Arquivo | outubro 2011

Questão de esforço

Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Js. 1:6. 

Trabalho como contador em uma escola e faz algum tempo que venho planejando, junto com a secretária da escola, a organização de nosso arquivo. O local onde ficam os documentos antigos dos dois departamentos transformou-se em um verdadeiro deposito e precisávamos fazer uma seleção do que era importante para podermos descartar o restante.

Então planejamos que na segunda-feira, 10 de outubro, todos iriam com uma roupa mais velha para poder colocar a “mão na massa”. No dia da organização cheguei animado e logo comecei a carregar caixas, mudar armários de lugar, mudar prateleiras, desempacotar caixas… Fiz todo tipo de esforço para deixar o ambiente com cara nova. De fato o trabalho ficou muito bom, mas no final do dia, todo o meu corpo doía, parecia que tinha sido nocauteado por um boxeador, até para caminhar para minha casa (que fica bem próximo ao meu trabalho) foi difícil.

Então naquela noite comecei a pensar que se eu tivesse que fazer este tipo de trabalho no dia seguinte eu não conseguiria, o esforço era demasiado grande, eu comecei a reclamar que não tinha condições de desenvolvê-lo diariamente. Posso confessar para vocês que até para dormir foi difícil.

No dia seguinte coloquei meu uniforme do escritório (ainda com dores) e fui trabalhar. No caminho que leva ao trabalho está tendo a construção de uma casa, então fiquei observando que os trabalhadores daquela obra estavam ali todos os dias, chegavam mais cedo do que eu ao trabalho, saíam mais tarde e faziam muito mais esforço do que fiz em todo o meu “grande dia de trabalho”. Então, por que eles não reclamavam de dores? Percebi que a diferença estava na prática, no fazer cotidiano.

Neste momento me veio à mente minha vida espiritual diária, por que é tão difícil tirar um “tempinho” para Deus? Por que temos dificuldade de ficarmos 5 minutos lendo a Bíblia e conseguimos passar 2 horas assistindo a um filme, sem ao menos sair do lugar? Entendi que tudo é uma questão de prática.

O que venho praticando mais é justamente aquilo que eu mais faço e com maior facilidade. Com esta simples experiência percebi como Deus age de várias maneiras, utilizou minhas dores musculares e alguns pedreiros para me mostrar que meus hábitos espirituais precisam ser melhorados.

Caros amigos, não é fácil deixarmos velhos hábitos e trilhar um novo rumo, mas esta semana percebi que não teremos bons resultados (como no caso do meu arquivo) sem esforço de nossa parte e com certeza não teremos uma maior comunhão com Deus, não ouviremos sua voz e não conseguiremos ter alegria em Sua presença se não nos esforçarmos. Tenha certeza que cada sacrífico que fazemos em nome de nosso Deus será gratificante em nossa vida diária, mas principalmente pelo deleite eterno das maravilhas que o nosso Criador preparou para cada um de nós. Tudo não passa de uma QUESTÃO DE ESFORÇO.

Ficha de avaliação da unidade

Como vocês já viram, há muitas atividades para serem feitas no Cantinho da Unidade. E uma delas, atribuição do secretário da unidade, é preencher a ficha de presença.

Não existe uma ficha padrão oficial, porém muitos conhecem e trabalham com uma ficha que geralmente é distribuída pelos Campos. 

Qual o objetivo dessa ficha? Além de ser uma ficha de presença, ela é o “raio x” da unidade, uma fonte de informações para que os conselheiros e diretores associados saibam como está a vida do desbravador dentro do cantinho da unidade e até mesmo fora dele.

A ficha de avaliação da unidade é fundamental para o bom andamento do Clube, por isso deve ser preenchida em todas as reuniões. Se você ainda não tem um modelo em seu Clube, clique AQUI e AQUI para baixar. O primeiro arquivo é em formato .docx, para que você possa substituir o nome do seu Clube, o logo, o esquema de cores e até mesmo os requisitos avaliados, caso julgue necessário. O segundo arquivo é em formato .pdf, para uma correta visualização do arquivo. Talvez seja necessário instalar uma fonte nova, clique AQUI para baixá-la.

Esta ficha faz parte do projeto Desbravador Destaque (em outro momento postamos sobre o projeto aqui). Nela trabalhamos os seguintes requisitos: pontualidade, uniforme, material, disciplina, leitura bíblica, ajuda comunitária e mensalidade. Cada item vale 10 pontos, cabendo ao Clube definir como será feita a adaptação dos pontos não completos, por exemplo, atrasado 5 minutos, 10 minutos…


Dons espirituais, para a classe de Guia

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. Atos 1:8 

Vocês já pararam para imaginar o que passou na cabeça dos discípulos quando Jesus lhes disse isso? Até os confins da terra??? Como seria possível àqueles discípulos pobres, sem estudo, ir a todo mundo pregar o evangelho de Cristo? Eu ficaria assustado, e você?

O segredo para esta grandiosa tarefa está na primeira parte do verso: “receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês”. Mas afinal, que poder é esse?

O poder que Jesus menciona são os dons espirituais. São presentes concedidos pelo próprio Deus ao seu povo para continuar a obra de pregar até aos confins da terra.

Um adolescente de 15 anos está no auge das mudanças que estão acontecendo com ele [físicas, mentais e espirituais]. É o momento chave para chamá-lo a dedicar toda a energia da adolescência ao serviço de Deus. Nosso dever, como líderes de desbravadores, é ajudá-lo a descobrir os seus dons para que ele comece a usá-los para Deus! Por isso que temos na classe de Guia, Descoberta Espiritual, o seguinte item: “Explicar como um cristão pode ter os dons espirituais descritos por Paulo na sua carta aos Coríntios”.

Para iniciarmos a instrução, é necessário que os desbravadores entendam o que são dons espirituais. Comece lendo a parábola dos talentos para eles:

“E também será [o Reino dos céus] como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem”… Mateus 25:14-29.

Analise com eles alguns dos seguintes pontos:

  • Quantos dons cada pessoa pode receber?
  • Existe alguém que não tem dons?
  • Quem distribui os dons?
  • Quem é o homem que saiu de viagem?
  • Quem são os servos?
  • O que cada um dos servos fez com o talento que recebeu?
  • Qual foi a atitude do chefe e por quê?

É importantíssimo também diferenciarmos dons de talentos. Muitos cristãos têm o costume de achar que cantar, tocar, ter alguma habilidade manual, etc. são dons. Não é isso que a Bíblia nos ensina. Essas habilidades especiais, que tanto podem ser usadas para a obra de Deus quanto para a vida particular, são talentos, pois são habilidades que aprendemos com o tempo, através de aulas, ou mesmo sozinhos. Acontece que alguns já tem uma certa facilidade com alguns deles, mas não podemos confundir com dons.

Já os dons são concedidos exclusivamente pelo Espírito Santo, não são aprendidos em uma escola [é claro que quando o recebemos, nós podemos e devemos aperfeiçoá-lo, mas jamais o teremos se Deus não o conceder a nós]. A maioria dos dons estão descritos em I Coríntios 12, mas não são os únicos, encontramos outros em outros versos da Bíblia.

Como um desbravador pode ter esses dons espirituais descritos por Paulo? Primeiramente precisamos ajudá-los a descobrir quais são os dons deles. No seminário de líder máster avançado que participei, uma das atividades foi exatamente um teste para descobrir os nossos dons. O material usado foi preparado pela União Nordeste Brasileira e, na nossa opinião, é o melhor que já vimos até hoje. Clique AQUI para baixar.

O teste é bem simples, basta seguir as instruções. Não deixe que os desbravadores leiam a explicação dos dons antes de terminá-lo, para que eles, subconscientemente [ou não, rs], não manipulem as informações. Somente ao final do teste, sente novamente com eles para discutir como eles podem usar estes dons. [Apesar do teste pedir para elencar os 5 principais, o pastor Fernando Melo, que nos conduziu o teste, sugeriu apenas os 3 primeiros, tornando o resultado mais realista].

Mas antes de realizar o teste, é importante seguirmos as seguintes recomendações, descritas no livro Nisto Cremos, páginas 288 e 289:

Preparo Espiritual. Os apóstolos oraram sinceramente pedindo aptidão para pronunciar as palavras que conduziriam os pecadores a Cristo. Eles puseram de lado as diferenças e os desejos de supremacia que se haviam manifestado anteriormente entre eles. Confissão de pecados e arrependimento conduziram-nos a íntimo relacionamento com Cristo. Aqueles que hoje aceitam a Cristo necessitam provar semelhante experiência, na preparação para o batismo pelo Espírito Santo.

O batismo do Espírito não é um evento que ocorre uma única vez; ele pode ser vivenciado diariamente.11 Necessitamos pleitear com o Senhor por esse batismo, porque ele proverá à Igreja o poder de testemunhar e de proclamar o evangelho. Para podermos fazer isso, necessitamos submeter continuamente nossa vida a Deus, permanecendo plenamente em Cristo, e pedindo-Lhe sabedoria para descobrirmos os nossos dons (Tia. 1:5).

Estudo das Escrituras. Estudo acompanhado de oração, daquilo que o Novo Testamento ensina a respeito dos dons espirituais, permitirá que o Espírito Santo impressione a nossa mente com o ministério específico que Ele preparou para nós. É importante que creiamos que Deus nos concedeu pelo menos um dom para ser utilizado em Seu serviço.

Disposição Para Seguir Sua Orientação. Nós não podemos usar o Espírito, mas Ele deve servir-Se de nós, pois é Deus quem opera em Seu povo “tanto o querer como o realizar” (Filip. 2:13), e o fará segundo a Sua boa vontade. Constitui um privilégio dispor-se a trabalhar em qualquer ramo de serviço que a providência de Deus nos apresente. Devemos oferecer a Deus a oportunidade de operar através de outros, solicitando a nossa ajuda. Assim, devemos estar prontos para responder às necessidades da Igreja sempre que elas se apresentem. Não deveríamos temer enfrentar novos desafios, mas também deveríamos sentir-nos na liberdade de falar àqueles que solicitam nosso auxílio, a respeito de nossos talentos e experiências.

Confirmação Através do Corpo de Cristo. Uma vez que Deus concede os dons para a edificação de Sua Igreja, deveríamos esperar a confirmação final de nossos dons a partir do julgamento do corpo de Cristo, e não a partir de nossos próprios sentimentos. Muitas vezes, é mais difícil reconhecer os próprios dons do que os dons de outros. Não apenas devemos estar dispostos a ouvir o que os outros têm a dizer no tocante aos nossos dons, como também é importante que reconheçamos e confirmemos os dons de Deus manifestados nos outros. Nada é mais estimulante e gratificante do que saber que estamos ocupando a posição ou ministério ou serviço que a Providência ordenou para nós. Que bênção representa para nós o utilizarmos em Seu serviço o dom especial que Cristo nos concedeu através do Espírito Santo! Cristo anseia repartir os dons de Sua graça. Podemos aceitar hoje o Seu convite e descobrir o que Seus dons podem realizar numa vida que experimenta a plenitude do Espírito!

 

Mapas: de orientação x topográfico

Algum tempo atrás escrevi alguns posts sobre mapa topográfico, declinação magnética, bússola e, mais recentemente, sobre a especialidade de orientação. Resolvi escrever este post de esclarecimento porque em alguns sites com especialidades respondidas há uma confusão entre os sinais usados nos mapas topográficos e nos mapas de orientação.

Como já falamos no post sobre mapa topográfico, mapas diferentes servem a diferentes finalidades. É a mesma coisa com esses dois mapas, servem para objetivos diferentes. Mapas topográficos são uma representação gráfica detalhada e precisa dos relevos naturais e artificiais, permitindo que se tenha uma visão tridimensional de uma paisagem a partir de uma superfície bidimensional, o mapa. Os mapas de orientação são uma versão dos mapas topográficos, sendo utilizados para corridas de orientação, sendo que a principal característica de ambos são as curvas de nível. Porém eles possuem uma diferença considerável nos símbolos utilizados na legenda, poucos são os símbolos comuns aos dois.

Abaixo temos um mapa topográfico e um mapa de orientação.

Mapa topográfico, Brasília – NO, DF, Brasil, 1:25.000

 

Mapa de Orientação do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Brasília – DF

Como pode-se observar, os mapas possuem uma diferença significativa nos símbolos encontrados nas legendas e, consequentemente, na aparência do mapa. Portanto, conhecer bem a legenda de um mapa topográfico não significa conhecer a legenda de um mapa (de corrida) de orientação e vice-versa, por isso é tão necessário ter cuidado ao ensinar e/ou cobrar os requisitos que falam sobre mapa topográfico.

Morre o último dos pioneiros dos desbravadores

Desbravadores ao redor do mundo têm cantado este hino em várias línguas: “Nós somos os desbravadores, os servos do Rei dos reis, sempre avante assim marchamos fiéis às suas Leis. Devemos ao mundo anunciar as novas da salvação, que Cristo virá em breve dar o galardão”… Cantado em milhares de Clubes de Desbravadores, Igrejas e Camporis, as palavras e a harmonia deste hino, criado em 1948, continuarão sendo o nosso tema ao redor do mundo.

Em 15 de julho de 2011, em Oakhurst, Califórnia, o autor e amigo dos desbravadores, Henry T. Bergh, fechou seus olhos e descansou na esperança da segunda vinda de Cristo.

Henry Theodore Bergh nasceu em 24 de maio de 1918 em Spokane, Washington e quando ele tinha 2 anos de idade foi salvo da morte em um acidente de queimadura. Deus tinha planos para a sua vida! Apesar das cicatrizes permanecerem, seu amor por Cristo crescia. Quando Henry tinha por volta de 10 anos ele conheceu Miriam Jackson. Quando sua mãe estava levando a família de Miriam para a escola sabatina, ele disse à sua mãe que um dia se casaria com aquela garota. Eles ficaram amigos e se casaram em 24 de agosto de 1939. Miriam e Henry se conheceram por 83 anos!

Henry foi tesoureiro de várias Associações e da Pacific Press (a editora deles) antes de se tornar diretor do Ministério Jovem da Associação Californiana Central. Foi aqui que ele ajudou a fundar 23 Clubes de Desbravadores, escreveu o livro “Como iniciar um Clube de Desbravadores”, iniciou o programa de Coordenação dos Desbravadores, realizou o primeiro treinamento de liderança, desenhou a bandeira e liderou a primeira feira. Mas para dezenas de milhares de jovens em todo o mundo, Henry Bergh será lembrado por ter escrito as palavras do hino oficial, assim como Deus as deu para ele.

Deus realmente abençoou o Clube de Desbravadores com a vida e ministério de Henry Bergh.

Fonte: Pathfinders Online 

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