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Sonhe alto

Essa semana estou lendo Risco calculado, de Benjamin Carson, que como vocês sabem, é o livro do ano indicado para os universitários. Gostaria de tê-lo lido antes, já estamos no fim de novembro, mas só agora tive a oportunidade.

A leitura me fez lembrar de outra obra do mesmo autor. Talvez você já tenha ouvido falar de Sonhe alto. Não há como não se inspirar ao ler a história deste garoto pobre e negro, que cresceu numa época e lugar completamente desfavorável, todavia, se tornou um dos maiores – senão o maior – neurocirurgião pediátrico do mundo! Neste livro, que contém um relato ainda mais emocionante que o contido no filme Mãos talentosas, o Dr. Carson relata os segredos de seu sucesso. Talvez você já até imagine do que se trata, mas eu não vou estragar a surpresa… rs.

Quando leio essa biografia penso em quantas crianças se perdem por falta de estímulo, como a história de muitas delas poderia ser diferente caso pudessem se espelhar num herói de carne, osso e princípios. Ao incentivar os seus desbravadores a ler Sonhe alto você não estará apenas incentivando a leitura, e sim ajudando-os a descobrir uma gama de possibilidades que estão disponíveis a todos aqueles dispostos a lutar por um ideal.

Clube de Leitura: O céu de Zalika

O céu de Zalika

Um conto de Denis Cruz

Zalika, menina de pele negra, estava sentada no terreiro de casa, olhando para o homem de terno encardido que conversava com sua mãe. O homem ela conhecia. Era um missionário que sempre estava pelas vilas ali perto, acompanhado de um tradutor chamado Taú. Ele falava de um tal Jesus, de sua morte numa cruz e de um lugar chamado céu, onde haveria tudo de bom, para sempre.

– [Zalika já tem idade para ser vendida] – dizia a mãe da menina em um dialeto africano, enquanto Taú traduzia o missionário.

A conversa já durava um bom tempo, e a cada frase o pequeno coração da menina se apavorava ainda mais. Sua mãe falava em vendê-la para comprar alimento para a família. Taú traduzia as palavras do pastor, mas nenhuma parecia convencer a mãe. Zalika estava com medo. Não sabia o que acontecia com as meninas ou meninos vendidos; só sabia que eles nunca mais eram vistos.

– [Então o missionário comprará sua filha] – disse Taú e a mulher silenciou. – [Não a venda para os traficantes que rodeiam a vila. O missionário a levará agora, se a senhora permitir.]

O Pastor Jacó tirou algumas notas do bolso do paletó suado e as estendeu para a mãe da menina. Ela pegou o dinheiro e o contou, gritando em seguida:

– [Menina! Pegue o que é seu e vá com esse homem daqui].

Aproximando-se de Zalika, Taú lhe falou baixinho:

– [Não precisa pegar muita coisa. Você não vai precisar.]

A menina entrou no casebre armado com tocos e coberto de palha. Além de uma boneca suja e esfarrapada, não tinha mais o que pegar. Saiu com a bonequinha pendurada na mão e olhou para a mãe que sequer virou-se para ela. Zalika esperava alguma palavra de despedida; talvez um beijo, ou um abraço. Nada recebeu.

O missionário Jacó segurou em sua mão encardida e a conduziu para dentro de um carro. A menina olhou para trás, fitando dois irmãos tão negrinhos como ela, sentados no terreiro. Pensou sobre o futuro deles e temeu pelo próprio futuro, pois não sabia o que lhe iria acontecer.

O carro sacolejou na estrada de chão, levantando poeira vermelha. Jacó tomou algo de um cantil e o estendeu para a menina, dizendo algumas palavras que ela não entendeu. Mesmo assim tomou do líquido fresco do cantil. Era algo tão bom, sem gosto e ao mesmo tempo tão gostoso.

– [É água limpa] – explicou Taú em seu dialeto e riu com a expressão de surpresa da garota. Sabia que ela, possivelmente, nunca havia tomado água que não fosse suja.

Quando o carro finalmente parou na fronteira, soldados olharam para dentro e começaram a discutir qualquer coisa com Jacó e seu tradutor. Zalika suspeitava que o motivo da discussão era sua presença naquele carro, pois os soldados gritavam e apontavam os dedos e armas para ela.

Mais uma vez Jacó colocou a mão no bolso e a menina lembrou-se de suas histórias sobre Jesus: “Ele pagou um preço por você”; “Jesus, na cruz, pagou com a própria vida para que você pudesse ser salva.” Será que o missionário estava, naquele momento, pagando por ela?

Os soldados abriram caminho e Taú limpou o suor da testa, voltando a falar com Jacó, sem ela conseguir entender a língua deles.

Depois de muito tempo na estrada, entraram numa cidade, passando por várias ruas e estacionando em frente a uma casa grande de paredes com a pintura corroída.

– [Dora, esta é Zalika] – Taú a apresentou para uma senhora de pele morena, bem mais clara que a sua.

A mulher sorriu e ao mesmo tempo a avaliou, mexendo em seus cabelos fartos e encardidos de poeira e olhando embaixo das unhas imundas. Resmungou alguma coisa que fugiu ao entendimento da menina e a puxou para o pátio da casa, levando-a até um tanque e esfregando-lhe as mãos. A mulher gritou algo para dentro da casa e uma moça veio em seguida, com um copo cheio de um líquido que parecia água barrenta.

– [Prove!] – disse Dora, numa tentativa de falar o dialeto da garota.

Zalika deu uma pequena bicada no copo e depois o tomou de uma vez só, sentindo o gosto adocicado e, para ela, indescritível.

– [Leite com chocolate] – Taú explicou de novo. – [Mais tarde você pode tomar mais.]

Dora a levou primeiro para o pátio, onde seu cabelo foi lavado e cortado. Depois Zalika foi para o banheiro e não acreditou que estava debaixo de um jorro de água limpa. Várias vezes ergueu a boca e fartou-se.

Em seguida a governanta lhe deu roupas limpas e mostrou seu quarto, que era dividido com outras cinco meninas, todas resgatadas das vilas das redondezas; todas vítimas de alguma violência daquele cenário de guerra.

Depois de se arrumar, Zalika olhou sua própria imagem no espelho. Cabelos aparados e penteados. Pele limpinha e rosto sem aquele acúmulo de poeira grudando no canto dos olhos. Havia um belo sorriso naquele rostinho de menina quando outra garota a puxou pela mão e a arrastou pelos corredores da grande casa, até alcançarem uma sala onde havia uma mesa, com várias meninas sentadas. Na ponta estava Jacó, Taú e Dora.

– [Feche os olhos que o pastor Jacó vai orar.] – disse a nova amiga.

Zalika fechou os olhos e ouviu as palavras sem sentido do missionário. Todas as meninas começaram a se servir. Havia pão, manteiga e um caldo maravilhoso (era apenas macarrão e legumes, mas para Zalika, como eu disse, era maravilhoso). A recém chegada se fartou. Nunca na vida tinha comido algo tão gostoso. Nunca na vida tinha comido em tanta quantidade e, por isso, a fome tinha sido uma parceira indesejável, porém constante. Lembrou-se dos banquetes que o missionário falava quando ia na vila.

– [Você sabe onde está?] – perguntou-lhe a menina à sua frente.

– [Eu sei] – Zalika respondeu com um sorriso franco, revelando um pão dentro da boca. – [Eu estou no Céu!] – e algumas lágrimas caíram de seus olhos.

PROJETO DE LEITURA

Tema: Caridade, missão, evangelismo, céu.

JUSTIFICATIVA

No cenário mundial é comum flagrarmos situações de total abandono e violência à criança. O estado de miserabilidade é terrível em muitos países e as crianças são as grandes vítimas.

Algumas pessoas, movidas por um senso de caridade, atuam de maneira maravilhosa para amenizar o impacto da violência e miséria na vida de crianças. É importante, assim, que o jovem compreenda o que é caridade e seja motivado a ter mais amor e compaixão pelo próximo, mediante ações concretas.

OBJETIVOS

Entender a miséria que há no mundo.

Compreender quão abençoados somos, em detrimento de algumas dificuldades.

Motivar atos de caridade.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

  1. Apresentar a palavra “miséria” e deixar os desbravadores darem seus conceitos sobre ela.
  2. Apresentar a palavra “caridade” e deixar os desbravadores darem seus conceitos sobre ela.
  3. Pesquisar sobre locais no mundo onde a miséria é um grande problema. Quais os motivos de tal miséria? Quais ações sociais estão sendo feitas nesses locais?
  4. Ler o texto e propor as seguintes questões:
    1. Por que o pastor estava naquele local? Por que ele mantinha uma casa de abrigo para crianças?
    2. Como era o relacionamento de Zalika com sua mãe? Ela esperava que fosse diferente?
    3. Existe no mundo pais que vendem seus filhos?
    4. Por que Zalika achou que estava no céu?
    5. Se compararmos a vida do jovem desbravador de seu Clube com a de Zalika, qual a diferença? O que os desbravadores possuem que Zalika não possuía em sua casa?
  5. Após a leitura, iniciar um diálogo com os desbravadores, questionando:
    1. Existem situações parecidas com as de Zalika próximas de onde vocês estão?
    2. O que os desbravadores podem fazer, concretamente, como forma de levar um pedacinho do céu para essas crianças?

SUGESTÕES DE AÇÕES

  1. Identificar uma casa de abrigo de crianças e agendar uma visita.
  2. Levar brinquedos e/ou roupas para essas crianças.
  3. Fazer um piquenique com as crianças do abrigo. (nossa sugestão é que o piquenique seja com frutas e pães levados pelas crianças e que também tenham atividades no local – nada que ultrapasse mais de uma hora e meia).

Clique AQUI para baixar o conto e AQUI para baixar o plano de leitura.

Clube de Leitura: Quem sou eu?

Falta menos de um trimestre para o fim do ano 2012. Para os líderes da Igreja, 2013 já é assunto da pauta da comissão. As pessoas já estão cansadas das atividades acumuladas, os alunos ansiosos com o fim das aulas… todos anseiam um novo ano em que tentarão mudar alguns hábitos mais uma vez.

Que tal incluir, como uma das metas, desenvolver gosto pela leitura? Sabemos que essa é uma tarefa árdua, mas que tem resultados muito benéficos para os desbravadores! Semana passada vimos AQUI algumas dicas gerais sobre o incentivo à leitura, mas a partir dessa semana iniciamos oficialmente a nossa seção Clube de Leitura.

Para essa seção, convidamos alguém muito especial para compartilhar seus conhecimentos conosco. Denis Cruz vai publicar por aqui dicas de livros e contos para incentivar a leitura dos desbravadores, começando agora mesmo! Ao final, o conselheiro encontra um plano de leitura, com as atividades propostas para aquele conto. [Conheça o perfil do Denis na página da nossa Equipe].

Reserve um tempo no seu cantinho da unidade para essa atividade, pelo menos, uma vez a cada 15 dias. Se possível, reserve um espaço semanal para o Clube de Leitura no programa da sua reunião regular. Você verá a diferença que essa prática vai causar na vida dos seus desbravadores. Depois contem para a gente como foi… Boa leitura!

Quem Sou Eu

Um conto de Denis Cruz 

Quem sou eu? Para responder a essa pergunta tão simples eu teria que contar, primeiro, quem eu fui e, só então, poderei dizer quem sou. Tenho boas memórias sobre minha infância. Tive bons pais, estudei em boas escolas, usei roupas da melhor qualidade e sempre aproveitei bem a vida. Lembro-me das baladas com os amigos. Altas festas. Era bom demais.

Meu primeiro porre foi aos quatorze anos. Uma comédia. Foi numa festa de quinze anos de uma amiga da escola. Eu bebi tanto que vomitei na vasilha do ponche. Até hoje meus amigos contam essa história. Foram eles que me deram banho, café amargo e me levaram pra casa. Meus pais nem desconfiaram.

Não me lembro do que aconteceu exatamente, só sei o que o pessoal me contou. Eu nunca havia bebido nada e acho que gostei do sabor do ponche.

Depois daquele dia, comecei a sair mais com os amigos e sempre alguém dava um jeito de levar uma bebida. Cerveja, uísque, vodka, sempre havia alguma coisa pra animar a festa.

Eu obedecia meus pais e resistia às insistências dos meus amigos. Mas não é fácil ser alvo dos sarros de amigos e, após muita insistência, eu sempre dava a primeira “bicada” numa cervejinha. Era a última coisa que eu via, o resto da história só ficava sabendo pelos comentários dos amigos na escola, no outro dia.

Era sempre aquela comédia: ou eu tinha dançado com a avó da aniversariante, urinado no vaso de flor, ou vomitado no tapete da sala, beijado o cachorro na boca, ou coisas que nem me contavam, só riam em um coro interminável. De toda forma, eu amava isso, pois sempre era o centro de todas as atenções.

Assim vivi até uns 18 ou 19 anos, sempre só na cervejinha, pois ela era mais fácil de “controlar”.

Na minha festa de formatura de segundo grau, resolvi dar-me um presente: eu iria experimentar um bom uísque. Um amigo comprou um dos melhores, serviu meu copo: uma dose completa, com um cubo de gelo dentro. Degustei em um grande gole. Foi como colocar uma gota de sangue na língua de um tubarão. Se eu fechar os olhos posso sentir o sabor e o cheiro daquele gole. Depois disso eu não me lembro de mais nada. Acho que há coisas que nossa memória faz questão de esquecer.

Eu achava que gostava de cerveja, mas posso afirmar: para mim, bebida fermentada não é nada; a destilada é tudo.

Minha vida era simples: de dia ajudava meu pai na loja e de noite, festa e mais festa. Meus pais não entendiam muito bem o que estava acontecendo, pois sempre julgaram ser algo da juventude e que logo eu teria maturidade suficiente pra abandonar toda aquela baderna.

Recordo-me, também, de quando minha filha nasceu. Eu tinha uns 22 anos, minha namorada havia engravidado, nós assumimos. Bem, pra dizer a verdade, nossos pais nos assumiram, pois nenhum de nós tinha independência financeira e precisamos ir morar na casa do meu pai.

No dia em que a pequena Milena ia nascer, fiz questão de não beber nada, pois queria estar cem por cento presente em cada momento do que ia acontecer.

No hospital, enquanto esperava pelo parto, eu tremia e suava frio. Minha boca estava seca. Sentia uma sede terrível. Era muita emoção. Precisei sair pra tomar um ar e só retornei duas horas depois, após ter quase esvaziado uma garrafa de vodka na conveniência perto do hospital.

Lembro-me de que as enfermeiras não queriam que eu entrasse, mas consegui me livrar delas e sair correndo pelo corredor do hospital gritando: “Milena, Milena, você nasceu minha filha?” Parei em frente ao quarto onde minha esposa estava, mas alguém trancou a porta por dentro. Eu só queria ver a Milena. De joelhos, eu esmurrava a porta, chorava e gritava o nome da minha pequena. Que gostoso, eu podia ouvir o chorinho dela vindo de dentro do quarto. Eu só queria ter sido o primeiro a pegá-la no colo e ver aquele rostinho de anjo…

Milena… eu sinto saudades dela. Meu casamento durou pouco. Uns três anos, talvez. Minha esposa não aceitava meu apreço pela bebida. Mas tudo bem, separações fazem parte da vida.

Eu podia ver minha filha aos fins de semana, conforme combinamos, mas depois perdi esse direito, pois num domingo bati o carro com a Milena dentro. Ela quase morreu. O Juiz do caso acreditou na versão de que eu estava dirigindo bêbado.

Mas eu ainda podia ver a Milena no apartamento da minha ex-esposa. Porém, também perdi esse privilégio num dia que apareci lá no meio da semana, vindo de uma festa. Eu arrombei a porta e joguei minha filha nos ombros dizendo que a levaria pra junto de mim para sempre. Ela chorava, mas eu dizia pra não se preocupar, pois eu a protegeria.

Minha ex tentou tirá-la dos meus ombros, mas bati nela. Depois disso, perdi o direito de me aproximar da minha filha. Tenho que manter uma distância de trezentos metros dela.

Milena… sinto saudades… Faz três anos que não posso olhar nos olhos da minha filha.

Eu destruí parte do patrimônio da minha família. Eles gastaram muito comigo, na maioria das vezes pra me tirar da cadeia por causa de uma série de infrações.

Meu pai e minha mãe ficaram ao meu lado até não terem mais forças pra me suportar. Eu matei até mesmo as esperanças deles.

Na minha vida eu já fumei, eu já cheirei, mas no meu sangue nada tem mais efeito do que o álcool. É como se eu tivesse uma sensibilidade pra ele.

Alguns aprendem a amar o álcool. Eu acho que já nasci com esse amor em meu sangue. Com o álcool eu chego ao meu oitavo céu, mas, quando eu acordo, me vejo no oitavo círculo do inferno.

Às vezes, acordo em uma poça de lama, ou no canto da calçada, todo sujo e fedido. Já acordei em uma delegacia, em hospitais ou rodeado de um bando de drogados.

Há duas horas, eu ia me matar, mas a campainha tocou antes que eu puxasse o gatilho. Era meu amigo Mauro. Ele me pegou pelo braço e me trouxe aqui. Falou-me de Deus e disse que poderia ser minha última chance de viver decentemente.

Quem sou eu? Acho que agora posso responder: eu me chamo Lúcio Dias Júnior, tenho 32 anos de idade, estou agora sentado em uma cadeira de reuniões dos Alcoólatras Anônimos e, pela primeira vez na minha vida, reconheço que sou alcoólatra.

PROJETO DE LEITURA

Público alvo: Classes de Pioneiro, Excursionista e Guia

Tema: Relacionamento familiar, álcool, vício

JUSTIFICATIVA

O álcool é a droga lícita mais difundida entre os jovens. Mesmo havendo proibição legal de venda a menores, é bem comum festas regadas livremente com bebida alcoólica.

O álcool tem sido o vilão, também, em acidentes de trânsito e pesquisas apontam como um dos grandes responsáveis por muitas das fatalidades das estradas.

É necessário, assim, que o jovem compreenda os riscos do consumo de álcool e qual a melhor recomendação quanto ao seu uso: a abstenção.

OBJETIVOS

Entender os malefícios do consumo de álcool (na sociedade e na família).

Entender os riscos do consumo de álcool.

Compreender o que é um alcoólatra e quais seus desafios.

Concluir sobre a melhor postura do jovem diante do álcool.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

  1. Pesquisar sobre alcoolismo.
  2. Pesquisar sobre centros de recuperação para alcoólatras.
  3. Pesquisar estatísticas atuais sobre acidentes de trânsito ocorrido por causa de consumo de álcool.
  4. Pesquisar sobre o limite legal de idade para compra/venda de bebida alcoólica.
  5. Pesquisar sobre a taxa de tributação sobre bebida alcoólica.
  6. Pesquisas sobre a Lei seca em algumas cidades.
  7. Ler o texto e propor as seguintes questões:
    1. O personagem central reconhecia ser um dependente de álcool ou achava tudo bom e normal? Explique.
    2. O personagem central obteve tratamento para sua dependência? Este tratamento surtiu resultado?
    3. Quando começou a dependência do personagem central?
    4. A família teve culpa ou tentou ajudar?
    5. Quais os efeitos do álcool na vida do personagem?
  8. Após a leitura, propor um debate, sugerindo-se as seguintes questões:
    1. Por quê o álcool é liberado, mesmo sendo tão prejudicial?
    2. Uma dose apenas tem problema?
    3. Como tem sido os resultados em cidades que adotaram a Lei seca depois de determinada hora?
    4. Você conhece algum alcoólatra? Pode compartilhar a experiência dele?
    5. Por que o álcool atrai tanto o jovem?
    6. Por que as propagandas sobre álcool são tão atrativas e utilizam, especialmente, a sensualidade e o humor?
    7. Qual a melhor postura que devemos tomar diante do álcool?
  9. Fazer um JURI SIMULADO (ÁLCOOL NO BANCO DO RÉUS – Culpado ou inocente), dividindo os papéis entre os alunos: jurados, testemunhas, juiz, promotor (acusará o álcool), advogado (defenderá o álcool), etc.
Clique AQUI para baixar o conto e AQUI para baixar o plano de leitura.

 

Como cultivar hábitos de leitura

O gosto pela leitura vem com a prática. Quem gosta de ler, com raras exceções, são pessoas que foram incentivadas a ler desde criança. Provérbios 22:6 nos diz que devemos ensinar a criança no caminho que deve andar, e até quando for velha não se desviará dele. Esse verso se aplica a tudo, inclusive ao gosto pela leitura. É um aprendizado contínuo, que deve ser bem conduzido. Pessoas que não passam por esse aprendizado quando criança, não se sentem à vontade e não gostam quando precisam fazer isso. E cada vez mais as pessoas passam menos tempo lendo livros e mais tempo fazendo quaisquer outras coisas.

As lições e testemunhos que os livros do ano trazem são muito boas e importantes. Mas além desse papel, estamos fazendo ainda mais quando lemos o livro do ano no Clube: estamos ajudando os juvenis e adolescentes a criar gosto por leitura de qualidade.

Como existem crianças que não gostam do momento de leitura do livro, precisamos adotar algumas práticas para motivá-las a criar esse hábito. Aqui estão algumas dicas para incentivar as crianças nesse aprendizado:

1. Dê o exemplo para os mais jovens, goste de ler e mostre que a literatura é uma forma de diversão.

  • Esteja sempre lendo algo: sempre que terminar um livro, procure outro.
  • Os membros da direção devem participar dos momentos de leitura com os juvenis nas reuniões do Clube ou ter um livro para a direção ler na reunião.
  • Não faça comentários depreciativos sobre os livros que devem ser lidos no Clube, como: “ainda bem que eu não preciso ler tal livro”, ou “tal livro é muito chato”, etc.

2. Escolha um ambiente adequado para a leitura. O ambiente deve ser livre de distrações e deve ser confortável. O ambiente deve propiciar que a leitura do livro seja o foco do momento de leitura.

3. Converse com outras pessoas sobre pontos interessantes do livro que estão lendo, faça isso de uma maneira natural.

4. Quando o juvenil ou adolescente citar algum assunto de interesse, sugira um livro interessante sobre o tema (“li um livro legal sobre isso, …”). Caso tenha o livro, pergunte se ele quer emprestado.

5. Crie uma biblioteca com livros interessantes na Igreja ou no Clube.

Clique aqui e veja algumas sugestões de bons livros e alguns textos sobre literatura. Fique à vontade para sugerir livros e deixar sugestões de como incentivar juvenis e adolescentes a gostar de ler, deixe um comentário ou nos mande um e-mail.

Como esse é um assunto de extrema relevância, a Equipe Cantinho da Unidade vai trabalhar uma seção nova por aqui: o Clube de Leitura. Nela teremos ideias e materiais para desenvolvermos um projeto de leitura no Clube. O responsável pela seção é um colaborador muito especial, que vocês conhecerão semana que vem! Não percam!!!

Livros do ano 2013

Quem não gosta de ficar sabendo de uma informação antes de todo mundo? Então, que tal anotar, em primeira mão, a lista dos livros do ano 2013? Mais uma vez, a Equipe Cantinho da Unidade consultou a Casa Publicadora Brasileira, que gentilmente nos informou a lista.

Apenas o livro dos adultos já está publicado. Os de desbravadores, jovens e universitários são traduções e o de aventureiros é brasileiro, mas ainda não foi lançado. Assim, para vocês já ficarem por dentro da história, fizemos uma tradução livre do título de da sinopse. Assim que os livros forem lançados em português, postaremos a sinopse oficial.

Adultos

Fé e obras, Ellen White

Há pessoas que confiam parcialmente em Deus, e parcialmente em si mesmas. Não vêem que Jesus é um Salvador sempre presente; e não estão dispostas a confiar a Ele a guarda de sua alma. Não esperam em Deus para serem guardadas por Seu poder, mas confiam na vigilância contra a tentação e no cumprimento de certos deveres, para serem por Ele aceitas. Este livro mostra que elas só encontrarão descanso quando depuserem seus fardos aos pés de Jesus.

 

Desbravadores

O boi que guardava o sábado e outras histórias milagrosas da Rússia, Bradley Booth

Não havia ninguém que lhe conhecia. Ninguém se importava com o que lhe aconteceu. Enquanto virava na cama tentando dormir, sua mente de repente começa a entrar em pânico e gritar em protesto. Como eu fui me meter nisso? Nickolai Panchuk, um pastor que morava na União Soviética, lutou como um prisioneiro da KGB (principal organização de serviços secretos da União Soviética) para encontrar seu propósito.

Perseguido por sua fé cristã, Nickolai ficou em um campo siberiano por 8 anos, recusando-se a sacrificar sua fé e sofrendo as consequências da sua decisão. Perseguido, espancado e abatido, Nickolai encontra esperança em alguém muito improvável: um velho boi chamado Maksim. Com a ajuda e força de Deus, Nickolai e Maksim trabalharam juntos para realizar um milagre semanal: testemunhar de Cristo na mais aviltante das circunstâncias e ganhar almas ao longo do caminho.

O Boi que Guardava o Sábado e Outras Histórias Milagrosas da Rússia descreve a fidelidade dos cristãos ao longo dos tempos de perseguição e os animais que Deus usou para ajudá-los. Independente das circunstâncias, cada uma dessas testemunhas colocou a sua confiança em Deus e demonstrou compromisso inabalável na sua fé – não se importando com o preço a ser pago.

Jovens

Conectado, Steve Case

Em conectado, Steve Case faz uma releitura do clássico Caminho a Cristo e apresenta uma nova perspectiva àqueles que já procuraram por Deus. Aqueles que já desistiram, ou não, da sua busca por Deus irão encontrar nova esperaça e percepções exclusivas que os colocarão em contato com o Todo Poderoso.
Isso envolve um grande risco. Mas não tentar é um risco ainda maior! Conectado te desafiará a ir corajosamente além dos seus limites, a se conectar com o Deus que é maior do que todas as coisas.

 

 

Universitários

Mistérios da criação, L. James Gibson e Humberto Rasi (eds.)

O que é a teoria da Criação? Houve, de fato, um dilúvio universal? O que dizer acerca dos dinossauros? Um cristão pode ser um bom cientista? Mistérios da criação trará as respostas a essas e outras questões, para aqueles que estão interessados em conciliar a interface entre a fé bíblica e a ciência.

 

Aventureiros

Enquanto eu cresço, Marcos de Benedicto e Sueli Oliveira

Ainda não publicado

 

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