Arquivos

Pontos cardeais sem bússola, para a classe de Companheiro

Na classe de Companheiro, na seção de Arte de Acampar, requisito 1, devemos “Descobrir os pontos cardeais sem a ajuda de uma bússola e desenhar uma Rosa dos Ventos”.

Indicações das direções Norte-Sul e Leste-Oeste

Neste post vamos conhecer sobre os pontos cardeais. Primeiramente, o que são pontos cardeais?

Primeiro precisamos responder essa pergunta para depois aprendermos como encontrá-los.

Como o próprio nome diz: são pontos e significam pontos principais ou pontos de referência. Através deles é possível localizar qualquer lugar sobre a superfície da Terra, são eles: o Norte (N) e o Sul (S) que apontam na direção dos pólos terrestre; o Leste (E ou L) e o Oeste (W ou O) que apontam para o lado do nascer e do por do Sol, cruzando a linha Norte-Sul, como mostra a figura ao lado.

Saber os pontos cardeais é essencial para poder se orientar. Mas por que devemos saber como encontrá-los sem uma bússola? Primeiramente porque a bússola indica o norte magnético da Terra, então precisaríamos da declinação magnética (que varia com o local e com o tempo) para encontrarmos o norte verdadeiro. Em segundo lugar porque pode acontecer de perdermos, quebrarmos ou esquecermos a nossa bússola.

“Se estendermos o braço direito em direção ao sol nascente (leste) e o braço esquerdo em direção ao sol poente (oeste), teremos à nossa frente o norte e às nossas costas o sul.”

A figura acima explica a forma mais simples e uma das mais ensinadas para se encontrar os pontos cardeais sem o auxílio de uma bússola, porém ela está errada. Não completamente, mas parte dos princípios errados. Diferentemente do que muitos pensam, o Sol não nasce no ponto cardeal leste e não se põe no ponto cardeal oeste. Ele nasce do lado leste e se põe no lado oeste de onde estamos. A cada dia do ano o Sol nasce e se põe num ponto diferente. Se usarmos esse método para nos orientarmos, a cada dia tomaremos uma direção diferente. Por exemplo, se um observador na cidade de São Paulo, em julho, adotar esse procedimento, estará cometendo um erro de aproximadamente 23º, apontando o braço direito para um ponto intermediário entre o nordeste e o leste, e não para o ponto cardeal leste.

Agora que já aprendemos o que não podemos fazer, vamos aprender alguns métodos que podem ser utilizados com o sol.

  • Método do Gnômon, ou das sombras iguais

 

    1. Escolha um lugar que receba diretamente a luz do Sol, pelo menos das 10h às 15h. O terreno não deve ser muito irregular e deve ser nivelado.
    2. No período da manhã, entre 10h e 10h30min, finque firmemente no chão uma vareta reta. Certifique-se de que ela não esteja inclinada.
    3. A vareta irá produzir uma sombra se o Sol estiver iluminando-a. Faça uma marca na ponta da sombra (marca A) e depois trace uma circunferência partindo da marca e tomando como centro o ponto onde a vareta estiver fincada (ponto I), utilize giz. É possível fazer isso laçando a vareta com um barbante ou cordinha e prendendo um giz na outra ponta (figura 4b). Cuidado para não mexer a vareta do lugar e nem incliná-la, pois se isso acontecer à experiência ficará prejudicada.
    4. Espere 40 a 50 minutos, a sombra estará em outra posição, repita a marcação e a circunferência (figura 4c).
    5. Depois que passar do meio dia a ponta da sombra irá tocar as circunferências novamente. Fique atento a este momento. Os horários mostrados na figura 4 são apenas uma aproximação, podem variar em até 20 minutos dependendo da época do ano. Assim que a ponta da sombra tocar cada circunferência faça novas marcas como mostram as figura 4d e 4e. Não tente adivinhar o caminho da sombra, marque somente quando a sombra chegar ao lugar correto – a circunferência.
    6. Para encontrar os pontos cardeais siga o procedimento:
      1. Ligue os pontos A ao D e B ao C, formando duas retas;
      2. Ache o meio dessas retas e marque, são os pontos M e N;
      3. Trace uma reta que liga o ponto I ao ponto M e outra que liga o ponto I ao ponto N;
      4. Se essas retas (IM e IN) coincidirem você não cometeu erros e essa é a direção Norte-Sul.
      5. Se elas não coincidirem basta traçar uma reta que saia do ponto I e passe entre as retas IM e IN. Essa nova reta será a direção Norte-Sul (figura 4f).
      6. A reta AD é a direção Leste-Oeste. O leste está do lado do nascer do Sol, mas dificilmente estará onde o Sol nasceu. 
  • Método da Sombra

Este método é mais simples que o método do gnômon, porém sua precisão é menor. Veja o passo-a-passo no vídeo abaixo.

  • Método do relógio analógico 

    1. Para este método o seu relógio analógico não deve estar no horário de verão.
    2. Mantenha o relógio na horizontal, com o mostrador para cima.
    3. Oriente o relógio de forma que a linha das 12h fique na direção do Sol.
    4. A bissetriz do menor ângulo formado pela linha das 12h e o ponteiro das horas define a direção norte-sul.
    5. Para saber qual lado é o norte e qual é o sul, basta lembrar da rosa dos ventos e que o Sol nasce ao leste e se põe ao oeste do local onde você se encontra. Ou sabendo em que hemisfério você se encontra, o Sol geralmente estará na direção oposta (no hemisfério sul o Sol estará para o norte e no hemisfério norte o Sol estará para o sul), exceto para regiões próximas do equador, onde o Sol oscila de norte a sul durante as estações do ano.

Este método funciona porque sabemos que o ponteiro das horas de um relógio dá duas voltas completas por dia (12 horas cada volta). Por outro lado a Terra dá apenas uma volta por dia. Quando usamos a metade da distância do ponteiro das horas até a posição das 12 horas estamos simulando um ponteiro virtual que gira com a metade da velocidade do ponteiro das horas, isto é, uma volta a cada 24 horas. Assim este ponteiro virtual que gira no sentido contrário do movimento aparente do Sol no céu fica estacionário em relação a Terra, ou apontando sempre para a mesma direção, a direção norte-sul.

“Tudo bem, aprendi! Mas se estiver de noite? Como eu faço?”

Não é só o Sol que nos fornece informações sobre orientação. À noite também é possível determinar os pontos cardeais, com certa precisão, para se orientar corretamente.

Para os habitantes do hemisfério norte é bastante simples, já que existe uma estrela, chamada Polaris, que nunca sai do lugar. Essa estrela não nasce nem se põe, pois ela está na direção do eixo da Terra, no pólo norte terrestre. Então, para se encontrar o ponto cardeal norte, à noite, basta encontrar esta estrela e descer perpendicularmente para o horizonte.

Já para os habitantes do hemisfério sul é um pouco mais complicado, pois não existe uma estrela na direção do eixo da Terra. Mas nós temos o Cruzeiro do Sul, uma constelação formada por cinco estrelas mais brilhantes, que pode ser usada para encontrar o ponto cardeal sul. Esse método apresenta um erro de 2 graus. 

  • Encontre o Cruzeiro do Sul;
  • Para localizar o pólo sul terrestre trace uma linha imaginária que segue para baixo na direção do corpo da cruz (braço maior) a uma distância de aproximadamente 4,5 vezes o corpo da cruz. Esse ponto será o pólo sul celeste.
  • À partir do pólo sul celeste, desça perpendicularmente para o horizonte, onde estará o ponto cardeal sul.
  • Cuidado! Não adianta prolongar o braço da cruz até o horizonte, você não encontrará o sul! 
Obs.: Quanto mais próximo do equador for a localização de quem faz esta observação, mais próximo do horizonte estará o pólo sul celeste, e quanto mais distante do equador, mais alto estará o pólo sul celeste.

Existem outras estrelas que também proporcionam uma orientação bastante precisa, tanto indicando a localização do pólo sul celeste como simplesmente a direção norte-sul, algumas com maior precisão que o Cruzeiro do Sul, porém são mais difíceis de se identificar. Caso haja interesse, esse pode ser tema de um post futuro.

Fontes:

http://discoverybrasil.uol.com.br/experiencia/contenidos/orientar_sem_bussola/?cc=BR

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1356

http://sobrevivencialismo.com/2011/07/20/como-achar-o-norte-sem-bussola/

http://zeca.astronomos.com.br/sci/orientacao.htm#meridiano

http://www.cdcc.usp.br/cda/ensino-fundamental-astronomia/parte1a.html

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2529-6.pdf

Cliquem AQUI para votar no Cantinho da Unidade para o prêmio Comunicando Jesus na Web!

Devocional criativo, para a classe de Líder

Um dos motivos pelos quais eu gosto de trabalhar com as Classes, é porque com um só requisito trabalhamos várias áreas do conhecimento e várias habilidades. Um exemplo é: “Demonstrar o crescimento de sua liderança e habilidade no ensino, completando três dos seguintes requisitos: a. Desenvolver e conduzir três devocionais criativos”.

Este requisito não pede apenas para o aspirante a líder fazer um devocional, desenvolvendo a sua espiritualidade e crescimento em Cristo. Isso está no pacote! Além disso, o devocional precisa ser criativo! Amigos, um pequeno comentário, cantar alguns hinos, ler uma meditação diferente e orar não é um devocional criativo, ok?!

Encenações são sempre uma boa opção para devocionais criativos, como a história de Jó nos tempos modernos. Semana passada eu estava fazendo a avaliação das classes em um Clube e quando eu fui pegar o meu velho manual de especialidades, vi que dentro dele tinha um rascunho. Fiquei muito feliz, foi um dos três devocionais que usei na minha pasta de líder. Ele foi elaborado juntamente com o nosso grande amigo Paulo Oliveira, enquanto ainda estávamos no ensino médio, rs.

A ideia foi apresentar um jornal, como se estivéssemos vivendo nos dias da morte e ressurreição de Cristo. Acompanhem:

(música de abertura de jornal)

(diminuir um pouco a música)

Âncora 1 – Olá, bom dia, eu sou […]

Âncora 2 – E eu sou […]

Âncora 1 – Estamos iniciando mais uma edição do Jornal Maranata.

Âncora 2 – Pois o Senhor logo vem.

Âncora 1 – Movimentação no Gólgota pede a crucifixão de um homem.

Âncora 2 – Duas pessoas morrem pisoteadas.

Âncora 1 – Hoje é domingo, dia xx de xx e estas são as notícias locais.

(terminar a música em som alto)

Âncora 1 – A semana começou turbulenta. Tudo começou sexta-feira. Apesar da preparação para o sábado estar no auge, uma multidão agitada fazia protestos nas ruas.

Âncora 2 – Agora vamos às imagens gravadas com o repórter […]

Repórter 1 – A agitação está terrível. Duas pessoas morreram pisoteadas, a multidão enfurecida grita pedindo a crucifixão de Jesus e que se solte Barrabás. Agora vamos entrevistar […], uma das moradoras que tem algumas considerações a fazer. Bom dia […].

Moradora – Bom dia. Esse Jesus deve ser crucificado imediatamente. Acredita que Ele diz ser o Filho de Deus?! Isso é uma blasfêmia.

Repórter 1 – Obrigado […]. A gritaria não pára, a população quer que Jesus seja crucificado antes do sábado. Aqui é o repórter […] para o Jornal Maranata (pausa), pois o Senhor logo vem.

Âncora 2 – Estes foram os protestos de sexta-feira e aproximadamente às 3 horas da tarde daquele mesmo dia, Ele foi crucificado. O interessante é que nessa mesma hora, o véu do santuário se rasgou ao meio e houve o terremoto mais forte dos últimos 2000 anos.

Âncora 1 – Alguns dizem ser a manifestação da natureza em decorrência da grande perda. Já outros dizem ser Deus enfurecido pela blasfêmia que esse homem dizia.

Âncora 2 – O sábado já foi bastante tranqüilo, não se ouvia muito falar nesse assunto. Mas hoje o dia começou agitado. Agora vamos ver o que está acontecendo no cemitério municipal com o repórter […]. Bom dia […].

Repórter 2 – Bom dia [âncora 1].

Âncora 1 – Como está o clima aí neste momento?

Repórter 2 – Olha [âncora 1], não está nada bom. Tem uma multidão enfurecida aqui, dizendo que roubaram o corpo de Jesus. Outros estão dizendo que ele ressuscitou. Vamos entrevistar Maria Madalena, que está aqui ao meu lado e chegou bem cedinho. Bom dia Maria.

Maria – Bom dia. Cheguei logo cedo para embalsamar o corpo de Jesus e quando cheguei, o túmulo estava aberto e seu corpo havia sumido. Então apareceu um homem de branco e me perguntou porque eu procurava dentre os mortos quem estava vivo! Então cheguei à conclusão que Ele havia ressuscitado.

Repórter 2 – Obrigado Maria. Vamos falar agora com um dos soldados que ficaram guardando o túmulo. Bom dia.

Soldado – (angustiado) Eu estava aqui quando veio uma multidão com tochas iluminando tudo, gritando e levaram o corpo de Jesus, para saírem por aí dizendo que ele ressuscitou.

Repórter 2 – Obrigado. O impasse está muito grande e parece que vai demorar acabar. Aqui é […] para o Jornal Maranata (pausa), pois o Senhor logo vem.

Âncora 1 – Obrigado [repórter 2]. Realmente este é um impasse muito grande e está em suas mãos a decisão de acreditar se Jesus vive e está no céu agora ou se jaz no esquecimento. Mas independente da sua escolha, saiba que Ele está a te esperar em qualquer momento que você quiser se abrir para ele.

Âncora 2 – Esta foi a sua primeira edição do Jornal Maranata.

Âncora 1 – Pois o Senhor logo vem.

Âncora 2 – Não percam a nossa próxima edição e tenham todos um bom dia.

(música de encerramento).

Cliquem AQUI para votar no Cantinho da Unidade para o prêmio Comunicando Jesus na Web!

Planejar um acampamento, para a classe de Líder

Sabemos que um líder não é formado apenas por cumprir 16 ou 88 requisitos de um cartão. Existe muito mais além disso: espiritualidade, dedicação, garra, esforço, amor… E se existe um requisito, tanto na classe de Líder quanto em Classes Agrupadas, que junta todos esses fatores é: “Demonstrar o crescimento de sua liderança e habilidade no ensino, completando três dos seguintes requisitos: Ajudar a planejar e coordenar um acampamento de Clube ou unidade.” 

Na coordenação de um acampamento o líder encontra diversas situações onde pode desenvolver de maneira prática as habilidades que tem aprendido nas instruções teóricas da classe. O que ele aprender, jamais esquecerá!

Existem vários pontos a considerar ao se planejar e coordenar um acampamento: segurança, tipo de terreno, acesso, água, transporte, alimentação… Aqui mesmo no Cantinho da Unidade vocês já viram dicas para montar o programa, as provas, além de diversas outras dicas sobre: mapas topográficos, bússola, declinação magnética, purificação de água, barracas, sacos de dormir… Tudo isso você encontra na nossa seção Arte de Acampar.

O foco de hoje é no planejamento do acampamento pelo aspirante a líder. O modelo abaixo é bastante útil e didático, pois delimita bem as atribuições de cada um, facilitando a organização geral. A idéia é que o instrutor explique cada atribuição e faça a divisão, conferindo, posteriormente, o andamento de cada uma das seções.

Para um melhor aproveitamento, é recomendado que este planejamento seja iniciado com pelo menos 3 meses de antecedência, para que haja tempo hábil para todos cumprirem satisfatoriamente as suas funções. Lembrem-se que o planejamento adequado é a chave do sucesso!

São sete as áreas a serem trabalhadas: I – Programação espiritual; II – Provas; III – Instrução; IV – Inspeção e Disciplina; V – Civismo; VI – Infra-Estrutura; VII – Intendência.

Eis as atribuições de cada uma:

I – Aos responsáveis pela Programação Espiritual compete:
a. Planejar e dirigir as meditações matinais;
b. Planejar e dirigir o Programa de Abertura;
c. Planejar e dirigir o Programa de Encerramento;
d. Planejar e dirigir o Fogo do Conselho;
e. Planejar e dirigir o culto noturno;
f. Providenciar pessoas responsáveis em dirigir o momento de cântico das programações;
g. Providenciar, no mínimo, um cantor para cada programação.

II – Aos responsáveis pelas Provas compete:
a. Planejar todas as provas do acampamento, sejam instrutivas, recreativas ou histórias;
b. Listar, para cada prova, o tempo necessário para a realização, número de pessoas envolvidas, objetivos, materiais necessários;
c. Dirigir e fiscalizar a realização de todas as provas;
d. Desenvolver as planilhas do sistema de pontuação.

III – Aos responsáveis pela Instrução compete:
a. Listar todas as atividades das classes possíveis de serem realizadas no acampamento;
b. Planejar e desenvolver uma metodologia de ensino para cada uma destas atividades;
c. Providenciar meios para o cumprimento das mesmas.

IV – Aos responsáveis pela Inspeção e Disciplina compete:
a. Fazer a inspeção de toda a área do acampamento, incluindo: barracas, uso de pioneirias, cozinha, latrina;
b. Fazer anotações referentes aos atos de indisciplina cometidos pelos desbravadores durante todo o período do acampamento;
c. Assegurar o cumprimento das normas estabelecidas para o bom funcionamento do acampamento;
d. Desenvolver as planilhas a serem utilizadas na inspeção.

V – Aos responsáveis pelo Civismo compete:
a. Providenciar um local para o hasteamento das bandeiras;
b. Coordenar o hasteamento e arriamento das bandeiras;
c. Conduzir a apresentação dos ideias e hino dos desbravadores;
d. Providenciar e responsabilizar-se pelos materiais necessários à realização desta atividade.

VI – Aos responsáveis pela Infra-Estrutura compete:
a. De acordo com a realidade do local do acampamento, montar uma planta de toda a estrutura a ser montada;
b. Providenciar os materiais necessários para a construção das cozinhas e dos sanitários;
c. Construir os sanitários;
d. Auxiliar as unidades na montagem das cozinhas e do acampamento;
e. Responsabilizar-se pela segurança estrutural de todos os locais onde será realizada alguma atividade.

VII – Aos responsáveis pela Intendência compete:
a. Fazer um levantamento de todo o material que será utilizado pelas outras equipes;
b. Fazer um orçamento deste material;
c. Providenciar a aquisição destes materiais;
d. Responsabilizar-se por ele durante todo o evento.

VIII – À secretaria compete:
a. Providenciar as autorizações para a participação dos desbravadores no evento;
b. Providenciar o seguro;
c. Gerenciar o sistema de pontuação do acampamento;
d. Cuidar do equipamento de primeiros socorros. 

Não se esqueçam que, ao final do acampamento, é necessária uma avaliação.

Dons espirituais, para a classe de Guia

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. Atos 1:8 

Vocês já pararam para imaginar o que passou na cabeça dos discípulos quando Jesus lhes disse isso? Até os confins da terra??? Como seria possível àqueles discípulos pobres, sem estudo, ir a todo mundo pregar o evangelho de Cristo? Eu ficaria assustado, e você?

O segredo para esta grandiosa tarefa está na primeira parte do verso: “receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês”. Mas afinal, que poder é esse?

O poder que Jesus menciona são os dons espirituais. São presentes concedidos pelo próprio Deus ao seu povo para continuar a obra de pregar até aos confins da terra.

Um adolescente de 15 anos está no auge das mudanças que estão acontecendo com ele [físicas, mentais e espirituais]. É o momento chave para chamá-lo a dedicar toda a energia da adolescência ao serviço de Deus. Nosso dever, como líderes de desbravadores, é ajudá-lo a descobrir os seus dons para que ele comece a usá-los para Deus! Por isso que temos na classe de Guia, Descoberta Espiritual, o seguinte item: “Explicar como um cristão pode ter os dons espirituais descritos por Paulo na sua carta aos Coríntios”.

Para iniciarmos a instrução, é necessário que os desbravadores entendam o que são dons espirituais. Comece lendo a parábola dos talentos para eles:

“E também será [o Reino dos céus] como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem”… Mateus 25:14-29.

Analise com eles alguns dos seguintes pontos:

  • Quantos dons cada pessoa pode receber?
  • Existe alguém que não tem dons?
  • Quem distribui os dons?
  • Quem é o homem que saiu de viagem?
  • Quem são os servos?
  • O que cada um dos servos fez com o talento que recebeu?
  • Qual foi a atitude do chefe e por quê?

É importantíssimo também diferenciarmos dons de talentos. Muitos cristãos têm o costume de achar que cantar, tocar, ter alguma habilidade manual, etc. são dons. Não é isso que a Bíblia nos ensina. Essas habilidades especiais, que tanto podem ser usadas para a obra de Deus quanto para a vida particular, são talentos, pois são habilidades que aprendemos com o tempo, através de aulas, ou mesmo sozinhos. Acontece que alguns já tem uma certa facilidade com alguns deles, mas não podemos confundir com dons.

Já os dons são concedidos exclusivamente pelo Espírito Santo, não são aprendidos em uma escola [é claro que quando o recebemos, nós podemos e devemos aperfeiçoá-lo, mas jamais o teremos se Deus não o conceder a nós]. A maioria dos dons estão descritos em I Coríntios 12, mas não são os únicos, encontramos outros em outros versos da Bíblia.

Como um desbravador pode ter esses dons espirituais descritos por Paulo? Primeiramente precisamos ajudá-los a descobrir quais são os dons deles. No seminário de líder máster avançado que participei, uma das atividades foi exatamente um teste para descobrir os nossos dons. O material usado foi preparado pela União Nordeste Brasileira e, na nossa opinião, é o melhor que já vimos até hoje. Clique AQUI para baixar.

O teste é bem simples, basta seguir as instruções. Não deixe que os desbravadores leiam a explicação dos dons antes de terminá-lo, para que eles, subconscientemente [ou não, rs], não manipulem as informações. Somente ao final do teste, sente novamente com eles para discutir como eles podem usar estes dons. [Apesar do teste pedir para elencar os 5 principais, o pastor Fernando Melo, que nos conduziu o teste, sugeriu apenas os 3 primeiros, tornando o resultado mais realista].

Mas antes de realizar o teste, é importante seguirmos as seguintes recomendações, descritas no livro Nisto Cremos, páginas 288 e 289:

Preparo Espiritual. Os apóstolos oraram sinceramente pedindo aptidão para pronunciar as palavras que conduziriam os pecadores a Cristo. Eles puseram de lado as diferenças e os desejos de supremacia que se haviam manifestado anteriormente entre eles. Confissão de pecados e arrependimento conduziram-nos a íntimo relacionamento com Cristo. Aqueles que hoje aceitam a Cristo necessitam provar semelhante experiência, na preparação para o batismo pelo Espírito Santo.

O batismo do Espírito não é um evento que ocorre uma única vez; ele pode ser vivenciado diariamente.11 Necessitamos pleitear com o Senhor por esse batismo, porque ele proverá à Igreja o poder de testemunhar e de proclamar o evangelho. Para podermos fazer isso, necessitamos submeter continuamente nossa vida a Deus, permanecendo plenamente em Cristo, e pedindo-Lhe sabedoria para descobrirmos os nossos dons (Tia. 1:5).

Estudo das Escrituras. Estudo acompanhado de oração, daquilo que o Novo Testamento ensina a respeito dos dons espirituais, permitirá que o Espírito Santo impressione a nossa mente com o ministério específico que Ele preparou para nós. É importante que creiamos que Deus nos concedeu pelo menos um dom para ser utilizado em Seu serviço.

Disposição Para Seguir Sua Orientação. Nós não podemos usar o Espírito, mas Ele deve servir-Se de nós, pois é Deus quem opera em Seu povo “tanto o querer como o realizar” (Filip. 2:13), e o fará segundo a Sua boa vontade. Constitui um privilégio dispor-se a trabalhar em qualquer ramo de serviço que a providência de Deus nos apresente. Devemos oferecer a Deus a oportunidade de operar através de outros, solicitando a nossa ajuda. Assim, devemos estar prontos para responder às necessidades da Igreja sempre que elas se apresentem. Não deveríamos temer enfrentar novos desafios, mas também deveríamos sentir-nos na liberdade de falar àqueles que solicitam nosso auxílio, a respeito de nossos talentos e experiências.

Confirmação Através do Corpo de Cristo. Uma vez que Deus concede os dons para a edificação de Sua Igreja, deveríamos esperar a confirmação final de nossos dons a partir do julgamento do corpo de Cristo, e não a partir de nossos próprios sentimentos. Muitas vezes, é mais difícil reconhecer os próprios dons do que os dons de outros. Não apenas devemos estar dispostos a ouvir o que os outros têm a dizer no tocante aos nossos dons, como também é importante que reconheçamos e confirmemos os dons de Deus manifestados nos outros. Nada é mais estimulante e gratificante do que saber que estamos ocupando a posição ou ministério ou serviço que a Providência ordenou para nós. Que bênção representa para nós o utilizarmos em Seu serviço o dom especial que Cristo nos concedeu através do Espírito Santo! Cristo anseia repartir os dons de Sua graça. Podemos aceitar hoje o Seu convite e descobrir o que Seus dons podem realizar numa vida que experimenta a plenitude do Espírito!

 

Relacionamento dos jovens adventistas, para a classe de Excursionista

Vivemos em um mundo onde muitas pessoas não se preocupam em fazer o que a Bíblia nos ensina. Nós podemos nos relacionar com essas pessoas? Como Jesus agiu com pessoas marginalizadas e pecadoras?

Essas são algumas das questões que você precisa trabalhar com os seus desbravadores da classe de Excursionista, cumprindo o requisito 3 da seção Servindo a Outros: “Discutir como os jovens adventistas se relacionam com as pessoas, nas variadas situações do dia a dia.”

Devemos ter muito cuidado ao abordar os garotos de 14 anos com as diferenças entre o estilo de vida do jovem adventista e do jovem não adventista, para, ao invés de incentivá-los a mudar, afastá-los do Clube e de Deus. Para isso, sugerimos as seguintes atividades para ensinar esse requisito, retiradas do Manual da Classe:

Reúna sua classe e num debate:

  1. Identifique os contatos comuns do dia-a-dia de um adolescente. Por exemplo: família, amigos e vizinhos, motorista do ônibus, vendedor de lojas, professores, etc.
  2. Discuta as diferenças entre você e os amigos e colegas não adventistas. Por exemplo: alimentos, entretenimento, recreação, sábado, etc.
  3. Defina se você acha que estas diferenças tornam impossível estabelecer uma amizade. (Resposta: Não). Você pode estabelecer uma amizade conversando sobre as coisas que vocês têm em comum, por exemplo, as atividades da escola, interesses, desbravadores, jogos, esportes, etc. Ou, pode usar as diferenças como um ponto interessante da conversa, sem pregar! Por exemplo, porque escolhemos um estilo de vida que exclui o fumo, as bebidas alcoólicas, as drogas, esportes no sábado e etc.
  4. Uma amizade também pode ser formada simplesmente por se estar consciente da presença de outra pessoa, por exemplo, dizendo “oi”, ajudando sempre que possível, sendo cortês e educado, etc. Mesmo que a amizade não se forme, você terá dado uma boa impressão sobre si mesmo, sobre sua escola ou igreja.
  5. Converse sobre o poder da influência: como você pode influenciar os outros? Como os outros influenciam você? Lembre-se que, como nossa natureza humana tem uma tendência para o mal, é mais fácil que as pessoas sejam influenciadas a fazer o que é errado do que a seguir Jesus. O adolescente cristão precisa estar separado da multidão, mas não isolado. Comprometer princípios de comportamento ou convicção só para fazer amigos não é bom, mas o isolamento também não é aceitável.
“O verdadeiro cristão não escolhe a companhia dos não cristãos por amor da atmosfera que cerca as vidas sem religião, nem para inspirar admiração ou aplauso… a amizade com os não cristãos não nos fará mal se nos juntarmos a eles com o propósito de os ligar a Deus, e se formos fortes o suficiente para não sermos influenciados por eles”. 5T, p. 112, 113. Leia o capítulo “Em contato com os outros“, do livro A ciência do bom viver, de Ellen White, p. 483-496. Anote os principais temas sobre o ministério do relacionamento interpessoal e ensine esses princípios aos seus desbravadores. Por último, imprima as imagens a seguir (clique para ampliar) [ou clique AQUI para download] e entregue para os seus desbravadores cumprirem as tarefas.

  


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...