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Turnê do Gaither no Brasil vai doar cadernos universitários para a ADRA

São Paulo, SP … [ASN] Em 2011, o grupo norte americano Gaither Vocal Band (GVB) se apresenta pela primeira vez na América do Sul. Os concertos acontecem em quatro estados do Brasil. Dia 30 de março, no Ondara Palace em Campo Grande/MS, 31 de março, no IAENE (Faculdades Adventistas da Bahia), 2 de abril na ADBRás, em São Paulo e no dia 3 de abril no IAP (Instituto Adventista Paranaense). Nas ocasiões, serão arrecadados cadernos universitários para as crianças carentes atendidas pela ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) em várias regiões do Brasil.

O GVB é o ministério mais influente da música cristã mundial e já ganhou diversos prêmios internacionais. Entre eles, dois Grammys e 13 troféus da Gospel Music Association. Dirigido por Bill Gaither, considerado o pai de grandes nomes da música gospel, como Steve Green, Amy Grant e Sandy Patty, o GVB lançou clássicos que foram regravados por artistas consagrados como Elvis Presley. São ainda de autoria de Bill Gaither alguns dos mais conhecidos hinos cristãos: Because He Lives (Porque Ele vive), The King Is Coming (O Rei vem vindo), He Touched Me (Tocou-me).

Os ingressos para São Paulo, IAP e IAENE estão disponíveis através do site www.ingressorapido.com.br. Ingressos de Campo Grande pelo www.gfproducoes.com. A turnê Brasil 2011 do GVB vai contar com a presença da formação atual: Bill Gaither, Mark Lowry, Michael English, Wes Hampton e David Phelps. No repertório das apresentações, clássicos dos 30 anos de carreira do grupo.

Roteiro Turnê do Gaither no Brasil

Quarta-feira, 30 de março, Campo Grande/MS – Ondara Palace

Quinta-feira , 31 de março, Cachoeira/BA – IAENE (Faculdades Adventistas da Bahia)

Sábado, 2 de abril, São Paulo/SP – Auditório ADBRás

Domingo, 3 de abril, Maringá/PR – IAP (Instituto Adventista Paranaense)

Mais informações: www.gaithernobrasil.com.br.

[Equipe ASN, Sinval Aragão]

Mensagem original: União Centro-Oeste Brasileira

 

Coral Jovem de Brasília promove musical de solidariedade

Para encerrar a campanha de arrecadação de alimentos Mutirão de Natal, o Coral Jovem de Brasília apresentará no domingo, dia 19 de dezembro, um musical de natal chamado “Jornada de Esperança”. Trata-se da adaptação de um musical americano de mesmo nome (Journey of Hope). O musical tem uma variedade de músicas, solos, ritmos e apresentações lúdicas que traz dinamismo à apresentação e ao tema natalino.

O Coral Jovem de Brasília tem 15 anos, conta com mais de 150 membros e tem experiência com grandes apresentações. Há três anos está em cartaz com o musical “O Encontro”, que já tem DVD gravado, e já foi apresentado na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ainda com este musical, o coral já fez várias viagens no Brasil e no exterior, levando a apresentação para cidades como Goiânia, São Paulo, Recife, Lima (Peru), Nova York, Washington, Atlanta e Los Angeles (EUA).

O musical Jornada da Esperança terá sua apresentação inédita neste dia 19 e marca o primeiro musical exclusivamente natalino apresentado pelo Coral Jovem de Brasília. A apresentação é uma parceria com o Mutirão de Natal e como entrada serão cobrados dois quilos de alimentos não perecíveis, destinados a famílias carentes do Distrito Federal.

MUTIRÃO DE NATAL E O COMBATE À FOME

O Mutirão de Natal é um programa coordenado pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais e funciona com apoio de empresas, poder público, escolas e hospital em oito países sul-americanos simultaneamente. No Distrito Federal o programa funciona há dez anos.

No último ano, o Mutirão de Natal arrecadou 44 toneladas de alimentos, usados para a elaboração de quase três mil cestas básicas, distribuídas para a população carente do Distrito Federal. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), no DF cerca de 21 mil famílias não têm o que comer diariamente.

SERVIÇO

Apresentação do musical “Jornada de Esperança”

Local: Igreja Adventista do Sétimo Dia (611 Sul)

Horários: 1ª sessão – 18h30 / 2ª sessão – 20h30

Ingresso: dois quilos de alimentos não perecíveis, exceto sal (revertidos ao projeto Mutirão de Natal)

Postos para troca antecipada de ingressos:

Colégio Adventista Milton Afonso (Ceama): SGAS 611, módulo 75 (L2 Sul)

Colégio Adventista de Taguatinga: QSB 4/5 AE 7 Av. Samdu Sul

Loja da Casa Publicadora Brasileira: SDS Bloco Q Loja 54 – CONIC

No momento da apresentação também será possível trocar o ingresso na Igreja Adventista do Sétimo Dia, na 611 Sul.

Por Mani Maria

Mensagem original: União Centro-Oeste Brasileira

 

Músicas para cerimônias

Já estamos em dezembro. Como o tempo voou este ano. Nas próximas duas semanas a maioria dos Clubes estará fazendo a investidura das classes.

Este deve ser um momento inesquecível na vida dos desbravadores. Uma investidura não pode ser apenas um momento no final do JA ou do culto. A investidura é o próprio evento. Desse modo, as crianças se esforçarão mais para participar, pois é um momento esperado por um ano inteiro!

Chegou a hora, temos que impactar a vida dos nossos garotos. Para uma boa cerimônia, hoje mais do que nunca, entendo que deve ser “SIMPLES, BREVE e DIGNA”. Deve ser na medida certa para que todos fiquem satisfeitos e com um gostinho de quero mais.

Uma parte importantíssima para se fazer um programa de qualidade é escolher uma boa trilha sonora. Por trás de uma grande produção sempre há uma boa música. Já pensou o que seria de Hollywood sem a indústria musical? Ser investido ao “som” do silêncio é uma experiência traumática (já passei por isso uma vez e não desejo isso para ninguém!). Porém, conseguir boas músicas para a ocasião não é muito fácil. Levei muito tempo para montar uma pequena lista, que tem sido útil em todos os eventos que eu organizo.

São várias músicas que fui selecionando, daí vocês escolhem as que forem mais propícias para o objetivo que vocês estão querendo alcançar.

Clique AQUI para baixar.

A ética e a estética de Avinu Malkenu

(Joêzer Mendonça, Nota na pauta)

Quando ouvi o CD Avinu Malkenu pela primeira vez, estranhei do jeito que se estranha uma novidade. Apesar da beleza do propósito, tudo me pareceu fora de lugar. Dias depois, ouvi o cd outra vez, e me vieram à mente apenas duas palavras: diálogo e origem.

A intenção dos produtores do CD (Leonardo Gonçalves e Edson Nunes Jr) é a busca de diálogo com outras culturas, com outras pessoas, ligadas ou não a uma religião. Mas esse diálogo é estabelecido com um profundo arraigamento à própria identidade religiosa. A busca de diálogo é feita a partir da raiz. Não por acaso, a capa do CD é uma raiz. E uma raiz cresce, vira planta, vira árvore, aparece junto com outras árvores, forma floresta, mas seu tronco, suas folhas e seus frutos são só as partes visíveis da raiz que deu origem a tudo o mais.

Algumas das músicas de Avinu Malkenu estão enraizadas na tradição litúrgica do judaísmo. Ao mesmo tempo, algumas de suas letras enfatizam aspectos do cristianismo, particularmente do adventismo. Alguns arranjos reverberam a música tradicional ibérica e a música clássica européia. A menção à Páscoa, uma festa judaica milenar, está ao lado da ênfase moderna ao “Temei a Deus e dai-Lhe glória / pois é chegada a hora do Seu juízo”. O Êxodo vai desaguar no Apocalipse.

Letras de grande sugestão poética (“o ar das montanhas, límpido como vinho e o perfume dos pinheiros / é carregado pela brisa do crepúsculo em meio aos sons de sinos / e na sonolência de árvore e pedra se acha cativa em sonho / a cidade que se assenta solitária”) são seguidas de uma canção de uma frase apenas (“ano que vem em Jerusalém”).

Diálogo e raiz permeiam cada música desse CD. Isso está na regravação de canções de músicos nascidos em Israel e na composição de canções inéditas ao estilo judaico por músicos cristãos brasileiros. Está no arranjo de piano e cordas para “Nachamu Nachamu” com alusão ao Prelúdio em Dó Sustenido menor, opus 3, nº 2, de Rachmaninoff, e no arranjo de populares toques mouros/ibéricos para “L’shana habaa”. Está na voz falada quase monocórdica na abertura de “Osse Shalom” em contraste com as vozes harmoniosas do canto a capella em “L’cha Dodi”.

Costuma-se dizer que o Brasil foi formado por três raças tristes: o português exilado da metrópole, o índio retirado da aldeia e o negro desterrado da África. O judeu é a quarta “raça triste”. O povo judeu é um povo que se espalhou e foi espalhado. Longe de casa, suas canções ficaram carregadas de saudade. Mas seu larguíssimo histórico de diáspora, de preconceitos, de expulsões e boas-vindas, de tragédias coletivas, não se traduz em melancolia. Na música tradicional judaica, a tristeza não é sem fim. À frente, há felicidade, sim.

Isso faz com que as canções, que começam plenas de contrição, como se o cantor estivesse coberto por um saco de cinzas, mudem pouco a pouco para um andamento mais rápido, mais alegre, como se o cantor visse o céu aberto diante de si. Uma coisa é reconhecer o pecado e ter o senso da radical diferença entre a impureza do homem e a santidade de Deus. Outra coisa é saber-se perdoado e ter a certeza do cumprimento das promessas de Deus.

A canção judaica sai da tristeza para a alegria, da contrição para a salvação, do pecado para o perdão, da terra finita para a vida eterna.

Para o judeu, Jerusalém não é uma cidade, é um estado de espírito. Na canção “Yerushalayim shel zahav” o cantor diz: “Jerusalém de ouro, e de bronze, e de luz / para todas as tuas canções eu serei um violino”. A distância aumenta a saudade, mas não diminui a esperança: “Ainda se ouvirá nas ruas de Jerusalém a voz de júbilo e a voz de alegria da noiva e do noivo” (na canção “Od yishama”). Mesmo presente na cidade, mal encerrada uma festa (a Páscoa), já se canta “ano que vem em Jerusalém”.

A primeira música chama-se “Avinu Malkenu” (em português: “nosso Pai e nosso Rei”). Alguns cristãos falam apenas da soberania do Rei e não enxergam a Deus como Pai amoroso. Outros fazem exatamente o inverso e só vêem a graça do Pai. A primeira música do CD já introduz o conceito bíblico de Deus, um Ser que é Rei da justiça e Pai da bondade.

A segunda música, “Adon olam”, parece extensão da primeira. O tema da soberania transcendente de Deus é reiterado (“Mestre do universo”, “Ele é Um e não há outro”) em conjunto com a imanente misericórdia divina (“Rocha das minhas dores no momento da angústia”).

Leonardo Gonçalves capturou não apenas o virtuosismo da voz judaica cantada: seus melismas  se integram à paisagem natural da música. Ele também compôs duas músicas que poderiam ter sido feitas por alguém nascido e criado na tradição musical judaica: “Avinu shebashamayim”, a oração do Pai-Nosso, e a comovente “Nachamu Nachamu” (Consolai, consolai), palavras de conforto aos filhos de Deus extraídas de Isaías 40:1-3.

Enquanto o Pai-Nosso é a invocação de Deus feita pelo homem, “Nachamu” é a voz de Deus aos homens. Uma apresenta as dívidas impagáveis, a outra outorga o crédito imerecido. Uma pede, a outra consola.

“Nachamu nachamu” tem um formidável arranjo de cordas de Ronnye Dias e um piano (de Wendel Mattos) de cortar o coração. Ouvir a música sabendo a tradução da letra – “voz que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor, endireitai no ermo vereda a nosso Deus” – transmite a sensação de estar no meio do povo ouvindo um antigo profeta advertir Israel com lágrimas nos olhos.

Nenhuma cultura está pronta e acabada para sempre. As expressões culturais são dinâmicas, se renovam ao agregar influências de outras culturas. A música judaica influenciou a música ibérica de 10 séculos atrás, fazendo surgir a tradição musical moura. Por outro lado, músicos judeus longe de Israel absorveram a cultura local para renovar a tradição. Assim, ouvindo a festiva canção “L’shana habaa” percebe-se a raiz da música moura/ibérica e como sua percussão está a um passo da música caribenha.

Nesse contexto de interação cultural, ouvimos o shofar e o alaúde e também o piano elétrico. Ouvimos a tradição no estilo de Uzi Hitman, compositor de “Adon olam”, e também a modernidade de Nurit Hirsh, regente e também compositora de mais de mil canções, autora de “Osse shalom”, originalmente composta para um festival de Música Chadíssica, de 1969, que se tornou parte da liturgia em sinagogas e comunidades judaicas no mundo inteiro.

A simplicidade melódica das canções esconde a sofisticação dos arranjos. André Gonçalves (irmão de Leonardo), Ronnye Dias, Wendel Mattos, David Maia, Samuel Krahenbühl e César Marques trabalham como artífices a serviço da carpintaria musical.

Na quarta canção do CD, há um belo arranjo orquestral em que as cordas vão se sobrepondo e dialogando com a voz principal da música. Já a música “L’cha dodi” abre o diálogo com o modo clássico-erudito de compor para vozes. Ao final, a canção é cantada a capella e a melodia recebe uma harmonização vocal requintada.

“L’cha dodi” é uma música tradicional que, num CD gravado por um adventista do sétimo dia, revitaliza as raízes e constrói pontes. É uma canção que antecede o shabat, fazendo parte do serviço religioso chamado “Cabalat Shabat” (Recebimento do sábado). No início, a canção diz: “A ordem ‘lembra-te e observa’ foi pronunciada de uma só vez / o D-s único no-la fez ouvir”. E mais adiante:“Vamos ao encontro do shabat, pois ele é a fonte da benção / estabelecido desde o princípio / foi a conclusão da criação / mas, no planejamento, o início”.

Quantas músicas são tão assertivas assim em relação ao sábado? Como esta canção é cantada em hebraico e faz parte da tradição judaica, ela parece comum. Mas no contexto da apologia sabática, me arrisco a dizer que ela é singular.

O diálogo com o adventismo corresponde a uma volta às origens bíblicas também na questão fundamental da lei de Deus. A oitava música do CD transcreve os versos de Apocalipse 14:7 e 12. E aí está a mais perfeita tradução da ética desse CD: o diálogo interreligioso que não perde a identidade original. O adventismo de Leonardo Gonçalves não foi diluído na música judaica. Ao contrário, a cultura musical está a serviço da identidade religiosa de missão.

Juízo, reconhecimento de um Criador literal (“adorai aquele que fez”, isto é, o Criador), e a citação “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Yeshua”: a coragem de afirmar tais distinções doutrinárias só pode vir de uma honesta convicção pessoal.

E por que obedecer aos mandamentos? A canção “V’haer enemu” responde:“apega nosso coração aos Teus mandamentos / a fim de não nos envergonharmos e sermos humilhados / e não virmos a fracassar para todo o sempre”.

Na penúltima música do CD, composta por André R. S. Gonçalves, os trechos selecionados de cada estrofe ressaltam quatro pontos importantes:

– a graça divina: “a Tua ira se retirou e Tu me consolas”;

– a salvação: “eis que D-s se tornou a minha salvação”

– a missão de levar a mensagem ao mundo: “fazei notório Seus feitos entre os povos / contai quão excelso é Seu nome”

– a adoração como resposta aos atos de Deus: “cantai ao Senhor porque fez coisas grandiosas”.

Um dos versos da canção diz: “porque o Senhor é a minha força e o meu cântico”. Isso é como dizer: o Senhor é meu mandamento e minha música, a minha ética e a minha estética.

A estética é finita, limitada. A ética bíblica é eterna. A melodia (a estética do homem) muda enquanto a Palavra (a ética de Deus) não muda. Os músicos cristãos costumam unir a estética das culturas humanas à ética bíblica. A diferença em “Avinu Malkenu” é que sua ética está na busca de diálogo sem perder as raízes ao passo que sua estética reforça uma volta às origens sem temer o diálogo. Que cresça e dê frutos.

*****

P.S. para um músico: Wendel Mattos faleceu há poucos dias. Um trecho de “Adon olam” diz: “Nas Suas mãos eu depositarei o meu espírito no momento do sono, e então despertarei”. Não o conheci pessoalmente, mas posso dizer que para nós, que o perdemos, parece que uma longa e desafinada estrada ainda nos separa do reencontro. Mas para Wendel, seu descanso em Deus é apenas uma brevíssima e silenciosa pausa antes dos acordes sinfônicos da ressurreição que virá um dia para os que dormem no Senhor.

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