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Festa de aniversário

“Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”. Lucas 2:11 

Semana que vem é o aniversário do Alberto. Vamos supor que eu vá fazer uma festa para ele. Modéstia à parte, sou até boa em organizar festinhas, rsrs, então penso nos convidados, na comida, na decoração, em todos os detalhes. Mas imaginem que, mesmo sabendo que ele não gosta de algumas coisas, ainda assim eu coloco no cardápio da festa.

Na hora de comprar os presentes, eu penso em todos os amigos que estarão na festa e compro presente para eles, mas não compro nada para o Alberto. Então chega o dia da festa, todos os convidados estão lá em casa, a mesa está posta, mas eu simplesmente esqueci de convidar o aniversariante e, por isso, ele não vai à festa. Mas ninguém se importa com isso. Comemos, comemoramos, trocamos presentes, sem nem lembrarmos da existência dele.

Vocês acham que essa suposição é algo ridículo? Acham crueldade tamanha não poderia ocorrer de verdade, seria apenas fruto da imaginação? Não. Na verdade, isso ocorre todos os anos, não com o Alberto, porque eu sempre o convido para a festinha, rsrs, mas com o aniversariante mais importante do mundo: Jesus!

Sei que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. Provavelmente, foi em abril ou maio. Mas não sabemos a data precisa. Isso não nos foi dado a conhecer exatamente para não santificarmos a data e esquecermos da pessoa. Mas o dia exato não é o mais importante, pois convencionou-se que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, então as pessoas passaram a “comemorar” esse dia. Mas essa comemoração é muito mais egoísta do que possamos imaginar.

Não fazemos uma festa para Jesus. Não lembramos que é o aniversário dEle. Não pensamos em agradá-Lo ou passar tempo com o aniversariante. Queremos simplesmente passar essa data com os nossos amigos e familiares, trocando presentes, comendo, sem nem lembrar que Jesus existe. O cardápio da festa é feito para honrar o nosso apetite degradado e, para que esse banquete ocorra, costuma-se sacrificar animais criados com tanto carinho pelo próprio aniversariante.

Quando paramos para refletir nessa situação, não há como não perceber que a mesma é absurda. Jesus, o nosso Salvador, nasceu numa noite fria, onde o único lugar que ele tinha para descansar era um estábulo. Quem não está acostumado com essas coisas de fazenda, não sabe como um estábulo é um lugar desconfortável, além de frio, não tem um cheiro agradável. Manjedoura é um nome bonitinho para cocho, onde é colocada a comida dos animais. Não teve nada de luxo, por que então fazemos uma comemoração tão diferente do estilo de vida da pessoa a quem deveríamos honrar?

Se queremos realmente honrar a Jesus nesta data, devemos fazer as coisas que ele gosta, como, por exemplo, alimentar pessoas famintas, abençoar crianças carentes, levar conforto às pessoas que estão doentes, enfim, pensar muito mais no próximo do que em si mesmo. Esta seria uma festa que agradaria o aniversariante. E, então, como você vai comemorar o natal neste ano e nos próximos? Honrando a Jesus, o dono da festa, ou a si mesmo?

Devocional criativo, para a classe de Líder

Um dos motivos pelos quais eu gosto de trabalhar com as Classes, é porque com um só requisito trabalhamos várias áreas do conhecimento e várias habilidades. Um exemplo é: “Demonstrar o crescimento de sua liderança e habilidade no ensino, completando três dos seguintes requisitos: a. Desenvolver e conduzir três devocionais criativos”.

Este requisito não pede apenas para o aspirante a líder fazer um devocional, desenvolvendo a sua espiritualidade e crescimento em Cristo. Isso está no pacote! Além disso, o devocional precisa ser criativo! Amigos, um pequeno comentário, cantar alguns hinos, ler uma meditação diferente e orar não é um devocional criativo, ok?!

Encenações são sempre uma boa opção para devocionais criativos, como a história de Jó nos tempos modernos. Semana passada eu estava fazendo a avaliação das classes em um Clube e quando eu fui pegar o meu velho manual de especialidades, vi que dentro dele tinha um rascunho. Fiquei muito feliz, foi um dos três devocionais que usei na minha pasta de líder. Ele foi elaborado juntamente com o nosso grande amigo Paulo Oliveira, enquanto ainda estávamos no ensino médio, rs.

A ideia foi apresentar um jornal, como se estivéssemos vivendo nos dias da morte e ressurreição de Cristo. Acompanhem:

(música de abertura de jornal)

(diminuir um pouco a música)

Âncora 1 – Olá, bom dia, eu sou […]

Âncora 2 – E eu sou […]

Âncora 1 – Estamos iniciando mais uma edição do Jornal Maranata.

Âncora 2 – Pois o Senhor logo vem.

Âncora 1 – Movimentação no Gólgota pede a crucifixão de um homem.

Âncora 2 – Duas pessoas morrem pisoteadas.

Âncora 1 – Hoje é domingo, dia xx de xx e estas são as notícias locais.

(terminar a música em som alto)

Âncora 1 – A semana começou turbulenta. Tudo começou sexta-feira. Apesar da preparação para o sábado estar no auge, uma multidão agitada fazia protestos nas ruas.

Âncora 2 – Agora vamos às imagens gravadas com o repórter […]

Repórter 1 – A agitação está terrível. Duas pessoas morreram pisoteadas, a multidão enfurecida grita pedindo a crucifixão de Jesus e que se solte Barrabás. Agora vamos entrevistar […], uma das moradoras que tem algumas considerações a fazer. Bom dia […].

Moradora – Bom dia. Esse Jesus deve ser crucificado imediatamente. Acredita que Ele diz ser o Filho de Deus?! Isso é uma blasfêmia.

Repórter 1 – Obrigado […]. A gritaria não pára, a população quer que Jesus seja crucificado antes do sábado. Aqui é o repórter […] para o Jornal Maranata (pausa), pois o Senhor logo vem.

Âncora 2 – Estes foram os protestos de sexta-feira e aproximadamente às 3 horas da tarde daquele mesmo dia, Ele foi crucificado. O interessante é que nessa mesma hora, o véu do santuário se rasgou ao meio e houve o terremoto mais forte dos últimos 2000 anos.

Âncora 1 – Alguns dizem ser a manifestação da natureza em decorrência da grande perda. Já outros dizem ser Deus enfurecido pela blasfêmia que esse homem dizia.

Âncora 2 – O sábado já foi bastante tranqüilo, não se ouvia muito falar nesse assunto. Mas hoje o dia começou agitado. Agora vamos ver o que está acontecendo no cemitério municipal com o repórter […]. Bom dia […].

Repórter 2 – Bom dia [âncora 1].

Âncora 1 – Como está o clima aí neste momento?

Repórter 2 – Olha [âncora 1], não está nada bom. Tem uma multidão enfurecida aqui, dizendo que roubaram o corpo de Jesus. Outros estão dizendo que ele ressuscitou. Vamos entrevistar Maria Madalena, que está aqui ao meu lado e chegou bem cedinho. Bom dia Maria.

Maria – Bom dia. Cheguei logo cedo para embalsamar o corpo de Jesus e quando cheguei, o túmulo estava aberto e seu corpo havia sumido. Então apareceu um homem de branco e me perguntou porque eu procurava dentre os mortos quem estava vivo! Então cheguei à conclusão que Ele havia ressuscitado.

Repórter 2 – Obrigado Maria. Vamos falar agora com um dos soldados que ficaram guardando o túmulo. Bom dia.

Soldado – (angustiado) Eu estava aqui quando veio uma multidão com tochas iluminando tudo, gritando e levaram o corpo de Jesus, para saírem por aí dizendo que ele ressuscitou.

Repórter 2 – Obrigado. O impasse está muito grande e parece que vai demorar acabar. Aqui é […] para o Jornal Maranata (pausa), pois o Senhor logo vem.

Âncora 1 – Obrigado [repórter 2]. Realmente este é um impasse muito grande e está em suas mãos a decisão de acreditar se Jesus vive e está no céu agora ou se jaz no esquecimento. Mas independente da sua escolha, saiba que Ele está a te esperar em qualquer momento que você quiser se abrir para ele.

Âncora 2 – Esta foi a sua primeira edição do Jornal Maranata.

Âncora 1 – Pois o Senhor logo vem.

Âncora 2 – Não percam a nossa próxima edição e tenham todos um bom dia.

(música de encerramento).

Cliquem AQUI para votar no Cantinho da Unidade para o prêmio Comunicando Jesus na Web!

Ainda existe esperança

“…porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com eles… porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro…” (1 Tess. 4:13-14,16). 

Como é difícil aceitarmos e entendermos algumas coisas que acontecem em nossas vidas, principalmente se estes acontecimentos envolverem perdas. 

Esta semana, especificamente dia 2 de novembro, estava acompanhando um telejornal quando a repórter noticiou a quantidade de pessoas que tinha ido aos cemitérios naquele dia para prestar “homenagens” aos seus queridos que já se foram. No momento em que pessoas falavam, era perceptível a dor que sentiam pela perda. Confesso que naquele momento meu coração foi sensibilizando, pois as pessoas que ali estavam sofriam principalmente por não terem uma esperança.

Percebi o quão triste é a perda, qualquer uma, eu particularmente fico chateado quando perco uma simples caneta, por exemplo. Mas certamente a mais dolorosa das perdas é a de pessoas. O mais difícil, porém, é perder e não ter a esperança de encontrar ou rever o que perdemos.

Justamente associado a este sentimento de “desesperança”, recordo de minha infância e da fase em que eu não entendia muito bem o significado da palavra esperança. Apesar de ter sido criado por uma mãe maravilhosa, eu senti muita falta de um pai, eu nunca o conheci, pois o perdi quando era pequeno. Ficava me perguntando, por que eu não podia ter um pai, por que meus amigos e primos tinham um e eu não? Por que isto aconteceu justamente comigo? Esse sentimento de inquietação me acompanhou por muito tempo. Mas quando fui crescendo, percebi o quanto Deus tinha abençoado minha vida e como eu tinha milhões de motivos para agradecer diariamente. Minha vida pode não ser perfeita, pois nesta terra nunca será, mas Deus sempre providenciou tudo que preciso, e o mais importante, Deus me deixou esperança.

Recentemente, ouvindo duas músicas, esta certeza se confirmou ainda mais e quero compartilhar com vocês. A música cantada por Vagner Dida diz mais ou menos assim: “Eu preciso cada dia deixar Deus ser Deus, eu nunca poderei entender tudo que acontece em minha vida ou no mundo, mas se eu aceitar que Deus é Deus, Ele tudo pode mudar, tudo pode fazer”.

E justamente por Ele ser Deus que sei que posso confiar, “…e mal posso esperar para herdar então meu lar, conforme a promessa pela qual lutei rever os meus amados que em Cristo descansaram, e ao grande coro me unir e junto celebrar Jesus”. (O dia enfim chegou, Arautos do Rei).

Nesta terra temos dias como o dia 2 de novembro, dia dos finados, mas um dia isto vai acabar e ninguém nunca mais precisará morrer, ou relembrar das perdas, pois Cristo irá acabar com o pecado e chamar aos meus amados e a mim e todos juntos viveremos uma eterna felicidade, sem nunca mais ter separação. Meu amigo, se você perdeu algum querido, é natural ficar triste, mas saiba que está chegando o dia em que entraremos em nosso novo lar e todas as tristezas que um dia pairaram em sua vida nunca mais terão lugar. TENHA ESPERANÇA E FÉ, POIS DEUS É DEUS, E SE ELE PROMETEU, TENHA CERTEZA QUE IRÁ CUMPRIR.

OBS: O Cantinho da Unidade está concorrendo ao prêmio Comunicando Jesus na Web. Para chegarmos na fase dos jurados, precisamos ficar entre os três mais votados. Precisamos do apoio de todos os nossos amigos leitores! Clique AQUI para saber como votar. Aproveite esta tarde de sábado e escolha o Cantinho da Unidade como o melhor blog e blog revelação. Contamos com o apoio de vocês!!! A Equipe Cantinho da Unidade agradece.

Reflexos…

“As lições aprendidas, os hábitos formados durante os anos da infância, têm mais que ver com o caráter e a direção da vida do que todas as instruções e educação dos anos posteriores” – EGW – A Ciência do Bom Viver – VI “O Lar”, pag. 380.

©Quino

Quando lidamos com crianças, na idade de desbravadores, temos em mãos uma matéria que de alguma forma já foi moldada pelos anos de existência que ele já possui. O ambiente familiar e escolar já criou nela uma cosmovisão de mundo que dificulta, na maioria das vezes, o trabalho do Conselheiro ou Diretor.

Mas não devemos desanimar. Ainda há espaço para dar-lhes algo de bom. Lembro-me de que quando dirigia Clubes, na década de 1990, poucos deles tinham acesso a tanta informação como temos hoje. Mesmo assim, podíamos ver em cada um deles uma cópia dos seus pais. Lembro-me de desbravadores arrogantes, cópia do pai; outros “fofoqueiros”, cópia materna. Lembro-me de alguns bem pouco interessados nas classes bíblicas, apenas um reflexo dos pais na igreja.

Reflexos …

Por isso a importância do Clube trabalhar em sintonia e parceria com os pais. Parceria é uma palavra bem importante. Uma vez, estava em uma reunião de pais, na cidade de Tupã/SP. Já atuava como coordenador dos desbravadores da Paulista Oeste. Estávamos fundando o Clube Monte Castelo. Num determinado momento um pai me procurou e me disse: “Graças a Deus que vocês vão trabalhar com meu filho, pois eu não aguento mais!”. Por alguns instantes eu precisei me controlar para não responder: “Um momento, somos um clube de desbravadores, não um reformatório ….”. Me controlei e não disse isso, mas lembro-me de ter dito: “Veja, nós precisamos de sua ajuda. Nós tentaremos ensina-lo a ser um bom filho, um bom cidadão, um adolescente temente a Deus, mas você também precisa nos ajudar”.

O que se aprende em 2 ou 3 horas semanais de clube nunca farão frente a horas e horas de desleixo familiar, ou horas a fio de televisão e internet …

O que os pais estão ensinando aos filhos? Você deve perguntar-lhes nas reuniões de pais! Nós não consertamos pessoas, apenas damos a elas algo em que pensar e talvez uma pequena contribuição na construção do seu caráter. É essencial que você fale isso aos pais, que você pregue isso na igreja, que você cobre isso cada vez que tiver oportunidade.

De qualquer forma, o que é retratado nessa tirinha é um padrão do mundo. O mundo reflete isso. Nós, como cristãos, refletimos exatamente o oposto. Qual é nossa parte? Conquistar a confiança dos meninos e meninas que vêm em nossas mãos e chamar os pais para sua responsabilidade.

Que cada dia, saibamos refletir em Cristo … esse sim um excelente reflexo!

Pr. Harley Souza Costa Burigatto
Pastor Distrital em Naviraí/MS
Líder Master Avançado


Questão de esforço

Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Js. 1:6. 

Trabalho como contador em uma escola e faz algum tempo que venho planejando, junto com a secretária da escola, a organização de nosso arquivo. O local onde ficam os documentos antigos dos dois departamentos transformou-se em um verdadeiro deposito e precisávamos fazer uma seleção do que era importante para podermos descartar o restante.

Então planejamos que na segunda-feira, 10 de outubro, todos iriam com uma roupa mais velha para poder colocar a “mão na massa”. No dia da organização cheguei animado e logo comecei a carregar caixas, mudar armários de lugar, mudar prateleiras, desempacotar caixas… Fiz todo tipo de esforço para deixar o ambiente com cara nova. De fato o trabalho ficou muito bom, mas no final do dia, todo o meu corpo doía, parecia que tinha sido nocauteado por um boxeador, até para caminhar para minha casa (que fica bem próximo ao meu trabalho) foi difícil.

Então naquela noite comecei a pensar que se eu tivesse que fazer este tipo de trabalho no dia seguinte eu não conseguiria, o esforço era demasiado grande, eu comecei a reclamar que não tinha condições de desenvolvê-lo diariamente. Posso confessar para vocês que até para dormir foi difícil.

No dia seguinte coloquei meu uniforme do escritório (ainda com dores) e fui trabalhar. No caminho que leva ao trabalho está tendo a construção de uma casa, então fiquei observando que os trabalhadores daquela obra estavam ali todos os dias, chegavam mais cedo do que eu ao trabalho, saíam mais tarde e faziam muito mais esforço do que fiz em todo o meu “grande dia de trabalho”. Então, por que eles não reclamavam de dores? Percebi que a diferença estava na prática, no fazer cotidiano.

Neste momento me veio à mente minha vida espiritual diária, por que é tão difícil tirar um “tempinho” para Deus? Por que temos dificuldade de ficarmos 5 minutos lendo a Bíblia e conseguimos passar 2 horas assistindo a um filme, sem ao menos sair do lugar? Entendi que tudo é uma questão de prática.

O que venho praticando mais é justamente aquilo que eu mais faço e com maior facilidade. Com esta simples experiência percebi como Deus age de várias maneiras, utilizou minhas dores musculares e alguns pedreiros para me mostrar que meus hábitos espirituais precisam ser melhorados.

Caros amigos, não é fácil deixarmos velhos hábitos e trilhar um novo rumo, mas esta semana percebi que não teremos bons resultados (como no caso do meu arquivo) sem esforço de nossa parte e com certeza não teremos uma maior comunhão com Deus, não ouviremos sua voz e não conseguiremos ter alegria em Sua presença se não nos esforçarmos. Tenha certeza que cada sacrífico que fazemos em nome de nosso Deus será gratificante em nossa vida diária, mas principalmente pelo deleite eterno das maravilhas que o nosso Criador preparou para cada um de nós. Tudo não passa de uma QUESTÃO DE ESFORÇO.

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