiáveis que podem ajudar no estudo desta especialidade.Apesar de confiáveis, alguns deles podem apresentar informações sob a visão evolucionista, expressões como “milhões de anos” e quaisquer expressões relacionadas à evolução. Desconsiderem essas informações.

Na página da Educação Adventista encontra-se um jogo interativo sobre astronomia. Para jogá-lo, clique aqui.

Veja aqui um planisfério, que pode ser bastante útil na localização e identificação das constelações.

Dica: Os observatórios astronômicos em geral são bem acessíveis à visitação, então é uma boa oportunidade para um aprendizado diferente. Marque a visita com antecedência e aproveite. Outra sugestão: visite um planetário em sua cidade. Normalmente essas palestras e apresentações usam a cronologia evolucionista, então é importante que o responsável por levar o grupo conheça bem sobre o assunto para fazer as correções necessárias após a visita e sanar quaisquer dúvidas. Caso você tenha dúvidas sobre essa cronologia, entre em contato com a Sociedade Criacionista Brasileira. Caso você tenha alguma indicação de fonte, nos deixe um comentário ou envie um e-mail.
1- Mateus

Mapa Topográfico – O que é? O que indica? Como utilizá-lo?

 

Existem mapas de diferentes tipos, que servem a diversos propósitos. Mapas topográficos são diferentes de mapas rodoviários, mapas políticos, mapas hidrográficos, etc. Um mapa topográfico é uma representação gráfica detalhada e precisa dos relevos naturais e artificiais.

Falando de um modo simples, os mapas topográficos te permitem ter uma visão tridimensional da paisagem sobre uma superfície bidimensional. Em acampamentos e trilhas são muito importantes para se determinar qual o caminho mais curto, qual o caminho menos cansativo, qual o caminho mais fácil, onde podemos encontrar fontes de água, entre outras coisas.

Estes mapas apresentam as seguintes características:

  • Área de representação
  • Escala
  • Curva de nível
  • Sistema UTM
  • Mapas adjacentes
  • Revisões
  • Longitude e Latitude
  • Declinação magnética
  • Legenda

Vamos falar um pouco sobre as principais características:

  • Área de Representação
Indica a área de abrangência do mapa e seus limites. Encontra-se na margem superior. Indica o nome do mapa. Nas extremidades das bordas, indica a latitude e a longitude extremas do mapa.
  • Articulação da Folha

Mostra o mapa atual e os que fazem fronteira a ele. Situa-se no canto inferior direito do mapa.

    • Revisões

 

Situadas no canto inferior direito do mapa, mostram a data do levantamento fotográfico e suas atualizações. Normalmente, os mapas topográficos não são atualizados com freqüência, e as rodovias, cidades, e outras construções no mapa podem ter mudado, ou até mesmo, nem existirem mais, dependendo de quando este mapa foi produzido.

    • Escala

 

A escala do mapa representa a relação entre cada unidade do mapa e o tamanho real. A escala mais comum encontrada nas cartas topográficas do Brasil é a de 1:50.000, que significa que cada 1 cm do mapa eqüivale a 50.000 cm (500 m) da realidade. As escalas são classificadas em:

    • Pequena – igual ou inferior a 1:500.000

 

  • Média – maior que 1:500.000 e menor que 1:50.000
  • Grande – igual ou superior a 1:50.000

 

 

    • Curvas de Nível

 

As curvas de nível conectam pontos de mesma elevação. Representam a topografia da região. As curvas de nível são eqüidistantes e representam altitudes específicas, de acordo com a representação de cada mapa. Curvas de nível mais próximas representam acidentes geográficos mais bruscos, como um penhasco. Curvas de nível mais distantes representam variações graduais e leves de altitude, como uma encosta pouco acentuada de uma colina.

 

Note que podem ocorrer enganos ao comparar o mapa topográfico ao real. Um acidente geográfico pode não ser representado pelo mapa topográfico, desde que sua altura seja menor que a eqüidistância das curvas de nível, ou seja, desde que esteja compreendido entre duas curvas de nível.

  • Legenda
Os mapas sempre apresentam uma legenda, que é a interpretação que deve ser dada ao símbolos que são encontrados neles. Esses símbolos são uma convenção, ou seja, possuem o mesmo padrão em todos os mapas topográficos no país. Portanto não é necessário decorar os símbolos, apesar de se tornar uma coisa natural com a prática.

 

  • Curvímetro

Existem dois tipos de curvímetro: um graduado em milímetros e outro graduado nas escalas mais comuns. Este último apresenta a mesma característica do escalímetro na leitura de distâncias no mapa, com a vantagem de se poder medir linha quebrada e em curva.

Para medir distâncias com o curvímetro, basta girar a roda dentada até o ponteiro coincidir com a origem da graduação e depois deslocar o curvímetro sobre o mapa, lendo no mostrador a distância percorrida.

Um ótimo substituto para o curvímetro é um arame flexível. Pinte-o conforme a escala do mapa, linhas vermelhas circundando o arame para as marcas de 500m e linhas azuis, para as marcas de 1000m. Coloque-o sobre o mapa, modelando-o sobre a trilha. Depois é só ler as distâncias. Também pode-se utilizar um barbante ou cordinha e uma régua.

Estes métodos não são muito precisos e sempre estimam distâncias menores do que as reais, pois não levam em conta as subidas e descidas do percurso (medem só o deslocamento horizontal).

  • Escalímetro

O escalímetro é uma régua graduada em diferentes escalas, facilitando a leitura de distâncias no mapa. Apresenta as distâncias diretamente na escala real, evitando assim a necessidade de cálculos. O escalímetro de seção triangular é o mais utilizado e facilmente encontrado. Caso a régua não possua a escala em que se está trabalhando, utiliza-se uma escala proporcional. Por exemplo, usa-se a escala de 1:25 e multiplica os valores por 10 para encontrar a escala de 1:250.

  • Cuidados com o Mapa Topográfico

É muito importante a preservação do mapa, pois não é muito agradável buscar auxílio nele e ver que a rota de volta para casa está transformada em uma mancha marrom-esverdeada. A maneira mais simples de proteger seu mapa é coloca-lo dentro de uma embalagem a prova d’água, como estes sacos para freezer. Pode-se ainda cobrir o mapa com contact transparente ou cobri-lo com spray ou tinta a prova d’água.

Uma alternativa para preservar seu mapa é digitalizá-lo e imprimir a área onde irá percorrer e depois planstificálo. Mas tenha cuidado para que a impressão tenha a mesma escala da original (mesmo tamanho), e que as bordas contenham as referências do sistema de coordenadas.

  • Dobrando o Mapa Topográfico

Não existe uma forma padrão para dobrar o mapa. O importante é que permita praticidade no uso. Ao lado está uma sugestão prática e eficiente.

  • Orientação “Mapa-Terreno”

O mapa nos traz informações úteis para a prática da orientação e navegação. Pode nos mostrar onde estamos e o caminho a seguir. É também eficiente para nos mostrar a distância a percorrer (ou percorrida) e é uma das ferramentas mais úteis no planejamento de expedições.Entretanto, não basta dominar o uso do mapa, bússola ou GPS. Deverá saber
colocar em prática as informações fornecidas por eles para saber escolher a melhor
rota a seguir. Isso você só adquirirá com muita prática.

    • Encontrando sua localização no mapa

Um mapa topográfico não terá muito utilidade a não ser que saibamos onde exatamente estamos localizados. Para se localizar no mapa, utilize um dos métodos a seguir:

  • Encontre marcas do terreno facilmente identificáveis no mapa (ex. rio, lago, encosta);
  • Localize-se sobre uma linha-base (um rio ou uma linha entre dois cumes);
  • Caminhe sobre esta linha-base até que possa identificar outra linha-base que interseccione a primeira. Assim, poderá localizar-se com grande precisão no mapa.

Normalmente as marcas de terreno não são tão grandes (ou evidentes) e acessíveis. Nesse caso:

  • Encontre três marcas confiáveis, preferencialmente uma à frente, uma à direita e outra à esquerda, para definir sua posição;
  • Gire o mapa até coincidir com a primeira marca de terreno visualizada.
  • Desenhe uma linha em direção a esta marca.
  • Repita a operação para as outras duas.
  • A intersecção entre as três linhas mostra sua posição com uma precisão razoável, dependendo de suas habilidades.
  • Estimando distâncias

Use seu mapa topográfico para estimar a distância de viagem, e os acidentes geográficos no caminho, para assegurar que se poderá terminar a viagem em um período seguro de tempo.

Crie um arquivo da trilha. Ele o ajudará no planejamento de sua jornada e servirá como guia para outros que, porventura, se aventurarem pelo mesmo percurso. Neste arquivo, desenhe um gráfico para marcar a distância e a altitude a serem percorridas. Utilize o curvímetro para desenhar a trilha no mapa e transcreva as informações obtidas para o gráfico. Assim, terá uma boa forma de acompanhar seu desempenho no trajeto e anotar informações úteis para próximas expedições.

Ler um mapa topográfico, isto é, conseguir visualisar o relevo representado pelas curvas de nível, exige treinamento, e pode ser facilitado desenhando-se perfis topográficos no mapa que se está lendo. Com treinamento estes perfis passam a ser feitos mentalmente e a compreensão do relevo se torna fácil. Abaixo temos uma demonstração desta prática de transformar curvas de nível em perfis topográficos.

 

Podemos encontrar cartas topográficas para várias cidades brasileiras em jpg e em pdf.

Uma característica muito importante dos mapas topográficos e que estamos deixando de lado, propositalmente, é a declinação magnética. Os mapas topográficos devem ser utilizados em conjunto com as bússolas. As bússolas são orientadas com o norte magnético, enquanto os mapas são orientados com o norte geográfico. A diferença entre eles é chamada declinação magnética. Esta declinação varia de acordo com a localização no globo e também varia anualmente. Por ser um pouco mais complexo, este assunto está sendo tratado neste post complementar.

Fonte: Cezar, L. D. Orientação por Mapa e Bússola. 2ª Edição. Associação Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.4shared.com/document/o83WrNcS/Apostila_de_Orientao_2ed.html>. Acesso em: 08 Abr. 2011.

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