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a formação de um discípuloA formação de um discípulo

Discipulado. Esse é o “segredo” para um Clube de Desbravadores forte e que cumpre os seus ideais. Este também é o melhor método para formar líderes para atuar nos mais diversos cargos da Igreja.

Coloquei a palavra segredo entre aspas porque, na verdade, não é nenhum segredo para nós que o discipulado foi a forma escolhida por Cristo para transformar simples pescadores em grandes evangelistas.

Mas quais são os passos que devemos seguir para formarmos um discípulo? A resposta a essa pergunta está nesse livrinho de apenas 167 paginas. Apesar do tamanho reduzido, o livro é grande em conteúdo. Veja algumas citações:

“Quanto mais eu estudava o Novo Testamento, mais firme se tornava a minha convicção de que o discipulado é a única forma de evitar a má nutrição espiritual e a fraqueza dos filhos espirituais pelos quais sou responsável” p. 18.

“Talvez o erro fundamental cometido por muitos cristãos seja fazer distinção entre receber a salvação e tornar-se um discípulo. Colocam as duas coisas em níveis diferentes da maturidade cristã, presumindo que é aceitável ser salvo sem assumir compromisso com as exigências mais radicais de Jesus como ‘tomar a sua cruz’ e segui-Lo”.

Declarações fortes, não é mesmo? Há muitas outras além dessas. O meu livro está todo sublinhado, já li mais de uma vez porque é um texto tremendamente inspirador. O autor trabalha com discipulado há mais de quarenta e dois anos, ou seja, ela sabe bem do que está falando.

Gostaria de chamar a atenção para um detalhe, este livro não é da CPB e o autor não é um adventista, mas há muito pouca coisa que diverge de nossa doutrina. Quem me indicou foi o meu líder JA (na época o Pr. Fernando Lopes), então não precisam ficar com o pé atrás, basta só desconsiderar as referências à Escola Dominical e coisas do tipo.

Vocês podem encontrar o livro para comprar AQUI. Ele é tão baratinho que dá até para comprar um para cada membro da direção.

1- Éveni

Crítica construtiva?

crítica construtiva

Aposto que você já ouviu essa expressão em algum lugar. Acertei? Ela é usada geralmente pelas pessoas mais próximas para amenizar a “paulada” que vem depois. Mas convenhamos, a crítica, mesmo a que leva o nome de construtiva, pode destruir a autoestima de uma pessoa.

Como bem menciona Dale Carnegie em seu famoso livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, “não há meio mais capaz de matar as ambições de um homem do que a crítica dos seus superiores.”

Há várias explicações psicológicas para isso, mas empiricamente posso afirmar que isso ocorre principalmente pela vergonha e pela sensação de fracasso que advém de perceber que não atendemos a expectativa de alguém.

No Clube de Desbravadores trabalhamos com uma das classes mais sensíveis às críticas, as crianças e adolescentes. Por uma ou outra palavra de censura podemos afetar grandemente a autoestima dos nossos meninos e meninas.

Os motivos para crítica são muitos, às vezes é a letra feia, outras um relatório que não está bem escrito ou ainda o uniforme não está bem limpo e passado. Mas antes de abrir a boca para dizer alguma coisa precisamos pensar como aquilo que diremos afetará o desbravador.

Cada ser humano possui uma personalidade distinta. Analisar os traços típicos do seu desbravador vai te ajudar a ter mais tato na hora de falar de alguma coisa que precisa ser corrigida. Por exemplo, uma menina perfeccionista ficará arrasada se for criticada em relação ao seu caderno. Já um menino mais relaxado não estará nem aí se você disser que o uniforme dele está imundo.

É por isso que broncas gerais são uma péssima ideia. Colocar o Clube em forma e fazer com que desbravadores que não merecem escutem um “sermão” junto com aqueles que precisam ser corrigidos magoa uns e não afetam os que realmente estavam precisando ouvir.

Por isso deve-se prestar muita atenção no que se diz e em como se diz. Para os mais sensíveis, a abordagem deve ser em forma de sugestão, ou ainda perguntar a opinião deles sobre o assunto. Geralmente eles já até reconheceram o erro, mas não sabem como melhorar. Sua tarefa então será ensinar e motivar.

E quando o desbravador é mais “difícil”? Ainda assim é necessário ser cuidadoso. Precisamos saber quais são as circunstancias pessoais pelas quais ele está passando. Muitas coisas podem afetar o comportamento da criança ou adolescente (veja quais são algumas delas no Manual Administrativo do Clube de Desbravadores, seção II). E quando alguém está passando por um problema, a última coisa que ele precisa é de críticas. Assim, seja carinhoso mesmo com aqueles que dão muito trabalho.

É necessário ainda ressaltar que esses mesmos cuidados devem ser observados com os adultos também. Se você é diretor, deve prestar muita atenção em como fala com seus conselheiros e associados. A motivação da sua equipe também depende de como você os trata.

Para não ter erro é só pensar em como Jesus tratava as pessoas. Gastar tempo meditando no caráter de Cristo fará com que você também adquira sabedoria e brandura para saber se relacionar bem com os outros.

1- Éveni

5 dicas para uma reunião de pais de sucesso

Business Presentation

Ao contrário do Clube de Aventureiros, onde funciona a rede familiar e os pais/responsáveis são membros ativos do Clube, o Clube de Desbravadores trabalha com a participação indireta deles, com o principal objetivo de que seus garotos e garotas possam se desenvolver plenamente.

Como deve funcionar, então, o vínculo pais/responsáveis e o Clube?

Primeiramente, nenhum desbravador pode participar do Clube sem a expressa autorização do pai/responsável. Ele precisa autorizar que seu filho participe de todas as atividades do ano. Além disso, precisa dar o devido suporte financeiro para que o Clube tenha condições de cumprir com seu calendário. Quanto mais próximo o pai/responsável for do Clube, teremos melhores resultados no trabalho com o seu filho.

Uma das principais maneiras de criarmos esse vínculo com eles é através das reuniões de pais. Não são necessárias muitas ao longo do ano. O importante é ter sempre uma no início do ano, no final do ano e antes dos principais eventos do Clube, como acampamentos e camporis.

No post de hoje, confira algumas dicas do que fazer na primeira reunião de pais do ano:

Apresentar da direção do Clube: Esse é o primeiro contato com o Clube do ano, então, é necessário que os pais conheçam quem está trabalhando com os seus filhos. O diretor deve apresentar-se e apresentar também a sua diretoria e direção.

Explicar o que é o Clube de Desbravadores: Esse momento é destinado aos pais que não são adventistas e que estão conhecendo o Clube neste ano. Não é necessário fazer um TBD para eles, rsrs, e também não devemos demorar nesse ponto, para que os pais que já conhecem o Clube não se sintam entediados. Eles precisam ter apenas uma visão geral do Clube. Uma boa opção e passar o DVD Viva essa Aventura, pois é curtinho, super explicativo e empolgante!

Descrever os objetivos do Clube local: Os pais devem saber quais são os objetivos que o Clube vai trabalhar no ano, como, por exemplo, desenvolver habilidades campestres; aprender mais sobre a natureza; ter projetos comunitários fixos e ativos; etc.

Discutir o calendário anual e o orçamento: Esse é o momento em que o diretor vai apresentar quais são as atividades que os desbravadores vão participar durante o ano (camporis, feiras, acampamentos internos, exploração de cavernas, caminhadas, etc.). Eles devem estar cientes da data, local, atividades que serão realizadas. Além disso, é o momento ideal para se trabalhar também o orçamento, para que todos saibam quanto será necessário investir no ano e se programarem.

Mostrar a disponibilidade do Clube: O pai/responsável deve sentir que o Clube de Desbravadores é um parceiro na educação do seu filho, por isso, ele deve sentir que o Clube está à disposição para ajudá-lo no que for necessário nessa tarefa.

Para que sua reunião fique mais organizada e os pais já notem que o Clube é uma instituição séria, entregue a cada um uma pauta dos assuntos que serão discutidos e também uma cópia do calendário anual e do orçamento individual. Esteja à disposição para tirar dúvidas e fazer atendimento individualizado no final da reunião, para os pais que desejarem.

1- Alberto

Afinal, pra que servem as especialidades?

Faixa de especialidades cheiaPra que serve estudar e cumprir uma série de requisitos sobre um determinado tema? Por que temos um manual com 475 assuntos diferentes para estudar? O que representa uma faixa cheia de insígnias? Responder a essas perguntas é fundamental para que o Clube de Desbravadores continue a ser um programa relevante. A finalidade desse post é iniciar uma reflexão sobre o assunto e, quem sabe, até um debate.

Antigamente se tinha a ideia de que a especialidade era para tornar o desbravador um especialista em determinado assunto. Isso geralmente trazia um certo peso para o processo de cumprimento dos requisitos. Alguns regionais eram extremamente rígidos e não aceitavam nada menos que a perfeição dos desbravadores.

Ainda bem que essa filosofia está superada, hoje a tese mais aceita é que a especialidade é um meio para despertar no desbravador o desejo pelo conhecimento. Concordamos plenamente com essa ideia! Todavia, a partir desta premissa, alguns líderes têm tomado certas atitudes que tem desvirtuado este programa basilar do Clube de Desbravadores.

Se a especialidade é para despertar o interesse do desbravador, então não é necessário cumprir todos os requisitos, basta dar uma noção geral e pronto! entrega a insígnia para o menino. Com isso multiplicam-se as faixas carregadas de insígnias e o líder acha que está fazendo um excelente trabalho.

Infelizmente esse comportamento tem se alastrado. Tanto que até algumas Associações vem apoiando esse modo de pensar promovendo festivais de especialidades onde os desbravadores têm uma aula de 2 horas, cumpre um ou outro requisito com aquela qualidade e recebe a insígnia.

Este método de “ensinar” uma especialidade tira todo o brilho da conquista da insígnia. Tudo que se consegue com demasiada facilidade acaba perdendo o valor. Com isso, conquistar uma insígnia passa a não significar nada mais que assistir uma aula superficial sobre determinado assunto. Nada mais prejudicial para o programa!

Quando eu era desbravadora, meus pais sempre me ajudavam a fazer especialidades, mas com eles não tinha essa de requisito mal cumprido não. Quando foi necessário aprender a cortar madeira com um machado, meu pai não ficou com dó de ver minha mão cheia de calos. Quanto tive que construir um abrigo, fiz e refiz as amarras tantas vezes até que o abrigo ficou tão firme que eu podia subir na parte de cima dele. Foram três tardes inteiras no meio do mato para a especialidade de Plantas silvestres comestíveis. Tenho muito mais exemplos, mas esses são suficientes.

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Ralar tanto para conseguir uma especialidade me fez ter menos ânimo de fazê-las? Muito pelo contrário! Cada dia eu ficava mais apaixonada por tudo isso e hoje cada insígnia na minha faixa me traz a recordação de bons momentos passados com meus pais ou com o pessoal do Clube.

É para isso que serve uma faixa cheia, para o desbravador olhar e lembrar quanta coisa legal, quantas aventuras ele já viveu! Se não for para isso não adianta nada! Outro dia a diretoria do nosso Clube estava reunida descansando depois do almoço e uma líder comentou de quando levou todas as insígnias do estoque do Clube para casa para fazer o inventário. Ela poderia ter pegado quantas insígnias quisesse, mas ela não o fez. Por quê? Não teria a mínima graça! É isso, receber uma insígnia sem merecer, no fim das contas, não tem a mínima graça!

Depois de muito tempo temos um Manual de Especialidades totalmente reformulado. Uma boa parte do motivo da demora foi pela magnitude do trabalho. Todas as especialidades foram revisadas por profissionais das respectivas áreas. Todos aqueles requisitos muito difíceis de cumprir que não fossem absolutamente necessários para a especialidade foram retirados.

E por que tanto trabalho? Por que existe um manual? Cada especialidade foi desenvolvida com muito cuidado. Procurou-se estabelecer um bom equilíbrio entre teoria e prática para representar desafio na medida certa para caída faixa etária. Tem especialidade para as crianças de 10 anos e tem especialidade que vão representar desafio até para líderes com 20 anos no Clube de Desbravadores. Essa é a graça!

Cumprir uma especialidade significa completar cada um dos seus requisitos. Tem um motivo para ele estar lá! Por isso não se pode simplesmente desconsiderar um requisito e não ensiná-lo ou não exigi-lo. Isso não vai desestimular o desbravador (se você providenciar o meio para que ele possa cumprir), pelo contrário, só vai aumentar a felicidade dele no dia em que ele estiver recebendo a insígnia na frente de toda a Igreja.

Se ater aos comandos do manual não é legalismo ou pragmatismo, é simplesmente valorizar uma das partes mais divertidas do programa dos desbravadores.

AQUI no blog você encontra diversos materiais que vão te auxiliar a ensinar as especialidades de maneira interessante e divertida. Você também pode usar a criatividade e inventar novos meios de ensinar. Pode também buscar na sua região pessoas que entendem do assunto para trazer mais conhecimento.

Se concluir com qualidade cada um dos requisitos de uma especialidade ainda não é seu método de trabalho, faça o teste! Talvez você diminua a quantidade, mas certamente vai aumentar a diversão e a realização de seus desbravadores. Que tipo de memória você que ser para o seu desbravador?

1- Éveni

Cuidado com a ressaca pós-Campori

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Só os fortes entenderão!

Depois de um ano de muita correria e muitos gastos, finalmente chegou o o grande e esperado IV Campori da Divisão Sul-Americana. Mas infelizmente, como diz o ditado, tudo o que é bom acaba logo e agora o Campori é apenas uma ótima lembrança…

Um evento desses é maravilhoso, grandioso, entretanto, se o pós-Campori não for bem administrado, seu Clube pode entrar em uma séria recessão. Isso ocorre, geralmente, porque há uma enorme discrepância entre a magnitude do Campori e os demais eventos a serem desenvolvidos no ano seguinte [isso quando o Campo faz algum evento oficial], sem contar o cansaço da direção do Clube que ralou o ano inteiro para conseguir levar o Clube.

Os efeitos dessa ressaca são uma debandada quase geral na direção e falta de estímulo dos desbravadores. E não pense que isso ocorre só com os Clubes que foram ao Campori. Em menor escala, os Clubes que não tiveram a mesma oportunidade também sofrem com isso.

Caso a direção perca algum membro que quer “tirar férias do Clube”, já há prejuízo para os desbravadores; se perder muitos membros, o enfraquecimento é praticamente inevitável.

Outro fator que mina o ânimo tanto dos desbravadores quanto da direção é a falta de eventos oficiais significativos durante o ano. A maior parte dos Campos não realizará nenhuma atividade para os desbravadores este ano.

O que fazer frente a essa situação?

Primeiramente, direção de joelhos no chão todos os dias, pedindo para Deus forças, ânimo e sabedoria para trabalhar com os desbravadores este ano. Uma sugestão é realizar alguns jejuns até o início das atividades, para uma consagração maior a Deus. O pr. Udolcy jejuou vários dias pelo Campori, vamos copiar a receita!

Com a devida consagração, o Clube deve se fortalecer nos seus principais pilares, no programa do Clube – classes, especialidades, cantinho da unidade, ordem unida, classe bíblica. O foco deve ser o aprimoramento da qualidade. O objetivo maior é maquinar como fazer com que o programa do Clube seja mais atrativo e realmente ensine conhecimentos/habilidades úteis/importantes para o desbravador. Reúna sua equipe, faça seu planejamento estratégico e veja quais ações serão adotadas para se alcançar os resultados desejados.

Conseguir novos desbravadores também é uma excelente opção, afinal, para eles tudo é novidade e o fato de não ter participado do Campori, ouvindo apenas as histórias, os fará ter ainda mais ânimo em ser do Clube para poder participar do próximo!

Por fim, seu Clube deve oferecer ótimos eventos aos desbravadores. Precisa de, pelo menos, dois ótimos acampamentos, bem planejados, equilibrados entre áreas física, mental e espiritual, com um ótimo programa em um local agradável. Os preparativos devem ser feitos com muita antecedência, para não ser apenas mais um. Além disso, caminhadas, trilhas, passeios em parques/zoológico, excursões são boas opções para se costurar o planejamento de 2014 de forma a fechá-lo com êxito!

Tem alguma sugestão que você já testou no seu Clube e funcionou? Deixe aqui seu comentário!

1- Éveni1- Alberto

Correndo contra o tempo

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Tik tak, tik tak, tik tak, tik tak, tik tak, tik tak, tik “frum”… NOSSA LÁ SE FOI O “TAK”, nem consegui perceber e ele já passou. Esta velocidade vertiginosa que vivemos acaba nos deixando desorientados. Quando eu acordo pela manhã é segunda-feira, quando chego em casa novamente percebo que já estamos na sexta. O dia, no lugar de 24hs, parece que tem apenas 12hs; a semana de 7 dias parece que se resumiu a 3; quando você olha para o calendário é janeiro e quando olhamos novamente já é natal!

Com o passar dos anos, tenho a estranha sensação que o tempo anda cada vez mais rápido. Sabemos que nada mudou em relação à quantidade de horas do dia, ou de dias da semana, o que realmente mudou foi nosso jeito frenético de viver a vida, nos envolvemos com tantas coisas. Somos bombardeados por uma série de informações a todo tempo, que não damos conta de fazer tudo que queremos dentro dos prazos que temos. Nunca a palavra planejamento fez tanto sentido na minha vida como nos últimos dias.

Nós que trabalhamos dentro do Clube de Desbravadores sabemos o quando a falta de tempo nos prejudica em conseguir o êxito nas atividades que desejamos cumprir. O final do ano está chegando e geralmente neste momento os Clubes começam a correr para tentar fazer o desbravador terminar o cartão, conseguir aplicar mais alguma especialidade, realizar mais um último projeto antes que o ano termine.

Justamente por estamos na reta final de nossas atividades do ano é que precisamos focar no que é realmente importante e traçar uma estratégia final para alcançar os objetivos. Se você, assim como eu, também está correndo para conseguir preparar tudo para o próximo campori da DSA, este tempo parece que anda ainda mais escasso.

Vamos então tentar promover algumas dicas que podem te ajudar nesta reta final:

  • Sobre as classes, reúna seus instrutores e os oriente a fazerem uma análise do cartão de cada desbravador. Veja o que é preciso ser feito para eles concluírem os requisitos. Cobrem do desbravador os relatórios que não tenham concluído e as leituras que ele ainda não fez. Após fazer o levantamento do que ainda precisa ser feito, veja aquilo que é comum para todas as classes e o que é particular de cada desbravador. Aborde os temas comuns com grupos maiores [classes mais próximas, de idades compatíveis] e os particulares individualmente [você precisará marcar com este desbravador outro momento para ajudá-lo].

Uma boa dica para os instrutores é fazer um “plantão do cartão”. Como funciona? Você pode pegar sua classe e organizar um final de semana da classe. Comece reunindo a classe no sábado à tarde e desenvolva as partes bíblicas do cartão que ainda estão pendentes. À noite, organize uma “noite do relato”, que pode sim ter alguns momentos de recreação, mas lembre à classe que este momento é focado em cumprir atividades do cartão. Se sua classe ainda precisa fazer um pernoite, tente organizar nesta noite especial (lembrando que para estas atividades é preciso ter autorização da diretoria do Clube). No domingo, após a reunião, também é um bom momento para você adiantar as pendências.

  • Se ainda existem projetos a serem realizados, como visita a asilos, orfanatos, projetos missionários, comunitários ou sociais, veja as datas disponíveis e tente, quem sabe, fazer dois projetos no mesmo dia, você pode, por exemplo, visitar um orfanato e ali já fazer a limpeza ou restauração de uma parede, sala… assim cumprirá dois projetos em uma mesma oportunidade.

Este é um momento de muito foco e planejamento (mas não perca muito tempo com o planejamento, esquecendo-se de agir!). Não tente agora fazer projetos grandiosos que você não conseguiu realizar ao longo do ano, veja o que é fundamental, necessário, desejável e dispensável. Coloque o que será preciso para fazer estas atividades, o prazo final de cada uma e o responsável. Abaixo apresento um modelo de uma planilha que pode lhe ajudar a organizar as tarefas.

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Como puderam observar na tabela, aquelas atividades que são consideradas dispensáveis nós já eliminamos de nossa agenda porque o tempo não permite realizar. Não gaste tempo naquilo que te rouba o tempo do que realmente é importante. Note na tabela que o que for desejável, caso o tempo, recursos e oportunidades permitam, pode ser executado, desde que não comprometa o que é fundamental e necessário.

O tempo é implacável muitas vezes quando as questões são prazos, precisamos ter muita disciplina e determinação para não desistir agora nesta reta final. Mas não realize as atividades de qualquer forma apenas porque você está meio sem tempo, lembre-se que como Clube de Desbravadores lutamos sempre pela Excelência, então não seja negligente com as suas obrigações e responsabilidades.

Sucesso para nós e vamos avante porque o tempo é curto!

1- Paulo

Clube de Desbravadores, um IPhone

IPhone

Apesar do lapso de posts dos últimos meses e do problema do servidor, estamos voltando com nosso Cantinho da Unidade com força total! Então, aqui vai o post de “re-abertura”! \o/

Apesar do início complicado que nossos pioneiros tiveram, ao introduzirem na Igreja as bases do Clube de Desbravadores, hoje temos um grande legado mundial. Em 63 anos de existência oficializada, milhares de almas foram transformadas e hoje servem ao Senhor Jesus. Independente da realidade local, o Clube tem sido uma ferramenta que mantém seus juvenis e adolescentes na Igreja e traz os membros da comunidade para os pés de Cristo.

“A mensagem do advento a todo mundo em minha geração”, repetimos a cada domingo. Mas com que intensidade temos nos dedicado a esse objetivo? Como temos encarado o trabalho com o Clube: como um passatempo, simplesmente porque gosto das atividades, ou como uma missão, com o objetivo final de salvar e servir?

Faço essa reflexão porque já vi todas essas realidades presentes nos Clubes que já tive contato, não o Clube como um todo, mas a visão individual dos membros da sua diretoria. Infelizmente, visões do tipo passatempo e apenas gosto pelas atividades muitas vezes sobrepujam a visão missionária… Pior ainda, em alguns casos, essa visão não se restringe apenas à direção local do Clube na Igreja, afetando outros níveis administrativos. Muitos do que levam o trabalho do Clube desta maneira ainda argumentam que apesar de não estar tudo funcionando da melhor forma, o Clube está crescendo, então está tudo ok.

E é exatamente este o ponto que quero chegar. O atual crescimento do Clube é o reflexo do trabalho que a diretoria tem feito? Ou, apesar do trabalho feito de qualquer maneira por parte de alguns, Deus ainda faz prosperar em algum sentido para preservar Sua obra? E, melhor: se o Clube está crescendo assim, como seria o seu crescimento se todos os membros da diretoria estivessem empenhado ao seu máximo?!

Pensando exatamente neste assunto no início do ano, uma analogia me ajudou a expressar melhor minha ideia à diretoria do Clube: o Clube de Desbravadores é um IPhone. Ele pode acessar internet, baixar vídeos, mandar mensagens, fazer chamadas de vídeo, conversar e executar tarefas, fazer agendamentos, tirar fotos, filmar, ler código de barras, pagar contas… Qual é o valor desse IPhone se eu o der a uma criança de 3 anos ou a um “analfabite”? Provavelmente ele será menos útil que um Nókia 5125, que fazia ligações, mandava torpedos e tinha o jogo da cobrinha…

cobrinha

Quais funções do seu IPhone [Clube de Desbravadores] você está utilizando?

1- Alberto

Qualidades de um líder

Vamos dar prosseguimento aos exemplos positivos e negativos das 21 qualidades que todo líder precisa ter. Hoje vamos nos debruçar nas qualidades COMPROMETIMENTO, COMUNICAÇÃO, CORAGEM e DISCERNIMENTO.

838_g_21_indispensaveis_qualidades_de_um_lider5ª qualidade – COMPROMETIMENTO

Exemplo positivo – Atos 7

Quando um líder está comprometido, ele ultrapassa as emoções e a razão e age com a vontade. “Os antigos chineses diziam que a vontade de um homem é igual a uma carroça puxada por dois cavalos: a razão e a emoção.” Para que essa carroça se locomova, esses dois cavalos devem ir na mesma direção. O comprometimento só existe quando o líder deixa a razão e a emoção agir, independente do preço que deva ser pago.

Muitos líderes esperam que seus seguidores tenham um nível de comprometimento maior do que eles têm. Se esse desejo permanecer, o Clube não chegará a nenhum lugar, pois os seguidores não demonstrarão um comprometimento maior do que o líder. Os seguintes valores devem ser compreendidos para que o comprometimento seja desenvolvido:

  • Comprometimento começa no coração;
  • Comprometimento é avaliado pela ação;
  • Comprometimento abre portas para o cumprimento da missão;
  • Comprometimento pode ser medido;
  • Comprometimento capacita um líder a tomar decisões;
  • Comprometimento floresce com demonstração pública de sua responsabilidade.

Exemplo negativo – Lucas 22:54-62

Nestes versos vemos o exemplo de quando Pedro negou a Cristo. Ele tinha afirmado para Jesus que nunca o negaria, entretanto, ele negou seu Mestre 3 vezes.

6ª qualidade – COMUNICAÇÃO

Exemplo positivo – 1 Samuel 10:3-12:25

Todo líder deve possuir o dom da comunicação, pois é através da fala que ele lidera o grupo. Estudos mostram que cerca de 60% dos problemas relacionados à administração está em falhas de comunicação. O líder que deseja motivar sua equipe deve se comunicar de maneira clara e objetiva.

O líder que deseja desenvolver a sua comunicação deve seguir os seguintes passos:

  • Simplificar a mensagem falando de maneira clara, direta e simples;
  • Fale a linguagem do seu ouvinte;
  • Viva o que você fala;
  • Fale com um propósito.

Exemplo negativo – Gn 2:15-17;3:1-6

Um exemplo bem prático, sobre falha na comunicação, é a brincadeira do “telefone sem fio”. Para brincar, as pessoas sentam-se em círculo ou semicírculo e uma pessoa sussurra uma frase no ouvido da pessoa ao seu lado, e a pessoa que recebeu a mensagem sussurra no ouvido da outra pessoa, e assim sucessivamente até chegar à última pessoa. Quando chega na última, ela deve falar a frase que recebeu, mas, na maioria das vezes, nem sempre é a frase que foi dita pelo primeiro jogador.

Você pode não ter o dom da oratória, mas você deve se perguntar se é um bom comunicador. Deus está constantemente se comunicando conosco, devemos estar de ouvidos abertos para receber a mensagem.

7ª qualidade – CORAGEM

Exemplo positivo – 1 Rs 18:1-40

A coragem é como se fosse um “fogo” que desce sobre o líder. A pessoa que deseja ter uma mudança na sua vida deve ser corajosa para enfrentar os desafios que possam vir a existir na jornada. Quando uma pessoa tem coragem ela defende o que é certo, sem se preocupar com o que possa ocorrer. Entretanto, essa coragem não vem assim do nada, ela provem de Deus.

Exemplo negativo – 1 Sm 10:17-13:14

Saul tinha as características exteriores necessárias para ser um bom rei, ele era alto e de boa aparência, entretanto, por dentro ele era vazio. Analisando a história de Saul podemos chegar às seguintes conclusões:

  • Covardia é algo contagioso, pois Golias estava desafiando os israelitas e eles estavam escondidos;
  • Não adianta ter boas intenções se não tiver coragem para realizar;
  • É necessário coragem para fazer o que se pretende;
  • Se a pessoa é covarde, ela se tornará insegura e descomprometida;
  • A falta de coragem fará com que o líder seja sabotado.

8ª qualidade – DISCERNIMENTO

Exemplo positivo – 2 Sm 12:1-15

O discernimento pode ser adquirido de duas maneiras, pode ser um dom ou ser adquirido pela experiência de vida. Uma pessoa que consegue fazer um discernimento sobre o que de fato está acontecendo, olha de maneira mais profunda para as pessoas, analisando assim o seu exterior e seu interior.

Para aperfeiçoar a sua capacidade de discernir, o líder deve:

  • Aprender a ouvir a voz de Deus
  • Possuir a capacidade de solucionar problemas
  • Descobrir o que as pessoas pensam
  • Fazer uma avaliação do seu sucesso
  • Ouvir o que é seu coração está falando

Exemplo negativo – Nm 22:21-35

Mesmo sabendo o que era correto, Balaão decidiu desobedecer a Deus. Foi necessário que uma jumenta falasse para que ele percebesse a presença do anjo. Ele estava completamente cego e só depois do milagre que seus olhos foram abertos. Devido à falta de discernimento, Balaão quase morreu.

Muitos líderes hoje sofrem desse mesmo mal que sofreu o profeta. Para que essa habilidade seja desenvolvida é necessária uma intervenção divina, então ore e peça a Deus para que Ele lhe ajude a desenvolver o seu discernimento e lhe deixe com os olhos abertos para perceber as possibilidades de colocar em prática os seus princípios.

1- Andressa

7 coisas que NÃO devemos fazer na programação do Dia do Desbravador

Dia do Desbravador 2013 - CópiaO Dia do Desbravador é uma data muito especial para nós. Passamos meses pensando no que fazer. Os desbravadores gostam muito de participar ativamente dos cultos, fazendo coisas que geralmente só os adultos fazem, como por exemplo a abertura da Escola Sabatina ou recolher as ofertas.

Mas temos que tomar muito cuidado para não tornar nosso dia especial em um pesadelo para os membros da Igreja. Uma vez ouvi um irmão dizer que quando ele sabia que a programação seria feita pelos desbravadores, ele não ia à Igreja dele. A princípio fiquei com muita raiva mesmo daquela pessoa. Como pode um adventista dizer uma coisa dessas? Mas depois de ver as programações de alguns Clubes, eu entendi o que o irmão queria dizer. Existem alguns cultos e Escolas Sabatinas tão mal feitos, que até eu que sou apaixonada por desbravadores tenho vontade de ir embora e nunca mais voltar. Gente, não é exagero!

Pensando nisso escrevemos essas dicas do que não fazer em uma programação do Dia do Desbravador. Assim será mais fácil sua Igreja apreciar e apoiar o Clube.

  • Atrasar. Esse é o ponto mais básico. Atrasar o início da programação vai fazer o Clube ficar mal visto por todos os anciãos, pelo diretor da Escola Sabatina e talvez até pelo pastor. Por isso seja extremamente pontual.
  • Desrespeitar a cultura da Igreja. Existem Igrejas mais modernas e outras mais conservadoras. Respeitem isso. Este ano tocamos o Hino dos Desbravadores com a fanfarra dentro da Igreja. Em outros lugares não pudemos nem sequer cantar o Hino Nacional! Portanto, converse com o ancião responsável e pergunte o que pode e o que não pode e siga à risca as orientações.
  • Deixar “buracos” na programação. Não existe nada pior do que aquele vazio entre uma participação e outra. Para que isso não ocorra, mantenha alguém responsável pela organização de todo o programa e, acima de tudo, ensaie todas as participações antes.
  • Deixar que alguém com oratória ruim pregue. Não é porque é o Dia do Desbravador que temos que deixar aquela criança que nunca subiu no púlpito pregar. Ou então chamar o regional que é um péssimo orador só por conta do cargo. Se você é o diretor, seja sincero consigo mesmo e tenha humildade de reconhecer, se você não for bom pregador fique longe do púlpito. Nesse dia devemos dar o nosso melhor para a Igreja, então convide alguém que passe uma bonita mensagem.
  • Colocar pessoas que não sabem cantar para cantar. É a mesma orientação do tópico acima. Só escale pessoas que realmente saibam cantar para fazerem as mensagens musicais.
  • Fazer programações longas. Muito, mas muito cuidado mesmo para não passar do horário. As entradas de bandeiras, os ideais e etc. devem ser muito bem ajustadas para não tomar muito tempo. E se demoramos um pouquinho mais nessas coisas, que seja reduzido o sermão. O fato de a programação ser demorada é o que a torna mais impopular entre os membros da Igreja.

Uma última orientação, evite realizar investidura/entrega de especialidade ou mesmo cerimônia de lenço no horário do culto. Não é proibido, mas geralmente torna o programa enfadonho. Prefira fazer isso no JA.

Seguindo essas poucas dicas você proporcionará à sua Igreja um dia realmente agradável.

1- Éveni

Planejamento Estratégico voltado para os Clubes de Desbravadores

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Hoje temos outra novidade no nosso Cantinho. A partir de agora, temos um novo colaborador na nossa Equipe, o Dr. Jorjan Cruz! Como sua especialização em líder máster avançado foi em administração, ele nos ajudará principalmente com esses processos dentro do Clube. Clique AQUI para conhecer um pouco mais sobre ele e confira abaixo seu primeiro post!

Atualmente, o foco da atenção da Administração em alto nível volta-se para a formulação de estratégias de adaptação. Falando em Clubes de Desbravadores, essas estratégias significam a análise de medidas positivas que devemos tomar para enfrentar ameaças e aproveitar oportunidades para garantir seu progresso. Os Clubes devem ser vistos como agentes de mudança, com o objetivo de gerar uma criança protegida, um jovem orientado e um adulto bem resoluto, com respeito próprio. Salvos do pecado e guiados no Serviço.

Com toda essa gama de atrativos voltada para a geração adolescente atual e a crescente insegurança familiar em relação ao ambiente no qual os filhos estão inseridos, cabe aos Clubes de Desbravadores ocupar esse espaço na sociedade, fornecendo alternativas saudáveis, cristãs e promissoras para a atual geração juvenil e adolescente. Agora, na medida em que as necessidades sociais crescem, também aumenta a responsabilidade social e jurídica. Nesse sentido, a atual visão administrativa dos Clubes, que é baseada no voluntariado desapegado e cuidado quase familiar, necessita de reavaliação. Não é o caso de tratar da profissionalização da administração dos Clubes, mas apenas da criação de moldes definidos, facilmente aplicáveis e reprodutíveis para o gerenciamento dos nossos Clubes.

O Planejamento Estratégico (PE) pode ser compreendido como o conjunto de processos de gerenciamento que permitem aos administradores estabelecerem os rumos a serem tomados ou seguidos, originados na sede local (no caso, Igreja local) ou tendo como origem a sede central (como, por exemplo, a Divisão Sul-Americana). Representa os moldes para tomar decisões frente às condições dos ambientes interno e externo, mas não de forma estática. Ele deve ser entendido como uma ferramenta dinâmica de gestão que contém decisões antecipadas sobre as linhas de atuação para o cumprimento da missão dos Clubes, tanto nos níveis social como espiritual. Deve ser elaborado com uma visão de futuro, mas fortemente alicerçado sobre os valores institucionais, como Igreja e como cristãos.

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Entre os principais valores listados na elaboração de um planejamento estratégico, os conhecidos (e que podemos usar em nossa programação) são:

MISSÃO: seu conceito teórico é o de ser a declaração do propósito do Clube. É o que individualiza e distingue o Clube e a razão de ser da instituição frente a outras do mesmo nível. Define o que somos hoje, nosso propósito e como atuamos no dia a dia.

VISÃO: é a ideia de um futuro desejado pela instituição. Transmite a essência do Clube frente aos seus propósitos e como desejamos ser reconhecidos em um futuro determinado.

VALORES INSTITUCIONAIS: são as ideias fundamentais em torno das quais se constrói uma instituição. São nossas crenças fundamentais e convicções dominantes.

PERSPECTIVAS: são compostas por temas estratégicos que representam assuntos inter-relacionados como, por exemplo, função social, finanças, pessoas, etc.

Dentro de uma macro-avaliação do conceito fundamental dos Clubes de Desbravadores, acredito que pouquíssimas instituições tenham trazido de berço, desde seu nascimento, esses marcos do planejamento estratégico tão bem desenhados. Uma simples leitura dos ideais do Desbravadorismo, sob a óptica dos processos gerenciais, nos leva a uma série de associações lógicas entre os valores do planejamento estratégico e os valores que seguimos como instituição.

Uma das correntes mais amplamente utilizadas para a disseminação dos conceitos de Planejamento Estratégico é a do Modelo de Estratégia Competitiva e Avaliação de Desempenho, também conhecido como modelo de Porter. É amplamente aplicado pela sua facilidade em trazer para a realidade conceitos necessários para a fundamentação teórica de cada unidade e sua posterior inserção em um modelo previamente desenhado por uma matriz ou sede administrativa.

Baseia-se nas seguintes questões:

  1. O que estamos fazendo no momento?
    1. Identificar a estratégia usada atualmente, seja implícita ou explícita: o que nós, como Clube, estamos fazendo para prendar a atenção de nossos jovens, adolescentes e juvenis? Como nosso programa (classes, especialidades, cantinho da unidade, classe bíblica, ordem) atrai aos membros? Nossa vocação espiritual está mantida?
    2. Identificar o que supomos estar fazendo (suposições implícitas): será que nosso programa ainda encontra eco nas necessidades atuais do nosso público alvo? Estamos aplicando o programa de maneira adequada?
  2. O que está acontecendo no ambiente?
    1. Análise do setor: em relação ao universo de todos os atrativos disponíveis para a faixa etária com que trabalhamos, como nos enquadramos? Com que outras estruturas ou instituições nosso público alvo divide a sua atenção?
    2. Análise da sociedade: em que contexto social nos enquadramos? Em qual estratificação social (a que classe social meu Clube pertence)? Devemos alterar perspectivas ou estratégias baseadas nas condições sociais do nosso grupo?
    3. Pontos fortes e pontos fracos: essa análise é de fundamental importância. Qual nossa vantagem, que nos diferencia frente às demais instituições? Em que aspecto não podemos competir com as demais? Essa análise pode ser a mais complicada, pois normalmente ela é parcial e tenta encobrir possíveis inconsistências e fragilidades, além de supervalorizar fontes de força limitada, que são muitas vezes insuficientes para alavancar estratégias que nos nortearão.
  3. O que deveríamos estar fazendo? Baseados nas respostas anteriores, começaríamos a desenvolver estratégias para a melhora de resultados, alternativas com estratégias voltadas para as faixas etárias que nos propormos a atingir (grupos etários de Desbravadores, de Conselheiros e de Adultos) e a identificação de possíveis vantagens competitivas que teremos ao serem executadas as estratégias desenhadas.

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É possível a criação de um sistema de gestão de Clubes que oriente a organização de um painel de informações para que cada diretor consiga, a partir de um molde inicial originado da sede principal (DSA), personalizar seu Planejamento Estratégico de maneira individualizada e, o que é mais importante, sequencial. Um dos grandes problemas dos Clubes é que o gerenciamento muitas vezes ocorre seguindo as características do diretor da gestão atual. Isso torna-se um problema quando, por qualquer motivo, é necessária uma substituição do ocupante do cargo no meio das atividades. Muitas vezes, o gerenciamento que não segue um planejamento definido e sequencial fragiliza a estrutura administrativa de um Campo todo.

A macro-visão administrativa do departamental ou do regional poderá antever uma série de dificuldades locais baseada num molde de informações padrão provenientes da sede e que cuja sequência poderá ser seguida por qualquer diretoria que assuma. As reavaliações, uma vez que o Planejamento Estratégico é uma ferramenta dinâmica, também poderão seguir um padrão de orientação às diretorias. Um modelo informatizado de ampla distribuição, para o acompanhamento dos processos gerenciais, seria o agente capaz de modificar a organização das diretorias, equalizando os trabalhos e orientando uma sequencia de atividades e execução dos planejamentos, a despeito de quem ocupasse os cargos. Muitas Uniões já estão aplicando em seus campos modelos de secretaria informatizada, o que representa um embrião dessa ideia.

Ofertar aos Clubes ferramentas que possibilitem estratégias de planejamento e facilidades de execução dos mesmos é a grande arma organizacional para uniformizar as forças de trabalho e fortalecer vínculos entre os Clubes espalhados ao longo do território da nossa Divisão.

1- Jorjan

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