A longa viagem das borboletas-monarca

A migração anual das borboletas-monarca fascina os seres humanos há mais de um século. Quando o inverno se aproxima, milhões desses insetos deixam diversos lugares do norte dos Estados Unidos e sul do Canadá e voam ininterruptamente até uma única localidade, com cerca de 100 km², na região central do México. Como elas são capazes de tal precisão é a pergunta que sempre se fizeram muitos cientistas.

Vários estudos mostraram nos últimos anos que o instrumento de navegação das borboletas-monarca é na verdade seu relógio biológico, que funciona como uma espécie de bússola solar que se orienta pela duração do dia e da noite. As engrenagens desse relógio biológico, no entanto, só foram reveladas recentemente numa pesquisa realizada na Universidade de Massachusetts.

Os pesquisadores identificaram um novo mecanismo associado ao relógio biológico, diferente do de outros insetos e de mamíferos, levando a crer que a bússola solar das borboletas-monarca é um marca-passo interno ainda mais antigo do ponto de vista evolutivo. “Esses resultados estão nos ensinando muito sobre a evolução dos relógios biológicos em geral”, diz o biólogo Steven Reppert. Segundo o pesquisador, essas borboletas se orientam por dois mecanismos: um deles é parecido com o de outros insetos e o outro, com o dos mamíferos. “Em algum ponto da história deste planeta, essas engrenagens bioquímicas seguiram caminhos diferentes”, acredita o autor.

Fonte: Mente e Cérebro

Nota: Esse relógio biológico migratório das borboletas-monarca é realmente fantástico: se elas demorassem demais para iniciar a migração morreriam, pois são uma espécie que não suporta o frio do inverno das regiões de origem; se iniciassem sua migração muito cedo também morreriam, pois temperaturas mais amenas (como as encontradas durante a migração) mantém seu metabolismo mais baixo, proporcionando uma economia de energia. Além disso, se errarem o caminho, morrem por exaustão (assim como ocorre com outras espécies migratórias). Se o relógio biológico migratório das borboletas-monarca e seu senso de orientação são resultado de milhões de anos de evolução (como afirmam os darwinistas), essa espécie estaria extinta. Sua existência é resultado de uma combinação de fatores que deveriam funcionar perfeitamente desde o princípio.

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