Arquivo | junho 2011

Morcego e planta carnívora dependem um do outro para viver

Pesquisador descobriu que uma espécie de morcego dorme dentro de planta carnívora nativa em forma de jarro. Para retribuir, o animal oferece suas fezes e urina como alimento ao vegetal. O mutualismo – relação entre dois seres vivos de espécies diferentes, onde ambos saem ganhando – foi desvendada por Ulmar Grafe, pesquisador da Universidade Brunei Darussalam.

Morcego (Kerivoula hardwickii hardwickii) e planta-carnívora (Nepenthes rafflesiana elongata)

Ao tentar entender como as plantas carnívoras da espécie Nepenthes rafflesiana conseguiam todos os nutrientes que precisavam para sobreviver no solo pantanoso e pobre de Bornéu, Grafe observou que pequenos morcegos costumavam se abrigar dentro do jarro da planta.

A planta carnívora mantém seu líquido digestivo, usado como armadilha para capturar insetos, dentro do jarro em um nível baixo para não atacar aos morcegos. O animal aproveita o abrigo seguro para defecar e urinar, longe de encarar os restos como um insulto, a planta também tira proveito, digere tudo e obtém nutrientes essenciais à sobrevivência, como o nitrogênio.

Relações mutualísticas entre vertebrados e plantas, exceto síndromes de polinização e dispersão, são raras. Este é apenas o segundo caso de relação mutualística entre uma planta carnívora e um mamífero e o primeiro caso de síndrome de aprisionamento de fezes foi registrado em uma planta de jarro que atrai morcegos.

O estudo, divulgado na publicação especializada Biology Letters, ajuda a mostrar como espécies aparentemente tão distantes dependem uma da outra – e do equilíbrio do ecossistema – para sobreviver.

Fonte: Revista Galileu

Nota: Se o líquido digestivo do jarro da planta não fosse mantido em um nível baixo, o morcego não utilizaria a planta carnívora como abrigo, pois seria atacado pelo líquido. Sem que o morcego utilize seu interior como abrigo, a planta carnívora não deixaria o líquido em um nível baixo, pois não há outra vantagem para fazê-lo. A especificidade entre estas duas espécies evidencia a mão de Deus.

Especialidade de Mapa e bússola: aprendendo a pesquisar

Esta especialidade fornece uma boa compreensão sobre mapas topográficos e uso prático de bússolas. Seu foco está nas habilidade com mapa e bússola, não abordando sistemas eletrônicos, tais como GPS.

Você vai aprender tópicos sobre mapeamento, como curvas de nível, norte verdadeiro, norte magnético, declinação magnética e muito mais. Você vai aprender as características de uma bússola da “orientação”, e como utilizá-la em conjunto com um mapa.

Esta é uma especialidade bem abrangente, em que a teoria e a prática devem andar de mãos dadas. Ela vai abrir um mundo totalmente novo para você.

Estes são os requisitos para concluir a especialidade de Mapa e bússola:

Seção I – Mapa

  1. Saber o seguinte:
    1. O que é um mapa topográfico?
    2. O que é encontrado em um mapa topográfico?
    3. Dê 3 usos para um mapa topográfico.
  2. O que é um mapa ortofoto?
  3. Ser capaz de identificar, pelo menos, 20 sinais e símbolos encontrados em mapas topográficos. Alguns deles deverão ser das seguintes categorias:
    1. Construções humanas
    2. Locais com água
    3. Características da vegetação
  4. Conhecer e explicar o seguinte com relação à topografia:
    1. Elevação
    2. Intervalo entre curvas de nível
    3. Formas de relevo (vales, cumes, penhasco, escarpas, montes, montanhas, etc.) definidas pelas curvas de nível
  5. Conhecer e explicar o seguinte, com relação ao mapa:
    1. O que é o sistema Grid
    2. O que é grid UTM
    3. Quantos fusos UTM temos no território da Divisão Sul Americana
    4. Identificar em qual fuso fica sua localidade e como é chamado (nomeado) este fuso
    5. Explicar como usar um sistema de coordenadas UTM
    6. Como usar um sistema de grade de 6 dígitos
  6. Conhecer e explicar o seguinte, com relação à leitura de mapas:
    1. Norte da quadrícula
    2. Norte verdadeiro
    3. Norte magnético
    4. Declinação magnética
    5. Convergência meridiana

Seção II – Bússola

  1. Quais são os 8 principais pontos cardeais, suas abreviações e graus correspondentes.
  2. Identificar o tipo de bússola mais comum entre trilheiros.
  3. Conhecer as partes de uma bússola.
  4. Conhecer e explicar o seguinte, relacionado à bússola, azimute e coordenadas:
    1. O que é azimute
    2. Como calcular a coordenada pelo mapa
    3. Como converter uma coordenada geográfica para uma coordenada magnética (azimute)
    4. Como converter uma coordenada magnética (azimute) para uma coordenada geográfica
    5. O que é desvio e como corrigir isso
    6. Como calcular e seguir um contra-azimute
  5. Conhecer e explicar os seguintes métodos de descobrir a localização atual em um mapa:
    1. O que é ressecção
    2. Use o método de 2 pontos
    3. Use o método de 3 pontos
    4. Explique como usar o triângulo de erro de Lehmann
  6. Saber e explicar como orientar-se usando o seu mapa por:
    1. Inspeção visual
    2. Usando a bússola
  7. Construir uma bússola de emergência utilizando materiais improvisados.

Seção III – Direção sem o auxílio de uma bússola

  1. Demonstrar como encontrar direção sem uma bússola usando:
    1. Cruzeiro do sul
    2. Relógio com ponteiros
    3. Constelação de Órion
    4. A sombra de duas varas

Seção IV – Prática

  1. Demonstrar como:
    1. Ler 6 coordenadas usando o Grid UTM
    2. Calcular uma coordenada pelo mapa
    3. Converter uma coordenada geográfica para uma coordenada magnética
    4. Determinar o azimute
    5. Localizar uma posição com a ressecção
  2. Com base no conhecimento adquirido no item “c” do requisito 4 da Seção II, navegar até uma coordenada geográfica utilizando um azimute magnético.
  3. Prove sua habilidade no uso de um mapa e bússola, seguindo um cross-country com, pelo menos, 10 leituras dadas ou pontos de controle.
  4. Durante o cumprimento dos requisitos 2 e 3 desta seção, manter um registro detalhando:
    1. Referências do mapa utilizado (incluindo dados da Grid, escala, etc.)
    2. Coordenadas geográficas e magnéticas e os azimutes
    3. Observações sobre o percurso tomado

A título de curiosidade, na Divisão do Sul do Pacífico existem duas especialidades que tratam sobre orientação. A primeira, chamada Map and Compass (Mapa e Bússola), da qual a nossa especialidade de Mapa e bússola é tradução. Já a segunda, chamada Orienteering (Orientação), foi criada baseada no esporte também chamado orientação, que tem como objetivo encontrar um determinado local no menor tempo possível, passando por pontos determinados, com a ajuda de mapas e bússolas.

Map and Compass

 

Orienteering

Para responder à  essa especialidade, sugerimos os posts Mapa Topográfico – O que é? O que indica? Como utilizá-lo?, Declinação Magnética e Bússola – Como funciona? Como utilizá-la? do noso blog, a série sobre Orientação com bússola e mapa, do Blog Trekking Brasil (Parte 1Parte 2Parte 3 , Parte 4), e as seguintes fontes:

Os mapas topográficos para esta especialidade, para várias cidades, podem ser encontrados tanto em jpg quanto em pdf.

As fontes que disponibilizamos aqui ainda não são suficientes para responder a especialidade toda, mas continuamos pesquisando bons sites que ajudem a responder esta especialidade.

Caso você tenha alguma indicação de fonte, nos mande um e-mail ou deixe um comentário.

1- Mateus

Mochilas – parte 3

Já aprendemos dois importantes aspectos sobre as mochilas: como escolher e como organizar. Agora vamos aprender como ajustar a mochila ao corpo e como cuidar bem de sua mochila.

Para regular a mochila muitos fatores são considerados. Elas foram desenhadas e fabricadas sempre levando em conta a resistência dos materiais em sintonia com o movimento do corpo. Todas aquelas fitinhas da sua mochila têm uma razão de ser e existir: foram feitas para proporcionar um ajuste perfeito ao seu corpo. Os materiais empregados e os sistemas de ajuste devem se adequar a estrutura física de cada pessoa. O mais importante é o peso estar sempre apoiando no sentido “para frente” e não inclinado para trás.

As mochilas maiores, chamadas de cargueiras, possuem uma barrigueira acolchoada, que proporciona um conforto maior e conseguem transferir para os quadris entre 80% e 90% do peso total. As mochilas menores, chamadas de ataque, possuem apenas uma fita como barrigueira e sua função é dar estabilidade. A carga, neste caso, fica mesmo nos ombros.

Assista o vídeo abaixo para aprender como ajustar a sua mochila apropriadamente.

Algumas dicas extras:
  • Antes de fazer qualquer dos  ajustes do vídeo, ajuste a distância entre o ombro e a barrigueira (muitas mochilas permitem a regulagem da altura das alças, então certifique-se disso na hora de comprar). A mochila ideal deve ter, do ombro à barrigueira, o comprimento do seu tronco. Só ajuste a cargueira quando já estiver cheia e arrumada.
  • O meio da barrigueira deve estar sobre os ossos da bacia e não acima (o que poderia acabar fazendo a constrição do estômago). É fundamental que o peso fique na barrigueira e não nos ombros.
  • As tirar de estabilização, que ficam em cima, próximo ao ombro, servem para trazer o peso da mochila e seu centro de gravidade para o mais próximo possível do corpo. Ajuste-as para otimizar o posicionamento das alças. Para terrenos muito acidentados é sugerido usá-las mais justa, enquanto para terrenos mais fáceis, pode-se deixá-las um pouco mais soltas.
  • Nem todas as mochilas tem  tiras estabilizadoras na barrigueira (as últimas tiras que foram ajustadas no vídeo). Elas são importantes, mas não essenciais, fazem com que a parte inferior da mochila fique o mais próxima possível do corpo.
  • Durante a caminhada, verifique de tempos em tempos os ajustes, pois é comum a mochila ir se “assentando” conforme o movimento.
Freqüentemente encontramos pessoas que dizem ter a mesma mochila há bastante tempo. As mochilas geralmente agüentam as adversidades encontradas em atividades ao ar livre. Porém, são necessários alguns cuidados e manutenção, para que sua companheira de aventuras dure por muito tempo. Aqui vão algumas dicas simples de manutenção para que a vida útil de sua mochila seja longa:

  • Guarde sua mochila em local seco, fresco e arejado, para evitar a proliferação de fungos, que podem danificar o revestimento interno de resina.
  • Cuide dos zíperes. Limpe-os, lubrifique-os com silicone em spray e não dê puxões fortes. Apare sempre os fios soltos do tecido, para que eles não se prendam no zíper.

  • Após cada caminhada, limpe bem sua mochila, esvaziando e sacudindo todos os compartimentos. Caso ela esteja realmente suja e precise de um banho, lave-a com cuidado, lembrando sempre de não esfregar o lado de dentro. Isso pode danificar o revestimento de resina, fazendo com que qualquer chuvinha molhe o interior da mochila. Por fora, esfregue com esponja ou escova macia, usando sabão neutro. Deixe secar à sombra, pois os raios UV do sol podem danificar o tecido.

 

  • Acondicione com cuidado os itens com pontas, como fogareiros e material de cozinha. Caso contrário, mesmo que não sejam afiadas, estas extremidades podem provocar furos em sua mochila.
  • Remova restos de comida e migalhas de sua mochila, pois o odor destes alimentos pode atrair animais e proliferar microorganismos, que acabam por estragar o tecido da mochila. Acondicione a comida em sacos plásticos antes de colocar na mochila, pois o cheiro pode atrair animais, mesmo não tendo mais comida na mochila.
  • Use sempre a capa de chuva da mochila, mesmo quando não estiver chovendo. Ela irá proteger a mochila contra sujeiras, arranhões e raios UV do sol. Afinal, é mais barato comprar uma capa nova do que uma mochila nova!
  • Quando você for levantar uma mochila cheia, pegue pelas duas alças simultaneamente, para não causar sobrecarga. O loop entre as alças também pode ser usado.
  • Não aperte demais as tiras de compressão. Isso vai causar esforço desnecessário nas costuras.
  • Mantenha as fivelas e fitas sempre presas para que, se forem pisadas ou enroscadas em galhos e cercas de arame, não sejam danificadas.

Se você seguir essas dicas, sua mochila vai durar muito mais e o risco de ter que fazer pequenos reparos na mochila durante a atividade ou até mesmo usar uma mochila improvisada (como a que está logo abaixo) será muitíssimo menor.

Caso sua mochila rasgue e não tenha condições de ser reparada durante a atividade, o jeito é fazer uma mochila de emergência. Pode-se utilizar qualquer coisa que se tenha a mão e sua criatividade permitir. Um modelo possível é com uma calça que permita uso de cinto.

Materiais necessários:
    • uma calça;
    • uma corda;
    • 2 fitas ou cintos.
    1. Passe a corda nos passantes do cinto;
    2. Amarre forte as pernas com as fitas ou cintos;
    3. Prenda com um nó as outras pontas da fita ou cinto na cintura da alça.

Além de feia, esta mochila improvisada é muito desconfortável e nada prática, então o melhor é cuidar muito bem da mochila para nunca precisar utilizar uma desta.

Fontes:

Você sabe escolher?

“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Isaías 30:21

Há um mês li essa meditação e achei muito interessante, gostaria de compartilhá-la com vocês. É interessante que, como o pastor José Maria fala, temos que fazer escolhas o tempo todo e algumas delas vão influenciar muito o nosso futuro.

Então leia e medite nesse texto para que possamos estar preparados quando tivermos que fazer escolhas importantes:

Desde o momento em que nos levantamos até o fim do dia, milhares de escolhas são feitas. Muitas delas não estão relacionadas ao conceito de certo e errado. Exemplo: O que vou comer em meu desjejum? Que roupa vou usar hoje? Internato ou externato? Filipe ou Marcelo? Bia ou Mariana? Vou caminhar no parque ou vou ao shopping? Considere, na hora de comprar, a variedade de produtos à sua disposição: você tem 36 tipos de cremes dentais, 100 marcas de iogurtes, milhares de DVDs, 200 tipos de celulares…

Outras escolhas terão que ser feitas com mais calma. São aquelas que têm impacto e consequências em nosso futuro: Que curso vou fazer: fisioterapia, medicina ou comunicação? Que emprego vou aceitar? Com quem vou me casar? Onde vamos morar? Que impacto essa escolha terá em minha vida a curto prazo? E a longo prazo? E sobre aqueles que dependem de mim?

Ninguém ignora a importância de uma escolha, porque quando alguém está dizendo “sim” para uma coisa, está dizendo “não” para muitas outras. E as escolhas mais difíceis não são entre o bom e o ruim, mas entre o bom e o melhor.

Podemos fazer algumas escolhas erradas e sobreviver: escolher o trabalho errado, a cidade errada onde morar, o carro errado e até o cônjuge errado (o que seria um desastre).

Antes de escolher, procure levar em conta alguns itens:

1. Não adie a escolha. Há pessoas que costumam adiar ao máximo a tomada de decisões. Vão além do tempo regulamentar e da prorrogação. A indecisão crônica desgasta não somente o indeciso, mas também aqueles que o cercam ou dependem dele.

2. Veja as circunstâncias. Aceite que não há coincidências. Deus está no controle de sua vida e usa cada incidente para dirigir e orientar seus passos. Às vezes, um telefonema, um dinheiro que surge, uma breve conversa informal podem servir de indicação da escolha a ser tomada.

3. Busque conselho. Não despreze a sabedoria dos mais experientes. Pais, professores, líderes, amigos que torcem por você podem ajudar muito. Quem sabe já enfrentaram a mesma situação antes e podem dar uma palavra de conselho.

A atitude de entrega e submissão nos dará tranquilidade e confiança no Deus que diz: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; Eu o aconselharei e cuidarei de você” (Sl 32:8).

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2011/md052011.html#4

 

Recomendamos

Proibido para meninos, indispensável para meninas

Não importa o que dizem psicólogos e educadores, na cabecinha delas já são adolescentes e ponto final. Nossas desbravadoras chegam ao clube menininhas e entre instruções de classe, treinos de ordem unida e acampamentos vão desabrochando e quando percebemos já são elegantes moças.

Durante esse período que elas estão no clube acontecem as principais mudanças na vida das garotas. Para algumas é mais fácil, para outras esse período é doloroso e por isso precisamos estar lá para dar força a elas. Só que nem sempre sabemos como falar com essas caixinhas de pandora, um passo em falso e estamos encrencados. rs

Pensando nisso a CASA publicou o livro Proibido para Meninos, Indispensável para Meninas. É o máximo, até eu, que não sou mais adolescente gostei muito do livro. Para contextualizar cada tema a autora, Sônia Rigoli Santos, conta a história de uma mulher da Bíblia, Ester, Rebeca, Tamar, tratando de assuntos como personalidade, etiqueta, moda, sexualidade, relacionamento com os pais e muito mais.

O livro nos ajuda a compreender melhor essa fase tão especial, mas não deve ficar só na nossa mão, deve ser dada a oportunidade para que cada menina leia individualmente.

Você pode adquirir o livro AQUI. Tenha certeza que vale a pena.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...