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Planejando um acampamento para os desbravadores – Provas

Como vimos na semana passada, no post Planejando um acampamento para os desbravadores – Programa, as provas são uma das atividades que mais impactam o desbravador num acampamento. Se as provas forem interessantes e bem preparadas, ele talvez nem se lembre dos problemas do acampamento!

Então, como prometido, aqui vão algumas das provas que já usamos nos nossos Clubes aqui na APlaC:

1. Circuito Geral

1.1 Obediência cega

Participantes: Toda a unidade

Descrição: Todos os membros da unidade estarão vendados e deverão cumprir comandos de ordem unida que serão levantados em placas pelo fiscal. A cada erro do grupo um membro será escolhido aleatoriamente pelo fiscal e deverá executar um nó da classe de amigo ou companheiro ainda com os olhos vendados. O clube só poderá voltar a marchar depois de o nó ser realizado corretamente. A prova termina quando o clube executar todos os comandos propostos ou quando completar 5 minutos de prova.

Comandos/ Nós: Cobrir (direito), Firme (cego), Descansar (oito), Sentido (cirurgião), Marcar passo (volta do fiel), Em frente (catau), Direita volver (laís de guia), Esquerda volver (escota), Meia volta volver (ordinário), Em direção à retaguarda (pescador), Auto (fateixa), Descansar (volta da ribeira)

Instrução ao fiscal: A prova começa assim que levantar o comando Cobrir. Os próximos 3 comandos serão levantados depois de 5 segundos cada um. Os próximos serão levantados a cada 10 segundos. Quando o clube errar deve-se escolher aleatoriamente um membro que deve executar o nó correspondente ao comando que errou.

Pontuação: Até 3 minutos – 10 pontos

De 3 a5 minutos – 5 pontos

Acima de 5 minutos – 2 pontos

1.2 “Nós” na Cozinha

Participantes: Toda a unidade

Descrição: Toda a unidade deverá fazer uma fogueira onde fritará dois ovos. Todos os membros da unidade devem comer os ovos.

Avaliação: Até 10 minutos – 10 pontos

De 10 a13 minutos – 5 pontos

Acima de 13 minutos – 2 pontos

1.3 Forca Humana

Participantes: Cinco representantes de cada unidade

Descrição: Serão chamados os cinco desbravadores de cada unidade. Os representantes terão que adivinhar a palavra que for passada pelo coordenador da prova. Se o desbravador errar uma letra terá uma parte do corpo pintada. A cada palavra troca-se o representante.

Avaliação: Ganha a unidade que acertar mais palavras (10 pontos)

1.4 Paródia

Participantes: Toda a unidade

Descrição: As unidades terão 30 minutos para elaborar uma música usando uma melodia já existente e a letra sobre o tema acampamento que será apresentada no fogo do conselho.

Avaliação: Criatividade, Adequação ao tema, Interpretação (15 pontos)

Para mais provas, clique AQUI. 


Planejando um acampamento para os desbravadores – Programa

Acampar é uma das atividades que os desbravadores mais gostam de fazer no Clube, se não for a que eles mais gostam! Todo domingo aqui no seu Cantinho você acompanha a seção Arte de Acampar, encontrando várias dicas para os seus acampamentos.

Daqui a um mês teremos um feriado prolongado e com certeza muitos clubes irão aproveitar para acampar. Como toda atividade do Clube, o acampamento precisa ser muito bem planejado, pois o sucesso dele dependerá fundamentalmente disso! Não adianta chegar lá e ir fazendo o que vier na cabeça, além de não dar certo, os desbravadores irão notar a falta de compromisso… péssimo exemplo.

Por isso, vamos aprender aqui algumas dicas para planejar um bom acampamento de desbravadores. O nosso foco hoje será no programa.

A primeira coisa que precisamos ter em mente é que o programa do acampamento precisa abranger com equilíbrio as áreas física, mental e espiritual. Uma não pode estar em sobreposição à outra.

Física: As atividades físicas são as que mais impactam o desbravador no acampamento. São as provas e a recreação, que, se forem bem elaboradas, independente do que tenha acontecido de ruim, eles vão se lembrar do evento como algo muito bom! Quem aqui não se recorda com carinho de um Campori pelas provas que realizou?!

Mas agora no Clube, como membros da diretoria, somos nós que temos que elaborar essas provas super legais para eles. Ao planejar uma prova, (tendo em mãos papel e caneta, é claro), você precisa dar um nome a ela, descrever exatamente como ela acontece, relacionar os materiais necessários, quantos desbravadores estão envolvidos e como será a avaliação. Você pode até achar que não é necessário tudo isso, mas eu te garanto que se assim for feito, eu que nunca fui no seu Clube poderei pegar o seu planejamento e executar a sua prova, caso você não possa. Inclusive é essa a idéia, qualquer pessoa que pegar o planejamento entenderá claramente o que deve ser realizado.

Algumas das provas mais esperadas nos acampamentos são: torta na cara, caça ao tesouro, circuitos, fogueiras, nós, barracas, ordem unida… Uma idéia para deixá-las ainda mais interessantes é colocar algum fator complicante. Desbravadores não gostam de coisas fáceis! Então, por exemplo, em vez de fazer uma corrida de nós simples, por que não fazer uma corrida de nós na água?

Confiram o modelo abaixo (clique para ampliar):

Se você quer exemplos de provas para o seu acampamento, não percam o post de quinta feira que vem!

A recreação também faz parte das atividades físicas e deve ser trabalhada nos acampamentos. Ela vai depender muito da estrutura que vocês tiverem, por exemplo, se na fazenda que vocês estão tem alguma cachoeira, não deixem de levar os desbravadores lá pelo menos 1 dia! Lembrem-se que o momento da recreação também deve ser planejado e dirigido, principalmente em relação à segurança dos desbravadores!

Mental: As atividades mentais são basicamente as instruções e os concursos. É impossível a um desbravador ser investido numa classe sem participar de um acampamento! Então, sente com todos os seus instrutores e anote todos os requisitos de todas as classes que precisam ser cumpridos lá, inclusive especialidades.

Já procure saber como ensinar cada um deles e quais os materiais que você vai precisar. O desbravador precisa voltar do acampamento sabendo fazer bem o que é exigido na sua Classe!

Os concursos são muito usados em Camporis, como concurso de música, oratória, perguntas e respostas, clube do livro, ano bíblico… mas nada impede de os utilizarmos nos nossos acampamentos internos também.

Se você planejar algum concurso, lembre-se que ele deve ser divulgado com bastante antecedência, para que os desbravadores possam se organizar para participar. Deixe bem claro, por escrito, todas as regras e quais serão os critérios avaliados, para evitar dor de cabeça. Bem conduzidos são uma ótima opção para as tardes de sábado e programas noturnos.

Espiritual: Infelizmente, hoje vemos muitos líderes que não trabalham a parte espiritual no acampamento, ou é a mais mal planejada de todas. Outro extremo disso são aqueles que trabalham apenas a parte espiritual, não fazem nada de físico e mental. Em qualquer atividade do Clube deve haver o equilíbrio entre as três áreas!

As principais atividades envolvidas são os cultos (programações noturnas), as meditações matinais e o fogo do conselho.

No culto tenha à frente da programação um líder carismático, que anime os desbravadores. Peça a ele para dirigir o momento de cânticos, para tornar esse momento o mais esperado do evento! 

O tema do programa noturno deve ter conexão com o tema do acampamento. Envolva os desbravadores no programa, seja dando um testemunho, demonstrando alguma habilidade, apresentação musical… A mensagem espiritual deve ser clara, breve e ter uma aplicação prática na vida dos desbravadores. Temos que tomar muito cuidado para não tornar esse momento chato. Para isso, um bom planejamento ajuda!

O devocional deve ser cristocêntrico. Parece óbvio, mas não é bem o que acontece. O que você costuma ler no seu devocional pessoal? Estorinhas? Acredito que não. Você lê a Bíblia, a meditação, a lição. Então por que insistimos em ficar contando essas estorinhas no devocional das crianças? Não podemos subestimar a capacidade delas. No devocional temos que abordar um tema bíblico, assim como fazemos o nosso em casa.

Uma aplicação prática é fundamental para que o desbravador possa realmente adotar aquela atitude para a sua vida. Fazer alguma meditação relacionada ao local do acampamento ou a alguma coisa que aconteceu ajuda muito a eles entenderem o contexto.

Uma coisa que NUNCA pode acontecer é você pedir (no acampamento!) para uma unidade fazer o devocional. Se você que é líder, já trabalha há tempos com desbravadores deixou de última hora e não programou nada, quanto mais os desbravadores!!! É importante que eles saibam dirigir o momento devocional, mas peça a eles com pelo menos 3 semanas de antecedência!

O fogo do conselho é uma das atividades mais tradicionais que temos. Faz parte da história do movimento mundial. Deve ter uma boa música, animada, brincadeiras apropriadas ao redor  da fogueira, momentos de humor, descontração, reflexão sobre acontecimentos do dia, sobre a vida espiritual, relembrar de acampamentos passados… Este é o momento em que todos os desbravadores se reúnem ao redor da fogueira para ouvir o que os líderes têm a ensinar a eles. Faça o fogo do conselho ser tradição no seu Clube também, guarde sempre um pouco das cinzas para colocar no próximo fogo do conselho e assim por diante.


O Estatuto da Criança e do Adolescente e os Desbravadores

Quase todos já ouviram falar sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, sabem que é a legislação especial brasileira que fala sobre os direitos da criança, mas muitos não sabem o que os artigos desse Estatuto têm a ver com sua vida, ou como eles influenciam nosso trabalho no Clube de Desbravadores.

Por esse motivo, o Cantinho da Unidade traz para você os pontos mais importantes desta legislação.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n. 8.069, foi publicado em 13 de julho de 1990 e atualmente conta com 267 artigos que tratam não somente dos direitos da criança, como também do procedimento para o tratamento do menor infrator, bem como de toda estrutura governamental que deverá atender ao menor.

O conceito de criança para a Lei é a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. As disposições preliminares instituem que a responsabilidade pela educação e cuidados da criança e do Adolescente é dever tanto da família, quanto da sociedade, quanto do Poder Público (art. 4º). O art. 5º estabelece que nenhuma criança deverá sofrer negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

O segundo Título da Lei trata dos direitos fundamentais da criança e explica como cada um deles deve ser exercido. Os principais são:

  • Direito à vida e à saúde;
  • Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade;
  • Direito à convivência familiar e comunitária (essa é a parte do Estatuto que rege a adoção);
  • Direito à educação, cultura, esporte e lazer;
  • Direito à profissionalização e à proteção no trabalho;

As medidas especiais de prevenção em relação à ameaça e violação dos direitos da criança estão elencadas no Título III. Essa prevenção refere-se principalmente à classificação indicativa de espetáculos, shows e literaturas inadequadas aos menores; à proibição da venda de armas, bebidas alcoólicas ou produtos que causem dependência e à proibição de viajar para outra comarca desacompanhada dos pais ou responsáveis.

A autorização para viajar é um dos pontos que, como líderes de desbravadores, precisamos prestar bastante atenção. Quando formos viajar com as crianças (isso inclui qualquer evento fora do local regular de reuniões, como acampamentos, passeios, caminhadas, etc.), devemos sempre ter a autorização por escrito dos pais ou responsáveis e a certidão de nascimento/RG delas, ou poderemos ter problemas sérios caso o transporte seja parado em uma blitz, por exemplo.

A partir daí a lei começa a falar sobre a política de atendimento ao menor, as medidas protetivas, as medidas sócio-educativas e o tratamento aos menores que praticam ato infracional (ato infracional é qualquer conduta descrita como crime ou contravenção penal praticada por menores de 18 anos), bem como regulamenta a estrutura do Poder Público (Vara da Infância e da Juventude, Conselho Tutelar, a atuação do Ministério Público e do advogado) responsável pela proteção dos interesses individuais difusos e coletivos ligados à infância.

A partir do art. 225 até o art. 258-B, o ECA fala sobre crimes e infrações administrativas praticados contra o menor. Os artigos que mais merecem a nossa atenção são:

Art. 232. Submeter a criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento. Devemos tomar cuidado com o que significa a palavra vexame ou constrangimento. Qualquer tipo de humilhação como xingar; fazer a criança “pagar” apoios, polichinelos ou abdominais; ridicularizá-la por não conseguir fazer algum comando de ordem unida ou aprender determinada habilidade; obrigar a criança a participar de atividades que ela tenha medo ou receio, exemplo, obrigá-la a rastejar na lama ou passar numa falsa baiana; colocar apelidos pejorativos, como gorducho, lagartixa, entre outros; enfim, qualquer atitude que fira a moral do desbravador.

Arts. 240 a 241-E. Esses artigos tratam da exploração sexual de menores, seja através de fotografias, filmagens ou registros de qualquer meio de cenas de sexo envolvendo crianças ou mesmo do aliciamento de menores para a prática de ato libidinoso. Este é um problema para o qual precisamos estar de olhos bem abertos e “antenas ligadas” sempre. Não que isso vá acontecer dentro do Clube, mas precisamos estar alerta para identificar quando a criança está sendo vítima desse tipo de abuso.

Entretanto, também precisamos tomar cuidado com certas atitudes que não vemos nenhuma maldade, mas que podem trazer conseqüências negativas, como por exemplo, o conselheiro dormir na mesma barraca que os desbravadores. Antigamente essa era uma prática comum, mas em vários treinamentos os departamentais têm nos alertado e solicitado que isso não mais aconteça. Também as crianças não devem tomar banho nuas coletivamente, muito menos na presença de adultos também nus. Mesmo que sejam todas do mesmo sexo.

Estamos falando de desbravadores, mas precisamos prestar atenção também ao colocar fotos dos filhos, mesmo que sejam os nossos, na internet. O bebê tomando banho ou de bumbum para cima, pode ser bonitinho para alguns, mas na mente pervertida dos pedófilos, esse tipo de imagem tem outro efeito.

Outro caso que nunca pode acontecer é o conselheiro facilitar o acesso das crianças a material pornográfico (revistas, vídeos ou até mesmo piadinhas). Se isso acontecer, o adulto deve ser imediatamente afastado do Clube e o caso deve ser passado para a Comissão da Igreja para que se tomem as devidas providências.

Sobre como identificar casos em que as crianças estejam sofrendo qualquer tipo de abuso, vamos falar em outro post, para o qual estamos procurando conseguir auxílio de um psicólogo.

Art. 243. Fornecer à criança, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida. Esse artigo se aplica principalmente a substâncias entorpecentes e bebidas alcoólicas, mas, como líderes de desbravadores, devemos tomar muito cuidado também com a administração de medicamentos, pois os mesmos são drogas lícitas que podem causar dependência. A administração de algum medicamento à criança deve ser somente por prescrição médica e por solicitação dos pais. Nas saídas com o Clube tenha sempre à mão a ficha de saúde dos desbravadores, onde deve constar se o desbravador necessita de algum tipo de medicamento de uso contínuo ou se possui alguma alergia.

Art. 244. Fornecer à criança ou adolescente fogos de estampido ou de artifício, exceto aqueles que, pelo seu reduzido potencial, sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida. Parece uma coisa simples, mas permitir que um desbravador manuseie qualquer tipo de fogos de artifício pode gerar detenção de 6 meses a 2 anos, além de multa. Portanto, nunca deixe seus desbravadores manipularem nenhum objeto desse tipo, pois mesmo os conhecidos “chuva de prata” ou “fumaça colorida” podem causar queimaduras e aí você estará bem encrencado!

Art. 244-B. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos. Isso inclui induzir o menor a praticar alguma infração penal ou praticar juntamente com ele, inclusive por meios eletrônicos, como MSN, Orkut ou qualquer outra rede social.

Os demais artigos tratam sobre infrações administrativas, que são, por exemplo, transportar crianças sem autorização (art. 251); não fixar classificação indicativa nas atrações públicas (art. 252); exibir qualquer tipo de programação inadequada às crianças (art. 255) etc.

Em resumo, devemos ter a consciência de que as crianças que estão sob nosso cuidado são bens preciosíssimos, dos quais Deus exigirá contas no último dia. Portanto, devemos cuidar bem delas, não só por causa da legislação do país, mas pela orientação divina.

“O bom caráter é um capital mais valioso do que a prata e o ouro. Não é afetado por crises nem fracassos, e naquele dia em que hão de ser destruídas as riquezas terrestres, os seus frutos serão fartos. A integridade, a firmeza e a perseverança são qualidades que todos devem zelosamente cultivar, pois elas revestem seu possuidor de um poder irresistível – um poder que o torna forte para fazer o bem, forte para resistir ao mal, forte para suportar a adversidade”. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 225 e 226.

Manual Administrativo do Clube de Desbravadores

Infelizmente há alguns anos que não é publicado um manual administrativo do Clube de Desbravadores. O que temos é de 1991! Apesar de estar um pouco desatualizado, ainda é vigente e é o que temos para orientar o funcionamento do Clube de Desbravadores. Há promessas de que até o final deste ano saia o novo, então, vamos esperar…

Bem, acontece que ele também não está mais disponível para venda, então, para aqueles que ainda não têm, clique AQUI para baixar. Qualquer dúvida sobre algum procedimento administrativo, comente aqui ou envie-nos um email, que a equipe do Cantinho da Unidade vai atrás da resposta para você.


Ordem unida para desbravadores

Como vimos no post Reunião Normal – O que fazer numa reunião do Clube de Desbravadores, “A ordem unida não deve ser a única programação da reunião, como já vi em alguns Clubes. É super importante, mas deve ter um equilíbrio de tempo entre os demais componentes da programação, para que não pequemos pelo excesso e nem pela falta! Se o seu Clube tem fanfarra, é este o momento de ensaiá-la também. Você pode intercalar os ensaios, por exemplo, num domingo ensaia a fanfarra, no outro ordem unida e assim sucessivamente”.

Então, para que possamos dirigir bem o momento cívico do nosso Clube, vamos aprender um pouquinho mais sobre ordem unida:

OBJETIVOS DA ORDEM UNIDA

a) Proporcionar aos desbravadores e às unidades os meios de se apresentarem e se deslocarem em perfeita ordem, em todas as circunstâncias.

b) Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são fatores preponderantes.

c) Construir uma verdadeira escola de disciplina.

d) Permitir que o clube apareça em público, de forma elegante e marcial.

CONCEITOS BÁSICOS

Formação:é a disposição dos elementos de um grupo em linha ou em coluna. Exemplo: Formação por 04 (em que são formadas 4 colunas), Formação por unidades (em que os capitães assumem as suas unidades na testa e o restante se posiciona um atrás do outro, do maior para o menor.

Linha: é a disposição de um grupo cujos desbravadores estão dispostos um ao lado do outro.

 

Fileira: é a formação em que os desbravadores estão colocados na mesma linha, um ao lado do outro, tendo todos a frente voltada para o mesmo ponto. 

Intervalo: é o espaço entre dois desbravadores colocados na mesma fileira (um do lado do outro).

Coluna: quando os desbravadores estão um atrás do outro, independente da distância e intervalo, entre blocos ou grupos. 

Cobertura: é o espaço entre dois desbravadores, onde estes estão um atrás do outro.


Testa: os desbravadores que estão na primeira fileira. 

Alinhamento: disposição de vários desbravadores enfileirados em uma linha reta, todos voltados para a mesma direção, um ao lado do outro.

Cadência: sucessão harmoniosa de sons e movimentos. Determinada pelo homem-base.

Homem-base: desbravador base para todos os comandos de ordem unida. Este é o testa da coluna da direita.

Retaguarda ou cauda: último desbravador ou última fileira de desbravadores de uma formação.

 Relembrando:

Fonte: Guia de Ordem Unida MisAl

OS COMANDOS EM ORDEM UNIDA

Formas de comando

Corneta – só serão utilizados de acordo com o respectivo manual de toques e marchas das forças armadas. Recomendado somente para clubes que já estão em adiantado progresso e conhecimento em ordem unida. (Não percam na semana que vem um post com os toques de corneta, para você começar a ensaiar no seu Clube)

Gestos – utilizado à distância quando não houver condições dos comandos em viva voz.

Voz – é a maneira padronizada pela qual o instrutor exprime verbalmente sua vontade. A mais usada em ordem unida, pois permite execução simultânea e imediata.

Apito – comandos por meio de apitos serão dados mediante o emprego de silvos longos e curtos, longos p/ advertência e curtos p/ execução.

Vozes de comando

Geralmente são compostas pelos seguintes elementos:

a) Voz de advertência: é um alerta que se dá ao grupo, prevenindo-o para o comando que será anunciado. Exemplo: Atenção clube!

b) Comando propriamente dito: tem por finalidade indicar o movimento a ser realizado pelos executantes. Exemplo: Direita… Esquerda… Meia Volta… Ordinário… É necessário que este comando seja dado com clareza e em voz alta, de forma que todo o pelotão escute e entenda o comando.

c) Voz de execução: tem por finalidade determinar o exato momento em que o movimento deve começar ou cessar. Quando a voz de execução é uma palavra oxítona, ou seja, com a última sílaba tônica, o instrutor deve alongar a enunciação dessa sílaba, sendo esta enérgica. Exemplo: Vol-ver, Des-can-sar, Co-brir. Já quando esta voz é uma palavra paroxítona, ou seja, com a penúltima sílaba tônica, o instrutor quase não pronuncia a sílaba final. Exemplo: Mar-che, Al-to, Em Fren-te, Pas-so.

O instrutor deve emitir o comando na posição de sentido, com a frente voltada para o grupo, de forma que todos possam vê-lo e ouvi-lo.

Comandos a pé firme

Sentido:o desbravador fica imóvel, em silêncio, olhando para frente. Os calcanhares se unem com o bater do calcanhar direito e as mãos batidas na coxa. As pontas dos pés abertas em 45º (10 para as 2), as mãos espalmadas na altura das coxas, mantendo os braços levemente dobrados com os cotovelos na direção do corpo, retos. Busto aprumado e cabeça e ombros erguidos. Esta posição é a base de todas as outras na Ordem Unida.

Fonte: J. F. Leite Junior

Descansar: este comando só pode ser dado a partir da posição Sentido, com o mover e bater do pé esquerdo para o lado, mantendo o corpo confortavelmente distribuído entre os dois pés distanciados à mesma distância entre um ombro e o outro. Simultaneamente a mão esquerda segura a mão direita fechada na altura da cintura, em posição confortável. O desbravador permanece em silêncio e em forma. Esta é a posição usada para entrar em forma.

Fonte: J. F. Leite Junior

À vontade: a partir da posição de DESCANSAR, mantendo a posição e em forma. Isto permite ao desbravador ficar à vontade, podendo falar e se mexer, mantendo a posição do pé direito como base.

Fonte: J. F. Leite Junior

Para o voto, posição: não usamos o APRESENTAR ARMAS. Em lugar disto usamos a posição para o voto. A partir da posição de SENTIDO, o desbravador levanta sua mão direita à frente, rente ao corpo, até a altura do ombro, com a palma para a frente, os dedos unidos e o polegar cruzando a palma. (Esta é a posição de Maranata, os quatro dedos são os quatro A’s da palavra Maranata: amar, anunciar, apressar e aguardar a volta de Cristo. O polegar cruzado significa o cristão curvado, em reverência a Deus).

Cobrir: a partir da posição de SENTIDO, todos estendem o braço esquerdo para frente, com exceção da testa, que o estende para o lado, sendo o braço estendido à altura do ombro do desbravador, independente do tamanho do desbravador da frente ou ao lado. A palma está para baixo. Este comando é usado para acertar o alinhamento e a cobertura. A contra-ordem é firme, onde o desbravador abaixa o braço e volta à posição de SENTIDO.

Fonte: J. F. Leite Junior

Cobrir sem intervalo: segue o mesmo padrão do comando COBRIR, só que a testa cobrem com o braço esquerdo dobrado, com a mão fechada tocando a cintura.

Frente para a Retaguarda: com o grupo em DESCANSAR, após o comando, todos dão um pulo fazendo um giro no ar de 180º para a esquerda, dando um grito característico (Rá ou alguma combinação do grupo, como por exemplo o nome do clube e unidade), sem, no entanto, deixarem a posição DESCANSAR.

Frente para a Esquerda: segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A RETAGUARDA, só que o grupo dá um giro de apenas 90º, também para a esquerda.

Frente para a Direita: segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A ESQUERDA, só que o giro de 90º é para a direita.

Fora de forma:o desbravador bate fortemente seu pé esquerdo no chão, à frente, como no Rompimento de marcha. Pode-se combinar um grito característico.

Fonte: J. F. Leite Junior

Voltas a pé firme

Esquerda: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares.

Direita: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares.

Meia volta: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 180º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares.

Oitava à esquerda: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares.

Oitava à direita: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares.

Olhar à direita/esquerda: a partir da posição de sentido, após a voz de execução, os desbravadores girarão a cabeça energicamente para o lado direito/esquerdo, sem desviar a linha dos ombros e sem modificar a posição. O contracomando é OLHAR FRENTE. Observação: a testa e a coluna base não executam o comando.

Fonte: J. F. Leite Junior

Movimentos em marcha

Marche: usado como VOZ DE EXECUÇÃO para os comandos em marcha. Pode ser precedido pelo tipo de passo (ORDINÁRIO, ACELERADO, SEM CADÊNCIA) ou ainda pela direção a seguir (DIREÇÃO À DIREITA, DIREÇÃO À ESQUERDA).

Sem cadência: após o comando MARCHE, os desbravadores romperão com o pé esquerdo só que não precisam marchar, devendo apenas manter-se alinhados e em formação.

Acelerado: após o comando ACELERADO, o grupo responde com Rá e flexiona os antebraços à altura dos cotovelos, então dá-se o comando MARCHE e o grupo rompe marcha em ritmo acelerado, mas mantendo a cadência e o alinhamento.

Ordinário:após o comando MARCHE, o grupo rompe marcha (sempre com o pé esquerdo) e mantém uma cadência em ritmo de passo normal, porém com postura marcial, batendo os pés no chão com a mesma força, os braços deverão fazer um movimento acompanhando o movimento do corpo, sendo a mão com os dedos espalmados e unidos e chegando à altura do cinto.

Erros mais comuns:


Alto: deve ser usada uma Voz de Advertência antes, pois o ALTO é a VOZ DE EXECUÇÃO. Preferencialmente é dado no pé esquerdo, mas independente disto conta-se dois passos a partir do pé direito, parando a marcha no segundo passo, ou seja, no esquerdo (sempre). Ao parar, unem-se os pés, levando o direito energicamente junto ao esquerdo, e as palmas das mãos batidas contra as coxas, retornando assim à posição de sentido. No passo ACELERADO, contam-se quatro passos, ao invés de dois, parando no quarto.

Marcar passo:geralmente utilizado para marcar a cadência. Os desbravadores deverão estender os braços ao lado do corpo, mantendo os dedos unidos e espalmados. O desbravador então começa a marchar sem sair do lugar, elevando um pouco mais os pés, mas sem exageros. Pode ser desfeito com o comando ALTO ou EM FRENTE MARCHE, onde os desbravadores rompem marcha em passo ordinário.

Voltas em marcha

As voltas em marcha só deverão ser executadas nos deslocamentos em PASSO ORDINÁRIO.

Direita: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé direito, com o pé esquerdo o desbravador dará um passo mais curto e volverá à direita, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé esquerdo, na nova direção.

Esquerda: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o desbravador dará um passo mais curto e volverá à esquerda, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção.

Meia volta: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o desbravador dará um passo mais curto e fará um giro de 180º, sobre as plantas dos pés, sempre pelo lado esquerdo, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção.

Olhar à direita: a VOZ DE EXECUÇÃO é dada no pé esquerdo, depois o desbravador dará mais um passo com o pé direito e no próximo passo esquerdo ele baterá mais forte o pé no solo e girará a cabeça para o lado direito, sem que isso interrompa a marcha. A testa e a coluna da direita não executam o comando. O comando é desfeito pelo OLHAR FRENTE.

Passos em frente: o instrutor informará a quantidade de passos a ser dados, sempre em número ímpar, e após o comando MARCHE, os desbravadores romperão marcha só que ao completar o número de passos exigidos eles automaticamente executarão o ALTO (no último passo), sem que este seja dito pelo instrutor. Este comando é usado para deslocamentos curtos. Exemplo: 5 PASSOS EM FRENTE, MARCHE.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino da Ordem Unida para o novo desbravador deverá ser, inicialmente, individual. A instrução coletiva só deverá ser iniciada após o desbravador ter conseguido destreza na execução individual dos movimentos.

As instruções deverão ter um desenvolvimento gradual, isto é, começar pelas partes mais simples, atingindo progressivamente as mais difíceis.

Os treinos de deverão ser freqüentes, mas de no máximo 30 minutos, para que não canse e nem desgaste os desbravadores, pois isto pode fazer com que eles criem repulsa pelo exercício e, progressivamente, pelo clube.

A Ordem Unida sempre deverá ser dirigida por um instrutor que siga os princípios cristãos defendidos pelos Adventistas do Sétimo Dia, de forma a não ridicularizar e nem menosprezar ninguém, tratando a todos de forma igualitária e respeitando as limitações individuais, mas mesmo assim mantendo uma postura firme de forma a obter o respeito do grupo.
Comandos errados não devem ser executados.

Nota: O Clube de Desbravadores ainda não possui um manual próprio para ordem unida, o movimento adota o Manual de Campanha do Exército (clique AQUI para baixar). Então, o material acima está baseado neste manual. Se você preferir, clique AQUI para baixar o conteúdo acima.

Como hasteamento de bandeiras faz parte do nosso civismo, clique AQUI e confira como dobrar as bandeiras após o arriamento.

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