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5 maneiras de conseguir recursos para o seu Clube

Acredito que sempre há dinheiro disponível para bons projetos/ideias. E não pensem que sempre frequentei Clubes “ricos”. Pelo contrário, a maior parte de todo o meu tempo estive em Clubes cujos membros tinham grande dificuldade financeira, bem como a igreja local. Mas nunca deixamos de participar de qualquer evento ou atividade por causa de dinheiro! Pode parecer um pouco utópico, mas até hoje mantenho firme minha fé nisso aí, rs.

Nesse sentido, vamos apresentar hoje 5 maneiras práticas que qualquer Clube de Desbravadores pode empenhar para arrecadar fundos para as suas atividades.

1. Apadrinhamento | Talvez a forma mais fácil na maioria dos casos. Apesar de ser um método bastante simples, exige alguns “detalhes” importantes por parte do Clube. Para conseguir um padrinho, é necessário que ele saiba exatamente qual o custo deste desbravador no ano. Assim, o Clube precisa ter um bom planejamento financeiro. Sugerimos, neste caso, que se faça um levantamento de todas as atividades do ano, mensalidades, saídas, uniforme e etc. Ao agir assim, o Clube não apenas evidencia sua transparência financeira, como demonstra ao patrocinador excelente planejamento administrativo e financeiro, garantindo-lhe que seu dinheiro será bem investido. Abaixo um exemplo:

A vantagem deste método é que você pode oferecer ao padrinho formas facilitadas para pagar, dividindo em 3, 4, 6 ou 10 vezes, conforme ficar melhor para ele e para o Clube. Assim, em momentos de eventos e saídas, não ficará pesado para ele.

Caso o valor fique elevado para uma única pessoa ajudar, você pode perguntar com quanto ele pode contribuir. Assim, você tenta conseguir mais alguém para financiar o mesmo desbravador.

A busca pelo padrinho pode começar na própria igreja local, em seguida pais e familiares, amigos, empresários, políticos, etc. Em geral conseguimos no próprio círculo de amizades/familiares/igreja.

2. Patrocínio | Neste método, busca-se patrocínio financeiro de terceiros, como empresas, pequenos comércios, recursos públicos*, ONGs, etc. A diferença principal é que o patrocínio é para o Clube em si, e não para um membro específico, uma vez que estamos falando em valores mais altos! Mais uma vez, o requisito do planejamento administrativo e financeiro é obrigatório, afinal, nenhum empresário, ONG ou setor público investirá seu dinheiro em algo que não acreditem!

Insistimos neste momento na elaboração de um planejamento anual, com uma estimativa real dos gastos do Clube para aquele ano, incluindo todas as despesas. O tesoureiro e o diretor do Clube deverão gastar um bom tempo neste sentido, para fazer algo palpável, real e que demonstre confiança a “investidores” externos.

Há neste sentido uma ressalva importante: em geral, patrocinadores exigem/pedem alguma contrapartida. Nestes casos, deve-se atentar a não ferir os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia e a filosofia do Clube de Desbravadores. Em caso de dúvidas a esse respeito, consulte o departamento de desbravadores do seu Campo.

3. Vendas | Outra opção que pode ser interessante em muitos casos é obter recursos através de vendas: bazar, almoço/jantar beneficente, produtos artesanais, sociais, etc. Neste sentido, é obrigatória a leitura da Filosofia do Clube de Desbravadores sobre Vendas, p. 91-92 do Manual Administrativo, também disponível AQUI.

Além de ficar atento a respeito da filosofia de vendas ,é preciso verificar se esta será uma opção viável para arrecadar fundos. Isto porque, se não planejada, a ação pode gerar mais despesas do que receitas e trazer mais uma dívida para o Clube! Assim, tente ao máximo conseguir arrecadar tudo o que precisa para a ação: se for almoço/jantar, tente arrecadar os alimentos; se for bazar, arrecade todos os itens que serão vendidos, etc.

Ainda, é possível obter uma grande vantagem deste método: a realização de uma feira dos desbravadores! Uma feira bem organizada, planejada e divulgada envolverá todos os desbravadores na execução de especialidades de Artes e habilidades manuais, evidenciará os benefícios do Clube para a comunidade e, com isto, consequentemente trará mais patrocinadores para outras ações, saídas, etc.

4. Parcerias | Este método assemelha-se ao patrocínio, porém, neste caso o auxílio virá mediante oferta de materiais e/ou mão-de-obra. Por exemplo: parceria com empresa fornecedora de tecidos; alguém que se disponibiliza a confeccionar os uniformes gratuitamente ao Clube. Em alguns casos, o Clube pode obter grande apoio do Poder Público. Por exemplo, algumas Prefeituras possuem fanfarra e não têm ninguém para tocá-la! Neste caso, o Clube não ganharia a fanfarra, mas teria a oportunidade de usá-la e, ainda, representar o Município em desfiles, etc., o que aumentaria ainda mais a visibilidade do movimento. Outras formas de parceria incluem gratuidade de transporte, fornecimento de água para eventos, etc. Vasculhem as grandes empresas da sua cidade/estado, pois muitas possuem recursos (financeiros e materiais) já separados para ações voluntárias!

5. Apoio financeiro da Igreja | Por último, e não menos importante, gostaríamos de salientar a participação da igreja local no orçamento do Clube. É sabido de todos que a igreja deve destinar uma parte de suas ofertas para cada departamento. A divisão varia de acordo com cada igreja.

O foco aqui não é incentivá-los a sair por aí brigando com o tesoureiro falando que o Clube tem direito a uma porcentagem da oferta! Mas sim, através de uma conversa amigável e de um processo gradual de relacionamento, mostrar à Igreja que o Clube tem cumprido com sua função de ganhar/manter almas. Um Clube que caminha de mãos dadas com os propósitos da Igreja, só tem a ganhar!

Com uma relação já madura, é possível pleitear maiores valores para o Clube. Um exemplo é o Clube Bandeirantes, que participei de 2008 a 2015 e tive a oportunidade de dirigi-lo em 2014-2015. A igreja local destina a segunda maior porcentagem da oferta ao Clube, a primeira é dos jovens! Já pensou que maravilha?! Isto porque a igreja vê o Clube com excelentes olhos. Claro que essa visão não foi do dia para a noite, foi um processo que já dura 30 anos!

Desta forma, crie uma relação positiva com a sua Igreja e envolva o Clube nos projetos, de forma a contribuir com a sua missão. É uma via de benefício a todos os envolvidos.

Tentamos listar acima algumas maneiras práticas e amplamente disponíveis a todos os Clubes para arrecadar fundos. Já tivemos a oportunidade de adotar todas elas e todas foram eficazes! Uma dica é não se apegar a apenas um método. Use o método que for mais vantajoso para aquela situação específica. A variedade deles é que tornará ainda mais fácil conseguir os recursos.

Mais uma vez ressalto a importância de o Clube ter um excelente projeto financeiro e administrativo. O Clube tem que ser relevante para a comunidade para que a comunidade queira apoiá-lo! Um Clube que não faz diferença no seu bairro/cidade, não vai conseguir ir muito longe em nenhum aspecto…

Você conhece outras formas de arrecadar fundos? Então comente aqui embaixo! E não se esqueça de compartilhar este post nas redes sociais. Para ajudá-los no planejamento financeiro, clique AQUI e veja nossa planilha de tesouraria.

*A utilização de recursos públicos geralmente envolve uma série de requisitos. Verifique na sua Prefeitura o que é necessário para obtê-los. Talvez será necessário que a sua igreja intermedeie esse processo para vocês.

Elaboração de projetos ambientais para clubes de Desbravadores

Se pesquisarmos no Google as expressões “clube de desbravadores” e “projetos ambientais”, encontraremos diversas ações que Clubes de Desbravadores em todo o Brasil desenvolvem: plantio de mudas, limpeza de parques, trilhas e cursos d’água, produção de sacolas ecológicas, confecção de lixeiras para parques, campanhas de conscientização ambiental, são vários projetos diferentes!

E elaborar um projeto ambiental relevante para sua comunidade não é uma coisa complicada. Para te ajudar nesta tarefa, abordaremos de uma maneira básica alguns passos para fazer um projeto interessante com o seu Clube.

  1. A primeira etapa para a elaboração de um projeto ambiental para o seu Clube é o levantamento de problemas ambientais a serem resolvidos. Existem algumas ações que podem ser feitas para identificar os problemas, tais como:
    1. Realizar uma palestra com os desbravadores sobre problemas ambientais e dar um prazo para que eles tragam uma lista de problemas que eles observaram em seu dia-a-dia;
    2. Fazer uma atividade com os desbravadores em um local que tenha algum problema ambiental, mostrar o problema e fazer um levantamento rápido de ações que poderiam ser feitas;
    3. Entrar em contato com o setor responsável pela parte ambiental do seu Município, bairro, etc. Esse contato visa mostrar o interesse do Clube em trabalhar em prol do meio ambiente, conhecer projetos em que o Clube poderia trabalhar e descobrir problemas que a Administração Pública enxerga como prioritários. Além disso, serve para estabelecer uma conexão para buscar apoio para a fase de execução do projeto;
  2. A segunda etapa é a definição de soluções para os problemas. As soluções podem ser de curto, médio ou longo prazo. Considero que o ideal para se trabalhar com os desbravadores são as soluções de curto e/ou médio prazo (no máximo 3 anos) por dois motivos principais: 1. quanto mais longo for o projeto, mas difícil será sua elaboração e execução; 2. Quanto mais longo for o projeto, maior a chance de os desbravadores não verem o resultado de suas ações. A definição das soluções pode ser feita de diversas formas, como:
    1. Conversa com especialistas (pesquisadores, profissionais da área, ONG’s);
    2. Pesquisa em livros e artigos;
    3. Brainstorming com os desbravadores que vão participar. É essencial que a pessoa que vá conduzir o brainstorming já tenha feito um bom levantamento de soluções;
  3. A terceira etapa é a elaboração de um cronograma detalhado. O cronograma do projeto deve conter:
    1. Todas as fases de execução;
    2. Duração de cada fase;
    3. Início e fim do projeto:
      1. O início e/ou o fim do projeto pode ser obrigatório, dependendo do projeto escolhido. Por exemplo, projetos de plantio de mudas e de limpeza de corpos d’água são diretamente influenciados pelo período de estiagem e período chuvoso. Fique atento
    4. Pessoa ou equipe responsável pela execução de cada fase;
    5. Materiais necessários à execução de cada fase;
  4. A quarta etapa é o levantamento de custos. Após fazer o levantamento do material necessário para todas as fases do projeto, é a hora de fazer os orçamentos. O ideal é fazer orçamento em pelo menos três locais, para reduzir ao máximo os custos.
  5. A quinta etapa a busca por apoio. Esse apoio pode ser tanto financeiro quanto logístico. E pode ser buscado em empresas ou órgãos públicos. Essa etapa pode ser realizada em conjunto com a quarta etapa, aproveitando o levantamento de custos para conseguir doações e/ou apoio logístico. É comum encontrar empresas que gostariam de ter seu nome vinculado a algum projeto ambiental.

Clube de Desbravadores Bandeirantes, de Patos de Minas, em mutirão de limpeza no Parque Municipal do Mocambo.

Caso você queira se aprofundar, aqui estão dois manuais de elaboração de projetos socioambientais:

Guia de Elaboração de Pequenos Projetos Socioambientais para Organizações de Base Comunitária, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

E fique de olho no nosso Cantinho que em breve postaremos modelos de projetos para você desenvolver no seu Clube.

Dia mundial do desbravador 2016 – ideias para o JA

dest-desbravadores

Olá meus amigos,

Conforme prometido no post anterior, vamos ao nosso programa do sábado à tarde. O programa irá falar de grandes campeões das competições esportivas. Abaixo segue a doxologia.

  1. Louvor
  • Coragem pra vencer
  • Vencedor cada dia
  1. Oração inicial 
  1. O programa – histórias de vencedores (desbravadores – escolha os que falam e se expressam bem, prepare para que essas explanações sejam bem dinâmicas e descontraídas, sem leitura, por favor!!).

Introdução

Você conhece a história da Maratona?

Assim como toda lenda, a história da maratona é recheada de curiosidades e fatos extravagantes que, com o tempo, ganharam ainda mais misticismo quanto à sua origem.

Uma das versões mais aceitas em relação ao surgimento da corrida de 42km e 195 metros remete ao ano de 490 a.C., quando soldados atenienses marcharam até a Planície de Marathónas para combaterem os persas, na batalha que fazia parte das Guerras Médicas.

Como estavam em um número muito menor, os gregos precisavam de reforços para conseguirem a vitória. Desta forma, o comandante Milcíades resolveu escalar um de seus melhores corredores para cobrir a distância de 40 km, que separava a cidade que estavam de Atenas, e pedir ajuda.

Pheidippides foi o escolhido para a tarefa de percorrer o percurso acidentado até a atual capital grega. Lá chegando, conseguiu reunir cerca de 10 mil soldados, com os quais voltou para o local da batalha.

Após a vitória sobre o poderoso exército persa, Milcíades decidiu mandar novamente seu experiente corredor até Atenas, para passar a boa notícia. Mesmo exausto, Pheidippides correu novamente os cerca de 40 km que separavam as cidades, e chegando lá, conseguiu apenas dizer uma única palavra antes de cair morto: vencemos.
E de onde vieram então os tais dos 42.195?

No ano de 1896, em homenagem ao herói grego, os organizadores dos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna decidiram criar a prova, que, a princípio, possuía cerca de 40 km. A distância atual só foi fixada no ano de 1908, nas Olimpíadas de Londres, para que a família real britânica pudesse acompanhar o início da prova do jardim do Palácio de Windsor.

Fonte

As histórias de diversas competições e competidores chamam bastante a atenção por suas peculiaridades, por suas histórias de superação, garra e testar o corpo ao limite. Essas realizações atraem milhares fãs e patrocinadores a esses recordistas.

Por que será que esses atletas atraem multidões?

Simplesmente porque suas histórias encantam pelas diversas dificuldades e situações que eles passam para conseguiram o seu tão sonhado prêmio. Isso muitas vezes serve de motivação e impulsiona muitos a imitá-los também.

Ao longo do nosso programa de hoje, conheceremos diversas histórias de pessoas que superaram muitas dificuldades e se tornaram verdadeiros campeões, dignos de subiram no pódio (aponta para o pódio).

O desbravador aponta para o pódio e deixa a frente da igreja.

_______________

Nota do autor do programa: ao longo da programação existirão seis esquetes (que são pequenas apresentações teatrais). É muito importante que escolham pessoas que falem com muita naturalidade, sem parecer um texto decorado, atente-se à faixa etária das pessoas escolhidas. As pessoas têm de se levantar e seguir caminhando pela igreja e falando sem dar atenção à plateia, colocando emoção nas partes que precisam de emoção e dando pequenas pausas para deixar aquele ar de dramatização. É literalmente um monólogo, por isso pratique a entonação da voz, movimentos das mãos e o andar. Antes de fazer essa cena, ensaie (preferencialmente no local da apresentação). Não deixe para improvisar e escolher alguém no último momento, tenho certeza que se você seguir essas dicas, seu programa ficará bem mais interessante.

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Dia mundial do desbravador 2016 – ideias para ornamentação

 

dest-desbravadores

Em virtude das festividades que ocorreram no Brasil com a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, esse tema está bem atual e por isso foi inserido na proposta do sermão do  dia mundial do desbravador pela DSA.

Nossa proposta de decoração é justamente pegar essa ideia dos jogos, principalmente da premiação, e contextualizar em nosso programa.

Ao longo destes anos sempre escrevo posts relacionados a essa área de decoração do dia mundial, vocês já devem ter percebido que sempre gosto de fazer algo na frente da igreja, corredores e no hall de entrada. Esse ano não vamos fugir à regra, rsrsrsrs.

Vou apresentar abaixo a proposta de decoração para dentro e para a entrada da igreja, espero que gostem.

Vamos lá:

Dentro da igreja

Na frente da igreja, centralizado, prepare um pódio com as marcações de 1º,2º e 3º colocado. No centro do pódio colocar o logo dos desbravadores, semelhante à imagem abaixo.

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Na parede atrás do pódio, centralizado, fazer três grandes medalhas (ouro, prata e bronze), e abaixo os dizeres A Grande Conquista.

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Uma visão mais ou menos de como deverá ficar seu cenário (só que com os dizeres “A Grande Conquista” escrito abaixo das medalhas).

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Do lado esquerdo [de quem vê] preparar um local para serem colocadas as bandeiras (Brasil, estado, cidade, desbravadores e Clube). E do lado direito deixar 06 cadeiras separadas em uma plataforma elevada (como se fossem para pessoas que serão homenageadas) e você pode posicionar o púlpito meio de lado, próximo a esse cenário também.

Veja abaixo a ideia do posicionamento das cadeiras:

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No púlpito coloque o globinho dos desbravadores deixando o emblema em destaque.

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Veja um esboço de como será a ideia desta parte da frente do cenário.

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No corredor central colocar um tapete vermelho que conduza até o pódio, colocar bandeiras nos bancos que forma o corredor central da congregação.

Fazer essas bandeiras coloridas nas cores das classes regulares. Em cada bandeira escreva uma palavras de vitória, exemplo: conquista, prêmio, vencedor, campeão, recordista, vitória, espetáculo, etc. A Ideia é ser um grande tapete vermelho (como se fosse para entrada de convidados VIPs) que conduza até o pódio, que simboliza o lugar da premiação.

Veja essas imagens abaixo que ajudam um pouco a exemplificar qual seria a ideia do tapete com as bandeiras (no lugar onde estão essas bandeiras dos Estados Unidos, colocar as bandeiras coloridas das classes, conforme explicação acima).

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Hall de Entrada

Essa ideia deve ser adaptada de acordo com o tamanho do hall de entrada da sua igreja, se o hall não for muito grande veja um outro local que possa ser montado.

A ideia é que assim que os convidados forem chegando para o programa do sábado, eles se deparem com uma raia de corrida. Escreva no chão, no começo das raias, a palavra início.

O convidado deverá seguir essa raia para chegar à porta de entrada da igreja, conforme ele vai andando tem do lado da raia vários materiais esportivos expostos, tais como traves de futebol, mesa de tênis, raquetes, bolas, pesos de atletismo, remos, caiaque, enfim, o que você tiver de material utilizado em modalidades esportivas.

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Escreva em letras bem grandes em cada um desses objetos expostos: desafios, esforço, dedicação, treinamento, superação, trabalho, resistência, etc.

Ele deverá fazer o percurso da raia e conforme vai andando ele se depara com esses objetos e as palavras escritas. Quando ele terminar de percorrer o trajeto, ele estará dentro da nave da igreja, de frente ao tapete vermelho e lá na frente toda a exposição do local da premiação.

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Abaixo tentei fazer um esboço de como ficará toda a igreja vista de cima. Confesso que não sou muito bom nessa parte de fazer projeto, estou precisando fazer um curso, se alguém quiser me proporcionar uma doação, kkkkkkkkkkk. Mas acho que com esse esboço dá para terem uma ideia geral.

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Espero que vocês tenham gostado das nossas ideias de decoração para esse ano. Em breve postaremos a ideia do programa para o sábado à tarde. Tenham todos uma ótima preparação para o  dia mundial do desbravador.

Maranata!

1- Paulo

Socorro, o ano está acabando!

procupada

Estamos a pouco mais de 60 dias do final do ano. Muitos nesse período começam a se desesperar sobre o que fazer com todos os seus sonhos, projetos e planos que não deram certo. Muitos se vêm sem saída e acham que será mais um ano marcado pelo insucesso…

Esse também é um período que muitos tentar correr atrás do tempo perdido e tentam de alguma forma reverter a situação como um todo. Trabalho em uma escola e acabo vendo o desespero de alguns alunos nessa época do ano correndo atrás das notas que largaram pra trás. Só que pra muitos o tempo restante já não é suficiente para recuperar todo o tempo desperdiçado.

No Clube esse dilema não é diferente, muitos conselheiros, instrutores, diretores e até mesmo desbravadores começam a ficar angustiados, sem saber o que fazer, pois faltam apenas 2 meses para o encerramento das atividades do Clube, e tem muita coisa pra fazer.

A pergunta que fica então é será que dá para fazer alguma coisa pelo meu Clube ainda?

A resposta é depende. Depende? Como assim depende? Depende de como está o estado do seu Clube, então precisamos fazer uma análise simples:

  1. Fiz um bom planejamento no início do ano, executei boa parte do que era proposto, mas ainda ficaram algumas coisas para trás, alguns desbravadores ainda estão devendo relatório? Pois bem, para você ainda tem solução!
  2. Não fiz um planejamento no início do ano, conduzi meu Clube como uma colônia de férias e agora quero fazer tudo que devia ter feito e não fiz em dois meses? Sinto muito, para o seu caso não tem solução. Por que digo isso? Porque em dois meses não é possível fazer tudo que é necessário com qualidade. Logo, você terá de arranjar “jeitinhos” pare concluir as coisas, só que essa não é a maneira de se trabalhar com o Clube de Desbravadores. Isso para mim é, na realidade, jogar contra toda a nossa filosofia. Então para você que se encaixa nessa situação, o melhor é admitir que errou e começar um planejamento novo e mostrar para os desbravadores como conquistar as coisas de maneira correta.

Mas para você que fez um planejamento, mas ainda faltam algumas pontas para serem amarradas, temos 4 dicas que podem te ajudar a sair do sufoco.

Dica 1: Reúna seus conselheiros e instrutores para diagnosticar qual é a real situação do Clube | Nessa etapa você deverá avaliar se existem atividades a serem desenvolvidas pelo Clube ainda, quais são os desbravadores que ainda apresentam dificuldade para completar algum requisito do cartão, quais instruções ainda precisam ser dadas. Feito um levantamento específico da condição do seu Clube, é hora de partir para a segunda dica.

Dica 2: Monte um quadro com as atividades levantadas | Recomendo você fazer três quadros diferentes nessa etapa, um para as atividades do Clube, outro para as instruções por classe e outro com os desbravadores e suas dificuldades, por classe.

Quadro 1: Pegue todas as atividades do Clube que ainda precisam ser feitas e coloque em uma coluna, na frente classifique essas atividades como indispensável, importante e dispensável. Observe o exemplo:

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Quadro 2: Cada instrutor deve preparar um quadro similar ao primeiro e colocar quais instruções ainda precisa ser ministradas e classificar da seguinte forma: urgente, necessário e alternativo. Urgente: seria uma instrução que precisa ser dada imediatamente. Importante: seria algo que precisa ser feito, mas ainda pode esperar um pouco, logo não é urgente. Alternativo: seria uma atividade que você tem condições de buscar uma alternativa para solucioná-la fora do seu ambiente de instrução.

Quadro 3: Cada instrutor também precisa relacionar cada um dos desbravadores de sua classe e verificar como está a situação de cada um. Aqui no Cantinho já disponibilizando um cartão para acompanhando de cada desbravador, que você pode usar para fazer essa etapa.

Feita essa etapa, vamos para a dica 3.

Dica 3: Relacionar quais são as datas que você tem disponível até o final das atividades do Clube desse ano | Nesta fase você vai pegar as datas que você ainda tem disponível e colocar na sua tabela, seguindo a seguinte ordem: 1) colocar as datas de realização das atividades no quadro 1, seguindo os critérios de indispensável, importante e dispensável; 2) em seguida, cada instrutor deve preencher a data no seu quadro de instrução, vendo quais das atividades do Clube são úteis para aproveitar para concluir os requisitos das classes; 3) feito isso, o instrutor deverá montar um cronograma de apoio a cada desbravador, envolvendo o conselheiro nesse cronograma. Marque horários alternativos para atender os juvenis.

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Veja que no nosso quadro ilustrativo a última atividade ficou fora, porque não tinha dias suficientes para ela ser realizada. Mas era uma atividade dispensável, o que não comprometeu as principais atividades do Clube.

Colocada as datas, vamos à última dica.

Dica 4: Mãos à massa | Pegue agora esse seu planejamento e corra, não perca tempo e sempre que possível vá marcando em um check list aquilo que está sendo feito. Foco é fundamental nessa etapa, para não incluir atividades que possam prejudicar seu planejando emergencial.

Espero que essas dicas possam te ajudar! Sucesso no seu planejamento final.

1- Paulo

5 ideias para chegar com ânimo ao final do ano

tenha-bom-animo

Um dos objetivos dos eventos de desbravadores (camporis, feiras, olimpíadas, etc.) é manter o ânimo do Clube durante o ano, além de ajudá-lo a manter o foco no programa. Já estamos na parte final de outubro e a maior parte de todos os camporis e eventos locais/regionais na DSA já passou. E um fenômeno comum que já observamos é que neste intervalo entre o campori e a cerimônia de encerramento muitos Clubes praticamente morrem.

Assim, é importantíssimo atenção especial nesse período para que o Clube chegue com força total até a festa de encerramento, no final de novembro ou início de dezembro. E para ajudá-los a reverter essa triste realidade, nossa Equipe separou 5 dicas que, se seguidas com planejamento e dedicação, poderão dar o restinho de fôlego que tanto precisam. Confiram!

1. Reunião com a direção

Pode parecer bobagem ou que não vai adiantar em nada, mas manter uma regularidade de reuniões com a direção do Clube faz uma diferença enorme! Isso porque ninguém recebe para trabalhar com desbravadores, logo, todos têm emprego ou estudam, enfim. Atividades que consomem a nossa energia. Com isso, uma hora ou outra a gente acaba naturalmente desanimando.

Na reunião com a direção, o diretor tem a oportunidade de conduzir um momento de desabafo, de incentivo, de apoio. É o momento perfeito para que um anime o outro. Nessas horas, quem estiver mais forte vai ser um apoio para quem estiver com mais dificuldade.

Mas é claro que para a reunião com a direção seja efetiva, é necessário planejamento e que o diretor saiba conduzi-la adequadamente. Para isso, sugerimos a leitura do post Reunião de direção: como conduzir?

2. Pernoite

O princípio é exatamente o mesmo que ocorre com os eventos de Campo/União. Ao realizarmos um evento interno, conseguiremos mobilizar as unidades, afinal, qual desbravador não gosta de um acampamento?! Considerando que o acampamento de instrução provavelmente já ocorreu, faça um evento mais recreativo, até mesmo para ficar mais fácil de o Clube se organizar.

3. Atividades com as unidades

As atividades da unidade, extra-clube, já deveriam ser uma rotina nos Clubes. Porém, sabemos que infelizmente essa não é a realidade. O sistema de unidades é o núcleo de funcionamento do Clube de Desbravadores, portanto, tudo o que puder ser trabalhado nesse formato terá excelentes resultados.

Em todos os treinamentos que tivemos a oportunidade de participar, sempre batemos na tecla de que a unidade não se restringe apenas às reuniões regulares! O conselheiro deve manter um vínculo com as suas crianças durante a semana.

Uma das melhores maneiras de integrá-las é realizar um evento próprio da unidade, uma noite do pijama, por exemplo. Pode parecer meio feminino, mas a ideia é excelente para os garotos também, é só mudar o nome, rs. Nesse post destacado, você encontra algumas sugestões de como desenvolver a sua atividade. Além da noite do pijama, outras sugestões são uma social ou mesmo assistir a um BOM filme (que seja 100% adequado com os princípios bíblicos). E se a criatividade estiver pouca, uma pizzada ou qualquer outro evento “comestível”, rs, sempre agradará, hehe.

4. Gincana/competições

Posso afirmar tranquilamente que mais de 90% de todas as crianças se amarram em gincanas e competições! Então, vamos fazer bom uso delas! Podem ser de diversos tipos como, por exemplo, competição de ordem unida/evoluções, gincana com brincadeiras e lanchinhos (parecido com as que as escolas fazem), campeonatos esportivos, etc.

Uma outra sugestão também é desenvolver uma atividade que incentive as crianças a arrecadar alimentos para o Mutirão de Natal. A tarefa de arrecadação pode ser facilmente incluída em praticamente qualquer uma das atividades acima. Assim, além de oferecer uma atividade recreativa saudável para os seus garotos e garotas, vocês ainda vão estar colaborando grandemente com a ASA da Igreja local.

Não se esqueçam que competições, campeonatos e etc. precisam de prêmios! Portanto, pensem em bons prêmios, que não sejam caros para vocês, mas que sejam suficientes para fazer com que todos queiram ganhar!

5. Festival de especialidades

Uma excelente opção também é realizar um festival de especialidades! Já vimos ótimos resultados com esse método, mas é necessária muita cautela ao se preparar a atividade. Isso porque, muitos tendem a oferecer as especialidades pela metade, o desbravador assimila apenas metade do que foi ensinado e, no final, ele recebe a insígnia tendo aprendido, na verdade, apenas 25% do conteúdo. Certamente o objetivo do programa das especialidades não será atingido e traremos mais males que benefícios para as crianças.

Mas é plenamente possível realizar um ótimo festival, com especialidades diversas e muito bem preparadas. O primeiro passo é o tempo! Um período de 50 a 60 minutos por dia e 3 reuniões seguidas. Esse tempo é suficiente para concluir com qualidade muitas especialidades do manual! Uma dica é que se escolha especialidades práticas, que colocarão o desbravador para por a mão na massa. Assim, a área de Artes e habilidades manuais é a mais repleta de sugestões.

O segundo passo é escolher bem as especialidades, pensando exatamente na qualidade da instrução e no tempo disponível. Em seguida, escolha bons instrutores e prepare o ambiente e os materiais necessários para que todos os desbravadores possam cumprir. Nesse item, é importante lembrar que os grupos devem ser pequenos, pois como serão especialidades práticas, o instrutor vai ter que acompanhar de perto o desenvolvimento do desbravador, para ajudá-lo sempre que necessário. Clique AQUI e confira um post com algumas dicas sobre esse assunto.

 

Estas são apenas algumas sugestões, que entendemos serem práticas e fáceis de fazer. Mas um bom planejamento é essencial para o sucesso e para alcançar o objetivo pleiteado. Portanto, veja o que se adapta melhor ao seu Clube e nos conte aqui quais foram os resultados =D. Caso você tenha alguma outra sugestão e quer compartilhar conosco, basta nos mandar um email ou deixar um comentário nesse post ou nas redes sociais.

1-Alberto

Dia mundial do desbravador 2015 – ideias para o JA

dia-mundial

Tema: A escolha impossível

O programa da tarde deste sábado será dividido em cinco atos, mesclando as encenações com o programa dirigido.

Segue abaixo a proposta:

Cenário: O mesmo usado no sábado pela manhã.

Louvor (escolher três músicas)

Oração inicial

Ato 01

Entra André no escritório (o mesmo desbravador que trouxe os pães e peixes na peça da manhã). Ele senta no sofá e começa a falar sozinho:

André (desbravador): Como eu gostaria que minha família se tornasse cristã, às vezes é tão difícil ser o único cristão em casa. Vejo minha família passando por dificuldades que são intransponíveis, mas tenho que acreditar que Deus pode fazer milagres.

André fica folheando um livro, e olha no relógio.

André: Nossa, já está quase na hora, eu preciso ir para a reunião do Clube! Hoje será uma atividade ao ar livre, preciso terminar de arrumar minhas coisas.

André sai de cena apressado.

Líder (apenas narração): Bem desbravadores, hoje durante nossa atividade, nós iremos atravessar um rio, na reunião passada nos já construímos nossa embarcação e agora iremos fazer essa prova prática, para vermos se a construção de vocês ficou bem feita. Então a primeira unidade já pode seguir.

Entra uma unidade pelos fundos da Igreja com o barco (o mesmo usado no sábado pela manhã).

Desbravadores (unidade no barco): 1, 2, 3, Rema, Rema, Rema, Rema. (falando sincronizado).

Desbravador (capitão da unidade): Vamos lá, unidade! Estamos quase lá!

Desbravadores (unidade no barco): Rema, Rema, Rema (falando sincronizado).

Os Desbravadores param o barco, lá na frente e descem para o cenário da vegetação.

Líder (apenas narração): Muito bem, a primeira unidade já foi, pode ir a próxima.

________________ Fim do Ato 01 ________________

 Mensagem musical especial (um desbravador)

 Ato 02

Entra um senhor de terno e gravata e senta-se à mesa do escritório. Passa alguns momentos e chega outro homem também de terno.

Roberto (chefe que veio para uma reunião): Oi Claudio, tudo bem? Estava passando hoje pela empresa e gostaria de trocar umas palavrinhas com você.

Claudio (na mesa de atendente): Oi Sr. Roberto, que prazer encontrar o senhor! Vamos, entre, fique à vontade. O senhor aceita um café ou uma água?

Roberto: Não, não, obrigado, estou bem. Só precisava ver um assunto contigo, também não posso demorar muito, porque minha esposa está esperando para irmos almoçar.

Roberto senta-se (a sugestão é colocar a mesa em uma posição de forma que nenhum dos dois fique de costas para o público).

Roberto: Claudio, você é um dos nossos diretores mais experientes, trabalha conosco há alguns anos. E você sabe que temos passado por algumas crises, a economia do país está bem desequilibrada e temos buscado algumas alternativas para que a empresa continue faturando, e nós também.

Claudio: A crise realmente tem diminuindo muito o nosso número de vendas, até mandei para o senhor o último relatório que aponta bem esses índices. Eu estou realmente preocupado.

Roberto: Então, Claudio, justamente analisando esses números que fiquei pensando o que poderíamos fazer, foi aí que surgiu uma oportunidade na qual vou precisar do seu total comprometimento. E já adianto desde já que você poderá ter uma boa recompensa com essa transação.

Claudio: Como assim, Roberto, eu não entendi bem, que transação seria essa? Que ganhos são antes?

Roberto: Vou ser bem direto com você, o governo do Estado tem um contrato para fechar conosco, onde temos a possibilidade de termos alguns ganhos especiais, tanto a empresa quanto você. Estive com o governador pessoalmente ontem e se concretizarmos essa transação, você pode receber algo em torno de 1 a 2 milhões que podemos depositar em uma conta que você indicar. Só que para termos êxito nesse processo, preciso que você nos ajude em todas as etapas da licitação.

Cláudio: Mas, Roberto, isso é muito arriscado, não gosto de fazer essas coisas.

Roberto: Deixe de ser medroso homem, eu sei que você é muito bom com relatórios e números, vamos dizer que você cometeu um pequeno erro no relatório, errar é humano e ninguém precisa ficar sabendo.

Claudio: Ai, Roberto, não sei não…

Roberto: Cláudio, se você não participar mostra que você não está comprometido com essa ou qualquer outra empresa. Faz assim, pense e me dê a resposta amanhã. Eu te ligo.

Claudio: Tudo bem! Vou pensar e amanhã nos falamos então.

Os dois se despedem e Roberto deixa a sala. Claudio continua sozinho na sala…

Claudio: Nossa! O que fazer agora? É uma oportunidade única e são dois milhões de reais, com esse valor daria para finalmente reformar a casa e fazer aquela viagem com a família para a Europa que tanto queríamos. Mas eu não gosto dessa situação toda. Mas se eu não concordar vou perder a confiança do Sr. Roberto, e ele vai acabar colocando outro no meu lugar que faça. O que fazer?

Claudio: O que é isso (olhando para um envelope na mesa)?

Ele abre o envelope.

Claudio: É um livro. Viva com Esperança. Título interessante.

Olha para o relógio.

Claudio: Preciso ir almoçar.

Sai levando o livro.

________________ Fim do Ato 02 ________________

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Dia mundial do desbravador 2015 – ideias para o culto

dia-mundial

Todos os anos, tenho o desafio de escrever alguma coisa sobre o dia mundial dos desbravadores. Essa não é uma tarefa fácil, às vezes pela questão do tempo, outras pela questão da inspiração.

Um dos idealizadores deste blog é um grande amigo, alguém que acredita e vive esse ministério de uma forma genuína e sincera. Quando comecei a ler sobre a proposta para o tema deste ano, não pude deixar de pensar nesse meu amigo, “o menino que acreditou no impossível”, muitas vezes eu já me vi desanimado com esse ministério, por uma infinidade de fatores, esse meu amigo: NÃO! Quando eu encontrava obstáculos que pareciam intransponíveis, ele sempre me dizia, esse ministério nasceu no coração de Deus, Deus irá cuidar de seu povo. Quando paro para pensar na história desse menino, essa experiência de acreditar às vezes no impossível é muito clara em minha vida quando olho para meu amigo. Não importa o que eu tenha nas mãos, se eu entregar para Cristo Ele poderá fazer coisas inacreditáveis.

O tema desse ano tocou muito fundo no meu coração, justamente por isso gostaria que a Igreja também tivesse essa real experiência. Justamente nesse ponto que fiquei martelando na minha cabeça, o que propor para os leitores do Cantinho em 2015? O que quer que seja, precisa ser algo que faça a gente acreditar no impossível quando Deus está no comando.

Vou dividir a sugestão desse ano em dois posts, o primeiro sobre a decoração e parte do programa da manhã e o segundo sobre o programa da tarde.

Vamos às sugestões:

Decoração

No centro da Igreja, na parte da frente, fazer um monte (montanha), uma sugestão é revestir uma caixa d’água virada com tecido marrom e pedras artificiais de forma que em cima possa ser colocado o púlpito. Na base da montanha montar uma espécie de vegetação gramada com árvores artificiais, se você tiver um tapete de grama sintética será ótimo.

No corredor central, faça uma espécie de mar, com TNT AZUL, ou outro tecido de forma que ele termine no início da sua colina.

Monte um barco grande como na proposta do programa, que caiba 12 desbravadores dentro, faça o mastro com o triângulo dos desbravares.

Do lado direito da colina montar uma fogueira, continuando a vegetação rústica. Uma espécie de área para reunião de um acampamento. Do lado esquerdo montar um escritório com mesa e sofá (foto exemplo).

 

Escritório

Programa

Faça uma bela recepção na igreja, com desbravadores uniformizados. Prepare bem o louvor desse dia, mensagem musical, organize a entrada dos seus desbravadores (caso opte por fazer), enfim, prepare todas as partes do programa conforme o manual.

No início do programa do culto, antes do inicio do sermão: 12 desbravadores (os de 15 anos) devem entrar pelo centro da Igreja vestidos de desbravares como se estivessem remando e param o barco lá na frente na base da colina. Eles descem e sentam ao redor de uma fogueira que terá do lado direito do palco da Igreja. Um líder do Clube começa a falar:

Líder: Desbravadores, já faz 65 anos que esse programa do Clube de Desbravadores existe, e foi justamente em um acampamento como este, onde jovens estavam reunidos em volta de uma fogueira, que eles ouviram falar de John Fremont.

Desbravador 1: John o quê?

Líder: John Fremont foi um engenheiro, explorador, botânico e político dos Estados Unidos. Fez parte do Corpo de Engenheiros Topógrafos dos Estados Unidos. Pertencia a um grupo de indivíduos chamados desbravadores, dispostos a resistir a coisas incríveis em busca de aventuras e riquezas. Foi num acampamento como este que um grupo de jovens ouviu falar pela primeira vez sobre esse homem, e sobre essa palavra Desbravadores. A mente daqueles jovens viajou ouvindo as histórias das explorações de Johan Fremont e de como ele vivia aventuras incríveis.

Desbravador 1: Nossa que interessante, continue…

Líder: Pouco depois daquele acampamento com a história de John Fremont, a Associação Sudeste da Califórnia realizou seu primeiro acampamento para jovens e juvenis e deu-lhe o nome de Acampamento de Desbravadores Jovens Missionários Voluntários. A partir daí, o nome Desbravador foi tomando força, e passaram-se vários anos até que, em 1950, o Clube de Desbravadores foi oficializado na Igreja Adventista. Hoje, 65 anos depois, podemos dizer que os desbravadores estão presentes em todo o mundo, desde o extremo norte, em Nordkapp, na Noruega, até Ushuaya, no extremo sul da Argentina.

Desbravador 1: Nossa! Tem Clube em tantos lugares assim? Somos um grupo muito grande então!

Líder: Sim, somos um grande grupo, mas ainda temos muitos desafios: ainda há lugares nos quais se constitui um verdadeiro desafio formar um Clube de Desbravadores. Em fevereiro, foi realizado o 1º Campori de Desbravadores dos países do Golfo da Arábia. Sete países se fizeram representar: Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Oman, Kuwait, Qatar, Iémen e Arábia Saudita. Enquanto isso, no ano passado (2014), nós aqui na Divisão Sul-Americana reunimos 35.000 desbravadores no 4º Campori. Esse 1º Campori do Golfo da Arábia, com sete países, contou com a presença de 150 desbravadores e aventureiros. Para que você não duvide, vou mostrar esse cartaz como o número escrito: cento e cinquenta DESBRAVADORES e AVENTUREIROS no Campori.

Desbravador 3: Caramba! Só 150 desbravadores, junto com os aventureiros. Este número aqui para nós é o número de desbravadores de um distrito ou até de algum Clube.

Líder: Para vocês verem como é desafiante. O grande desafio naquela região é encontrar líderes nativos que possam assumir a liderança. Mas a Bíblia lembra: “Não desprezeis esse começo humilde porque os olhos do Senhor se alegram vendo o trabalho começar” (Zc 4:10 – Bíblia Viva). Sabemos que é uma semente que está sendo plantada e com o tempo vai crescer dando muitos frutos e abrindo portas para que muitos jovens e muitas pessoas possam conhecer mais sobre os desbravadores e também sobre a graça de Deus.

Desbravador 4: Mas sabe de uma coisa? Ouvindo essa história comecei a refletir no seguinte: o início do movimento dos desbravadores foi bem pequeno e hoje já ouvi dizer que passamos de um grupo de mais de 1.530.000 desbravadores em todo o mundo.

Desbravador 2: Exatamente, temos certeza de que, naqueles países do oriente, os desbravadores se multiplicarão e terão uma participação efetiva na conquista de pessoas para o reino de Deus.

Líder: Isso mesmo, esse ministério não é nosso, ele nasceu no coração de Deus.

Continuam conversando em volta da fogueira, a cena muda

No escritório, a mãe entra para fazer a leitura de um livro no sofá.

Filho pequeno (mais ou menos 9 anos) entra correndo.

Filho (Marcelo) [chateado, com voz de choro]: por que eu não pude ir com o Felipe acampar? Eu também queria ter ido.

Mãe: Calma filho, vem aqui com a mamãe, senta aqui comigo.

Marcelo: Eu sempre fico de fora, por que eu não posso ir? [resmungando: eu sempre fico de fora].

Mãe: Marcelinho, você ainda não tem idade para participar dos desbravadores, o seu dia vai chegar ainda, mas não fique triste, mesmo pequeno como você é, Deus pode usá-lo.

Marcelo: Deus pode me usar, mesmo sendo tão pequeno?

Mãe: Claro que sim meu filho, inclusive, isso me faz lembrar de uma história. A história de um menino bem pequeno, que na época em que ele vivia não era muito valorizado. As crianças naquela época não eram importantes. Mas ele ouviu falar de Jesus, e decidiu ir até onde Ele estava, no meio dos adultos, porque ele queria ouvir Jesus falar. Esse menino acreditou naquilo que era impossível, uma criança participou de um verdadeiro milagre. Deixe-me contar a história: certo dia Jesus subiu até um monte e começou a ensinar…

Muda a cena e o pregador da manhã (de uniforme de gala branco) chega até o púlpito que está no alto da montanha.

Líder: Bem, vamos todos nos sentando que já vamos começar.

Vários adultos chegam e senta ao redor da montanha, para ouvirem o sermão, entre eles um desbravador, o menor do seu Clube.

Os 12 desbravadores que representam os discípulos também se assentam juntos (esses precisam ser os maiores do Clube, de preferência os de 15 anos).

O líder começa o sermão.

Num dado momento, quando chegar na parte da história sobre a multidão, a seguinte cena acontece:

Desbravadores (discípulo 1): “Senhor, temos que dar um break!”, já estamos aqui há muito tempo, já estamos com fome, e esse povo todo também (aponta para a multidão e Igreja), vamos mandá-los para casa para poderem fazer um lanche.

Líder: Não posso mandá-los para casa agora, ainda tenho muito que falar, nem comecei o meu sermão direito. Já sei, tive uma ideia! “Vocês devem dar-lhes de comer”.

Desbravador (discípulo 2) [Assustado]: Como é que é? Nós temos de dar o que comer a eles?

Líder: Isso mesmo.

Desbravador (discípulo 2): O Senhor já viu quantas pessoas são? Não podemos sair para comprar nada, e ainda estamos acampando, e não temos ingredientes para fazer comida para tanta gente.

Desbravador (discípulo 4): Ninguém tem dinheiro aí? Será se fizermos uma vaquinha, não dá para comprar alguma coisa?

Desbravador (discípulo 5): Já conferi aqui com todos, não temos nada. Ninguém imaginou que isso pudesse acontecer.

Líder: Filipe, você que mora aqui na região, sabe de algum lugar onde poderíamos comprar pão pra essa gente? Será que não tem uma padaria que poderia tirar, de uma só fornada ou duas fornadas, 5.000 (coloque o número de membro da sua igreja) pães?”

Desbravador (Filipe): Além disso, a mesada de todos nós juntos não seriam suficientes. Vamos supor que compremos cada lanche por R$ 8,00 (o que não é caro). Essa multidão toda de 5.000 (coloque o número de membros da sua igreja) daria 40 mil reais. “Senhor, simplesmente: im…possível. Nada feito Senhor. Vai dá não. Melhor mandar cada um ir de volta pra casa.

Desbravador (discípulo 4, André): Eis aqui um menino. [traga o menor desbravador do grupo, com uma cesta], ele tem 5 pães e 2 peixes.

Desbravador (discípulo 6): [risada] Você ficou louco André? Como assim 5 pães e 2 peixes? Você acha que isso será o suficiente para alimentar 5 mil pessoas? Cada um que me aparece, deve ter levado muito sol na cabeça. [risada deboxada].

Desbravador (discípulo 7): Ô, André! Não acredito. Essa não! O que é que você quer com esse garoto com um cesto, cinco pães e dois peixes? Você não entendeu, André? São 5 mil pessoas. Deixe o garoto em paz!.

Líder: Traga o menino aqui. [Pega o cesta na mão, levanta pro alto e faz uma oração]. Tragam os cestos, vamos alimentar essa multidão.

Cada discípulo traz um cesto, líder vai repartindo o pão e colocando um pedaço em cada cesto. O cesto já deve está cheio de pães.

Líder: Entreguem à multidão.

Prepara um minipão como lembrança para cada membro da Igreja. Entregar junto com um cartão, dizendo algo mais ou menos assim: “faça você também alguém acreditar no impossível, traga 1 pão hoje à tarde, para que o Clube de Desbravadores possa distribuir a famílias carentes”. O legal é dias antes do programa você fazer a especialidade de Panificação com os desbravadores, e eles mesmos prepararem os pães.

Desbravadores discípulos saem com os cestos pela Igreja entregando os pães.

Cena volta para o sofá (enquanto os desbravadores discípulos entregam os pães para a Igreja)

Marcelo: Nossa mãe, que história! Um garoto tão pequeno ajudou Jesus alimentar uma multidão.

Mãe: Está vendo só, meu filho, é só nós acreditarmos e entregarmos tudo nas mãos de Deus, Ele pode fazer coisas impossíveis.

Marcelo: Eu quero entregar tudo que tenho para Jesus, mãe.

Mãe: Muito bem meu filho. Tive uma ideia. O que você acha de eu prepara alguns pães e nós irmos lá ao acampamento do Filipe, para ajudarmos eles a entregarem no sábado à tarde para as famílias carentes?

Marcelo: Sério mãe, eu vou poder ir no acampamento ajudar?

Mãe: Sim, você me ajuda a fazer os pães?

Mãe e filho saem de cena

Todos se sentam

O líder continua seu sermão

Líder: Essa pequena representação é para nos dar uma ideia do que estava acontecendo naquele dia.

Continue o sermão até o final.

_________________________________ FIM _________________________________

Essa é nossa proposta para o programa da manhã deste dia mundial dos desbravadores. Usamos o programa oficial, fazendo algumas adaptações. Espero que gostem! Orem por mim, pois preciso encontrar tempo para terminar o outro post.

Obrigado a todos e que Deus esteja sempre com vocês.

1- Paulo

Autorização de saída

mulher-assinando-papel

Geralmente, pelo menos nos Clubes que já participei e acompanhei, um assunto que dá trabalho para o secretário é a autorização de saída. A cada acampamento, caminhada, pernoite, passeio, lá vai o coitado atrás dos desbravadores para entregarem o bendito documento… que muitas vezes chegam às nossas mãos sujos, amassados ou como se tivessem sido embalados em garrafas, rsrs.

Uma das coisas que mais gostei no Clube Bandeirantes, assim que eu comecei a participar dele, é o formato como é trabalhada essa questão. Aqui, fazemos uma única autorização de saída, com validade para todo o ano. A ideia é que o pai autorize o Clube a levar seu filho para todos os eventos que estão no calendário anual.

Um detalhe é que pedimos nessa autorização uma assinatura com firma reconhecida em cartório [não que seja necessária, do ponto de vista jurídico], mas faz os pais darem ao documento a importância que lhe é devida! – Este não é nenhum processo complexo. O pai pode ir ao cartório [geralmente não demora a ser atendido], assina o documento, paga um valor que nunca ultrapassa R$ 5,00, e pronto!

É importante lembrar que o pai deve estar ciente e ter posse do calendário anual, bem como o planejamento do Clube deve estar devidamente aprovado pela Comissão da Igreja local.

Para ajudá-los, clique AQUI para baixar o modelo que usamos. Agora é só personalizar e adaptar para seu Clube, aproveite que estamos no início das atividades!

1- Alberto

Dia mundial do desbravador 2014 – ideias para o JA

dia mundial do desbravador 2014 um personagem escondido

O LIVRO MISTERIOSO

Por Paulo Oliveira

Cena 01: Sala de Aula

NARRADOR: Era uma manhã fria de inverno, a temperatura deveria estar em torno de 5º, Cristina chega à sala um pouco antes dos alunos, ela quer revisar algumas provas antes dos seus alunos chegarem para a aula. Ela dá mais uma volta em seu cachecol, e se agasalha mais um pouco, pois realmente esta é uma manhã bastante fria.

Alunos começam a entrar para a aula, todos agasalhados por causa do frio, tocas, gorros e casacos.

CRISTINA (Professora): Bom dia Classe, esta manhã está realmente muito fria, é um excelente dia para estudarmos matemática.

Classe dá uma risada e alguém fala…

ALUNO: Professora, para a senhora é sempre um bom dia para estudar matemática, faça chuva ou faça sol. Nós é que não podemos dizer o mesmo.

Classe mais uma vez cai na risada

CRISTINA: Realmente eu amo a matemática, mas vocês também irão aprender a amá-la. Mas bem, vamos começar resolvendo alguns exercícios da aula passada, abram seus livros na pagina 78 para verem os exemplos, vocês devem me entregar esta atividade no final desta aula. Na próxima aula faremos a correção no quadro.

Enquanto a professora falava, ela é interrompida pela diretora Julieta, que chega à sala trazendo um novo aluno.

JULIETA:Com licença professora, bom dia classe, quero apresentar a vocês o Eduardo, ele é um novo aluno que está chegando por transferência, quero que vocês o recebam muito bem.

CRISTINA: Bem-vindo Eduardo, de onde você está vindo?

EDUARDO: Venho de Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul, meu pai veio de transferência de trabalho para cá.

CRISTINA: Muito bem, mais uma vez seja bem-vindo Eduardo, e pode se assentar naquela carteira vaga, estamos fazendo alguns exercícios e já passo na sua carteira para explicar.

JULIETA: Professora, muito obrigado. Classe, tenha um bom dia e bons estudos.

Eduardo se assenta na carteira próximo a Joaquim e pega o livro de matemática. A professora vai até sua carteira, entrega o exercício e conversa com ele e então o deixa fazer os exercícios. Toda a classe começa a fazer as atividades e Cristina caminha entre as carteiras.

NARRADOR: Havia um ar de ministério em Eduardo que todos repararam logo que ele chegou. Ele era um garoto que estava bem vestido, vestia um casaco com um cachecol e um gorro e usava óculos que o deixava com um jeito meio intelectual, mas não era isso que deixava aquele ar de mistério, alguma coisa mais deixou todos curiosos. A professora, que continua a observar seus alunos caminhando entre as fileiras, percebe que Joaquim que está sentado na ultima carteira, parece estar com bastante frio, ela observa que ele usa um casaco surrado e fino, inclusive com alguns remendos.

CRISTINA: Está tudo bem? Você parece que está com frio?

JOAQUIM: Não se preocupe, professora, está tudo bem. Eu já estou acostumado.

CRISTINA: E os exercícios, como vão?

JOAQUIM: Estou com algumas dificuldades, não consigo me dar bem com esta tal de matemática.

CRISTINA: Tenha paciência, Joaquim, e persista sempre, não desista. Quando formos corrigir os exercícios você aproveita para tirar as duvidas que ficarem.

JOAQUIM: Tudo bem, professora.

Narrador: Cristina deixa aquela cena bem preocupada, o que ela poderia fazer por seu aluno? O que Cristina não sabia é que um outro personagem também observara aquela cena.

CRISTINA: Bem turma, vocês estão liberados para o intervalo e na próxima aula continuamos com esta atividade.

Todos deixam a sala, inclusive a professora e Joaquim fica na sala. Depois que todos saem ele pega alguns jornais e enrola em seu corpo por baixo do casaco para tentar aplacar o frio.

NARRADOR: O frio que Joaquim sentia era muito grande, atrelado a uma dor no estomago, porque esta manhã não tinha comido nada, ele ainda tinha dificuldades grandes em matemática e com todo o frio e fome que sentia, não tinha conseguido fazer nenhuma questão durante a aula.

Joaquim então deixa a sala.

Fim do 1º Ato.

 

Cena 02: Intervalo/Biblioteca

PATRÍCIA: Aninha, você notou que diferente este novo aluno?

ANINHA: Eu notei que ele é muito bonito, inclusive se veste muito bem!

PATRÍCIA: Mas não falo disso, agora há pouco passei por ele, e sabe o que ele comia de lanche?

ANINHA: Não, o quê? Já sei! Era um cachorro quente com bastante molho ou um pedação de pizza bem quentinha para aplacar o frio. Eu amo pizza.

PATRÍCIA: Não Ana, e pare de pensar em comida. Ele comia uma Maça e uma Laranja.

ANINHA: Uma maça e uma laranja? Que raio de lanche é esse?

PATRÍCIA: Eu não te falei que ele é estranho. Notei que ele acabou de ir à biblioteca, vamos lá dar uma olhada?

As duas meninas saem de cena e Eduardo chega e senta no sofá da biblioteca e começa a ler um livro. As duas meninas voltam e conversam

ANA: Patrícia, olhe ele ali sentado.

PATRICIA: É mesmo, está lendo alguma coisa, consegue ver o que é?

ANA: Não sei o que ele está lendo, vamos chegar mais perto para olhar melhor.

As duas meninas chegam mais perto e se sentam no sofá ao lado de Eduardo.

EDUARDO: Olá, vocês são da minha sala, não é mesmo?

PATRICIA: Somos sim, você veio do Mato Grosso, não é?

EDUARDO: Isso mesmo, meu pai veio transferido para esta cidade.

ANA: Que legal, mas desculpe a curiosidade, o que você está lendo? É que eu nunca vi este livro por aqui.

EDUARDO: É um livro que eu trouxe de casa, chama-se O Desejado de Todas as Nações.

PATRÍCIA: O Desejado de Todas as Nações? Que titulo interessante.

ANA: Já sei, é um livro de romance, onde o galã é desejado por todas as mulheres.

EDUARDO: Nada disso, na realidade o livro conta uma história onde o personagem principal é rejeitado muitas vezes pela maioria.

PATRÍCIA: Rejeitado pela maioria? Mas o livro não se chama o desejado de todas as nações?

ANA: Já entendi tudo, é um livro de suspense, onde retrata os opostos de uma sociedade, onde a rejeição é eminente e o personagem tem de lutar para quebrar paradigmas e conquistar seu lugar de respeito.

EDUARDO: Éehh… não deixa de ter muitos momentos onde o personagem principal quebra uma infinidade de paradigmas, mas não é bem este o foco do livro.

PATRÍCIA: Nossa, você está me deixando curiosa.

Neste momento toca a sirene de retorno à sala de aula.

EDUARDO: Agora não temos mais tempo, mas vamos combinar de amanhã eu contar para você um pouco sobre o que fala este livro.

ANA: Tudo bem, só espero que minha curiosidade aguente até amanhã.

NARRADOR: Aqueles breves momentos de conversa haviam deixado as duas garotas muito curiosas sobre que história continha naquele livro, de fato o titulo era muito interessante: “O Desejado de Todas as Nações”. Realmente este era um titulo no mínimo intrigante.

Fim do 2º Ato.

 

Cena 03: Sala de aula

NARRADOR: E começa mais um dia na escola, os alunos chegam para mais um dia de aula. Patrícia e Ana não veem a hora de irem para o intervalo e voltarem a conversar com Eduardo.

Os alunos vão entrando para a sala pra mais uma aula, mas Joaquim ao entrar percebe que tem um pacote sobre a sua mesa, endereçado à ele.

JOAQUIM: Nossa, que pacote será esse? “Para Joaquim, de um amigo”. Que estranho!

O garoto abre o pacote, e então percebe que é uma blusa de frio, faz uma cara de felicidade veste rapidamente o casaco e fica pensando em quem fez esta tão boa ação. Todos se sentam em seus lugares e a professora chega.

CRISTINA: Bom dia turma, abram seus livros na pagina 78 que faremos as correções dos exercícios da aula passada. Sentem-se em dupla com um colega para poderem um ajudar o outro.

Todos formam duplas, então Eduardo se aproxima de Joaquim.

EDUARDO: Olá, Joaquim, é seu nome não é mesmo?

JOAQUIM: Isso mesmo.

EDUARDO: Posso me sentar com você para fazer esta atividade?

JOAQUIM: Pode sim.

NARRADOR: Joaquim fica preocupado, porque geralmente ninguém queria fazer dupla com ele, porque ele tinha muita dificuldade em matemática, ele estava apavorado por ter Eduardo junto com ele, medo de Eduardo perceber que ele não havia feito nenhum exercício ainda.

CRISTINA: Bem turma, podemos ver no exercício número 1 que para resolver esta questão vocês vão precisar fazer uso da tabela que está na página anterior.

A professora então começa a escrever alguns números no quadro.

EDUARDO: Nossa Joaquim, você percebeu que nesta questão o segredo da interpretação está justamente em pegar o valor de “X” elevado à terceira potência e fazer o jogo de sinais aqui neste ponto?

JOAQUIM: É mesmo, olha só como estava simples essa questão.

NARRADOR: Então Eduardo e Joaquim fazem todos os exercícios juntos e Joaquim entende a matéria que durante dias havia lutado contra e achava que nunca iria entender. Joaquim estava muito feliz com a ajuda de Eduardo.

EDUARDO: Foi muito bom fazer dupla com você, você me ajudou muito. Não sei se teria conseguido sem você.

NARRADOR: Agora que Joaquim ficou confuso, como assim ele havia ajudado, ele não tinha feito nada.

EDUARDO: Temos de ficar sempre juntos nestas aulas.

JOAQUIM: Tudo bem, mas eu que te agradeço pela ajuda.

EDUARDO: Que é isso Joaquim? Você me ajudou muito mais. Agora no intervalo eu irei mostrar um livro que estou lendo para a Patrícia e Ana, você não quer ir junto conosco para a biblioteca?

JOAQUIM: Que livro é esse?

EDUARDO: Chama-se O Desejado de Todas as Nações.

JOAQUIM: Nossa, que título interessante! Vamos sim, até eu fiquei curioso para saber o que o livro diz.

Toca-se o sino e todos saem. Os quatro (Ana, Patrícia, Joaquim e Eduardo) dirigem-se para a Biblioteca.

 

Cena 04: Biblioteca

Os quatros jovens entram na biblioteca e sentam-se no sofá.

EDUARDO: Bem, vamos falar do livro! Este livro conta a história de um personagem que assim que ele nasceu, o rei da cidade ficou muito bravo com a notícia de que uma criança que havia nascido por aqueles dias seria o novo rei. Só que o rei não sabia ao certo quem era a criança, então o rei fez um decreto mandando matar todas as crianças até dois anos de idade, justamente para assegurar que este futuro rei não tivesse chance de sobreviver.

ANA: Nossa, que crueldade, como é terrível este rei. Coitadinha das crianças.

EDUARDO: Realmente Ana, este rei era muito cruel, então os pais do menino fugiram para o Egito para protegerem a criança e ali ficaram até que este cruel rei morreu. Assim que eles receberam a notícia da morte do rei, eles voltaram para sua cidade para poderem criar seu filho.

PATRÍCIA: Então, Eduardo, o que aconteceu? O garoto voltou e tornou-se se rei?

EDUARDO: Nada disso, ele foi trabalhar com seu pai como carpinteiro e sua mãe o ensinava em casa. Então o menino crescia e se fortalecia em Espírito, cheio de sabedoria e graça.

NARRADOR: Eduardo, dia após dia, foi apresentando um pouco mais das maravilhas deste livro, e as verdades sobre este personagem. Passadas algumas semanas de estudos…

ANA: Eduardo, nossa que história linda essa, estou cada dia mais maravilhada com este personagem, me dá até vontade de conhecer ele de verdade.

PATRÍCIA: Eu digo a mesma coisa, eu queria fazer parte destas multidões que o seguiam. Nestas últimas semanas só penso nesse livro.

JOAQUIM: Mas Eduardo, até hoje você não nos disse qual o nome deste personagem, já se passaram semanas e você nada. Hoje você vai nos contar?

PATRÍCIA: Eu também estou muito curiosa, diga logo.

ANA: Não adianta mais enrolar. Vamos fale!

EDUARDO: Bem, este personagem, após todos grandes feitos que já contei, como curar doentes, multiplicar alimentos, ressuscitar mortos, muitas pessoas o seguiam. Mas dentre esta multidão existia um grupo de 12 seguidores que eram os seus amigos mais próximos. Quando a grande multidão se dissipava, estes 12 sempre estavam com eles. Presenciavam todos os seus grandes feitos e ainda podiam aprender tudo mais de perto diretamente com o mestre. Mas apesar de amado por muitos, existiam muitos que o odiavam e queriam que ele morresse o quanto antes. Então fizeram um plano juntamente com um de seus amigos mais íntimos, um dos 12 seguidores, para o levarem a julgamento e à morte.

ANA: Um plano feito com a ajuda de um de seus melhores amigos? Nossa, que traição!

EDUARDO: Isso mesmo, um traidor. E sabe como ele entregou nosso personagem ao grupo de revoltados?

PATRÍCIA: Como?

EDUARDO: Com um beijo no rosto. Conhecido como o beijo da traição. Os líderes da cidade não sabiam muito bem quem ele era, então, através deste beijo, identificaram o nosso protagonista e o levaram a julgamento. Multidões vieram presenciar o julgamento. Ele foi chicoteado, humilhado e chamado de impostor e o acusavam de não ser um rei. Mas mesmo sofrendo tudo isso Ele continuou manso e tranquilo, como uma ovelha levada ao matadouro.

JOAQUIM: Nossa, quanta coragem!

EDUARDO: Não só coragem Joaquim, muito amor. Aquele homem amava muito todas aquelas pessoas e estava disposto a morrer por elas. E Ele então foi condenado e o crucificaram.

PATRÍCIA: Como assim crucificaram?

EDUARDO: Ele foi colocado em uma cruz com pregos nas mãos e nos pés.

ANA: Acho que eu já ouvi uma história sobre um homem crucificado, não é…

JOAQUIM: Sim, Jesus! Jesus foi crucificado.

EDUARDO: Muito bem, o nosso personagem é Jesus.

PATRÍCIA: Nossa Eduardo! Mas eu nunca tinha ouvido todos estes detalhes da vida de Jesus!

ANA: Eu também, só descobrir porque você falou de morte na cruz.

EDUARDO: E sabem o que mais? Ele morreu por cada um de nós, Ele morreu pelos meus erros, pelos seus erros e pelos erros de toda a humanidade. Mas o mais importante nesta história é que Jesus ressuscitou e está hoje no céu, disposto a nos ajudar todos os dias.

JOAQUIM: Nossa Eduardo, como você sabe todas estas coisas?

EDUARDO: Eu aprendi desde pequeno, meu pai é pastor, por isso mudamos para essa cidade, ele veio ser pastor de uma Igreja aqui.

PATRÍCIA: Pastor! Nunca conheci um pastor ou um filho de pastor antes. Que diferente.

EDUARDO: Somos pessoas normais. Nada de diferente (rsrs).

JOAQUIM: Você é diferente sim, eu até já sei agora quem me deu esse casaco, foi você, não foi?

EDUARDO: Eu percebi que você estava com muito frio naquele primeiro dia. Só quis ajudar.

JOAQUIM: E ajudou muito, agora eu posso agradecer pessoalmente. Muito obrigado!

EDUARDO: Isso não foi nada.

ANA: Eduardo, eu gostei muito dessa história, quero ouvir mais sobre Jesus!

PATRÍCIA: Eu também!

JOAQUIM: Eu com certeza!

EDUARDO: Combinado, podemos nos encontrar sempre na hora do intervalo para conversarmos.

PATRÍCIA, JOAQUIM E ANA: Feito. Combinado.

Toca o sinal para voltarem para aula. Eles levantam e vão embora

NARRADOR: através do exemplo e de sua história, Eduardo conseguiu mostrar o personagem que muitas vezes deixamos escondido, mas é o mais desejado entre todas as nações: Jesus Cristo. O qual é o responsável pela nossa oportunidade de salvação. Aqueles três novos amigos de Eduardo estavam descobrindo justamente isso, que Jesus é nosso Salvador.

FIM

1- Paulo

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