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Um copo de verdade com uma gota de mentira

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Nesses dias estava lendo um ótimo livro. Enquanto eu passava por páginas e páginas onde o autor registrava entrevistas que fizera com grandes defensores do cristianismo como Peter Kreeft, Willian L. Craig, Ravi Zacharias entre outros, imaginava que esse seria o próximo livro a ser recomendado aqui no blog.

Entretanto, vocês não vão vê-lo por aqui e vou explicar o motivo. Embora contenha verdades belíssimas e argumentações valiosas em defesa do caráter bondoso de Deus, da criação, da confiabilidade da Bíblia, o livro possui um capítulo em que se fala sobre o inferno. Apesar de o autor ter a melhor intenção possível em defender a justiça de Deus, ele desconsidera duas grandes verdades bíblicas: o estado dos mortos e o juízo final.

Esse fato me fez pensar em duas coisas: 1) A quantos erros estamos expostos na literatura e na mídia em geral? 2) Estamos preparados para identificar o erro?

Quando eu era criança a moda era pesquisar mensagens subliminares. Muitas vezes pessoas se esforçavam para mostrar uma determinada palavra que aparecia em uma imagem de O Rei Leão. Não sei se realmente havia uma mensagem subliminar ali ou se era só extrema criatividade do palestrante, mas havia sim uma mensagem bastante prejudicial, que por incrível que pareça, nem era mencionada!

Ficou curioso para saber o que era? Você vai se lembrar fácil de uma das trilhas sonoras mais conhecidas do cinema em que o tema era viver sem responsabilidade. Ou seja, não se preocupe em obedecer a seus pais, vai dar tudo certo no final!

Poderia comentar vários outros exemplos aqui, mas não é esse o objetivo, talvez possa ser tema de um próximo post… O que quero destacar é que mesmo em filmes ou músicas aparentemente inocentes, há mensagens prejudiciais. Pode ser um filme ou um livro lindo, mas se ele contém um só tipo de engano, não serve para nossas crianças!

Isso me leva a uma segunda preocupação. Estamos preparados para detectar esses enganos? Quando estava lendo o livro foi fácil identificar a doutrina errada porque desde pequena sei que quando as pessoas morrem não vão direto ao céu ou inferno, e sim ficam descansando no pó da terra. Mas já pensou se eu não soubesse disso? Poderia raciocinar: se as outras partes do livro eram verdade, por que essa não seria? E assim fatalmente seria enganada.

Há apenas uma saída para não sermos ludibriados por conceitos aparentemente bonitos, entretanto, totalmente deletérios: a investigação profunda da verdade! O estudo cuidadoso da Bíblia é o único meio para estar permanentemente alerta para perceber qualquer contaminação. Tal aprofundamento não é alcançado com leituras esporádicas ou displicentes. Somente estudando a Bíblia com afinco e com a ajuda do Espírito Santo é que vamos adquirir conhecimento. Além disso, o estudo da lição da Escola Sabatina também é um importante aliado.

Se temos a necessidade de resguardarmos a nós mesmos, temos ainda mais a responsabilidade de proteger nossas crianças. Por isso precisamos ter muito cuidado com o que colocamos ao alcance delas.

Um copo de água potável acrescido de uma gota de veneno pode ser tão mortífero quanto um copo cheio dele.

1- Éveni

Courage to stand

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O tema do último campori da Divisão Norte Americana pode ser traduzido como Coragem para se posicionar. O personagem principal deste evento foi Ester e sua coragem para defender o seu povo.

Atualmente, não temos visto muitos cristãos com coragem para se posicionar. Eles ficam ali quietinhos tentando passar desapercebidos em suas convicções ou, pior ainda, deliberadamente escondendo o que pensam. Às vezes desconfio que algumas pessoas não têm mais tanta certeza do que é certo ou errado. Entraram na onda de relativismo da sociedade atual que faz de cada um o seu próprio deus.

Os valores do cristianismo estão cada vez mais dissolvidos nesse mar de cultura desregrada. Sexo casual não é mais algo reprovável, adultério virou romance, desonestidade é só uma maneira de ser esperto, as regras de saúde são algo irrelevante, a vida humana não tem mais um caráter sagrado…

Onde estão os cristãos no meio de tudo isso? Onde estão aqueles que deveriam se posicionar e demonstrar que cultivar a moralidade não é coisa de extremistas? Pergunto isso porque não tenho visto muitos por aqui. Às vezes até eu mesma fico calada quando eu poderia educadamente expor o meu ponto de vista.

Mas no meio de tantos cristãos camaleões alguém teve coragem de se posicionar. Um cristão decidiu levantar a voz contra o aborto. Estou falando do Dr. Benjamin Carson, um dos maiores neurocirurgiões pediátricos do mundo. Ele é um cristão, um Adventista do Sétimo Dia que acredita que a vida humana é um dom de Deus e, por isso, fez um brilhante artigo sobre a educação como prevenção para o aborto, por ocasião da Marcha Pró-Vida.

Carson speaks to the Conservative Political Action Conference (CPAC) in National Harbor, Maryland

Ele não estava apenas participando de uma manifestação. Com esse discurso o Dr. Carson está se contrapondo diretamente à política do presidente norte-americano. Para fazer algo dessa grandeza é necessário realmente ter muita coragem. Ele não tem vergonha de ser cristãos e está pronto para defender o que é correto na nação mais poderosa do mundo.

E eu e você? Estamos prontos para permanecer em pé enquanto as trombetas da idolatria e da degradação moral estão tocando? Ou vamos nos inclinar e nos conformar como a maioria está fazendo?

Veja aqui a tradução feita pelo jornalista Felipe Moura Brasil, em seu blog.

Vários anos atrás, fui consultado por uma mulher jovem que tinha 33 semanas de gravidez e estava a caminho de Kansas para fazer um aborto. Eu informei a ela das várias opções disponíveis para além do aborto, e ela decidiu ir adiante com a gravidez, ainda que a criança tivesse hidrocefalia e fosse precisar de uma intervenção neurocirúrgica algumas semanas após o nascimento.

Ela manteve o bebê e ama a criança linda que ele se tornou.

Um par de décadas atrás, eu vim para a unidade pediátrica de cuidados intensivos em jornadas matinais e me contaram de uma menina de 4 anos que havia sido atropelada por um caminhão de sorvete e estava em coma, exibindo pouca função neurológica à exceção de pupilas reativas. Eu testei seus reflexos pupilares, e ambas as pupilas estavam fixas e dilatadas.

A equipe me indicou que isso era algo que devia ter acabado de ocorrer. Eu agarrei a cama e, com alguma ajuda, transportei a menina rapidamente para a sala de cirurgia para uma craniotomia de emergência. Esbarrei no caminho com um neurocirurgião sênior, que me disse que eu estava perdendo meu tempo e que, na melhor das hipóteses, poderíamos acabar com alguém em estado vegetativo.

Mesmo assim, concluímos a operação e, alguns dias depois, suas pupilas ficaram reativas, e ela acabou saindo do hospital. Eu a vi alguns anos atrás andando pelo hospital com a sua própria filha de 4 anos. Ela estava neurologicamente totalmente intacta e me disse que havia se tornado uma espécie de celebridade em função da experiência que acabo de relatar.

O que essas duas histórias têm em comum? Ambas envolvem vidas preciosas que poderiam facilmente ter sido descartadas.

Toda a minha vida profissional foi dedicada a salvar e melhorar vidas. Assim, a ideia do aborto por razões de conveniência não me atrai. Eu conheci pessoalmente várias pessoas que me disseram que suas mães chegaram a considerar a ideia do aborto, mas felizmente decidiram rejeitá-la.

A maioria de nós instintivamente quer proteger criaturas indefesas e às vezes não mede esforços para fazê-lo. Os comerciais de televisão sobre animais que sofrem abusos são pungentes e, como sociedade, às vezes atrasamos ou cancelamos grandes projetos de construção para proteger um inseto, anfíbio ou peixe que estejam “em perigo”. No entanto, muitos de nós fazemos vista grossa para a matança desenfreada de milhões de bebês humanos indefesos, que são muito mais sofisticados do que algumas das outras criaturas, quando nada está em jogo além da conveniência de um ou de ambos os pais.

Eu não estou dizendo que devemos abandonar nossos esforços para salvar filhotes de focas e uma série de outros animais. Eu estou dizendo: não devemos considerar adicionar fetos humanos e bebês à lista?

Assistir ao desenvolvimento do feto humano é inspirador. Em menos de três meses a partir da concepção, os pequenos pés e mãos são bastante reconhecíveis, e diversas características faciais fazem deles fofos, ainda que muito pequenos. Desde o primeiro dia, os neurônios do cérebro estão se proliferando em uma taxa que vai render um escalonamento de 100 bilhões de neurônios até o nascimento. Em questão de nove meses desde a concepção, temos um ser humano que vive, respira, come, emite sons e que apenas dois meses mais tarde se torna interativo socialmente.

Algumas pessoas se opõem a que as mulheres grávidas vejam imagens de ultrassom de seus bebês em desenvolvimento, porque elas não querem que seja desenvolvido um vínculo emocional. Uma contemplação cuidadosa e imparcial, no entanto, pode levar à conclusão de que tal vínculo é essencial para a sobrevivência da humanidade. Agricultores de sucesso nutrem e protegem as suas colheitas em crescimento, e se as condições ameaçam suas colheitas, eles fazem o que é necessário para protegê-las. Ao invés de atacar a analogia, pense no quão mais preciosa que um pé de milho é uma vida humana.

É importante tentar compreender o estado emocional de mulheres jovens que procuram um aborto. Em vez de julgá-las e condená-las, precisamos oferecer compaixão e apoio. Elas precisam ser providas de acesso fácil a serviços de adoção e informações sobre a assistência disponível a elas, caso elas decidam ficar com o bebê. Eu visitei muitas instalações calorosas e convidativas em todo o país, que existem apenas para o propósito de ajudar essas jovens.

É igualmente, senão mais, importante chegar a estas mulheres jovens antes que elas engravidem. Esqueça aquelas pessoas politicamente corretas que dizem que todos os estilos de vida são iguais, e informe a essas jovens sobre as verdadeiras consequências de ter filhos fora do casamento, sem ser financeiramente independente. Precisamos fazer com que elas entendam que podem proporcionar uma vida muito melhor para si e para seus filhos quando elas planejam com antecedência e se valorizam de forma adequada.

Como uma sociedade, nós não podemos ter medo de discutir questões sociais e morais importantes. Nossa herança como uma nação é construída com base em compaixão, perdão e compreensão. Coragem também é de vital importância, porque aqueles que permanecem com princípios e valores divinos serão atacados.

A tentativa de caracterizar o amor e a compaixão para com a vida humana como uma “guerra contra as mulheres” é enganosa e patética. Nós, o povo, devemos parar de nos deixar ser manipulados por aquelas pessoas com agendas que não incluem o respeito pela santidade da vida.

1- Éveni

Uma “loooonga” estrada!

uma longa estrada

Desde junho de 2011, vimos por aqui no Cantinho algumas excelentes contribuições do Pr. Harley Burigatto. Ele entrou em contato conosco por email, à época, e se disponibilizou a colaborar com o nosso Cantinho da Unidade. A partir de hoje, a assinatura dele será comum por aqui, pois agora ele é oficialmente um colaborador da nossa Equipe! Em nome da Equipe Cantinho da Unidade e de todos os leitores, gostaria de dar as boas vindas oficiais ao senhor, pastor! Clique AQUI e conheça um pouquinho da sua história.

Certa vez uma pessoa me disse, assim que eu terminei de estudar a Bíblia com ela: “Estou muito feliz por aprender tudo sobre a Bíblia, pastor…”. E eu respondi: “Mas nem começamos ainda!”.

A Bíblia é uma fonte inesgotável de água pura da Palavra de Deus: quanto mais cavarmos, mais água pura encontraremos. Ou uma mina de pedras preciosas para enriquecer nossas vidas: quanto mais fundo, mais preciosidades.

Não podemos estar satisfeitos de estudar a Bíblia um pouco, ou apenas uma vez. Apresento a Bíblia como uma looooonga estrada a ser percorrida.

Às vezes, nossos pais, nosso capelão ou alguma pessoa especial estuda a Bíblia conosco. Aprendemos, nos surpreendemos e então aceitamos Jesus como nosso Salvador. E depois?

Continue escavando!

A Classe Bíblica é essencial para nossa decisão ao lado de Jesus, mas como continuar nessa jornada? Segue algumas dicas:

  1. Procure estudar outros tipos de Curso Bíblico, que podem ser conseguidos com o Ministério Pessoal de sua Igreja. Existem estudos que aprofundam mais o conhecimento e os encontramos para cada faixa etária que vai desde Aventureiros (6-9 anos) até os Jovens (16 anos ou mais)
  2. Leiam bons livros, sobre assuntos da Bíblia. Ela se tornará mais atrativa à medida que aprendermos sobre:
    1. Arqueologia bíblica, que ajuda aumentar nossa fé à medida que comprovamos sua autenticidade.
    2. História, que ajuda-nos a entender como a Bíblia é confiável.
    3. Profecias, que nos ajudam a entender o cumprimento da Palavra de Deus.
    4. Personagens da Bíblia, que ajuda-nos a compreender a vida, a cultura e o cotidiano deles.
  3. Acesse sites com bons conteúdos bíblicos. O site www.novotempo.com vai lhe dar muitas sugestões. Existem sites especializados em explicar textos e versos bíblicos, sobre criacionismo, sobre arqueologia. Um bom vídeo no YouTube® ou programa da Novo tempo ajudará você a aprender sempre mais!
  4. Estude você mesmo com um coleguinha da sua idade. Se tiver alguma dúvida, peça ajuda a seu conselheiro, diretor ou alguém mais velho na Igreja. Lembre-se… quando você estuda, você aprende junto!
  5. Estude diariamente a lição da escola sabatina de acordo com sua idade. Esse material é preparado para ensinar, continuamente, coisas de Deus para nós.
  6. Leia a Meditação Matinal, dos juvenis, um livro feito com muito carinho para ajudá-lo a aprender coisas interessantes da Palavra de Deus.
  7. Compre Bíblias com suplementos de estudo, comentários adicionais, cadeias temáticas, que ajudará você tornar seu estudo bem mais edificante e interessante.

Enfim, quando você terminar seu estudo bíblico, pode acreditar que é apenas o primeiro passo de uma grande caminhada de aprendizado: quanto mais você lê a Bíblia, mais perto de Deus você está, mais conhecimento você adquire e mais perto do céu você fica!

Maranata!

1- Harley

Mais uma “descoberta” dos pesquisadores

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice - Croácia

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice – Croácia

Uma reportagem do Correio Brasiliense, um dos jornais de maior circulação em Brasília, chamou minha atenção. Não pela novidade, muito pelo contrário, por eu já saber do assunto há muito tempo.

A matéria traz o destaque “Estudo revela que morar perto da natureza melhora a saúde física e mental”. O jornalista então discorre sobre a pesquisa feita pelo Departamento de Saúde Ambiental e da Unidade de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar da Finlândia que encontrou os mesmos resultados que a pesquisa da Universidade de Exeter Medical School, no Reino Unido.

Todavia, isto não é novidade para nós, não é mesmo? A escritora americana Ellen White, há 2 séculos, já aconselhava as pessoas a deixar a cidade e ir morar no campo. Isso porque ela não vivia nessas cidades super tumultuadas e com o trânsito caótico que vivemos hoje.

“Em todo o mundo as cidades estão se tornando viveiros de vícios. Por toda parte se vê e ouve o que é mau, e encontram-se estimulantes à sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se incessantemente a onda de corrupção e de crime. Cada dia oferece um registro de violência: roubos, assassínios, suicídios e crimes revoltantes.

“A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da exaltação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível.

“Não era desígnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se apinhasse em cortiços. Ele pôs, no princípio, nossos primeiros pais entre os belos quadros e sons em que se deseja que nos alegremos ainda hoje. Quanto mais estivermos em harmonia com o plano original de Deus, mais favorável será nossa posição para assegurar saúde ao corpo, espírito e alma”. (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 363-365).

Aqui em Brasília ainda temos alguns recantos com um pouco de natureza, mesmo assim conheço pessoas que cresceram aqui que não sabiam o que é um pé de milho! Ainda que na cidade haja parques e praças é diferente de viver em uma cidadezinha pequena cercada de natureza.

Em todos os lugares, mas especialmente nas cidades grandes, o Clube de Desbravadores apresenta uma excelente oportunidade para aumentar o contato com a natureza. Os passeios, caminhadas, acampamentos e demais atividades ao ar livre auxiliam o desenvolvimento tanto da mente quanto do corpo.

É por isso que nossa filosofia deve ser cada vez mais voltada para o natural e não para o artificial. Não temos como competir com a tecnologia, se formos lutar no campo dela. Nossa chance de influenciar as crianças está exatamente em dar o oposto do que elas estão acostumadas.

Aí está a importância de ter um programa de atividades ao ar livre relevante. Visitar uma fazenda, andar a cavalo, tirar leite, bater manteiga, cortar lenha com um machado ou machadinha, subir em árvores para apanhar frutos, tomar banho no rio terá gostinho de aventura para a maior parte das crianças. Essa é a nossa missão!

1- Éveni

Dramatização cristã

Dramatização cristã

Uma das novidades do novo Manual de Especialidades foi a especialidade de Dramatização Cristã, que foi traduzida do manual da Divisão Norte-Americana. Clique aqui para ver os requisitos necessários para a conclusão desta especialidade.

A dramatização cristã é um instrumento de evangelização que vem sendo cada vez mais utilizado nas igrejas e é uma ferramenta frequentemente utilizada nos Clubes de Desbravadores. Porém, é comum haver divergências na Igreja sobre a utilização de dramatização cristã ser correta ou não.

Segue abaixo um texto que o Pr. Alberto Timm escreveu sobre a utilização da dramatização na Igreja, o qual faz um apanhado sobre o assunto na Bíblia, nos escritos de Ellen White e no uso pela Igreja, além de definir alguns critérios necessários para o estabelecimento de parâmetros para a utilização correta deste recurso evangelístico.

Todos os direitos reservados à Igreja Adventista do Sétimo Dia

Todos os direitos reservados à Igreja Adventista do Sétimo Dia

O uso de dramatizações na igreja

O Antigo e o Novo Testamento estão permeados de dramatizações simbólicas.

Alberto R. Timm

Especialistas na área de comunicação têm afirmado que aprendemos 83% das informações do mundo exterior através da visão; 11% através da audição; e 6% distribuídos entre o tato, o olfato e o paladar. Isto significa que nos lembramos muito mais daquilo que vemos do que daquilo que meramente ouvimos.

Se a visão é tão eficaz no processo da comunicação, deveria a Igreja Adventista do Sétimo Dia valer-se apenas de recursos auditivos na proclamação do “evangelho eterno” (Apoc. 14:6)? Até que ponto poderia esta denominação incorporar recursos visuais e dramatizações em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White?

A fim de respondermos a estas questões, consideraremos, inicialmente, alguns antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e nos escritos da Ellen White.  Procuraremos, então, identificar alguns princípios básicos que poderão nos ajudar a estabelecer parâmetros seguros sobre o assunto.

No Antigo Testamento

A liturgia do Antigo Testamento centralizava-se nos rituais simbólicos, primeiro, dos altares patriarcais; depois do tabernáculo mosaico; e, por último, do templo de Jerusalém. Esses serviços ministrados por sacerdotes (cf. Êxo. 28 e 29; Lev. 8) constituíram uma prefiguração dramática da salvação  que haveria de se concretizar através do sacrifício e do sacerdócio de Cristo. Animais representavam a Cristo; a imolação desses animais simbolizava a morte de Cristo; e o sangue deles prefigurava o sangue de Cristo. Também as festas de Israel eram marcadas por inúmeras dramatizações (ver Êxo. 12:1-27; Lev. 16 e 23). Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de “o evangelho em figura”[1].

Outro ato religioso dramático do Antigo testamento era a cerimônia da circuncisão. Esse ato foi ordenado por Deus como um símbolo exterior do concerto entre Ele e Seu povo.

Em números 21:4-9, Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo. Todos aqueles que olhassem com fé para aquela serpente, viveriam.

Dramatizações são encontradas também nos livros proféticos do Antigo Testamento. O próprio Deus usou recursos pictóricos para descrever realidades sócio-políticas e religiosas nas visões proféticas registradas em tais livros, como Ezequiel, Daniel e Zacarias.  Por exemplo, no capítulo 2 do livro de Daniel, a Segunda Vinda de Cristo é representada pela grande pedra que feriu os pés da estátua. Já no capítulo 1 de Oséias, encontramos Deus ordenando que o próprio profeta (Oséias) dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta.

Portanto, o uso de recursos visuais (incluindo dramatizações) permeava o culto do Antigo testamento. Tais recursos eram parte do serviço do santuário, da cerimônia da circuncisão e dos ensinos proféticos. Mas o emprego de tais recursos visuais não se limita apenas ao Antigo Testamento.

No Novo Testamento

Os quatro evangelhos apresentam inúmeras ocasiões em que Cristo usou ilustrações vívidas da natureza e da vida diária para ensinar lições espirituais. Ele não apenas se valeu do recurso didático das parábolas, mas até comparou-Se  a Si mesmo com tais figuras como a água (João 4:10), o pão (6:41 e 48), a luz (8:12), a porta (10:9), o pastor (10:14) e a videira (15:1-5).

A própria cerimônia do Batismo é uma dramatização simbólica, instituída por Cristo para marcar o início de uma vida de consagração a Deus. Cristo não apenas submeteu-Se a essa cerimônia (Mat. 3:13-17), mas também ordenou que ela fosse ministrada a todos quantos aceitassem o evangelho (28:18-20).

Até mesmo Sua morte dramática sobre a cruz tinha propósitos didáticos. Ellen White declara que “a cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus” [2]. Ela acrescenta que “o Calvário aí está como um monumento do estupendo sacrifício exigindo para expiar a transgressão da lei divina” [3].

Esse evento dramático ocorreu sobre uma cruz com o objetivo de tocar os “nossos sentidos embotados” [4]. Ele é relembrado simbolicamente através da cerimônia da Santa Ceia (ver Mat. 26:17-30;  João 13:1-20), que é, por sua vez, uma dramatização litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores (cf. João 13:13-17; I Cor. 11:23-26).

À semelhança de alguns livros proféticos do Antigo Testamento, o conteúdo do Apocalipse de João é caracterizado por dramatizações simbólicas, que descrevem pictoricamente o desenvolvimento do plano da salvação no contexto do grande conflito entre as forças do bem e os poderes do mal.

Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamento estão permeados de dramatizações simbólicas. Especialmente o Batismo e a Santa Ceia são dramatizações do plano de salvação, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia da igreja.

Nos Escritos de Ellen White [5]

Analisando-se os escritos de Ellen White, percebe-se, por um lado, que ela: (1) endossa reiteradas vezes as dramatizações litúrgicas do Antigo Testamento (o cerimonial do santuário, etc.); (2) enaltece as dramatizações litúrgicas do Novo Testamento (o Batismo, o Lava pés, a Santa Ceia, etc.); (3) engrandece o ritual sacerdotal de Cristo no Céu; (4) não criticou a dramatização a que assistiu na Escola Sabatina de Battle Creek, em 1888 [6], (5) não condenou a encenação do Natal de 1888, em Battle Creek, mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovação aos pontos negativos [7]; e (6) não condenou o uso das bestas de Daniel e do Apocalipse como ilustrações evangelísticas.

Por outro lado, várias citações de Ellen White desaprovam o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral [8]. Estariam essas citações condenando indistintamente todo tipo de dramatização? Eu creio que não, pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas Igrejas.

É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre essas características destacamos as seguintes: (1) afastam de Deus; (2) levam a perder de vista os interesses eternos; (3) alimentam o orgulho; (4) excitam a paixão; (5) glorificam o vício; (6) estimulam o sensualismo; e (7) depravam a imaginação [9].

Na Igreja Adventista

Grupos de dramatização têm participado freqüentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produção de filmes e/ou videocassetes Um em Vinte Mil (EUA), O Grande Conflito (Argentina), Heróis da Fé (Austrália), O Barquinho Azul (Brasil) e muitos outros. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em suas séries de conferências públicas.

Dramatizações fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominação. Elas são usadas também em nível de Igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e Natal, como nos departamentos infantis da Escola Sabatina.

Várias dessas dramatizações têm elevado espiritualmente tanto os apresentadores como os que a ela assistem. Existem, no entanto, aqueles que pensam que os fins justificam os meios e que as boas intenções são o único critério determinante para a aceitação de um determinado programa. Mas se restringíssemos os critérios apenas ao nível das intenções, certamente incorreríamos no grave erro de abrirmos as portas a todo e qualquer tipo de programação “culturalmente” aceitável.

Critérios Básicos

Cuidadosa consideração deve ser dada não apenas às intenções, mas também à própria natureza do programa, à escolha dos participantes, bem como ao tempo e local adequados tanto para o ensaio quanto para a apresentação da cena.

As dramatizações devem: (1) evitar o elemento jocoso e vulgar; (2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.); (3) ser bíblica e historicamente legais aos fatos, como estes realmente ocorrem; e acima de tudo, (4) exaltar a Deus e a Sua palavra (e não os apresentadores da programação).

Já os apresentadores devem ser pessoas cuja vida espiritual e conduta estejam em plena conformidade com os princípios adventistas, e que estejam dispostos a acatar as orientações da liderança da congregação local e das organizações superiores da denominação. Prudente seria que todos os participantes de um elenco de dramatização fossem escolhidos com base nas diretrizes sugeridas pelo Manual da igreja Adventista do Sétimo Dia para a seleção dos “membros do coro da igreja” [10].

A liderança da Igreja, por sua vez, é responsável por prover orientações adequadas aos apresentadores das dramatizações. A ela compete exercer uma função equilibradora, para que as programações sejam um meio (e não um fim) de melhor glorificar a Deus e de mais efetivamente comunicar o evangelho ao mundo. Jamais deve permitir que dramatizações venham obliterar a centralidade da pregação da palavra na liturgia adventista.

Portanto, as dramatizações permeiam a liturgia tanto no Antigo como no Novo Testamento; Ellen White, por sua vez, não condena todo o tipo de dramatização, mas apenas as exibições teatrais que afastam de Deus, levam a perder de vista os interesses eternos, alimentam o orgulho, excitam a paixão, glorificam o vício, estimulam o sensualismo e depravam a imaginação.

Se alegarmos que toda e qualquer dramatização é inapropriada, teremos consequentemente, de suspender: (1) o uso de filmes, que são o produto de dramatizações; (2) a maior parte das programações dos departamentos infantis na Escola Sabatina (colocar coroas na cabeça das crianças, cenas do céu, etc.); (3) todas as “cantatas” e grande parte das apresentações musicais de nossas igrejas; e, até mesmo (4) a celebração da cerimônia do Batismo e da Santa Ceia.

Por outro lado, devemos ser cuidadosos tanto na avaliação da natureza do programa, como na escolha dos apresentadores e do tempo e do local dos ensaios e da apresentação. O uso adequado de dramatizações implica não meramente agirmos em conformidade como nossa própria consciência (sendo ela santificada), mas também com base nos princípios bíblicos e dos escritos de Ellen White. Toda cena deve glorificar a Deus e não aos apresentadores.

 Referências

  1. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238.
  2. Educação,  pág. 263.
  3. Caminho a Cristo, pág. 33.
  4. Educação, pág. 263
  5. Para um estudo mais detido das declarações de Ellen White sobre dramatizações, ver Arthur L. White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas” (documento disponível no Centro de Pesquisas Ellen White, Instituto Adventista de Ensino – Campus Central, Engenheiro Coelho, SP). Tais declarações podem ser mais bem compreendidas através da leitura do artigo intitulado “Divertindo as Massas”, de Benjamim McArthur, em: Gary Land, ed. , The World of Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1987), págs. 177-191.
  6. A. L.  White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas”, pág. 1.
  7. Idem, págs. 5 e 6.
  8. As principais citações de Ellen White nas quais ela expressa sua desaprovação ao uso de exibições teatrais, encontram-se no livro Evangelismo, pág. 136-140.
  9. Ver A. L. White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas”.
  10. Ver Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992), pág. 111.

Fonte: Centro de Pesquisas Ellen G. White

1- Mateus

Mudar o estilo de vida pode reverter o envelhecimento celular

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Há algum tempo os adventistas eram conhecidos por serem vegetarianos (ao menos na região em que eu morava). Quando alguém convidava um adventista para almoçar nem se perguntava nada em relação aos hábitos de alimentação, a refeição era vegetariana e ponto final!

Mais ou menos marcante, conforme o lugar, o vegetarianismo é uma característica do povo adventista. Nossa mensagem de saúde é forte e precisa, ainda que em alguns lugares esteja um pouco ofuscada pelo estilo, de certa forma, insalubre das grandes cidades.

Temos inúmeras razões para não comer carne e minha intenção aqui não é lista-las, você já sabe muito bem a maioria delas. Também não estou fazendo campanha contra o consumo deste alimento, cada um deve tomar suas decisões de acordo com a luz que recebeu. Quero apenas compartilhar com vocês este interessante estudo que encontrei há algum tempo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mudar-o-estilo-de-vida-pode-reverter-envelhecimento-celular

Estes estudos confirmam uma verdade que conhecemos há muito tempo. E não estou falando de quando a escritora americana Ellen White alertou sobre a nocividade dos produtos de origem animal. Se compararmos os anos vividos dos pré e pós-diluvianos veremos uma drástica redução.

Pré-diluvianos

Sete – 912 anos (Gen 5:8)

Enos – 905 anos (Gen 5: 12)

Jerede – 962 anos (Gen 5:20)

Pós-diluvianos

Serugue – 230 anos (Gen 11:22 e 23)

Naor – 148 anos (Gen 11: 24 e 25)

Abrãao – 175 anos (Gen 25:7)

Viu como a mudança é drástica? Em Gênesis 25:8 a Bíblia diz que Abraão morreu em boa velhice, avançado em dias. Ou seja, ele ainda viveu mais que os contemporâneos dele. E qual a principal diferença entre estes dois grupos? Exatamente! O consumo da carne.

Quando os seres humanos passaram a usar os animais como alimentos seus anos de vida reduziram significativamente. E agora este fato está começando a ser explicado pela ciência. Além de reduzir o risco de ter câncer, a dieta vegetariana associada a um estilo de vida regrado aumenta a longevidade.

Leia a reportagem completa e veja que interessante os resultados. Você pode usá-la também na instrução da especialidade de Temperança ou para requisitos das classes que envolvam o estudo da saúde física. Espalhe o conhecimento, afinal quem não quer viver bem por mais tempo?

1- Éveni

Clube de Desbravadores, um IPhone

IPhone

Apesar do lapso de posts dos últimos meses e do problema do servidor, estamos voltando com nosso Cantinho da Unidade com força total! Então, aqui vai o post de “re-abertura”! \o/

Apesar do início complicado que nossos pioneiros tiveram, ao introduzirem na Igreja as bases do Clube de Desbravadores, hoje temos um grande legado mundial. Em 63 anos de existência oficializada, milhares de almas foram transformadas e hoje servem ao Senhor Jesus. Independente da realidade local, o Clube tem sido uma ferramenta que mantém seus juvenis e adolescentes na Igreja e traz os membros da comunidade para os pés de Cristo.

“A mensagem do advento a todo mundo em minha geração”, repetimos a cada domingo. Mas com que intensidade temos nos dedicado a esse objetivo? Como temos encarado o trabalho com o Clube: como um passatempo, simplesmente porque gosto das atividades, ou como uma missão, com o objetivo final de salvar e servir?

Faço essa reflexão porque já vi todas essas realidades presentes nos Clubes que já tive contato, não o Clube como um todo, mas a visão individual dos membros da sua diretoria. Infelizmente, visões do tipo passatempo e apenas gosto pelas atividades muitas vezes sobrepujam a visão missionária… Pior ainda, em alguns casos, essa visão não se restringe apenas à direção local do Clube na Igreja, afetando outros níveis administrativos. Muitos do que levam o trabalho do Clube desta maneira ainda argumentam que apesar de não estar tudo funcionando da melhor forma, o Clube está crescendo, então está tudo ok.

E é exatamente este o ponto que quero chegar. O atual crescimento do Clube é o reflexo do trabalho que a diretoria tem feito? Ou, apesar do trabalho feito de qualquer maneira por parte de alguns, Deus ainda faz prosperar em algum sentido para preservar Sua obra? E, melhor: se o Clube está crescendo assim, como seria o seu crescimento se todos os membros da diretoria estivessem empenhado ao seu máximo?!

Pensando exatamente neste assunto no início do ano, uma analogia me ajudou a expressar melhor minha ideia à diretoria do Clube: o Clube de Desbravadores é um IPhone. Ele pode acessar internet, baixar vídeos, mandar mensagens, fazer chamadas de vídeo, conversar e executar tarefas, fazer agendamentos, tirar fotos, filmar, ler código de barras, pagar contas… Qual é o valor desse IPhone se eu o der a uma criança de 3 anos ou a um “analfabite”? Provavelmente ele será menos útil que um Nókia 5125, que fazia ligações, mandava torpedos e tinha o jogo da cobrinha…

cobrinha

Quais funções do seu IPhone [Clube de Desbravadores] você está utilizando?

1- Alberto

Para que serve a tempestade

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Esta é uma premissa que deveríamos ter em mente. Ao se lançar ao mar, o marinheiro deve saber aonde chegar, e ele tem isso bem claro. Também sabe o seu propósito ao partir.

Ao encontrar uma tempestade no meio do caminho, suas habilidades vão ser testadas ao limite, e aonde o mar encontrar a sua fraqueza, lá será travado uma batalha. Passado o mau tempo um dia o barco chegará ao porto seguro. Feliz e com um forte sentimento de vitória, o marinheiro olhará para trás e agradecerá ao mar.

Sabemos que bons marinheiros são forjados nos mares tempestuosos, e por saber disso ele reconhece a oportunidade e agradece.

Ele sabe que a tormenta tem um propósito, ele sabe do seu também. Se não fosse o caos, quem daria a ele a referência e a noção do melhor, como ele aprenderia a lidar com o imponderável, como ele poderia dormir no aconchego da sua cama, ou mesmo dar valor a um prato quente de comida.

Em certo momento da vida do navegador, ele para de julgar o mar, o vento forte, a marejada, os cortes nas mãos e as noites mal dormidas. Ele simplesmente aceita tudo, e aprende que cabe a ele buscar seus recursos internos e toda sua experiência para viver a vida entre os elementos. Sem viver o caos, nunca aprenderia sobre o discernimento, e sem o discernimento ele jamais saberia como fazer suas escolhas e assim nunca saberia como tomar uma decisão, e sem tomar decisões, ele jamais chegaria onde ele sabe que tem que chegar.

Navegamos muitas vezes sem rumo, esquecemos onde queremos chegar, e nos negamos a vivenciar todas as experiências, por simplesmente não entendermos a natureza dos acontecimentos. Por isso quando o caos se apresenta nos apressamos em julgar. Julgamos quem nos fere, julgamos o mundo, julgamos os que erram nos julgamos e nos esquecemos de que a dificuldade mora ao lado da superação, pois ela tem a tarefa de nos dar a referência de onde estamos e de onde podemos chegar.

Não existe viagem segura se não sabemos onde queremos chegar.

Beto Pandiani

Este texto traz algumas lições para a vida retiradas da experiência do autor como velejador. Várias delas podem (e devem) ser trazidas para a nossa vida espiritual. Para mim, dois aspectos se destacam.

O primeiro é que na vida precisamos de um objetivo. Assim como ninguém veleja sem saber aonde quer chegar, nós não devemos viver sem ter um rumo. “Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer ir” (Sêneca). A vida cristã deve ser um constante velejar em direção ao Céu, não uma navegação sem rumo.

O segundo é que, assim como podem existir tempestades ao velejar, podem surgir obstáculos neste trajeto. Os obstáculos servem para nos fazer crescer, trazer aprendizado, dar experiência. Satanás não nos tenta naquilo em que somos fortes, ele procura nossas fraquezas. Não somos “velejadores” experientes em relação à vida cristã, portanto não podemos confiar em nosso próprio conhecimento, mas confiar em Deus (Pv. 5:3).

E nesses momentos ter um objetivo faz toda a diferença, assim como o velejador deve manter seu foco no porto seguro, nós cristãos devemos manter os nossos olhos no nosso Porto Seguro. Pois “Quando não se sabe para onde vai, qualquer caminho serve” (Lewis Carrol). Se nos esquecermos do nosso objetivo, qualquer coisa que o mundo oferecer estará de bom tamanho.

E ao final da jornada, o cristão olhará para trás e agradecerá por tudo o que Deus fez para que ele chegasse ao destino.

Sempre que penso ou vejo algo sobre navegar ou velejar, lembro de uma música da qual gosto muito, que faz essa analogia entre a vida cristã e a navegação. Ela foi o tema do meu primeiro acampamento de desbravadores e tema do CD do Ministério Jovem de 1999.

Rumo ao Porto Seguro

tempestade acalmada 2O meu barco vai firme ao porto seguro,Meu barco navega no mar de águas revoltas, sem paz; Terríveis trovões, tempestades de alto-mar.
Eu vou confiante pois sei que o meu Redentor vai também,
E tem em suas mãos o controle da embarcação.
Mas se tento o timão controlar quase deixo o barquinho afundar,
Pois meus braços não podem a força do mar suportar.
Cristo então me estende sua mão e controla a embarcação,
Sorrindo pra mim, me oferece a salvação.

Pois seu rumo está sob as mãos de Jesus.
Navegando nas águas geladas da Terra
Sinto o calor daquEle que a tudo liberta.

Depois que entreguei a Jesus o rumo da embarcação
Não tive mais medo das ondas do alto-mar.
Em breve irei atracar no mar onde a água é cristal,
E onde estarei para sempre liberto do mal.
Só então saberei como foi que Jesus até ali me guiou,
Só então saberei como foi que ele o barco salvou.
Finalmente atraco no cais, que alegria poder encontrar
Os barcos de irmãos que também chegaram ao lar.

1- Mateus

Contagem regressiva

contagem-regressiva-

“Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!” Mateus 25:13

Eu me lembro de quando eu era criança e meus pais marcavam uma viagem ou um acampamento em família. Ansiosa como eu sempre fui, eu começava a contar os dias até o passeio. Depois que entrei no Clube a contagem regressiva era para o Campori. Eu me lembro que, às vezes, tinha até dificuldade para dormir pensando e imaginando como seria esse grande evento.

Aposto que você também já passou e passa por alguma coisa semelhante. Ou conta os dias até um grande evento, ou para o dia que sai o resultado do vestibular, ou mesmo para o dia do pagamento… rs Para tudo aquilo que queremos muito que aconteça fazemos uma contagem regressiva, não importa a nossa idade.

E para a volta de Jesus? Estamos aguardando ansiosamente esse grande evento? Estamos perdendo o sono pensando em quão maravilhoso será esse dia ou estamos confortavelmente dormindo igual aos discípulos de Jesus?

Não tem como dizer exatamente quando será. Não tem como colocar um timer contando os dias, as horas e os minutos. O que eu quero dizer com fazer uma contagem regressiva é: estou ansioso para que Jesus volte? Ou para mim tanto faz?

Quando estamos realmente com vontade que algo aconteça não paramos de falar sobre o assunto… quantas vezes você falou que Jesus vai voltar essa semana? Ou ao menos você lembrou que este grande dia está bem perto de chegar?

Os sinais estão bem visíveis. Cada guerra, cada conflito, cada movimento de perseguição aos cristãos, cada roda de escarnecedores que se propõe a tirar sarro de Deus são prenúncios que o timer da Terra está quase zerando. E nós nessa história toda?

Não quero escrever muito, quero que você tire suas próprias conclusões. Quando eu era criança não tinha como fazer nada para o dia da viagem chegar mais rápido, mas o tempo para a volta de Jesus pode ser abreviado de acordo com o nosso trabalho!

Que possamos sempre ter isso em mente em todos os momentos da nossa vida. Eu não tenho vontade de viver muito mais tempo nesse mundo e tem muita gente que não está aguentando mais… vamos fazer alguma coisa???

1- Éveni

Conquistando o errante

Como líderes e cristãos, frequentemente nos machucamos quando nos deparamos com desbravadores, amigos ou familiares que não estão trilhando os caminhos de Deus. O que fazer nesses casos?

A meditação desta manhã traz uma resposta direta à essa pergunta, por isso gostaríamos de compartilhá-la. Com muita propriedade, Ellen White nos releva qual a vontade de Deus quando nos depararmos com essa situação.

Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mateus 18:15

Se você se sente ofendido porque seu semelhante ou amigo está agindo errado, prejudicando a si mesmo, e foi surpreendido em alguma falta, siga a regra bíblica: “Vai e repreende-o entre ti e ele só” (Mt 18:15). Quando você se achegar a alguém que supõe estar em erro, fale-lhe num espírito manso e quieto; “porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tg 1:20).

Os que erram não podem ser restaurados senão com um espírito de mansidão, bondade e terno amor. Seja cuidadoso. Evite qualquer coisa que passe a ideia de orgulho ou autossuficiência, seja por olhar, gesto, palavra ou entonação da voz. Guarde-se contra uma palavra ou olhar que exalte a si mesmo ou coloque sua bondade e justiça em contraste com suas fraquezas. Previna-se contra a mais leve aproximação de desdém, arrogância ou desrespeito. Evite cuidadosamente toda aparência de ira e, embora você possa usar de franqueza no falar, não permita que haja reprovação, qualquer acusação injuriosa, falar irritadiço, mas amor sincero. Acima de tudo, que não haja sombra de ódio ou má vontade, amargura alguma ou acidez na expressão. […]

Tenha em mente que o sucesso da repreensão depende grandemente do espírito com que é dada. Não negligencie a oração fervorosa a fim de que você possa ser humilde, e que os anjos de Deus possam ir adiante de você, trabalhando no coração daqueles a quem busca alcançar, suavizando-o mediante celestiais impressões para que seus esforços sejam proveitosos. […]

Você tem se desculpado por falar mal de seu irmão, irmã ou semelhante, antes de ir a ele e dar os passos que Deus ordenou. Você diz: “Mas por quê? Eu nada falei senão depois de estar tão sobrecarregada que não podia mais me conter.” O que a sobrecarregou? Não foi, por acaso, a negligência do próprio dever, de um “assim diz o Senhor”? (Ag 1:5). Você está sob culpa de pecado porque não foi e falou ao ofensor de sua falta, entre você e ele só. […]

Algumas vezes, a branda e terna reprovação não surtirá bom efeito. Nesse caso, a bênção que você desejava que o outro recebesse ao seguir o caminho da justiça, cessando “de fazer mal” e aprendendo “a fazer o bem”, retornará para você (Is 1:16, 17). Se os que erram persistirem no pecado, trate-­os bondosamente e deixe-os com o Pai celestial (Review and Herald, 17 de julho de 1879).

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