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Isaac e Charles

Ciência e religião são dois temas atuais em grande contraste (infelizmente). Muitos defendem a ideia que elas são opostas, impossíveis de serem harmonizadas. Outros ainda dizem que religião é para os “burros”, ou “tolos”, pessoas que não sabem argumentar. Mas isso é verdade?

A história e a própria ciência nos provam que não! Assim como existem atualmente grandes cientistas que são ateus, existem também e existiram cientistas brilhantes que acreditavam no mesmo Deus que nós acreditamos, o Deus vivo da Bíblia! Inclusive, grandes nomes da ciência, como Isaac Newton e Galileu Galilei, são de homens que conciliaram o conhecimento científico com o conhecimento teológico e encontraram a harmonia entre os dois. Eis a verdadeira ciência!

Vocês já imaginaram como seria o debate intelectual entre esses grandes nomes da ciência? Como seria, por exemplo, o debate de ciência X religião com Isaac Newton e Charles Darwin? O jornalista Michelson Borges (Criacionismo) e o músico Joêzer Mendonça (Nota na Pauta) nos dão essa ideia. Os cientistas foram transformados em personagens de tirinhas e, com uma boa dose de humor, “eles discutirão temas relacionados à ciência e ao comportamento humano”.

Confira abaixo as três primeiras tirinhas (clique para ampliar) e acompanhe as novas pelo banner ao lado.

Partícula de Deus
Algo não pode vir do nada
Astrobiologia

Fórmula de Da Vinci explica o porquê da forma das árvores

À esquerda, variáveis do modelo matemático. À direita, modelo fractal de uma árvore. Crédito: C. Eloy et al., Phys. Rev. Letters (2011).

A graciosa divisão do tronco de uma árvore em ramos, galhos e gravetos é tão familiar que poucas percebem o que Leonardo da Vinci observou: uma árvore quase sempre cresce de modo que a espessura dos ramos em uma determinada altura seja igual à espessura do tronco. Embora a regra seja válida para quase todas as espécies de árvores e seja usada desde então por artistas para desenhar árvores mais realistas, até agora ninguém havia sido capaz de explicar o porquê das árvores obedecem essa regra.

A regra de da Vinci diz que quando um tronco de árvore se divide em dois ramos, a seção transversal total dos ramos secundários será igual a seção transversal do tronco. Se cada um desses dois ramos se dividir em dois, a área das seções transversais dos quatro ramos será igual à área da seção transversal do tronco. E assim sucessivamente.

A hipótese dos botânicos era de que a observação de Leonardo estava relacionada com a forma com que as árvores bombeiam a água das raízes para as folhas. A ideia era que isso acontecia para que a árvore distribuísse a água de maneira uniforme até as folhas.

Chistophe Eloy, físico visitante das Universidades da Califórnia (San Diego, EUA) e de Florença (França), especialista em mecânica dos fluidos, concorda que a equação está relacionada com as folhas das árvores, não com a forma de distribuição de água, mas com a força do vento contra as folhas.

Eloy fez seus cálculos modelando árvores como uma série de feixes sustentados uns nos outros formando uma rede fractal. Cada feixe se sustenta ancorado em uma de suas extremidades e solto na outra. Um fractal é uma forma que se ramifica em porções menores que são parecidas com a estrutura como um todo. A maioria das árvores naturais crescem de maneira parecida com a fractal.

Eloy modelou a força do vento soprando sobre as folhas da árvore como uma força pressionando sobre a extremidade não ancorada dos feixes. Quando ele inseriu a equação da força do vento em seu modelo e assumiu que a probabilidade de um ramo se quebrar devido ao esforço do vento é constante, chegou à regra de Leonardo. Em seguida, resolveu testar a regra com uma simulação numérica por computador da força do vento sobre os galhos, calculando qual a espessura que os ramos deveriam ter para resistir a quebra. A simulação numérica previu acuradamente os diâmetros dos ramos, como descreve em um artigo aceito para publicação na revista Physical Review Letters.

“Este estudo coloca as árvores no mesmo patamar que as estruturas feitas pelo homem que foram planejadas levando em conta as consideração sobre o vento de carregamento, sendo a torre Eiffel talvez o exemplo mais conhecido”, diz Pedro Reis, engenheiro do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge.

Fonte: Biblioteca de Ciências Mário Schenberg

Leia mais em: Science NOW

É maravilhoso ver como as coisas que aparentemente sem explicação, como a relação matemática entre o diâmetro dos galhos de uma árvore e seu tronco, possuem um motivo fantástico. Também é maravilhoso ver como a natureza serve de modelo para a criação e aperfeiçoamento de obras de engenharia. Se grandes obras de engenharia precisam ser planejadas, se a descoberta dessa relação matemática necessita de pesquisa e inteligência, por que a natureza “precisa” ter surgido ao acaso num processo aleatório?

Camarão pode ser a chave para modernizar aparelhos 3D


O camarão é um dos poucos seres do reino animal cujo olho tem a capacidade da visão polarizada circular. Basicamente, esse atributo o permite distinguir uma onda eletromagnética tridimensional, que é a mesmíssima usada nos filmes 3D que estão na moda atualmente.

Pois essa inusitada característica dos crustáceos pode ser a base para a produção de novos modelos de CD e DVD.

Um conceito importante no ramo da tecnologia 3D é a chamada Lâmina de Onda. Basicamente, trata-se de um disco instalado em qualquer aparelho receptor de 3D que tem a função de decodificar as ondas eletromagnéticas de luz polarizada, ou seja, aquelas que permitem a formação de imagem tridimensional. O camarão, conforme estão apurando cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, tem nos olhos uma “versão melhorada” deste disco 3D.

O método atual que se usa para construir essas Lâminas de Onda é considerado, digamos, antiquado. Os cientistas o fazem de materiais como quartzo, calcita ou polímeros, o que não é o suficiente. Além da Lâmina, é preciso colocar no sistema do aparelho um filtro de luz, para que se possa diferenciar as ondas polarizadas (que geram as imagens em 3D) das ondas eletromagnéticas “normais”, que geram a luz.

Os cientistas observaram que o sistema ocular do camarão é como um disco único e cumpre essas duas funções. Ou seja, se puder ser imitado pelos cientistas, dará origem a aparelhos mais modernos.

Um fato pitoresco é que tal habilidade dos camarões tem finalidade sexual. Um sinal de luz tridimensional, segundo os cientistas, é emitido pelo macho no ato de cortejar a fêmea, que recebe o feixe de luz.

Fonte: Hypescience

Nota: Os olhos dos camarões estão inspirando avanços tecnológicos, assim como vários outros animais serviram de inspiração para outros avanços. Se essas tecnologias, mesmo tendo modelos naturais como base, precisam ser projetadas com muita pesquisa e investimento, por que estruturas tão complexas como os olhos dos camarões não precisam ter sido projetadas? E, sendo projetadas, quem as projetou? A melhor resposta está em no início da Bíblia, em Gênesis.

Dia da árvore

Ipê-amarelo. (Foto de Flávio Cruvinel Brandão)

Hoje é o dia da árvore e, em homenagem à essa data, nosso Sinais da Criação de hoje vai falar sobre a folha, uma estrutura aparentemente simples das plantas, mas que é altamente complexa, permitindo processos como a percepção da mudança da duração dos dias (fotoperiodismo) e o desencadeamento de alterações hormonais que comandam dormência e crescimento da planta, a síntese de compostos químicos fundamentais e secundários necessários para manter a vida e o crescimento da planta e a manutenção da sincronia dos processos de crescimento da planta com a sazonalidade e a produção de frutos e sementes.

Aqui está uma pesquisa publicada em janeiro de 2010, com meus comentários entre colchetes, falando sobre a tentativa de se copiar a folha das plantas.

Folha semi-artificial imita fotossíntese e produz hidrogênio limpo

Fotossíntese artificial

Fazer fotossíntese artificial é o grande sonho acalentado por todos os cientistas que lidam na área de energia. Quando o homem conseguir replicar a “mágica” das plantas, que transformam a luz do Sol em energia, estará resolvido todo o dilema energético e ambiental da nossa civilização. Apesar dos muitos avanços, o objetivo continua esquivo.

Folha semi-artificial

Contudo, em mais um passo que mostra que fazer fotossíntese artificial pode ser factível a longo prazo, cientistas chineses mudaram completamente a abordagem até agora utilizada para imitar a natureza e criaram [sic] uma folha artificial  da maneira mais prosaica possível: usando uma folha de verdade como molde [da mesma forma como foi “criada” uma bactéria recentemente].

Dada a complexidade inerente a qualquer ser vivo, os cientistas vinham tentando compreender as moléculas envolvidas e reproduzir sinteticamente as reações químicas básicas que ocorrem no interior das folhas quando elas usam os fótons da luz solar para quebrar as moléculas de água e gerar íons de hidrogênio.

O Dr. Qixin Guo e seus colegas da Universidade Shanghai Jiao Tong adotaram um enfoque diferente. Eles substituíram alguns componentes da folha de uma anêmona (Anemone vitifolia), mas mantiveram estruturas-chave da planta, alcançando um rendimento na absorção de fótons e na geração de hidrogênio que não havia sido obtido até agora.

Em vez de criarem uma folha totalmente artificial, os cientistas optaram por criar uma folha semi-artificial, mantendo estruturas da planta otimizadas pela natureza e de difícil reprodução.

Aproveitando a natureza

Inicialmente, eles mergulharam a folha natural em uma solução de ácido hidroclorídrico, o que permitiu a substituição do magnésio dos anéis de porfirina – uma parte essencial da estrutura fotossintética das plantas – por hidrogênio.

A seguir, as folhas foram tratadas com tricloreto de titânio, que substituiu as moléculas de hidrogênio por titânio.

Depois de secas, as folhas foram aquecidas a 500 °C, criando uma estrutura cristalizada de dióxido de titânio, um material que é largamente utilizado em células solares para aumentar sua eficiência. Na folha artificial, o dióxido de titânio serve como um catalisador para quebrar as moléculas de água.

A etapa de aquecimento também queimou a maior parte do material orgânico que ainda restava da folha original.

Imagens por microscopia eletrônica da estrutura da folha semi-artificial, preservando as estruturas naturais em um esqueleto de titânio. [Imagem: Zhou et al./Advanced Materials]

Preservando elementos naturais

Mas nem tudo da folha original se perdeu. Permaneceram, por exemplo, as células superficiais parecidas com lentes, que capturam a luz vinda de qualquer direção, e os microcanais que dirigem os fótons até a parte mais profunda da folha.

Foram preservados também os tilacoides, estruturas com apenas 10 nanômetros de espessura que aumentam a área superficial disponível para a fotossíntese. São os tilacoides os responsáveis pela grande eficiência das folhas na geração de hidrogênio.

Estava pronta a folha semi-artificial. Para testá-la, os pesquisadores mergulharam-na em uma solução de 20% de metanol, que funcionou como um catalisador.

Ao ser iluminada com luz na faixa do infravermelho próximo, a folha artificial absorveu duas vezes mais fótons e gerou três vezes mais hidrogênio do que os catalisadores à base de titânio disponíveis comercialmente (P25-Degussa).

Abordagem promissora

Apesar de serem números promissores em relação ao que havia sido alcançado até agora, a conversão é ainda muito ineficiente e está longe de competir com a produção industrial de hidrogênio, que hoje é feita a partir do gás natural.

Mas a abordagem mostrou-se incrivelmente promissora. Afinal, aproveitar uma parte da estrutura já desenvolvida pela natureza é muito mais simples do que tentar sintetizar toda a estrutura fotossintética natural.

Além disso, o enfoque poderá ser futuramente estudado em conjunto com as células solares fotovoltaicas tradicionais.

Bibliografia:

Artificial Inorganic Leafs for Efficient Photochemical Hydrogen Production Inspired by Natural Photosynthesis

Han Zhou, Xufan Li, Tongxiang Fan, Frank E. Osterloh, Jian Ding, Erwin M. Sabio, Di Zhang, Qixin Guo

Advanced Materials

Vol.: Published online before print

DOI: 10.1002/adma.200902039

Fonte: Inovação Tecnológica

As folhas das plantas, aparentemente tão simples, são responsáveis por uma das reações químicas mais complexas vistas na natureza, a fotossíntese. Mesmo utilizando a estrutura das folhas verdadeiras como “molde” para se gerar uma folha semi-sintética, até o momento não foi possível gerar uma semi-sintética tão eficiente quanto o “molde”. Se mesmo com um projeto tão bom e promissor quanto o visto no artigo não foi possível imitar o original, como podemos acreditar que essa estrutura fabulosa surgiu ao acaso, sem um projetista?

“A Natureza testifica de uma inteligência, de uma presença, de uma energia ativa, que opera em suas leis e por meio das mesmas leis.” Patriarcas e Profetas, página 114.

Tweetaço #digitaisdocriador

Amanhã (05/08), a partir das 18h, haverá um tweetaço (ampla divulgação de mensagens no Twitter) com a tag #digitaisdocriador, promovido pelo blog www.criacionismo.com.br, à semelhança do que já fez com sucesso em ocasiões anteriores (confira aqui, aqui, aqui e aqui). O objetivo é, de maneira racional, educada e amorosa, mostrar as evidências de planejamento inteligente na natureza e, por extensão, o amor e o cuidado de Deus. Como aconteceu nos outros tuitaços, as mensagens devem ser caracterizadas pelo respeito e desejo sincero de levar o conhecimento de Deus às pessoas.

Convidamos vocês a participarem tweetando e retweetando conteúdos (frases, links, etc.) que se enquadrem na descrição acima. Abaixo estão algumas sugestões de tweets dadas pelo blog www.criacionismo.com.br e outras da seção Sinais da Criação nosso blog, com links encurtados e com a tag, bastando copiá-los e colá-los no Twitter. Vamos participar dessa iniciativa, tanto tweetando quanto orando.

Água da vida http://bit.ly/oUZWH8 | #digitaisdocriador

Programados para viver http://bit.ly/pOSGv0 | #digitaisdocriador

Examinando a Criação http://bit.ly/pay6x8 | #digitaisdocriador

Impressões microscópicas http://bit.ly/raJRJJ | #digitaisdocriador

A máquina mais complexa do Universo http://bit.ly/pUfBk9 | #digitaisdocriador

As leis do Universo http://bit.ly/oDVyBO | #digitaisdocriador

O espetáculo da luz http://bit.ly/nrVYt6 | #digitaisdocriador

O milagre da vida http://bit.ly/p5KBFD | #digitaisdocriador

Feitos para voar http://bit.ly/n0rLVf | #digitaisdocriador

Amor escrito nas estrelas http://bit.ly/qbCTvI | #digitaisdocriador

Sobre as águas http://bit.ly/qu3Xn1 | #digitaisdocriador

Estratégia de vôo http://bit.ly/mXutup | #digitaisdocriador

Uma casa perfeita http://bit.ly/nPWtN2 | #digitaisdocriador

Sensor auditivo http://bit.ly/qug6Ss | #digitaisdocriador

Moscas com “piloto automático” http://bit.ly/n0hgeM | #digitaisdocriador

Um universo na cabeça http://bit.ly/ro1m3O | #digitaisdocriador

Espermatozóides de laboratório http://bit.ly/qnUl6L | #digitaisdocriador

Barriga perfeita http://bit.ly/p0roXz | #digitaisdocriador

Máquinas maravilhosas http://bit.ly/rdYbxI | #digitaisdocriador

O pescoço da girafa http://bit.ly/o1ruQD | #digitaisdocriador

Nosso maior órgão http://bit.ly/qR9Cxr | #digitaisdocriador

O vôo do beija-flor http://bit.ly/pA3ly1 | #digitaisdocriador

Pronto para nascer http://bit.ly/mPDPho | #digitaisdocriador

Motores do corpo http://bit.ly/q3jkdu | #digitaisdocriador

Alimento perfeito http://bit.ly/pCSSX5 | #digitaisdocriador

Asa de libélula inspira design de turbina de vento http://t.co/wpmL3yp | #digitaisdocriador

O maravilhoso design da pena http://t.co/DmHlfBy | #digitaisdocriador

Cientistas desvendam o segredo do salto da pulga http://t.co/G1e14EP | #digitaisdocriador

“A matemática é o alfabeto com que Deus escreveu o universo” Galileu Galilei http://t.co/FRyhx8B | #digitaisdocriador

A seqüência de Fibonacci http://t.co/FRyhx8B | #digitaisdocriador

Cabeça de pica-pau inspira amortecedores http://t.co/E4HZDJC | #digitaisdocriador

Cientistas estudam luminosidade produzida por caracol marinho http://t.co/m4fyasv | #digitaisdocriador

Cientistas revelam a mecânica por trás da teia de aranha http://t.co/S3DdStP | #digitaisdocriador

Movimento de secagem dos cães pode trazer inovações http://t.co/Tf2GakB | #digitaisdocriador

Grilos inspiram comunicação invisível entre robôs http://t.co/NbSTN8a | #digitaisdocriador

Tucano, por que esse bico tão grande? http://t.co/IXXXMiP | #digitaisdocriador

Pesquisadores usam técnica de cinema para estudar salto de canguru http://t.co/MTHgy4T | #digitaisdocriador

Por que os pica-paus não ficam com dor de cabeça? http://t.co/Sh1bcIY | #digitaisdocriador

Minhocas são a inspiração para melhorar sistema de locomoção de robôs http://t.co/ZiHMKt8 | #digitaisdocriador

Vespas orientais alimentadas por “energia solar” http://t.co/MZm0HRi | #digitaisdocriador

A longa viagem das borboletas-monarca http://t.co/MwSzH4z | #digitaisdocriador

Morcego e planta carnívora dependem um do outro para viver http://t.co/ktxfrUV | #digitaisdocriador

Mandíbula de formiga inspira criação de grampo de sutura http://t.co/gC9gDNv | #digitaisdocriador

Super concha de molusco inspira novos materiais mais resistentes http://t.co/ebfEgcl | #digitaisdocriador


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